Evangelho do Dia: Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada

Evangelho Quotidiano

Naquele dia, ao entardecer, disse: Passemos para a outra margem. Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele. Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água. Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. Acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importas que pereçamos? Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: Cala-te, acalma-te! O vento serenou e fez-se grande calma. Depois disse-lhes: Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé? E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem? (S. Marcos 4,35-41)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1879), carmelita, Doutora da Igreja

Eu deveria, querida Madre, ter-vos falado do retiro que precedeu a minha profissão de fé. Esteve longe de me trazer consolação: a mais absoluta aridez e quase o abandono foram o que me coube, Jesus dormia como sempre na minha pequena barquinha; ah, bem vejo como raramente as almas O deixam dormir tranquilamente em suas barcas, Jesus anda tão cansado por ter sempre trabalhos para fazer e por ter de tomar tantas iniciativas, que logo Se apressa a aproveitar o repouso que Lhe ofereço. Não acordará certamente antes do meu retiro para a eternidade, mas isto, em vez de me causar sofrimento, dá-me na verdade um extremo prazer. Claro que estou longe de ser uma santa, e o que acabo de dizer prova-o bem. Deveria, em vez de me regozijar com esta minha secura, atribuí-la ao meu pouco fervor e pouca fidelidade, deveria afligir-me por dormir (desde há sete anos) durante as orações e as ações de graças. Pois bem, não me aflijo com isso; penso que as criancinhas agradam tanto a seus pais enquanto dormem como quando estão acordadas; penso que, para fazer operações, os médicos põem os doentes a dormir. Enfim, penso que o Senhor conhece bem a nossa fragilidade, sabe de que somos formados; não Se esquece de que somos pó da terra (Sl 102,14). O meu retiro de profissão de fé foi pois, como todos os que se seguiram, um retiro de grande aridez. No entanto, o Bom Deus mostrava-me à evidência, sem que eu me apercebesse, a maneira de Lhe agradar e de praticar as mais sublimes virtudes. Bastas vezes percebi que Jesus não quer dar-me provisões: nutre-me, a cada instante, com um novo alimento; encontro-o em mim sem saber como ali veio parar. Acredito simplesmente que é o próprio Jesus, escondido no fundo deste meu pobre e pequeno coração, Quem faz a graça de agir em mim, Quem me faz pensar em tudo o que quer que eu faça no presente momento.

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Evangelho do Dia: Vai chamar-Se Filho do Altíssimo […] e reinará eternamente

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo. Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai Davi, reinará eternamente sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim. Maria disse ao anjo: Como será isso, se eu não conheço homem? O anjo respondeu-lhe: O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus. Maria disse, então: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo retirou-se de junto dela. (Lc 1,26-38)

Comentário do Evangelho do dia feito por Prudêncio (348-após 405), poeta em Espanha

Mostra-Te, doce criança,
Trazida ao mundo por mãe tão casta,
Que deu à luz sem ter conhecido homem;
Mostra-Te, Mediador, em ambas as Tuas naturezas.

Ainda que nascido no tempo, da boca do Pai,
Engendrado pela Sua palavra (Lc 1,38),
Já habitavas no seio do Pai (Jo 1,2)
Ó Sabedoria eterna (1Co 1,24).

Tu és a Sabedoria que tudo criou (Pr 8,27),
Os céus, a luz e todas as coisas.
Tu és o Verbo poderoso que fez o universo (Heb 1,3)
Porque o Verbo é Deus (Jo 1,2).

Tendo ordenado o curso dos séculos
E fixado as leis do universo,
Este artesão do mundo, este construtor,
Permaneceu no seio do Pai.

Mas, quando se cumpriu o tempo,
Passados milhões de anos,
Desceste a visitar
Este mundo há muito pecador. […]

Cristo não suportava a queda
Dos povos que se perdiam;
Não podia aceitar que a obra do Pai
Se dissolvesse em nada.

Revestiu-Se de um corpo mortal
A fim de que a ressurreição da nossa carne
Quebrasse as cadeias da morte
E nos conduzisse ao Pai. […]

Não sentes, ó nobre Virgem,
Apesar dos dolorosos pressentimentos,
Que esse glorioso nascimento
Faz aumentar o brilho da tua virgindade?

Teu seio puríssimo contém o fruto bendito
Que encherá de alegria toda a criatura.
Por ti nascerá um mundo novo,
Aurora de um dia brilhante como o ouro.

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Evangelho do Dia: Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida

Do Evangelho Quotidiano

No tempo de Herodes, rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era da descendência de Aarão e se chamava Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, cumprindo irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos, pois Isabel era estéril, e os dois eram de idade avançada. Ora, estando Zacarias no exercício das funções sacerdotais diante de Deus, na ordem da sua classe, coube-lhe, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso. Todo o povo estava da parte de fora em oração, à hora do incenso. Então, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, vai dar te um filho e tu vais chamar-lhe João. Será para ti motivo de regozijo e de júbilo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições. Zacarias disse ao anjo: Como hei-de verificar isso, se estou velho e a minha esposa é de idade avançada? O anjo respondeu: Eu sou Gabriel, aquele que está diante de Deus, e fui enviado para te falar e anunciar esta Boa-Nova. Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. O povo, entretanto, aguardava Zacarias e admirava se por ele se demorar no santuário. Quando saiu, não lhes podia falar e eles compreenderam que tinha tido uma visão no santuário. Fazia-lhes sinais e continuava mudo. Terminados os dias do seu serviço, regressou a casa. Passados esses dias, sua esposa Isabel concebeu e, durante cinco meses, permaneceu oculta. Dizia ela: O Senhor procedeu assim para comigo, nos dias em que viu a minha ignomínia e a eliminou perante os homens. ( Lc 1,5-25)

Comentário  feito por São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo

Foi a oração e não o desejo sexual que levou à concepção de João Batista. O seio de Isabel tinha passado a idade de dar vida, o seu corpo tinha perdido a esperança de conceber; apesar destas condições de desesperança, a oração de Zacarias permitiu a esse corpo envelhecido germinar ainda: foi a graça e não a natureza que concebeu João. Este filho, cujo nascimento vem menos do abraço do que da oração, só poderia ser santo.

Apesar de tudo, não devemos espantar-nos por João ter merecido nascimento tão glorioso. O nascimento do precursor de Cristo, daquele que Lhe abriu o caminho, devia apresentar uma semelhança com o do Senhor, nosso Salvador. Se, portanto, o Senhor nasceu de uma virgem, João foi concebido por uma mulher velha e estéril. […] Não admiramos menos Isabel, que concebeu na sua velhice, do que Maria, que teve um Filho na sua virgindade. Aqui parece-me já haver um símbolo: João representava o Antigo Testamento e nasceu do sangue já arrefecido de uma mulher idosa, enquanto o Senhor, que anuncia a Boa Nova do Reino dos céus, é fruto duma juventude plena de seiva.

Maria, consciente da sua virgindade, admira a criança gerada nas suas entranhas. Isabel, consciente da sua idade avançada, cora ao ver o seu ventre pesado pela gravidez; o evangelista diz, com efeito: durante cinco meses permaneceu oculta. Temos de admirar também o fato de ser o mesmo arcanjo Gabriel a anunciar os dois nascimentos: traz uma consolação a Zacarias, que permanece incrédulo; e encoraja Maria, que encontra confiante (Lc 1,26s). O primeiro, por ter duvidado, perdeu a voz; a segunda, por ter acreditado imediatamente, concebeu o Verbo Salvador.

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Evangelho do Dia: Porque não lhe destes crédito?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, foram ter com Ele os sumos sacerdotes e os anciãos do povo e disseram-lhe: Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal poder? Jesus respondeu-lhes: Também Eu vou fazer vos uma pergunta. Se me responderdes, digo-vos com que autoridade faço isto. De onde provinha o batismo de João: do Céu ou dos homens? Mas eles começaram a pensar entre si: Se respondermos: ‘Do Céu’, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ E, se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com receio da multidão, pois todos têm João por um profeta. E responderam a Jesus: Não sabemos. Disse-lhes Ele, por seu turno: Também Eu vos não digo com que autoridade faço isto. (Mt 21,23-27)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja

Os profetas foram enviados com Moisés para curar Israel; mas cuidavam de Israel chorando, sem conseguirem dominar o mal, como disse um deles: Ai de mim! Desapareceram da terra os justos (Mq 7,1-2). […] Grande era a ferida da humanidade; desde a planta dos pés até ao alto da cabeça, não há nada de são em vós. Tudo são feridas, contusões, chagas vivas, que não foram curadas, nem ligadas, nem suavizadas com azeite (Is 1,6). Os profetas, esgotados pelas lágrimas, diziam: Quem dera que viesse de Sião a salvação de Israel! (Sl 13,7) […] E outro profeta suplicava nestes termos: Senhor, abaixa os céus e desce (Sl 143,5). As feridas da humanidade excedem os nossos remédios. Derrubaram os Teus altares e assassinaram os Teus profetas. (1R 19,10). A nossa miséria não pode ser curada por nós; é de Ti que necessitamos para nos reerguemos. O Senhor satisfez a oração dos profetas. O Pai não desprezou a nossa raça mortificada; enviou do céu o Seu próprio Filho como médico. O Senhor que procurais virá brevemente disse um profeta. Onde? No Seu santuário (Ml 3,1), onde apedrejastes o Seu profeta (2Cr 24,21). […] O próprio Deus disse ainda: Eis que Eu venho para morar no meio de ti, e muitas nações se unirão ao Senhor (Zc 2,14-15). […] Agora venho reunir todos os povos de todas as línguas, porque veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam (Jo 1,11). Vens; e que dás Tu às nações? Eu virei para reunir os povos e colocarei no meio deles um sinal (Is 66,18-19). Com efeito, na sequência do Meu combate na cruz, cada um dos Meus soldados levará sobre a fronte o selo real (Ap 7,3). E outro profeta disse: Inclinou os céus e desceu, com densas nuvens debaixo dos Seus pés (Sl 17,10). Mas a Sua descida dos céus permaneceu desconhecida dos homens.

Dominus Vobiscum

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Evangelho do Dia: a Tua misericórdia dá-me coragem

Do Evangelho Quotidiano

Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não batestes no peito!’ Na verdade, veio João, que não come nem bebe, e dizem dele: ‘Está possesso!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada pelas suas próprias obras. (Mt 11,16-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo e doutor da Igreja

Fogo sempre ardente, diremos com Santo Agostinho, inflama as nossas almas. Jesus Cristo, fizeste-Te homem para acender nos nossos corações o fogo do amor divino: como pudeste encontrar em nós tamanha ingratidão? Tudo fizeste para que Te amassem; chegaste a sacrificar o Teu sangue e a Tua vida. Porque razão ficam os homens insensíveis a tantas graças? Será que as ignoram? Não, eles sabem, eles crêem que, por amor deles, vieste do céu revestir a carne humana e carregar com as suas misérias; eles sabem que, por amor deles, quiseste levar uma vida de sofrimento permanente e sofrer uma morte ignominiosa. Depois disto, como explicar que vivam no completo esquecimento da Tua bondade extrema? Eles amam os pais, eles amam os amigos, eles chegam mesmo a amar os animais […]; é somente por Ti que não sentem amor nem gratidão! Mas que digo eu? Ao acusar os outros de ingratidão, estou a condenar-me a mim mesmo, pois o meu comportamento para conTigo foi pior do que o deles. Porém, a Tua misericórdia dá-me coragem; sei que ela me sustentou durante tanto tempo, para me perdoar e incendiar-me com o Teu amor, com a única condição de eu querer arrepender-me e amar-Te. Sim, meu Deus, quero arrepender-me […]; quero amar-Te com todo o meu coração. Reconheço que o meu coração […] Te negligenciou para amar as coisas deste mundo; mas também vejo que, apesar desta traição, Tu continuas a chamá-Lo. É por isso que, com toda a força da minha vontade, eu To dedico e To dou. Digna-Te incendiá-lo com o Teu santo amor; faz com que doravante ele só Te ame a Ti. […] Amo-Te, meu Jesus; amo-Te, meu soberano Bem! Amo-Te, único amor da minha alma.

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Evangelho do Dia:: Precisamos do Cordeiro, não do Leão

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus exclamou: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11,28-30)

Comentário feito por Pedro de Celles (c. 1115–1183), monge, depois bispo

Senhor, envia-nos o Cordeiro; é do cordeiro que precisamos e não do leão (cf Ap 5,5-6); do Cordeiro que não Se irrita e cuja mansidão nunca Se perturba; do Cordeiro que nos dará a Sua lã, branca como a neve, para aquecer em nós aquilo que está frio, para cobrir a nossa nudez; do Cordeiro que nos dará a Sua carne a comer, para não morrermos de fraqueza no caminho (cf Jo 6,51; Mt 15,32). Envia-O cheio de sabedoria porque, com a Sua prudência divina, Ele vencerá o espírito orgulhoso; envia-O cheio de força, porque está escrito que Ele é o ‘Senhor, poderoso herói, o Senhor, herói na batalha’ (Sl 24,8); envia-O cheio de mansidão, pois Ele descerá ‘como os aguaceiros que regam a terra’ (Sl 72,6); envia-O como vítima, porque Ele deverá ser vendido e imolado para nos resgatar (cf Mt 26,15; Jo 19,36; Ex 12,46); envia-O, não para exterminar os pecadores, pois ‘não veio chamar os justos, mas os pecadores’ (cf Mt 9,13); envia-O, enfim, ‘digno de receber a glória, a honra e a força, […] digno de receber o livro e de abrir suas páginas seladas’ (Ap 4,11; 5,9), isto é, o mistério inexprimível da Incarnação.

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AVISO:: Agora todas as Quartas às 11h Programa Dominus  Vobiscum na Rádio Beatitudes. Uma parceria entre a melhor o Web Radio Católica e este blog. Prestigie!

Evangelho do Dia: Hoje vimos maravilhas!

Do Evangelho Quotidiano

Um dia, quando Jesus ensinava, estavam ali sentados alguns fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as localidades da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-o a realizar curas. Apareceram uns homens que traziam um paralítico num catre e procuravam fazê-lo entrar e colocá-lo diante dele. Não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao teto e, através das telhas, desceram-no com a enxerga, para o meio, em frente de Jesus. Vendo a fé daqueles homens, disse: Homem, os teus pecados estão perdoados. Os doutores da Lei e os fariseus começaram a murmurar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? Mas Jesus, penetrando nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: Que estais a pensar em vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados, ordeno-te disse ao paralítico: Levanta-te, pega na enxerga e vai para tua casa. No mesmo instante, ergueu-se à vista deles, pegou na enxerga em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus. Todos ficaram estupefatos e glorificaram a Deus, dizendo cheios de temor: Hoje vimos maravilhas! (Lc 5,17-26. )

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório de Agrigento (c. 559-c. 594), bispo

A luz é suave e é bom contemplar o sol com os nossos olhos de carne […]; é por isso que já Moisés dizia: Deus viu que a luz era boa (Gn 1,4). […]Como é bom para nós pensar na grande, verdadeira e indefetível luz que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina (Jo 1,9), isto é, Cristo, o Salvador do mundo e seu libertador. Depois de Se ter revelado ao olhar dos profetas, fez-Se homem e penetrou até às últimas profundezas da condição humana. É d’Ele que fala o profeta Davi:  Louvai a Deus, cantai salmos ao Seu nome, abri caminho Àquele que cavalga sobre as nuvens; o Seu nome é Senhor! Exultai na Sua presença! (Sl 68,5) E ainda Isaías, falando bem alto: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles (Is 9,1). […]Assim, portanto, a luz do sol, vista pelos nossos olhos de carne, anuncia o Sol espiritual da justiça (cf Ml 3,20), o mais suave que alguma vez Se elevou, para aqueles que tiveram a felicidade de ser instruídos por Ele e de O ver com os olhos de carne, enquanto Ele permanecia entre os homens, como um homem vulgar. E, no entanto, Ele não era apenas um homem vulgar, uma vez que tinha nascido verdadeiro Deus, capaz de dar a vista aos cegos, de fazer caminhar os coxos, de fazer ouvir os surdos, de purificar os leprosos e de trazer os mortos à vida com uma simples palavra (cf Lc 7,22).

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Evangelho do Dia:: Filho de David, tem misericórdia de nós!

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus pôs-se a caminho e seguiram-n’O dois cegos, gritando: Filho de Davi, tem misericórdia de nós! Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus disse-lhes: Credes que tenho poder para fazer isso? Responderam-lhe: Cremos, Senhor! Então, tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos abriram-se-lhes. Jesus advertiu-os em tom severo: Vede lá, que ninguém o saiba. Mas eles, saindo, divulgaram a sua fama por toda aquela terra. (Mt 9,27-31)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Deus virá manifestamente, o nosso Deus, e não Se calará (Sl 49,3 Vulg). Com efeito, Cristo, o nosso Deus, o Filho de Deus, chegou de forma encoberta na Sua primeira vinda; e virá de forma manifesta na segunda. Quando veio encoberto, apenas os Seus servidores O conheceram; quando vier manifestamente, será conhecido pelos bons e pelos maus. Quando veio encoberto, foi para ser julgado; quando vier manifestamente será para ser o juiz. Outrora foi julgado e calou-Se, e o profeta predissera esse silêncio: Foi maltratado e resignou-Se, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador (Is 53,7) mas Deus virá manifestamente, o nosso Deus, e não Se calará. […]Agora os maus também possuem aquilo a que chamam felicidade neste mundo; e os bons também possuem aquilo a que chamam infelicidade neste mundo. Se os homens só crêem nas realidades presentes e não acreditam nas realidades futuras, é porque observam que os bens e os males deste mundo pertencem indistintamente aos bons e aos maus. Se ambicionam riquezas, vêem que elas pertencem tanto aos homens piores como aos bons. Se têm horror à pobreza e às misérias desta vida, vêem que estas fazem sofrer não só os maus mas também os bons, e dizem para si mesmos: O Senhor não vê (Sl 93,7), Ele não gere os assuntos humanos. Ele deixa-nos ir totalmente ao acaso para o abismo profundo deste mundo e não nos mostra a Sua providência. E, se desprezam os preceitos de Deus, é porque não vêem o Seu juízo manifestar-se. […]Deus reserva muitas coisas para o julgamento futuro, mas algumas delas são julgadas agora, para que aqueles cujo julgamento tarda sejam tomados de receio e se convertam. Pois Deus não gosta de condenar mas sim de salvar, e por isso é paciente com os maus para que eles se tornem bons.

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Evangelho do Dia:: Nem todo o que Me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína. (Mt 7,21.24-27)

Comentário feito por Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório de Inglaterra

Ano após ano, o tempo corre silenciosamente; a vinda de Cristo está mais próxima, a cada instante. Pudéssemos nós aproximar-nos do céu, tal como Ele Se aproxima da terra! Orai, irmãos, para que Ele vos dê coragem para em sinceridade O procurardes. Orai para que Ele vos inflame. […] Orai para que Ele vos conceda o que as Escrituras designam como um coração bom e virtuoso (Lc 8,15; Sl 100,2) e, sem mais esperardes, começai pois a obedecer-Lhe de bom coração, determinadamente. […] Mais vale um pouco de obediência, por menor que seja, do que a sua total ausência. Deveis procurar a Sua face (Sl 27,8); a obediência é a única maneira de O procurardes. Todos os deveres da vossa condição são obediência. […] Fazer o que Ele pede é obedecer-Lhe, e obedecer-Lhe é aproximarmo-nos d’Ele. Todo o ato de obediência nos aproxima d’Ele; e Ele não está longe, apesar das aparências, mas muito perto, por detrás deste enquadramento material.  A terra e o céu são apenas um véu entre Ele e nós; virá o dia em que rasgará esse véu e Se mostrará a todos nós. E então, segundo a forma como O esperámos, Ele dar-nos-á  a recompensa. Se O tivermos esquecido, não nos reconhecerá; mas felizes aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, encontrar vigilantes! (Lc 12, 37) […]. Que assim nos encontre o Senhor, a cada um de nós! É difícil consegui-lo, mas é aflitivo falhar este propósito. A vida é breve, a morte é certa, e eterno é o mundo que está para vir.

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