Podcast: Como é a relação entre o homem e Deus?

É com muita alegria que anunciamos o retorno dos nossos podcasts! Logo abaixo você confere o primeiro deles e toda vez que você ver esta imagem, saiba que teremos um podcast novo ok?

Podcast: Como é a relação entre o homem e Deus?

No primeiro podcast tínhamos que falar de Deus!

No nosso primeiro podcast vamos falar da complexa história de amor entre Deus e o homem, um amor desigual e ao mesmo tempo tão bonito. E fica a pergunta: Quem é Deus para você afinal? Ficou curioso? Então clica no play abaixo. Não teve curiosidade? Clica assim mesmo! Vai que você gosta…

Baixe e ouça no seu celular, ou envie para os seus amigos!

Agora você pode baixar o podcast para escutar quando quiser ou para enviar para os seus amigos. E se você tiver uma webradio católica e quiser inserir este material na sua programação pode baixar e programação. Mas neste caso fica um pedido: Não edite o arquivo. Coloque o programa na íntegra ok?

:: Para baixar o programa clique aqui.

Dominus Vobiscum

Quem é o nosso verdadeiro inimigo?

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A primeira mentira do demônio foi fazer-nos acreditar que é Deus, e não ele, “homicida desde o princípio”, o nosso verdadeiro inimigo. Semeando dúvidas e falsas promessas em nosso coração, o diabo, que só procura perder-nos, nos conduz à loucura de suspeitar até mesmo da bondade dAquele que é e sempre será o próprio Bem. Assista à pregação desta 5.ª-feira e se aprofunde na sabedoria do Evangelho!

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demônio que era mudo. Logo que o demônio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demônios, que Ele expulsa os demônios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demônios. Ora, se Eu expulso os demônios, por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demônios, pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa.  (Lucas 11,14-23)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo Homilias sobre Josué 15, 1-4

Se as guerras [do Antigo Testamento] não fossem símbolos das guerras espirituais, parece-me que os livros de história dos judeus não teriam sido transmitidos aos discípulos de Cristo,  que veio ensinar a paz; nem teriam sido transmitidos pelos apóstolos como leitura a fazer nas assembleias. Com efeito, de que serviriam tais descrições de guerras àqueles que ouvem Jesus dizer: «Dou-vos a paz, deixo-vos a minha paz» (Jo 14,27), àqueles a quem o apóstolo Paulo ordenou: «Não vos vingueis por vós próprios» (Rom 12,19), e «Aceitai a injustiça, preferi ser prejudicados» (1Cor 6,7)?

Paulo bem sabia que não temos de travar uma guerra material, mas temos de combater com grande esforço na nossa alma contra os nossos adversários espirituais. Qual comandante de um exército, dá pois o seguinte preceito aos soldados de Cristo: «Revesti-vos das armas de Deus, a fim de poderdes resistir às emboscadas do demónio» (Ef 6,11). E foi para que possamos ir buscar aos actos dos antigos modelos para a nossa guerra espiritual que quis que se lessem na assembleia os relatos das suas façanhas. Assim, se formos espirituais, nós que aprendemos que «a Lei é espiritual» (Rom 7,14), abordaremos essa leitura «das realidades espirituais em termos espirituais» (1Cor 2,13). E consideraremos, ao ver as nações que atacaram visivelmente o Israel material, qual é o poder das nações dos inimigos espirituais, desses «espíritos maus que andam espalhados pelos ares» (Ef 6,12), travando guerras contra a Igreja do Senhor, que é o novo Israel.

Diário de um peregrino da JMJ – 1º Discurso do Papa

BRAZIL-POPE-WYDVIAGEM APOSTÓLICA AO RIO DE JANEIRO POR OCASIÃO DA XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS – DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO

Palácio da Guanabara, Rio de Janeiro.
Segunda-feira, 22 de Julho de 2013.

Senhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

E atenção! A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos. Com essas atitudes precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!

Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 19 – Da maneira de salmodiar

1. Cremos estar em toda parte a presença divina e que “os olho do Senhor vêem em todo lugar os bons e os maus”. 2. Creiamos nisso principalmente e sem dúvida alguma, quando estamos presentes ao Ofício Divino. 3. Lembremo-nos, pois, sempre, do que diz o Profeta: “Servi ao Senhor no temor”. 4. E também: “Salmodiai sabiamente”. 5. E ainda: “Cantar-vos-ei em face dos anjos”.

6. Consideremos, pois, de que maneira cumpre estar na presença da Divindade e de seus anjos; 7. e tal seja a nossa presença na salmodia, que nossa mente concorde com nossa voz.

Capítulo 20 – Da reverência na oração

1. Se queremos sugerir alguma coisa aos homens poderosos, não ousamos fazê-lo a não ser com humildade e reverência; 2. quanto mais não se deverá empregar toda a humildade e pureza de devoção para suplicar ao Senhor Deus de todas as coisas? 3. E saibamos que seremos ouvidos, não com o muito falar, mas com a pureza do coração e a compunção das lágrimas.

4. Por isso, a oração deve ser breve e pura, a não ser que, por ventura, venha a prolongar-se por um afeto de inspiração da graça divina. 5. Em comunidade, porém, que a oração seja bastante abreviada e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo.

Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 14 – Como serão celebradas as Vigílias nos natalícios dos Santos

1. Nas festas dos Santos e em todas as solenidades, proceda-se do mesmo modo que indicamos para o domingo 2. exceto que, quanto aos salmos, antífonas e lições, sejam ditos os que pertencem à própria festa; mantenha-se, porém, a mesma disposição acima descrita.

Capítulo 15 – Em quais épocas será dito o Aleluia

1. Da Santa Páscoa até Pentecostes, diga-se sem interrupção o “Aleluia” tanto nos salmos como nos responsórios. 2. De Pentecostes até o início da Quaresma, diga-se todas as noites, mas somente com os seis últimos salmos dos noturnos. 3. Em todo domingo, fora da Quaresma, digam-se com “Aleluia” os Cânticos, as Matinas, Prima, Terça, Sexta e Noa; entretanto, as Vésperas sejam ditas com antífona. 4. Quanto aos responsórios, nunca são ditos com “Aleluia”, a não ser de Páscoa até Pentecostes.

Capítulo 16 – Como serão celebrados os ofícios durante o dia

1. Diz o Profeta: “Louvei-vos sete vezes por dia”. 2. Assim, também nós realizaremos esse sagrado número, se, por ocasião das Matinas, Prima, Terça, Sexta, Noa, Vésperas e Completas, cumprirmos os deveres da nossa servidão; 3. porque foi destas Horas do dia que ele disse: “Louvei-vos sete vezes por dia”. 4. Quanto às Vigílias noturnas, diz da mesma forma o mesmo profeta: “Levantava-me no meio da noite para louvar-vos”. 5. Rendamos, portanto, nessas horas, louvores ao nosso Criador “sobre os juízos da sua justiça”, isto é, nas Matinas, Prima, Terça, Sexta, Noa, Vésperas e Completas; e à noite, levantemo-nos para louvá-Lo.

Respeitem o Santo Padre! Respeitem a Igreja! Respeitem a Cristo!

Durante estes dias muito tem se falado a respeito da renúncia do santo Padre, Bento XVI. Em todos os meios de comunicação social o assunto é um só: O Papa.

Porém diante de todas estas informações e especulações, preciso como católico praticante e atuante pedir a imprensa secular: Respeitem o Santo Padre e a Igreja! E acredito piamente que este pedido não seja apenas meu mas de todos os católicos verdadeiramente católicos. Infelizmente a Igreja Católica é um assunto que todo mundo acha que domina, quando na verdade os grandes jornalistas da mídia secular sequer conseguem sair da superficialidade do assunto. Ao invés de escrever asneiras sobre a Igreja e o Santo Padre, deveriam estudar catecismo e liturgia para poder falar alguma coisa. Quando se trata da Igreja Católica Apostólica Romana, a mídia secular nada mais é do que um bando de diplomados mal informados, que desconhecem a verdadeira igreja de Cristo.

Não estamos falando de um governante qualquer mas do atual líder da religião mais conhecida do mundo. Falamos de um homem que em pouco tempo fez muito pela Igreja e pelo mundo (executivamente falando) e que continuará ainda que em oração fazendo por ela.

Dúvida? Então veja os dados a seguir…

Papa Bento XVI (em latim: Benedictus PP. XVI, em italiano: Benedetto XVI), tem o nome de batismo Joseph Alois Ratzinger. Cardeal-Bispo de Roma, é Papa desde o dia 19 de Abril de 2005 e assim será até 28 de fevereiro de 2013. Foi eleito como o 265º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Domina pelo menos seis idiomas (alemão, italiano, francês, latim, inglês, castelhano) e possui conhecimentos de português, ademais lê o grego antigo e o hebraico. É membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, é também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006).

Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Doutorados do então Cardeal Joseph Ratzinger.

•1984 Doutor Honoris Causa pelo College of St. Thomas in St. Paul / Minnesota
•1985 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica do Eichstätt
•1986 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica de Lima
•1986 Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Telogia Pontifícia e Civil de Lima
•1988 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica do Lublin.
•1998 Doutor Honoris Causa pela Universidade da Navarra na Pamplona.
•1999 Doutor Honoris Causa pela Uiversidad Livre Maria SS Assunta (LUMSA) em Roma.
•2000 Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Teologia da Universidade do Wroclaw

Desde a sua posse como Papa, Bento XVI tem feito inúmeros pronunciamentos. Entre os principais documentos escritos que tem publicado no exercício das funções de Sumo Pontífice estão as encíclicas Deus Caritas Est, Spe salvi e Caritas in Veritate.

Do seu legado destacamos:

  1. Ainda cardeal, foi eleito como um dos dois únicos sacerdotes da Academia de Ciências do Vaticano, – à época em que o brasileiro Crodowaldo Pavan era um dos 80 membros do sodalício -, que contava também com 29 Prêmios Nobel entre os seus acadêmicos.
  2. Ainda enquanto teólogo e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, impôs silêncio ao ex-frade menor Genézio Boff.
  3. Fundou a Revista Communio, expoente do grupo de teologia preocupado com o retorno às fontes teológicas (Ressourcement).
  4. O uso de paramentos antigos, realizado por Bento XVI, quer ser um sinal externo da preponderância da oração.
  5. No campo eclesial, o pontificado de Bento XVI reuniu o maior número de ex-anglicanos, desde o cisma de Canterbury.
  6. A luta contra “ditadura do relativismo”, que nega a verdade e ensina que cada um faz a sua, destrói a família e a sociedade.
  7. Voltou a dialogar de forma muito efusiva com os intelectuais, especialmente os ateus, com o Programa “Pátio dos Gentios”, levando o debate com os ateus nas maiores universidades do mundo, buscando quebrar a mentira de que entre a ciência e a fé há uma dicotomia.
  8. Com ele o mundo conheceu a reflexão e o aprofundamento na atualidade da mensagem da Igreja Católica graças ao seu humanismo e a sua santidade.
  9. Deixou-nos excelentes livros, especialmente a série Jesus de Nazaré, escrita durante o pontificado.
  10. Enfrentou sem medo e sem meias palavras a herética teologia da libertação marxista, não tendo receio de pedir aos bispos do Brasil, em 05/10/2010, que a eliminem em suas dioceses tendo em vista o seu grande perigo a Igreja e para a fé do povo. Disse o Papa: “As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.”
  11. Rebateu com vigor as acusações que recebeu de ter sido omisso diante dos casos de pedofilia, agindo com energia para corrigir o problema.
  12. Não se curvou diante de tantas blasfêmias contra ele, como a famigerada peça de teatro da PUC de São Paulo (Decapitando o Papa).
  13. Enfrentou heresias e hereges da atualidade, sofrendo criticas e ofensas desses hereges apoiados pela mídia secular.
  14. Não se curvou diante de um feminismo vazio, interno à Igreja, e de um modernismo  que quis lhe impor a quebra do celibato sacerdotal, a aceitação da ordenação de mulheres e outro erros.
  15. Soube interpretar e defender o Concílio Vaticano II dos ataques que recebeu tanto dos ultraconservadores como dos abusos dos ultramodernos.

Bento XVI deixa um fantástico legado de escritos serenos, tendo sempre sabido enfrentar, com prudência e sabedoria, os humanos problemas que todas as instituições enfrentam, respondendo, com serenidade, a críticas e ataques e estimulando a santidade da esmagadora maioria dos sacerdotes, em todas as nações.

O gesto de renúncia mostra quão sábia foi a sua eleição pelo Colégio Cardinalício, pois exibe para o mundo o que deve ser o vice-Cristo na Terra: condutor de almas e de homens, com desprendimento e amor, ação e oração. E esse legado, no gesto de profunda humildade, servirá, inclusive, de orientação para os 118 cardeais a quem caberá, sob a inspiração do Espírito Santo, a responsabilidade de escolher o novo pontífice. Sem saber quem será, sei apenas que conduzirá santamente a Igreja de Cristo.

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Quando começará o conclave?

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Ainda não temos a data oficial do início do Conclave – Reunião dos cardeais com menos de 80 anos que escolherão o novo Papa. Porém muitos especialistas já estão fazendo seus cálculos.

Segundo o Dr. Luis Navarro, Decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Santa Cruz de Roma (Itália), fez uma previsão apontando o início do conclave para o período entre o dia 15 ao dia 20 de março.

Esta previsão fica em total acordo ao que foi estabelecido pelo Beato Papa João Paulo II, na constituição apostólica publicada em 1996, Universi Dominici Gregis sobre a Sede Vacante da Sé Apostólica e a eleição do Romano Pontífice.

Neste documento o Beato João Paulo II afirma que “desde o momento em que a Sé Apostólica ficar legitimamente vacante, os Cardeais eleitores presentes devem esperar, durante quinze dias completos, pelos ausentes; deixo, ademais, ao Colégio dos Cardeais a faculdade de adiar, se houver motivos graves, o início da eleição por mais alguns dias. Transcorridos, porém, no máximo, vinte dias desde o início da Sé vacante, todos os Cardeais eleitores presentes são obrigados a proceder à eleição”.

O Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, explicou em conferência de imprensa como será o procedimento logo depois de que em 28 de fevereiro às 20:00h (hora de Roma), quando se inicia o período de Sede Vacante. Esse dia terão início as “congregações” dos cardeais em preparação ao conclave, cuja data ainda não pode ser precisada com exatidão mas que será definida nos próximos dias.

As “congregações” são reuniões de cardeais que permitem o intercâmbio de opiniões entre os cardeais sobre os problemas que deverão enfrentar, em relação à situação da Igreja, para que cada eleitor tenha mais critérios de juízo para as votações.

Portanto até lá os demais católicos espalhados pelo mundo deverão intensificar as suas orações pelo novo Papa e pela Igreja para que a vontade do Senhor se faça acontecer.

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Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 11 – Como serão celebradas as Vigílias aos domingos

1. Aos domingos, levante-se mais cedo para as Vigílias, 2. nas quais se mantenha a mesma medida já referida, isto é: modulados, conforme dispusemos acima, seis salmos e o versículo, e estando todos convenientemente e pela ordem assentados nos bancos, leiam-se no livro, como já mencionamos, quatro lições com seus responsórios; 3. só o quarto responsório é dito por quem está cantando o “Glória”, ao começo do qual se levantem todos com reverência. 4. A essas lições sigam-se, por ordem, outros seis salmos com antífonas, como os anteriores, e o versículo. 5. Terminados esses, voltam-se a ler outras quatro lições com seus responsórios, na mesma ordem que acima. 6. Em seguida, digam-se três cânticos dos Profetas que o Abade determinar, os quais sejam salmodiados com “Aleluia”. 7. Dito também o versículo, sejam lidas com a bênção do Abade outras quatro lições do Novo Testamento, na mesma ordem que acima. 8. Depois do quarto responsório o abade entoa o hino “Te Deum laudamus”. 9. Uma vez terminado, leia o Abade o Evangelho, permanecendo todos de pé com reverência e temor. 10. Quando essa leitura terminar, respondam todos: “Amém”; e o abade prossegue logo com o hino “Te decet laus”, e, dada a bênção, comecem as Matinas. 11. Essa disposição das Vigílias para o domingo deve ser mantida, como está, em todo tempo, tanto no verão quanto no inverno, 12. a não ser que, por acaso, e que tal não aconteça, os monges se levantem mais tarde e se tenha de abreviar algo das lições ou dos responsórios. 13. Haja, porém, todo o cuidado para que isso não venha a suceder; se, porém, acontecer, satisfaça dignamente a Deus no oratório, aquele por cuja culpa veio esse fato a verificar-se.

 

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O Conclave

Saudações, queridos irmãos/leitores… Que a Paz esteja com todos vocês!

Diante da notícia de ontem acerca da famigerada renúncia do Eminentíssimo Papa Bento XVI, surgiram muitas pesquisas aqui no blog acerca do que seria e como se daria o Conclave. Vamos agora, então, tentar responder a algumas destas perguntas acerca deste tema tão fascinante e belo.

Procurei, tão somente, traçar alguns aspectos gerais acerca da eleição Papal. Para um aprofundamento maior, sugiro a leitura da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, de 22 de fevereiro de 1996, a qual dispõe sobre a vacância da Sé Apostólica e da eleição do Romano Pontífice. Embarque comigo na escolha do sucessor de São Pedro, do comandante da Barca de Cristo, nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

ASPECTOS GERAIS

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A palavra Conclave vem do latim “cum clave”, que significa “com chave”, e designa o processo, por meio de reuniões entre os Cardeais da Igreja Católica, para a eleição de um novo Papa.

A palavra Conclave foi usada pela primeira vez no ano de 1274, onde o Papa Gregório X, para evitar que as reuniões para a eleição do Papa se demorasse em demasia, determinou que os Cardeais ficassem reclusos e reunidos “com chaves” para decidirem seus votos, sem interferência externa.

O Conclave inicia-se cerca de 15 a 20 dias após a morte ou renúncia do Papa. Tal período denomina-se novemdiales, e encerra-se com a Missa Pro Eligendo Papa, onde todos os Cardeais se reúnem na Basílica de São Pedro, dirigindo-se posteriormente para a Capela Sistina, onde efetivamente começa o Conclave.

mi_5116312248265202As normas que regem o Conclave estão dispostas na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis (aconselho vivamente a leitura), a qual dispõe que, após a morte ou renúncia do Papa, a Sé Apostólica é considerada vacante ou vaga (Sede Vacante) até a data de eleição do novo Papa.

De acordo com o art. 1º da supracitada Constituição Apostólica:

“Durante a vacância da Sé Apostólica, o Colégio dos Cardeais não tem poder ou jurisdição alguma no que se refere às questões da competência do Sumo Pontífice, enquanto estava vivo ou no exercício das funções do seu ofício; todas essas questões deverão ser exclusivamente reservadas ao futuro Pontífice. Declaro, por isso, inválido e nulo qualquer ato de poder ou de jurisdição, próprio do Romano Pontífice enquanto está vivo ou no exercício das funções do seu ofício, que o Colégio mesmo dos Cardeais julgasse exercer, a não ser dentro dos limites expressamente consentidos nesta Constituição.”

O governo da Igreja é entregue, então, de maneira restrita, como vimos acima, ao Cardeal Camerlengo, do qual, no caso da morte do Papa, é dever atestar a morte do Sumo Pontífice, fazendo-o na presença do Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, dos Prelados Clérigos e dos Secretário e Chanceler da Câmara Apostólica, redigindo, posteriormente, a ata do falecimento do Papa e convocado, ato contínuo, o Sagrado Colégio de Cardeais.

Como no caso hodierno não tivemos a morte, mas sim a renúncia do Papa, a qual passará a gerar efeitos a partir das 20:00 horas do dia 28 de fevereiro, tal convocação se dará logo após tal data, período em que se formarão também as Congregações dos Cardeais.

“No período de Sé vacante, haverá duas espécies de Congregações dos Cardeais: uma geral, isto é, de todo o Colégio, até ao início da eleição, e a outra particular. Nas Congregações gerais, devem participar todos os Cardeais não legitimamente impedidos, logo que tenham sido informados da vacância da Sé Apostólica. Contudo, aos Cardeais que não gozam do direito de eleger o Pontífice, é concedida a faculdade de se absterem, se assim o preferirem, de participar nessas Congregações gerais.

A Congregação particular é constituída pelo Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana e por três Cardeais, um de cada uma das ordens, extraídos à sorte dentre os Cardeais eleitores que já tenham chegado a Roma. O ofício destes três Cardeais, chamados Assistentes, cessa ao completar-se o terceiro dia, sucedendo-lhes no lugar, sempre por meio de sorteio, outros três pelo mesmo espaço de tempo, mesmo depois de iniciada a eleição.

Durante o período da eleição, as questões mais importantes, se fôr necessário, são tratadas pela assembleia dos Cardeais eleitores, ao passo que os assuntos ordinários continuam a ser tratados pela Congregação particular dos Cardeais. Nas Congregações gerais e particulares, durante o período de Sé vacante, os Cardeais trajem a habitual batina preta filetada e a faixa vermelha, com o solidéu, cruz peitoral e anel.” (art. 7º)

Pois bem, reunidos os Cardeais eleitores (aqueles com menos de 80 anos de idade), em número máximo de 120, inicia-se o Conclave, sob o maior sigilo e isolamento, obrigatoriamente dentro do território do Vaticano, conforme veremos de maneira pormenorizada mais abaixo.

Quanto ao sigilo, todos os Cardeais eleitores são obrigados a manter segredo absoluto sobre tudo o que diz respeito às sessões do Conclave. Regra esta extensiva também àqueles que prestem auxílio técnico ou de qualquer outro modo, os quais, se quebrado o sigilo, podem ser punidos com a excomunhão. Tal pena, todavia, não se estende aos Cardeais, visto que estes estão obrigados por princípio de consciência (graviter onerata ipsorum conscientia).

Os Cardeais ficam alojados condignamente num edifício próximo à eleição, denominado Domus Sanctae Marthae (Casa de Santa Marta), cada um numa espécie de cela, sem qualquer contato com o mundo exterior.

Após uma Missa com todos os Cardeais, duas mesas são dispostas no interior da Capela Sistina. Uma é coberta com um pano de cor púrpura, onde são colocados três vasos de prata, os quais funcionam como urnas. E a outra é reservada para os três Cardeais Escrutinadores.

O CONCLAVE

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Os Cardeais eleitores dirigem-se, então, às suas cadeiras, as quais são devidamente marcadas com seus nomes. O Cardeal Camerlengo, encarregado de dirigir o Conclave, profere, em alto e bom som, a famosa frase: “Extra Omnes!”

13_02_11_conclave_keys1É a ordem para que todos saiam da sala, fechando-se as portes “com chaves”.

O Cardeal Decano ou o primeiro dos Cardeais segundo a ordem e os anos de cardinalato, proferirá a seguinte fórmula de juramento:

“Nós, todos e cada um dos Cardeais eleitores, presentes nesta eleição do Sumo Pontífice, prometemos, obrigamo-nos e juramos observar fiel e escrupulosamente todas as prescrições contidas na Constituição Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II, Universi Dominici Gregis, emanada a 22 de Fevereiro de 1996. De igual modo, prometemos, obrigamo-nos e juramos que quem quer de nós, que, por divina disposição, for eleito Romano Pontífice, comprometer-se-á a desempenhar fielmente o munus Petrinum de Pastor da Igreja universal e não cessará de afirmar e defender estrenuamente os direitos espirituais e temporais, assim como a liberdade da Santa Sé. Sobretudo prometemos e juramos observar, com a máxima fidelidade e com todos, tanto clérigos como leigos, o segredo acerca de tudo aquilo que, de algum modo, disser respeito à eleição do Romano Pontífice e sobre aquilo que suceder no lugar da eleição, concernente direta ou indiretamente ao escrutínio; não violar, de modo nenhum, este segredo, quer durante quer depois da eleição do novo Pontífice, a não ser que para tal seja concedida explícita autorização do próprio Pontífice; não dar nunca apoio ou favor a qualquer interferência, oposição ou outra forma qualquer de intervenção, pelas quais autoridades seculares de qualquer ordem e grau, ou qualquer gênero de pessoas, em grupo ou individualmente, quisessem imiscuir-se na eleição do Romano Pontífice.”

Em seguida, cada um dos Cardeais eleitores, por ordem de precedência, prestará juramento com a fórmula seguinte:

“E eu, N. Cardeal N., prometo, obrigo-me e juro”, e, colocando a mão sobre o Evangelho, acrescentará: “Assim Deus me ajude e estes Santos Evangelhos, que toco com a minha mão”. Após todos efetuarem o juramento, o Cardeal Camerlengo conclui: “Que Deus vos abençoe a todos!”

São eleitos, inicialmente, os três Cardeais Escrutinadores, responsáveis por colher e contar os votos, os três Cardeais Infirmarii, responsáveis por colher os votos dos Cardeais que porventura adoecerem durante o Conclave, e os três Cardeais Revisores, responsáveis por fiscalizar os trabalhos dos Cardeais Escrutinadores.

A VOTAÇÃO

ng2376991No que concerne á votação, é consenso na Igreja Católica que o Espírito Santo guia as decisões de cada Cardeal.

Não é, portanto, um jogo de interesses ou um “arrumadinho” político, como queiram alguns, mas sim, a escolha do sucessor de Pedro. Escolha esta que é guiada e pautada pelos princípios do Evangelhos e pela destra de Deus.

Cada Cardeal pega, então, um papel branco, de forma retangular, onde está escrito “Eligo in summum pontificem” (Elejo como Sumo Pontífice), e escreve em caligrafia clara e com letras maiúsculas, o nome do Cardeal que, na sua opinião, deve se tornar o Papa.

De acordo com o art. 66 da Constituição Apostólica Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, cada Cardeal eleitor, pela ordem de precedência, depois de ter escrito e dobrado a ficha, mantendo-a levantada de modo que seja visível, leva-a ao altar, junto do qual estão os Escrutinadores e em cima do qual é colocado um recipiente coberto com um prato para recolher as fichas. Chegado aí, o Cardeal eleitor pronuncia, em voz alta, a seguinte forma de juramento:

“Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há-de julgar, que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo deve ser eleito.“

Em seguida, depõe a ficha de voto no prato e com este introdu-la no recipiente. Tendo realizado isto, faz uma inclinação ao altar, e volta para o seu lugar.

Se algum dos Cardeais eleitores presentes na Capela não puder dirigir-se ao altar, por motivo de doença, o último dos Escrutinadores irá junto dele, e ele, depois de proferir o juramento referido, entrega a ficha de voto dobrada ao Escrutinador o qual a leva, bem visível, ao altar e, sem pronunciar o juramento, depõe-na sobre o prato e com este introdu-la no recipiente.

ng2376998Acabada a votação, o 1º Cardeal Escrutinador leva o vaso contendo as cédulas de votação para a mesa de escrutínio, coloca os votos num vaso de vidro, e os Cardeais Escrutinadores procederão a contagem. O 1º Cardeal Escrutinador anota o nome e passa a cédula para o 2º Cardeal Escrutinador, que também anota o nome, passando em seguida para o 3º Cardeal Escrutinador, que o lê, em voz alta e de maneira legível. Ele pega, então, a cédula do votação, fura e cose-a com agulha e linha. Detalhe: a agulha deve perfurar a palavra Eligo impressa no voto.

Os votos são colocados no terceiro vaso, onde são contados e apurados.

A APURAÇÃO

Se a votação não for concludente, ou seja, se nenhum Cardeal tiver recebido no mínimo 2/3 dos votos, volta-se tudo ao início da votação. O Cardeal Camerlengo recolhe as anotações dos Cardeais, inclusive dos Escrutinadores, dos Infirmarii, e dos Revisores, e deposita tudo numa caixa, a qual é levada ao fogão da Capela Sistina, onde é juntado um pouco de palha molhada, para que a fumaça saia negra, sinal de que ainda não se escolheu o nome do Papa.

1113887370Caso os Cardeais eleitores tenham dificuldade em pôr-se de acordo quanto à pessoa a eleger, realizados sem êxito durante três dias os escrutínios, estes serão suspensos durante um dia, no máximo, para uma pausa de oração, de livre colóquio entre os votantes e de uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro dos Cardeais da ordem dos Diáconos.

Em seguida, recomeçam as votações segundo a mesma forma, e se, após sete escrutínios, ainda não se verificar a eleição, faz-se outra pausa de oração, de colóquio e de exortação, feita pelo primeiro dos Cardeais da ordem dos Presbíteros.

Procede-se, depois, a uma outra eventual série de sete escrutínios, seguida – se ainda não se tiver obtido o resultado esperado -, de uma nova pausa de oração, de colóquio e de exortação, feita pelo primeiro dos Cardeais da ordem dos Bispos.

Em seguida, recomeçam as votações segundo a mesma forma, as quais, se não for conseguida a eleição, serão sete.

Se ainda ainda assim não se chegar a um nome, tomam-se os nomes dos dois Cardeais mais votados no último escrutínio, entre os quais se dará a eleição, por maioria simples dos votos.

A FUMAÇA BRANCA

FUMO8_350x254Quando se chegar, enfim, ao nome do novo Papa, o Camerlengo queima, então, apenas as cédulas de votação, fazendo com que a fumaça saia branca, sinal para todo o povo de que temos um Papa.

Assim, após os escrutínios, verificada a canonicidade da eleição realizada, o último dos Cardeais Diáconos chama para dentro do local da eleição o Secretário do Colégio dos Cardeais e o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias; em seguida, o Cardeal Decano, ou o primeiro dos Cardeais segundo a ordem e os anos de cardinalato, e, em nome de todo o Colégio dos eleitores, pede o consenso do eleito com as seguintes palavras: “Aceitas a tua eleição canônica para Sumo Pontífice?”

Uma vez recebido o consenso, pergunta-lhe: “Como queres ser chamado?” Então o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, na função de Notário e tendo por testemunhas dois Cerimoniários, que serão chamados naquele momento, redige um documento com a aceitação do novo Pontífice e o nome por ele assumido.

Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o carácter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo.

Recebe, por fim, por parte dos Cardeais ali presentes, o “ato de obediência”, onde um a um  prostra-se diante dele.

Imagem de vídeo mostra papa Bento 16o, o alemão Joseph Ratzinger, na sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano

Pouco tempo depois, o Cardeal Protodiácono e Decano vai até a varanda da Basílica de São Pedro anunciar ao mundo a notícia, nas seguintes palavras:

Annuntio vobis gaudium magnum:
Habemus Papam!
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum (primeiro nome, pronunciado em latim),
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem (sobrenome, pronunciado na língua original),
qui sibi nomen imposuit (nome papal, em latim).

Tradução:

Anuncio-vos com a maior alegria!:
Temos Papa!
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor,
Senhor (primeiro nome),
Cardeal da Igreja Católica Romana (sobrenome),
que escolheu para si o nome de (nome papal).

URBI ET ORBI

Após o anúncio, o Papa é apresentado ao povo e dá a Bênção Apostólica Urbi et Orbi (“à cidade [de Roma] e ao mundo”), a qual concede uma penitência e indulgência plenária, sob as condições definidas pelo Código de Direito Canônico (ter se confessado e recebido a Comunhão, e não estar em pecado mortal).

Eis o texto da bênção:

Sancti Apostoli Petrus et Paulus: de quorum potestate et auctoritate confidimus ipsi intercedant pro nobis ad Dominum.

R: Amen.

Precibus et meritis beatæ Mariae semper Virginis, beati Michaelis Archangeli, beati Ioannis Baptistæ, et sanctorum Apostolorum Petri et Pauli et omnium Sanctorum misereatur vestri omnipotens Deus; et dimissis omnibus peccatis vestris, perducat vos Iesus Christus ad vitam æternam.

R: Amen.

Indulgentiam, absolutionem et remissionem omnium peccatorum vestrorum, spatium verae et fructuosae poenitentiæ, cor semper penitens, et emendationem vitae, gratiam et consolationem Sancti Spiritus; et finalem perseverantiam in bonis operibus tribuat vobis omnipotens et misericors Dominus.

R: Amen.

Et benedictio Dei omnipotentis, Patris et Filii et Spiritus Sancti descendat super vos et maneat semper.

R: Amen.

Tradução:

Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em cujo poder e autoridade temos confiança, intercedam por nós junto ao Senhor.

R: Amém.

Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, Deus todo-poderoso tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza à vida eterna em Jesus Cristo.

R: Amém.

Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgência, absolvição, e remissão de todos os vossos pecados, em tempo para uma verdadeira e frutuosa penitência, sempre com coração contrito, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.

R: Amém.

E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.

R: Amém.

É isto! Dentro em breve, teremos um novo Papa.

Sua Santidade, o Papa Bento XVI, cumpriu a sua missão de forma magistral, corajosa e com uma fé e confiança em Deus nas quais devemos nos espelhar, mas, suas forças não suportaram o peso da idade. E ele, com a prudência que lhe é peculiar, renunciou ao ministério petrino, deixando espaço para mais um Conclave, o qual será, mais uma vez, guiado pelos ventos do Espírito Santo.

Espero ter conseguido elucidar algumas dúvidas acerca deste processo tão belo e cheio de santidade que é o Conclave.

De nossa parte cabe agora rezar, com todo o nosso coração e nossa alma, para que o Espírito Santo invada aqueles aposentos, suscitando e inspirando as ações daqueles Cardeais, para que sempre seja feita, para o bem da nossa Igreja, da Igreja de Cristo, a vontade soberana do Pai.

Um grande abraço e fiquem todos com Deus!

Alex Cardoso Vasconcelos, Advogado, Notário da Câmara Eclesiástica da Arquidiocese de Maceió e Acólito na Paróquia Divino Espírito Santo – Maceió/AL

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Renúncia do Papa e oração…

Queridos irmãos, fomos surpreendidos hoje com a forte notícia da renúncia do Papa Bento XVI à Sé de São Pedro.

Italy - Religion - Pope Benedict XVI - Easter Celebration

Conforme suas próprias palavras, tal renúncia se deve à sua avançada idade na condução do ministério petrino, foi feita livremente e devidamente manifestada, conforme dispõe o Cân. 332, § 2º, do Código de Direito Canônico, e estaria marcada para as 20:00 horas do dia 28 de fevereiro, quando então entraríamos no período de Sede Vacante, iniciando a convocação para o Conclave.

Apenas à guiza de esclarecimento, durante este período, o comando da “Barca de Pedro” estará confiado ao Colégio Cardinalício, o qual seguirá as normas estabelecidas pela Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada pelo Papa João Paulo II em 22 de fevereiro de 1996.

Durante este período, cessa o exercício das funções de todos os Responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana e seus membros, excetuando-se o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana (Cardeal Tarcisio Bertone) e o Penitenciário-Mor (Dom Manuel Monteiro de Castro). Estes continuam despachando assuntos ordinários, submetendo ao Colégio dos Cardeais o que deveria ser referido ao Sumo Pontífice.

Duas espécies de Congregações de Cardeais são formadas: uma geral, de todo o Colégio e outra particular, formada pelo Camerlengo e três Cardeais Assistentes.

Durante este período rege o princípio de nihil innovetur (que não se inove nada). O governo da Igreja fica confiado ao Colégio Cardinalício somente para o despacho dos assuntos ordinários ou dos inadiáveis e para a preparação de tudo necessário para a eleição do novo Pontífice.

O Colégio Cardinalício não terá nenhuma potestade ou jurisdição sobre as questões que correspondem ao Sumo Pontífice em vida ou no exercício das funções de sua missão; todas estas questões devem ficar reservas exclusivamente ao futuro Pontífice. Neste período, o Colégio Cardinalício pode se reunir em dois tipos de reuniões: as Congregações Gerais e as Congregações Particulares.

Devem assistir à Congregação Geral todos os Cardeais não impedidos legitimamente; podem ausentar-se os Cardeais que não têm direito a participar da eleição do Papa. Nela são decididos os assuntos de maior importância, e devem ser celebradas diariamente. Os assuntos são decididos por maioria simples de votos. A Congregação Particular é formada pelo Cardeal Camerlengo e outros três Cardeais escolhidos por sorteio, chamados Assistentes. Nela são decididos os assuntos de trâmites e de menos importância.

Contudo, ademais todo o processo em que a Igreja se envolverá para a eleição do novo Papa, uma coisa nos é confiada, como Igreja que somos: rezar!

Nossas orações, diante deste momento, devem ser dirigidas ao Pai pela eleição de “Pedro”, para que Ele, o Esposo, dirija a Esposa ao porto seguro da Salvação, e a entregue a um comandante cheio do Espírito Santo, e que este mesmo Espírito o ilumine e o guarde.

Rezemos, irmãos, com tudo o que temos, com tudo o que somos, para que a Luz invada as portas do Vaticano neste momento, e para que o Conclave seja guiado por esta mesma Luz, que reflete as maravilhas do Céu.

Rezemos também por Bento XVI, este exemplo de grandeza e de homem que deu a vida pela Igreja de Cristo, para que o Espírito Santo o sustente nesta difícil decisão, o qual, nas palavras do ontem no Angelus afirmou:

“O homem não é o autor da própria vocação, mas dá resposta à proposta divina; e a fraqueza humana não deve ter medo se Deus chama. É preciso ter confiança na sua força que atua precisamente na nossa pobreza; temos de confiar sempre mais no poder da sua misericórdia, que transforma e renova”.

Por fim, agradeçamos a Deus por este presente que foi o Papa Bento XVI para a Igreja Católica, e para o mundo.

Nos próximos posts, vamos falar mais um pouco sobre o Conclave e como se dará este processo. Fiquem todos com Deus! Em oração…

Equipe Dominus Vobiscum