Queres ser curado?

Ao contrário do que costuma fazer, Jesus hoje toma a iniciativa e, com olhar compassivo, pergunta Ele mesmo ao paralítico: “Queres ser curado?” Este episódio nos desperta para o fato de que Deus, inteiramente livre, tem os seus eleitos, chamados muitas vezes a realizar uma obra especial a favor de toda a Igreja.

Ao contrário do que costuma fazer, Jesus hoje toma a iniciativa e, com olhar compassivo, pergunta Ele mesmo ao paralítico: “Queres ser curado?” Este episódio nos desperta para o fato de que Deus, inteiramente livre, tem os seus eleitos, chamados muitas vezes a realizar uma obra especial a favor de toda a Igreja.

Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?» O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga». Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou disse-me: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local. Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior». O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado . (João 5,1-16)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 124

Os milagres de Cristo são símbolos das diferentes circunstâncias da nossa salvação eterna […]; aquela piscina é o símbolo do dom precioso que nos faz o Verbo do Senhor. Em poucas palavras, aquela água é o povo judeu; os cinco pórticos são a Lei, escrita em cinco livros. Aquela água está, pois, rodeada por cinco pórticos tal como o povo estava rodeado pela Lei que o definia. A água que se agitava e se turvava é a Paixão do Salvador no meio desse povo. Quem descesse à água era curado, mas só um, para representar a unidade. Os que não podem suportar que se lhes fale da Paixão de Cristo são orgulhosos; não querem descer e não são curados. «O quê?», dizem esses homens altivos. «Acreditar que um Deus encarnou, que um Deus nasceu de uma mulher, que um Deus foi crucificado e flagelado, que foi coberto de chagas, que morreu e foi sepultado? Não, jamais acreditaria nessas humilhações de Deus: são indignas dele!»

Calai a cabeça e deixai falar o coração. As humilhações de Deus parecem indignas aos arrogantes e é por isso que eles estão tão afastados da cura. Guardai-vos, pois, desse orgulho; se desejais a vossa cura, aceitai descer. Teríeis razão para vos preocupardes se vos dissessem que Cristo tinha sofrido alguma mudança ao encarnar. Mas não. […] O vosso Deus mantém-Se como era, não receeis; Ele não morre e impede-vos de morrer. Sim, Ele permanece o que é; nasce de uma mulher, mas fá-lo segundo a carne. […] Foi como homem que Ele foi preso, amarrado, flagelado, coberto de ultrajes e, por fim, crucificado e morto. Porque vos aterrorizais? O Verbo do Senhor permanece eternamente. Quem repudia as humilhações de um Deus não quer ser curado da ferida mortal do seu orgulho.

Pela sua encarnação, nosso Senhor Jesus Cristo restituiu, pois, a esperança à nossa carne. Tomou para Si os frutos bem conhecidos desta terra: o nascimento e a morte. O nascimento e a morte são, com efeito, bens que a terra possuía em abundância; mas nela não havia ressurreição nem vida eterna. Ele colheu os frutos desgraçados desta terra ingrata e em troca deu-nos os bens do seu reino celestial.

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Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 26 – Dos que sem autorização se juntam aos excomungados

1. Se algum irmão ousar juntar-se, de qualquer modo, ao irmão excomungado sem ordem do Abade, ou de falar com ele ou mandar-lhe um recado, 2. aplique-se-lhe o mesmo castigo de excomunhão.

Capítulo 27 – Como deve o Abade ser solícito para com os excomungados

1. Cuide o Abade com toda a solicitude dos irmãos que caírem em faltas, porque “não é para os sadios que o médico é necessário, mas para os que estão doentes”. 2. Por isso, como sábio médico, deve usar de todos os meios, enviar “simpectas”, isto é, irmãos mais velhos e sábios 3. que, em particular, consolem o irmão flutuante e o induzam a uma humilde satisfação, o consolem “para que não seja absorvido por demasiada tristeza”, 4. mas, como diz ainda o Apóstolo, “confirme-se a caridade para com ele”, e rezem todos por ele.

5. O Abade deve, pois, empregar extraordinária solicitude e deve empenhar-se com toda sagacidade e indústria, para que não perca alguma das ovelhas a si confiadas. 6. Reconhecerá, pois, ter recebido a cura das almas enfermas, e não a tirania sobre as sãs; 7. tema a ameaça do profeta, através da qual Deus nos diz: “o que víeis gordo assumíeis e o que era fraco lançáveis fora”. 8. Imite o pio exemplo do bom pastor que, deixando as noventa e nove ovelhas nos montes, saiu a procurar uma única ovelha que desgarrara, 9. de cuja fraqueza a tal ponto se compadeceu, que se dignou colocá-la em seus sagrados ombros e assim trazê-la de novo ao aprisco.

Capítulo 28  – Daqueles que muitas vezes corrigidos não quiserem emendar-se

1. Se algum irmão freqüentes vezes corrigido por qualquer culpa não se emendar, nem mesmo depois de excomungado, que incida sobre ele uma correção mais severa, isto é, use-se o castigo das varas. 2. Se nem assim se corrigir, ou se por acaso, o que não aconteça, exaltado pela soberba, quiser mesmo defender suas ações, faça então o Abade como sábio médico: 3. se aplicou as fomentações, os ungüentos das exortações, os medicamentos das divinas Escrituras e enfim a cauterização da excomunhão e das pancadas de vara 4. e vir que nada obtém com sua indústria, aplique então o que é maior: a sua oração e a de todos os irmãos por ele, 5. para que o Senhor, que tudo pode, opere a salvação do irmão enfermo.

6. Se nem dessa maneira se curar, use já agora o Abade o ferro da amputação, como diz o Apóstolo: “Tirai o mal do meio de vós” e também: 7. “Se o infiel se vai, que se vá”, [8] a fim de que uma ovelha enferma não contagie todo o rebanho.

Capítulo 29 – Se devem ser novamente recebidos os irmãos que saem do mosteiro

1. O irmão que sai do mosteiro por culpa própria, se quiser voltar, prometa, antes, uma completa emenda do vício que foi a causa de sua saída, 2. e então seja recebido no último lugar, para que assim se prove a sua humildade. 3. Se de novo sair, seja assim recebido até três vezes, já sabendo que depois lhe será negado todo caminho de volta.

Capítulo 30 – De que maneira serão corrigidos os de menor idade

1. Cada idade e cada inteligência deve ser tratada segundo medidas próprias. 2. Por isso, os meninos e adolescentes ou os que não podem compreender que espécie de pena é, na verdade, a excomunhão, 3. quando cometem alguma falta, sejam afligidos com muitos jejuns ou castigados com ásperas varas, para que se curem.

Para Cura da Depressão é preciso Oração

ImagemNesta manhã quero compartilhar com vocês uma sincera oração para aqueles que encontram-se em depressão e buscam a sua cura. Inclusive, um dos sintomas da depressão, mal que é considerado o mal do século, é a falta de vontade de rezar, por isso, com muita fé e confiança na sua cura, lhe convido a rezar:

Oração Para a Cura da Depressão

Toma-me pelas mãos Senhor, e faz-me sentir a segurança de Tua presença em nome de Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo.  Pai amado, eu quero iniciar a cura do meu passado dolorido. Eu te agradeço pelo dom da minha vida, pois ela não foi apenas o fruto da vontade dos meus pais.  Em Tua palavra está escrito: “Antes que no seio fostes formado, eu já te conhecia.  Antes do teu nascimento eu já havia consagrado”.

Senhor, toca agora minhas chagas, arranca toda a situação que me leva à depressão. Eu sei que só a Tua cura interior pode resolver o meu problema.  Sei também que o psicólogo e o psiquiatra podem me ajudar, mas sozinhos não resolverão meus problemas.  Sim, Senhor, vem agora em meu socorro e livra-me de todo poder da tentação de esvaziar minha vida, de não amar, de não viver, de não abençoar.

Senhor, conduz-me até as áreas do meu passado ferido, pois quero ser restaurado para viver de maneira abundante.  Creio que Teu Filho, Jesus, morreu por causa de mim. Sei que na cruz Ele colocou a minha vida, inclusive meu passado doloroso está cravado a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. E estou aqui, meu Deus, Sou obra de Tuas mãos.  Preciso de Ti, e preciso do Teu amor. Cura-me da depressão. Amém!

Até mais, Ana Paula Missias.

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E quando a doença chega?

ImagemDe repente, nos deparamos com uma doença na família… é comum nos desesperar e acabamos esquecendo que Deus está no controle de tudo. Não é fácil aceitar ou entender uma doença. Mas antes de tudo, lembremos que Jesus curou tantos doentes simplesmente porque tinham fé!

O Senhor diz: “Está alguém doente entre vós? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre o doente, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o aliviará. E se estiver em pecado, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5,14-15).

Assim, tenhamos a fé e coragem de pedir à Jesus:

Senhor Jesus, pela vossa palavra e pelos gestos de vossas mãos, curastes cegos, paralíticos, leprosos e tantos outros doentes. Animados pela fé, nós também vimos suplicar pelos nossos enfermos e nossas enfermidades, em especial por (colocar do enfermo). Dai-lhes, Senhor: A graça da perseverança na oração, apesar do desânimo próprio da doença e da espera.A graça da coragem para buscar a cura, mesmo depois de várias tentativas. A graça da simplicidade para aceitar a ajuda dos profissionais, familiares e amigos. A graça da humildade, para reconhecer as próprias limitações. A graça da paciência nas dores, dificuldades e prolongamento do tratamento. A graça de compreender, pela fé, a transitoriedade desta vida. A graça de entender que o pecado é a maior de todas as enfermidades. Que tenhamos todos a compreensão de que no sofrimento humano se completa Vossa Paixão Redentora. Se for para vossa glória, nós vos pedimos a cura de todos os nossos enfermos e de nossas enfermidades físicas e espirituais. Amém!

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Colombiano afirma que o Beato João Paulo II o curou de Mal de Parkinson. Canonização pode estar próxima

Beato João Paulo II: Canonização pode estar mais perto do que pensávamos!

Uma excelente notícia para os católicos que como eu amam o Beato João Paulo II: Um colombiano que sofria de Parkinson e que teria sido curado “milagrosamente” por intercessão do Beato João Paulo II pode ser o testemunho que faltava que que o Papa polonês seja enfim canonizado. O testemunho “foi enviado ao escritório vaticano encarregado da causa de canonização de João Paulo II, onde devem estudar um novo milagre para que seja proclamado santo”.

Conheça melhor o caso

Conforme relatou Marco Fidel Rojas, tudo começou no dia 8 de dezembro de 2005 quando sentiu os primeiros sintomas da enfermidade que fora confirmada posteriormente. Segundo os médicos ele sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) que desencadeou o mal de Parkinson. O tempo foi passando e a doença se agravando. Várias vezes ele chegou a cair na rua em decorrência da enfermidade.

Na noite do dia 27 de dezembro de 2010, Marco Fidel recordou que conheceu, em uma viagem a Roma o então Papa João Paulo II numa missa e que falou com ele uns poucos segundos. Ele então pensou: “Tenho um amigo no céu. E teve Parkinson. Por que não o tinha invocado antes? Venerável Padre João Paulo II: venha e cura-me, ponha suas mãos na minha cabeça”, disse essa noite no meio da sua dor. Nesta mesma noite ele dormiu profundamente e no dia seguinte já não tinha os sintomas da enfermidade.

“Sim, João Paulo II fez o milagre de me curar” (Marco Fidel Rojas)

A cura de Marco Fidel é certificada pelo “neurologista Antonio Schlesinger Piedrahita”, que no certificado expedido no dia 26 de setembro de 2011 assinala: “Atualmente encontro o paciente em boas condições de saúde. Apresenta tremor de repouso nas mãos. Resto do exame neurológico, normal”.

Como sabemos, o milagre que permitiu a beatificação do Papa João Paulo II foi a cura da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que também padecia de Parkinson, a enfermidade que durante anos padeceu o falecido Pontífice.

Agora resta-nos rezar e aguardar o pronunciamento do Vaticano a respeito do caso. Se você tem algum milagre em sua vida que aconteceu pela intercessão do Beato João Paulo II também pode se pronunciar. Mas atenção: É preciso que a prece tenha sido exclusivamente a ele e que você tenha a cura atestada por um médico. Caso isso tenha acontecido, procure o sacerdote da sua paróquia e ele saberá como proceder.

Pax Domini

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Evangelho do Dia:: Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. Ele perguntou: Que estais a discutir uns com os outros? Alguém de entre a multidão disse-lhe: Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram. Disse Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá. E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. Jesus perguntou ao pai: Há quanto tempo lhe sucede isto? Respondeu: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós. Se podes…! Tudo é possível a quem crê, disse-lhe Jesus. Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: Eu creio! Ajuda a minha pouca fé! Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele. Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: Porque é que nós não pudemos expulsá-lo? Respondeu: Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração. (Mc 9,14-29)

Comentário feito por Catecismo da Igreja Católica § 160-165

Para ser humana, a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé contra vontade. Efectivamente, o ato de fé é voluntário por sua própria natureza. […] Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo (II Concílio do Vaticano, Dignitatis Humanae). De fato, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. […] Para obter a salvação é necessário acreditar em Jesus Cristo e n’Aquele que O enviou para nos salvar (Mc 16,16; Jo 3,36; 6,40). […]

A fé é um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom inestimável. […] Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la aumente (Mc 9,24; Lc 17,5; 22,32); ela deve agir pela caridade (Gl 5,6; Tg 2,14-26), ser sustentada pela esperança (Rm 15,13) e permanecer enraizada na fé da Igreja.

A fé faz com que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da visão beatífica, termo da nossa caminhada nesta Terra. Então veremos Deus face a face (1Cor 13,12), tal como Ele é (1Jo 3,2). A fé, portanto, é já o princípio da vida eterna. […] Por enquanto, porém, caminhamos pela fé e não vemos claramente (2Cor 5,7). […] Luminosa por parte d’Aquele em quem ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que a fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa-Nova. […] É então que nos devemos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, esperando contra toda a esperança (Rm 4,18); a Virgem Maria, […] na peregrinação da fé (II Concílio do Vaticano, Lumen Gentium); e tantas outras testemunhas da fé: envoltos em tamanha nuvem de testemunhas, devemos desembaraçar-nos de todo o fardo e do pecado que nos cerca e correr com constância o risco que nos é proposto, fixando os olhos no guia da nossa fé, Jesus, O qual a leva à perfeição (Hb 12,1-2).

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Evangelho do Dia:: A juventude não morre quando está próxima do Mestre

No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: A minha filha está morrendo; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada. De fato, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou as minhas vestes? Os discípulos responderam: Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: Quem me tocou? Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal. Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre? Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: Não tenhas receio; crê somente. E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir. Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: Talitha qûm!, isto é, Menina, sou Eu que te digo: levanta-te! E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina. (Mc 5,21-43)

Comentário feito pelo Beato João Paulo II

Queridos jovens, o futuro depende de vós; de vós depende o fim deste milénio e o início do novo. Por conseguinte, não sejais passivos: assumi as vossas responsabilidades em todos os domínios que se vos abrem no nosso mundo. […] Tomai as vossas responsabilidades! Estai prontos, animados pela fé no Senhor, a dar a razão da vossa esperança (1P 3,15). […] Qual é o motivo da vossa confiança? A vossa fé, o reconhecimento e a aceitação do imenso amor que Deus revela continuamente pelos homens. […] Jesus Cristo, o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos (Heb 13,8), continua a revelar aos jovens o mesmo amor que o Evangelho descreve quando encontra um ou uma jovem.

Assim, podemos contemplar a ressurreição da filha de Jairo, que tinha doze anos. […] Jairo expõe a sua dor ao Mestre com sinceridade; com insistência suplica ao Seu coração: A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se cure e viva. Jesus foi com ele. O coração de Cristo, que Se comoveu perante a dor humana deste homem e de sua filha, não fica indiferente aos nossos sofrimentos. Cristo ouve-nos sempre, mas pede-nos que recorramos a Ele com fé. […] Todos os gestos e todas as palavras do Senhor exprimem este amor.

Quereria debruçar-me particularmente sobre as palavras recolhidas dos próprios lábios de Jesus: A menina não morreu, está a dormir. Estas palavras profundamente reveladoras incitam-me a pensar na misteriosa presença do Senhor da Vida num mundo que parece ter sucumbido ao impulso descarado do ódio, da violência e da injustiça. Mas não, este mundo, que é vosso, não morreu, está a dormir. No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

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Evangelho do Dia:: Os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem

Teve pena da Sua obra e veio procurá-la, descendo misericordiosamente para onde ela tinha perecido miseravelmente...

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão vinda da Galileia. E da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele fazia. E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser molestado pela multidão, pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para lhe tocarem. Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus! Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer. (Mc 3,7-12)

Comentário feito por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja

Segui o exemplo de Nosso Senhor, que quis sofrer a Sua Paixão para assim aprender a compaixão, sujeitar-se à miséria para assim compreender os miseráveis. Tal como aprendeu a obedecer, sofrendo (Heb 5,8), quis aprender também a misericórdia. […] Talvez acheis bizarro o que acabo de dizer de Cristo: Ele que é a sabedoria de Deus (1 Cor 1,24), que tinha Ele a aprender? […]

Reconheceis que ele é Deus e homem numa só pessoa. Enquanto Deus, é eterno, teve sempre conhecimento de tudo; enquanto homem, nascido no tempo, aprendeu muitas coisas no tempo. Desde que começou a ser na nossa carne, começou também a aprender pela experiência as misérias da carne. Teria sido mais feliz e sábio para os nossos primeiros pais não terem de fazer esta experiência, mas o seu criador veio procurar aquele que estava perdido (Lc 19,10). Teve pena da Sua obra e veio procurá-la, descendo misericordiosamente para onde ela tinha perecido miseravelmente. […]

Não foi simplesmente para partilhar a sua desgraça, mas por empatia com a sua miséria e para os libertar: para Se tornar misericordioso, não como um Deus na Sua felicidade eterna, mas como um homem que partilha a situação dos homens. […] Maravilhosa lógica de amor! Como teríamos nós podido conhecer esta misericórdia admirável se ela não Se tivesse inclinado sobre a miséria existente? Como teríamos podido compreender a compaixão de Deus se ela tivesse permanecido humanamente estranha ao sofrimento? […] À misericórdia de um Deus, Cristo uniu pois a de um homem, sem a mudar, mas multiplicando-a, como está escrito: Tu salvarás os homens e os animais, Senhor. Ó Deus, como fizeste abundar a Tua misericórdia! (Sl 35, 7-8 Vulg).

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Evangelho do Dia:: Eles também O acusaram

Pela Tua graça, pelo menos agora fala por mim, dizendo estas palavras caridosas: Eu te resgatarei. Tu que és seguramente o refúgio de todos os pobres. Não passas ao pé de ninguém sem lhe dares a salvação. Tu nunca deixaste partir aquele que se refugia junto de Ti sem que fique reconciliado...

Do Evangelho Quotidiano

Jesus entrou novamente na sinagoga onde estava um homem que tinha uma das mãos paralisada. Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar. Jesus disse ao homem da mão paralisada: Levanta-te e vem para o meio. E a eles perguntou: É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la? Eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão ficou curada. Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus. (Mc 3,1-6)

Comentário feito por Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina

Na hora da oração coloca-te na presença da paz e do amor […]; oh paz de Deus, que ultrapassas toda a inteligência (Fl 4,7), doce e agradável, suave e preferível a tudo, em todo o lado onde penetras reina uma segurança imperturbável. Só tu tens o poder de pôr freio à cólera do soberano; tu ornas o trono do rei com a tua clemência; iluminas o reino da glória com a piedade e a misericórdia. Pela tua graça toma a teu cargo a minha causa, de mim que sou culpada e indigente. […] Eis que já o credor bate à porta […]; não é prudente da minha parte falar-lhe, pois não tenho como pagar a minha dívida. Mui doce Jesus, minha paz, por quanto tempo permanecerás silencioso? […] Pela Tua graça, pelo menos agora fala por mim, dizendo estas palavras caridosas: Eu te resgatarei. Tu que és seguramente o refúgio de todos os pobres. Não passas ao pé de ninguém sem lhe dares a salvação. Tu nunca deixaste partir aquele que se refugia junto de Ti sem que fique reconciliado. […]

Pela Tua graça, meu amor, meu Jesus, nesta hora do dia foste flagelado por mim, coroado de espinhos, lamentavelmente coberto de sofrimentos. Tu és o meu verdadeiro rei, para além de Ti não conheço ninguém. Tu fizeste-Te opróbrio dos homens, abjeto e repugnante como um leproso (cf Is 53,3) até a própria Judeia se recusar a reconhecer-Te como Seu rei (Jo 19,14-15). Por Tua graça, que pelo menos eu Te reconheça como meu rei! Meu Deus, dá-me esse inocente, tão ternamente amado, o meu Jesus, que por mim pagou tão plenamente aquilo que não tinha roubado (Sl 68,5); Dái-me, para que Ele seja o apoio da minha alma. Que eu O receba no meu coração; que, pela amargura das Suas dores e da Sua Paixão, Ele reconforte o meu espírito. […]

E tu, paz de Deus, sê a amarra querida que me acorrenta para sempre a Jesus. Sê o sustentáculo da minha força […], para que eu não seja senão«um só coração e uma só alma com Jesus (At 4,32). […] Por ti, ficarei para sempre ligada ao meu Jesus.

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Evangelho do Dia:: Jesus cura nossos corpos, e sobretudo nossas almas

Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós...

Do Evangelho Quotidiano

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que estava em casa, juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens. Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus? Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te, pega no teu catre e anda? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa. Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: Nunca vimos coisa assim! (Mc 2,1-12)

Comentário feito por Santo Ambrósio (c.340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja

Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados. Como é grande o Senhor! Por causa de uns, perdoa aos outros; de uns recebe a oração, a outros perdoa os pecados. Por que razão, ó homem, não poderá o teu semelhante interceder por ti, quando é um servo que do Senhor alcança e obtém, pela súplica insistente, a graça?

Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós, e, em consideração a ela, o Senhor vos concederá o perdão que podia ter-vos recusado. Não negamos a realidade histórica da cura do paralítico, apenas queremos aqui realçar sobretudo a sua cura interior, por causa dos pecados que lhe foram perdoados. […]

O Senhor quer salvar os pecadores e demonstra a Sua divindade através do conhecimento que tem dos corações e dos prodígios das Suas ações: Que é mais fácil? Dizer ao paralítico os teus pecados estão perdoados, ou dizer Levanta-te, pega no teu catre e anda? E assim faz-lhes ver a imagem completa da Ressurreição, uma vez que, ao curar as feridas do corpo e da alma […], é o homem todo que fica curado.

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