A língua usada na Liturgia

Saudações, povo de Deus!

Estamos de volta com mais um post da série “Liturgia”! E hoje vamos falar um pouquinho da língua utilizada na Liturgia.

Entre as principais críticas de alguns estudiosos, teólogos, e até mesmo de parte do clero, quanto à reforma litúrgica empreendida pelo Concílio Vaticano II, a que mais reverbera diz respeito à suposta abolição do latim no rito romano em sua forma ordinária.

Todavia, tal crítica não prospera, pois, mesmo que não estejamos acostumados a participar da Santa Missa celebrada em latim, esta não foi a indicação dada pelo Concílio Vaticano II.

Basta atentar para os n. 36 e 54 da Constituição Sacrosanctum Concilium, os quais afirmam:

36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.

§ 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.

§ 3. Observando estas normas, pertence à competente autoridade eclesiástica territorial, a que se refere o artigo 22 § 2, consultados, se for o caso, os Bispos das regiões limítrofes da mesma língua, decidir acerca do uso e extensão da língua vernácula. Tais decisões deverão ser aprovadas ou confirmadas pela Sé Apostólica.

§ 4. A tradução do texto latino em língua vulgar para uso na Liturgia, deve ser aprovada pela autoridade eclesiástica territorial competente, acima mencionada.

54. A língua vernácula pode dar-se, nas missas celebradas com o povo, um lugar conveniente, sobretudo nas leituras e na “oração comum” e, segundo as diversas circunstâncias dos lugares, nas partes que pertencem ao povo, conforme o estabelecido no art. 36 desta Constituição.

Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem.

Se algures parecer oportuno um uso mais amplo do vernáculo na missa, observe-se o que fica determinado no art. 40 desta Constituição.

Ressalte-se que o Concílio Vaticano II nunca quis diminuir o uso do latim, muito menos aboli-lo. O que se fez foi permitir o uso do vernáculo, levando o povo a celebrar a Liturgia de maneira mais consciente.

Basta observar as Missas presididas pelo Santo Padre, assim como o Angelus. São celebrações marcadas pelo uso do latim, visto que, tal língua (latim), ainda continua sendo a língua oficial da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, no rito romano, mesmo após a reforma do Concílio Vaticano II.

Assim, podemos concluir que no rito romano podemos ter a Santa Missa:

– em latim e Versus Deum (Missa Tridentina);

– em latim, com algumas partes em vernáculo, e Versus Deum;

– em vernáculo e Versus Deum;

– em latim, com algumas partes em vernáculo, e Versus populum (costuma ser celebrada em Mosteiros);

– em vernáculo e Versus populum (é a forma de Missa mais comum).

Pode-se, então, celebrar o rito romano moderno, pós-conciliar, em vernáculo (em uma ou mesmo em várias línguas distintas na mesma Missa, como acontece nas celebrações internacionais, um trecho em cada idioma), ou em latim.

O que importa, pois, é ir à Missa, pelo menos aos Domingos, confessar os pecados, e comungar. Sempre.

Se o rito for devidamente seguido, e o for em uma Igreja que, conforme o disposto no post anterior, guarde relações dogmáticas, teológicas e hierárquicas com a Sé de Pedro, o culto a Deus terá, sempre, a mesma validade e eficácia, pois a Cabeça (Jesus Cristo) está unido ao Corpo (Povo de Deus).

Por hoje é só! No próximo post vamos falar mais um pouco da Santa Missa e do Tempo Litúrgico!

Fiquem todos com Deus.

Um grande abraço,

Alex C. Vasconcelos – Equipe Dominus Vobiscum

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Recuperar a liturgia é defender a Fé Católica!

Não é de hoje que querem destruir a Igreja de Cristo. Durante a sua história muitos inimigos surgiram e muitos foram derrotados, não por ela que é frágil, mas por Aquele que a sustenta. A Igreja é alicerçada em Jesus Cristo que prometeu que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela.

Infelizmente a cada investida dos que desejam destruir nossa fé, muitos católicos, sobretudo os menos preparados acabam ficando pelo caminho e perecendo em virtude das ciladas armadas para os amados de Deus.

O tempo passa e as armas mudam. Revestem-se de novas roupagens e continuam a nos atormentar. E nós católicos, precisamos aprender as táticas do inimigo para defender a Igreja de Cristo, a nós mesmos e aos irmãos menos fortalecidos na fé, afinal de contas não queremos perder nenhum dos nossos irmãos. A novidade dos tempos atuais é que não querem destruir a igreja de fora para dentro, mas de dentro para fora!

Hoje cedo, estava lendo uma postagem do ACI Digital onde o Subsecretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, assinalou que:

“…existem alguns grupos que tentam destruir a Igreja porque a vêem como um obstáculo que lhes impede de dominar o mundo com legislações que “atentam contra os fundamentos mesmos da civilização”. (para ler a matéria completa clique aqui)

O que me chamou a atenção é que o Monsenhor Miguel Ferrer afirma nesta matéria que para que lutemos contra os inimigos modernos da nossa Igreja, é necessário que os sacerdotes tem a missão de ajudar seus fiéis a retomar a identidade católica que portamos, o desejo de conversão interior, a busca pela vocação e santidade e o desejo a missão. Em outras palavras ele está dizendo que a Igreja Católica precisa resgatar no católico o desejo de viver a fé católica a começar da nossa liturgia que ultimamente está sendo minada por dentro. Destruindo a liturgia, que é Divina, o resto vem…

De fato, cabe a todas as dioceses do Brasil e do mundo, investir na formação litúrgica dos seus sacerdotes e também dos fiéis que dela participam. É preciso resgatar a nossa liturgia que anda meio perdida em muitos lugares do nosso país. Infelizmente a teologia marxista da libertação causou estragos profundos na nossa liturgia que perduram até hoje. É triste participar de missas onde os próprios sacerdotes propõem aos fiéis abusos litúrgicos escabrosos. A liturgia pertence a Deus e não aos homens. Uma liturgia feita como se deve, sem invencionices advindas de leigos ou sacerdotes, além de bela, se constitui em um importante veículo de evangelização.

Para lutar contra o inimigo, precisamos formar e fortalecer o nosso exército. E não há alimento mais forte e mais poderoso do que a Santa Eucaristia. Ela é o Pão da Jornada.

Nada mais justo que no Ano da Fé, as dioceses e paróquias revejam a maneira com que estão vivendo a liturgia, abandonem os abusos litúrgicos, corrijam sacerdotes e leigos que participam da liturgia da forma errada e readquiram a normativa correta para celebrar bem a Santa Missa. Faz-se importante também, que nos seminários espalhados no Brasil, os reitores e professores acendam nos seminaristas o amor e o zelo pela Sagrada Liturgia, afinal como a teologia marxista da libertação é um movimento velho que está agonizando, convém investir na formação dos neo-sacerdotes no sentido de retirar das celebrações litúrgicas todos os abusos que a mesma causou. É bem verdade que outros movimentos católicos contribuíram e contribuem com os abusos litúrgicos nas nossas celebrações, mas a confusão começou mesmo foi na velha TL de Boff e Beto.

É justo recordar que durante séculos e mais séculos de história, a Igreja não tinha um veículo de comunicação e sua formação se dava na paróquia, na catequese e na liturgia. A eucaristia e a confissão sempre foram esteios para a fé católica e grandes armas na luta contra os inimigos da nossa Igreja. Portanto, precisamos zelar com afinco para que a Santa Igreja retome a liturgia como se deve. É missão minha, sua e de todos os católicos. Inclusive aqui no blog, estamos criando uma categoria para falar exclusivamente sobre liturgia (para ler os textos já publicados clique aqui).

Pax Domini

Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!

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Os Ritos Litúrgicos

Saudações, caríssimos! Pax Domini! Na seção de Liturgia de hoje, vamos falar um pouco dos Ritos Litúrgicos. Essa riquíssima fonte de devoção do povo de Deus!

A expressão “ritos litúrgicos” está intimamente ligada ao conceito de Liturgia, visto referem-se às diversas formas de celebração do culto a Deus, por meio da Liturgia, os quais podem variar de acordo com fatores como a língua, a etnia, o país, a cultura dos povos, e muitos outros, conforme já observado.

Existem, basicamente, duas espécies de ritos litúrgicos: os ritos latinos e os ritos orientais.

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem, por exemplo, como rito, o romano, o qual faz parte dos ritos litúrgicos latinos.

Tais ritos litúrgicos (latinos) originaram-se na Europa Ocidental e Norte da África, em países que em sua maioria tinham como língua o latim, em contrapartida aos ritos litúrgicos orientais, os quais se originaram na Europa Oriental e Oriente Médio.

Os ritos litúrgicos latinos são:

o rito romano: utilizado na Igreja de Roma, é o mais conhecido e utilizado na Igreja Católica em todo o mundo, o qual segue uma espécie de “manual”, o Missal Romano;

o rito ambrosiano: atribuído a Santo Ambrósio, é também chamado de “rito milanês”, por ser utilizado nas Dioceses de Milão e Lodi, na Itália;

o rito galicano: rito utilizado na Gália (França) do século IV a VIII, mas que ainda subsiste em algumas partes daquele país;

o rito dos Cartuxos: rito utilizado pela Ordem dos Cartuxos (ordem religiosa semi-eremítica fundada por São Bruno e outros seis companheiros, em 1084);

o rito bracarense: rito semelhante ao romano, mas utilizado na Arquidiocese de Braga, em Portugal, por concessão de diversas Bulas Papais e por decisão do Sínodo de 1918;

o rito moçárabe: também chamado de rito hispano-moçárabe, foi criado e praticado pelos primeiros cristãos hispânicos ou ibéricos, que estavam ainda sob o domínio de Roma. É ainda utilizado na Catedral de Toledo, na Espanha.

Diversos, porém, são os ritos litúrgicos orientais católicos, os quais foram objeto do Decreto Orientalium ecclesiarum do Concílio Vaticano II [1], o qual dispôs que:

Tais igrejas particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia, disciplina eclesiástica e patrimônio espiritual, são, todavia, de igual modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a Igreja universal. Por isso, elas gozam de dignidade igual, de modo que nenhuma delas precede as outras em razão do rito; gozam dos mesmos direitos e têm as mesmas obrigações, mesmo no que diz respeito à pregação do Evangelho em todo o mundo (cf. Mc 16, 15), sob a direção do Pontífice Romano.

Estes ritos (orientais), não diferem, pois, em matéria de fé, dos demais ritos latinos, mas apenas no que diz respeito á tradição, usos e costumes, e são assim dispostos entre as diversas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com o Anuário Pontifício da Santa Sé:

Tradição Litúrgica Alexandrina:

– Igreja Católica Copta (1741);

– Igreja Católica Etíope (1846).

Tradição Litúrgica de Antioquia:

Rito litúrgico maronita:

– Igreja Maronita (1182).

Rito litúrgico siríaco:

– Igreja Católica Siro-Malancar (1930);

– Igreja Católica Siríaca (1781).

Tradição Litúrgica Armênia:

– Igreja Católica Armênia (1742).

Tradição Litúrgica Caldeia (ou Siríaca Oriental):

– Igreja Católica Caldeia (1692);

– Igreja Católica Siro-Malabar (1599).

Tradição Litúrgica Bizantina:

– Igreja Greco-Católica Melquita (1726);

– Igreja Católica Bizantina Grega (1829);

– Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595);

– Igreja Católica Bizantina Rutena (1646);

– Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646);

– Igreja Católica Búlgara (1861);

– Igreja Greco-Católica Croata (1646);

– Igreja Greco-Católica Macedônica (1918);

– Igreja Católica Bizantina Húngara (1646);

– Igreja Greco-Católica Romena (1697);

– Igreja Católica Ítalo-Albanesa;

– Igreja Católica Bizantina Russa (1905);

– Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628);

– Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596).

Vale ressaltar, entretanto, que, mesmo estando sob a hierarquia do Sumo Pontífice, tais Igrejas Católicas de rito oriental têm estruturas organizacionais as mais diversas, face à sua condição sui generis [2]. Desta feita:

– as Igrejas Católicas Copta, Siríaca, Greco-Católica Melquita, Maronita, Caldeia e Armênia são governadas por Patriarcas, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois reconhecidos pelo Papa;

– as Igrejas Greco-Católica Ucraniana, Siro-Malabar, Siro-Malancar e Greco-Católica Romena são governadas por Arcebispos Maiores, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois, ao contrário dos Patriarcas, necessitam da aprovação do Papa;

– as Igrejas Etíope, Bizantina Eslovaca e Bizantina Rutena são governadas por Arcebispos Metropolitas, os quais são eleitos da seguinte maneira: os seus Concílios de Hierarcas escolhem três candidatos, sendo apenas um deles escolhido e nomeado pelo Papa;

– as demais Igrejas são governadas por um ou mais Eparcas, administradores apostólicos, Exarcas ou por outros prelados, todos estes diretamente nomeados e supervisionados pelo Papa, por não existirem sínodos nem concílios de hierarcas.

Contudo, detenhamo-nos mais oportunamente no rito latino romano, por ser este o mais utilizado na Igreja Católica no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nas celebrações da Santa Missa, dos demais sacramentos, do Ofício Divino e demais celebrações litúrgicas.

Dentro do rito romano existem duas formas de celebração da Santa Missa:

– a Ordinária: é a Missa que praticamente todo o povo conhece, em vernáculo e com o altar como uma mesa, em torno da qual celebrante e povo (fiéis) se reúnem. O sacerdote fica, pois, de frente para o povo (Versus populum). Tal forma é fruto do Concílio Vaticano II, e foi instituída com o advento da Constituição Sacrosanctum Concilium [3] sobre a Sagrada Liturgia, que teve como consequência a revisão do Missal Romano, em 3 de abril de 1963, com a promulgação do Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum;

– a Extraordinária: também chamada de Missa Tridentina (gentílico de Trento, na Itália), rito antigo, rito tradicional, Missa de sempre, “usus antiquior” (uso antigo), e “forma antiquior” (forma antiga). Ainda é celebrada em latim, de acordo com o rito do Missal aprovado pela Bula Papal Quo Primum Tempore, de autoria do Papa Pio V, datada de 1570. O celebrante posiciona-se entre o povo e o altar, ficando, pois, de frente para Deus (Versus Deum).

Diversamente do que afirmam alguns, na Missa Tridentina o celebrante não está de costas para o povo, mas ambos (sacerdote e povo de Deus) estão de frente para o altar, em louvor e adoração.

Isto não diminui ou aumenta o valor, tanto da Missa ordinária quanto da Missa Tridentina, pois não existe Missa antiga e Missa nova, mas apenas “O Sacrifício Cruento da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Tais Missas não constituem ritos diferentes, mas “formas diferentes do mesmo rito” [4], e que, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum o Papa Bento XVI regulamentou a possibilidade do uso da liturgia tridentina, nas seguintes condições: no rito romano nas missas privadas celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia tridentina [5]; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista [6].

Conforme dito anteriormente, o Concílio Vaticano II (que se deu de 1962 a 1965), na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da Santa Missa, assim como os livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição.

Tal ordem [7] foi executada por um grupo de especialistas em Liturgia, Bíblia e Teologia, nomeados pelo Papa Paulo VI, o qual promulgou, em 1969, o novo Ordo Missae (“Ordinário da Missa”, parte invariável de todas as celebrações da missa) e em 1970 o novo Missal Romano, o qual teve, até hoje, três edições, em 1970, 1975 e 2002.

Por hoje é só! No próximo post vamos falar um pouquinho da língua utilizada na Santa Missa.

Fiquem todos com Deus, e até lá!


[1] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Orientalium ecclesiarum (21 Novembris 1964), n. 3.

[2]  “What All Catholics Should Know About Eastern Catholic Churches”, in http://www.americancatholic.org/Newsletters/CU/ac0106.asp, acessado em 08 de agosto de 2012.

[3] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963).

[4] BENEDICTUS PP. XVI, Carta aos Bispos por ocasião da publicação da Carta Apostólica Motu Proprio Data Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana antes da reforma feita em 1970.

[5] BENEDICTUS PP. XVI, Motu Proprio: Summorum Pontificum (7 Dicembris 2007), in AAS MMVII (2007), n. 2 e 4.

[6] Ibid, n. 5.

[7] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963), n. 50.
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A Festa da Exaltação da Santa Cruz e o lançamento do Hino Oficial da JMJ Rio 2013

Na noite em que a Igreja celebrou a Festa da Exaltação de Santa Cruz, o presente foi para os jovens: durante a celebração da “Festa da Aventura da Cruz”, no Rio de Janeiro, com a participação de Dom Orani Tempesta (Arcebispo do Rio de Janeiro) e Dom Giovanni D´Aniello (Núncio Apostólico no Brasil), além de representantes do Setor Juventude e animada por diversos cantores católicos, foi divulgado o Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude no Brasil (você pode ouvi-lo se clicar neste link).

O hino “Esperança do Amanhecer!” foi composto pelo padre José Cândido, da Arquidiocese de Belo Horizonte, e leva o jovem a meditar sobre sua pertença a Cristo e o amor de Deus que sustenta e garante a fidelidade do cristão.

A liturgia deste dia, Festa da Exaltação da Santa Cruz, convidou-nos a contemplar a Cruz de Jesus que é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, que aceitou partilhar a nossa humanidade, que quis fazer-se servo dos homens, que se ofereceu em sacrifício que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.

O lançamento do hino durante esta festa litúrgica, proclama a soberania da Cruz Redentora na vida dos jovens. A Cruz precisa voltar a ser o centro da nossa história. É do lenho da Cruz que pendeu a salvação do mundo. E é pela Cruz que vamos resgatar a fé e os valores de nosso povo e de nossa nação.

Assista o clipe:  

Confira na íntegra:

Hino Oficial – “Esperança no Amanhecer”

Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.

(Refrão)

Cristo nos convida:
“Venham, meus amigos!”
Cristo nos envia:
“Sejam missionários!”

Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.

Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!

Atendendo ao Teu chamado:
“Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!”
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

Até a próxima!

(Fontes utilizadas: Rio2013.com, Jovens Conectados, Canção Nova, Prof. Felipe Aquino e Dehonianos).

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A Liturgia e o Culto Cristão

Saudações, caríssimos! Estamos de volta com a nossa série sobre a Liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana, e hoje trataremos do “Culto Cristão”, o qual tem sido através da história o cerne de nossa identificação e de nossa unidade.

O homem é, por excelência, um ser orante, que pede, suplica, e adora ao Pai. E o faz, desde a Antiguidade, por meio do culto, público ou privado.

Definimos tal culto de adoração a Deus pelo vocábulo latria. O culto é, assim, por excelência, prestado em adoração ao Senhor.

Todavia, existe também uma espécie diferente de culto, que não é o de adoração, o qual só é devida a Deus, mas sim de veneração, definido pelo vocábulo dulia, que é o culto devido aos santos. E ainda, temos o culto à Virgem Maria, o qual merece um destaque especial, visto que é definido pelo vocábulo hiperdulia.

Retomaremos tais temas oportunamente, mas observemos aqui o cerne da nossa ação pública como fiéis: o culto/adoração – latria, pois, é através do culto, prestado na Liturgia, que o homem adora a Deus, e que Deus salva o homem. Dá-se, assim, uma via de mão dupla, onde, de um lado, Deus santifica e salva o homem, e este, em gratidão, O adora e O serve, por meio da participação, pela graça divina, no mistério do Sacrifício Redentor, renovado pela Eucaristia e celebrado na Santa Missa.

Daí, pois, pela importância do ato, termos uma forma/rito solene a ser seguido neste culto, e mais especialmente, na Eucaristia, e assim é que, partindo da definição de Liturgia como “culto da igreja”, chegamos aos diversos modos pelos quais a Igreja presta à Divina Magestade o culto devido: o sacrifício, o ofício, os sacramentos e os sacramentais.

Diversos são os modos como foram designados o culto cristão nos primórdios do cristianismo: fração do pão; eucaristia (eucaristhia ou eulogia, ação de graças), pois Jesus Cristo agradeceu (deu graças) antes da consagração; oblação; sacramento; sacrifício; mistério; coleta; e por fim, Missa.

Chegamos, enfim, no cerne da nossa Liturgia, que é a Santa Missa, como ato sublime de adoração/culto a Deus.

O termo Missa deriva do “Ite, Missa est”, fórmula que era dita ao final da celebração da mesma, que significa “É despedida, podei-vos retirar”, e é o culto ordenado pelo próprio Jesus Cristo quando disse aos apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”, ordenando-os sacerdotes e dando-lhes o poder de celebrar a Missa.

Assim, sendo a Missa o culto cristão por excelência, o sacrifício mais santo, “o sacrifício tremendo” (Conc. Trid. De observandis… in Missa), por causa da imolação do próprio Filho de Deus, é mister que tal culto se faça da maneira apropriada, de modo solene.

Para tanto, seguimos uma ordem estrita de serviço, centrada precisamente na Missa, e mais precisamente na Eucaristia. Segue-se um Lecionário contendo as orações e leituras para cada dia do ano litúrgico.

Seguimos, então, na Igreja Católica Apostólica Romana, um rito solene e oficial como ato sublime de adoração a Deus na Santa Missa, que é o rito romano. Tal rito é o mais difundido em todo o mundo católico, e o mais geralmente conhecido, embora, como vimos, existam vários outros ritos reconhecidos.

A Missa tem, pois, dois grandes momentos de prestação deste culto: a Liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística, precedidas por Ritos iniciais e seguidas pelos Ritos de conclusão.

A celebração da missa no rito romano rege-se atualmente pelo Missal Romano promulgado em 1970 pelo Papa Paulo VI, fruto da reforma litúrgica ordenada pelo Concílio Vaticano II, e revisto em 1975 e em 2002, todavia, além da Forma Ordinária do Rito Romano (Novus Ordo Missae), alterada a partir do Concílio Vaticano II que passaria a ser celebrada em língua vernácula e permitiria a concessão de inovações litúrgicas, em 2007, o Papa Bento XVI, na Exortação Apostólica “Sacramentum Caritatis” relembrou a importância da celebração na língua latina, “a fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja”, sendo ainda estimulada pelo motu proprio “Summorum Pontificum”, editado pelo mesmo pontífice.

Conhecida por Missa Tridentina, instituída pelo Papa São Pio V, a missa celebrada em latim é caracterizada pela posição do celebrante, de frente para o crucifixo e de costas à assembléia e pela comunhão de joelhos. A estrutura da celebração não sofre grandes alterações entre os dois Ritos e ambas continuam a ser celebradas atualmente.

Por hoje é só! Mas, fica aqui a mensagem: a Santa Missa é nosso ato principal de adoração ao Senhor! Nela, nos encontramos como que aos pés da Cruz, naquele mesmo momento do Calvário, onde aconteceu o milagre da nossa redenção.

É na Missa, como há dois milênios, que o Cordeiro de Deus é imolado, em remissão dos nossos pecados! No próximo post trataremos das partes da Santa Missa, dos diversos tipos, bem como dos principais ritos. Fiquem todos com Deus e até a próxima!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”

Veja Também:: Afinal, o que é a Liturgia? |  A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

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A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Saudações, caríssimos irmãos. Voltamos com a nossa série sobre a Liturgia.

Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais no tema proposto nesta série, tratando da Liturgia de acordo com a Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Uma Doutrina tão rica, e por vezes, tão renegada. Me acompanhe, então, nesta jornada!

A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Antes de adentrarmos na Liturgia propriamente dita, faz-se necessário defirnirmos o que é a Doutrina Católica, visto que é onde se insere a Liturgia.

Tem-se por Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, ou apenas Doutrina Católica, o conjunto de princípios e verdades de fé, objetos de estudo da Santa Igreja.

De acordo com o Catecismo de São Pio X, nos seus tópicos 4 e 5, a Doutrina da Igreja Católica foi revelada diretamente por Jesus Cristo “para nos mostrar o caminho da Salvação”, e que “é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer”.

Todavia, o estudo e compreensão deste conjunto de verdades de fé, professados pela nossa Santa Igreja Católica, não é algo estático, devendo, pois, ser objeto de estudo progressivo da Teologia, de acordo com a Revelação Divina, orientados pela Igreja Católica, por meio da Tradição Apostólica, que se realiza, de acordo com o Compêndio do Catecismo da Ugreja Católica (nº 13) “mediante a transmissão viva da Palavra de Deus (chamada também simplesmente a Tradição) e através da Sagrada Escritura que é o próprio anúncio da salvação transmitido por escrito”.

Pois bem, definido o conceito de Doutrina Católica, onde se insere a Liturgia?

De acordo com o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (nº 218), “a liturgia é a celebração do Mistério de Cristo e em particular do seu Mistério Pascal. Na liturgia, pelo exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, a santificação dos homens é significada e realizada mediante sinais, e é exercido, pelo Corpo místico de Cristo, ou seja pela Cabeça e pelos membros, o culto público devido a Deus”.

Assim, a Liturgia, presente na Doutrina Católica, é o cume para onde tendem todas as ações da Igreja e, simultaneamente, a fonte donde provém toda a sua força vital.

Através da Liturgia, Cristo continua, na sua Igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa redenção. Assim, na Liturgia e por meio dela, ocorre o exercício do sacerdócio supremo de Cristo, que é exercido pela Igreja, Seu Corpo Místico, onde a santificação dos homens é significada e realizada mediante os sete sacramentos, dos quais a própria Igreja é um deles, visto que, é por meio dela (Igreja) que o Cristo fala aos fiéis, perdoa-lhes os pecados e os santifica, notadamente por meio da Sagrada Eucaristia.

É o que preceitua o Código de Direito Canônico, no Cânon 834, assim dispondo:

“Cân. 834 § 1. A igreja desempenha seu múnus de santificar, de modo especial por meio da sagrada Liturgia, que é tida como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo, na qual, por meio de sinais sensíveis, e significado, e, segundo o modo próprio de cada um, é realizada a santificação dos homens, e é exercido plenamente pelo Corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e pelos membros, o culto público de Deus.

§ 2. Esse culto se realiza quando é exercido em nome da Igreja por pessoas legitimamente a isso destinadas e por atos aprovados pela autoridade da Igreja.”

E assim, as diversas Igrejas espalhadas pelo mundo, por meios das suas diversas liturgias, exercem o munus de santificar e abençoar o povo.

Já sei, você vai me perguntar: “diversas Liturgias”?! Como assim?! A Liturgia não é uma só?!

O culto a Deus, que se dá por meio da Liturgia, é, pois, somente um, apenas um único Mistério Pascal, mas vale ressaltar que toda a Liturgia, em especial a Missa, é celebrada através de gestos, palavras (incluindo as orações), canto, música, sinais e símbolos, tendo todos estreita correlação, e assim, apesar de o culto a Deus ser um só, a Igreja possui muitas tradições/ritos litúrgicos, em função do encontro da Tradição e Magistério com as demais culturas e povos espalhados pelo mundo.

Portanto, se você estiver num outro país, ou numa outra Igreja que guarde relações com a Igreja Católica, como a Igreja Maronita, por exemplo, você participará de um mesmo culto a Deus, de uma mesma Missa, mas com outra tradição litúrgica, com outro rito, conforme abordaremos posteriormente.

Mas atenção, não estou falando aqui de qualquer Igreja. Note bem: a Igreja deve guardar relações dogmáticas, doutrinárias e teológicas com a Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, tal Igreja onde o culto é prestado, para ter e ser um sacramento válido deve estar em consonância com a Igreja Católica, com o primado de Pedro exercido pelo Sumo Pontífice, o Papa.

É por isso que as Igrejas Protestantes e demais denominações, não têm em seus cultos sacramentos validamente reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana, visto que não têm seus atos realizados nem aprovados pela autoridade eclesial do Papa, o sucessor de Pedro, visto que, novamente de acordo com o Catecismo de São Pio X (nº 8):

“Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio dos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.”

Pois bem, entendido o significado e importância da Liturgia na Doutrina Católica, como celebração pública e oficial do Mistério Pascal de Cristo, que, como Cabeça, o celebra com Seu Corpo, ou seja, a Igreja terrestre (nós) e celeste (os santos e mártires), devemos, pois, atentar para onde e quando prestamos tal culto público.

Tal ponto diz respeito aos aspectos espacial e temporal do culto litúrgico.

No que concerne ao espaço da celebração litúrgica, embora o culto católico não esteja ligado a nenhum lugar exclusivo, porque Cristo, e logo toda a Igreja, é o verdadeiro templo de Deus, a Igreja terrestre necessita de lugares onde se possa reunir para celebrar a Liturgia. Estes lugares (igrejas, capelas, catedrais), de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, são as casas de Deus e símbolo da Igreja que vive num lugar e também da morada celeste”.

É lá, na Igreja (espaço físico consagrado a Deus), onde encontramos recolhimento, paz, oração, e a presença viva de Jesus Cristo nos Sacrários e na consagração da hóstia pelos presbíteros.

E temos também, por fim, o aspecto temporal da Liturgia.

Apesar de a Igreja celebrar o Mistério de Cristo durante todo o ano, o seu culto centra-se no Domingo, o qual é o centro do tempo litúrgico, e tem seu cume a Páscoa, “festa das festas”. Por isso, baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica preceitua que todos os católicos devem ir à Missa em todos os domingos e festas de guarda. Preceito este que se encontra presente também nos “Cinco Mandamentos da Igreja Católica”.

Estes tema será retomado posteriormente, quando formos tratar do Tempo Litúrgico. Por hoje é só, mas nos encontramos no próximo artigo, cujo tema é o “Culto Cristão”. Um grande abraço, e que Deus nos abençoe!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”

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Afinal, o que é a Liturgia?

Saudações leitores!

Estamos iniciando hoje mais uma categoria no “Dominus Vobiscum”, onde trataremos de uma tema tão importante para nossa caminhada na fé: a Liturgia!

Vamos tentar, aos poucos, tirar as principais dúvidas acerca do tema, versando sobre o tempo litúrgico, as cores litúrgicas, as fontes da Liturgia, seus livros, a Santa Missa, e tudo o mais que diga respeito a este tema tão rico.

Afinal, o que é a Liturgia?

Você já deve ter ouvido, em alguma Missa ou encontro religioso, que determinado ato praticado não é litúrgico, ou ainda, que determinado grupo será responsável pela Liturgia. Ou ainda, que a liturgia da Igreja prescreve que tal ação ou ato deve ser desta ou daquela forma.

Liturgia, nestes termos, passa a ser algo metódico e rígido, como um manual de conduta, para muitos sem sentido, que deve ser seguido. Mas não é bem assim! Este não é o sentido real da Liturgia. Afinal, você sabe o que é a Liturgia?

A palavra Liturgia vem do grego (λειτουργία = λειτο – “povo” + υργία – “trabalho, ofício”) e significa “serviço” ou “trabalho público”, “do povo”.

No âmbito da Igreja Católica, a Liturgia compreende uma celebração religiosa, guiada por um ritual formal, e elaborada de acordo com regras formais, indispensáveis e obrigatórias, que se expressa de maneira mais clara e evidente por meio da Santa Missa.

Na Bíblia dos Setenta (LXX) ou Septuaginta, a palavra “liturgia” refere-se, apenas, aos ofícios religiosos realizados pelos sacerdotes levíticos no Templo de Jerusalém, sendo que, no princípio, a palavra não era utilizada para designar as celebrações dos cristãos, os quais entendiam que Cristo inaugurara um tempo inteiramente distinto do culto do templo.

Só posteriormente é que o vocábulo foi adotado com um sentido cristão, significando a atualização constante do sacrifício de Jesus pela salvação da humanidade.

Não é que Cristo continue se sacrificando na Cruz, pois Ele já se sacrificou por todos nós de uma vez por todas, morreu e ressuscitou. O que nós, Católicos, fazemos, na Liturgia da Santa Missa, não é, pois, uma encenação, mas sim, a memória da salvação, tornando presente, através da celebração litúrgica, aquele acontecimento do Mistério Pascal de Jesus Cristo, tornando-O presente, efetivamente, naquele momento sublime, quando o sacerdote celebrante consagra o pão e o vinho, tornando-os, pela ação de Deus, no Corpo e Sangue de Cristo.

Mas engana-se quem pensa que a liturgia só diz respeito ao rito, ou ao celebrante e/ou aos grupos encarregados dela. Muito pelo contrário! A liturgia segue, sim, um rito formal, e não poderia ser diferente, pois, solenemente, fazemos memória da nossa salvação, empreendida por Jesus Cristo, mas a Liturgia vai além dos ritos a serem seguidos, é “serviço do povo”, e através dela, todo o povo de Deus participa daquele momento salvífico da Paixão do Senhor.

Somos, através da Liturgia presente no culto a Deus (Missa), como que transportados para o Calvário, para, não por meio de um simple rito, mas através da contemplação verdadeira, oferercermos “um culto agradável a Deus” (Romanos 12, 1-2).

Por isso não é correto afirmar que vamos “assistir” à Missa, e sim, “participar” da Missa! Visto que nossa participação litúrgica é, efetivamente, o serviço do povo de Deus, louvando-O e cultuando-O na Ação de Graças, por meio dos atos e ritos litúrgicos.

A Eucaristia apresenta-se, pois, como nosso principal ato litúrgico.

Surge aí o sentido de Liturgia na Doutrina Católica, como celebração do “Mistério Pascal de Cristo”, sendo por isso o cume para onde tendem todas as ações da Igreja e, simultaneamente, a fonte donde provém toda a sua força vital.

Mas isto é assunto do nosso próximo post. Um grande abraço, e fiquem todos com Deus!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”.

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