Hoje tem programa Dominus Vobiscum. E tem novidade!

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Pax Domini! Hoje tem programa Dominus Vobiscum, ele vem com uma supernovidade: Durante a Quaresma os programas serão temáticos, e voltados para este tempo forte que a igreja nos oferece. No programa de hoje falaremos sobre Conversão, penitências e jejum. 

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas às 20h30 na webradio Coração de Mãe e depois é postado aqui para aqueles que não puderam ouvir o programa. Temos um encontro marcado e eu espero por você.

Dominus Vobiscum

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Não nos configuremos a satanás, mas a Nosso Senhor Jesus Cristo

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O Evangelho desta 2.ª-feira nos mostra até que ponto o ser humano, cego de inveja, pode entregar-se aos crimes mais atrozes. Foi a inveja que matou Caim; foi também ela que quis dar cabo de José do Egito. Assim também o Diabo, arrastando consigo multidões de invejosos, procurou a todo custo entregar Jesus Cristo à morte. Assista à homilia de hoje e nos acompanhe nestes quarenta dias de preparação para a Páscoa do Senhor.

Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga, dizendo: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidônia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. (Lucas 4,24-30)

CONFIRA O COMENTÁRIO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE ESTE EVANGELHO

Comentário de Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja “Sobre os sacramentos, 1”

Aproximaste-te, viste a pia batismal e viste também o bispo perto da pia. E terá certamente surgido na tua alma o mesmo pensamento que se insinuou na de Naaman, o sírio. Pois, embora tenha sido purificado, inicialmente ele duvidara. […] É possível que alguém tenha dito: «É só isto?» Sim, realmente é só isto; mas ali encontra-se toda a inocência, toda a piedade, toda a graça, toda a santidade. Viste o que conseguiste ver com os olhos do corpo […]; ora, aquilo que não se vê é muito maior […], porque aquilo que não se vê é eterno […]. Haverá coisa mais surpreendente do que a travessia do Mar Vermelho pelos israelitas, para não falarmos agora apenas do batismo? E, no entanto, todos os que o atravessaram morreram no deserto. Pelo contrário, aquele que atravessa a pia batismal, isto é, aquele que passa dos bens terrestres para os do céu […], não morre, mas ressuscita.

Naaman estava leproso. […] Ao vê-lo chegar, o profeta disse-lhe: «Vai banhar-te no Jordão e ficarás curado.» Ele pôs-se a refletir e disse para consigo: «É só isto? Vim desde a Síria até à Judeia para ouvir dizerem-me: “Vai banhar-te no Jordão e ficarás curado”? Como se não houvesse rios melhores no meu país!» Os servos diziam-lhe: «Senhor, por que não fazes o que diz o profeta? Experimenta.» Então ele foi até ao Jordão, banhou-se e ficou curado.

Que significa isto? Tu viste a água; ora, nem toda a água cura, mas a água que contém em si a graça de Cristo cura. Há uma diferença entre o elemento e a santificação, entre o ato e a eficácia. O ato realiza-se com água, mas a eficácia vem do Espírito Santo. A água não cura se o Espírito Santo não tiver descido e a tiver consagrado. Quando nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o rito do batismo, foi ter com João e este disse-Lhe: «Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti. E Tu vens até mim?» (Mt 3,14). […] Cristo baixou-Se e João, a seu lado, batizou-O; e eis que, como uma pomba, o Espírito Santo desceu. […] Por que foi que Cristo Se baixou primeiro e em seguida desceu o Espírito Santo? Porquê? Para que não parecesse que o Senhor tinha necessidade do sacramento da santificação. Pois é Ele que santifica; e é também o Espírito que santifica.

Nossos atos de devoção só tem sentido, se alegram o coração de Deus.

O filho pródigo-Il Guercino

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’». (Lucas 15,1-3.11-32)

CONFIRA O COMENTÁRIO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE ESTE EVANGELHO

Comentário do dia São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos Hino 28, O Filho Pródigo

O filho mais velho, furioso, disse ao pai: «Há tantos anos que te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e […] quando regressa esse pródigo, dás-lhe mais importância do que a mim.» Ao ouvir o filho falar assim, o pai respondeu-lhe com doçura:  «Escuta o teu pai: tu estás comigo, porque nunca te afastaste de mim; não te separaste da Igreja; estás sempre presente a meu lado, com todos os meus anjos. Mas este regressou coberto de vergonha, nu e sem beleza, gritando: “Tem piedade! Pequei, Pai, e é como culpado que venho suplicar-te: aceita-me como um trabalhador da terra e dá-me alimento, porque Tu amas os homens, Tu que és o Senhor de todos os tempos” (Sab 1,6; 1Tim 1,17).»

«O teu irmão gritou: “Salva-me, Pai santo!” […] Como podia Eu deixar de ter piedade, deixar de salvar este meu filho, que gemia e soluçava? […] Julga-Me, tu que me criticas. […] A minha alegria eterna consiste em amar os homens. […] Ele é uma criatura minha: como posso deixar de ter piedade dele? Como posso deixar de ter compaixão do seu arrependimento? As minhas entranhas geraram este filho de quem tenho piedade, Eu, que sou o Senhor de todos os tempos.»

«Tudo o que eu tenho é teu, meu filho. […] A tua fortuna não fica diminuída, porque não é dela que tiro para dar presentes a teu irmão. […] Eu sou o único Criador de vós dois, o Pai único, bom, amoroso e misericordioso. Cubro-te de honras, meu filho, porque sempre Me amaste e serviste; dele, tenho compaixão, porque se mostra arrependido. Devias, pois, partilhar a alegria de todos os que convidei, Eu, que sou o Senhor de todos os tempos.»

«Assim pois, meu filho, alegra-te com os convidados ao banquete e mistura os teus cantos aos dos anjos, porque o teu irmão estava perdido e foi encontrado, estava morto e, contra todas as expectativas, ressuscitou.» A estas palavras, o filho mais velho deixou-se convencer e cantou: «Gritai de alegria! “Felizes aqueles a quem foi perdoado todo o pecado e apagadas as faltas” (Sl 131,1). Eu Te louvo, ó Amigo dos homens, a Ti, que salvaste o meu irmão, a Ti, que és o Senhor de todos os tempos!»

Não matemos Jesus por inveja, invejando nossos irmãos

CN 26A

Deus concede a cada um de seus filhos aquilo que lhe convém. Sem injustiças nem igualitarismos, o Senhor nos faz diferentes para que, como membros de um só e mesmo Corpo Místico, aprendamos a depender e a precisar uns dos outros. Por isso, o cristão deve lutar contra os mais leves sinais de inveja, raiz dos piores males e pecados. Assista à homilia desta 6.ª-feira e descubras os tesouros do Evangelho de hoje!

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros, e eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim mandou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘Irão respeitar o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança’. Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam-Lhe: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?  Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». Ao ouvirem as parábolas de Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que falava deles e queriam prendê-l’O; mas tiveram medo do povo, que O considerava profeta. (Mateus 21,33-43.45-46)

CONFIRA O COMENTÁRIO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE ESTE EVANGELHO

Comentário Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja (Comentário sobre o Evangelho de São Lucas 9, 29-30)

A vinha é o nosso símbolo, porque o povo de Deus eleva-se acima da terra enraizado na cepa da vinha eterna (Jo 15,5). Fruto de um solo ingrato, a vinha pode desenvolver-se e florescer, ou revestir-se de verdura, ou assemelhar-se ao jugo amável da cruz, quando cresce e os seus braços estendidos são os sarmentos de uma videira fecunda. […] É, pois, com razão que chamamos vinha ao povo de Cristo, quer porque ele traça na testa o sinal da cruz (Ez 9,4), quer porque os frutos da vinha são recolhidos na última estação do ano, quer porque, tal como acontece aos ramos da videira, pobres e ricos, humildes e poderosos, servos e senhores, todos são, na Igreja, de uma igualdade completa. […]

Quando é ligada, a vinha endireita-se; se é podada, não é para a diminuir, mas para fazê-la crescer. E o mesmo se passa com o povo santo: quando é preso, liberta-se; quando é humilhado, eleva-se; quando é cortado, é uma coroa que lhe é dada. Melhor ainda: tal como o rebento que é retirado de uma árvore velha e enxertado noutra raiz, assim também este povo santo […] se desenvolve quando é alimentado na árvore da cruz […]. E o Espírito Santo, como que expandindo-Se nos sulcos de um terreno, derrama-Se sobre o nosso corpo, lavando tudo o que é imundo e limpando-nos os membros, para os dirigir para o céu.

O Vinhateiro tem por costume mondar esta vinha, ligá-la e apará-la (Jo 15,2). […] Ora inunda de sol os segredos do nosso corpo, ora os rega com a chuva. Ele gosta de mondar o terreno, para que os espinheiros não perturbem os rebentos; e vela para que as folhas não façam demasiada sombra […], privando de luz as virtudes e impedindo os frutos de amadurecer.

Até que ponto os bens materiais são importantes? Uma reflexão para uma sociedade neo pagã e materialista

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Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias.  Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo’. O rico exclamou: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna — pois tenho cinco irmãos, para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’». (Lucas 16,19-31)

CONFIRA O COMENTÁRIO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE ESTE EVANGELHO

Comentário da Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade «Não há maior amor»

Cristo disse: «Tive fome e destes-Me de comer» (Mt 25, 35). E não teve fome só de pão, mas também da estima acolhedora que nos permite sentirmo-nos amados, reconhecidos, sermos alguém aos olhos de outrem. Ele não foi desprovido só das suas vestes, mas também da dignidade e do respeito humano, pela grande injustiça que é cometida com o pobre, que é precisamente ser desprezado por ser pobre. Não só foi privado de um teto, mas também sofreu as privações por que passam os encarcerados, os rejeitados e os escorraçados, aqueles que vagueiam pelo mundo sem ter ninguém que trate deles.

Ao desceres a rua, sem outro propósito senão esse, talvez atentes no homem que está ali à esquina, e vás ao seu encontro. Talvez ele fique de pé atrás, mas tu colocas-te na sua frente. Tens de irradiar a presença que trazes dentro de ti com o amor e a atenção que dás ao homem a quem te diriges. E porquê? Porque, para ti, Ele é Jesus. Sim, é Jesus, mas não pode receber-te em sua casa — é por isso que tens de ser tu a dirigir-te a Ele. Ele está escondido ali, naquela pessoa. Jesus, oculto no mais pequenino dos irmãos (Mt 25, 40), cheio de fome de pão, mas também de amor, de reconhecimento, de ser tido como alguém com valor.

Quando a voz das nossas paixões falam mais alto do que a voz de Deus

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Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, chamou à parte os Doze e durante o caminho disse-lhes: Vamos subir a Jerusalém e o Filho do homem vai ser entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que O condenarão à morte e O entregarão aos gentios, para ser por eles escarnecido, açoitado e crucificado. Mas ao terceiro dia Ele ressuscitará. Então a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: Que queres?. Ela disse-Lhe: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus respondeu: Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber?. Eles disseram: Podemos. Então Jesus declarou-lhes: Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou. Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro seja vosso escravo. Será como o filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens. (Mateus 20,17-28)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Discursos sobre os Salmos, Sl 126

De nada vos serve levantar muito cedo diz o Salmo (126, 2) […]. Assim eram os filhos de Zebedeu que, antes de terem suportado a humilhação, à semelhança do Senhor na sua Paixão, já tinham escolhido os seus lugares: um à sua esquerda e outro à sua direita. Queriam levantar-se antes da luz. […] Pedro também se levantou antes da luz, quando deu ao Senhor o conselho de não sofrer por nós. De fato, o Senhor tinha falado da sua Paixão e das humilhações que sofreria para nos salvar, e Pedro, que anteriormente tinha confessado que Jesus era o Filho de Deus, foi tomado de horror pela ideia da sua morte e disse-Lhe: Deus Te livre, Senhor! Isso nunca Te há-de acontecer! (cf Mt 16,22) Queria levantar-se antes da aurora e dar conselhos à luz. Mas que fez o Senhor? Fê-lo levantar-se depois da luz dizendo-lhe: Afasta-se Satanás! […] Passa para trás para que Eu vá à tua frente e tu Me sigas. Vem após Mim, em vez de tentares mostrar-Me o caminho pelo qual queres seguir. […]

Porque quereis então, filhos de Zebedeu, levantar-vos antes do dia? Eis a questão que temos de lhes colocar; e não ficarão irritados, porque estas coisas estão escritas a respeito deles a fim de que nós saibamos preservar-nos do orgulho em que eles caíram. Para quê querer levantar-se antes do dia? É um esforço vão. Quereis exaltar-vos antes de serdes humilhados? O vosso Senhor, que é a vossa luz, humilhou-Se a Si próprio para ser exaltado. Escutai o que diz Paulo: Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus; mas despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens, tido pelo aspecto como homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus O exaltou (Fil 2, 6-9).

A hipocrisia não é própria do cristão, alerta o Santo Padre

Papa Francisco na Missa em Santa Marta. Foto: L'Osservatore Romano

Papa Francisco na Missa em Santa Marta. Foto: L’Osservatore Romano

O Papa Francisco celebrou hoje de manhã a Santa Missa na capela da Casa Santa Marta, onde assegurou que a vida do cristão é fazer a vontade de Deus e dar testemunho. Por sua vez, denunciou os cristãos que “falseiam” seu cristianismo e são hipócritas porque dizem uma coisa e fazem outra.

“Ser cristão significa fazer: fazer a vontade de Deus. E, no último dia – porque todos nós teremos um, né? – naquele dia, o que o Senhor nos pedirá? Dirá: ‘O que disseram de mim?’. Não! Ele nos perguntará sobre as coisas que fizemos”, manifestou o Santo Padre.

O Pontífice afirmou que “Deus é concreto” e denunciou que “muitos cristãos são hipócritas, ao invés de serem testemunho para outros”.

Ao comentar as leituras da liturgia do dia do profeta Isaías e o Evangelho de São Mateus, alertou sobre ‘dizer’ uma coisa e agir de outra maneira.

“O Senhor nos ensina o caminho do fazer. E quantas vezes encontramos pessoas – também nós, eh! – Na Igreja: ‘Oh, sou muito católico!’. ‘Mas o que você faz?’ Quantos pais se dizem católicos, mas nunca têm tempo para falar com os próprios filhos, para brincar com eles, para ouvi-los”, comentou.

“Talvez seus pais estejam num asilo, mas estão sempre ocupados e não podem ir visitá-los e os abandonam. ‘Mas sou muito católico, eh! Eu pertenço àquela associação’. Esta é a religião do dizer: eu digo que sou assim, mas faço mundanidade”, acrescentou.

Portanto, “dizer e não fazer” é uma enganação. As palavras de Isaías, destacou, indicam o que Deus prefere: “Deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem”, explicou o Santo Padre.

Em seguida o Papa Francisco disse: “A misericórdia do Senhor vai ao encontro daqueles que têm a coragem de discutir com Ele, mas discutir sobre a verdade, sobre as coisas que fazem ou não fazem, só para corrigir. E este é o grande amor do Senhor, nesta dialética entre o dizer e o fazer”.

Ao finalizar, o Pontífice pediu em sua homilia “que o Senhor nos dê esta sabedoria de entender bem onde está a diferença entre dizer e fazer e nos ensine o caminho do fazer e nos ajude a percorrê-lo, porque o caminho do dizer nos leva ao lugar onde estavam os doutores da lei, os clérigos, que gostavam se vestir e ser como majestades, não? E esta não é a realidade do Evangelho!”.

Fonte: ACI Digital

Vaidade e hipocrisia

Olá pessoal! Ontem eu não consegui postar o evangelho do dia (foi um dia mega corrido). Mas hoje segue o comentário do Padre Paulo Ricardo, que por sinal mexeu muito comigo. Vale a pena assistir. São cinco minutos que realmente fazem diferença no seu dia. Pax Domini.

Ouça: Programa Dominus Vobiscum nº04 |2016

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas feiras às 20h00m na Webradio Coração de Mãe: Um programa leve, com música, espiritualidade e catequese. No quarto programa falaremos sobre qual o melhor caminho para encontrar a Deus, responderemos dúvidas dos internautas e rezaremos o Terço pelas almas que se encontram no purgatório. Cantam neste programa: Alexandre Soul, Adriana,  Banda Shemah, Izaías, Celina Borges e muito mais!

Como amar nossos inimigos?

A partir de hoje voltaremos a publicar no Blog Dominus Vobiscum a homilia diária do Padre Paulo Ricardo. Sei que muitos blogs fazem isso e que bom que o fazem. E sinceramente fico feliz em saber que o padre é referência para tanta gente de Deus que deseja seguir a palavra. Na homilia de hoje, o padre fala sobre a difícil missão que Deus no impõe: amar nossos inimigos. Assista!