Evangelho do Dia:: Que eles sejam um

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para serem um só, como Nós somos! Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura. Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria. Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno. De fato, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo, e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade. (Jo 17,11b-19)

Comentário feito por Concílio Vaticano II Constituição sobre a Igreja Lumen Gentium

A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante Povo de Deus contribui para a união, já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos outros e aos fiéis: e estes dêem alegremente a sua colaboração aos pastores e mestres. Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e actividades consagra em unidade os filhos de Deus, porque um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas (1 Cor. 12,11).

Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por irmão a Cristo, o Qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser servido mas para servir (Cf. Mt. 20,28), de igual modo têm por irmãos aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo, de modo que o mandamento da caridade seja por todos observado. A este respeito diz belissimamente Santo Agostinho: Aterra-me o ser para vós, mas consola-me o estar convosco. Sou para vós como bispo; estou convosco como cristão. Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo; aquele, de risco; este, de salvação.

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Evangelho do Dia:: Pai, glorifica o teu Filho

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus, levantando os olhos ao céu, exclamou: Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória, segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste. Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste. Eu manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a realizar. E agora Tu, ó Pai, manifesta a minha glória junto de ti, aquela glória que Eu tinha junto de ti, antes de o mundo existir. Dei-te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, me deste. Eles eram teus e Tu mos entregaste e têm guardado a tua palavra. Agora ficaram a saber que tudo quanto me deste vem de ti, pois as palavras que me transmitiste Eu lhas tenho transmitido. Eles receberam-nas e reconheceram verdadeiramente que Eu vim de ti, e creram que Tu me enviaste. É por eles que Eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me confiaste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e o que é teu é meu; e neles se manifesta a minha glória. Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti. Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como Nós somos! (Jo 17,1-11a)

Comentário feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Há pessoas que pensam que o Filho foi glorificado pelo Pai na medida em que Ele não O poupou, mas O entregou por todos nós (Rom. 8,32). Mas, se Ele foi glorificado na Sua Paixão, quanto mais o não foi na Sua ressurreição! Na Paixão, a Sua humildade aparece mais do que o Seu esplendor. […] A fim de que o mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo (1 Tm 2,5), fosse glorificado na Sua ressurreição, foi humilhado na Sua Paixão. […] Nenhum cristão duvida: é evidente que o Filho foi glorificado sob a forma de servo, que o Pai ressuscitou e fez sentar à Sua direita (Fil 2,7; Ac 2,34).

Mas o Senhor não diz apenas: Pai, glorifica o Teu Filho; acrescenta: para que o Teu Filho Te glorifique. Pergunta-se, e com razão, como é que o Filho glorificou o Pai. […] Na verdade, a glória do Pai, em si mesma, não pode aumentar nem diminuir. No entanto, era menor entre os homens quando Deus só era conhecido na Judeia e os Seus servos não louvavam o nome do Senhor desde o nascer ao pôr do sol (Sl 75,2; 112,1-3). Isto foi consequência do Evangelho de Cristo, que deu a conhecer às nações o Pai através do Filho: e foi assim que o Filho glorificou o Pai.

Se o Filho tivesse apenas morrido e não tivesse ressuscitado, não teria sido glorificado pelo Pai nem o Pai por Ele. Agora, glorificado pelo Pai na Sua ressurreição, glorifica o Pai pela pregação da Sua ressurreição. Isto vê-se na própria ordem das palavras: Pai, glorifica o Teu Filho, para que o Teu Filho Te glorifique, como se dissesse: Ressuscita-Me, para que, por Mim, sejas conhecido em todo o universo. […] Nesta vida, Deus é glorificado quando a pregação O dá a conhecer aos homens; e é pregado pela fé dos que crêem n’Ele.

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Evangelho do Dia:: Coragem! Eu venci o mundo!

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disseram-lhe os seus discípulos: Agora, sim, falas claramente e não usas nenhuma comparação. Agora vemos que sabes tudo e não precisas de que ninguém te faça perguntas. Por isso, cremos que saíste de Deus! Disse-lhes Jesus: Agora credes? Eis que vem a hora e já chegou em que sereis dispersos cada um por seu lado, e me deixareis só, se bem que Eu não esteja só, porque o Pai está comigo. Anunciei-vos estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo! (Jo 16,29-33)

Comentário feito pelo Bem-aventurado Tito Brandsma (1881-1942), carmelita holandês, mártir

Por muito que amemos a paz e todos tenhamos no fundo do coração a esperança de que a nossa acção em seu favor não será inútil, nem vós nem eu podemos escapar à pressão destes tempos. Significa isso que não podemos libertar-nos da dúvida geral de que, segundo as leis da História, alguma coisa possa mudar: de cada vez que uma guerra sucede a outra, é um golpe mortal que a causa da paz recebe. Vivemos ainda demasiado sob a influência daqueles que defendem que recorrer às armas para vencer a guerra é o melhor caminho para alcançar a paz. […]

É no entanto extraordinário verificar que, ao longo dos séculos, têm constantemente surgido heróis e mensageiros de paz. Encontramos estes mensageiros, estes apóstolos de paz, em qualquer tempo e em qualquer lugar e, hoje em dia, por sorte que até nem faltam. Mas nenhum desses mensageiros de paz alcançou eco tão duradouro como Aquele a Quem […] chamamos Príncipe da Paz (Is 9,5). Permitai que vos relembre quem é este Mensageiro. No Domingo de Páscoa, parecia que os Apóstolos haviam perdido toda a esperança, depois da morte de Cristo na cruz. E, quando aos olhos do mundo a missão de Cristo estava acabada e mais não era do que um fracasso para esquecer, eis que Ele lhes aparece, reunidos no Cenáculo com medo dos seus opositores e, em vez de declarações beligerantes contra os Seus adversários, ouvem-n’O dizer-lhes: Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, e não é à maneira do mundo que vo-la dou! (Jo 14,27).

Gostava de repetir-vos esta palavra, de fazê-la ressoar pelo mundo fora, sem sequer me preocupar com quem a ouvirá. Gostava de repeti-la tantas vezes que, mesmo que […] não a aceitássemos, acabaríamos por escutá-la até chegarmos a compreendê-la.

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Evangelho do Dia:: Pai santo, Tu que a Mim Te deste, guarda-os em Ti, para serem um só

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado. Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demónios, falarão línguas novas, apanharão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não sofrerão nenhum mal; hão-de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados. Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus. Eles, partindo, foram pregar por toda a parte; o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra com os sinais que a acompanhavam. (Mc 16,14-20)

Comentário feito por Concílio Vaticano II – Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium)

A Santa Igreja, por instituição divina, é organizada e governada com uma variedade admirável. Assim como num mesmo corpo temos muitos membros, e nem todos têm a mesma função, assim, sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros (Rm 12, 4-5).

Um só é, pois, o Povo de Deus: um só Senhor, uma só fé, um só Batismo (Ef 4,5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo, porque não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos vós sois um (Gl 3,28 gr.; cfr. Cl 3,11).

Portanto, ainda que, na Igreja, nem todos sigam pelo mesmo caminho, todos são, contudo, chamados à santidade, e a todos coube a mesma fé pela justiça de Deus (cfr. 2 Pe 1,1). Ainda que, por vontade de Cristo, alguns sejam constituídos doutores, dispensadores dos mistérios e pastores em favor dos demais, reina, porém, igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação, comum a todos os fiéis, em favor da edificação do corpo de Cristo.

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Evangelho do Dia:: Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há-de gozar. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria! A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque chegou a sua hora; mas, quando deu à luz o menino, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo. Também vós vos sentis agora tristes, mas Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Nesse dia, já não me perguntareis nada. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará. (Jo 16,20-23a)

Comentário feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África) e doutor da Igreja

Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos (Fl 4,4). O apóstolo Paulo ordena-nos que sejamos felizes, mas no Senhor, e não segundo o mundo. Como está dito nas Escrituras: Quem quiser ser amigo deste mundo torna-se inimigo de Deus! (Tg 4,4). Tal como não podemos servir a dois senhores (Mt 6,24), também não podemos ser felizes, simultaneamente, no mundo e no Senhor. Que a alegria no Senhor prevaleça, portanto, até que desapareça a alegria pelas coisas do mundo; que a alegria no Senhor aumente sempre […]. Não digo isto significando que, porque vivemos no mundo, nunca nos devamos alegrar; mas para que, mesmo vivendo no mundo, sejamos felizes no Senhor.

Haverá quem diga, porém: Estou neste mundo; se sou feliz, sou feliz aqui, onde estou. E então? Porque estás no mundo, não estás no Senhor? Escuta ainda São Paulo […] acerca de Deus e do Senhor, nosso Criador: É n’Ele, realmente, que vivemos, nos movemos e existimos (At 17,28). Porque Ele está em todo o lado; haverá lugar onde não esteja? Não era sobre isto que ele nos exortava? O Senhor está próximo. Por nada vos deixeis inquietar (Fl 4,5-6).

Grande mistério, este: Ele subiu aos céus, e está próximo dos que habitam a Terra. Quem, portanto, poderá estar simultaneamente longe e tão perto, a não ser Aquele que, por misericórdia, se aproximou tanto de nós?

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Evangelho do Dia:: Para ir onde Eu vou, conheceis o caminho

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Ainda um pouco, e deixareis de me ver; e um pouco mais, e por fim me vereis. Disseram entre si alguns dos discípulos: Que é isso que Ele nos diz: ‘Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis’? E também: ‘Eu vou para o Pai’? Diziam, pois: Que quer Ele dizer com isto: ‘Ainda um pouco’? Não sabemos o que Ele está a anunciar! Jesus, percebendo que o queriam interrogar, disse-lhes: Estais entre vós a inquirir acerca disto que Eu disse: ‘Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis’? Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há-de gozar. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria! (Jo 16,16-20)

Comentário feito por Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo

Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao Céu. […] Os membros do Corpo de Cristo devem seguir o seu chefe, a sua cabeça, que foi arrebatado hoje. Ele precedeu-nos, para nos preparar um lugar (cf. Jo 14,2), para que nós, que O seguimos, possamos dizer como a noiva do Cântico dos Cânticos: Arrasta-me atrás de ti (1,4). […]

Queremos segui-Lo? Devemos ter também em consideração o caminho que Ele nos mostrou durante trinta e três anos: caminho de pobreza, de despojamento, por vezes muito amargos. Mas temos de seguir esse mesmo caminho se quisermos chegar, com Ele, acima de todos os céus. Mesmo quando todos os mestres estiverem mortos e todos os livros queimados, encontraremos sempre, na Sua santa vida, um ensinamento suficiente, pois Ele mesmo é o caminho e nenhum outro (cf. Jo 14,6). Sigamo-Lo, portanto.

Tal como o íman atrai o ferro, assim o amável Cristo atrai a Si todos os corações a quem tocou. O ferro tocado pela força do íman é elevado acima do que lhe é natural, sobe, seguindo-o, embora isso seja contrário à sua natureza. Já não tem repouso até ser elevado acima de si próprio. Assim também, todos aqueles que são tocados no mais fundo do coração por Cristo já não retêm, nem a alegria, nem o sofrimento. Elevaram-se acima de si próprios até Ele. […]

Quando não somos tocados não devemos imputá-lo a Deus. Deus toca, empurra, adverte e deseja igualmente todos os homens, quer da mesma maneira a todos os homens, mas a Sua acção, a Sua advertência e os Seus dons são recebidos e aceites de formas muito diversas. […] Nós amamos e procuramos outras coisas que não Ele, por isso os dons que Deus oferece sem cessar a cada homem ficam muitas vezes por utilizar. […] Só poderemos sair desse estado de alma com um zelo corajoso e decidido e com uma oração muito sincera, interior e perseverante.

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Evangelho do Dia:: O Espírito da verdade nos guiará a verdade!

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: ‘Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer’. (Jo 16,12-15)

Comentário feito por Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas

A chave do conhecimento (Lc 11,52) não é senão a graça do Espírito Santo, que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real, e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com declarações mais claras. […] Prestai pois muita atenção ao sentido espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá. Porque, disse o Bom Pastor, é a ele que o porteiro abre (Jo 10,3). Mas, se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse: Ninguém vai ao Pai senão por Mim (Jo 14,6).

Ora, é o Espírito Santo Quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: O Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, dará testemunho a Meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade (Jo 15,26; 16,13). Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a conhecer inseparavelmente. […]

Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e n’Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos iluminados pela luz do conhecimento. Somos batizados do alto, recebemos um novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis (Rom 8,26). E ainda: Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: ‘Abba, Pai’ (Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz inacessível.

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Evangelho do Dia:: Se não deixais partir aquilo que amais, não obtereis o que desejais

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza. Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei. E quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento: de uma culpa, pois não creram em mim; de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis; de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado. (Jo 16,5-11)

Comentário feito por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja

O Espírito Santo estendeu sobre a Virgem Maria a Sua sombra (Lc 1,35) e, no dia de Pentecostes, fortificou os apóstolos; a Ela, fê-lo para suavizar o efeito da vinda da divindade ao seu corpo virginal e a eles, para os revestir com a força do alto (cf. Lc 24,49), isto é, com a mais ardente caridade. […] Como teriam eles, na sua fraqueza, podido cumprir a sua missão de triunfar sobre a morte sem esse amor, mais forte que a morte, e de não permitir que as portas do abismo prevalecessem sobre eles sem esse amor mais inflexível que o abismo? (cf. Mt 16,18; Ct 8,6) Ora, ao ver esse zelo, alguns julgavam-nos ébrios (cf. At 2,13). Efetivamente, estavam ébrios, mas de um vinho novo […], aquele que a verdadeira videira deixara derramar do alto do céu, aquele que alegra o coração do homem (cf. Jo 15,1; Sl 103,15). […] Era um vinho novo para os habitantes da terra mas, no céu, encontrava-se em abundância […], jorrava em golfadas pelas ruas e pelas praças da cidade santa, por onde espalhava a alegria do coração. […]

Assim, havia no céu um vinho especial que a terra desconhecia. Mas a terra tinha também qualquer coisa que lhe era própria e que era a sua glória — a carne de Cristo — e os céus tinham uma grande sede da presença dessa carne. Quem poderia impedir essa troca tão certa e tão rica em graça entre o céu e a terra, entre os anjos e os apóstolos, de forma que a terra possuísse o Espírito Santo e o céu a carne de Cristo? […] Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós, disse Jesus. Quer dizer, se não deixais partir aquilo que amais, não obtereis o que desejais. É melhor para vós que Eu vá e que vos transporte da terra ao céu, da carne ao espírito; pois o Pai é espírito, o Filho é espírito e o Espírito Santo é também espírito. […] E o Pai é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade (Jo 4,23-24).

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Evangelho do Dia:: São Matias, testemunha da Ressurreição, escolhido por Deus

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor. Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei- -vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai. Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá. É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros. (Jo 15,9-17)

Comentário feito por São João Crisóstomo (c.345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (At 1,15ss.), Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu zelo e dado que era o primeiro dentro do grupo, foi o primeiro a tomar a palavra [e] disse: Irmãos, é necessário escolher de entre […] os homens que andaram conosco. Reparai como se empenha em que tenham sido testemunhas oculares; embora o Espírito Santo houvesse de vir depois sobre eles, dá a isso grande importância. Dentre os homens que andaram conosco, todo o tempo que o Senhor Jesus passou no meio de nós. Refere-se àqueles que viveram com Jesus e não aos que eram apenas discípulos. De fato, eram muitos os que O seguiam desde o princípio […] até ao dia em que nos foi levado para o alto; é necessário, pois, que um deles se torne conosco testemunha da Sua Ressurreição.

Não disse: testemunha de tudo o mais; mas só: testemunha da Ressurreição. Na verdade, seria mais digno de fé quem pudesse testemunhar: Aquele que vimos comer e beber e que foi crucificado, foi Esse que ressuscitou. Não interessava ser testemunha do tempo anterior nem do seguinte, nem dos milagres, mas simplesmente da Ressurreição. Porque todos os outros fatos eram manifestos e públicos; só a Ressurreição se tinha realizado secretamente e só eles a conheciam.

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Evangelho do Dia:: Eu e o Pai somos um

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do templo. Era Inverno. Jesus passeava pelo templo, debaixo do pórtico de Salomão. Rodearam-no, então, os judeus e começaram a perguntar-lhe: Até quando nos deixarás na incerteza? Se és o Messias, di-lo claramente. Jesus respondeu-lhes: Já vo-lo disse, mas não credes. As obras que Eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho a meu favor; mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem ninguém as arrancará da minha mão. O que o meu Pai me deu vale mais que tudo e ninguém o pode arrancar da mão do Pai. Eu e o Pai somos Um. (Jo 10,22-30)

Comentário feito por Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas ortodoxas

Enviado e vindo do Pai, o Verbo desceu
E habitou, inteiro, nas entranhas da Virgem.
Tal como inteiro estava no Pai
E inteiro esteve nesse seio virginal,
Inteiro está no Todo, Ele que nada pode conter. […]
Permanecendo inalterado, assumiu a condição de escravo (Fl 2,7)
E, incarnando neste mundo, tornou-Se em tudo um homem. […]
Como afirmar o que nem aos anjos pode ser explicado,
Nem aos arcanjos, nem a todos os seres criados?
Sendo de maneira legítima inteligível,
Não podemos sequer exprimi-lo,
Nem o nosso espírito compreendê-lo na totalidade.

Como, então, é Deus e homem, e homem-Deus,
E Filho inteiro do Pai, de modo inseparável?
Como Se tornou Filho da Virgem e foi dado à luz neste mundo,
Como permaneceu para nós impossível de ser contido?
Remeter-te-ás ao silêncio perante tudo isto.
E, mesmo que quisesses falar,
Ao teu espírito faltariam as palavras,
E à tua língua eloquente restaria o emudecimento. […]

Glória a Ti, Pai, Filho e Espírito Santo,
Divindade inatingível para nós, indivisível na Sua natureza.
Adoramos-Te no Espírito Santo,
Nós os que possuímos o Teu Espírito, de Ti recebido.
Vendo a Tua glória, não Te procuramos sem pensar,
Mas no Teu Espírito é que Te descobrimos,
Pai ingerado, e ao Teu Verbo, de Ti gerado.
E assim adoramos a Trindade una e sem mescla
Na Sua única Divindade, Poder e Soberania.

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