Quem é o nosso verdadeiro inimigo?

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A primeira mentira do demônio foi fazer-nos acreditar que é Deus, e não ele, “homicida desde o princípio”, o nosso verdadeiro inimigo. Semeando dúvidas e falsas promessas em nosso coração, o diabo, que só procura perder-nos, nos conduz à loucura de suspeitar até mesmo da bondade dAquele que é e sempre será o próprio Bem. Assista à pregação desta 5.ª-feira e se aprofunde na sabedoria do Evangelho!

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demônio que era mudo. Logo que o demônio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demônios, que Ele expulsa os demônios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demônios. Ora, se Eu expulso os demônios, por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demônios, pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa.  (Lucas 11,14-23)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo Homilias sobre Josué 15, 1-4

Se as guerras [do Antigo Testamento] não fossem símbolos das guerras espirituais, parece-me que os livros de história dos judeus não teriam sido transmitidos aos discípulos de Cristo,  que veio ensinar a paz; nem teriam sido transmitidos pelos apóstolos como leitura a fazer nas assembleias. Com efeito, de que serviriam tais descrições de guerras àqueles que ouvem Jesus dizer: «Dou-vos a paz, deixo-vos a minha paz» (Jo 14,27), àqueles a quem o apóstolo Paulo ordenou: «Não vos vingueis por vós próprios» (Rom 12,19), e «Aceitai a injustiça, preferi ser prejudicados» (1Cor 6,7)?

Paulo bem sabia que não temos de travar uma guerra material, mas temos de combater com grande esforço na nossa alma contra os nossos adversários espirituais. Qual comandante de um exército, dá pois o seguinte preceito aos soldados de Cristo: «Revesti-vos das armas de Deus, a fim de poderdes resistir às emboscadas do demónio» (Ef 6,11). E foi para que possamos ir buscar aos actos dos antigos modelos para a nossa guerra espiritual que quis que se lessem na assembleia os relatos das suas façanhas. Assim, se formos espirituais, nós que aprendemos que «a Lei é espiritual» (Rom 7,14), abordaremos essa leitura «das realidades espirituais em termos espirituais» (1Cor 2,13). E consideraremos, ao ver as nações que atacaram visivelmente o Israel material, qual é o poder das nações dos inimigos espirituais, desses «espíritos maus que andam espalhados pelos ares» (Ef 6,12), travando guerras contra a Igreja do Senhor, que é o novo Israel.

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