Entenda o Motu Proprio do Papa Francisco que regula tradução de textos litúrgicos

O Vaticano publicou no último dia 09 (de setembro) a modificação do cânon 838 do Código de Direito Canônico, na qual estabelece a necessidade da confirmação da Sé Apostólica para a tradução e adaptação de textos litúrgicos.

Entenda o Motu Proprio do Papa Francisco que regula tradução de textos litúrgicos

Eu não vou repetir aqui no blog os textos que os outros portais de comunicação católicos já fizeram. Você pode acompanhar tudo nas matérias abaixo:

ACI Digital;
Portal Católico;
Agência Ecclesia;
Blog Direito Canónico;
Portal Zenit.

O motu proprio “Magnum principium”, foi assinado pelo Papa Francisco em 3 de setembro de 2017 e já começará a valer no dia 01 de outubro. Mas traduzindo em miúdos o que isso quer dizer?

Entenda o que aconteceu…

Você sabe as orações litúrgicas que são feitas em todas as missas? Pois bem, elas atualmente são apenas traduzidas do latim para a língua do povo (por exemplo, no Brasil elas são traduzidas para o português, na Itália são traduzidas para o italiano e assim segue-se o modelo para todos os países) . No entanto ainda assim, a linguagem é de difícil entendimento por parte de muitos. Tem muita gente que não consegue entender a Oração Eucarística pelo simples fato do texto não ser preparado para o português.

Quem já trabalhou com tradução sabe que não basta simplesmente traduzir palavras: é necessário adaptar o sentido de frases e orações para a língua a que se destina traduzir.O que o Papa Francisco autorizou, é que as conferências episcopais (aqui no Brasil temos a CNBB), por terem pessoas que dedicam assiduamente a isso e que conhecem melhor forma do povo daquele lugar receberem a mensagem, fazer alterações pontuais na estrutura dos textos para que estes sejam melhor entendidos por todos, no entanto para que ela comece a vigorar, seria necessário a confirmação de Roma.

E o que muda?

Na prática, para os católicos o que poderá mudar é que a partir desta data, é que as comissões episcopais irão rever todas as traduções feitas até aqui e sugerir mudanças pontuais. O rito segue o mesmo. O que poderá mudar aqui ou ali são palavras e frases inseridas no rito. E no fim das contas a palavra final sobre tudo isso permanece com o Vaticano, que confirmará ou não tais mudanças.

Na minha opinião isso é bom por algumas razões:

  • A missa vernacular se tornará mais fácil para o entendimento dos católicos mais simples, ou  que tem uma formação catequética menos aprimorada;
  • Vai acabar aquele “lenga-lenga” sem fim entre tradicionalistas e modernistas;
  • Vai amarrar todo processo litúrgico de uma forma simples e definida: as Comissões Episcopais sugerem, Roma confirma ou não e ponto final.

Resta agora aguardar como isso tudo vai se desenrolar, sobretudo aqui no Brasil onde temos a CNBB. Como já disse antes, respeito muito a nossa Comissão Episcopal, porém nesses quase dez anos de blog, já denunciei algumas trapalhadas feitas por parte de alguns assessores que infelizmente ligados a Teologia da Libertação fizeram coisas dignas de tais reprovações. Espero e peço aos senhores bispos que conduzam este processo com sabedoria e prudência, fazendo o melhor para Igreja e seu rebanho  (não para o povo, nem para movimentos e pastorais).

Dominus Vobiscum

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A hipocrisia não é própria do cristão, alerta o Santo Padre

Papa Francisco na Missa em Santa Marta. Foto: L'Osservatore Romano

Papa Francisco na Missa em Santa Marta. Foto: L’Osservatore Romano

O Papa Francisco celebrou hoje de manhã a Santa Missa na capela da Casa Santa Marta, onde assegurou que a vida do cristão é fazer a vontade de Deus e dar testemunho. Por sua vez, denunciou os cristãos que “falseiam” seu cristianismo e são hipócritas porque dizem uma coisa e fazem outra.

“Ser cristão significa fazer: fazer a vontade de Deus. E, no último dia – porque todos nós teremos um, né? – naquele dia, o que o Senhor nos pedirá? Dirá: ‘O que disseram de mim?’. Não! Ele nos perguntará sobre as coisas que fizemos”, manifestou o Santo Padre.

O Pontífice afirmou que “Deus é concreto” e denunciou que “muitos cristãos são hipócritas, ao invés de serem testemunho para outros”.

Ao comentar as leituras da liturgia do dia do profeta Isaías e o Evangelho de São Mateus, alertou sobre ‘dizer’ uma coisa e agir de outra maneira.

“O Senhor nos ensina o caminho do fazer. E quantas vezes encontramos pessoas – também nós, eh! – Na Igreja: ‘Oh, sou muito católico!’. ‘Mas o que você faz?’ Quantos pais se dizem católicos, mas nunca têm tempo para falar com os próprios filhos, para brincar com eles, para ouvi-los”, comentou.

“Talvez seus pais estejam num asilo, mas estão sempre ocupados e não podem ir visitá-los e os abandonam. ‘Mas sou muito católico, eh! Eu pertenço àquela associação’. Esta é a religião do dizer: eu digo que sou assim, mas faço mundanidade”, acrescentou.

Portanto, “dizer e não fazer” é uma enganação. As palavras de Isaías, destacou, indicam o que Deus prefere: “Deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem”, explicou o Santo Padre.

Em seguida o Papa Francisco disse: “A misericórdia do Senhor vai ao encontro daqueles que têm a coragem de discutir com Ele, mas discutir sobre a verdade, sobre as coisas que fazem ou não fazem, só para corrigir. E este é o grande amor do Senhor, nesta dialética entre o dizer e o fazer”.

Ao finalizar, o Pontífice pediu em sua homilia “que o Senhor nos dê esta sabedoria de entender bem onde está a diferença entre dizer e fazer e nos ensine o caminho do fazer e nos ajude a percorrê-lo, porque o caminho do dizer nos leva ao lugar onde estavam os doutores da lei, os clérigos, que gostavam se vestir e ser como majestades, não? E esta não é a realidade do Evangelho!”.

Fonte: ACI Digital

Papa Francisco reza em cemitério de bebês abortados…

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Foto: AFP – Site http://www.abc.es

“Taeahdongsan”. Um lindo jardim onde se pode ver uma estátua da Sagrada Família. Seria um belo cenário bucólico se não houve um detalhe triste: A imagem está rodeada de centenas cruzes de madeira brancas que representam os não-nascidos, ou seja, um cemitério de seres humanos abortados. Foi neste lugar que o Papa Francisco orou em silêncio neste sábado, em sua visita a Coréia do Sul.

A Coreia do Sul tem uma alta taxa de abortos, e segundo os últimos dados oficiais divulgados em 2005, foram praticadas 340 mil interrupções voluntárias da gravidez contra 440 mil nascimentos. A lei sul-coreana do aborto estabelece regras para a interrupção da gravidez, como estupro, incesto, perigo para a saúde da mãe e doenças hereditárias, e limita o procedimento até 24 semanas de gestação. Mas assim como no Brasil, raramente a lei para pune quem pratica o aborto.

Infelizmente a Coréia do Sul tem políticas de redução da taxa de fertilidade para combater a superpopulação, implantadas na década de 60 pelo governo.

Até onde procurei, não encontrei nenhum pronunciamento do Santo Padre com relação a este trecho da visita, porém diante da imagem que vemos quem precisa de palavras?

Qualquer ser humano que defenda a vida desde a sua concepção não tem como não se emocionar diante de um cenário triste e lamentável: centenas de túmulos de crianças que nem chegaram a nascer. E como não seriam seres humanos aqueles que foram enterrados?

É fato que poucos sites jornalísticos noticiaram a visita (talvez influenciados pelo capital dos abortistas ou pela ideologia da morte). Mas mesmo assim, imagens como estas correm o mundo, sobretudo pela internet, e mostram o comprometimento da Igreja Católica Apostólica Romana com a vida desde a sua concepção.

Quanto a nós brasileiros, cabe lutar (e lutar muito!) para que em um futuro próximo não tenhamos vários cemitérios de fetos, como o “Taeahdongsan” (haja vista que nosso governo atual é comprometidamente participativo da cultura da morte).

Pax Domini

Papa Francisco a universidades católicas: Preservem e defendam sua identidade

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O Papa Francisco recebeu em audiência ontem o Conselho Diretivo da Universidade Católica Notre Dame dos Estados Unidos, que inaugura um centro em Roma. Em seu discurso assinalou que as universidades católicas têm o dever de dar um testemunho inequívoco e indispensável para defender e sustentar a mensagem cristã, sua identidade católica e os ensinamentos da Igreja .

O Santo Padre recordou que em sua recente exortação Evangelii Gaudium reiterou “a dimensão missionária do discipulado cristão que deve ser relevante na vida das pessoas e na tarefa de qualquer instituição eclesial. Este compromisso de ‘discipulado missionário’, teria que perceber-se de forma especial nas universidades católicas que, por sua natureza, estão comprometidas em demonstrar a harmonia entre fé e razão e em evidenciar a importância da mensagem cristã para uma vida plena e autêntica”.

Por isso, explicou o Santo Padre “é essencial um testemunho decidido nas universidades católicas do ensinamento moral da Igreja e a defesa de sua liberdade, precisamente nas instituições formativas da Igreja e através delas, para defender esse ensinamento proclamado com autoridade pelo magistério de seus pastores”.

“Espero que a Universidade Notre Dame continue oferecendo o seu indispensável e inequívoco testemunho a esse aspecto da sua fundamental identidade católica, especialmente diante das tentativas, de onde quer que venham, de diluí-la. E isto é importante: sua identidade, como foi pensada do começo, para defendê-la, preservá-la e avançar nela!”

O Papa recordou logo o fundador da Universidade Notre Dame, o Padre Edward Sorin, que em 1842 fundou este centro de estudos com alguns religiosos da Congregação da Santa Cruz. Disse que a inspiração que o levou a esta iniciativa “continua sendo chave, também no século XXI, para a identidade que a caracteriza e para seu serviço à Igreja e à sociedade norte-americana”.

O Santo Padre indicou também que desde sua fundação, esta Universidade “deu uma notável contribuição à Igreja no seu país, comprometendo-se na educação religiosa dos jovens e no ensinamento de um saber inspirado na confiança na harmonia entre fé e razão para alcançar a verdade e a virtude”.

“Consciente da importância crítica deste apostolado para a nova evangelização, expresso a minha gratidão pelo compromisso que a Universidade Notre Dame mostrou durante os anos para apoiar e fortalecer a educação católica em primária e secundária nos Estados Unidos”.

Para concluir, o Papa pediu aos presentes que “rezem por mim neste ministério que recebi em serviço ao Evangelho e lhes asseguro minhas orações por vocês e por todos que estão associados a vocês na missão educativa da Universidade Notre Dame”.

Fonte: ACI Digital

Papa convoca católicos para dia de jejum e vigília pela paz na Síria

manchetes-siria-papa (1)A frase que mais ouvi na JMJ2013 no Rio de Janeiro foi a seguinte: – Esta é a juventude do Papa! Todos os dias ouvíamos isto nas ruas do Rio de Janeiro (várias vezes diga-se de passagem). Gente com camisetas, terços, cruzes e bandeiras passeavam na Orla de Copacabana bradando em alta voz a sua fidelidade a Igreja Católica e ao Papa Francisco. Realmente foi algo lindo de se ver!

Porém a vida dá voltas, o tempo passa e agora o Papa resolveu convocar não apenas a juventude do Papa, mas os tiozinhos do Papa, os velhinhos do Papa, a criançada do Papa… Enfim, todos aqueles que são católicos para um dia de jejum e vigília de oração. Ele disse:

“Irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro… Convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade. No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”. (Papa Francisco)

Ou seja, agora é hora de mais um gesto forte entre os cristãos, sobretudo da “Juventude do Papa”. É preciso que se organizem atos litúrgicos, momentos de oração, recitação do Santo Rosário, Adorações ao Santíssimo Sacramento… É preciso mobilizar a Igreja Católica e até os não católicos para assumirem um dia de oração (com jejum e penitência) junto com o Sumo Pontífice.

Sei que infelizmente existem muitos católicos que não tem o hábito de fazer jejum. O que deveria ser algo normal nas nossas vidas, tem se transformado em algo tão extraordinário que muitos só o fazem (quando fazem) na sexta feira santa. Mas é importante dedicar-se a esta causa sendo dócil ao pedido do Santo Padre. Para que o jejum seja válido é importante seguir algumas regrinhas básicas:

  • Tome o café da manhã
  • Faça uma oração oferecendo aquele dia de jejum pelas intenções do Santo Padre e pelas suas intenções particulares
  • Recolha-se ao silêncio o máximo que for possível
  • Opte por uma das formas de jejum ensinadas pela Igreja Católica (veja abaixo)
    • Penitência – Para doentes e pessoas que não tem o hábito de jejuar. Tome seu café da manhã e durante o dia faça apenas duas refeições (um lanche simples, e almoce ou jante). Se optar pelo almoço, no horário da janta faça um lanche simples (sanduíche e suco por exemplo). Se optar pela janta, faça um lanche na hora do almoço. Evite comer fora destes horários. Recuse doces, bolos, tortas e cafezinhos.
    • A base de líquidos – Depois do café, tome apenas líquidos. Sucos (não vitaminas) e chás são bem vindos. Nos horários de refeição, pode tomar um caldo (não sopa). Jante normalmente.
    • A base de pão e água – Depois do café, passe o dia à base de pão (puro) e água. Pode consumir pão caseiro desde que seja sem recheio. Evite comer o pão e beber a água ao mesmo tempo, pois pode dar dor de cabeça. Jante normalmente.
    • A base de água – Depois do café, tome apenas água. Jante normalmente.

Caso durante o dia você sinta dores de cabeça ou tenha algum tipo de doença, encerre o jejum e come normalmente. Lembre-se que o Papa exclamou que “a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!”. Agora é a hora da RCC em seus diversos grupos de oração se unirem e fazerem uma vigília, dos sacerdotes nas diversas paróquias do nosso país programarem uma adoração com seus paroquianos, ou até a recitação do Santo Terço… Pastorais e movimentos, ninguém pode ficar parado. No Vaticano a Vigília terá início às 19h00 e terminará às 24h00 (horário de Roma).

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Agora é com você. Repasse este texto adiante e mobilize a sua paróquia, comunidade ou grupo de jovens. Procure saber o que está acontecendo na Síria. Na medida do possível estarei escrevendo aqui também. Entre nessa conosco! Agora é a hora de mostrar a força da juventude do Papa!

Papa Francisco manda mensagem e benção apostólica às famílias brasileiras

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O Papa Francisco enviou no dia 06 de agosto (terça feira passada) uma benção apostólica para os fiéis, comunidades e paróquias que participam, no Brasil, da Semana Nacional da Família. A semana, que teve início ontem (dia 11 de agosto) e se encerra no próximo dia 17 do mesmo mês, tem como tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. O evento é animado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.  Na mensagem como vocês podem ver abaixo, o Sumo Pontífice nos fala sobre a missão dos pais em educar e testemunhar aos filhos a fé católica e na luta contra o aborto em todas as suas fases. Eis na íntegra da mensagem do Papa Francisco (os grifos são meus):

Queridas famílias brasileiras,

Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é “A transmissão e a educação da fé cristã na família”, encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos” (Carta Enc. Lúmem Fidei, 53). Neste sentido, os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus. De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida. Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a Benção Apostólica.

Papa Francisco – Vaticano, 6 de agosto de 2013

Fonte: Radio Vaticana

Conselho do Papa aos que aspiram o sacerdócio

papa bergoglioAtenção amigos seminaristas que visitam este singelo blog. O Papa deixou uma mensagem especial para vocês! O jornal ‘L’Osservatore Romano’, na edição desta ultima quarta-feira (07/08), trouxe informações importantes sobre o encontro do Papa Francisco com 60 jovens pertencentes ao grupo vocacional da Diocese de Bréscia, Itália, que aspiram aos diversos estados de vida, e foram ao Vaticano (à pé) em peregrinação por ocasião do 35º aniversário da morte do Papa Paulo VI. Como já disse antes, o grupo de jovens da Diocese de Bréscia era bastante heterogêneo, sendo formado por casais de namorados, jovens esposos, aspirantes a seminaristas, catequistas e jovens. Embora as palavras fossem ditas aos jovens italianos, elas também se aplicam a todos os jovens do mundo, mas a grande palavra dele fora dirigida aos jovens que aspiram ao sacerdócio.

O encontro aconteceu pouco depois das 18 horas e após os jovens realizarem todas as etapas da sua peregrinação. A breve conversa com o Papa não estava programada. Mas os jovens pediram, o bispo interviu e Francisco saiu para encontrá-los diante da Casa Santa Marta. Ele disse:

“Vos agradeço tanto por esta visita. Isto é muito bonito. Agrada-me muito”.  (Papa Francisco)

Os jovens estavam tão certos que o Papa Francisco não iria deixar de atender o seu pedido, que haviam até preparado um breve discurso de saudação. Eles agradeceram a Francisco pela confiança que deposita nos jovens e as orientações que lhes deu no dias da JMJ Rio 2013. Entre outras coisas, a jovem intérprete, em nome de todos, citou de memória algumas passagens marcantes dos discursos de Francisco no Rio. Ao acabar, o Papa demonstrou agradável surpresa e disse:

“Ehi! Mas que bela memória, te recordas de tudo?” (Papa Francisco)

Aos jovens presentes que pensam em entrar no seminário, o Papa recomendou para iniciarem este novo caminho ‘com seriedade’.

“Vocês verão que é uma alegria, uma alegria mas não uma brincadeira. É uma coisa séria. É como casar-se. Então, é uma escolha séria na vida. Porém, quando se leva uma coisa à sério, então ela torna-se bela. Mesmo se difícil”.  (Papa Francisco)

Pode ser uma frase simples, mas se torna uma frase de peso quando dita pelo Sumo Pontífice que convidou o jovem a optar por escolhas definitivas. Portanto, se é o seu desejo (e um belo desejo por sinal) ser padre um dia, considere verdadeiramente a observação do Papa. #FicaDica!

Dominus Vobiscum

Papa Francisco: Não se pode anunciar o Cristo sem a Igreja!

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“Todo batizado tem o dever de anunciar o Evangelho, Cristo, mas este anúncio não pode fazer-se sem a Igreja”. Foram estas as palavras do Papa Francisco em sua mensagem pelo 87º Dia Mundial das Missões divulgada hoje e que se celebra em 20 de outubro. O Santo Padre explicou ainda em sua mensagem que para este anúncio a pessoa deve ser capaz de aceitar a fé e deve ter a coragem de pôr sua confiança em Deus.

A história do Dia Mundial das Missões vem desde 1926, quando a Obra da Propagação da Fé, por sugestão do círculo missionário do seminário da cidade italiana de Sassari, propôs ao Papa Pio XI convocar um dia anual a favor da atividade missionária da Igreja universal. A petição foi acolhida favoravelmente, e no ano seguinte (1927) foi celebrado o primeiro “Dia Mundial das Missões para a propagação da fé”, estabelecendo que este seja comemorado cada penúltimo domingo de outubro, tradicionalmente reconhecido como mês missionário por excelência. Leia aqui na íntegra a mensagem do Papa Francisco (os grifos e negritos são meus):

“Queridos irmãos e irmãs,

Este ano celebramos o Dia Mundial das Missões enquanto se está concluindo o Ano da Fé, ocasião importante para reforçar a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia com coragem o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.

1. A fé é um dom precioso de Deus, o qual abre a nossa mente para que possamos conhecê-Lo e amá-Lo. Ele quer entrar em relação conosco para fazer-nos participar da sua própria vida e tornar a nossa vida mais cheia de significado, melhor, mais bela. Deus nos ama! A fé, porém, pede para ser acolhida, pede, isso é, a nossa resposta pessoal, a coragem de confiar-nos a Deus, de viver o seu amor, gratos pela sua infinita misericórdia.

É um dom, então, que não é reservado a poucos, mas que vem oferecido com generosidade. Todos deveriam poder experimentar a alegria de sentir-se amado por Deus, a alegria da salvação! E é um dom que não se pode ter só para si mesmo, mas que deve ser compartilhado. Se nós queremos tê-lo somente para nós mesmos, nos tornaremos cristãos isolados, estéreis e doentes.

O anúncio do Evangelho faz parte do ser discípulos de Cristo e é um empenho constante que anima toda a vida da Igreja. “O zelo missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial”. Toda comunidade é “adulta” quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la também às “periferias”, sobretudo a quem não teve ainda a oportunidade de conhecer Cristo.

A solidez da nossa fé, em nível pessoal e comunitário, é medida também pela capacidade de comunicá-la aos outros, de difundi-la, de vivê-la na caridade, de testemunhá-la a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida.

2. O Ano da Fé, a cinquenta anos do início do Concílio Vaticano II, é de estímulo para que toda a Igreja tenha uma renovada consciência da sua presença no mundo contemporâneo, da sua missão entre os povos e as nações. A missionariedade não é somente uma questão de territórios geográficos, mas de povos, de culturas e de indivíduos, propriamente porque os “confins” da fé não atravessam somente lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e de cada mulher.

O Concílio Vaticano II destacou de modo especial como a tarefa missionária, a tarefa de alargar os confins da fé, seja própria de cada batizado e de todas as comunidades cristãs: “Porque o povo de Deus vive nas comunidades, especialmente naquelas diocesanas e paroquiais, e nessas de todo modo aparece de forma visível, cabe também a estas comunidades dar testemunho de Cristo diante das nações“.

Toda comunidade é então interpelada e convidada a fazer próprio o mandato confiado por Jesus aos Apóstolos de ser suas “testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”, não como um aspecto secundário da vida cristã, mas como um aspecto essencial: todos somos enviados nas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos anunciadores do seu Evangelho.

Convido os Bispos, os Presbíteros, os Conselhos presbiterais e pastorais, toda pessoa e grupos responsáveis na Igreja a dar ênfase à dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio compromisso apostólico não é completo se não contém o propósito de “dar testemunho de Cristo diante das nações”, diante de todos os povos. A missionariedade não é somente uma dimensão programática na vida cristã, mas também uma dimensão paradigmática que abrange todos os aspectos da vida cristã.

3. Muitas vezes a obra de evangelização encontra obstáculos não somente em seu lado externo, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às vezes são frágeis o fervor, a alegria, a coragem, a esperança no anunciar a todos a Mensagem de Cristo e no ajudar os homens de nosso tempo a encontrá-Lo. Às vezes se pensa ainda que levar a verdade do Evangelho seja fazer violência à liberdade.

Paulo VI tem palavras iluminadoras quanto a isso: “Seria…um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a esta consciência a verdade evangélica e a salvação de Jesus Cristo com plena clareza e no respeito absoluto das livres opiniões que essa fará…é uma homenagem a esta liberdade”.

Devemos ter sempre a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo, de fazer-nos portadores do seu Evangelho. Jesus veio em meio a nós para indicar o caminho de salvação, e confiou também a nós a missão de fazê-lo conhecer a todos, até os confins da terra. Muitas vezes vemos que são a violência, a mentira, o erro a serem colocados em destaque e propostos.

É urgente fazer resplandecer no nosso tempo a vida boa do Evangelho com o anúncio e o testemunho, e isto a partir do interior da própria Igreja. Porque, nesta perspectiva, é importante não esquecer nunca um princípio fundamental para todo evangelizador: não se pode anunciar Cristo sem a Igreja. Evangelizar não é nunca um ato isolado, privado, mas sempre eclesial.

Paulo VI escrevia que “quando o mais desconhecido pregador, missionário, catequista ou pastor anuncia o Evangelho, reúne a comunidade, transmite a fé, administra um Sacramento, mesmo se está sozinho, cumpre um ato de Igreja”. Ele não age “por uma missão atribuída a si mesmo, nem em força de uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome dessa” (ibidem). E isto dá força à missão e faz cada missionário e evangelizador sentir que não está nunca sozinho, mas faz parte de um único Corpo animado pelo Espírito Santo.

4. Na nossa época, a mobilidade difusa e a facilidade de comunicação através das novas mídias têm fundido entre eles os povos, os conhecimentos, as experiências. Por motivo de trabalho, famílias inteiras se deslocam de um continente a outro; as trocas profissionais e culturais, então, o turismo e fenômenos análogos empurram a um amplo movimento de pessoas.

Às vezes se torna difícil mesmo para as comunidades paroquiais conhecer de modo seguro e aprofundado quem está de passagem ou quem vive estavelmente no território. Além disso, em áreas sempre mais amplas das regiões tradicionalmente cristãs cresce o número daqueles que são estranhos à fé, indiferentes à dimensão religiosa ou animados por outras crenças. Não raramente, então, alguns batizados fazem escolhas de vida que lhes conduzem para longe da fé, tornando-se assim necessitados de uma “nova evangelização”.

A tudo isto se soma o fato de que ainda uma ampla parte da humanidade não foi alcançada pela boa notícia de Jesus Cristo. Vivemos, então, em um momento de crise que toca vários setores da existência, não somente aquele da economia, das finanças, da segurança alimentar, do ambiente, mas também aquele do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam.

Também a convivência humana é marcada por tensões e conflitos que provocam insegurança e cansaço de encontrar o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem caminhos de nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar com coragem em toda realidade o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio de que o poder de amor de Deus é capaz de vencer as trevas do mal e guiar no caminho do bem.

O homem do nosso tempo tem necessidade de uma luz segura que ilumina a sua estrada e que somente o encontro com Cristo pode dar. Levemos a este mundo, com o nosso testemunho, com amor, a esperança doada pela fé! A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas sim testemunho de vida que ilumina o caminho, que leva esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas é uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que têm vivido e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar esta Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É propriamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.

5. Gostaria de encorajar todos a fazerem-se portadores da boa notícia de Cristo e sou grato de modo particular aos missionários e as missionárias, aos presbíteros fidei donum, aos religiosos e às religiosas, aos fiéis leigos – sempre mais numerosos – que acolhendo o chamado do Senhor, deixam a própria pátria para servir o Evangelho em terras e culturas diferentes. Mas gostaria ainda de destacar como as próprias jovens Igrejas estão se empenhando generosamente no envio de missionários às Igrejas que se encontram em dificuldade – não raramente Igrejas de antigo cristianismo – levando assim o frescor e o entusiasmo com o qual vivem a fé que renova a vida e doa esperança.

Viver este alento universal, respondendo ao mandato de Jesus “ide, portanto, e fazei discípulos todos os povos” é uma riqueza para toda Igreja particular, para toda comunidade, e doar missionários e missionárias não é nunca uma perda, mas um ganho. Faço apelo a quantos percebem tal chamado a corresponder generosamente à voz do Espírito, segundo o próprio estado de vida, e a não ter medo de ser generoso com o Senhor.

Convido também os Bispos, as famílias religiosas, as comunidades e todas as agregações cristãs a apoiar, com clarividência e atento discernimento, o chamado missionário ad gentes e de leigos para reforçar a comunidade cristã. E esta deveria ser uma atenção presente também entre as Igrejas que fazem parte de uma mesma Conferência Episcopal ou de uma Região: é importante que as Igrejas mais ricas de vocações ajudem com generosidade aquelas que sofrem pela sua escassez.

Junto a isso exorto os missionários e as missionárias, especialmente os presbíteros fidei donum, e os leigos a viver com alegria o seu precioso serviço nas Igrejas às quais são enviados, e a levar a sua alegria e a sua experiência às Igrejas da qual partiram, recordando como Paulo e Barnabé ao término da sua primeira viagem missionária “referindo tudo aquilo que Deus tinha feito com eles e como tinha aberto aos gentios a porta da fé”. Esses podem transformar um caminho para uma espécie de “restituição” da fé, levando o frescor das jovens Igrejas, a fim de que as Igrejas de antigo cristianismo reencontrem o entusiasmo e a alegria de partilhar a fé em uma troca que é enriquecimento recíproco no caminho de seguir o Senhor.

A solicitude para com todas as Igrejas, que o Bispo de Roma partilha com os irmãos Bispos, encontra uma importante atuação no compromisso das Pontifícias Obras Missionárias, que têm o foco de animar e aprofundar a consciência missionária de cada batizado e de cada comunidade, seja chamando a atenção para a necessidade de uma mais profunda formação missionária de todo Povo de Deus, seja alimentando a sensibilidade das Comunidades cristãs a oferecer a sua ajuda em favor da difusão do Evangelho no mundo.

Um pensamento enfim dirijo aos cristãos que, em várias partes do mundo, encontram-se em dificuldade no professar abertamente a própria fé e no ver reconhecido o direito de vivê-la dignamente. São nossos irmãos e irmãs, testemunhas corajosas – ainda mais numerosos que os mártires nos primeiros séculos – que suportam com perseverança apostólica as várias formas atuais de perseguição. Não poucos arriscam mesmo a vida para permanecer fiéis ao Evangelho de Cristo. Desejo assegurar que sou próximo com a oração às pessoas, às famílias e às comunidades que sofrem violência e intolerância e repito as palavras consoladoras de Jesus: ‘Coragem, eu venci o mundo’.

Bento XVI exortava: “A Palavra do Senhor se propague e seja glorificada”. Possa este Ano da Fé tornar sempre mais equilibrado o relacionamento com Cristo Senhor, porque somente Nele está a certeza para olhar para o futuro e a garantia de um amor autêntico e duradouro”. É o meu desejo para o Dia Mundial das Missões deste ano. Abençoo de coração os missionários e as missionárias e todos aqueles que acompanham e apoiam este compromisso fundamental da Igreja a fim de que o anúncio do Evangelho possa ecoar em todos os cantos da terra, e nós, ministros do Evangelho e missionários, experimentemos “a doce e confortante alegria de evangelizar”.

Do Vaticano, 19 de maio de 2013, Solenidade de Pentecostes

Francisco”.

O Papa Francisco é o líder mais influente no Twitter, revela estudo

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Um estudo do Projeto Reputation Metrics de Media Reputation Intangibles (MRI) da Universidade de Navarra (Espanha) revelou que embora não seja o usuário com o maior número de seguidores e que só tenha feito 100 publicações nesta rede social, o Papa Francisco definitivamente é o líder mundial com mais influência no Twitter.

Segundo o estudo, os mais de 22 mil retweets (RTs) que recebe cada publicação do Santo Padre no Twitter, convertem-no “com muita diferença”, no “líder com maior impacto e influência” nesta rede social.

“O segundo classificado, Nicolás Maduro, gera menos de 5.000 RT por tweet. Barack Obama, que era o líder indiscutível por popularidade (número de seguidores), fica em quarto lugar nesta classificação”, assinalou o relatório do projeto da Universidade de Navarra. O estudo também destacou o aumento em 161 por cento no número de seguidores nas contas do Papa Francisco em diversos idiomas.

“No fim da sede vacante de Bento XVI, as contas @Pontifex somavam 3 milhões de seguidores. As boas-vindas ao novo Papa supôs ganhar 800,000 seguidores em 4 dias (17 de março de 2013). No fim de junho conseguiu dobrar a quantidade inicial de seguidores. No fim de julho quebrou a barreira dos 8 milhões de seguidores”.

A investigação encontrou também um grande crescimento de seguidores de língua espanhola (300%), enquanto que os que falam inglês aumentaram em (71%).

Porém a conta que apresentou o maior crescimento foi a de língua portuguesa, que ganhou seguidores na ordem de 500%. Isto certamente pelo efeito da visita do Papa Francisco ao Brasil com ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013. De acordo com o estudo, o tweet mais popular do Santo Padre foi o realizado depois de sua eleição, em março deste ano.

Nessa ocasião publicou: “Queridos amigos, de coração vos agradeço e peço para continuardes a rezar por mim. Papa Francisco.”, alcançando 98.100 retweets e 55.200 marcações como favorito.

Da ACI Digital

O Papa não liberou o homossexualismo! Isto é invenção da imprensa. Entenda o porquê…

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Eu sabia que isso ia acontecer, só não esperava que fosse tão rápido. Mais cedo ou mais tarde a imprensa acabaria fazendo o que faz de melhor (ou de mais nojento): Distorcer as palavras do Santo Padre. O Pontífice tinha razão quando disse ainda na sua saída de Roma para o Brasil, que estar ao lado dos jornalistas era como estar cercado de “lobos ferozes”.

Mesmo o Papa tendo falado de compromisso e responsabilidade, mesmo discursando contra a “cultura do provisório, do relativo”, defendendo o valor da família e do matrimônio, os jornalistas ativistas (ou ativistas jornalistas) insistem em tentar criar uma imagem de um Papa progressista, nem que para isso eles tenham que “manipular” a informação.

Nós católicos precisamos ter muito cuidado com a leitura que a mídia faz das declarações dos Papas, Cardeais, Bispos e Padres. Quando escrevem ou falam fé e a Igreja, a grande maioria dos jornalistas e teólogos (os formadores de opinião), querem forçar a barra, no intuito de militar contra a Igreja de Cristo e a favor de um “progressismo” que não ajuda em nada a Igreja – ao contrário, que ferem os grandes valores do cristianismo.

Ainda no avião enquanto regressava a Roma o Papa Francisco concedeu uma entrevista aos jornalistas da sua comitiva no avião. O Pontífice abordou temas espinhosos; entre eles, a questão da homossexualidade.

Aqui um grande parênteses: Não falou nada de novo em matéria moral. Leia o que ele disse:

“Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade.”

Bastou esta frase para que vários portais de notícias festejassem o que na opinião deles seria o consentimento da igreja para o ato homossexual. Nada mais falso. Antes da frase acima ele falou algo que a imprensa fez questão de não citar:

“Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a orientação homossexual não é pecado, mas os atos, sim.”

Para não deixar nenhuma dúvida, vamos ler o trecho do Catecismo ao qual o próprio Papa remete. Assim não deixemos que haja dúvidas sobre um provável desacordo entre as palavras do Papa e o ensinamento moral da Igreja. Leiamos o parágrafo 2358:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.” (CIC§2358)

Moral da história: a Igreja continua condenando o pecado, não o pecador. E, justamente porque o ama, chama-o à conversão, à castidade. Por causa de sua condição, eles não devem ser injustamente discriminados, mas tratados com respeito e dignidade. Este é o ensinamento da Igreja e esta é a referência do Papa.

Agora a grande prova da maldade da imprensa em deturpar as palavras do Papa, foi a omissão de um trecho da entrevista. Quado perguntado sobre porque não falou aos jovens sobre questões polêmicas como o aborto ou o “casamento” gay, o Santo Padre disse:

“A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso. Eu não queria voltar a falar sobre isso. Não era necessário voltar a falar sobre isso, como também não era necessário falar sobre outros assuntos. Eu também não falei sobre o roubo, sobre a mentira. Para isso, a igreja tem uma doutrina clara. Queria falar de coisas positivas, que abrem caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da igreja”.

Não satisfeito, o repórter perguntou:

E a (posição) do papa?

O resultado foi uma resposta do Papa Francisco, digna do Papa Francisco (que mais pareceu um golpe de direita no queixo):

(A posição do Papa) É a da Igreja, eu sou filho da Igreja”.

A questão é: Porque nenhum meio de comunicação noticiou este fato?

Talvez encontremos a resposta quando perguntamos: A quem interessa o “lobby gay”? A quem interessa o “lobby abortista”? Termino esta matéria indicando o excelente texto do Wagner Moura do blog “O Possível e o extraordinário”.

Pax Domini