Por que consagrar-se a Deus? Beato João Paulo II responde…

giovanni-paolo-ii-divina-misericordia-2Do Evangelho Quotidiano

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Ofereceram-lhe lá um jantar. Marta servia e Lázaro era um dos que estavam com Ele à mesa. Então, Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume. Nessa altura disse um dos discípulos, Judas Iscariotes, aquele que havia de o entregar: Porque é que não se vendeu este perfume por trezentos denários, para os dar aos pobres? Ele, porém, disse isto, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, como tinha a bolsa do dinheiro, tirava o que nela se deitava. Então, Jesus disse: Deixa que ela o tenha guardado para o dia da minha sepultura! De fato, os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim não me tendes sempre. Um grande número de judeus, ao saber que Ele estava ali, vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Os sumos sacerdotes decidiram dar a morte também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, os abandonavam e passavam a crer em Jesus. (Jo 12,1-11)

Comentário feito por Beato João Paulo II (1920-2005), papa – Exortação apostólica Vita Consecrata, §§ 104-105

Diversos são aqueles que hoje se interrogam perplexos: Porquê a vida consagrada? Porquê abraçar este género de vida, quando existem tantas urgências […] às quais se pode responder igualmente sem assumir os compromissos peculiares da vida consagrada? A vida consagrada não será uma espécie de desperdício de energias humanas que podiam ser utilizadas, segundo critérios de eficiência, para um bem maior da humanidade e da Igreja? […] Sempre existiram interrogações semelhantes, como demonstra eloquentemente o episódio evangélico da unção de Betânia: Maria, tomando uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos; e a casa encheu-se com o cheiro do perfume (Jo 12,3). A Judas que, tomando como pretexto as necessidades dos pobres, se lamentava por tão grande desperdício, Jesus respondeu: Deixa-a fazer! (Jo 12,7).

Esta é a resposta, sempre válida, à pergunta que tantos, mesmo de boa fé, colocam acerca da atualidade da vida consagrada: […] Deixa-a fazer!

Para aqueles a quem foi concedido o dom de seguir mais de perto o Senhor Jesus, é óbvio que Ele pode e deve ser amado com coração indiviso, que se Lhe pode dedicar a vida toda e não apenas alguns gestos, alguns momentos ou algumas atividades. O perfume de alto preço, derramado como puro ato de amor e, por conseguinte, fora de qualquer consideração utilitária, é sinal de uma superabundância de gratuidade, como a que transparece numa vida gasta a amar e a servir o Senhor, a dedicar-se à Sua Pessoa e ao Seu Corpo Místico. Mas é desta vida derramada sem reservas que se difunde um perfume que enche toda a casa. A casa de Deus, a Igreja, é adornada e enriquecida hoje, não menos que outrora, pela presença da vida consagrada. […] A vida consagrada é importante precisamente por ser superabundância de gratuidade e de amor, o que se torna ainda mais verdadeiro num mundo que se arrisca a ficar sufocado na vertigem do efêmero.

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“Eu sou a videira, vós os ramos” – JMJ 1990

Olá pessoal! Graça e Paz!

A história das Jornadas Mundiais da Juventude é belíssima e nos traz tesouros espirituais maravilhosos. O Beato Papa João Paulo II caprichava em suas mensagens, mostrando seu afeto e exortando os jovens a assumirem um papel efetivo na Igreja.

Retomo hoje a JMJ 1990, que foi celebrada a nível diocesano, em 8 de abril de 1990; seu lema foi “Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5). Vamos meditar um pouco?

MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A V JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE  – 1990 

“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5)

A Igreja de Cristo é uma realidade atrativa e maravilhosa. É antiga, porque tem quase dois mil anos, mas ao mesmo tempo tempo, graças ao Espírito Santo que a anima, é eternamente jovem. A Igreja é jovem porque sua mensagem de salvação é sempre atual. É por isto que há um diálogo muito importante entre a Igreja e os jovens: «A Igreja tem tantas coisas a dizer aos jovens, os jovens têm tantas coisa para dizer à Igreja. Este diálogo, – que se concretiza com grande cordialidade, clareza e coragem – (…) será fonte de riqueza e de juventude (…)», escrevi na Exortação. Apostólica Christifideles laici (n.46).
Desejo que a V Jornada contribua para acrescentar este diálogo a todos os níveis da vida eclesial e de cada um de vocês.

A Igreja, que se sente chamada pelo Senhor a intensificar o esforço evangelizador, necessita especialmente de vocês, do seu dinamismo, de sua autenticidade, de seu apaixonado desejo de crescer, do frescor de sua fé. Ponham a serviço da Igreja seus jovens talentos sem reservas, com a generosidade própria da sua idade. Ocupem seus postos na Igreja, não sejam somente destinatários da pastoral, mas participantes ativos em sua missão (cf. Christifideles laici, 46). A Igreja é de vocês, além disso, vocês mesmos são a Igreja!

Como podem ver, a Jornada Mundial não é só uma festa, também é um compromisso espiritual sério. Para produzir frutos é necessário um caminho de preparação sob a direção de seus Pastores nas dioceses, paróquias, associações, movimentos e nas comunidades juvenis eclesiais. Tratem de aprender mais sobre a Igreja, sua natureza, sua história, desde o início, a dois mil anos, e seu presente. Tratem de descobrir o seu lugar na Igreja e sua missão como jovens!

8 de abril de 1990 – Roma
Celebração Diocesana
Domingo de Ramos

Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação de Taís Salum – Equipe do Blog Dominus Vobiscum.
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Beato João Paulo II: o amigo dos jovens

 “A juventude é um grande dom divino, é uma riqueza singular do homem. Para vocês, a vida se apresenta como uma estrada aberta para o infinito. É no coração do jovem que se desenham, se projetam e se forjam as perspectivas futuras da humanidade. ” (Beato João Paulo II, 16/10/1991)

Com muito carinho, junto com a Igreja Católica, recordamos neste 22 de outubro a memória litúrgica do Beato João Paulo II, “o Papa dos jovens”, como o chamávamos. Ele é  lembrado por ser o idealizador da Jornada Mundial da Juventude, em 1984.

Sou da “Geração João Paulo II”, uma jovem que encontrou o seu caminho e vocação através dos ensinamentos deste querido Papa. Apesar de não o ter conhecido pessoalmente, sinto muita saudade, como se fosse um grande amigo meu; ele dividiu comigo os seus três tesouros:  ensinou-me a amar profundamente  Jesus, a Santa Igreja e a Virgem Maria.

Aprendi também que o jovem tem o seu lugar na missão da Igreja no mundo, podemos evangelizar com a nossa alegria e vida simples, a santidade é uma graça possível e a juventude é um estado de espírito: aos 84 anos, o Papa era mais jovem do que muitos por aí.

Outra lição de João Paulo II foi a vivência do sofrimento: mesmo na dor, não se deixava abater. Carregava a cruz junto com o Mestre, transformava em oração a luta árdua do corpo cansado e doente.

No momento em que todos o aconselhavam a deixar de ser Papa para cuidar de sua saúde, nos deu mais uma manifestação de sua força:  “um pai nunca abandona os seus filhos”. Amar é nunca deixar ninguém para trás.

Tantas palavras de sabedoria!  Diálogo, perdão, humildade. Tantos países tiveram o solo beijado, quantas crianças abraçadas, quantos sorrisos ficaram na lembrança. O Papa gostava da tecnologia, teatro, música, literatura, coalas, ciência e fé. Lutou bravamente defendendo a vida – não ao aborto, à guerra, à eutanásia, a tudo aquilo que tira a dignidade do ser humano… Era gente como a gente, passou por tantas dificuldades e não perdeu a fé, pelo contrário, a fé era a âncora que firmava o barquinho dele nas águas agitadas.

O Papa João Paulo II amou muito o nosso país e esteve aqui quatro vezes: três visitas oficiais (1980, 1991 e 1997) e uma escala enquanto seguia para a Argentina (1982).

Em 2013, o evento que balançava o coração dele, a Jornada Mundial da Juventude, será sediada pelo Brasil.  Que alegria para a nossa geração, quantos frutos espirituais iremos colher. É a juventude que se abre para evangelizar um mundo tão cansado e relativizado, no qual os valores se invertem. É a vitalidade brasileira mostrando o rosto jovem da Igreja e dizendo: “vale a pena ser de Deus”! 

E da sacada do Céu, um Papa acena e sorri diante dessa grande festa…

Imagem: rio2013.com

Um abraço fraterno,

Taís Salum – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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Beata Teresa de Calcutá

Bom dia! Que alegria hoje fazer memória e rogar a esta mulher que embriagou o mundo de tanto amor e espírito missionário!

Beata Teresa de Calcutá

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.” 

Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.

Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.

O inferno treme!

No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.

Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Evangelho do Dia: convidados às núpcias

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: Os discípulos de João jejuam frequentemente e recitam orações; o mesmo fazem também os dos fariseus. Os teus, porém, comem e bebem! Jesus respondeu-lhes: Podeis vós fazer jejuar os companheiros do esposo, enquanto o esposo está com eles? Virão dias em que o Esposo lhes será tirado; então, nesses dias, hão-de jejuar. Disse-lhes também esta parábola: Ninguém recorta um bocado de roupa nova para o deitar em roupa velha; aliás, irá estragar-se a roupa nova, e também à roupa velha não se ajustará bem o remendo que vem da nova. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho novo rompe os odres e derrama-se, e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. E ninguém, depois de ter bebido o velho, quer do novo, pois diz: O velho é que é bom! (S. Lucas 5,33-39)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II, Carta apostólica 

Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério: mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja (Ef 5, 25-32). Este texto da Carta aos Efésios […] compara o caráter esponsal do amor entre o homem e a mulher com o mistério de Cristo e da Igreja. Cristo é o Esposo da Igreja, a Igreja é a Esposa de Cristo. Esta analogia não deixa de ter precedentes: ela transfere para o Novo Testamento o que já estava presente no Antigo Testamento, particularmente nos profetas Oseias, Jeremias, Ezequiel e Isaías (Os 1,2; 2,16-18; Jr 2,2; Ez 16,8; Is 50,1; 54,5-8). Essa mulher-esposa é Israel, enquanto povo escolhido por Deus, e esta eleição tem a sua origem exclusiva no amor gratuito de Deus. É justamente por este amor que se explica a Aliança, apresentada frequentemente como uma aliança matrimonial, que Deus renova sempre com o Seu povo escolhido. Esta aliança é, da parte de Deus, um compromisso duradouro; Ele permanece fiel ao Seu amor esponsal, embora a esposa se tenha demonstrado muitas vezes infiel. Esta imagem do amor esponsal ligada com a figura do Esposo divino — uma imagem muito clara nos textos proféticos — encontra a sua confirmação e coroamento na Carta aos Efésios […], onde nos é oferecida a expressão mais plena da verdade sobre o amor de Cristo redentor, segundo a analogia do amor esponsal no matrimônio […]: Cristo amou a Igreja e entregou-Se por ela (5, 25); e nisto se confirma plenamente o fato de a Igreja ser a esposa de Cristo: O teu redentor é o Santo de Israel (Is 54, 5). No texto paulino, a analogia da relação esponsal toma ao mesmo tempo duas direções, que formam o conjunto do grande mistério (“sacramentum magnum”). A aliança própria dos esposos explica o carácter esponsal da união de Cristo com a Igreja, e esta união, por sua vez, como grande sacramento, decide da sacramentalidade do matrimônio como aliança santa dos esposos, homem e mulher.

Evangelho do Dia: o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, alguns fariseus, para O experimentarem, aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: É permitido a um homem divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher, e disse: Por isso, o homem deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois um só? Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem. Eles, porém, objetaram: Então, porque é que Moisés preceituou dar-lhe carta de divórcio, ao repudiá-la? Respondeu Jesus: Por causa da dureza do vosso coração, Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim. Ora Eu digo-vos: Se alguém se divorciar da sua mulher exceto em caso de união ilegal e casar com outra, comete adultério. Os discípulos disseram-lhe: Se é essa a situação do homem perante a mulher, não é conveniente casar-se! Respondeu-lhes Jesus: Nem todos compreendem esta linguagem, mas apenas aqueles a quem isso é dado. Há eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda. (S. Mateus 19,3-12)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II

Tal como tinha idealizado desde o princípio, Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem. A Escritura diz: Deus criou o ser humano à Sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher (Gn 1,27). É assim importante que compreendamos, no livro do Gênesis, esta grande verdade: a imagem de Si mesmo que Deus pôs no homem e na mulher passa também através da complementaridade dos sexos. O homem e a mulher, unidos em matrimônio, refletem a imagem de Deus e são, de algum modo, a revelação do Seu amor. Não só do amor que Deus nutre pelo ser humano, mas também da misteriosa comunhão que caracteriza a vida íntima das três Pessoas divinas. Imagem de Deus pode considerar-se, também, a própria geração, que faz de cada família um santuário da vida. O apóstolo Paulo diz-nos que toda a paternidade e maternidade recebem o nome de Deus (Ef 3,15). É Ele a fonte última da vida. Por isso, pode-se afirmar que a genealogia de cada pessoa tem as suas raízes no eterno. Ao gerar um filho, os pais atuam como colaboradores de Deus. Missão verdadeiramente sublime! Não nos surpreendamos, consequentemente, de que Jesus tenha querido elevar o casamento à dignidade de sacramento, e de que São Paulo se lhe refira como um grande mistério, pondo-o em relação com a união de Cristo com a Igreja (Ef 5,32).

Dominus Vobiscum

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Evangelho do Dia: não devias também ter piedade do teu companheiro?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: Concede-me um prazo e tudo te pagarei. Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: Paga o que me deves! O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: Concede-me um prazo que eu te pagarei. Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti? E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração. Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão. 

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II

Se Paulo VI por mais de uma vez indicou que a civilização do amor é o fim para o qual devem tender todos os esforços, tanto no campo social e cultural, como no campo econômico e político, é preciso acrescentar que este fim nunca será alcançado se, nas nossas concepções e nas nossas atuações, relativas às amplas e complexas esferas da convivência humana, nos detivermos no critério do olho por olho e dente por dente (Ex 21,24; Mt 5,38) e, ao contrário, não tendermos para transformá-lo essencialmente, completando-o com outro espírito. É nesta direção que nos conduz também o Concílio Vaticano II quando, ao falar repetidamente da necessidade de tornar o mundo mais humano (GS 40), centraliza a missão da Igreja no mundo contemporâneo precisamente na realização desta tarefa. O mundo dos homens só se tornará mais humano se introduzirmos, no quadro multiforme das relações interpessoais e sociais, juntamente com a justiça, o amor misericordioso que constitui a mensagem messiânica do Evangelho. O mundo dos homens só poderá tornar-se cada vez mais humano quando introduzirmos, em todas as relações recíprocas que formam a sua fisionomia moral, o momento do perdão, tão essencial no Evangelho. O perdão atesta que, no mundo, está presente o amor que é mais forte que o pecado. O perdão, além disso, é a condição fundamental para a reconciliação, não só nas relações de Deus com o homem, mas também nas relações dos homens entre si. Um mundo do qual se eliminasse o perdão seria apenas um mundo de justiça fria e pouco respeitosa, em nome da qual cada um reivindicaria os direitos próprios em relação aos demais. Deste modo, as várias espécies de egoísmo, latentes no homem, poderiam transformar a vida e a convivência humana num sistema de opressão dos mais fracos pelos mais fortes, ou até numa arena de luta permanente de uns contra os outros. Com razão a Igreja considera seu dever e objetivo da sua missão assegurar a autenticidade do perdão, tanto na vida e no comportamento concreto, como na educação e na pastoral. Não o protege doutro modo senão guardando a sua fonte, isto é, o mistério da misericórdia de Deus, revelado em Jesus Cristo. 

Sangue de mártires, semente de cristãos

Do Evangelho Quotidiano

Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca, e ele disse aos seus cortesãos: Esse homem é João Batista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos. De fato, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia-lhe: Não te é lícito possuí-la. Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta. Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes, pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar lhe o que ela lhe pedisse. Induzida pela mãe, respondeu: Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista. O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem e mandou decapitar João Baptista na prisão. Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II

A Igreja do primeiro milênio nasceu do sangue dos mártires: “sanguis martyrum — semen christianorum” (sangue de mártires, semente de cristãos). Os acontecimentos históricos […] nunca teriam podido garantir um desenvolvimento da Igreja como o que se verificou no primeiro milênio, se não tivesse havido aquela sementeira de mártires e aquele patrimônio de santidade que caracterizaram as primeiras gerações cristãs. No final do segundo milênio, a Igreja tornou-se novamente Igreja de mártires. As perseguições contra os crentes — sacerdotes, religiosos e leigos — realizaram uma grande sementeira de mártires em várias partes do mundo. O seu testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue, tornou-se patrimônio comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes, como ressaltava já Paulo VI. […] É um testemunho que não se pode esquecer. No nosso século, voltaram os mártires, muitas vezes desconhecidos, como que soldados desconhecidos da grande causa de Deus. Tanto quanto seja possível, não se devem deixar perder na Igreja os seus testemunhos. […] Impõe-se que as Igrejas locais tudo façam para não deixar perecer a memória daqueles que sofreram o martírio, recolhendo a necessária documentação. Isso não poderá deixar de ter uma dimensão e uma eloquência ecumênica. O ecumenismo dos santos, dos mártires, é talvez o mais persuasivo. A “communio sanctorum”, a comunhão dos santos, fala com voz mais alta que os fatores de divisão. […] A maior homenagem que todas as Igrejas prestarão a Cristo no limiar do terceiro milênio será a demonstração da presença onipotente do Redentor, mediante os frutos de fé, esperança e caridade em homens e mulheres de tantas línguas e raças, que seguiram Cristo nas várias formas da vocação cristã.

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JMJ Madrid 2011 já é a jornada dos recordes

Da ACI Digital

A última edição do semanário da Agência Ecclesia do episcopado publicada hoje (26), destaca algumas cifras que fazem da JMJ Madrid 2011 a Jornada dos recordes, começando pelo número recorde de participantes nesta edição. Segundo Ecclesia, o mais alto número de inscrições já registrado (mais de 400 mil jovens), a presença inédita na internet e redes sociais e a repetição da Espanha como país sede do evento, são algumas das cifras que marcam esta edição das Jornadas Mundiais da Juventude criadas pelo Beato João Paulo II na década de 80. Em declarações à agência do episcopado português o sacerdote espanhol José María Gil Tamayo, consultor do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais (Santa Sé), escreve que este evento vai transformar Madrid “no centro juvenil de toda a Igreja Católica”. “Os números deste encontro são já tão excecionais, na sua dimensão, que mesmo do ponto de vista humano fazem com que este acontecimento seja ‘magno’, por si só, e situam-no na primeira linha de todos os eventos mundiais”, destaca. Parte dos mais de 400 mil inscritos para as JMJ vão participar nas chamadas ‘pré-jornadas’, promovidas por dioceses espanholas, congregações religiosas ou movimentos católicas, numa dinâmica que passa também por Portugal, destaca a nota da Agência Ecclesia. O diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), Pe. Pablo Lima, assinala no texto que enviou para a MissãoPress (imprensa missionária de Portugal) que as JMJ “não são um grande woodstock [célebre festival realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, nos EUA] católico, mas uma verdadeira experiência de anúncio de Jesus Cristo aos crentes e aos não-crentes”. A Espanha é o primeiro país a organizar pela segunda vez as JMJ, que em 1989 as mesmas tiveram lugar em Santiago de Compostela, cujo bispo neste então era o atual cardeal Arcebispo de Madri, Dom António Rouco. 25 anos depois de sua criação, por João Paulo II, as Jornadas chegam, na sua edição 2011, ao mundo virtual. Segundo destaca o perito Fernando Cassola Marques responsável pela rubrica ‘multimidia’ no semanário Agência Ecclesia, “desde a página oficial que se encontra disponível em mais de 13 idiomas”, à presença nas principais redes sociais, “todo o processo de comunicação e divulgação das JMJ foi muito bem estruturado”. As JMJ deste ano também poderão ser acompanhadas através de uma rádio (radio.madrid11.com) e de televisão (tv.madrid11.com) na internet.

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