Política para os católicos: A diferença entre o político, o politiqueiro e o revolucionário

Interromper.Conversa

Política é a arte de administrar conflitos. Para mim, esta é a definição mais completa e mais sucinta sobre o tema. Estava pensando nisso quando resolvi escrever sobre três perfis de pessoas que estão mais perto de nós do que pensamos e as vezes nem nos damos conta: A pessoa política, o politiqueiro e o revolucionário. Antes de mais nada, é possível que você não se enquadre em nenhum destes perfis, por não ser assim tão predisposto(a) a política ou ao debate, mas observe que como fazemos política em todos os lugares, dificilmente não nos enquadraremos em um destes tipos. E por que falar disso em um blog católico? Por que estes três tipos também estão dentro das nossas paróquias e comunidades. Leia…

Uma pessoa política, não é aquela que “bajula” os outros. Não é o famoso “puxa-saco” – Também conhecido como “xeleléu” ou “babão”. Em um sentido mais subjetivo, podemos afirmar que uma pessoa política significa, também, ter a sabedoria – e talvez a astúcia – para lidar com situações ou pessoas que nem sempre nos são agradáveis, usando a solidez do diálogo e a força do argumento para resolver possíveis conflitos em questão. Entenda que por razão de falarmos de conceitos, uma pessoa política ao portar estas habilidades, pode ser boa ou não. Mas, ainda que está pessoa use seus dons e conhecimentos para interesses pessoais ou escusos, não se pode dizer que ela não é uma pessoa política. Se a pessoa tem essas características e as usa para o bem comum ou para defender aquilo que é justo, correto, louvável, ético e valoroso, esta pessoa é uma boa pessoa política ou um “político do bem”. Caso ela use isso para o seu benefício próprio, ela é uma má pessoa política ou seja, uma espécie de Darth Vader (do lado negro da força).

Se você olhar por esta ótica, vai ver que existem verdadeiros políticos perto de você. Sim eles estão ao seu redor e talvez até você mesmo seja um político e não se deu conta. Quando existe aquela reunião de paróquia onde as pessoas discutem, os ânimos se arrefecem e do nada aparece alguém que com o diálogo e fortes argumentos, consegue expor suas ideias e conseguir um consenso, ou ao menos apoio de parte do grupo, respeitando as regras do diálogo e do debate, eis ai uma pessoa política.

Resumindo: A pessoa política é aquela que tem capacidade de falar, ouvir, argumentar de forma racional e lógica suas ideias, explicando o que pensa, de forma clara para todos os presentes, respeitando o senso ético de um debate de ideias. Uma pessoa política sabe que pode vencer ou perder.

Ao nosso redor existem muitas pessoas com este dom. Sim amigos, política é um dom. Até por que, administrar conflitos não é para qualquer um. Defender ideias, leis, valores, rumos, caminhos e metas não é para todo mundo.

Por outro lado existe o politiqueiro, mas deste eu não vou falar muito, até por que, este é um sujeito que onde quer que esteja, infelizmente acaba sofrendo por si só. Logo é descoberto e se destrói sozinho no meio do caminho. O politiqueiro é o sujeito que vive de orelha em pé, atento para bajular aquele que tem mais poder, a fim de sobreviver em meio ao caos. Ele é o cidadão que se esgueira pelos cantos, como um ratinho de esgoto. Como não tem força de argumento e foge do diálogo e do debate de ideias, vive da bajulação e da promoção alheia. Este é o mais vil dos elementos que encontramos na política.

Mas o perfil mais preocupante é o famoso “revolucionário”. Este sim é complicado. Mas por que?

A princípio alguém poderia dizer: Mas é bom uma revolução de vez em quando. Precisamos renovar. E para isso o revolucionário é perfeito! Poderia ser mas não é.

O revolucionário é alguém de certo modo atua na política, mas passa longe de ser uma pessoa política, e por uma simples razão: O revolucionário não ouve, não debate e não pondera. O revolucionário só fala, só argumenta e impõe a ferro e fogo as suas ideias. O revolucionário tem esse nome, por que não respeita as regras do debate. Não respeita a pessoa com quem ele debate. O revolucionário se estabelece de um jeito ou de outro, seja na força, seja na voz… É o famoso criador de panelinhas. Como seu argumento é fraco, ele precisa de um grupo para lhe encorajar. Ele não une, mas prega a divisão de grupos, pessoas e classes. E como seu argumento é fraco, em geral é o que mais grita, como se fosse possível impor uma ideia pelo seu volume vocal.

Uma outra característica do revolucionário: Suas propostas em geral visam uma ruptura dura e seca com o que vivemos. Para ele nada do que vivemos, do que foi definido por uma hierarquia está certo. Tudo tem que ser desobedecido, tudo tem que ser diferente e enquanto não for, não está bom. Só ele sabe o que dá certo. Ninguém sabe mais que ele. O revolucionário defende um futuro que para acontecer necessita da destruição do presente. Explico…

O revolucionário sonha com o mundo do jeito dele. Mas para que isso aconteça, ele não mede esforços para realizar o que deseja, não tem princípios éticos e morais e não se preocupa com nada e nem ninguém. O negócio do revolucionário é “fazer a jiripoca piar” custe o que custar. Para o revolucionário, é possível fazer algo errado, desde que o final seja bom. Ela passa por cima de valores, de pessoas, de sentimentos… Nada disso para ele importa desde que aconteça como ele sempre quis. Ou seja: É o famoso “mimadinho da mamãe” que virou “rebelde sem causa”.

Não precisamos ir muito longe para identificar os políticos bons, os políticos ruins, os politiqueiros e os revolucionários. Olhe para sua paróquia, seu trabalho, sua família e seus amigos. Mas sobretudo olhe para você mesmo. Veja como se dão as relações entre as pessoas e como os interesses pessoais são resolvidos. Você perceberá que este tipo de coisa não acontece apenas no Congresso Nacional ou na Câmara. Acontece ai pertinho de você.

Dominus Vobiscum

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