Como o Espírito Santo atua na Igreja?

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Estamos terminando a nossa breve catequese sobre o Espírito Santo. Mais para frente voltaremos a falar sobre Ele, quando formos trabalhar os dons do Espírito Santo. Porém existe um último assunto que precisamos comentar aqui no blog: Como este Espírito Santo atua na Igreja de Cristo?

Sabemos que cada pessoa da Santíssima Trindade tem um papel determinado na história da salvação e sabemos também que a Igreja é o caminho seguro para que nós possamos encontrar a nossa intimidade com Deus. Portanto quando se trata do Espírito Santo, é importante conhecermos a forma que ele atua em nós.

O Espírito edifica, anima e santifica a Igreja: Espírito de Amor, Ele torna a dar aos batizados a semelhança divina perdida por causa do pecado, e faz com que eles vivam em Cristo da própria Vida da Santíssima Trindade.

Ele nos envia a testemunhar a Verdade de Cristo e organiza-os nas suas mútuas funções, para que todos deem os frutos do Espírito conforme São Paulo nos mostra na sua carta aos Gálatas (5,22). Esta ação se dá muitas das vezes por meio dos sacramentos, onde Cristo comunica aos membros do Seu Corpo o Seu Espírito e a graça de Deus que produz os frutos de vida nova, segundo o Espírito.

Finalmente, o Espírito Santo é o Mestre da oração. Ele quem nos ajuda a falar com Deus, inspirando nossa alma, nossa mente e nosso intelecto.

Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.” (Rm 8, 26)

Sabemos que o Espírito Santo age onde quer e como quer, mas sendo Ele a terceira pessoa da Santíssima Trindade, em nada Ele irá contrariar aquilo que já foi firmado em conjunto com o Pai e o Filho.

Independente de quem está presidindo a celebração, independente de gostarmos ou não desta pessoa, e digo mais, independente desta pessoa estar ou não em pecado, quando um sacramento acontece, a graça do Espírito Santo é derramada em quem recebe este mesmo sacramento. A ação do Espírito independe de quem o ministra.

Portanto, quando você for receber algum sacramento, seja ele a eucaristia ou a confissão, creia que ali o Espírito Santo de Deus estará agindo em você. Esta é a beleza da verdadeira Igreja de Cristo. Pax Domini

Você sabe o que significa a palavra “Dom” para os católicos?

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Quando falamos do Espírito Santo, de imediato, muita gente já pensa em algo que chamamos DOM, porém embora sabendo que significa, muitas vezes não consegue exprimir em palavras o seu real significado. Pois bem, vamos neste post tentar expressar o que você já sabe empiricamente.

A palavra dom tem como significado um presente, uma dádiva, dada por alguém a uma pessoa de forma gratuita. Quando dizemos receber do Espírito Santo um determinado dom, dizemos que este “presente espiritual” é um algo mais para que esta pessoa consiga desempenhar bem a sua luta para chegar à imitação plena da pessoa de Jesus Cristo.

O primeiro de todos os dons que recebemos é o amor. Assim nos diz o Catecismo da Igreja Católica (§733 – 734):

Deus é Amor (1 Jo 4, 8.16) e o Amor é o primeiro dom, que contém todos os outros. Este amor derramou-o Deus nos nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5, 5). Uma vez que estamos mortos, ou pelo menos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do dom do Amor é a remissão dos nossos pecados. E é a comunhão do Espírito Santo (2 Cor 13, 13) que, na Igreja, restitui aos batizados a semelhança divina perdida pelo pecado.” (CIC § 733-734)

Veja como é interessante: O Espírito Santo derrama sobre nós o dom do Amor. E é graças ao amor de Deus por nós que Ele derrama sobre nós esta força, que faz com que os filhos de Deus possam dar fruto.

É partir deste primeiro dom que vem outros dons que recebemos no nosso batismo: Caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, auto-domínio (Gl 5, 22-23). Quanto mais renunciarmos a nós próprios, mais caminhamos segundo o Espírito, afinal de contas, pela comunhão com Ele, nos tornamos espirituais, como que recolocados no paraíso, reconduzidos ao Reino dos céus, à adoção filial, que nos dá a confiança de chamar Pai a Deus e de participar na graça de Cristo, e de ao mesmo tempo, sermos chamados filhos da luz e de tomar parte na glória eterna.

Nota: Existe também um significado para a palavra dom, quando se trata de bispos, monges beneditinos e etc, mas não é o caso desta postagem!

Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu…

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— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo São Lucas (3,15-16.21-22).
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor.

Queridos irmãos leitores, estamos diante, hoje, de uma daquelas oportunidades ímpares, um momento que é um presente de Deus para nossas vidas, um kairos (o momento certo, oportuno), que é a solenidade do Batismo do Senhor.

Hoje celebramos o momento em que o Pai nos apresenta Seu Filho, manifestando-nos a Salvação prometida. Na primeira leitura, por meio do servo; no Evangelho, por meio do Filho amado. Filho que se faz servo para nos salvar. Salvação esta que, de acordo com a segunda leitura, veio para todos o povos, sem distinção… Para toda a humanidade!

Nas margens do Rio Jordão, Jesus recebe a unção do Espírito Santo, e dá início à publicidade da missão de trazer-nos o Reino de Deus. Missão esta que teve início já naquele SIM daquela jovem judia, nossa Mãe Maria Santíssima, mas que se anuncia publicamente hoje, com a santificação das águas.

Jesus não necessitava do batismo para a remissão dos pecados, Ele que é Deus, mas se submeteu para nossa salvação, assumindo, já naquele momento, os nossos pecados… Ele, o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, entrou naquela fila dos pecadores, apenas para nos dizer: “Estou contigo! Compartilho do teu sofrimento! Recebo os teus pecados, e jogo-os na correnteza deste rio…”.

Naquele momento, Jesus é ungido pelo Espírito Santo, para, no Espírito Santo, expulsar o mal, realizar milagres, pregar, apresentar-nos o Pai, e se entregar até a morte na cruz, quando, então, se fará plena a unção do Espírito Santo, derramando-Lhe a vida, na Ressurreição.

Renovamos hoje, também, as promessas do nosso batismo. Um evento que não pode ficar no passado. Não podemos dizer que fomos batizados, mas sim, que SOMOS batizados, pois batismo é missão… Assim como Jesus, que ao ser batizado inicia sua missão, também nós partilhamos da mesma senda: anunciar o Reino de Deus aos quanto cantos da Terra!

Batismo não é, pois, oba-oba, nem muito menos apenas uma obrigação dos pais em relação aos seus filhos, mas sim, um testemunho efetivo do seguimento ao Cristo, nosso único caminho apresentado pelo Pai para a nossa salvação.

Renunciemos, pois, caríssimos irmãos, ao pecado; a tudo o que possa desunir, para que o pecado não domine sobre nós; ao demônio, autor e princípio do pecado; para, de coração puro e dilatado, acolhermos àquele que o Pai nos enviou, do qual Ele mesmo nos fala: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

Só assim nossa vida terá um sentido! Só assim, através do seguimento, da imitação do Cristo,  chegaremos ao Pai, que O manifestou, e com Ele e o Espírito Santo, vive e reina em eterna glória, pelos séculos dos séculos!!!

Amém.

Alex Cardoso Vasconcelos – Acólito da Paróquia Divino Espírito Santo, em Maceió/AL – Equipe Dominus Vobiscum

Evangelho do Dia:: Batismo do Senhor Jesus

O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva.

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João começou a pregar dizendo: Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu batizei-vos em água, mas Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo. Por aqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. Quando saía da água, viu serem rasgados os céus e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado. (Mc 1,7-11)

Comentário feito por Papa Bento XVI

Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura e antecipa os sentimentos pelos quais, no final dos Seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-Se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus em relação ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os Seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a Sua missão pondo-Se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.

Quando, recolhido em oração depois do batismo, sai da água, abrem-se os céus. É o momento esperado pela multidão dos profetas: Se rasgásseis os céus e descêsseis!, tinha invocado Isaías (64, 1). Neste momento, parecia sugerir São Lucas, esse pedido é satisfeito. De fato, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu; ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti pus todo o Meu agrado. […] O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva. Se foram os anjos que levaram aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador e a estrela que o levou aos Magos vindos do Oriente, presentemente é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença do Seu Filho no mundo, e que nos convida a voltarmo-nos para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.

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Notícia:: No Angelus, Papa recorda que ao sermos filhos, somos todos irmãos

Da Rádio Vaticana

Após celebrar a missa do Batismo do Senhor na Capela Sistina, o Pontífice se deslocou ao balcão de seu escritório de trabalho para rezar a oração do Angelus com os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça São Pedro.

Neste domingo, Bento XVI propôs aos presentes uma reflexão sobre o nosso ‘ser filhos de Deus’ partindo do nosso ser ‘simplesmente filhos’, uma condição que é comum a todos nós.

Ninguém nos pergunta antes se queremos ou não nascer, mas durante a vida, podemos desenvolver uma atitude livre em relação à vida, vivendo-a como um dom e em certo sentido, ‘transformando-nos em filhos’. Este momento marca o amadurecimento pessoal nosso e no relacionamento com nossos pais, a quem passamos a ser ‘agradecidos’. É uma passagem que nos torna capazes de ser pais – não biológica, mas moralmente”.

Per explicar a paternidade de Deus, o Papa disse aos 40 mil fiéis na Praça que “assim como de nossos pais, somos também todos filhos de Deus, amados e queridos por Ele; e que também neste relacionamento podemos ‘renascer’, isto é, transformamo-nos naquilo que somos. Isto ocorre mediante um “sim” profundo com o qual se acolhe a vida como um dom do Pai, um Genitor que não se vê mas no qual se crê; Pai imensamente bom e fiel de todos os irmãos da humanidade“.

Bento XVI encerrou a sua reflexão explicando que a fé em Deus Pai se baseia em Jesus Cristo, cuja pessoa e história nos revelam o Pai. Após rezar a oração mariana, o Papa fez saudações em francês, inglês, alemão, polonês, italiano e espanhol.

Celebramos hoje a festa do batismo do Senhor no Rio Jordão, na qual se revela o mistério do novo batismo da água e do Espírito. Peço-lhes que se recordem do dia em que fomos iluminados sacramentalmente em Cristo e começamos nossa existência como filhos de Deus. Que aquele compromisso e a fé que proclamamos não deixem de ressoar em nossos corações e em nossas vozes” – disse em espanhol.

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Notícia:: Papa diz que adultos são bons educadores somente quando acolhem Palavra de Deus

Da Rádio Vaticana

Bento XVI presidiu esta manhã na Capela Sistina uma solene liturgia, durante a qual administrou o Sacramento do batismo a 16 bebês. Esta tradicional cerimônia comemora o dia do Batismo do Senhor e representa a última celebração do Natal.

Como o vem fazendo desde 2008, o Pontífice proferiu a sua homilia de um trono disposto em uma das paredes laterais da capela, a fim de não cobrir os frescos do “Juízo Final” do gênio renascentista Michelangelo Buonarroti.

No início da celebração, o Papa se dirigiu diretamente às mães e pais, dando-lhes as boas-vindas: “Recebo com alegria, em nome da grande família, que é a Igreja, estas crianças tão queridas” – disse. Em seguida, como previsto no rito, pediu aos pais que dissessem o nome das crianças e fez o sinal da cruz na testa de cada um dos bebês.

Após as leituras, na homilia, Bento XVI destacou que “educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador”.

Inspirado na primeira Leitura, uma passagem de Isaías, o Papa disse que “Deus quer nos dar coisas boas para beber e comer, coisas que nos fazem bem; mas às vezes, nós usamos mal nossos recursos, os utilizamos em coisas que não servem ou que são até mesmo nocivas. Deus quer-nos dar, sobretudo, a Si mesmo”.

Nesta perspectiva – recordou o Pontífice – as verdadeiras nascentes são “a Palavra de Deus e os Sacramentos. Os adultos são os primeiros a dever se alimentar nestas fontes, para poder orientar os mais jovens em seu crescimento. Os pais devem dar muito, mas poder dar, precisam, por sua vez, receber, caso contrário, se esvaziam, se esgotam”.

Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fonte: somos como canais através dos quais deve passar a seiva vital do amor de Deus”.

Evocando o Evangelho, Bento XVI chamou a atenção para a figura de João Batista, “grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, de quem deu testemunho. Não se exaltou, nem quis ter os discípulos presos a ele”.

O verdadeiro educador não prende as pessoas a si mesmo, não é possessivo. Quer que o filho, ou o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com esta uma relação pessoal”.

Enfim, referindo-se à segunda Leitura, da I Carta de São João, o Papa citou que saber que é o Espírito Santo, o Espírito de Deus, que dá testemunho de Jesus, Cristo, Filho de Deus, é de grande conforto na tarefa de educar na fé, para sabermos que não estamos sós e que o nosso testemunho é sustentado pela fé. E lembrou o valor da oração:

“A oração e os Sacramentos nos oferecem aquela luz de verdade graças à qual podemos ser ao mesmo tempo suaves e fortes, usar doçura e firmeza, calar e falar no momento certo, chamar a atenção e corrigir de modo justo”.

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Evangelho do Dia:: Eis o Cordeiro de Deus

Do Evangelho Quotidiano

No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim. Eu não o conhecia bem; mas foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água. E João testemunhou: Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas quem me enviou a batizar com água é que me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e poisar sobre Ele, é o que batiza com o Espírito Santo. Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus. (Jo 1,29-34)

Comentário feito por São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja

Brotará uma vara do tronco de Jessé (pai de David) e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor (Is 11,1-2). Esta profecia diz respeito a Cristo. […] Os judeus interpretam a vara e a flor que brotam do tronco de Jessé como sendo o próprio Senhor: para eles, a vara é o símbolo do cetro real e a flor o da Sua beleza. Nós, os cristãos, vemos na vara que brota do tronco de Jessé a santa Virgem Maria, a quem ninguém se uniu para a fecundar. Era a Ela que se referia anteriormente o mesmo profeta: Olhai: a jovem está grávida e dará um filho (7,14). E na flor reconhecemos o Senhor nosso Salvador, que diz no Cântico dos cânticos: Eu sou o narciso de Saron, o lírio dos vales (Ct 2,1). […]

Sobre esta flor que brota subitamente do tronco e da raiz de Jessé através da Virgem Maria, vai repousar o Espírito do Senhor, pois Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Col 2,9). Não de um modo fragmentado como nos outros santos, mas […] segundo o que se lê no evangelho de Mateus: Aqui está o Meu servo, que escolhi, o Meu amado em Quem pus todo o Meu enlevo. Derramarei sobre Ele o Meu espírito e Ele anunciará a verdadeira fé às nações (Mt 12,18; Is 42,1). Aplicamos esta profecia ao Salvador, sobre Quem o Espírito do Senhor veio repousar, o que significa que estabeleceu Nele a Sua morada eterna. […] Como testemunha João Batista, desce para ficar sobre Ele sem cessar: Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas Quem me enviou a batizar com água é que me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre Ele, é o que batiza com o Espírito Santo. […] Este Espírito chama-se Espírito de sabedoria e entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2). […] Ele é a única e mesma fonte de todos os dons.

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Notícia:: Divulgada a agenda de Bento XVI para as festividades natalinas e de fim de ano

Da Rádio Vaticana com inserções do Blog Dominus Vobiscum

Você gosta de acompanhar as celebrações do Santo Padre? Eu também e por isso resolvi divulgar aqui as solenidades presididas por Bento XVI para que possamos ficar ligados a tudo que Bento XVI vai nos dizer neste período natalino. Abaixo você pode acompanhar as datas e os acontecimentos.

24 de dezembro – O Papa vai presidir a Missa do Galo na Basílica de São Pedro. A Celebração Eucarística vai ser precedida pela Liturgia da Palavra e do canto da Kalenda, com início às 21h (18h de Brasília). A Missa do Galo será transmitida ao vivo pelo Programa Brasileiro a partir das 21h50min (18h50min de Brasília). Eu gosto de ouvir a homilia de Natal do Santo padre. Acho importante que os católicos o façam, sobretudo se tratando de Bento XVI.

25 de dezembro – O Papa vai dirigir sua mensagem natalícia ao mundo e, no final, concederá a Benção “Urbi et Orbi” (Para a cidade e para o mundo). A partir das 11h50min (8h50min de Brasília) o Programa Brasileiro transmitirá ao vivo a Cerimônia na qual o Papa se dirige ao mundo em mais de 60 idiomas.

31 de dezembro – Para a Solenidade das Vésperas de Maria Santíssima Mãe de Deus o Papa presidirá a Celebração com a exposição do Santíssimo Sacramento, o tradicional canto do hino “Te Deum” de fim de ano e com a Benção de Fim de Ano.

1° de janeiro – Na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, a partir das 9h30min o Papa celebrará a Santa Missa lembrando-se da Jornada Mundial da Paz cujo tema para 2012 é “Educar os jovens à justiça e à paz”. O Programa Brasileiro transmitirá a Celebração a partir das 9h20mim (6h20min de Brasília) direto da Basílica de São Pedro.

6 de janeiro – Solenidade da Epifania do Senhor. O Santo Padre celebrará a Missa na qual vai conferir a Ordenação Episcopal a dois presbíteros: o Núncio Apostólico na Irlanda, Dom Charles Brown e Marek Solczyński, Núncio Apostólico na Geórgia e Armênia. O Programa Brasileiro transmitirá ao vivo, em língua portuguesa, a Solenidade da Epifania a partir das 9h20min (6h20min de Brasília).

8 de janeiro – Na Capela Sistina, Bento XVI celebrará a Festa do Batismo do Senhor, na qual administrará o Sacramento do Batismo a algumas crianças. O Programa Brasileiro transmitirá a Celebração ao vivo, a partir das 9h35min (6h35min de Brasília), direto da Capela Sistina, no Vaticano.

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Evangelho do Dia:: O menor no Reino de Deus é grande! Muito grande…


O menor no Reino dos Céus é maior do que João Batista. Disse jesus...

Do Evangelho Quotidiano

Quando os mensageiros de João Batista se retiraram, Jesus começou a falar dele à multidão: Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas finas? Os que usam trajes sumptuosos vivem regaladamente e estão nos palácios dos reis. Que fostes ver, então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais do que um profeta. É aquele de quem está escrito: ‘Vou mandar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti.’ Digo-vos: Entre os nascidos de mulher não há profeta maior do que João; mas, o mais pequeno do Reino de Deus é maior do que ele. E todo o povo que o escutou, bem como os cobradores de impostos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. Mas, não se deixando batizar por ele, os fariseus e os doutores da Lei anularam os desígnios de Deus a seu respeito. (Lc 7,24-30)

Comentário feito por Santo Efraim (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja

De entre os homens, nenhum é maior do que João. Se todos os santos, esses homens justos, fortes e sábios, pudessem reunir-se e habitar num só homem, não chegariam a igualar João Batista […], e por isso se diz que em muito ele ultrapassa os homens e que pertence à categoria dos anjos (Mc 1,2 grego; Ml 3,1 hebr).

Mas o menor do Reino de Deus é maior do que ele. Com o que disse acerca da grandeza de João, Nosso Senhor quis anunciar-nos a abundante misericórdia de Deus e a Sua generosidade para com os Seus eleitos. Por mais célebre e grandioso que seja João, sê-lo-á menos do que o mais pequeno do Reino, como diz o apóstolo Paulo: Pois o nosso conhecimento é imperfeito […] mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá (1Co 13,9-10). João é grande, e disse por intuição: Eis o Cordeiro de Deus (Jo 1,29); mas essa grandiosidade, comparada com a glória que será revelada àqueles que dela forem considerados dignos, é como um mero antegosto. Por outras palavras, todas as coisas grandes e admiráveis da terra, comparadas com as beatitudes do alto, surgem-nos na sua pequenez e na sua vacuidade […].

João foi considerado digno dos grandes dons deste mundo: a profecia, o sacerdócio (cf. Lc 1,5) e a justiça […]. João é maior do que Moisés e os profetas, mas a antiga Lei precisa do Novo Testamento, pois aquele que é maior do que os profetas disse ao Senhor: Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti (Mt 3,14). João é igualmente grande porque a sua concepção foi anunciada por um anjo, porque o seu nascimento esteve envolto em milagres, porque anunciou Aquele que dá a vida, porque batizou para a remissão dos pecados. […] Moisés conduziu o povo até ao Jordão e a Lei conduziu o género humano até ao batismo de João. Mas se de entre os homens, nenhum é maior do que João, o precursor do Senhor, quão maiores serão aqueles a quem nosso Senhor lavou os pés e em quem insuflou o Seu Espírito (Jo 13,4; 20,22)!

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Evangelho do Dia: O Grão de Mostarda

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus: A que é semelhante o Reino de Deus e a que posso compará-lo? É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal. Cresceu, tornou-se uma árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos. Disse ainda: A que posso comparar o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar levedada toda a massa. (Lc 13,18-21)

Comentário feito por Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão e Doutor da Igreja

Vejamos porque é o reino de Deus comparado a um grão de mostarda. Lembro-me doutra passagem que evoca o grão de mostarda; ele é comparado com a fé, quando o Senhor diz: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Muda-te daqui para acolá’, e ele há-de mudar-se (Mt 17,19). […] Se, portanto, o Reino dos céus é como um grão de mostarda e a fé também é como um grão de mostarda, a fé é seguramente o Reino dos céus e o Reino dos céus é a fé. Ter fé é ter o Reino dos céus. […] Foi por isso que Pedro, que tinha realmente fé, recebeu as chaves do Reino dos céus: para o poder abrir também aos outros (Mt 16,19).

Apreciemos agora o alcance da comparação. Este grão é certamente uma coisa comum e simples mas, se o trituramos, ele irradia a sua força. Do mesmo modo, à primeira vista, a fé parece ser simples mas, tocada pela adversidade, ela irradia a sua força. […] Os nossos mártires Félix, Nabor e Victor foram grãos de mostarda: tinham o perfume da fé, mas eram ignorados. Chegada a perseguição, depuseram as armas, estenderam o pescoço e, abatidos pelo gládio, espalharam a beleza do seu martírio até aos confins da terra (Sl 18,5). […]

Mas o próprio Senhor é um grão de mostarda: até ter sofrido ataques, o povo não O conhecia; escolheu ser triturado […]; escolheu ser esmagado, embora Pedro Lhe dissesse: é a multidão que te aperta e empurra (Lc 8,45); Ele escolheu ser semeado, como o grão que um homem tomou e deitou no seu quintal. Pois foi num jardim que Cristo foi preso e enterrado; Ele cresceu nesse jardim e foi lá que ressuscitou. […] Portanto, vós também, semeai Cristo no vosso jardim. […] Semeai o Senhor Jesus: Ele é grão quando é preso, árvore quando ressuscita, árvore que dá sombra ao mundo; Ele é grão quando é enterrado na terra, árvore quando Se eleva ao céu.

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