Comissão de Direitos Humanos convida o padre Paulo Ricardo para discutir os direitos do nascituro

Padre Paulo RicardoMais uma boa notícia! E desta vez não apenas para os católicos, mas para todos que defendem a vida desde a sua concepção. O site da Câmara dos Deputados publicou em seu site que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realizará uma audiência pública na quarta-feira (dia 10 de julho), às 14 horas, para discutir os direitos humanos do nascituro. Essa por si só seria uma ótima notícia. Porém o melhor de tudo é que entre os convidados para essa audiência está o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, que segundo o site é mestre em Direito, junto com representantes dos ministérios da Justiça e da Saúde. O debate ocorrerá no Plenário 9.

O deputado Henrique Afonso (PV-AC), que propôs a audiência, afirma ser necessário “discutir as estratégias internacionais que investem uma grande quantidade de recursos para promover uma cultura de morte no Brasil por meio de organizações não governamentais”. Não conheço o histórico deste deputado, mas devo dizer que nessa ele marcou um ponto importante a favor da vida, pois sabemos da ampla bagagem que o Padre Paulo tem e que certamente será mais um voz de peso a falar em defesa aos nascituros.

“O Poder Legislativo e a sociedade brasileira há muito querem e precisam saber o motivo por tanta pressão pela legalização do aborto no Brasil”, completa Henrique Afonso.

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Os donos da bola não são os donos do jogo

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Leonardo Boff ainda não superou as críticas feitas pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Tudo que o Papa Emérito faz ou escreve, recebe sua dose de veneno!

Quando eu era criança, conheci alguns garotos que não sabiam jogar bola, mas eram donos da pelota. Eles forçavam a barra para jogar, e só conseguiam porque eram donos da bola. Enquanto não aparecia alguém que tivesse uma bola, ele permanecia na brincadeira, não apenas jogando mas mandando no jogo, apitando as faltas e exigindo vantagens para o seu time, afinal de contas ele era o “dono da bola”. Quando ganhava, se dizia o craque do time. Quando perdia, a culpa era sempre do resto do time, afinal de contas ele era perfeito. Só que dada uma certa etapa da brincadeira, aparecia uma outra bola (melhor ou pior), e o dono da bola acabava ficando sozinho. por que os outros garotos queriam jogar bola pura e simplesmente. Quanto ao dono da bola: ficava fazendo beicinho no parque e pedindo o colinho da mamãe protetora.

Essa pequena lembrança faz parte da infância de qualquer homem, que quando moleque costumava bater sua bolinha.

O dono da bola era em geral, alguém que não sabia brincar, não sabia se relacionar, não gostava de críticas, era mimado e às vezes idolatrado pelos pais. Se achava um Deus. Ah a velha soberba…

Essa seria apenas mais uma lembrança engraçada de uma fase de nossas vidas, se alguns “donos da bola” não crescessem e se tornassem adultos carregando as mesmas “chatices” de quando crianças. Sim, “os donos da bola” no geral são uns chatos de galocha que querem ganhar no grito, pois definitivamente não sabem perder.

Tenho a grande impressão que esse tal Leonardo Boff era um desses. Até hoje ainda não engoliu as críticas do então Cardeal Joseph Ratzinger e até hoje (olha que o homem já é papa Emérito), e insiste em criticar tudo que leva o nome dele. É um trauma que perdura. Tiraram ele do jogo porque não sabia respeitar regras, não sabia ser equipe. Só porque tinha (e tem) facilidade com as palavras, embalado pela doutrina marxista, se achava não apenas dono da bola, mas dono do jogo e quis mudar as regras. Levou um chega pra lá e vive se remoendo pelos cantos. Ai você me diz: Mas a Encíclica foi assinada pelo Papa Francisco! Sim, mas começou a ser escrita por Bento XVI.

A última deste senhor está no seu blog, onde ele quis dar o seu parecer (que por sinal não interessa a igreja), sobre a brilhante encíclica Lumen Fidei (ainda não terminei de ler, mas estou amando). Repito: Embora a Carta Encíclica seja assinada pelo Papa Francisco, as suas críticas são total e completamente voltadas para o Papa Emérito, que na minha opinião ainda é o maior teólogo vivo do mundo.

No seu texto (você pode acessar clicando aqui), ele tenta diminuir a grandeza da Encíclica dizendo que não há nada de novo, que tem uma difícil compreensão, que é dirigida unicamente aos católicos europeus, blá, blá, blá. Como disse anteriormente, ainda estou lendo a Lumen Fidei, mas basta apenas a leitura de algumas páginas para perceber que este argumento é totalmente infundado.

Vale a pena frisar que apenas em 3 dias – via blog Dominus Vobiscum – 1.122 pessoas já baixaram a encíclica e até agora não recebi grandes críticas dos leitores. Ao contrário, o que encontrei foi uma explanação simples e fácil de um assunto complexo, escrita de um modo brilhante que tem agradado a grande maioria dos católicos. Realmente a dobradinha Bento XVI e Francisco deu certo e só não agradou ao “dono da bola” que anda beiçudo por não ser mais lembrado por ninguém, apenas pelos hereges de plantão.

Depois disso a coisa só piora: critica o Papa Bento XVI (e consequentemente o Papa Francisco) pelo fato de ambos buscarem e defenderem “obsessivamente” a verdade (como se isso não fosse necessário dentro da ditadura relativista que vivemos), e diz que esta postura se contrapõe a modernidade, como se para sermos pessoas modernas, temos que relativizar tudo. Na verdade, a Carta Encíclica pautada dentro da Doutrina da Igreja Católica é mais uma punhalada mortal em toda cizânia que a Teologia da Libertação espalhou na Igreja e isso Leonardo Boff não consegue aceitar.  Dizer que a Lumen Fidei não conversa com os não cristãos, ou que não adentra em questões atuais como explicar os sofrimentos do mundo é mais uma falácia deste senhor para colocar dúvidas em católicos que não leem os documentos e preferem os comentários de terceiros. Volto a repetir: Leia a Lumen Fidei com atenção e veja quão profunda e quão abrangente ela é.

Leonardo Boff precisa entender que a bola que ele tem, não é e nem nunca foi a única. A bola dele por sinal está velha e remendada. Envelheceu. Hoje os católicos tem acesso a melhor opção: A Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Acorda Leonardo Boff! Os católicos de verdade já não te escutam mais. O seu tempo já passou e suas novas-velhas palavras já não tem mais ressonância. E olha: Não adianta repassar seu textos em diversas línguas. A Igreja é bem maior que você!

Ps.: Eu optei por não fazer uma crítica item por item a este senhor, mas o Jorge Ferraz do blog Deus lo Vult escreveu com muita propriedade. Para ler, clique aqui. Garanto que será uma boa leitura. Mas lembre-se: Faça você mesmo a leitura da Lumen Fidei. Ela está disponível em download de forma gratuita. Clique qui e baixe a Carta Encíclica Lumen Fidei para o seu computador.

Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: Por que dizemos que a Igreja é santa?

Igreja Católica

Já ouvimos dizer muitas vezes padres e pregadores afirmarem que a Igreja é “santa”, porém o que constatamos na verdade é que os católicos são, na verdade, grandes pecadores (e, entre eles sacerdotes, religiosas e leigos). Por sua vez, também já ouvimos pessoas dizerem que alguns dos que vão à Missa são piores do que muitos que não vão. Como entender isto? Não é hipocrisia afirmar que a Igreja é “santa”?

Infelizmente muitos cristãos se escandalizam com os Filhos da Igreja! As pessoas enfim tem razão? Bom, na verdade tem razão e ao mesmo tempo não tem! COmo diziam os antigos, enxergam bem, mas raciocinam mal, inferindo erroneamente.

Sim, a Igreja é Santa! É Santa e santificadora, apesar dos pecados de seus filhos! Mas como entender o paradoxo desta santidade?

As palavras de São Paulo não deixam dúvidas:

“Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, em virtude da palavra, para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e imaculada” (Ef 5,25-27).

Se nós dizemos que a palavra de Jesus Cristo é eficaz e efetiva em tudo o que diz, quanto mais eficazes e efetivos serão os seus atos e o seu sacrifício! Ele se entregou por ela (=a Igreja) para santificá-la! Portanto, ela é santa porque o sacrifício de Cristo é eficaz. “A Igreja é, aos olhos da fé, santa e sem máculas. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, a quem com o Pai e o Espírito Santo é proclamado ‘o único Santo’ amou à Igreja como sua esposa, entregando-se a Si mesmo por ela para santificá-la (cf. Ef. 5,25-26), a uniu a Si como seu próprio Corpo e a enriqueceu com o dom do Espírito Santo para a glória de Deus”. Na verdade, a Igreja é duplamente santa:

a) É santa, em primeiro lugar, porque ela é o próprio Deus santificando os homens em Cristo por seu Espírito Santo. Dizia Pio XII:

“Esta piedosa mãe brilha sem mancha alguma em seus sacramentos, com que alimenta seus filhos; na fé, que sempre conserva incontaminada; nas santíssimas leis, com que obriga a todos; nos conselhos evangélicos com que adverte; e, finalmente, nos dons celestiais e carismas, com os quais, inesgotável em sua fecundidade, dá à luz a incontáveis exércitos de mártires, virgens e confessores.”

Esta é santidade “objetiva” da Igreja. Ela é um canal inesgotável de santidade porque nela Deus coloca à disposição dos homens os grandes meios de santidade:

  • Seus tesouros espirituais – os Sacramentos – entre os quais o principal é o próprio Cristo sacramentado, fonte de toda santidade.
  • Sua doutrina santa e imaculada, que finca suas raízes no Evangelho.
  • Suas leis e conselhos, que são prescrições e convites à santidade.
  • O Sangue de Cristo tornado bebida cotidiana do cristão.
  • A misericórdia do perdão oferecido sacramentalmente aos pecadores.

b) Em segundo lugar, a Igreja é santa porque ela é a humanidade em vias de santificação por Deus. Este é o aspecto complementar do item anterior, ou seja, a santidade “subjetiva” da Igreja. Os canais de santidade são derramados sobre os filhos da Igreja e, se não sobre todos, pelo menos sobre muitos produz verdadeiros frutos de santidade. Ela é o seio que incessantemente gera frutos de santidade. Voltaire, apesar de seu ódio contra a Igreja, reconhecia:

“Nenhum sábio teve a menor influência nos costumes na rua em que morava; porém, Jesus Cristo influi sobre todo o mundo”.

Essa influência são os santos. Quanta diferença entre os frutos “naturais” do Paganismo e os do Cristianismo! Quando a Igreja gera filhos nas águas do batismo, os dá à luz com germens de graça e santidade, os quais, quando os homens não colocam obstáculos, crescem e dão ao mundo extraordinárias obras de caridade. Por isso, a Igreja, desde seu início na Jerusalém dos Apóstolos, começou a popular o mundo com:

  • Jovens virgens, testemunhas da pureza.
  • Mártires da fé.
  • Missionários e apóstolos
  • Ermitães e monges penitentes
  • Incansáveis operários da caridade, que consagraram suas vidas aos enfermos, aos pobres, aos famintos, aos abandonados…
  • Seus filhos inventaram os hospitais, leprosários, asilos…

Na Antiguidade se contava a história de Cornélia, a mãe dos Gracos, filha de Escipião Magno, a qual vendo uma de suas amigas fazendo ostentação de suas joias, com um gesto apontou para os seus filhos – futuros heróis de Roma – e disse-lhe: “Estes são os meus ornamentos e as minhas joias!”. Com quanta razão mais a Igreja pode dizer ao mundo, apontando para os santos de todos os tempos: “Estes são as minhas joias!”

E apenas isto já fala da santidade da Igreja, pois para fazer um só santo é necessário um poder divino, já que apenas a graça do Espírito Santo pode santificar um homem. E a Igreja não deixa de ter santos nem quando os horizontes são os mais sombrios! Três sinais, entre muitos outros – dizia Journet – tornam visível esta santidade da Igreja:

1º) Ela é uma voz que não deixa de proclamar ao mundo as grandezas de Deus. Essa constância em proclamar e cantar as maravilhas de Deus é a sua razão de ser. Encontramos a Igreja ali onde escutamos sem cessar cantar as maravilhas de Deus, defender Sua honra dos erros do mundo, dar testemunho de Sua grandeza e Sua misericórdia para com os homens.

2º) Ela é uma “sede inextinguível” de unir-se a Deus. A Igreja está onde suspiram todos os que esperam a manifestação do Rosto de Deus, os que esperam a vinda de Cristo, os que não se apegam a este mundo e suspiram por uma pátria melhor, os que se sentem como os desterrados filhos de Eva.

3º) Ela é um zelo insaciável por dar Deus aos homens. A encontramos ali onde, com infatigável ardor, existe um verdadeiro cristão que trabalha pela conversão dos pecadores, por fazer que os ignorantes conheçam a Deus, por levar o Evangelho aos que ainda não o ouviram…

Por isso defendemos a santidade da Igreja. No próximo post, vamos entender a diferença entre a Igreja e seus filhos. Mas por enquanto reflita: Se alguém comete um assassinato podemos chamar toda a família deste homem de assassinos? É justo que o nome de uma família seja manchado por um erro de um de seus integrantes?

No próximo post! Imperdível! Dominus Vobiscum

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Livro Maria Sempre Virgem e SantaVeja também o novo livro do Cadu (Administrador do Blog Dominus Dominus Vobiscum): Maria Sempre Virgem e Santa. Nele você vai encontrar ensinamentos seguros da doutrina da Igreja a respeito da Santíssima Virgem Maria, além das orações mais tradicionais da nossa Igreja à Virgem Mãe de Deus. Vendas apenas pela internet nos sites Clube de Autores e Agbook. Um livro para quem deseja ser mais íntimo de Nossa Senhora.

Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: Humana e Divina, Visível e Invisível.

Igreja Católica

A Igreja está na história, mas ao mesmo tempo a transcende. É unicamente “com os olhos da fé” que se pode enxergar em sua realidade visível, ao mesmo tempo, uma realidade espiritual, portadora de vida divina. (CIC§770)

Quando falamos da Igreja Católica Apostólica Romana, a mesma fundada por Jesus Cristo que tem Pedro como o primeiro papa, é preciso entender que esta tem dois lados que precisamos conhecer: A Igreja é visível e ao mesmo tempo espiritual (invisível). Existe na Igreja de Cristo uma parte que você vê todos os dias, quando vai à missa, quando entra na Igreja, quando se reúne com os irmãos para as orações… Mas também existe um lado nesta mesma Igreja que você não tem acesso com os sentidos humanos (você não vê, não toca, não sente com suas mãos ou com sua boca). É o lado espiritual da Igreja.

Isso faz da Igreja um “Corpo Místico” cuja cabeça é Jesus Cristo, o mesmo que a constituiu e que a sustenta aqui na Terra. É muito importante entender que é a Igreja invisível (em que o Senhor Jesus a precede) sustenta a Igreja visível e não ao contrário. Por maior que seja nosso trabalho aqui na Terra, não é o nosso esforço que sustenta a Igreja, mas a graça que vem do alto que nos é dada por Cristo, a cabeça da Igreja, o Divino Espírito Santo.

A Igreja é ao mesmo tempo humana e divina, visível mas dotada de dons invisíveis, presente no mundo, mas não pertencente a ele e portanto peregrina. Nela, o humano se torna eterno (em Jesus), e ao eterno se subordina. Na Igreja, o visível se submete ao invisível e o presente tem como finalidade a Cidade Futura que está no céu.

É um erro reduzir a Igreja a uma mera instituição humana, ou a um trabalho puramente assistencial. A Igreja não é uma assembléia de moradores, ou um depósito velho onde se reúnem pessoas boazinhas, muito menos um point de encontros que servem unicamente para “fazer o social” ou “encontrar a galera”. A Igreja é muito mais que tudo isso. É preciso ter cuidado com movimentos e pastorais que querem reduzir a Igreja meramente a um ato humano.

E isso envolve tudo, inclusive o Espaço Sagrado que chamamos de Igreja, Capela, Paróquia… Sendo a Igreja humana e divina, espiritual e física, não se pode reduzir o espaço físico da Capela a um galpão onde por exemplo, se realizam missas e festas ao mesmo tempo. Também neste espaço físico, o humano precisa se submeter ao divino, ou seja, ali precisa ser um lugar de respeito e oração. Ali por definição é o repouso do Altíssimo, que se torna visível a nós no Pão Consagrado.

Por isso São Bernardo dizia:

“Ó humildade! Ó sublimidade! Tabernáculo de Cedar e santuário de Deus; morada terrestre e palácio celeste; casa de barro e sala régia; corpo de morte e templo de luz; finalmente, desprezo para os soberbos e esposa de Cristo! És negra, mas formosa, ó filha de Jerusalém: ainda que desfigurada pelo labor e pelado longo exílio, a beleza celeste te adorna”

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Livro Maria Sempre Virgem e SantaVeja também o novo livro do Cadu (Administrador do Blog Dominus Dominus Vobiscum): Maria Sempre Virgem e Santa. Nele você vai encontrar ensinamentos seguros da doutrina da Igreja a respeito da Santíssima Virgem Maria, além das orações mais tradicionais da nossa Igreja à Virgem Mãe de Deus. Vendas apenas pela internet nos sites Clube de Autores e Agbook. Um livro para quem deseja ser mais íntimo de Nossa Senhora.

São Clemente de Roma: Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura

O Senhor não se cansa falar da ressurreição.

Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […]

Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d’Ele e disse: A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá. Jesus, levantando-se, seguiu o com os discípulos. Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: Filha, tem confiança, a tua fé te salvou. E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada. Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme. Mas riam-se dele. Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra. (Mt 9,18-26)

Comentário de São Clemente de Roma, papa de 90 a cerca de 100

Notemos, meus bem-amados, que o Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura de que nos deu as primícias ao ressuscitar de entre os mortos o Senhor Jesus Cristo. Observemos, bem-amados, as ressurreições que acontecem periodicamente. O dia e a noite fazem-nos ver uma ressurreição: a noite deita-se, levanta-se o dia; o dia desaparece, vem a noite. Reparemos nos frutos: como se fazem as sementeiras? O que acontece? Sai o semeador e lança à terra diversas sementes. Estas caem, secas e nuas, na terra e desagregam-se. Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […] Acharemos, pois, estranho e extraordinário que o Criador do universo faça ressuscitar aqueles que O serviram fielmente e com a confiança duma fé perfeita? […]

Com essa esperança, que os nossos corações se apeguem então Àquele que é fiel às suas promessas e justo nos seus julgamentos. Ele, que nos proibiu de mentir (Ex 20,16), pela mesmíssima razão também não mente. Nada é impossível a Deus, excepto mentir (Jr 32,17; Lc 1,37; Heb 6,18). Reavivemos, pois, a nossa fé nele e entendamos que Ele tudo pode.

Com uma palavra da sua onipotência, Ele formou o universo e com uma palavra pode aniquilá-lo. […] Ele fará todas as coisas quando quiser e como quiser. Nada desaparecerá jamais daquilo que Ele tiver decidido. Tudo está presente diante dele e nada escapa à sua Providência.