Os donos da bola não são os donos do jogo

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Leonardo Boff ainda não superou as críticas feitas pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Tudo que o Papa Emérito faz ou escreve, recebe sua dose de veneno!

Quando eu era criança, conheci alguns garotos que não sabiam jogar bola, mas eram donos da pelota. Eles forçavam a barra para jogar, e só conseguiam porque eram donos da bola. Enquanto não aparecia alguém que tivesse uma bola, ele permanecia na brincadeira, não apenas jogando mas mandando no jogo, apitando as faltas e exigindo vantagens para o seu time, afinal de contas ele era o “dono da bola”. Quando ganhava, se dizia o craque do time. Quando perdia, a culpa era sempre do resto do time, afinal de contas ele era perfeito. Só que dada uma certa etapa da brincadeira, aparecia uma outra bola (melhor ou pior), e o dono da bola acabava ficando sozinho. por que os outros garotos queriam jogar bola pura e simplesmente. Quanto ao dono da bola: ficava fazendo beicinho no parque e pedindo o colinho da mamãe protetora.

Essa pequena lembrança faz parte da infância de qualquer homem, que quando moleque costumava bater sua bolinha.

O dono da bola era em geral, alguém que não sabia brincar, não sabia se relacionar, não gostava de críticas, era mimado e às vezes idolatrado pelos pais. Se achava um Deus. Ah a velha soberba…

Essa seria apenas mais uma lembrança engraçada de uma fase de nossas vidas, se alguns “donos da bola” não crescessem e se tornassem adultos carregando as mesmas “chatices” de quando crianças. Sim, “os donos da bola” no geral são uns chatos de galocha que querem ganhar no grito, pois definitivamente não sabem perder.

Tenho a grande impressão que esse tal Leonardo Boff era um desses. Até hoje ainda não engoliu as críticas do então Cardeal Joseph Ratzinger e até hoje (olha que o homem já é papa Emérito), e insiste em criticar tudo que leva o nome dele. É um trauma que perdura. Tiraram ele do jogo porque não sabia respeitar regras, não sabia ser equipe. Só porque tinha (e tem) facilidade com as palavras, embalado pela doutrina marxista, se achava não apenas dono da bola, mas dono do jogo e quis mudar as regras. Levou um chega pra lá e vive se remoendo pelos cantos. Ai você me diz: Mas a Encíclica foi assinada pelo Papa Francisco! Sim, mas começou a ser escrita por Bento XVI.

A última deste senhor está no seu blog, onde ele quis dar o seu parecer (que por sinal não interessa a igreja), sobre a brilhante encíclica Lumen Fidei (ainda não terminei de ler, mas estou amando). Repito: Embora a Carta Encíclica seja assinada pelo Papa Francisco, as suas críticas são total e completamente voltadas para o Papa Emérito, que na minha opinião ainda é o maior teólogo vivo do mundo.

No seu texto (você pode acessar clicando aqui), ele tenta diminuir a grandeza da Encíclica dizendo que não há nada de novo, que tem uma difícil compreensão, que é dirigida unicamente aos católicos europeus, blá, blá, blá. Como disse anteriormente, ainda estou lendo a Lumen Fidei, mas basta apenas a leitura de algumas páginas para perceber que este argumento é totalmente infundado.

Vale a pena frisar que apenas em 3 dias – via blog Dominus Vobiscum – 1.122 pessoas já baixaram a encíclica e até agora não recebi grandes críticas dos leitores. Ao contrário, o que encontrei foi uma explanação simples e fácil de um assunto complexo, escrita de um modo brilhante que tem agradado a grande maioria dos católicos. Realmente a dobradinha Bento XVI e Francisco deu certo e só não agradou ao “dono da bola” que anda beiçudo por não ser mais lembrado por ninguém, apenas pelos hereges de plantão.

Depois disso a coisa só piora: critica o Papa Bento XVI (e consequentemente o Papa Francisco) pelo fato de ambos buscarem e defenderem “obsessivamente” a verdade (como se isso não fosse necessário dentro da ditadura relativista que vivemos), e diz que esta postura se contrapõe a modernidade, como se para sermos pessoas modernas, temos que relativizar tudo. Na verdade, a Carta Encíclica pautada dentro da Doutrina da Igreja Católica é mais uma punhalada mortal em toda cizânia que a Teologia da Libertação espalhou na Igreja e isso Leonardo Boff não consegue aceitar.  Dizer que a Lumen Fidei não conversa com os não cristãos, ou que não adentra em questões atuais como explicar os sofrimentos do mundo é mais uma falácia deste senhor para colocar dúvidas em católicos que não leem os documentos e preferem os comentários de terceiros. Volto a repetir: Leia a Lumen Fidei com atenção e veja quão profunda e quão abrangente ela é.

Leonardo Boff precisa entender que a bola que ele tem, não é e nem nunca foi a única. A bola dele por sinal está velha e remendada. Envelheceu. Hoje os católicos tem acesso a melhor opção: A Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Acorda Leonardo Boff! Os católicos de verdade já não te escutam mais. O seu tempo já passou e suas novas-velhas palavras já não tem mais ressonância. E olha: Não adianta repassar seu textos em diversas línguas. A Igreja é bem maior que você!

Ps.: Eu optei por não fazer uma crítica item por item a este senhor, mas o Jorge Ferraz do blog Deus lo Vult escreveu com muita propriedade. Para ler, clique aqui. Garanto que será uma boa leitura. Mas lembre-se: Faça você mesmo a leitura da Lumen Fidei. Ela está disponível em download de forma gratuita. Clique qui e baixe a Carta Encíclica Lumen Fidei para o seu computador.

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5 comentários sobre “Os donos da bola não são os donos do jogo

  1. Quando eu era jovem e rebelde, fora justamente a sensação de hipocrisia que subjazia das homilias de alguns de seus sacerdotes que contribuíram com a minha sanha de apostasia juvenil. Eu precisava, como jovem, de alguém que fosse ainda mais inflexível, em palavras e atos, que a minha postura questionadora.

    Apenas depois de maduro, aos trinta e poucos anos de idade, que fui entender que a ambiguidade e dubiedade dos discursos não provinham da Igreja – como regra -, mas de alguns de seus integrantes, infiltrados da parte do Inimigo odioso de Cristo.

    Confesso que a primeira impressão (e isso é algo pessoal) que o Papa Francisco me causou não foi boa. Seus arroubos “franciscanos” contrastavam, em MINHA PERCEPÇÃO, de forma desagradável, já que me havia acostumado (e bem) à perfeição litúrgica beneditina de Bento XVI.

    Mas, pouco a pouco, a impressão de mediocridade “pobre” que o Papa Francisco me passava foi ofuscada pela firmeza de suas recentes homilias e clareza na defesa da Catolicidade. Acho que é por isso que as “crianças” católicas anseavam: uma mão forte de pai, que prega a retidão inegociável encharcada no molho doce da Misericórdia.

    Recomendo a leitura da Lumen Fidei como a degustação de uma obra-prima da Culinária. Desde os primeiros parágrafos, a humildade (não mais passando um tom de “falsa modéstia”) do Papa Francisco deixa-o livre para ser o que ele é (missionário simples) e falar o que precisa como Pastor (apascentando, com autoridade evidente, as ovelhas do Senhor).

    In Corde Iesu, oremus pro Pontificem Nostrum!

  2. Adorei a Lumen Fidei. Aula de fidelidade com Bento XVI. A Encíclica entra na esteira das outras 3 do Papa Emérito com toda a clareza.

    Em relação a Genésio Boff só digo uma coisa #APOSENTE-SEGENÉSIO!!

  3. Eu ainda estou lendo a encíclica e digo que as minhas impressões até agora, são as melhores possíveis.Leonardo Boff, que na minha opinião é um idoso gagá, senil e ranzinza, é tido por alguns ‘católicos’, como um “GRANDE HOMEM”, que tal verificar isso nas páginas de Facebook de muitas Pastorais da Juventude, por exemplo. São pessoas que não reconhecem o quão danoso é a Teologia da Libertação. E mais: Nota-se um desprezo pela doutrina social da Igreja, por qualquer documento oficial e, claro, pelo Magistério da Igreja. Hipocritamente todos eles dizem amar o Papa; ser contra o aborto e querem ter o direito (sic) de ser chamados de católicos no sentido gramático, teológico e doutrinal. Vejam só que esquisitice, não é?Leonardo Boff, que na minha opinião é um idoso gagá, senil e ranzinza, é tido por alguns ‘católicos’, como um “GRANDE HOMEM”, que tal verificar isso nas páginas de Facebook de muitas Pastorais da Juventude, por exemplo. São pessoas que não reconhecem o quão danoso é a Teologia da Libertação. E mais: Nota-se um desprezo pela doutrina social da Igreja, por qualquer documento oficial e, claro, pelo Magistério da Igreja. Hipocritamente todos eles dizem amar o Papa; ser contra o aborto e querem ter o direito (sic) de ser chamados de católicos no sentido gramático, teológico e doutrinal. Vejam só que esquisitice, não é?

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