Oremos por Lourdes, pede o Santo Padre!

Confesso que foi dificil escrever, entre lágrimas, sobre a alocução de hoje do Santo Padre.

Lourdes, França, sofreu com fortes chuvas que fizeram transbordar o Rio Gave e inundaram a Gruta das Aparições de Nossa Senhora. Emociono-me porque estive ali, por conta de um chamado da Virgem e através da Graça de Deus por meio das mãos de Maria, e ali pude experimentar a docilidade da Mãe. Lourdes é um Santuário lindo, onde o céu toca a terra…

O Santo Padre, deu inicio a sua catequese exortando peregrinos, autoridades e os padres sinodais presentes na Praça de São Pedro, a se dirigirem a Nossa Senhora com um pensamento em Lourdes.

Bento XV, confiou às mãos de Maria, os missionários e missionárias que ajudam a espalhar a semente do Evangelho.

Em um breve discurso, o Santo Padre pediu que todos orem pelo Sínodo dos Bispos, “que nessas semanas está se confrontando com o desafio da nova evangelização para a transmissão da fé cristã”

E, diante das delegações oficiais do Canada, Espanha, Estados Unidos, França, Filipinas, Italia e Madagascar, presentes para a canonização dos sete beatos, que nasceram ou santificaram-se nestes locais, o papa afirmou: “Possa o exemplo desses novos santos os encorajar a acolher o amor de Cristo em suas vidas”.  (Conheça a vida dos novos Santos da Igreja clicando aqui).

Ao terminar a leitura desse texto, convido voce a rezar ao menos uma Ave Maria com o coração voltado para Lourdes, atendendo assim a exortação do Santo Padre: “Ave Maria, cheia de Graça. O Senhor é Convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito O Fruto do Vosso Ventre: Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores. Agora e na hora de nossa morte. Amém!”

Lana Cristina – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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7 novos Santos para a Igreja!

Hoje, 21 de outubro, domingo, Dia Mundial das Missões, o Santo Padre, durante a celebração da Santa Missa, presenteou o mundo com 7 novos Santos. Santos para a Igreja Católica Apostólica Romana. Vamos conhecê-los?

  • São Jacques Berthie, francês, nascido em 1838, desejoso de salvar almas, chegou a afirmar que preferia morrer à renunciar a sua fé.
  • São Pedro Calungsod, Mártir, filipino, faleceu em 1672, testemunhas afirmam que ele poderia ter fugido, mas permaneceu ao lado do Padre Diego, que antes de morrer pode absolvê-lo de seus pecados. O Santo Padre, em suas palavras sobre esse santo, desejou “que o exemplo e testemunho corajosos de Pedro Calungsod inspire o dileto povo das Filipinas a anunciar corajosamente o Reino e ganhar almas para Deus!”
  • São Giovanni Battista Piamatta, Sacerdore Italiano, grande apóstolo da caridade e juventude que ao notar a necessidade da presença cultural e social do catolicismo no mundo atual, se dedicou ao progresso cristão, moral e profissional das novas gerações.
  • Santa Maria Del Carmelo Salles Y Baranguerras, religiosa espanhola, fundadora da Congregação das Religiosas Concepcionistas Missionárias do Ensino, obra educativa, confiada a Virgem Maria e que segue dando frutos abundantes entre os jovens.
  • Santa Marianne Cope, alemã, radicada nos EUA, onde ajudou nos cuidados aos leprosos no Hawai.
  • Santa Kateri Tekakwitha, conhecida como “Flor dos Mohawk”, foi batizada aos 20 anos e para escapar da perseguição aos Cristãos, se refugiou em uma missao Franciscana perto de Montreal, onde se dedicou fiel as tradições de seu povo, embora renunciace as convicções religiosas do mesmo. Morreu asos 24 anos, após uma vida simples, fiel a Jesus.
  • Santa Anna Schäffer, Virgem, Alemã, missionária que tornou-se uma intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as pessoas que nela buscavam refugio.

Sobre os novos Santos, Bento XVI, concluiu: “Queridos irmãos e irmãs! Estes novos Santos, diferentes pela sua origem, língua, nação e condição social, estão unidos com todo o Povo de Deus no mistério de Salvação de Cristo, o Redentor. Junto a eles, também nós aqui reunidos com os Padres sinodais, provenientes de todas as partes do mundo, proclamamos, com as palavras do salmo, que o Senhor é “o nosso auxílio e proteção”, e pedimos: “sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos”. Que o testemunho dos novos Santos, a sua vida oferecida generosamente por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro”.

Lana Cristina – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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Durante Entrega do Nobel de Teologia, Papa cita Simpósio que acontecerá no Rio de Janeiro.

Neste sábado, 20 de outubro, Bento XVI recordou que nos próximos dias 8 e 9 de novembro acontecerá no Rio de Janeiro, o 2º Simpósio sobre o pensamento de “Jospeh Ratzinger”, sob o título de“Humanização e sentido da vida”.

O simpósio acontecerá na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), no Campus Gávea mais de 90 Universidades já se inscreveram.

A referência ao simpósio foi feita pelo Santo Padre durante a entrega do “Nobel da Teologia”, 2ª edição.

Durante o seu discurso, o Papa Bento XVI destacou a competencia e engajamento no ecumenismo e no diálogo inter-religioso, dos dois premiados: o filósofo e historiador francês Rémi Brague, que é um grande estudioso da Filosofia das Religiões, em especial do Judaísmo e do Islamismo e o teólogo americano Padre Brian Daley SJ, que desenvolve um serviço de responsabilidade nas relações com as Igrejas Ortodoxas.

Após 50 anos do início do Concílio Vaticano II, o Santo Padre diz que gostaria de rever com eles dois documentos conciliares: a Declaração Nostra aetate sobre as religiões não-cristãs e o Decreto Unitatis redintegratio sobre o ecumenismo, aos quais acrescentaria, porém, outro documento que se revelou de importância extraordinária: a declaração Dignitatis humanae sobre liberdade religiosa.

O fato de abos serem professores universitários, ganhou destaque no discurso do Santo Padre que afirma que: “Isso merece relevo, porque mostra um aspecto de coerência na atividade da Fundação, que, além do Prêmio, promove bolsas de estudo para doutorandos em Teologia e também congressos universitários, como o que se realizou este ano na Polônia, e o que se realizará daqui três semanas no Rio de Janeiro.”

Para o Papa, necessitamos de seres humanos que, por meio de fé viva, transformem Deus em próximo e crível a humanidade atual. “Personalidades como o Padre Daley e o Prof. Brague são exemplares para a transmissão de um saber que une ciência e sabedoria, rigor científico e paixão pelo homem, para que possa descobrir a ‘arte do viver’, uma grande paixão do Concílio Vaticano II, mais atual do que nunca no compromisso da nova evangelização.”

Fique por dentro da programação do Simpósio, clique aqui

Lana Cristina – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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O Papa apresenta o Credo como chave para a conversão pessoal e antídoto contra o relativismo

Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro na manhã desta quarta-feira 17 de outubro, o Papa Bento XVI apresentou a oração do Credo como chave para a conversão pessoal e antídoto contra o relativismo e o subjetivismo. Com esta alocução Bento XVI começa um novo ciclo de catequeses que ele pronunciará durante o ano da Fé.

“Hoje gostaria de introduzir o novo ciclo de catequeses, que se desenvolve durante todo o Ano da Fé há pouco iniciado e que interrompe – por este período – o ciclo dedicado à escola da oração”, afirmou o Papa no início da sua alocução.

“A ocorrência dos cinquenta anos de abertura do Concílio Vaticano II é uma ocasião importante para retornar a Deus, para aprofundar e viver com maior coragem a própria fé, para fortalecer a adesão da Igreja, “mestra da humanidade”, que através do anúncio da Palavra, a celebração dos Sacramentos e as obras de caridade nos guia a encontrar e conhecer Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem”, sublinhou .

“Trata-se do encontro não com uma ideia ou com um projeto de vida, mas com uma Pessoa viva que transforma em profundidade nós mesmos, revelando-nos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus”.

“Ter fé no Senhor não é um fato que interessa somente à nossa inteligência, a área do saber intelectual, mas é uma mudança que envolve a vida, todos nós mesmos: sentimento, coração, inteligência, vontade, corporeidade, emoções, razões humanas”, ensinou o Papa.

Bento XVI advertiu que “hoje é necessário confrontar com clareza, enquanto as transformações culturais em ocorrência mostram sempre tantas formas de barbáries, que passam sobre o sinal de “conquistas da civilização”: a fé afirma que não há uma verdadeira humanidade se não nos lugares, nos gestos, nos tempos e nas formas em que o homem é animado pelo amor que vem de Deus, exprime-se como dom, manifesta-se em relações ricas de amor, de compaixão, de atenção e de serviço desinteressado para o outro. “

“Onde há domínio, desejo de posses, mercantilização, exploração do outro para o próprio egoísmo, onde tem arrogância do eu fechado em si mesmo, o homem está empobrecido, degradado, desfigurado. A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida, de fato a torna plenamente humana”, esclareceu o Pontífice.

“Eis então a maravilha da fé: Deus, no seu amor, cria em nós – por meio da obra do Espírito Santo – as condições adequadas para que possamos reconhecer a sua Palavra. Deus mesmo, na sua vontade de manifestar-se, de entrar em contato conosco, de fazer-se presente na nossa história, nos torna capazes de escutá-Lo e de acolhê-Lo”, precisou.

“Mas onde encontramos a fórmula essencial da fé? Onde encontramos a verdade que nos foi fielmente transmitida e que constitui a luz para a nossa vida cotidiana? A resposta é simples: no Credo, na Profissão de Fé o Símbolo da fé, nós nos reportamos ao evento originário da Pessoa e da História de Jesus de Nazaré”, destacou Bento XVI

Sobre a importância do Credo ou Símbolo da Fé, o Santo Padre afirmou que “também hoje precisamos que o Credo seja melhor conhecido, compreendido e pregado. Sobretudo é importante que o Credo seja, por assim dizer, “reconhecido”. Conhecer, de fato, poderia ser uma operação somente intelectual, enquanto “reconhecer” quer significar a necessidade de descobrir a ligação profunda entre a verdade que professamos no Credo e a nossa existência cotidiana, para que esta verdade seja verdadeiramente e concretamente – como sempre foi – luz para os passos do nosso viver”.

“Em efeito, conhecer poderia ser uma ação só intelectual, enquanto que ‘reconhecer’ quer dizer a necessidade de descobrir a profunda conexão que há entre as verdades que professamos no Credo e nossa vida cotidiana, para que estas verdades sejam real e efetivamente –como sempre foram– luz para os passos de nossa vida, água que rega nosso caminho árido e sedento, vida que vence alguns desertos da vida contemporânea. No Credo se enxerta a vida moral do cristão, que nele encontra seu fundamento e sua justificação”.

O Papa alertou também para o fato que “os processos da secularização e de uma mentalidade niilista generalizada, em que tudo é relativo, impactaram fortemente a mentalidade comum”.

“Assim, a vida é vista sempre com leveza, sem ideais claros e esperanças sólidas, dentro das ligações sociais e familiares líquidas, provisórias. Sobretudo as novas gerações não vêm educadas para a busca da verdade e do sentido profundo da existência que supera o contingente, da sensibilidade dos afetos, da fidelidade”.

“Pelo contrário –continuou o Papa- o relativismo leva a não ter pontos fixos, a suspeita e o volúvel causam rupturas nas relações humanas, ao tempo que a vida se vive em experimentos que duram pouco, sem assumir-se responsabilidade alguma”.

O Papa explicou também que “o relativismo leva a não ter pontos fixos, suspeita e volatilidade que causam inconstâncias nas relações humanas, enquanto a vida é vivida dentro de experiências que duram pouco, sem assumir responsabilidades. (..) Não se pode dizer que os cristãos estão totalmente imunes deste perigo, com o qual somos confrontados na transmissão da fé”.

“O próprio cristão não conhece nem sequer o núcleo central da própria fé católica (…). Não está tão longe hoje o risco de construir, por assim dizer, uma religião “faça você mesmo”.

“Devemos, em vez disso, voltar a Deus, ao Deus de Jesus Cristo, devemos redescobrir a mensagem do Evangelho, fazê-lo entrar de modo mais profundo nas nossas consciências e na vida cotidiana”, assinalou Bento XVI.

“Nas catequeses deste Ano da Fé gostaria de oferecer uma ajuda para fazer este caminho, para retomar e aprofundar a verdade central da fé em Deus, no homem, na Igreja, em toda a realidade social e cósmica, meditando e refletindo sobre as afirmações do Credo.

Conhecer Deus, encontrá-Lo, aprofundar o conhecimento de sua face põe em jogo a nossa vida, porque Ele entra nos dinamismos profundos do ser humano”, concluiu o Santo Padre.

Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!

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“Mergulhar nas palavras da Igreja a partir da oração”, exorta Bento XVI

O Papa Bento XVI assinalou esta manhã que ao participar da oração da liturgia fazendo nossa a linguagem da mãe Igreja, aprendendo a falar nela e  para ela. (…) Isto, explicou o Pontífice, acontece de modo gradual, pouco a pouco. “Preciso mergulhar progressivamente nas palavras da Igreja, com a minha oração, com a minha vida, com o meu sofrimento, com a minha alegria, com o meu pensamento”, afirmou. “É um caminho que nos transforma“, frisou ainda o Papa na sua catequese desta quarta-feira sobre a oração litúrgica.

Seguindo a síntese em português da alocução de hoje, o Papa disse que “orar é estar habitualmente na presença de Deus, viver a relação com Ele à semelhança das relações que temos com os nossos familiares e pessoas que nos são caras. Por meio da oração entramos numa relação viva de filhos de Deus com o Pai, por meio de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Neste sentido, não podemos esquecer que a Igreja é o único lugar onde podemos encontrar a Cristo como Pessoa vivente, sobretudo nas celebrações litúrgicas“.

A liturgia, precisou Bento XVI “ao fazer presente e atual o Mistério pascal de Cristo, faz com que Deus entre na nossa realidade, permitindo-nos encontrá-Lo e, por assim dizer, tocá-lo”.

O Papa recordou que a oração é na liturgia “aprendemos a fazer nossas as palavras que a Igreja dirige ao seu Senhor e Esposo, o que nos leva a compreender que a oração tem uma dimensão coletiva: não podemos nunca rezar a Deus de um modo individualista. Por isso a liturgia deve ser fiel às formas da Igreja Universal, não podendo ser modificada pelos indivíduos, sejam sacerdotes ou leigos, pois mesmo na celebração litúrgica da menor das comunidades, a Igreja inteira está presente“.

Segundo a nota da Rádio Vaticano em português de hoje, o Papa respondeu à questão apresentada no início de sua catequese: Como aprender a rezar? E Respondeu: “Dirigindo-me a Deus como Pai, rezando com a Igreja, aceitando o dom de suas palavras que pouco a pouco se tornam familiares e adquirem sentido. O diálogo que Deus estabelece conosco inclui sempre o ‘com’; não se pode rezar a Deus de modo individualista porque não lhe falamos como indivíduos, mas como Igreja que reza; entramos na grande comunidade na qual o próprio Deus nos nutre”.

Caros amigos, a Igreja torna-se visível de vários modos: na ação caritativa, nos projetos de missão, no apostolado pessoal que cada cristão deve realizar no próprio ambiente. No entanto, o lugar no qual a igreja é experimentada plenamente é na liturgia”, sublinhou o Papa Bento.

Por isso, quando nas reflexões sobre liturgia nós centramos a nossa atenção somente sobre como torná-la atraente, interessante, bonita, corremos o risco de esquecer o essencial: a liturgia se celebra por Deus e não por nós mesmos; é obra sua; é Ele o sujeito; e nós devemos nos abrir a Ele e nos deixar guiar por Ele e pelo seu Corpo que é a Igreja”, destacou.

Peçamos ao Senhor para aprendermos a cada dia a viver a sagrada liturgia, especialmente a Celebração Eucarística, rezando no “nós” da Igreja, que dirige o seu olhar não para si mesma, mas para Deus, e nos sentindo parte da Igreja viva de todos os lugares e todos os tempos. Obrigado”, concluiu o Santo Padre.

 

Fonte: acidigital.com

Nova Evangelização e Jornada Missionária Mundial: Intenções do Santo Padre para Outubro!

O Vatican Information Service deu a conhecer hoje que nas intenções do Papa Bento XVI para o mês de outubro estão a Nova Evangelização e a Jornada Missionária Mundial.

A intenção geral do apostolado da oração do Papa para o mês de outubro é: “Para o desenvolvimento e progresso da Nova Evangelização nos países de antiga tradição cristã“.

Sua intenção missionária é: “Para que a celebração da Jornada Missionária Mundial seja ocasião de um renovado empenho na evangelização“.

 

Fonte: acidigital.com

Bento XVI: “A loucura da Cruz é converter o sofrimento em grito de amor a Deus”

No dia que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz e ao assinar a exortação Ecclesia in Medio Oriente, o Papa Bento XVI assinalou que a loucura da Cruz é a “de saber converter nosso sofrimento em grito de amor a Deus“.

Na Basílica grego-melquita de São Paulo de Harissa o Santo Padre assinou o chamado documento, fruto da Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2010.

Em seu discurso ante as autoridades da Igreja Maronita (católica) no Líbano e em meio da alegria dos fiéis presentes fora e dentro da Basílica, o Papa disse que “agora é precisamente quando temos que celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança, do serviço sobre o domínio, da humildade sobre o orgulho, da unidade sobre a divisão“.

À luz da festa de hoje e tendo em vista uma aplicação frutuosa da Exortação, convido todos a que não tenham medo, permaneçam na verdade e a cultivem na pureza da fé. Esta é a linguagem da Cruz gloriosa“.

O Papa ressaltou que “Esta é a loucura da Cruz: a de saber converter os nossos sofrimentos em grito de amor a Deus e de misericórdia para com o próximo;e a de saber também transformar, seres atacados e feridos na sua fé e identidade, em vasos de barro prontos a serem cumulados pela abundância dos dons divinos mais preciosos que o ouro“.

Sobre o documento que acaba de assinar, Bento XVI indicou que este “quer ajudar cada um dos discípulos do Senhor a viver plenamente e a transmitir realmente aquilo que ele mesmo se tornou pelo batismo: um filho da Luz, um ser iluminado por Deus, uma lâmpada nova na escuridão tenebrosa do mundo para que das trevas brilhe a luz“.

Este documento quer contribuir para despojar a fé daquilo que a ensombra, de tudo o que pode ofuscar o esplendor da luz de Cristo. Assim a comunhão é uma autêntica adesão a Cristo, e o testemunho é uma irradiação do mistério pascal que dá um sentido pleno à Cruz gloriosa. Nós seguimos e proclamamos Cristo crucificado (…) poder de Deus e sabedoria de Deus“.

O Papa sublinhou também que “Ecclesia in Medio Oriente oferece elementos que podem ajudar a um exame de consciência pessoal e comunitário, uma avaliação objetiva do compromisso e desejo de santidade de cada discípulo de Cristo. A Exortação abre ao verdadeiro diálogo inter-religioso fundado na fé em Deus Uno e Criador“.

Quer também contribuir para um ecumenismo repleto de ardor humano, espiritual e caritativo, na verdade e amor evangélicos, que vai buscar a sua força ao mandato do Ressuscitado: ‘Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até o fim dos tempos“.

Bento XVI comentou logo que “É providencial que este ato tenha lugar precisamente no dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, cuja celebração nasceu no Oriente em 335, na sequência da Dedicação da Basílica da Ressurreição sobre o Gólgota e o sepulcro de Nosso Senhor construída pelo imperador Constantino, o Grande, que venerais como santo“.

Dentro de um mês, celebrar-se-ão os 1700 anos da aparição que lhe fez ver, na noite simbólica da sua incredulidade, o monograma cintilante de Cristo enquanto uma voz lhe dizia: «Por este sinal, vencerás!». Mais tarde, Constantino assinou o Édito de Milão e deu o seu nome a Constantinopla. Parece-me que a Exortação pós-sinodal pode ser lida e interpretada à luz da festa da Exaltação da Santa Cruz“, afirmou o Santo Padre.

Bento XVI: “Não há orações inúteis e Deus responde a todas!”

O Papa Bento XVI explicou que não há orações inúteis e Deus, que é Amor e Misericórdia infinita, sempre responde a todas embora às vezes essa resposta seja misteriosa.

Em sua catequese da audiência geral do dia 12 de setembro, quarta feira,  realizada na Sala Pablo VI, ante milhares de fiéis presentes, o Santo Padre prosseguiu com sua reflexão sobre a oração no livro do Apocalipse, e ressaltou que as orações são como incenso “cuja fragrância doce se oferece (…) a Deus“.

Precisamos estar seguros de que não existem orações supérfluas, inúteis; nada está perdido.? E elas são respondidas, mesmo que às vezes de forma misteriosa, porque Deus é Amor e Misericórdia infinita“.

O incenso no Apocalipse, continuou, “é um simbolismo que nos diz como todas as nossas orações – com todas as limitações, a fadiga, a pobreza, a aridez, as imperfeições que podem ter – vêm quase purificar e alcançar o coração de Deus“.

Bento XVI disse também que “Deus não é indiferente às nossas súplicas, intervém e faz sentir seu poder e sua voz na terra, faz tremer e altera o sistema do Maligno“.

Muitas vezes, diante do mal se tem a sensação de não poder fazer nada, mas é a nossa própria oração a primeira resposta e mais eficaz que podemos dar e que faz mais forte o nosso cotidiano empenho em espalhar o bem. O poder de Deus fecunda a nossa fraqueza“.

O Santo Padre explicou também que “o Apocalipse nos diz que a oração alimenta em cada um de nós e nas nossas comunidades esta visão de luz e de profunda esperança: nos convida a não nos deixarmos vencer pelo mal, mas a vencer o mal com o bem, a olhar para Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos associa à sua vitória“.

A Igreja vive na história, não se fecha em si mesma, mas enfrenta com coragem o seu caminho em meio à dificuldade e sofrimento, afirmando com força que o mal em definitivo não vence o bem, a escuridão não ofusca o esplendor de Deus“.

A seguir o Papa sublinhou que “como cristãos não podemos nunca ser pessimistas; sabemos bem que no caminho da nossa vida encontramos muita violência, mentira, ódio, perseguição, mas isto não nos desencoraja“.

Sobretudo, a oração nos educa a ver os sinais de Deus, a sua presença e ação nos faz sermos nós mesmos luzes do bem, que espalham a esperança e indicam que a vitória é de Deus“.

Um dos símbolos do Apocalipse, um personagem de tal beleza que não é descrito por São João, representa a “Deus onipotente que não permaneceu fechado no seu Céu, mas se fez próximo ao homem, entrando em aliança com ele; Deus que faz sentir na história, de modo misterioso mas real, a sua voz simbolizada pelo relâmpago e pelo trovão“.

Outros dois símbolos são o livro que contém o plano de Deus e o Cordeiro que representa a Jesus Ressuscitado, que é o único capaz de “abrir o texto e iluminá-lo (…)é o próprio Cordeiro, o Cristo morto e ressuscitado, que progressivamente abre o selo e revela o plano de Deus, o sentido profundo da história.“.

O Papa ressalta logo que “a oração é como uma janela aberta que nos permite ter o olhar voltado para Deus, não somente para nos recordar a meta para a qual nos dirigimos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terrestre e nos ajude a vivê-lo com intensidade e compromisso“.

De que modo o Senhor guia a comunidade cristã a uma leitura mais profunda da história? Primeiro convidando-a a considerar com realismo o presente que estamos vivendo“.

Bento XVI explica que “existem os males que o homem causa, como a violência, que nasce do desejo de possuir, de prevalecer uns sobre os outros, de modo a atingir para matar (…); ou a injustiça, porque os homens não respeitam as leis que lhes são dadas (…)“.

A estes se unem os males que o homem deve sofrer, como a morte, a fome, a enfermidade (…).?Diante dessa realidade, muitas vezes dramática, a comunidade eclesial é convidada a não perder nunca a esperança, a crer firmemente que a aparente onipotência do Maligno colide com a verdadeira onipotência de Deus“.

O Papa afirma também que “o Apocalipse, mesmo na complexidade de símbolos, nos envolve numa oração muito rica, pela qual também nós escutamos, elogiamos, agradecemos, contemplamos o Senhor, lhe pedimos perdão“.

Sua estrutura, de grande oração litúrgica, conclui, “é também um forte chamado a redescobrir o encargo extraordinário e poder transformador que tem a Eucaristia; em particular quero convidar com força a serem fiéis à Santa Missa dominical no Dia do Senhor, o Domingo, verdadeiro centro da semana! Obrigado“.

A síntese em português da catequese desta quarta-feira está disponível no canal Youtube da ACI Digital,  Clique Aqui

 

Texto Original em acidigital.com

“‘effatà –abra-te’, resume em si toda a missão de Cristo” – Afirma Bento XVI

Em sua reflexão prévia ao Ângelus deste domingo, o Papa Bento XVI explicou que assim como quando o Senhor cura um surdo-mudo, também o faz para que todo homem, surdo e mudo interiormente por causa do pecado, seja curado e possa escutar  Deus para anunciá-lo aos demais.

O Papa realizou esta reflexão diante dos milhares de fiéis reunidos em frente ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, referindo-se ao Evangelho de hoje no qual o Senhor cura um surdo-mudo logo depois de olhar ao céu e pronunciar a palavra “Effatà”, que significa “abra-te”.

O Santo Padre disse logo que “aquele surdo-mudo, graças à intervenção de Jesus, ‘abriu-se’; antes estava fechado, isolado, para ele era muito difícil se comunicar; a cura foi para ele uma ‘abertura’ para os outros e ao mundo, uma abertura que, partindo dos órgãos do ouvido e da palavra, envolvia toda sua pessoa e sua vida: finalmente podia comunicar e portanto relacionar-se de maneira nova“.

Mas todos sabemos que o fechar do homem, seu isolamento, não depende apenas dos órgãos sensoriais. Existe uma teimosia interior, que concerne o núcleo profundo da pessoa, aquele que a Bíblia chama o ‘coração’”.

Isto, prossegue o Papa, é o “que Jesus veio ‘abrir’, liberar-nos, para nos tornar capazes de viver em plenitude as relações com Deus e com os demais. Eis porque dizia que esta pequena palavra, ‘effatà –abra-te’, resume em si toda a missão de Cristo“.

Cristo “fez-se homem para que o homem, tocado pelo pecado interiormente surdo e mudo, torne-se capaz de escutar a voz de Deus, a voz do Amor que fala com seu coração, e desta maneira aprenda à sua vez a falar a linguagem do amor, a comunicar com Deus e com os outros“.

Por este motivo, explicou Bento XVI, “a palavra e o gesto do ‘effatà’ foram inseridos no Rito do Batismo, como um dos sinais que nos explicam seu significado: o sacerdote, tocando a boca e as orelhas do neo-batizado diz: ‘Effatá’, orando para que este possa escutar a Palavra de Deus e professar a fé. Mediante o Batismo, a pessoa humana começa, por dizê-lo assim, a ‘respirar’ o Espírito Santo, aquele que Jesus tinha invocado do Pai com aquele suspiro, para curar o surdo-mudo“.

Dirigimo-nos agora em oração a Maria Santíssima, cuja natividade celebramos ontem. Por motivo de sua singular relação com o Verbo encarnado, Maria está plenamente «aberta» ao amor do Senhor, seu coração está constantemente à escuta da sua Palavra“.

Para concluir o Santo Padre fez votos para que “sua maternal intercessão nos obtenha experimentar cada dia, na fé, o milagre do ‘effatà’, para viver em comunhão com Deus e com os irmãos“.

 

Texto original em http://www.acidigital.com

“Não há oração estéril, Jesus sempre nos escuta!” – Afirma Bento XVI

O Papa Bento XVI explicou em sua catequese desta quarta-feira, 5 de setembro, que nenhuma oração por mais solitária ou isolada que seja permanece estéril, já que Jesus que sustenta em suas mãos a Igreja de todos os tempos, sempre a escuta com amor.

Diante dos milhares de fiéis reunidos no Vaticano para a audiência geral em Castel Gandolfo, o Papa refletiu sobre a oração na primeira parte, o Apocalipse, o último livro da Bíblia, e ressaltou que a assembléia que ora mostra três atitudes que os cristãos devem viver quando rezam. Em espanhol, Bento XVI explicou que: “a primeira evidência que a oração deve ser acima de tudo; louvor a Deus por seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que dá força, esperança e salvação. A segunda fase assevera que a oração aprofunda a relação com Jesus Cristo, assumindo gradualmente uma atitude comtemplativa“. “E a terceira fase assinala que a Igreja em oração, acolhendo a palavra do Senhor, transforma e recebe ânimo para o arrependimento, a conversão, a perseverança, o crescimento no amor e a orientação para o caminho“.

Em italiano o Papa assinalou que: “o livro do Apocalipse nos apresenta uma comunidade reunida em oração, porque é na oração onde experimentamos como aumenta a presença de Jesus em nós. Quanto mais e melhor oramos, com perseverança e intensidade, mais nos assimilamos a Ele, e Jesus realmente entra em nossa vida e a guia, dando-lhe alegria e paz“. “E quanto mais conhecemos, amamos e seguimos Jesus, mais sentimos a necessidade de habitar em oração com ele, recebendo serenidade, esperança e força em nossa vida“, acrescentou.

Sobre a primeira fase, o Santo Padre disse que: “nossa oração deve ser, sobre tudo, escutar a Deus que nos fala. Inundados em tantas palavras, não estamos acostumados a escutar, sobre tudo a colocar-nos a disposição interior e exterior de silêncio, para estar atentos ao que Deus quer nos dizer“. “Estes versículos nos ensinam que nossa oração, freqüentemente é composta só de pedidos, quando deve ser, acima de tudo de louvor a Deus por seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que nos trouxe a força, a esperança e a salvação“, acrescentou. O Papa sublinhou logo que: “a oração constante desperta em nós o sentido da presença do Senhor em nossa vida e na história; sua presença nos sustenta e nos dá uma grande esperança em meio à escuridão de certos acontecimentos humanos“. “Além disso, toda oração, inclusive aquela na solidão mais radical, não é nunca isolada nem estéril; é a linfa vital que alimenta uma existência cristã cada vez mais comprometida e coerente”, precisou.

Sobre a segunda fase o Papa ressalta três elementos simbólicos que mostram o que faz Jesus ressuscitado pela Igreja: “mantém-na firmemente em sua mão direita (uma imagem muito importante que mostra que Jesus tem a Igreja em sua mão); fala-lhe com a força de penetração de uma espada afiada; e lhe mostra o esplendor de sua divindade: ‘Seu rosto era como o sol quando brilha com toda sua força’”.

Comentando a experiência profunda que São João, autor do Apocalipse e descrito no Evangelho como o discípulo amado, experimenta ante esta realidade, Bento XVI afirmou que “A revelação de Deus ressuscitado, de Cristo ressuscitado não é uma coisa terrível, mas um encontro com o amigo“. “Também a Assembléia vive com João o momento particular da luz diante do Senhor, unido, entretanto, à experiência do encontro diário com Jesus, experimentando a riqueza de contato com o Senhor, que enche todos os espaços da existência“.

Sobre a terceira fase, o Pontífice explica que Jesus dá uma mensagem dirigida às sete igrejas situadas em Asia Menor ao redor de Éfeso, às quais faz “um premente convite: ‘converte-te’; ‘conserva firmemente o que já possuis’; ‘observa tua conduta anterior’; ‘Reanima teu ardor e arrepende-te!’”. “Esta palavra de Jesus, escutada com fé, começa rapidamente a ser eficaz: a Igreja em oração, acolhendo a palavra do Senhor é transformada. Todas as Igrejas devem dispor-se e estar atentas, escutar ao Senhor, abrindo-se ao Espírito como Jesus pede com insistência repetindo este mandamento sete vezes“, afirma o Papa.

No final da audiência o Papa fez uma síntese de sua catequese em várias línguas incluindo o português:  Ao final da catequese, o Papa fez um resumo em várias línguas. Em português, disse: “Queridos irmãos e irmãs, no âmbito da «escola de oração», que vos tenho vindo a propor, quero hoje falar da oração no Apocalipse, o último livro do Novo Testamento. Na primeira parte deste livro, vemos a oração viva e palpitante da assembleia cristã reunida no domingo, «no dia do Senhor»”.

Envolvida pelo amor do Senhor, a assembléia sente-se livre dos laços do pecado e proclama-se como «reino» de Jesus Cristo: isto é, pertence só a Ele. Reconhece a grande missão, recebida no Batismo, de levar ao mundo a presença de Deus. Conclui esta sua celebração de louvor, fixando o olhar diretamente em Jesus e, com entusiasmo crescente, reconhece que Ele detém a glória e o poder para salvar a humanidade. O «amém» final conclui o hino de louvor a Cristo Senhor. Tudo isto nos ensina que a nossa oração, feita muitas vezes só de pedidos, deve, pelo contrário, ser sobretudo louvor a Deus pelo seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que nos trouxe força, esperança e salvação”, concluiu.

 

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