Vida de Hilarião:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 1

Olá Amigos! Pax et Bonum!

Como vimos na primeira leitura da carta de São Jerônimo acerca da vida de Santo Hilarião, São Jerônimo pede que o Espírito Santo desça sobre ele para que, de modo fiel, ele possa transcrever e registrar todas as bem-aventuranças deste Santo.

São Jerônimo pede que ele possa encontrar as palavras que expressem verdadeiramente os fatos de modo que seja uma narrativa da vida e, sobretudo, as virtudes. Boa leitura!!!

A JUVENTUDE DE HILARIÃO E SUA ASCESE

Uma rosa em meio aos gramáticos. Hilarião, nascido na aldeia de Tavata, situada a uns sete quilômetros e meio de Gaza, cidade da Palestina, floresceu, segundo o provérbio, como uma rosa entre os espinhos, já que seus pais eram idólatras. Eles o enviaram para a Alexandria e o confiaram a um gramático; ali Hilarião, tendo em conta a sua idade, deu mostras do seu grande talento e bons costumes. Em pouco tempo, era amado por todos e chegou a ser bem versado na arte de falar. Porém, mais importante que tudo isto, é que acreditava no Senhor Jesus. Não se deleitava nas paixões do circo, nem no sangue da arena, nem na luxúria do teatro; todo seu afã era para participar das assembleias da Igreja.

Foi então que se viu diante do célebre nome de Antonio (Santo Antão), elogiado por todo povo do Egito. Inflado pelo desejo de vê-lo, dirigiu-se ao deserto. Imediatamente depois de tê-lo visto, trocou suas antigas vestimentas e permaneceu com ele por quase dois meses. Observava seu modo de viver, a intensidade de seus costumes, sua assiduidade na oração, sua humildade na acolhida dos irmãos, sua severidade para corrigi-los, sua prontidão para exortá-los e como nenhuma debilidade quebrava sua continência e austeridade de alimentação. Porém, não podendo mais suportar as numerosas pessoas que procuravam Antonio em razão de seus mais diversos sofrimentos ou ataques dos demônios, considerou que não era conveniente suportar no deserto os habitantes das cidades. Devia, pois, começar como começou Antonio; este – pensava – recebia, como um homem forte, o prêmio da vitória, enquanto que ele, Hilarião, nem sequer havia começado sua batalha. Então voltou para sua pátria com alguns monges. Seus pais haviam falecido; deu parte dos seus bens a seus irmãos e outra parte aos pobres, não reservando absolutamente nada para si, recordando o exemplo e o castigo de Ananias e Safira narrado nos Atos dos Apóstolos. Recordava, sobretudo, a palavra do Senhor: “Aquele que não renuncia a tudo que possui não pode ser meu discípulo”. Tinha, então, quinze anos. Assim, nu mas armado em Cristo, entrou na solidão que se estende à esquerda do caminho que vai para o Egito pelo litoral, a quinze quilômetros de Maiuma, que é o porto de Gaza. Ainda que esses lugares estivessem ensanguentados por causa dos bandidos e apesar das advertências de seus parentes acerca do gravíssimo perigo que corria, desprezou a morte para escapar da morte no deserto de Maiuma.

Todos se maravilhavam do valor e de sua pouca idade, porém, uma chama interior e um centelha de fé brilhava nos seus olhos. Sua bochechas eram coradas e seu corpo delicado e frágil; era incapaz de suportar as austeridades e, por isso, o faziam sofrer o calor e o frio, mesmo quando leves. Assim, cobertos seus membros apenas por panos de saco, com um capuchão de pele que lhe dera Antonio por ocasião da sua partida, e um manto rústico, vivia num vasto e terrível deserto entre o mar e o pântano. Comia apenas quinze figos após o pôr-do-sol e como a região tinha má-fama por causa dos bandidos, acostumou-se a não ficar sempre no mesmo lugar. O que poderia fazer o diabo? Para onde poderia ir? Aquele que se gloriava dizendo: “Subirei ao céu, colocarei meu trono sobre as estrelas do céu e serei semelhante ao Altíssimo” se via vencido e pisoteado por um menino antes que sua idade o permitisse pecar.

[O diabo,] então, atacava seus sentidos e sugeria ao seu corpo adolescente os costumeiros ardores da voluptuosidade. Assim, o soldado de Cristo se via obrigado a pensar naquilo que ignorava e a revolver seu espírito na pompa que não havia conhecido pela experiência. Irritado, pois, consigo mesmo e golpeando o peito com os punhos, como se pudesse expulsar os pensamentos com os golpes das suas mãos, dizia: “Burro! Não te deixarei dar coices, nem te alimentarei com cevada, mas com palha; te esgotarei de fome e sede, e irei te carregar com pesado fardo; te submeterei ao calor e ao frio para que penses mais no alimento que na concupiscência!”. Por isso, a cada dois ou três dias sustentava sua frágil vida com algumas ervas e uns poucos figos, orando e salmodiando com freqüência, trabalhando a terra com a enxada, para que a fadiga do trabalho redobrasse a dos jejuns. Depois, tecendo folhas de junco, praticava a disciplina dos monges do Egito e a sentença do Apóstolo que diz: “O que não trabalha não coma”. Estava tão fatigado, seu corpo tão consumido, que só sustentava os ossos.

Uma noite ouviu o gemido de uma criança, o balar das ovelhas, o mugido de bois, os cânticos de prostitutas, os rugidos de leões, o ruído de um exército e um monstruoso clamor de vozes de todos os tipos, a ponto que quase cedeu àqueles sons, antes de ver o que os provocava. Compreendeu que eram armadilhas montadas pelos demônios e, ajoelhando-se, persignou sua fronte com o sinal da cruz. Armado com aquele elmo e envolto com a couraça da fé, prostrado na terra, lutava mais vigorosamente, desejando ver de alguma maneira aqueles que o aterrorizavam ouvir e, olhando ao seu redor, aqui e ali, com olhos ansiosos. De repente, sob a claridade da lua, viu precipitar sobre ele um carro de cavalos de fogo. Invocou, em alta voz, o nome de Jesus e a terra se abriu imediatamente ante seus olhos e todo esse aparato foi tragado pelo abismo. Então disse: “Atirou ao mar o cavalo e seu cavaleiro” e “Uns confiam em seus carros, outros em sua cavalaria; nós, entretanto, invocamos o nome de nosso Deus”.

Muitas e variadas foram as tentações e ciladas do demônio, tanto durante o dia quanto durante a noite. Se quisesse narrá-las todas, excederia os limites deste livro. Quantas vezes, enquanto deitado, se lhe apareceram mulheres desnudas; quantas vezes, enquanto com fome, viu suculentas refeições! Algumas vezes, enquanto orava, saltou sobre ele um lobo que uivava e um porco que grunhia; e enquanto salmodiava, se lhe apresentava um espetáculo de lutas de gladiadores e um deles, que parecia ferido mortalmente, se arrastava até seus pés e lhe suplicava para que o sepultasse.

Certa vez estava orando com a cabeça fixa na terra e, como é comum à natureza humana, sua mente se distraiu da oração, pensando em outra coisa. Então saltou sobre seus ombros um cavaleiro impetuoso que, golpeando-lhe as costas com suas botas e açoitando seu dorso com um chicote, gritou: “Ei, por que cochilas?” Depois disto, rindo muito, vendo-o desfalecer, lhe perguntou se desejava sua ração de cevada.

Dos dezesseis aos vinte anos, protegeu-se do calor e da chuva em uma pequena cabana levantada com juncos e folhas de figueira entrelaçados. Depois, teve uma pequena cela, que construiu e que permanece até hoje, de quatro pés de largura e cinco de altura, isto é, mais baixa que sua própria estatura e um pouco mais larga do que necessitava seu corpo. Podia ser considerada mais como sepulcro que como habitação.

Cortava seu próprio cabelo uma vez ao ano, no dia de Páscoa; dormiu até sua morte sobre a terra desnuda, sobre uma esteira de juncos. Nunca lavou o tosco saco que vestia, dizendo que era dispensável buscar limpeza na sujeira. Tampouco trocou sua túnica por outra, a menos que a anterior estivesse quase reduzida a farrapos. Tendo aprendido de memória as Sagradas Escrituras, as recitava após as orações e os salmos, como se Deus estivesse ali presente. E como seria muito amplo descrever seu progresso espiritual em suas diversas etapas, momento a momento, resumirei brevemente apresentando o conjunto de sua vida perante os olhos do leitor e logo voltarei à ordem da narrativa.

Desde os vinte e um anos, se alimentou, durante três anos, com meio sextário de lentilhas umedecidas em água fria, e, os próximos três anos, com pão seco, água e sal. Dos vinte e sete anos aos trinta e cinco anos, seu alimento consistiu em seis onças de pão de cevada e verduras pouco cozidas, sem azeite. Porém, quando sentiu que seus olhos se obscureciam e que todo o seu corpo queimado pelo sol se enrrugava coberto por uma crosta áspera como cascalho, acrescentou azeite ao alimento e, até os sessenta e três anos, seguiu praticando este regime de abstinência, não provando absolutamente nada mais, nem frutas, nem legumes, nem qualquer outra coisa. Então, vendo-se fatigado no corpo e pensando que se aproximava a morte, desde os sessenta e quatro anos até os oitenta, se absteve novamente de pão, impulsionado por um incrível fervor de espírito, próprio de quem se inicia no serviço do Senhor, numa época em que os demais resolveram viver menos austeramente. Como alimento e bebida, fazia uma sopa de farinha e verduras trituradas, que pesava apenas cinco onças. Cumprindo esta regra de vida, nunca rompeu o jejum antes do pôr-do sol, nem sequer nos dias de festa ou quando se encontrava gravemente doente. Porém, já faz hora de retornarmos ao relato normal.

Quando tinha dezoito anos e ainda habitava sua pequena choupana, certa noite apareceram ladrões pensando que encontrariam algo para roubar. Assim, consideraram uma afronta que um anacoreta tão jovem não temesse seus ataques. Desde a tarde até o pôr-do-sol, sondaram o terreno entre o mar e os pântanos, sem poderem encontrar o lugar de seu refúgio. Finalmente, encontrando o rapaz ao nascer a luz do dia, lhe perguntaram ironicamente: “O que farias se ladrões o atacassem?”. Ele respondeu: “O que está nu não tem medo de ladrões”. Lhe disseram: “Mas certamente podemos te matar”. Disse ele: “Certamente que sim, mas, mesmo assim, não temo, porque estou preparado para morrer”. Os ladrões, admirados por sua firmeza e fé, confessaram seu extravio noturno e a cegueira dos seus olhos, e lhe prometeram que daquele dia em diante levariam uma vida mais honesta.

(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Tradução: Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Prólogo

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Ditadura do relativismo: Por que querem destruir a verdade?

Gostaria de tocar novamente no assunto do post anterior (O que é o relativismo e por que devemos nos preocupar com ele?), por acreditar que este assunto deveria ser ser levado bem mais a sério pelos católicos. Encontrei hoje um trecho do Programa Escola da Fé –  do Professor Felipe Aquino – onde ele fala sobre a ditadura do relativismo. Assista com atenção!

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O que é o relativismo e por que devemos nos preocupar com ele?

Se você costuma navegar em sites e blogs católicos, ou é daqueles que busca notícias a respeito da Igreja Católica Apostólica Romana, provavelmente já deve ter lido algo sobre o perigo da ditadura relativismo. Porém como hoje  as informações chegam num raio de segundos, pode ser que você não tenha se voltado para o assunto com a devida atenção, haja visto que o Papa Bento XVI tem dito que esse é um dos maiores problemas que a nossa sociedade vive.

Por isso, gostaria de pedir alguns minutos do seu precioso tempo para tentar explicar a você o que é o relativismo e por que ele é assim tão perigoso.

O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem. Se olharmos o mundo assim, podemos ter a falsa impressão de que tudo é relativo. Esta linha de pensamento é antiga. É celebre a frase do filósofo sofista grego Protágoras, que dizia: “A pessoa se torna a medida de todas as coisas”.

Tentarei exemplificar. Suponhamos que você diga a um amigo que uma pessoa saindo do Rio para São Paulo chegue mais rápido de avião do que de bicicleta. Sabemos que caso não haja nenhum problema durante a viagem, a pessoa que for de avião chegará muito mais rápido. O problema do relativismo é que se seu amigo for um daqueles “turrões”, que sempre quer ter razão, ele vai dizer: Depende, isso é relativo. Na minha opinião a pessoa chega mais rápido de bicicleta do que de avião. Embora você tente explicar ao relativista a verdade, ele vai preferir a verdade “dele” à “verdadeira verdade”, mesmo sabendo que você tem argumentos lógicos.

A Igreja rejeita o relativismo porque há verdades que são permanentes e imutáveis. Cristo disse: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6); “a verdade vos libertará” (Jo 8,32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exatamente “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). São Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4) e que “ a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).

Ora, se negarmos que existe uma única verdade objetiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da Verdade.

Um outro aspecto que se deve observar é que se existissem diversas verdades, não existiria “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal seriam relativos. Com isso a moral católica, que moldou o Ocidente, e a nossa civilização estaria completamente destruída.

Porém a grande preocupação da Igreja hoje é como este relativismo está entrando na sociedade: Através das universidades, das diversas formas de expressões artísticas (música, teatro, cinema, teledramaturgia, etc), e na imprensa de modo geral. Esta forma de relativismo tem atingido a nossa juventude com força. Expressões como “cada um na sua” são ouvidas a todo momento.

Em vários momentos o Papa Bento XVI tem alertado os católicos sobre o perigo do relativismo religioso. É preciso tomar muito cuidado com isso!

O Papa Bento XVI tem falado do perigo da “ditadura do relativismo”, que vai oprimindo quem não a aceita. Quem não estiver dentro do “politicamente correto” é anulado, desprezado, zombado com cinismo. Sobre isso o Sumo Pontífice falou em 18 de abril de 2005 na homilia da Santa Missa preparatória do conclave que o elegeu:

“Não vos deixeis sacudir por qualquer vento de doutrina (Ef 4, 14). Quantos ventos de doutrina viemos a conhecer nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modalidades de pensamento! O pequeno barco do pensamento de não poucos cristãos foi freqüentemente agitado por essas ondas, lançado de um extremo para o outro: do marxismo ao liberalismo ou mesmo libertinismo; do coletivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo… Todos os dias nascem novas seitas e se realiza o que diz São Paulo sobre a falsidade dos homens, sobre a astúcia que tende a atrair para o erro (cf. Ef 4, 14). O ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é, muitas vezes, rotulado como fundamentalismo. Entrementes, o relativismo ou o deixar-se levar para cá e para lá por qualquer vento de doutrina aparece como orientação única à altura dos tempos atuais. Constitui-se assim uma ditadura do relativismo, que nada reconhece de definitivo e deixa como último critério o próprio eu e suas veleidades”.

O fato é que o relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens; ele é ateu; vê na religião e na moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem e a moral católica destinada a tornar o homem infeliz. Ele coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem, mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual…), destruição da família e da sociedade.

Fonte: Site Veritatis Splendor

O relativismo é a desculpa para aqueles que se recusam a viver uma vida com renúncias. Sacrifício é uma palavra inútil para os relativistas.

Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos seminários e na teologia. Isso levou o Papa João Paulo II a alertar aos bispos na Encíclica “Veritatis Spendor”, de 1992, sobre o perigo desse relativismo que anula a moral católica. No centro da “crise”, o saudoso Pontífice viu uma grave “contestação ao patrimônio moral da Igreja”. Ele diz:

“Não se trata de contestações parciais e ocasionais, mas de uma discussão global e sistemática do patrimônio moral… Rejeita-se, assim, a doutrina tradicional sobre a lei natural, sobre a universalidade e a permanente validade dos seus preceitos; consideram-se simplesmente inaceitáveis alguns ensinamentos morais da Igreja…

João Paulo II, revela qual é a sua causa – o homem quer ocupar o lugar de Deus:

“A Revelação ensina que não pertence ao homem o poder de decidir o bem e o mal, mas somente a Deus” (cf. Gen 2,16-17). Não é lícito que cada cristão queira fazer a fé e a moral segundo o “seu” próprio juízo do bem e do mal.

Ainda sobre o tema, vale a pena citar um trecho de uma aula do professor Felipe Aquino na TV Canção Nova em meados de fevereiro de 2009:

“É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outra religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo… e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente. Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o poder sagrado e não o recebido do próprio Cristo pelo Sacramento da Ordem. Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma teologia “da libertação”, que é “feminista”, e agora falam já de uma “teologia gay”…

A melhor forma de combater o relativismo é conhecer a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e a verdade ensinada por Jesus Cristo e nunca se deixar levar pelas opiniões de terceiros e nem mesmo pelas suas próprias opiniões, afinal de contas, a verdade tem um nome: Jesus Cristo!

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Santo do Dia: São Luís Orione

São Luís Orionem rogai por nós!

A Paz irmãos! Hoje vamos falar de um santo homem de Deus que nos mostra uma das principais faltas nos tempos de hoje:  A caridade.

Hoje conheceremos São Luís Orione!

Nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Bem cedo percebeu o chamado do Senhor ao sacerdócio. Ao entrar no Oratório, em Turim, recebeu no coração as palavras de São Francisco de Sales lançadas pelo amado São João Bosco:

“Um terno amor ao próximo é um dos maiores e excelentes dons que a Divina Providência pode conceder aos homens”.

Concluiu o ginásio, deixou o Oratório Salesiano, voltou para casa e depois entrou no seminário onde cursou filosofia, teologia, até chegar ao sacerdócio que teve como lema: “Renovar tudo em Cristo”.

Luís Orione, sensível aos sofrimentos da humanidade, deixou-se guiar pela Divina Providência a fim de aliviar as misérias humanas.

Sendo assim, dedicou-se totalmente aos doentes, necessitados e marginalizados da sociedade. Também fundou a Congregação da “Pequena Obra da Divina Providência”. Em 1899, Dom Orione deu início a mais um Ramo da nova Congregação: os “Eremitas da Divina Providência”.

Em 1903, Dom Orione recebeu a aprovação canônica aos “Filhos da Divina Providência”, Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa propunha-se a “trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade”.

Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos. Vinte anos depois da fundação dos “Filhos da Divina Providência”, em 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das “Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade”, Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional.

Estatua de São Luís Orione, rezando, no Santuário N.S. da Guarda, em Ceranesi.

O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida, à Argentina, ao Uruguai e diversos países espalhados pelo mundo. Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile. Foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.

Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado para Sanremo. E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras: “Jesus! Jesus! Estou indo.”

Vinte e cinco anos depois, em 1965, seu corpo foi encontrado incorrupto e depositado numa urna para veneração pública, junto ao Santuário da Guarda, em Sanremo na Itália.

O Papa Pio XII o denominou “pai dos pobres, benfeitor da humanidade sofredora e abandonada” e o Papa João Paulo II depois de tê-lo declarado beato em 26 de outubro de 1980, finalmente o canonizou em 16 de maio de 2004.

São Luís Orione, rogai por nós!

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Os jovens e a comunicação católica

“A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10).” (Papa Bento XVI)

O jovem de hoje, de modo geral, está “plugado” na Internet. Quantas coisas são compartilhadas nas redes sociais, temos acesso a tantas coisas legais, músicas, vídeos,  amizades que fazemos, muita informação, cultura e lazer…

O Papa Bento XVI,  bem “antenado” com o que acontece no mundo, propôs aos jovens católicos que façam bom uso de toda essa tecnologia: vamos utilizar a Internet para evangelizar e anunciar Jesus, fazer discípulos!

A JMJ no Brasil renova este convite: somos a juventude de Cristo, que espalha a Boa Nova do Evangelho com alegria, tecnologia e criatividade.

E falando nisso, enquanto pesquisava para escrever aqui, encontrei o vídeo de uma turminha lá da Diocese de Campinas/SP que achei muito legal.  Eles montaram um Flash Mob,  para a divulgação da Jornada Mundial da Juventude. Reunindo aproximadamente 215 pessoas, conseguiram literalmente “parar o trânsito”, em frente à Catedral Metropolitana de Campinas e do Centro de Convivência Cultural. Que tal fazer algo assim em sua Diocese, Paróquia  ou Grupo de Jovens? Tenho certeza de que muitas pessoas serão tocadas pela alegria de ser de Deus!

Conexão JMJ – Notícias da Semana: Vamos rezar o terço?

Entre as muitas iniciativas que acontecem pelo Brasil, o Movimento Apostólico de Schoenstatt está realizando a campanha “Rezei Este Terço por Você” onde cada cristão é convidado a rezar um ou mais terços (individualmente ou em grupo) por um jovem peregrino da JMJ Rio2013. Depois, esta pessoa que rezou as dezenas faz com que esse terço chegue ao Santuário de Nossa Senhora de Schoenstatt do Rio de Janeiro, para ser doado a um jovem que estará participando da Jornada.

Segundo os organizadores, os jovens que receberem os terços também serão convidados a rezar especialmente por aquela pessoa que o enviou, formando assim uma grande corrente de oração.

De acordo com eles, para participar a pessoa que rezar o terço deve enviar este terço, até fevereiro de 2013, com seu nome e cidade, para o Santuário de Schoenstatt Tabor Redenção da Família, que fica na Estrada dos Bandeirantes, 13833, em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro (RJ – 2783-117).

“O Papa Bento XVI é frequentemente visto em companhia do terço. O rosário era a oração predileta do Beato João Paulo II, que é um dos patronos dessa JMJ. Nós, jovens, temos belos exemplos e podemos mostrar o valor da oração do terço”.

As dúvidas podem ser resolvidas pelo e-mail maria2013@maria2013.com. A campanha também está no Facebook, na página “Rezei Este Terço por Você”:  www.facebook.com/RezeiEsteTercoporVoce (Adaptado de Rio2013.com).

Lançado o Canal Pré-Jornada

Foi lançado em 23/10/2012, no Edifício João Paulo II, sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o canal Pré-Jornada, que passa a integrar o site oficial da JMJ Rio2013. A partir da parceria de ação catequética entre a JMJ Rio2013, o Programa Nacional Caixa de Ferramentas (PNCF) e as mídias sociais da Arquidiocese do Rio, o objetivo da criação do canal, segundo os idealizadores, é mostrar a preparação dos jovens de várias regiões para a JMJ Rio2013, com a veiculação de textos e material audiovisual produzidos por eles mesmos.

Dentro do canal, há duas seções: uma intitulada “Rumo a JMJ”, que dá visibilidade à preparação para a JMJ nas dioceses, e outra chamada “Semana Missionária”, que mostra como as dioceses vão viver a experiência missionária na semana anterior à JMJ Rio2013, evidenciando a integração entre os brasileiros locais e os jovens estrangeiros, que chegarão neste período.

Com o novo canal Pré-Jornada, também foi lançado o PNCF, que iniciou também a “Gincana JMJ” e o “Formação Jovem”, duas atividades que visam promover a interação entre família, Igreja e sociedade. O PNCF pode ser acessado em www.caixadeferramentas.org.br (Adaptado de Rio2013.com).

Jornadas Mundiais da Juventude são “evento de Nova Evangelização”

Os jovens foram tema central do pronunciamento do secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), Prof. Guzmán Carriquiry, aos padres sinodais reunidos no Vaticano.  Ele definiu a JMJ como um evento de nova evangelização para a transmissão da fé às novas gerações. De acordo com o professor Carriquiry, o encontro no Rio evoca uma grande mobilização educativa e evangelizadora especialmente das juventudes latino-americanas. “Esgotada a força propulsora de ideologias e utopias, quem senão a Igreja pode dar aos nossos jovens razões de vida e de esperança?”, indagou o secretário da CAL.

Continuando, afirmou que haverá uma multidão de jovens que peregrinará ao Rio com perguntas fundamentais para sua existência como jovens e como cristãos: “É necessário assumir desde já o desafio de ir educando todos os jovens peregrinos para que seu entusiasmo se conjugue com um redescobrimento e uma adesão mais firme aos conteúdos fundamentais da fé cristã.”

O professor Carriquiry concluiu dizendo: “Rezemos desde já por este acontecimento católico, confiando-o à maternidade de Maria Santíssima, para que milhões de jovens saibam mostrar o silêncio adorante diante do Corpo Eucarístico do Senhor e o silêncio meditativo diante da extraordinária pedagogia cristã do Sucessor de Pedro” (Adaptado de ACI Digital).

Até o próximo post!

Taís Salum – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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Documentos da Igreja: Aproveite o Ano da Fé para estudar!

Constituição dogmática Lumen Gentium

O Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Dr. Guzmán Carriquiry Lecour, disse em uma entrevista a ACI, divulgada hoje, que o Ano da Fé é uma oportunidade enorme para que os a Igreja e os Leigos voltem a ter em suas mãos os documentos do Concilio Vaticano II, bem como o Catecismo da Igreja Católica.

Ele disse que só de voltarmos a ler a Constituição para a Igreja Lumen Gentium, já seria uma ação maravilhosa para o crescer enquanto Cristãos conscientes do que é ser Igreja.

Ele afirma que a Lumen Gentium, “é um documento que tem uma verdade tão persuasiva, tão resplandecente, ainda cheio de virtualidades para fazer-nos crescer na autoconsciência de ser Igreja”.

Na entrevista ele ressaltou “o preciosíssimo Magistério de Sua Santidade Bento XVI”, e assinalou a importância que tanto leigos como sacerdotes aproveitemos seus ensinamentos, pois é “a primeira vez na história que temos como sucessor de Pedro ao teólogo mais genial da Igreja contemporânea”.

Catecismo da Igreja Católica

Ele afirmou ainda que devemos “recomeçar desde Cristo em um encontro pessoal, que se transforma em amizade e comunhão. A experiência desse encontro pessoal com Cristo é o que fundamenta e reaviva nossa fé. (…) Esse encontro com Cristo tem que transformar-se em comunhão, tem que crescer desde a reinicialização cristã até a formação de personalidades cristãs amadurecidas na fé. E aí vem todo o processo de crescimento no conhecimento dos conteúdos da fé e a vida de fé”

Caro amigo leitor, você sabia que pode ter acesso, de forma gratuita, a todos os documentos da Santa Igreja através do site do Vaticano, bem como existe um site com o Catecismo da Igreja? Conheça mais ainda sobre a sua Religião!

Para ter acesso aos Documentos da Igreja de forma gratuita, entre no Site do Vaticano (clique Aqui). Se desejar acessar o Catecismo da Igreja Católica On line (clique Aqui)!

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O Papa Anuncia um Consistório para Novembro. Voce sabe o que é?

No término de sua catequese desta quarta-feira, 24 de outubro, o Santo Padre anunciou um Consistório para a criação de seis novos Cardeais, que acontecerá no dia 24 de novembro, na vigília da solenidade de Cristo Rei.

Voce sabe o que é um Consistório?

Um Consistório é uma reunião de Cardeais para dar assistência ao Papa nas suas decisões. Quanto à sua natureza podem ser classificados em:

  • Ordinários: reúnem os cardeais presentes em Roma;
  • Extraordinários: reúnem todos os cardeais do mundo.

De acordo com o Vaticano os novos Cardeais são:

  • Dom James Michael Harvey, Prefeito da Casa Pontifícia, que Bento XVI nomeará Arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros;
  • Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano);
  • Sua Beatitude Baselios Cleemis Thottunkal, Arcebispo-Mor de Trivandrum dos Sírios-Malancareses (Índia); Dom John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria);
  • Dom Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); Dom Luis Antonio Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas).

Agora voce está na dúvida sobre o que fazem os Cardeais?

O Santo Padre esclareceu a respeito, veja:

“Os Cardeais têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no desempenho do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento na unidade e da comunhão da Igreja. ” e nos exortou a oração: “Convido todos a rezarem pelos novos eleitos, pedindo a materna intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, para que saibam amar com coragem e dedicação Cristo e sua Igreja”.

Após esse Consistório, o Colégio Cadinalício, contará com 221 Cardeais.

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“O que é a Fé?” Papa Bento XVI dá a resposta!

Dando sequência ao ciclo de catequeses dos quais falou na quarta feira passada, por conta do Ano da Fé, o Papa bento XVI, usou da audiência geral da manhã desta quarta, 24 de outubro, para dar resposta a pergunta: O que é a fé?

O papa Inicia afirmando que gostaria de refletir sobre o elementar, a fé. e lança duas perguntas:

“Tem sentido a fé em um mundo onde a ciência e a tecnologia abriram novos horizontes até recentemente impensáveis? O que significa acreditar hoje em dia?”

Vejamos o que o Santo Padre falou a respeito:

“De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um certo conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida”. (…) 

“Hoje o homem não parece tornar-se verdadeiramente livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça…Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer comente no que se vê e se toca com as próprias mãos”. (…)

“Por outro lado, porém, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário. Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte?” (…) 

“Destas perguntas insuprimíveis, aparece como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, embora importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não somente do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajuda a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos”.

A fé é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diversa, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência”(…)”não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança”.

“Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, fez ver a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total.”

Bento XVI explicou que “com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação”.(…)

“Penso que deveríamos meditar mais vezes – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que apoia a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé, devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos”.(…)

“Como cristãos, somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo nas nossas limitações, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e dá fruto”.(…)

“A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154). Na verdade, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, uma saída de si mesmo, de suas próprias seguranças, de seus próprios pensamentos, para confiar na ação de Deus que nos indica o seu caminho para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a alegria verdadeira do coração, a paz com todos.”(…)

“Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no plano providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abraão, como fez Maria de Nazaré”.(…)

“A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, a abre ao caminho para uma plenitude de significado, a torna então nova, rica de alegria e de esperança confiável”.

Após essas belíssimas e esclarecedoras palavras, o Santo Padre encerrou, com uma exortação, aos mais de 30 mil fiéis presentes na Praça de São Pedro, extensiva a todos os Cristãos do mundo inteiro, “Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim”.

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Santo do Dia: São Frei Galvão!

São Frei Galvão, rogai por nós!

Olá, tudo bem?

Hoje a Igreja traz até nós um orgulho para os brasileiros: São Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro (100% nacional!), visto que Santa Paulina nasceu na Itália em Vigolo Vattaro no ano de 1865.

São Frei Galvão (Santo Antônio de Sant’Anna Galvão) – “O homem da paz e da caridade”

Nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá, SP (175 km da capital). Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. A sua família era de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Foi ele próprio chamado “Bandeirante de Cristo”, porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo.

Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro, mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de esforços contínuos. Foi o arquitecto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia, ao povo fiel, esmolas para a magnífica construção.

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória:

Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822″.

Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros:

“O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.

E ele também patrono da JMJ Rio 2013 sob o título:  Arauto da paz e da caridade!

São Frei Galvão, rogai por nós!

São Frei Galvão, rogai por nós!

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Vida de Hilarião:: Escritos de São Jerônimo – Prólogo

Olá Amigos! Pax et Bonum!

Hoje iremos começar uma nova leitura, ainda acerca de São Jerônimo. São Jerônimo em algumas de suas cartas publicadas vai relatar a vida de Hilarião. Mas, antes de publicar o relato de São Jerônimo sobre Hilarião, temos que saber quem foi esta pessoa.

Nos primeiros séculos da história cristã, não havia conventos na Palestina, até a chegada de Hilarião. Filho de pagãos, nasceu no ano 291, em Tebata, na Palestina. Na idade adequada, foi enviado para estudar na Alexandria, no Egito. Lá, teve influência de Áquila, fez muitos contatos com cristãos, estudou a religião e converteu-se ao cristianismo. 

Tornou-se um verdadeiro cristão. Vivia em oração e nas mais duras penitências, desejando purificar-se para alcançar a santidade. Decepcionado com a futilidade de vida urbana de Alexandria, foi para o deserto de Tebaida, onde se juntou à comunidade do monge Antão, famoso pela extraordinária experiência de vida santa no deserto. Com ele aprendeu a base da vida eremítica: orações contemplativas, duras mortificações e severas penitências, para comungar com Deus, purificar-se e, assim, alcançar a santidade.

Aos poucos, contudo, foi se cansando com a grande movimentação de pessoas que buscavam os conselhos e orientação de santo Antão. Até que decidiu abandonar a comunidade e ir para sua terra natal. Lá, em seguida, com muita tristeza no coração, assistiu à morte dos seus pais. Dividiu sua parte da herança com os irmãos e os pobres e entregou-se nas mãos da Divina Providência, retirando-se para o deserto de Maiuma, não muito distante. Sua permanência mudou o panorama da Igreja na Palestina.

As penitências de Hilarião e sua extrema fé no Senhor começaram a operar prodígios. Curou muitos doentes com uma simples oração e o sinal da cruz. Converteu milhares de pessoas através de seus sermões. Mas para seu desgosto viu sua fama ganhar o mundo. De repente, deu-se conta de que à sua volta estavam cerca de três mil pessoas ansiosas em seguir seu modo radical de vida dedicada a Deus. Não teve alternativa senão construir vários mosteiros para abrigar todos esses discípulos. Por esse motivo é considerado padroeiro dos monges locais.

Novamente, a grande movimentação de pessoas, agora à sua procura, o fez buscar a solidão, vital para Hilarião, que por ela entrava em comunhão com Deus. Voltou para o Egito. Mas a fama de santidade nunca mais o abandonou. Era o abade que atraía leigos e religiosos, pobres e ricos, onde quer que estivesse, e que procurava o local ideal para viver sua espiritualidade. Então, foi para o Ocidente, na Sicília. De lá partiu para a Dalmácia e depois para Chipre, onde se encontrou com outro importante monge e padre do deserto, santo Epifânio.

Assim, Hilarião, após as longas jornadas, esquivando-se da fama, encontrou a paz e a solidão quando passou a habitar uma gruta da pequena ilha de Pafo, Chipre. Já idoso, lá viveu a plenitude de sua vida de religioso.

Morreu aos oitenta anos, em 372. O seu corpo, entregue ao discípulo Eusébio, foi trasladado para o Mosteiro de Maiuma. São Jerônimo narrou a historia de sua vida. Santo Hilarião é festejado no dia 21 de outubro tanto na Igreja ocidental como na oriental.

A contextualização acima é contemporânea a nós. É a história do Santo. Mas se fez necessário para que nós possamos vislumbrar como São Jerônimo o descreve em suas cartas. Boa leitura!

PRÓLOGO

Ao dispor-me a escrever a vida de Santo Hilarião, invoco o Espírito Santo que habitou nele para que, assim como lhe concedeu o poder de realizar milagres, conceda a mim palavras para relatá-los, de modo que expressem adequadamente os fatos. Porque, como afirma Crispo, a virtude daqueles que realizaram obras é apreciada à medida que os grandes talentos os elogiam com palavras apropriadas.

Alexandre Magno da Macedônia, a quem Daniel chamou trombeta, leopardo e cabra macho, quando chegou perante o túmulo de Aquiles, exclamou: “Feliz de ti, jovem, que tiveste a felicidade de encontrar um grande divulgador das tuas façanhas”. Se referia, naturalmente, a Homero.

Devo narrar a vida e as virtudes de um homem de forma que, se Homero vivesse hoje, invejaria o meu tema e sucumbiria ante sua magnitude.

Santo Epifânio, bispo de Salamina, no Chipre, que viveu muito tempo com Hilarião, escreveu suas façanhas em uma breve carta que é lida pelo povo; porém, uma coisa é aludir de modo geral a um morto e outra narrar os milagres operados pessoalmente por ele. Por isso, também nós, que empreendemos a obra iniciada por Epifânio – mais para honrá-lo que para ofendê-lo – não levamos em conta as palavras dos maledicentes que, em outro tempo, criticaram a minha “Vida de Paulo” e que, talvez, criticarão também a de Hilarião, pois reprovarão a vida solitária que afasta do mundo, de forma que, quem sempre permaneceu oculto foi considerado como inexistente e quem foi visto por todos [foi considerado] como insignificante. Isto mesmo seus predecessores fizeram em outro tempo, os fariseus, a quem não agradou nem o deserto, nem os jejuns de João, nem tampouco as multidões que acompanhavam o Senhor, nosso Salvador, nem o modo como comia e bebia.

Por isso, coloco mãos à obra que me propus a fazer e seguirei adiante fazendo ouvidos surdos aos inimigos da cela.

(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Tradução: Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

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