Papa Francisco inaugura no Vaticano estátua de São Miguel Arcanjo

sc3a3o-miguel-arcanjoAtenção você que como eu, é devoto de São Miguel Arcanjo: O Papa Francisco inaugura nesta sexta-feira, às 8h45min (horário de Roma), na Praça do Governatorato, no Vaticano, uma estátua de São Miguel Arcanjo, protetor da Igreja universal e padroeiro do Estado Cidade do Vaticano.

A imagem será colocada dentro dos Jardins Vaticanos em uma área próxima ao prédio do Governatorato. É uma obra monumental patrocinada pelo Presidente Emérito do Governatorato, Cardeal Giovanni Lajolo, para celebrar o Arcanjo Miguel, principal defensor da fé e custódio universal da Igreja.

O autor é o artista Giuseppe Antonio Lomuscio, da cidade de Trani, vencedor do Concurso Internacional organizado pelo Governatorato do Estado Vaticano, segundo o julgamento oficial de uma comissão de especialistas presidida pelo Diretor dos Museus Vaticanos Prof. Paolo Paolucci. A escultura de 5 metros de altura foi realizada em bronze e está apoiada sobre uma base de mármore travertino, também projetada pelo artista, e caracterizada pela presença de dois baixo-relevos em bronze.

Resta agora que toda Igreja (incluindo eu e você) dobrarmos no sso clamor pedindo a intercessão de São Miguel Arcanjo àqueles que governam a nossa Santa Igreja. São Miguel Arcanjo, rogai por nós e pela Igreja!

Anúncios

Santo Antônio Maria Zaccaria: Um grande promotor da devoção à Santa Eucaristia

Sant_Antonio_Maria_ZaccariaNasceu em Cremona, por volta de 1502. Sua mãe tinha 18 anos quando ficou viúva. Embora rico, vestia-se com modéstia e escolheu a profissão de médico para ficar mais perto da gente humilde e servir o povo. Em 1528, com 26 anos, abandonou a medicina e fez-se sacerdote. Partiu para Milão e com a ajuda de dois amigos, Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo.

Os “Barnabitas”, assim chamados porque residiam junto à igreja de São Barnabé, em Milão, obedeciam a uma Regra e professavam os votos religiosos. Mas não se consideravam monges nem frades. O seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos, promovendo a reforma do clero e dos leigos.

Com a ajuda de Luísa Torelli, Condessa de Guastalla, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. Santo António Maria Zacarias ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias.

Sua espiritualidade era simples: Fundamentada na Bíblia e tem como modelo o apóstolo Paulo de Tarso e Cristo Crucificado. Incentivou a prática da Eucaristia, da leitura orante da Bíblia (Lectio Divina) e das Quarenta Horas (adoração do Santíssimo Sacramento por quarenta horas ininterruptas).

Morreu em 1539, aos 37 anos, na mesma casa onde tinha nascido, tendo a seu lado sua mãe.

Sato Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!

Vem e Segue-me!

vocacao_mateusNaquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me! E ele levantou se e seguiu Jesus. Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos. Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores? Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores. (Mt 9,9-13).

Comentário de Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja

[Após a cura do paralítico,] vem o apelo do cobrador de impostos aos mistérios de Cristo.

Cristo ordena-lhe que O siga, não por uma diligência física do corpo, mas pela mudança do coração. E este homem, que até então obtinha lucro com mercadorias, que explorava duramente o cansaço e os perigos dos marujos, deixa tudo ao ouvir aquele apelo. Ele, que se apoderava dos bens dos outros, abandona os seus próprios bens e, deixando o seu ignóbil posto de cobrança, segue o Senhor com toda a sua alma.

E prepara um grande festim: pois aquele que recebe Cristo na sua morada interior fica saciado de um enorme bem-estar, de uma alegria superabundante. Quanto ao Senhor, entra de boa vontade na sua casa e senta-Se à mesa preparada com o amor daquele que acreditou.

Mas eis que se acende a malevolência dos incrédulos […], e subitamente revela-se a diferença entre os discípulos da Lei e os discípulos da graça. Obedecer à Lei é sentir num coração em jejum uma fome sem remédio; acolher o Verbo, a Palavra de Deus, na intimidade da alma é ficar renovado pela abundância da fonte e dos alimentos eternos. É nunca mais ter fome nem sede (Jo 6,35).

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Contra os Acadêmicos – Livro III [Irrazoabilidade da descrição acadêmica do sábio]

Santo Agostinho de Hipona (4)Pax et Bonum! Amigos, que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês!

Dando continuidade aos estudos do livro “Contra os Acadêmicos“, hoje iremos, continuar lendo o livro III.  Como vimos no capítulo anterior, há um embate de entendimento e este ainda não será aqui resolvido. São Agostinho nos mostra que, para tudo que fazemos com afeição será prioridade a nós mesmo que este “trabalho” não nos seja a prioridade maior.

O título do capítulo de hoje é um termo não muito utilizado em nossa vida, para os irmãos de cadeira jurídica já tem muita familiaridade com este tal de “Irrazoabilidade”. Podemos entender aqui como sendo um processo para resolução de uma colisão, para o nosso contexto, um conflito de entendimento que lhe são passados somados à uma falta do “querer” aprender.

Precisamos estar vigilantes para que estejamos sempre, para as coisas do Alto (principalmente), com o máximo de afeição e zelo. Boa Leitura!!!

Irrazoabilidade da descrição acadêmica do sábio

Em nossa volta, encontramos Licêncio, cuja sede nem Helicon poderia matar, todo ocupado em compor versos. Quase no meio da refeição, que todavia foi tão rápida que mal começou já terminou, saiu despercebidamente sem nada beber. Disse-lhe eu:

– Desejo que enfim possuas plenamente a arte poética que tanto desejas, não que esta perfeição me agrade muito, mas vejo que é tamanho o teu ardor que só a saciedade poderá libertar-te dessa paixão, o que costuma acontecer depois de atingida a perfeição. Além disso, como tens uma bela voz, eu preferiria ouvir-te declamar os teus versos a ouvir-te cantar, como aves presas em gaiolas, as palavras das tragédias gregas que não compreendes. Entretanto, aconselho-te que vás beber, se quiseres e depois voltes à nossa escola, se ainda tens alguma estima de Hortênsio e da filosofia, à qual já consagraste agradáveis primícias naquela discussão com Trigécio. Ela efetivamente já te havia inflamado mais ardentemente que a tua arte por ética para a ciência das coisas grandes e realmente frutíferas. Mas, ao desejar trazer-vos às disciplinas com as quais se cultiva o espírito, receio introduzir-vos num labirinto e quase me arrependo de ter freado o teu ímpeto poético.

Ele corou e retirou-se para beber, pois estava com muita sede e aproveitou a ocasião para evitar que eu lhe dissesse outras coisas mais duras.

Depois que ele voltou, todos atentos, recomecei com estas palavras:

– Não é verdade, Alípio, que discordamos a respeito de algo que me parece totalmente evidente?

– Não é nada estranho, disse ele, que o que dizer ser claro para ti seja obscuro para mim, pois o que é evidente para alguns pode sê-lo mais ainda para outros, do mesmo modo como o que é obscuro para alguns pode sê-lo mais ainda para outros. Se a coisa é clara para ti, acredita-me que há alguém para o qual ela é ainda mais clara e alguém para o qual é ainda mais obscuro o que é obscuro para mim. Mas como não quero passar mais tempo por obstinado aos teus olhos, peço-te que expliques mais claramente o que é evidente.

– Escuta com atenção, respondi, deixando por um momento de lado a preocupação da resposta. Se conheço bem a mim e a ti, o que vou dizer, se houver esforço, será claro e um logo convencerá o outro. Afinal, disseste, ou talvez eu estava surdo, que o sábio acreditava conhecer a sabedoria?

Ele fez sinal que sim.

– Deixemos por um momento de lado esse sábio, disse eu. Tu mesmo és sábio ou não?

– Todavia, retornei, gostaria que me dissesses o que pensas do sábio Acadêmico, parece-te que conhece a sabedoria?

Retrucou Alípio:

– Perguntas se ele crê conhecê-la ou se a conhece, ou outra coisa? Pois temo que esta ambiguidade sirva de subterfúgio para algum de nós.

Isso, respondi, é o que se costuma chamar de querela toscana: a uma questão colocada não se dá uma solução, mas se responde com outra objeção. Para agradar um pouco os ouvidos de Licêncio, é o que também o nosso poeta nas Bucólicas julga comum entre os camponeses e pastores: um deles pergunta ao outro onde o céu não tem mais que três côvados. O outro responde: “dize-me em que terra nascem flores em que estão inscritos os nomes dos reis?”. Peço-te, Alípio, não penses que isso nos seja permitido no campo, pois estes banhos, por modestos que sejam, nos lembram um pouco a beleza dos ginásios. Responde ao que te pergunto: a teu ver, o sábio dos Acadêmicos conhece a sabedoria?

Alípio:

– Para não ir demasiado longe, comentando palavras com palavras, parece-me que ele acredita que conhece.

– Portanto, disse eu, parece-te que ele não a conhece? Não estou perguntando o que te parece que o sábio acha, mas se tu achas que o sábio conhece a sabedoria. Creio que podes simplesmente afirmar ou negar.

– Oxalá, retorquiu Alípio, isso fosse tão fácil para mim como é para ti ou tão difícil para ti quanto o é para mim. Assim não serias tão importuno e não alimentarias nenhuma esperança de resposta. Pois, quando me perguntaste o que eu achava do sábio Acadêmico, respondi que me parecia que ele achava que conhecia a sabedoria, para não afirmar temerariamente que eu o sabia ou sustentar não menos temerariamente que o sábio sabia.

Peço-te o grande favor, retruquei, de responder ao que eu perguntei e não à pergunta que tu mesmo te fazes e, além disso, de deixar um pouco de lado a minha esperança que, segundo sei, não te preocupa menos que a tua – certamente se me deixar enganar por esta interrogação, passarei para o teu lado e logo terminaríamos a discussão – finalmente, peço-te expulsar não sei que inquietação que vejo dominar-te e prestar mais atenção para entender facilmente o que desejo que me respondas. Dissestes que não afirmavas nem negavas – como devias fazer para responder à minha pergunta – com receio de afirmar temerariamente saber o que não sabes. Como se eu te perguntasse o que sabes e não o que te parece! Assim, agora volto a perguntar-te mais claramente – se for possível ser mais claro: achas que o sábio conhece a sabedoria, ou achas que não?

– Se há um sábio como o apresenta a razão, respondeu Alípio, posso crer que ele conhece a sabedoria.

– Portanto, respondi, a razão te apresenta um sábio que não ignora a sabedoria. Até aqui respondeste perfeitamente, pois nem poderias ter outra opinião.

Agora te pergunto se é possível encontrar um sábio. Em caso afirmativo, ele também pode conhecer a sabedoria, e toda a questão entre nós está resolvida. Se, ao contrário, disseres que não se pode encontrar um sábio, já não perguntaremos se o sábio sabe alguma coisa, mas se alguém pode ser sábio. Assentado isso, deixemos de lado os Acadêmicos e discutamos esta questão entre nós como todo afinco e cautela possíveis. Pois os Acadêmicos julgavam, ou antes, opinavam que o homem pode ser sábio, mas que não é dado ao homem o conhecimento. Tu, porém achas que o sábio conhece a sabedoria, o que evidentemente não é não saber nada. Ao mesmo tempo concordamos, como todos os antigos e os próprios Acadêmicos, que ninguém pode ter conhecimento de coisas falsas. Donde se segue que deves afirmar que a sabedoria nada é ou admitir que o sábio descrito pelos Acadêmicos não é o sábio apresentado pela razão. Omitindo essas questões, vejamos se o homem pode alcançar a sabedoria tal como a descreve a razão. Pois não há outra sabedoria que devamos ou possamos corretamente chamar com este nome.

(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum – Referências: Veritatis  Suma Teológica  Ordem de Santo Agostinho  Patrística vol.24)

Veja Também:: Vida de São Agostinho | Livro I | Livro II | Livro III – Necessidade da fortuna para tornar-se sábio | Livro III – O sábio e o conhecimento da sabedoria

Até o próximo post! E divulguem/compartilhem este estudo com seus amigos para que juntos possamos aprender com os doutores da nossa Igreja que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana!