Estudo sobre a Igreja Católica: Por que dizemos que Cristo é a cabeça da Igreja?

Chamamos a Igreja de Corpo Místico de Cristo. Esta definição tem base no que a Igreja Católica Apostólica Romana desde os seus primórdios entende ser o plano de Deus para nós. Santo Agostinho, um dos primeiros bispos da Igreja e depois santo e doutor assim dizia:

“Congratulemo-nos, pois, e demos graças pelo fato de nos termos tornado não apenas cristãos, mas o próprio Cristo. Compreendes, a graça que Deus nos fez, dando-nos Cristo por Cabeça? Admirai e alegrai-vos: nós tornamo-nos Cristo. Com efeito, uma vez que Ele é a Cabeça e nós os membros, o homem completo é Ele e nós […]. A plenitude de Cristo é, portanto, a Cabeça e os membros. Que quer dizer: a Cabeça e os membros? Cristo e a Igreja” [Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus 21, 8: CCL 36, 216-217 (PL 35, 1568)]

O Catecismo da Igreja Católica (dos parágrafos 792 a 795) nos ensina que Cristo e a Igreja são, pois, o “Cristo total” (Christus totus). A Igreja é una com Cristo. Isto é de uma beleza e grandiosidade que não tem tamanho. O apóstolo Paulo usa esta expressão para falar sobre Jesus Cristo:

“Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem Nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas.” (Cl 1,18)

O Catecismo ainda afirma que Ele é o Princípio da criação e da Redenção. Elevado à glória do Pai, tem em tudo a primazia, principalmente sobre a Igreja, por meio da qual estende o seu reinado sobre tudo quanto existe.

Esta comparação de Jesus Cristo e a Igreja com a cabeça e o corpo é realmente impressionante! Quando paramos para imaginar que a cabeça é o principal órgão do nosso corpo, ou pelo menos o que nos diferencia dos animais irracionais, é possível fazer uma série de analogias, e delas extrair grandes ensinamentos para nós.

Jesus Cabeça – Liderança.

Comumente dizemos que quando alguém “lidera” algo, ele é o cabeça. Neste caso, o termo “cabeça” consiste em liderança. Jesus é o líder supremo e soberano da Igreja Católica Apostólica Romana. Porém para nós esta liderança é um pouco mais que isso. Ele é o modelo ao qual devemos seguir. É aquele com quem devemos parecer dia a dia. Jesus é aquele que devemos imitar. Ser cristão nada mais é do que imitar a Cristo no dia a dia…

A cabeça pensa. O corpo reage.

Assim como cérebro humano dita o que o restante do corpo deve fazer, Cristo – Cabeça da Igreja – diz ao restante do Corpo o que ele deve fazer, onde e como o corpo deve caminhar. É claro que Ele não aparece a todos e fala a todos. Sua voz se faz ouvir pelo Magistério da Igreja. Se o corpo não responde aos comandos do cérebro, dizemos que ele está doente. Da mesma forma, dizemos que o membro do corpo que não responde a Cristo está em desacordo com a fé.

A cabeça forma. Transforma o corpo.

A cabeça transforma o corpo. Ela comanda. E quando o corpo responde, acontece a transformação. Não é verdade que os médicos dizem que para emagrecer é preciso querer? Também não afirmam que para sair da droga é preciso força de vontade? Da mesma forma, quando o corpo obedece a cabeça que é Cristo, acontece uma transformação: O corpo é introduzido nos mistérios da vida de Cristo e assim associado aos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, unidos à sua paixão para ser unidos à sua glória.

A cabeça alimenta o corpo.

Na cabeça está o cérebro que pensa e a boca que alimenta. Por isso dizemos que Cristo distribui ao seu Corpo – que é a Igreja – o alimento que é o seu corpo, e ao mesmo tempo os dons e os serviços pelos quais mutuamente nos ajudamos no caminho da salvação.

“Cabeça e membros são, por assim dizer, uma só e mesma pessoa mística.” (São Tomás de Aquino, Summa theologiae 3, q. 48, a. 2, ad 1: Ed. Leon. 11, 464.)

Devemos ser gratos a Deus por ter a oportunidade de fazer parte do Corpo Místico de Cristo. Continuamos no próximo post!

Pax Domini

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus? | Quais as características do povo de Deus? | Quando somos sacerdotes, profetas e reis?

Estudo sobre a Igreja Católica: Quando somos sacerdotes, profetas e reis?

Precisamos entender bem quando dizemos que o povo de Deus é um povo de sacerdotes, profetas e reis.

Depois de tanto tempo na Igreja é normal observarmos alguns absurdos ensinados em movimentos, pastorais e até em homilias. Um erro gravíssimo que encontro é quando o palestrante ou pregador ensina aos fiéis presentes a noção que ser “Filho de Deus” é algo que impõe uma determinada posição de destaque, privilégio ou superioridade. É fato que muitas vezes esta impressão é passada para “elevar a estima” dos fiéis que tantas vezes está meio derrubada devida a tantos problemas, mas mesmo assim, na maioria das vezes o tiro sai pela culatra e as pessoas acabam acreditando que por serem “filhos e filhas de Deus”, elas tem alguma espécie de privilégio espiritual, ou acham que por serem “filhos e filhas”, Deus tem a obrigação de lhes dar o que precisam na hora que desejam…

A primeira coisa que devemos entender é que todo ser humano se torna filho ADOTIVO de Deus, quando passa a fazer parte do seu Corpo Místico através do Sacramento do Batismo. E isto acontece não pelo mérito da pessoa, mas pela misericórdia de Jesus Cristo que morreu por nós, e nos fez parte de seu Corpo. Ora, se Jesus é a cabeça da Igreja e Deus é Pai da “cabeça”, também é Pai do Corpo. Logo, quando nos tornamos cristãos através do batismo, somos que “enxertados” nesta filiação. Para um pai que adota uma criança, é fato que ele a considera como um filho de sangue, mas sabemos que no caso de Deus, a adoção não nos torna “deuseszinhos”. Não é que Deus agora tenha milhões de filhos. Ele tem um- Jesus Cristo – e nós somos filhos porque fazemos parte do seu corpo (que é a Igreja).

Se existe um sentimento que devemos expressar ao mundo por sermos filhos de Deus, este sentimento é de GRATIDÃO. Devemos sim, ser eternamente agradecidos a Jesus Cristo por esta filiação divina. O cristão católico não tem o direito de exigir nada de Deus alegando ser seu filho. Também não devemos nos sentir superiores aos outros irmãos por que fomos agraciados com esta dádiva. Devemos ao contrário, amá-los e ajudá-los a encontrar o caminho de Deus, para que eles também se tornem seus filhos.

Outro erro comum que encontramos em diversos ensinamentos pastorais é quando se diz que o povo de Deus é um povo de sacerdotes, profetas e reis. Sim de fato o somos. Porém muitas vezes os ensinamentos que nos dão a este respeito são ensinamentos errados, que precisam ser corretamente explicados. E é isso que gostaria de falar com você agora, definindo todos os termos e colocando os pingos nos “i”.

Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu “sacerdote, profeta e rei”. Todo o povo de Deus participa destas três funções de Cristo, com as responsabilidades de missão e de serviço que delas resultam. (CIC§ 783)

Nós como Corpo Místico de Cristo, participamos enquanto povo das três funções que o Pai deu a Jesus Cristo pelo Espírito Santo. É importante que se diga, que nós até somos um povo de sacerdotes, profetas e reis, mas isso se dá quando participamos ativamente do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Sacerdotes – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto sacerdotes, quando a partir do momento em que somos batizados nos consagramos para sermos uma casa espiritual e um sacerdócio santo. Somos um povo de sacerdotes quando oferecemos ao Senhor sacrifícios espirituais para a nossa santificação enquanto pessoas e enquanto comunidade (Igreja).

Existem pessoas que usam este termo para tentar clericalizar tudo e querer que nós leigos façamos as funções dos sacerdotes. O padre tem uma missão particular e não cabe aos leigos excuta-las. Leigo é leigo e padre é padre. Ponto final. Mesmo que um padre queira que o leigo execute esta ou aquela função (que cabe unicamente ao sacerdote) alegando que você pode ser sacerdote, profeta e rei, isto está errado.

Você enquanto povo de Deus se torna um sacerdote, quando você durante o seu dia oferece orações a Deus, quando você ao passar por um determinado sacrifício no seu dia, não esmorece e ao contrário, entrega aquele sacrifício ao Senhor e quando você resiste a uma tentação e permanece distante do pecado, ofertando aquela luta interior ao Senhor como ato do seu amor.

Profetas – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto profeta quando aderimos à fé transmitida aos santos de uma vez por todas de forma completa, e ao invés de questionarmos a doutrina católica, buscamos encontrar nela as respostas e nos aprofundamos no conhecimento da mesma, nos tornando então testemunhas de Cristo no meio deste mundo.

Não somos um povo profético por que saímos por ai anunciando o fim do mundo. Isto é maluquice. Não somos profetas quando saímos por ai apontando os defeitos dos outros. Isso é coisa de fofoqueiro. Não somos profetas porque saímos por ai denunciando as injustiças dos ricos com os pobres e promovendo greves, badernas e quebra-quebra. Isso é coisa de socialista.

Podemos até dizer aos irmãos que não sabemos o dia em que o Senhor irá chegar e que é prudente se preparar porque este dia pode ser amanhã. Podemos também fazer, USANDO DE CARIDADE, uma correção fraterna indo DIRETAMENTE ao irmão e lhe mostrando o que a fé católica lhe diz sobre este ou aquele ato. Podemos (e devemos) cuidar dos pobres, mas não unicamente deles. E em todos os momentos devemos usar o amor, e não atitudes de ódio e revolta.

Enquanto povo de Deus profético, somos chamados a conhecer a doutrina, aderir a ela com fé e mostrar com a vida que somos de Deus.

Reis – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto Rei na função real de Cristo, Rei e Senhor do universo, que se fez o servo de todos, pois “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate pela multidão” (Mt 20, 28). Para o cristão, reinar é servi-Lo, em especial nos pobres e nos que sofrem, nos quais a Igreja reconhece a imagem do seu Fundador pobre e sofredor. O povo de Deus realiza a sua dignidade real na medida em que viver de acordo com esta vocação de servir com Cristo.

Não podemos pensar que por sermos com Cristo reis em sua função real, temos que ter regalias, confortos e bens. Isto não é verdade! É certo que pela graça de Deus haveremos de ter bens materiais, momentos de alegria, descanso e conforto. Mas isso devido a nossa luta, ao nosso trabalho, a nossa maneira de organizar as finanças, a diversos outros fatores. Mas não pelo fato de sermos Filhos de Deus, ou vivemos o Sacerdócio Régio de Cristo. E não sou rico e não sou menos filho de Deus do que aqueles que são. Quem segue por este caminho acabará se revoltando com Deus e com os irmãos. E Deus não quer este tipo de coisa para nós.

Para ser rei com Cristo é necessário ser servo. Simplesmente isso!

Espero que este texto tenha elucidado para você alguns pontos importantes sobre a missão do povo de Deus enquanto sacerdotes, profetas e reis. Esero que você continue visitando nosso blog e lembramos que você pode deixar o seu comentário (desde que coloque o nome e o email).

Deus abençoe você e até o próximo post!

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus? | Quais as características do povo de Deus?

Estudo sobre a Igreja Católica: Quais as características do povo de Deus?

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Olá! Ontem começamos um novo estudo: Vamos falar da Igreja enquanto Povo de Deus. No post anterior dissemos que Deus quis salvar os homens, mediante a criação de povo e não de maneira isolada. Dissemos também que Ele escolheu inicialmente um povo, mas que com a vinda de Cristo, este povo passou a ser formado por judeus e pagãos, mediante a sua fé em Jesus Cristo. Bom isto é um breve resumo. Se desejar, leia o texto anterior antes de prosseguir!

Hoje vamos dar mais um passo no nosso estudo e falar das características do Povo de Deus. Eu achei isso muito interessante e gostaria de partilhar com vocês. O Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 782 cita alguns pontos que precisam ser observados. São eles:

1. Deus não é propriedade de nenhum povo.

Este é um ponto interessante e talvez o mais importante a ser dito. Nenhum povo é “dono de Deus”. Ao contrário, Deus é que adquiriu e constituiu um povo que se torna povo mediante o seu Filho Jesus Cristo, que faz este povo “raça eleita e nação santa”.

2. Quem faz parte deste povo?

Os membros do povo de Deus não são apontados pelo seu nascimento físico, cor da pele, nacionalidade ou outra característica qualquer. Para ser membro do Povo de Deus é necessário “nascer do alto, da água e do espírito” (Jo 3, 3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Isto é muito importante para nós católicos: O batismo é primeiro passo para que alguém se torne membro deste povo.

3. Quem é o cabeça, o chefe deste povo?

O Povo de Deus é a Igreja (e quando eu falo Igreja eu falo da verdadeira – A Igreja Católica Apostólica), que tem por cabeça (chefe) Jesus Cristo. Assim como a Igreja é o povo de Deus, ela também é chamada de Corpo Místico de Cristo. Por isso afirmamos que Jesus é a cabeça e o seu povo é o corpo místico. Antigamente quando alguém era ungido, o óleo santo era derramado sobre a cabeça da pessoa. Da cabeça, o óleo descia para o restante do corpo. Da mesma forma, da cabeça que é Jesus, flui a unção do Espírito Santo para o resto do corpo.

4. Chamados a liberdade de Filhos de Deus.

O povo de Deus é chamado primeiramente a liberdade dos Filhos de Deus. É preciso entender que esta liberdade não é a mesma que o mundo nos oferece onde tudo pode. Isso é libertinagem. A liberdade dos Filhos de Deus consiste em livremente e conscientemente fazer a vontade de Deus, obedecendo aos seus ensinamentos e cuidando do seu corpo, alma e espírito como um templo no qual reside o Espírito Santo.

5. O Povo de Deus obedece a uma Lei.

O povo de Deus é chamado primeiramente a amar como Jesus amou. Isso quer dizer: Ajudar, servir, promover e perdoar os outros membros do povo de Deus e àqueles que ainda não fazem parte deste povo. Em outras palavras: Somos chamados a amar! Muito embora esta lei seja bonita e talvez até poética, é uma lei dura demais para ser vivida. Não é fácil viver o amor na prática, pois isto requer uma convivência diária, perdão constante e um eterno recomeçar. Como dizia um grande amigo meu: “Quem pensa que é fácil está enganado”. Porém é uma aventura para corajosos que tem no coração o desejo de ser inteiramente de Deus.

6. A missão do Povo de Deus.

A missão do povo de Deus é ser sal na terra e luz no mundo. O povo de Deus é chamado a ser sinal de unidade, esperança e salvação. Somos chamados a ir contra a correnteza do mundo, fazendo as nossas escolhas à luz de Cristo. Nossa missão é mostrar ao mundo que é possível, que tem jeito, que podemos ser felizes mesmo em meio a tanta infelicidade que existe.

7. Sua pátria. Seu destino.

O povo de Deus é chamado a caminhar rumo ao seu destino último: O Reino de Deus, que começa aqui e que será consumado no fim dos séculos. Embora o povo de Deus viva em uma pátria nesta terra, o povo de Deus tem como pátria a Jerusalém Celeste. Por isso dizemos que somos “cidadãos do céu”.

Jesus Cristo chama todos os homens e mulheres para fazer parte do seu Povo Eleito. E não nos custa muito: Basta apenas querer! Aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador, visitar a Igreja da sua paróquia, participar da Santa Missa frequentemente, buscar os sacramentos e conversar com outros católicos sobre este desejo são os primeiros passos que devemos dar.

Espero que você tenha gostado do texto! Deus abençoe e até a próxima!

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus?

Estudo sobre a Igreja Católica: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus?

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Comumente ouvimos a expressão “Povo de Deus” quando alguém se refere às pessoas que frequentam a Igreja. Mas será que o termo é justificado? Será que de fato o povo de Deus diz respeito unicamente as pessoas que vão a Igreja? De onde vem esta expressão?

No blog Dominus Vobiscum que você acabou de acessar, fazemos um contínuo estudo do Catecismo da Igreja Católica, com o objetivo de partilhar com você aquilo que a doutrina da Igreja Católica ensina de uma forma mais simples, sem tantas palavras rebuscadas para facilitar o entendimento de todos. Neste momento estamos estudando especificamente a nossa Igreja, seus termos e expressões. Eis que chega a hora de entender a expressão “povo de Deus”.

Para entender o significado desta expressão, é preciso antes de tudo entender o plano de Deus para a humanidade. O catecismo nos ensina que Deus quis salvar os homens desde o momento em que o pecado entrou no mundo. E para isso Ele com toda a sua inteligência e sabedoria pensou na melhor maneira de fazer isso e chegou a conclusão que ele não deveria realizar esta salvação de forma isolada, mas constituindo os homens em um só povo. O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz no parágrafo 153:

“A Igreja é o povo de Deus porque aprouve a Deus santificar e salvar os homens não isoladamente, mas constituindo-os num só povo, reunido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

Esta afirmação é tão verdadeira que se tomamos a Bíblia para fazer um estudo sobe o tema, não precisamos ir muito longe para ver que o próprio Deus inicialmente escolheu Israel para ser o seu povo e estabeleceu com ele uma aliança. Quanto mais vamos estudando e avançando na Bíblia, vemos que Deus não desistiu deste povo. Ao contrário, instruiu-o progressivamente, foi mostrando a ele a sua vontade ao longo do tempo e tornando este povo um povo santo.

Porém este povo se tornou mais numeroso com a vinda de Jesus Cristo. Ele que é a Nova Aliança, fez com que judeus e pagãos que se voltaram a Cristo, se tornassem um só povo. Se o povo de Israel se constituía povo pelos laços de sangue, o povo de Deus após a vinda de Cristo se torna povo através de laços espirituais. É o Espírito Santo que faz com que as pessoas de diferentes lugares, povos, raças e nações se tornem um só povo: O Povo de Deus!

É importante dizer que a expressão “povo de Deus” não pode ser usada para justificar pessoas perfeitas e imaculadas. O povo de Deus está a caminho e, portanto é um povo cheio de defeitos como qualquer outra pessoa. A pessoa se torna “Povo de Deus” justamente quando decide assumir Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e seguir os seus ensinamentos, vivendo os sacramentos e fazendo parte do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. A pessoa não se torna povo de Deus por estar isenta de pecados. Ninguém tem a obrigação de ser perfeito para fazer parte do povo de Deus, afinal Jesus mesmo disse que veio para os pecadores e não para os santos. Porém para fazer parte do povo de Deus é necessário querer ser melhor e ir dando passos, cada um no seu tempo e respeitando seu próprio processo de caminhada.

Portanto, o povo de Deus não é constituído de santos e perfeitos, mas de homens imperfeitos que buscam a perfeição.

No próximo texto sobre o assunto, iremos estudar as principais características do povo de Deus. Se você ainda não faz parte deste povo lindo, seja bem-vindo! Se você já faz parte do povo de Deus em seu Corpo Místico que é a Igreja, Deus te abençoe! É sempre bom encontrar os irmãos aqui neste blog!

Pax Domini

Documentos da Igreja: Aproveite o Ano da Fé para estudar!

Constituição dogmática Lumen Gentium

O Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Dr. Guzmán Carriquiry Lecour, disse em uma entrevista a ACI, divulgada hoje, que o Ano da Fé é uma oportunidade enorme para que os a Igreja e os Leigos voltem a ter em suas mãos os documentos do Concilio Vaticano II, bem como o Catecismo da Igreja Católica.

Ele disse que só de voltarmos a ler a Constituição para a Igreja Lumen Gentium, já seria uma ação maravilhosa para o crescer enquanto Cristãos conscientes do que é ser Igreja.

Ele afirma que a Lumen Gentium, “é um documento que tem uma verdade tão persuasiva, tão resplandecente, ainda cheio de virtualidades para fazer-nos crescer na autoconsciência de ser Igreja”.

Na entrevista ele ressaltou “o preciosíssimo Magistério de Sua Santidade Bento XVI”, e assinalou a importância que tanto leigos como sacerdotes aproveitemos seus ensinamentos, pois é “a primeira vez na história que temos como sucessor de Pedro ao teólogo mais genial da Igreja contemporânea”.

Catecismo da Igreja Católica

Ele afirmou ainda que devemos “recomeçar desde Cristo em um encontro pessoal, que se transforma em amizade e comunhão. A experiência desse encontro pessoal com Cristo é o que fundamenta e reaviva nossa fé. (…) Esse encontro com Cristo tem que transformar-se em comunhão, tem que crescer desde a reinicialização cristã até a formação de personalidades cristãs amadurecidas na fé. E aí vem todo o processo de crescimento no conhecimento dos conteúdos da fé e a vida de fé”

Caro amigo leitor, você sabia que pode ter acesso, de forma gratuita, a todos os documentos da Santa Igreja através do site do Vaticano, bem como existe um site com o Catecismo da Igreja? Conheça mais ainda sobre a sua Religião!

Para ter acesso aos Documentos da Igreja de forma gratuita, entre no Site do Vaticano (clique Aqui). Se desejar acessar o Catecismo da Igreja Católica On line (clique Aqui)!

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Catecismo da Igreja Católica é a Pedra Angular que nos mantém firmes na Fé

 Com motivo da proximidade do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, o historiador da Igreja e consultor de vários dicastérios, Dom Wilhelm Imkamp, afirmou que o Catecismo é a pedra angular que nos mantém enraizados à fé.

O Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, começará no dia 11 de outubro de 2012, no 50° aniversário da inauguração do Concílio Vaticano II e terminará em 24 de novembro de 2013, na Solenidade de Cristo Rei do Universo, também se comemorará o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Em uma entrevista concedida ao jornal Avvenire, Dom Imkamp recordou que “sem a assimilação do catecismo, a fé se evapora, se desvanece”, mas “existe a esperança de uma correção como são, por exemplo projetos como os do YouCat”, o catecismo para jovens elaborado principalmente na Alemanha e distribuído pela primeira vez entre os jovens durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madri 2011.

O Prelado ressaltou que a sociedade de hoje, necessita uma verdadeira recepção do Catecismo e que este se converta em um fundamento para a transmissão dos conteúdos da fé. Isto “servirá para a preparação para os sacramentos, para o plano de formação e para os programas didáticos dos professores de religião, obviamente até para a preparação dos sacerdotes”, indicou.

Dom Imkamp, que também é reitor do Santuário de Maria Versperbild na Bavaria (Alemanha), assinalou que com ocasião da chegada do Ano da Fé no mês de outubro Maria é “a porta da fé e por isso também a porta do Céu”.

Explicou que embora na Alemanha a Igreja seja pouco convincente para os jovens, as Jornadas Mundiais da Juventude e os novos movimentos eclesiais, poderiam mudar as coisas: “a contribuição eclesial com seu complicado sistema de comissões e de conselhos não é percebido na sua grandeza espiritual, mas sim como um simples ente de direito público que se esforça em todos os sentidos para ter importância social”, lamentou.

Finalmente, explicou que é urgente preparar aos jovens para os sacramentos, já que “são um tesouro a ser descobertos e para oferecer”.

O Catecismo fonte de fé assistida pelo Espírito Santo

A Igreja considera como propulsor do Catecismo ao Beato João Paulo II, quem em 1985, pediu a criação do Catecismo durante o vigésimo aniversário da clausura do Concílio Vaticano II em uma sessão extraordinária do Sínodo dos bispos para agradecer a Deus os enormes frutos espirituais nascidos do Concílio.

O Catecismo da Igreja Católica é a exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, iluminadas pelas Sagradas Escrituras, pela Tradição apostólica e pelo Magistério eclesiástico fruto da renovação iniciada no Concílio Vaticano II.

Sua redação junto à elaboração do novo Código de Direito Canônico, o Código de Direito das Iglesias Orientais católicas, o Compêndio de Doutrina Social da Igreja católica e o Diretório Catequético General se converteu no ponto de referência oficial para o ressurgimento da Igreja e para redação dos catecismos católicos do mundo inteiro.

Texto origina em acidigital.com
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