Vem ai a primeira Encíclica do Papa Francisco (baseada nos “rascunhos” de Bento XVI)

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Escritório de Imprensa da Santa Sé anunciou hoje que a primeira encíclica do Papa Francisco, intitulada “Lumen Fidei” (Luz da Fé), será apresentada na próxima sexta-feira 5 de julho no Vaticano. Este importante documento que o Santo Padre publica a quatro meses de sua eleição, será apresentado na Sala João Paulo II da Santa Sé.

O texto será apresentado pelo Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos; Dom Gerhard Ludwig Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; e pelo Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

No último dia 13 de junho o Santo Padre confirmou, em audiência com os membros do 13º Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, que terminaria a Encíclica sobre a fé que Bento XVI tinha começado a escrever.

Francisco lhes disse que recebeu de seu predecessor o rascunho da encíclica sobre a fé, “um documento forte, um grande trabalho”. A encíclica levará a assinatura do Papa Francisco.

Dias antes desse anúncio, o Bispo de Molfetta-Ruvo-Giovinazzo-Terlizzi (Itália), Dom Luigi Martella, assinalou que o Papa Francisco estava preparando a encíclica e outra mais sobre os pobres que poderia titular-se “Beati pauperes”.

A primeira encíclica de Bento XVI “Deus caritas est” foi publicada em 25 de dezembro de 2005, oito meses depois de sua eleição; enquanto que a primeira encíclica de João Paulo II, “Redemptor Hominis”, foi publicada em 4 de março de 1979, cinco meses depois de ser eleito.

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Imagens do encontro entre o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI

[youtube http://youtu.be/cuTSEQQdWW8]

Veja também::  Encontro histórico entre Bento XVI e Francisco: Somos irmãos!

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Encontro histórico entre Bento XVI e Francisco: Somos irmãos!

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Penso que não haja um católico verdadeiramente católico que não se emocione ao ver as fotos que estamos vendo neste post: O encontro entre o Papa Francisco e o Papa Emérito Bento XVI. O encontro aconteceu hoje às 12h15 (horário de Roma). Um abraço para ficar na história e para encher de alegria os católicos do mundo inteiro. Por hora, as imagens falam muito mais do que qualquer palavra…

E se você pensa que a emoção ficou só no abraço, você graças a Deus está muitíssimo enganado: A primeira parte do encontro foi dentro da capela onde eles se colocaram em oração. Uma particularidade: O Papa Bento XVI havia preparado um lugar de honra para o Sumo Pontífice, mas este recusou e disse: Somos irmãos! E se ajoelharam juntos para rezar pela igreja.

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Bom, depois disso a conversa foi reservada e levou cerca de quarenta e cinco minutos. Houveram troca de presentes e um carinho profundo de um para com o outro. Embora não haja nada confirmado, penso que esta visita não será a única e acredito que isto será benéfico para toda a Igreja.

De fato vivemos um tempo de extrema riqueza: Um Papa intercessor (orante) e um Papa atuante. Demos Glórias a Deus por isso! Abaixo algumas fotos que consegui captar na internet.

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Vídeo: A primeira homilia do Papa Francisco

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Papa Francisco deixa seu cartão de visitas em sua primeira missa como Sumo Pontíficie

papa_francesco_messa_O Papa Francisco celebrou hoje por volta das 17h (horário de Roma) uma missa privada na Capela Sistina junto aos 114 cardeais eleitores do conclave, bispos, religiosos e religiosas, pessoas ligadas à organização do Conclave, dentre outros convidados. A sua homilia pelo pouco que consegui captar nos jornais italianos e outros meios de comunicação, conseguiu mexer e muito comigo.

As pesquisas mais significativas foram nos sites Radio Vaticano (em italiano), Giornale Il Fatto Quotidiano e Il Messaggero. Quero destacar aqui algumas frases importantes do Santo Padre que teve como fundamento a passagem do Evangelho de Mateus, capítulo 16, onde Jesus diz à Simão Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

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  • Caminhar, edificar e confessar são as bases da nossa Igreja;
  • A vida é caminhar e quando paramos de caminhar, algo não está bem;
  • Gostaria que todos nós tivéssemos coragem de caminhar na presença do Senhor;
  • Quando caminhamos sem a Cruz de Cristo, somos do mundo. Podemos ser bispos, padres e cardeais, mas sem a Cruz somos do mundo, e não seus discípulos;
  • Quem não prega o Senhor Jesus, prega o diabo;
  • Se não proclamarmos Jesus, nos tornaremos uma ONG piedosa e não a Igreja – Esposa de Cristo;
  • Quando não se edifica a construção sobre a pedra o que acontece? Acontece o mesmo que acontece com as crianças na praia que fazem castelos de areia e estes como não tem consistência, vêm abaixo com qualquer coisa;
  • Tenhamos coragem de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor, de edificar a Igreja sob o Sangue do Senhor, derramado na Cruz; e de confessar a única glória, Cristo Crucificado. É assim que a Igreja avançará!

Pois é como dizia um amigo meu, para bom entendedor, pingo do “i” é letra…

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“Deixai a Basílica aberta: Sou um peregrino aqui e quero estar entre os peregrinos”

Papa-Francesco-Santa-Maria-Maggiorecom informações da Rádio Vaticana

Papa Francisco acordou cedo já nesta manhã dirigiu-se até a Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, para uma oração a Nossa Senhora, como tinha anunciado ontem aos fiéis nas suas primeiras palavras dirigadas do Balcão central da Basílica Vaticana de São Pedro logo após a sua eleição. As agências de notícias destacam que o Papa não utilizou o automóvel tradicionalmente usado pelos Pontífices com a placa SCV 1, mas sim um veículo com uma simples placa do Vaticano SCV 3578.

Ainda do lado de fora, deu um olé nos jornalistas e saudou estudantes que passavam próximos da Basílica.

Acompanharam o Papa o Prefeito da Casa Pontifícia, Dom George Gaenswein, e o Vice-prefeito da Casa Pontifícia, Leonardo Sapienza. Foi uma visita muito breve, caracterizada exclusivamente pelo recolhimento do Papa Francisco em oração diante do Altar da Madonna Santa Maria Maggiore, que é uma de suas devoções particulares.

O jornal italiano Quotidiano afirmou que na visita, o Papa pediu que não se fechasse a Basílica unicamente para ele, dizendo ser na ocasião apenas um peregrino que desejava estar entre os demais peregrinos:

“Lasciate la basilica aperta – ha detto ai collaboratori approssimandosi a S.Maria Maggiore – sono un pellegrino, voglio andare tra i pellegrini”

Um dos sacerdotes que estava lá é Padre Elio Monteleone, penitencieiro da Basílica de Santa Maria Maior, que declarou à agência Ansa:

“Parecia que ele fosse Papa há muito tempo; estava bem à vontade. Cumprimentou-nos e disse a cada um de nós algumas palavras. Foi muito acolhedor e simples”.

Alguns meios de comunicação estão noticiando que ainda hoje o Papa Francisco deve se deslocar para Castel Gandolfo para encontrar-se com o Papa Emérito Bento XVI, mas os jornalistas italianos afirmam que provavelmente este encontro acontecerá amanhã ou depois em virtude dos compromissos do Santo Padre.

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Irmão de Leonardo Boff faz severas críticas a Teologia da Libertação e sai em defesa de Bento XVI

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Frei Clodovis Boff – Irmão mais novo de Leonardo Boff

Recebi o link desta entrevista e achei importante não apenas repassar como geralmente faço no facebook, mas sobretudo deixar aqui no blog esta entrevista no intuito de não perdê-la. Este tipo de material é importante ter em mãos, afinal não é sempre que vemos alguém tão de dentro da Teologia da Libertação dando o braço a torcer e reconhecendo os erros deste movimento que já foi rechaçado por Bento XVI. A entrevista é do irmão do conhecido Leonardo Boff, que um dos maiores teólogos do movimento (se é que podemos chamar assim). Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução “Libertatis Conscientia”, em que o futuro papa Bento XVI visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a “linguagem com 30 anos de atraso” no texto.

Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou a falar. Mas, dessa vez, o alvo de suas críticas foi a própria Teologia da Libertação – movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.

Em entrevista à Folha de São Paulo, frei Clodovis diz que Bento XVI defendeu o “projeto essencial” da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo. Eu achei a entrevista muito sensata, claro fazendo algumas ressalvas as “críticas” que ele faz a Bento XVI. Mas leiam vocês mesmos a entrevista na íntegra e tirem suas conclusões. Ah! Os grifos são meus…

Folha de São Paulo – Bento XVI foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?

Clodovis Boff – Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico. No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.

Folha de São Paulo – E os processos inquisitoriais contra alguns teólogos?

C. Boff – Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja. Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.

Folha de São Paulo – Não há margem para a caridade cristã?

C. Boff – O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: “A teologia nasce do pobre”. Roma simplesmente responde: “Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito“. Assino embaixo.

Folha de São Paulo – Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?

C. Boff – Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: “Com o tempo, isso vai se acertar”. Não se acertou.

Folha de São Paulo– “Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força.” Ainda acredita nisso?

C. BoffEu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais. Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do “cristianismo anônimo”: qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade. O “cristianismo anônimo” constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.

Folha de São Paulo – Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?

C. Boff – Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: “Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial“. Ele estava certo. Assumi postura mais crítica e vi que, com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio Cristo. Deus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.

Folha de São Paulo – Bento XVI sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?

C. Boff – Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo. Bento XVI garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.

Folha de São Paulo – Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?

C. Boff – Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja. Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.

Folha de São Paulo – Esses grupos não foram exceção. Bento XVI sofreu dura oposição em todo o pontificado.

C. Boff – A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vida. Erigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito. Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.

Folha de São Paulo – Como descreveria a relação de Bento XVI com a modernidade?

C. Boff – É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.

Folha de São Paulo – Ainda assim, há pessimismo.

C. Boff – Há algo que ele precisaria corrigir: Bento XVI leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias. A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.

Folha de São Paulo – Que outras críticas o sr. faria a Bento XVI?

C. Boff – Ele preferiria resolver problemas teológicos a se debruçar sobre questões administrativas na Cúria. E isso gerou diversos constrangimentos no seu pontificado. Ele também não tem o carisma de um João Paulo 2º. De certa forma, era o esperado em um intelectual como ele.

Folha de São Paulo – Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?

C. Boff – Bento XVI não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases. Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.

Folha de São Paulo – Como vê o futuro da igreja?

C. Boff – A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.

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Vaticano lança ebook de Bento XVI

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Se você ainda está com saudades de Bento XVI (assim como eu também estou) o site do Vaticano acabou de disponibilizar algo muito legal para recordar Bento XVI – seus textos e frases marcantes: Um ebook chamado Benedictus XVI.

O livro eletrônico é gratuito, porém não pode ser baixado. Ele traz fotos e palavras pronunciadas pelo Pontífice desde que começou o ministério petrino até o dia em que anunciou sua renúncia. A primeira frase do e-book de 62 páginas, pertence às suas primeiras palavras como Sumo Pontífice pronunciadas desde a sacada central da Basílica Vaticana, onde expressou:

“Depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na Vinha do Senhor”.

Cada frase tem um link que leva aos textos do próprio Bento XVI que estão na página do vaticano, seja um discurso, homilias, carta encíclica entre outros. As fotografias do e-book, mostram a Bento XVI em suas diferentes atividades, sobretudo, destacam aquelas onde está abençoando às famílias e às crianças.

Um livro para ser visto várias vezes!

Para ver o e-book clique aqui.

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Bento XVI está bem… Ele está sereno!

bento emerito“O Santo Padre está sereno”: foi o que disse nesta sexta-feira aos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, acrescentando que Bento XVI viu à noite, em Castel Gandolfo, como as emissoras de televisão mostraram a tarde de ontem, as últimas horas de seu Pontificado. Ele afirmou ter falado por telefone com o secretário do Papa emérito, Dom Georg Gaenswein.

Na noite desta quinta feira Bento XVI “acompanhou como as emissoras de televisão contaram as muitas emoções da tarde desta quinta-feira”, e que “apreciou o bom trabalho e a boa informação”. Mais tarde, após o jantar, fez um breve passeio pela residência apostólica. Em seguida, retirou-se para rezar antes de se recolher-se para o repouso:

“Nestes dias que se passaram o Papa tocava piano à noite, após o jantar – e assim o fez também semanas atrás. Creio poder dizer que este é um sinal de distensão e da serenidade de seu ânimo. Na noite desta quinta-feira seu secretário Dom Georg não o ouviu tocar piano, mas acredita que nos próximos dias volte a tocar.” (Padre Frederico Lombardi – Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé).

Na manhã desta sexta, Bento XVI rezou missa na capela que fica nos aposentos papais da residência de verão.

O religioso jesuíta destacou que o Papa emérito transcorrerá esta sexta-feira rezando, lendo as muitas mensagens que chegaram para ele e fará o habitual passeio pelos jardins, acrescentando que Bento XVI levou consigo alguns livros, entre os quais “A estética teológica” de Hans Urs von Balthasar.

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Entre vós está o novo Papa ao qual prometo minha incondicional reverência e obediência!

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Após ouvir a saudação do Decano do Colégio Cardinalício, Bento XVI tomou a palavra para se despedir dos Cardeais. Assim como o Card. Sodano, o Papa também citou a experiência dos discèipulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor ressuscitado.

Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotavam a Praça S. Pedro, a solidariedade e o conselho do Colégio foram de grande ajuda no seu ministério:

“Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu. Buscamos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total. Doamos a esperança que nos vem de Cristo e que é a única capaz de iluminar o caminho. Juntos, podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão. Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia.”

Aos Cardeais, o Papa expressou “um pensamento simples” sobre a Igreja e sobre o seu mistério, que constitui para todos nós a razão e a paixão da vida, escrita por Romano Guardini. Ou seja, de que a Igreja não é uma instituição excogitada, mas uma realidade viva. Ela vive do decorrer do tempo, transformando-se, mas em sua natureza permanece sempre a mesma. O seu coração é Cristo.

“Parece que esta foi a nossa experiência ontem na Praça. Ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, e vive realmente da força de Deus. Ela está no mundo, apesar de não ser do mundo. É de Deus, de Cristo, do Espírito Santo e nós o vimos ontem. Por isso é verdadeira e eloquente a outra famosa expressão de Guardini: A Igreja se desperta no ânimo das pessoas. A Igreja vive, cresce e se desperta nos ânimos que, como a Virgem Maria, acolhem a palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo. Oferecem a Deus a própria carne e o próprio trabalho em sua pobreza e humildade, se tornando capazes de gerar Cristo hoje no mundo. Através da Igreja, disse o Papa, o mistério da encarnação permanece presente sempre.”

E fez um apelo aos Cardeais:

“Permaneçamos unidos, queridos irmãos, neste mistério, na oração, especialmente na Eucaristia cotidiana, e assim serviremos a Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria que ninguém pode nos tirar. Antes de saudá-los pessoalmente, desejo dizer que continuarei próximo com a oração, especialmente nos próximos dias, para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre quem Ele quer. E entre vós, entre o Colégio dos cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência.”

Fonte: Radio Vaticano

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