Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Graças a Deus que a Igreja nunca será democracia

Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: o que ligares na terra será ligado nos Céus, e o que desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16,19). O “poder das chaves” designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, “o Bom Pastor” (Jo 10,11), confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino. (CIC§553)

Diante de tudo que estudamos nesse tempo, só nos resta agora não apenas fortalecer nossa fé na vontade de Deus para com a sua Igreja, como na pessoa a quem Jesus destinou para governar a Igreja Dele. A barca está no mar, porém temos um excelente navegador. Sempre teremos porque Ele sempre será assistido por Deus. Hoje, estamos sob a responsabilidade de Bento XVI, que segundo a opinião do Padre Paulo Ricardo (e a minha também) é o maior e melhor teólogo vivo do mundo. Ele tem governado a Igreja com sabedoria e eficiência.

É importante se conscientizar que a Igreja não é, nunca foi, e nunca será democracia. A Igreja sempre será hierarquia. Foi assim que Jesus a criou. Está na raiz da nossa fé. Quem não gostar que reclame com Deus. Por isso é natural que nós, homens e mulheres da modernidade, muitas vezes possamos sentir algo ranger dentro de nós, quando “recebemos uma ordem”.

Hoje faz parte da cultura moderna a idéia de ouvir, debater, opinar, concordar ou não. Mas na Igreja as coisas não assim (graças a Deus). Não faz parte da Igreja a idéia “da maioria prevalecer”.

Na Igreja de Cristo, Ele é a cabeça e sempre será. Porém o representante Dele sempre haverá no meio de nós. Porque isso impede que nós façamos as coisas da nossa cabeça, e ai a coisa vira bagunça.

Veja, na Igreja Católica Apostólica Romana, temos diversos movimentos e pastorais. Cada um com sua particularidade, com seu jeito peculiar de buscar a Deus, de expressar a sua fé, de realizar seus gestos concretos. Mas todos eles devem obediência a alguém (ao pároco, ao bispo). Por sua vez, os padres devem obediência aos bispos diocesanos. Estes devem obediência ao Papa, e por ai vai… Se não fosse assim, teríamos um monte de “Igrejas Malucas”. A unidade precisa acontecer e para que isso aconteça, é necessário ordem e disciplina. Embora existam coisas que precisamos conversar (e conversar muito) para chegar a unidade, somos a Igreja de Cristo. Participamos da Eucaristia, professamos a mesma fé, comungamos do mesmo pão, vivemos os mesmos sacramentos.

Repito: A dificuldade de aceitar Pedro e os seus sucessores se deve muito mais a dificuldade que temos em obedecer alguém hierarquicamente, o que implica em fazer coisas que não gostaria de fazer, em abrir mão de suas vontades, e por ai vai…

Quero por fim para terminarmos este estudo, deixar um texto escrito por ninguém mais que Martinho Lutero, fundador do protestantismo sobre a Sucessão Apostólica. Esse texto foi escrito antes dele se desligar da Igreja de Cristo. Leia com bastante atenção:

“Se Cristo não houvesse confiado todo poder a um homem, a Igreja não poderia ter sido perfeita porque não haveria ordem e cada um estaria apto para dizer que é guiado pelo Espírito Santo. É isso que os hereges dizem, cada um pondo razão em seu próprio princípio. Dessa maneira, tantas Igrejas foram levantadas porque havia cabeças. Cristo, todavia, quer, para nos colocar todos em uma unidade, que seu poder seja exercitado por um homem a quem Ele mesmo confie essa atribuição. Ele tinha, entretanto, tão grande poder que venceu os poderes do inferno (sem dano algum). Ele disse: ‘As portas do inferno não prevalecerão contra ela’, como querendo dizer: ‘lutarão contra ela, mas nunca poderão vencê-la’; é então dessa maneira que ela manifesta que seu poder é na realidade vindo de Deus e não do homem. Assim, quem rompe com essa unidade e com essa ordem de poder, não deixa sinal de grande ou de obras maravilhosas, como nossos Picards e outros hereges fazem, ‘Vigia teus passos, quando vais à casa de Deus! Entra para escutar e não apenas para oferecer sacrifícios, como os insensatos, que não percebem que estão procedendo mal!’(Ecle 4,17) (Sermo in Vincula S. Petri, “Werke” Weimar edition, I, 69)

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: A autoridade de Pedro era incontestável na Igreja Primitiva

“Pedro e Paulo, indo para a Itália, vos transmitiram os mesmos ensinamentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente” (História Eclesiástica, II 25,8) Observação: A História da Igreja, desde cedo, mostra que os sucessores de S. Pedro em Roma fizeram uso da sua jurisdição. Por exemplo na questão da data da festa da Páscoa, no século II, alguns cristãos da Ásia Menor não queriam seguir o calendário de Roma; o Papa S. Victor (189-199) ameaçou-os de excomunhão (cf. Hist. Ecles. Eusébio V 24, 9-18). Ninguém contestou o Bispo de Roma, o Papa; e parecia claro a todos os bispos que nenhum deles podia estar em comunhão com a Igreja universal (já chamada de católica) sem estar em comunhão com a Igreja de Roma. Isto mostra bem o primado de Pedro desde o início da Cristandade. (Eusébio de Cesaréia †340)

Obs.: Perceba que desde os inícios, os santos da Igreja Primitiva falam da autoridade de Pedro e dos seus sucessores. Contra fatos não existem argumentos.

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Pedro e as promessas de Cristo

Pedro havia confessado: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Nosso Senhor lhe declara na ocasião: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as Portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Cristo, “Pedra viva”; garante a sua Igreja construída sobre Pedro a vitória sobre as potências de morte. Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a rocha inabalável da Igreja. Terá por missão defender esta fé de todo desfalecimento e confirmar nela seus irmãos (CIC§552)

A promessa de Jesus Cristo a São Pedro foi clara: Tu és “Petrus” (Rocha) e sobre essa “Petrus” (Rocha) edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre Ela. (Mt 16,18)

Ontem havia deixado no texto que escrevi, duas perguntas:

1. Se Jesus dá a Pedro o direito de ligar ou não as coisas no céu, não seria óbvio que Ele iria de alguma forma assitir a Pedro?
2. E depois que Pedro morresse a Igreja iria ficar a deriva?

Essas são perguntas que precisam ser feitas para que entendamos que Deus pensou em tudo. As coisas de Deus nunca são feitas de modo improvisado. O plano de Deus foi, é, e sempre será perfeito. Jesus quando retornou a direita di Pai, deixou-nos a Igreja. E para comandar a sua Igreja, deixou-nos Pedro. Agora pense comigo: Poderia Deus correr riscos de seu plano de amor ir água a baixo por causa de um homem? Claro que não. Já não bastasse a desobediência dos nossos primeiros pais.

Ao deixar Pedro como chefe da sua Igreja, Jesus também estava assegurando que iria assistar a Pedro em tudo, pois a partir do momento em que Ele assumisse a Igreja, o que Ele ligasse na Terra, seria ligado no céu. Já pensou se Deus desse esse “poder” a um homem e não desse assistência a Ele?

Ora, sabemos que os homens por mais justos e sábios, sempre serão homens. Porém ai entra o Auxílio Divino que Jesus deu para que esse homem não falhasse. E ai nós olhamos mais para a frente e vemos que depois que Pedro morreu (e nós católicos cremos que Ele está nos céus), outros teriam que ocupar seu posto. Acaso Deus deixaria a esses de lado? Acaso Deus desonraria uma promessa que Ele mesmo fez?

Claro que não irmãos. Deus não é homem. Ele não volta atrás em suas promessas. Desacreditar na sucessão apostólica é desacreditar que Deus é Deus.

Se existe uma promessa que afirma que as portas do Inferno nunca prevalecerão sobre a Igreja, também existe uma promessa de que a Igreja seria, e tem sido edificada sobre a pessoa de São Pedro e a partir dele nos seus sucessores. O Papa Pio XII disse em uma das encíclicas que escreveu:

“Há os que se enganam perigosamente, crendo poder se ligar a Cristo, cabeça da igreja, sem aderir fielmente a seu Vigário na terra. Porque suprimindo esse Chefe visível, quebrando os laços luminosos da unidade, eles obscurecem e deformam o Corpo místico do Redentor a ponto de ele não poder ser reconhecido e achado dentro dos homens, procurando o porto da salvação eterna”. (Papa Pio XII –  Encíclica “Mystici Corporis Christi”)

Pax Domini

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Já no Século I se falava sobre a Sucessão Apostólica

“Os apóstolos foram mandados a evangelizar pelo Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Assim, Cristo vem de Deus e os apóstolos de Cristo. Essa dupla missão se sucede em boa ordem, por vontade de Deus. Assim, tendo recebido instruções, e estando plenamente convencidos pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, e confirmados na fé pela palavra de Deus, saíram os Apóstolos a anunciar, na plenitude do Espírito Santo, a boa nova da aproximação do reino de Deus. Iam pregando por campos e cidades, batizavam os que obedeciam o desígnio de Deus, e iam estabelecendo aos que eram as primícias dentre eles como bispos e diáconos dos futuros fiéis, depois de prová´los no Espírito Santo. E isto não era novidade, pois desde muito tempo estava escrito de tais bispos e diáconos.” (n.VI) “Renunciemos, portanto, às nossas vãs preocupações e voltemos à gloriosa e veneranda regra de nossa Tradição.” (n.VII) “Para que a missão a eles [apóstolos] confiada fosse continuada após a sua morte, impuseram a seus colaboradores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os colocara para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram pois, tais varões e em seguida ordenaram que, quando eles morressem, outros homens íntegros assumissem o seu ministério” (Carta aos Coríntios 42,44). “Também os nossos Apóstolos sabiam, por Nosso Senhor Jesus Cristo,que haveria contestações a respeito da dignidade episcopal. Por tal motivo e como tivessem perfeito conhecimento do porvir, estabeleceram os acima mencionados e deram, além disso, instruções no sentido de que, após a morte deles outros homens comprovados lhes sucedessem em seu ministério. Os que assim foram instituídos por eles, ou mais tarde por outros homens iminentes com a aprovação de toda a Igreja, e serviram de modo irrepreensível ao rebanho de Cristo com humildade, pacífica e abnegadamente, recebendo por longo tempo e da parte de todos o testemunho favorável, não é justo em nossa opinião que esses sejam depostos de seu ministério” (Cor 42, 1´3). Essas palavras de S. Clemente, discípulo de S. Paulo como confirma a tradição, é da maior importância; pois nos mostram que foi desejo expresso dos Apóstolos que acontecesse a sucessão deles. É por isso que após a morte de S. Pedro, a Igreja de Roma elegeu o seu sucessor, S. Lino, depois S. Anacleto, etc.

S. Clemente de Roma (†102), Papa

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: O que é autoridade? De onde ela vem?

Autoridade: O que é isto? O que significa?

Sua raiz está na palavra “autor”, que significa “criador” ou “originador”. Vem do latim “auctoritas”: “o poder do criador para comandar ou tomar decisões”. O dicionário define como: “o poder de executar a lei, exigir obediência, comandar, determinar ou julgar.Também significa: “aquele que foi investido de poder, especialmente um governador”.

Então a palavra pode se aplicar tanto a uma forma de governo quanto a um indivíduo. O Senado tem a autoridade de fazer leis, a Suprema Corte tem a autoridade de interpretar aquelas leis e o Presidente tem a autoridade de executá-las.

O que você acha que aconteceria se não houvesse autoridade? Haveria anarquia, tumulto, caos, todo mundo “fazendo o que bem quiser”. A civilização, do jeito que a conhecemos, iria se desmoronar rapidamente. Veja o caso da Albânia: poucos dias depois do colapso da autoridade, houve anarquia, com milhares tentando fugir para salvar suas vidas. A Escritura nos recorda que: “Por falta de direção cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação.” (Pr 11,14; 24,6).

A autoridade vem do “Autor da Vida”: At 3,15. Toda autoridade vem de Deus “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação.” (Rm 13,1-2). Perceba que Deus é seletivo com quem Ele dá justa autoridade.

A Igreja Católica tem uma forma de governo chamada teocracia e opera com uma “Hierarquia”. Como qualquer outra forma de governo, tem que ter “autoridade” para funcionar. A Igreja recebeu sua autoridade de seu fundador, Jesus Cristo:

1. “E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Jesus vai construir sua Igreja em rocha sólida. Ele é a “pedra angular” (Salmo 118,22; Ef 2,20-22), a “fundação” (pedra angular) (1Cr 3,11), e a “rocha” (1Cr 10,4). As “Portas do Inferno não prevalecerão contra ela”, significa: Ele a defenderá por dentro e por fora, contra todos os adversários, para sempre.

2. Os Apóstolos são a fundação, Jesus Cristo é a “Pedra angular-chefe” (Ef 2,20).

3. Jesus Cristo deu uma autoridade superior para resolver disputas entre pessoas, mesmo quando há duas ou mais testemunhas. Ele lhes disse para apelar para a Igreja em Mt 18,17: “Mas se recusa a ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano (um coletor de impostos para o Império Romano).” Aqui, Cristo deu autoridade total à Sua Igreja.

4. Paulo adverte aqueles que se recusam a aceitar a autoridade dada à Igreja e diz o que acontecerá com eles se recusarem em Rm 13,1-2: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque NÃO HÁ AUTORIDADE QUE NÃO VENHA DE DEUS; AS QUE EXISTEM FORAM INSTITUÍDAS POR DEUS. Assim, AQUELE QUE RESISTE À AUTORIDADE, OPÕE-SE À ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS; E OS QUE A ELA SE OPÕEM, ATRAEM SOBRE SI A CONDENAÇÃO.”

5. O Próprio Jesus Cristo é a cabeça da Igreja que Ele fundou, a “Cabeça de Seu Corpo” (Ef 1,22). Não pode haver maior autoridade do que esta.

6. Jesus Cristo se certificou de que Sua Igreja era digna da autoridade que Ele lhe deu. Ele se certificou de que sua Igreja não tinha mancha: “Para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef 5,27). Ele se certificou de que Sua Igreja era digna de ser chamada “Casa de DEUS”, e a “Coluna da Verdade”: …como deves comportar-te na Casa de DEUS, que é a Igreja de DEUS vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15).

7. Jesus Cristo ama a Igreja que Ele fundou (Ef 5,29). E você?

8. DEUS disse que estará com Sua Igreja para sempre: “Não te deixarei nem te desampararei” (Hb 13,5). Em Mt 28,20, Jesus disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Isto significa que Ele estará com Sua Igreja todo dia, em cada século, até o fim dos tempos. Qual Igreja era a Igreja Dele quando estes versículos foram pronunciados?

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: O Papa tem as chaves do Reino?

No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única… (CIC§552)

Para entendermos porque nos dias de hoje Bento XVI responde pela Igreja de Cristo, ou seja, a Igreja Católica Apostólica Romana, precisamos voltar no tempo, e entender a eleição de São Pedro feita pelo próprio Jesus Cristo. Tomemos a palavra de Deus em Mateus capítulo 16.

Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? (Mt 16,13-15)

Perceba que a primeira pergunta (no dizer do povo quem é o Filho do homem?) fora dirigida a todos os discípulos. Então todos deram suas respostas. Mas quando a segunda pergunta fora feita, ninguém mais falou. Porque? Ora, é fácil falar o que os outros pensam. O difícil é falar o que nós pensamos. Mas ai vem a resposta de Simão (cujo nome significa caniço):

Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! (Mt 16,16)

Essa resposta, foi significativa para que Jesus desse a Pedro uma missão importante. Perceba que a partir desse momento, Jesus não se dirige mais a “todos” os Apóstolos. Ele se dirige apenas a Pedro. Tanto que fala até da sua arvore geneológica.

Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.  (Mt 16,17-19)

Perceba que nestes três versículos, Jesus muda o nome de Simão (que de Simão – Caniço – se transformou em Petrus – Pedra. Observe que Deus fez isso com muitos outros, como por exemplo Abraão), e diz que sobre esta Pedra (ou seja sobre a pessoa de Petrus) edificará a sua Igreja. Ele ainda afirma que as portas do inferno jamais prevalecerão sobre a Igreja, edificada em Petrus, e dá a Ele (e não a todos os demais) as chaves do Reino, para ligar e desligar tudo.

Irmãos, leiam novamente esse trecho do evangelho de Mateus. Perceba que num dado momento Jesus fala exclusivamente a Pedro. A promessa é feita a Pedro. Não é feita a todos. É necessário que haja alguém responsável pela sua Igreja. Para mim isso é tão claro que chega a ser absurdo qualquer tipo de contestação.

Eu sei que muitos não concordam com isso e que por isso se afastaram da Santa Igreja. Mas as coisas são como são. É muito fácil dizer que acredita em Deus e sair por ai acreditando no que convém e desacreditando no que não convém. Se eu concordo eu fico, se não abro uma igreja (com “i” minúsculo mesmo) na esquina da minha casa. Como é difícil se submeter a alguém.

Eu penso (e isso é uma opinião minha), que o fato de muitas pessoas não aceitarem a Hierarquia da Igreja não está no fato de que o argumento bíblico é contestável (leia de novo, não há o que contestar). O problema é que muitas pessoas não querem é se submeter a nada e nem a ninguém. Por isso que a Igreja ensina que a insubmissão é coisa do demônio. Parafraseando São João Evangelista: “Como obedecer a Deus que não vê, se você não obedece ao irmão que você vê?”

Muitos afirmam: Mas o Papa erra. Ele é humano.

Olha, ainda que Jesus colocasse um anjo, um ser espiritual para governar sua Igreja, tenho a absoluta certeza que ainda haveria gente para achar defeito. O ser humano tem horas que só Jesus para aguentar. Já dizia o menino prodígio: Santa Paciência, batman!

O Papa por ser assistido pelo Espírito Santo, jamais erra em questões doutrinárias ou morais. O Papa só erra se ele se meter a falar de política, de futebol, de economia, ou seja, de outros assuntos que não sejam de sua alçada. Repito: Ele é infalível nas questões doutrinárias e morais. E isso não por méritos seus, mas pela ação do Espírito Santo.

Pense comigo: Quando Jesus iria permitir que algo errado fosse ligado no céu?Se Jesus fizesse uma coisa assim, deveríamos internar Jesus e chamá-lo de louco. Nunca eu iria ousar pensar que Jesus permitiria tal situação! Agora, se Jesus dá a Pedro o direito de ligar ou não as coisas no céu, não seria óbvio que Ele iria de alguma forma assistir a Pedro? E depois que Pedro morresse a Igreja iria ficar a deriva?

Pax Domini

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: São Cipriano (†258), bispo de Cartago, defensor da unidade da Igreja fala sobre os Apóstolos

“O Senhor diz a Pedro: “Eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus… O Senhor edifica a sua Igreja sobre um só, embora conceda igual poder a todos os apóstolos depois de sua ressurreição, dizendo: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio. Recebei o Espírito Santo, se perdoardes os pecados de alguém, ser-lhes-ão perdoados, se os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. No entanto, para manifestar a unidade, dispõe por sua autoridade a origem desta mesma unidade partindo de um só. Sem dúvida, os demais apóstolos eram, como Pedro, dotados de igual participação na honra e no poder; mas o princípio parte da unidade para que se demonstre ser única a Igreja de Cristo… Julga conservar a fé quem não conserva esta unidade da Igreja? Confia estar na Igreja quem se opõe e resiste à Igreja? Confia estar na Igreja, quem abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (São Cipriano de Cartago, 258 d.C.)

Pax Domini

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: A Missão de cuidar das chaves do Reino de Deus

Desde o início de sua vida pública, Jesus escolhe homens em número de doze para estar com Ele e para participar de sua missão; dá-lhes participação em sua autoridade “e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar” (Lc 9,2). Permanecem eles para sempre associados ao Reino de Cristo, pois Jesus dirige a Igreja por intermédio deles (CIC§551)

Falando sobre o Reino de Deus, estamos falando de um Reino, cujo o Rei verdadeiramente é Rei. Não é um Rei de fantasia, que está ali para ser manipulado por terceiros. No Reino de Deus quem Reina é Jesus Cristo. E o que significa reinar? A missão de um rei, é delegar aos seus súditos direitos e deveres. Cabe ao Rei dizer as pessoas o que se deve fazer, quem deve fazer o que, quando e como fazer.

Aparentemente isso que eu escrevi agora não tem nada a ver com o nosso estudo. Mas ai é que você se engana. Isso tem tudo a ver. Porque como Rei, Jesus deixou tudo organizado para nós. Por acaso poderia Jesus sendo perfeito, deixar algo imperfeito na Terra? Claro que não. Quando Jesus retornou aos céus, Ele não deixou seu povo a ver navios. Ele deixou tudo organizado. A bagunça quem faz sempre é o homem.

Veja, Jesus escolheu doze homens e preparou-os para a missão de anunciar o Reino. Esses doze foram escolhidos não por homens, não por votos democráticos. O próprio Jesus escolheu como quis, quando quis, inclusive contrariando a lógica. Não escolheu sábios e letrados, mas homens simples. Porque Ele escolheu assim? Simples. Ele é o Rei. Ele escolhe quem quer, quando quer e como quer.

Porém Jesus preparou esses homens para que quando Ele fosse retornar aos céus, deixá-los como embaixadores do evangelho. A partir da sua ascenção, Jesus quis governar seu povo e sua Igreja através desses homens. Teriam outras maneiras? Lógico. Teriam outras pessoas? Com certeza. Mas Jesus quis assim. Ele é o Rei. Cabe a Ele decidir.

As chaves do Reino de Deus foram confiadas aos apóstolos e posteriormente aos seus sucessores. Há quem goste e há quem não goste. Sinceramente: Quem não gostar… problema é seu. Resolva com Jesus. Conteste o próprio Rei.

Irmãos, o que iremos ver nesse estudo é muito sensível a nossa realidade de católicos. Iremos estudar aqui, algo muito sério. Porque hoje em dia, existem muitas pessoas que se entitulam “donos das chaves do Reino de Deus”. Muitos se auto-intitulam bispos, apóstolos… A cada dia aparece mais gente assim.

Em primeiro lugar as Chaves do Reino de Deus continuam sendo e sempre serão de Deus. Aos apóstolos, veio a missão de cuidar dessas chaves. São eles quem primeiramente cuidaram de anunciar o Reino, ensinar o povo, corrigir as pessoas, resolver problemas de fé e doutrina… Depois com a morte deles, outros foram sendo colocados em seu lugar. Mas para que isso aconteça, sempre foi preciso que essa pessoa fosse confirmada na fé por outros que haviam recebido essa missão. Nós estamos falando aqui da Sucessão Apostólica, que deu continuidade até hoje, a Igreja de Cristo.

Ninguém se intitula bispo. Ninguém pode sai por ai se denominando apóstolo. Cuidado quando ouvir essas coisas. Isso não segue as ordens do verdadeiro Deus…

Pax Domini

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Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Podcast

Pax Domini! Começamos a semana com mais um podcast Dominus Vobiscum. E esse na minha opinião está muito bacana: Vamos falar sobre “As chaves do Reino de Deus”. Essa expressão usada pelo próprio Cristo, determina que cabe a alguém cuidar da missão de Anunciar o Reino Dele para os demais. Que é, ou, quem são essas pessoas? Existe alguma passagem bíblica que fale a respeito disso? Bom essas e outras respostas você vai encontrar aqui, ouvindo esse Podcast. Na oração da semana, você vai ter um modelo de oração para aprender a se dirigir a Deus, para pedir as coisas: A chamada oração de petição.

Quero agradecer demais a você que escuta nossos podcasts. Graças a você, já somos o 4º Podcast mais acessado da Podcast1 – Concorrendo inclusive com Podcast seculares dos mais variados temas. De verdade muito obrigado.

Obs.: Vale a pena salientar que este podcast ainda era do tempo em que eu fazia parte da Comunidade Canção Nova. Alguns endereços, dados, datas e locais já não são mais válidos, porém o conteúdo do ensino é super atual!

Ouça este podcast aqui, acessando o player abaixo

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