Vaticano anuncia duas canonizações em 2013: Beatos João XXIII e João Paulo II

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Realmente 2013 reserva fortes emoções para o povo católico. Primeiro veio a renúncia de Bento XVI. Depois a escolha do Papa Francisco surpreendeu o mundo. Agora vem ai a Jornada Mundial da Juventude no Brasil (que é o maior país católico do mundo) e promete agitar a juventude católica mais uma vez. Porém de repente, não mais que de repente, eis que vem uma grande notícia (aliás duas notícias em uma diga-se de passagem): Hoje o Papa Francisco anunciou que a canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II será ainda neste ano. Uau! Se o Espírito Santo escolheu um ano para mexer com a Igreja Católica Apostólica Romana, este ano definitivamente é 2013.

O porta-voz do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, afirmou hoje que os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos aprovaram o segundo milagre atribuído ao Beato João Paulo II e que abre as portas para sua canonização, como relatado por fontes do Vaticano.

Embora não tenha havido confirmação oficial, as mesmas fontes disseram como possíveis datas para a canonização de João Paulo II o dia 24 de novembro, no fim da celebração do Ano da Fé, ou dia 08 de dezembro. Eu particularmente preferiria o dia 24 de novembro, mas vamos deixar isso para um outro post!

Além disso, a imprensa italiana já indicava nesta terça-feira que a cerimônia de canonização de João Paulo II poderia ser feita junto com a de João XXIII, conhecido como o “Papa Bom”, que convocou o Concílio Vaticano II, falecido há 50 anos e cuja beatificação ocorreu em 2000. Ainda não se sabe se eles serão canonizados no mesmo dia ou não. Mas com certeza será em 2013!

Karol Wojtyla foi beatificado no dia 1 º de maio de 2011, depois da aprovação do seu primeiro milagre com a assinatura do agora Bispo Emérito de Roma Bento XVI. Já João XXIII foi beatificado por João Paulo II em setembro de 2000, durante o Jubileu, na mesma celebração da beatificação de Pio IX. Na ocasião, o milagre aprovado para a sua beatificação foi a cura da Irmã Caterina Capitani em 1966.

O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, e morreu, enquanto o Concílio estava em andamento, muitos bispos propuseram proclamar o “Papa Bom” como santo por aclamação, mas seu sucessor, Paulo VI, optou por seguir as vias canônicas, por isso começou o processo canônico, em seguida, foi beatificado pelo seu antecessor Pio XII.

Certamente esta será mais uma festa daquelas! Festa na terra e festa no céu! Eu sinceramente não vejo a hora disto acontecer. Dois santos que aproximaram a Igreja de seu povo e que merecem a honra dos altares!

Bem aventurados João XXIII e João Paulo II rogai por nós!

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Carta Encíclica Lumen Fidei disponível em português para download

cartaEu adoro a agilidade destes novos tempos e gosto mais ainda quando vejo que a Igreja está dando passos para caminhar assim, na agilidade da informação. Tão logo foi lançada, a A Carta Encíclica Lumen Fidei assinada pelo Papa Francisco com a participação do Papa Emérito Bento XVI, já esta a disposição de todos os católicos que desejarem ler, gratuitamente em português. Ela foi disponibilizada pelo Site Oficial do Vaticano e você pode ler e baixar clicando aqui. Viva o Papa Emérito Bento XVI! Viva o Papa Francisco! Viva a Igreja Católica Apostólica Romana!

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Lumen Fidei: Lançada a primeira encíclica do Papa Francisco

lumen-fideiPara alegria do povo católico (pelo menos daqueles que se dedicam a conhecer a doutrina da sua religião), a Sala de Imprensa do Vaticano anunciou a primeira Encíclica do Papa Francisco, intitulada Lumen Fidei (que significa Luz da Fé).

O interessante desta encíclica, é que apesar do Papa Francisco ter assinado a carta, ela contem em boa parte do seu conteúdo, textos do então Papa Emérito Bento XVI, que começou a escrever a carta, mas não concluiu. A finalização da mesma coube ao Papa Francisco, que segundo àqueles que já leram a mesma, afirmaram que não se pode diferenciar o início do fim. Ou seja: A unidade da Igreja e a ação do Espírito Santo prevalece sobre quem escreve.

A nova Encíclica foi apresentada pelo Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos, por Dom Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e por Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

A Lumen Fidei tem ainda com comentários de Dom Rino Fisichella, organizador dos eventos do Ano da Fé, e de Giuliano Vigini, escritor e docente em sociologia na Universidade Católica de Milão.

O documento está disponível em seis línguas, entre as quais o português, com 94 páginas e dividida em quatro capítulos, além da introdução e da conclusão.

A Carta Encíclica é dirigida aos Bispos, Presbíteros, Diáconos, Pessoas consagradas e a todos os fiéis Leigos. O objetivo dela fazer com que os católicos retomem o caráter da luz – que assim como a fé – é capaz de iluminar toda a existência humana. Em resumo, podemos dizer que “aquele que crê jamais está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando-lhes esperança.

Em uma época, como a moderna, escreve o Papa, na qual “crer se opõe à pesquisa” e a fé é vista como um pulo no vazio, que impede a liberdade do homem, é importante “ter confiança”, com humildade e coragem, no amor misericordioso de Deus, que endireita as sinuosidades da nossa história.

Jesus é a testemunha crível da fé. Através dele, Deus atua realmente na história. Como na vida de cada dia, nós confiamos no arquiteto, no farmacêutico, no advogado, que conhecem melhor as coisas, assim, mediante a fé, confiamos em Jesus, perito nas coisas divinas.

A fé, sem a verdade, não salva, diz o Pontífice, mas permanece como uma linda fábula, sobretudo hoje, em que se passa por uma crise da verdade, porque acreditamos somente na tecnologia ou nas verdades de uma pessoa, porque tememos o fanatismo e preferimos o relativismo.

“Não deixemos roubar a nossa esperança; não permitamos que ela seja inutilizada por soluções e propostas imediatas, que bloqueiam o nosso caminho rumo a Deus”. (Lumen Fidei)

Com a presença de Bento XVI, Papa Francisco inaugura a imagem de São Miguel Arcanjo nos Jardins Vaticanos

São Migueal arcanjoComo havia falado ontem, o Papa inaugurou nos Jardins Vaticanos a imagem de São Miguel Arcanjo. A consagração aconteceu após a Missa celebrada nesta manhã de sexta-feira na Casa Santa Marta e contou com a participação do Papa Emérito Bento XVI, que foi convidado pelo Papa Francisco e chegou ao local pouco antes da cerimônia, permaneceu ao lado do Pontífice vigente.

Após uma breve saudação do Cardeal Giuseppe Bertello, Presidente do Governatorato, discursou o Cardeal Giovanni Lajolo, Presidente Emérito do Governatorato. Em seguida, Papa Francisco fez um pronunciamento.

No seu discurso, o Papa disse que embora houvessem muitas obras de arte nos Jardins Vaticanos, esta obra em particular assume uma significação importante. Como eu disse anteriormente, não é a toa que a imagem está vizinha ao Governatorato Vaticano, e por sinal em tempos importantes onde o Papa tem clamado a Deus mudanças radicais no Vaticano. Além disso ele ratificou que a imagem “é um convite à reflexão e à oração, que se insere muito bem no Ano da Fé”.

“Miguel – explicou Francisco – que significa ‘Quem é como Deus?’ – é o campeão do primado de Deus, de sua transcendência e poder. Miguel luta para restabelecer a justiça divina; defende o povo de Deus de seus inimigos e, sobretudo, do inimigo por excelência, o diabo. E São Miguel vence porque é Deus que age nele”.

Após, Francisco destacou que a escultura recorda que “o mal é vencido, o acusador é desmascarado e a sua cabeça esmagada, porque a salvação foi realizada de uma vez por todas no sangue de Cristo. Embora o diabo sempre tente arranhar o rosto do Arcanjo e o rosto do homem, Deus é mais forte; é sua a vitória e sua salvação é oferecida a todos os homens”.

São Miguel Arcanjo

Após seu discurso, Papa Francisco colocou a estola e recitou duas orações de consagração, a primeira a São José e a segunda a São Miguel Arcanjo. Sucessivamente, aspergiu a imagem e abençoou os presentes.