Bento XVI chega a dois milhões e meio de seguidores no twitter!

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O Papa Bento XVI continua mostrando a força da sua evangelização nas mídias sociais. Recentemente o Vaticano anunciou que sua conta no twitter superou 2,5 milhões de seguidores. Para você ter uma ideia da força do Santo Padre entre os internautas, seu primeiro tweet foi o quinto mais retuitado da história do microblog com mais de 80 mil retweets por parte dos seus seguidores (inclusive eu…rs).

O Pontífice começou sua empreitada digital de 140 caracteres em 8 idiomas: espanhol, inglês, português, alemão, francês, italiano, árabe e polonês, e a partir deste domingo também em latim.

E detalhe a quem possa interessar: Ele apenas publicou 24 tweets!

Em sua conta em Latim o Papa escreveu: Unitati christifidelium integre studentes quid iubet Dominus? Orare semper, iustitiam factitare, amare probitatem, humiles Secum ambulare.(Que nos pede o Senhor para fazer pela unidade dos cristãos? Rezar com constância, praticar a justiça, amar a bondade e caminhar com Ele).

“Se tivermos amor ao próximo, conseguiremos descobrir a face de Cristo no pobre, no indefeso, no doente e no atribulado”. Este foi o texto do último tweet da conta do Santo Padre emitido no dia 15 de janeiro.

Para ler os tweets do Papa em sua conta oficial em português ingresse em: http://twitter.com/pontifex_pt

Obs.: Desde ontem a convite de um amigo, estou escrevendo uma coluna para o blog Cività Dei. É um blog sobre política, mas calma! A ideia é falar deste assunto de uma forma mais leve e conceitual. Vale a pena conferir o texto de ontem cujo o título éBurro velho não ganha andadura!

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@pontifex_pt :: Adicione o Santo Padre no seu Twitter!

Hoje no Vaticano foi lançada a conta oficial de Twitter do  Santo Padre e a Santa Sé divulgou que o primeiro tweet do Santo Padre será emitido no dia 12 de dezembro, Festa da Virgem de Guadalupe.

Os tweets do Papa estarão em oito idiomas: inglês, italiano, português, alemão, polonês, árabe, francês e espanhol. No nosso idioma o usuário do Santo Padre é @pontifex_pt. Não se descarta que no futuro outros idiomas sejam incluídos. Até o momento da publicação desta notícia a conta do Papa em português já tinha quase 2 mil seguidores.

Em geral, os tweets do Papa serão publicados na quarta-feira, dia de suas habituais audiências gerais no Vaticano.

A Sala de Imprensa do Vaticano informou ainda que será possível enviar perguntas ao Papa sobre “a fé e a doutrina” da Igreja até nos dia 12 de dezembro. As interrogantes podem ser enviadas em qualquer dos 8 idiomas mencionados, utilizando o hashtag #askpontifex.

Destacamos para você  alguns aspectos que consideramos importantes na nota informativa emitida sobre este lançamento:

“A presença do Papa no Twitter é uma expressão concreta de sua convicção de que a Igreja deve estar presente na arena digital. Esta iniciativa se compreende melhor no contexto de suas reflexões sobre a importância do espaço cultural que se abre ao estar presentes nas novas tecnologias.

Esta presença pode ser vista como a ‘ponta do iceberg’ da presença da Igreja no mundo dos novos meios” e como um alento para “assegurar que a Boa Nova de Jesus Cristo e a doutrina da sua Igreja permeie o foro de intercâmbio e diálogo criado com os meios sociais”.

Logo depois de assegurar que os tweets do Papa podem promover o diálogo também com os não crentes, o texto recorda a mensagem de  Bento XVI deste ano para a Jornada das Comunicações Sociais:

“Uma reflexão mais profunda nos ajuda a descobrir as relações entre eventos que à primeira vista parecem desconectados, para avaliar, analisar as mensagens, o que torna possível compartilhar opiniões ponderadas e relevantes, gerando um autêntico corpo de conhecimento compartilhado.

Por isso decidiu-se lançar a conta de Twitter do Papa com o formato de pergunta e resposta formal. Este lançamento é um indicador da importância que a Igreja busca escutar e é garantia de sua atual atenção às conversações, comentários e tendências que expressam espontânea e insistentemente as preocupações e esperanças das pessoas”.

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Mensagem do Papa para a JMJ Rio2013

Graça e paz!

Queridos amigos, chegou a hora de conferir a belíssima mensagem que o Papa Bento XVI preparou para a JMJ Rio 2013. Penso que são palavras fortes que saem diretamente do coração desse Pai e Pastor que se preocupa com os problemas e dificuldades do mundo atual, e que devem atingir “em cheio” o nosso coração jovem, ansioso por Deus.

Vale a pena ler , meditar, deixar que a Palavra caia no coração e produza muitos frutos.  Acredito que assim como o meu, o seu coração ficará inflamado e desejoso para “ir e fazer discípulos”, e contando os dias para o início da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro!

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA A XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
NO RIO DE JANEIRO, EM JULHO DE 2013

«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madri mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.

Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre aquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.

Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente

A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.

Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.

A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).

Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo

Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.

Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.

Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!

Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.

Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos

Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!

Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.

Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! […] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste “continente digital”» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.

O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!

Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé

Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).

Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.

Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja

Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).

A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).

Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. «Aqui estou, Senhor!»

Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.

No final da Jornada Mundial da Juventude em Madri, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).

Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.

A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 de outubro de 2012.

BENEDICTUS PP XVI

(Extraído de  Libreria Editrice Vaticana)

Taís Salum – Equipe do Blog Dominus Vobiscum
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Vídeo:: 03 de março, dia de São Marino e São Astério

Fiquei impressionado com essa história: Um santo era do exército romano e que não titubeou em assumir sua fé, abrindo mão de tudo, inclusive da vida. O outro resolveu enterrar o amigo mártir, mesmo sabendo que isso lhe custaria a vida. Assista. Você vai se emocionar também.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Veja também outras histórias de santos e mártires da nossa Igreja

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Notícia:: Papa aos jovens: “Sejam verdadeiros defensores da vida e da Criação”

Da Rádio Vaticana

Bento XVI recebeu em audiência, nesta segunda-feira, os estudantes que participaram do encontro promovido pela Fundação Irmã Natureza, de inspiração franciscana.

O Papa destacou que o “respeito pelo ser humano e o respeito pela natureza são um só”. “Os prejuízos provocados pela falta de respeito pelo meio ambiente mostram que é urgente uma mudança de rota para que as gerações futuras possam desfrutar de um Planeta habitável” – disse o Pontífice aos cerca de sete mil estudantes presentes, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Bento XVI frisou que a data de hoje escolhida para a realização do encontro quis recordar São Francisco de Assis, proclamado Padroeiro da Ecologia, por João Paulo II, em 29 de novembro de 1979.

“É evidente que não pode existir um futuro bom para a humanidade se não nos educarmos a um estilo de vida responsável em relação à Criação. E tal estilo se aprende primeiramente na família e na escola. A grande e maravilhosa árvore da vida não é fruto de uma evolução cega e irracional, mas reflete a força e o amor de seu Artífice” – disse o Santo Padre.

O Pontífice sublinhou que quando o homem se esquece de colaborar com Deus, suas atitudes podem prejudicar a Criação e o próprio ser humano, “como vemos acontecer, infelizmente, em várias ocasiões”.

Segundo Bento XVI, “o respeito pelo meio ambiente não pode esquecer o reconhecimento do valor da pessoa humana e sua inviolabilidade em todas as fases da vida e em todas as suas condições”.

O Papa concluiu pedindo aos jovens para que sejam verdadeiros defensores da vida e da Criação.

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Notícia:: Papa no Angelus: “O verdadeiro dono do mundo não o homem, mas Deus”

Da Rádio Vaticana

Bento XVI conduziu a oração mariana do Angelus, deste I Domingo do Advento, na Praça São Pedro, no Vaticano, repleta de fiéis e peregrinos que ouviram as palavras proferidas pelo Papa.

O Santo Padre iniciou o Angelus destacando o início do novo Ano Litúrgico: “Um novo caminho de fé que deve ser vivido junto com as comunidades cristãs, mas também, como sempre, um caminho que dever ser percorrido dentro da história do mundo, para abri-la ao mistério de Deus, para a salvação que vem de seu amor. O Ano Litúrgico se inicia com o Tempo do Advento: tempo maravilhoso em que se desperta nos corações a espera do retorno de Cristo e a memória de sua primeira vinda, quando se despojou de sua glória divina para assumir a nossa carne mortal.”

O Papa frisou que o apelo de Jesus no Evangelho de hoje a vigiar é um convite dirigido não só aos seus discípulos, mas a todos nós: “É um convite salutar para nos lembrar que a vida não tem apenas a dimensão terrena, mas é projetada rumo ao além, como uma plantinha que brota da terra e se abre para o céu. Uma plantinha pensante, o ser humano, dotada de liberdade e responsabilidade, por isso cada um de nós será chamado a prestar contas de como viveu, como utilizou suas capacidades: se as guardou para si ou as fez frutificar em favor do bem dos irmãos.”

O Santo Padre recordou que Isaías, o Profeta do Advento, nos faz refletir hoje com uma oração sincera, dirigida a Deus em nome do povo. “Ele reconheceu as falhas do seu povo e disse: Não há quem invoque o teu nome, quem acorde para em ti se apoiar, pois escondeste de nós a tua face, deixaste que, como onda, a força dos nossos pecados nos arrastasse” – disse Bento XVI citando o Profeta Isaías.

Segundo o Papa, tal descrição parece refletir certos panoramas do mundo pós-moderno: “As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente de homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado.”

“Na realidade, o verdadeiro dono do mundo não o homem, mas Deus. O Tempo do Advento chega a cada ano para nos lembrar isso, a fim de que a nossa vida reencontre sua orientação justa, em direção à face de Deus. A face não de um patrão, mas de um Pai e amigo” – concluiu o Papa, que concedeu a todos a sua bênção apostólica.

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Obs.: Hoje estou fazendo uma campanha especial, para que todos os leitores deste blog participem da Petição Pública movida contra as TVs Católicas Canção Nova e Aparecida. Para fazê-lo clique no link:  http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16989

Notícia:: Paquistão: caso encerrado sobre a proibição do nome Jesus Cristo nos torpedos

Da Rádio Vaticana

O caso foi encerrado: as palavras Jesus e Cristo poderão ser escritas nos torpedos dos celulares paquistaneses depois de terem sido canceladas definitivamente da lista de nomes proibidos que em breve será distribuída às companhias telefônicas do país. Decisivo neste sentido foi a intervenção do Ministro da Harmonia, o católico Akram Gill, que conversou diretamente com o presidente da Autoridades paquistanesa para as Telecomunicações, sublinhando como a medida poderia prejudicar a construção de um clima de serena convivência inter-religiosa no Paquistão.

A notícia da proibição dos nomes Jesus e Cristo fora divulgada dias atrás: os nomes se encontravam entre as 1.600 palavras proibidas nos torpedos e que serão bloqueadas num prazo de 7 dias para tutelar as mentes dos jovens. Imediata a reação da Conferência episcopal local que pediu oficialmente o que teria de obsceno o nome de Jesus Cristo e denunciou a evidente violação do direito de evangelizar e professar a sua fé, sancionado pela Constituição do Paquistão.

Diversas organizações que lutam pela defesa dos direitos humanos viram na medida uma violação do direito à liberdade de palavra e de expressão como também uma clara intrusão na privacidade dos cidadãos. Ontem, a Igreja local expressou à agência Fides a sua satisfação em poder “continuar o seu trabalho de evangelização também utilizando as novas tecnologias”.

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Papa pede vocações para nova evangelização

Do Zenit

Bento XVI, neste último domingo, 18 de setembro de 2011, animou a pedir à Virgem Maria vocações para o serviço da nova evangelização, este domingo, ao introduzir a oração do Angelus com os peregrinos reunidos em Castel Gandolfo.

“Dirijamo-nos em oração à Virgem Maria, para que em toda a Igreja amadureçam vocações sacerdotais, religiosas e leigas para o serviço da nova evangelização”, disse.

O Papa afirmou que “hoje vivemos em uma época de nova evangelização. Vastos horizontes se abrem ao anúncio do Evangelho, enquanto regiões de antiga tradição cristã estão chamadas a redescobrir a beleza da fé”.

Ele destacou quem são os protagonistas desta missão: “homens e mulheres que, como São Paulo, podem dizer: ‘Para mim o viver é Cristo’”. São “pessoas, famílias, comunidades que aceitam trabalhar na vinha do Senhor, segundo a imagem do Evangelho deste domingo. Trabalhadores humildes e generosos que não pedem outra recompensa a não ser participar da missão de Jesus e da Igreja.”

“Queridos amigos, o Evangelho transformou o mundo, e ainda o está transformando, como um rio que rega um imenso campo”, afirmou o pontífice. Na internet, palavras do Papa no Angelus.

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Bento XVI: Precisamos ir em busca de quem se afastou da fé

Da RadioVaticana

“Aproximar as pessoas que se afastaram da fé é hoje algo mais urgente que nunca” – disse Bento XVI, ao participar ontem à noite do congresso eclesial da diocese de Roma. Para o papa, “o desafio da Igreja, hoje em particular nos países de antigas raízes cristãs, consiste em mostrar a beleza do cristianismo para aqueles que o consideram um obstáculo para alcançar a felicidade”.

À assembleia de párocos, catequistas e membros dos conselhos paroquiais de Roma, na Basílica de São João de Latrão, o pontífice explicou que a Igreja precisa lançar “uma nova evangelização dirigida aos que, embora tenham ouvido falar da fé, deixaram de apreciar a beleza do cristianismo, ou até mesmo o consideram um obstáculo para alcançar a felicidade”.

“A felicidade que vocês buscam, a felicidade que vocês têm o direito de vivenciar, ela tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, escondido na Eucaristia”. Esta deve ser a mensagem que a Igreja deve lançar.

O tema do congresso eclesial foi “A iniciação cristã”, e neste contexto, o papa citou palavras escritas por Hans Urs von Balthasar (1905-1988), um dos maiores teólogos do século XX: “A fé não deve ser pressuposta, mas proposta”.

Bento XVI convidou, portanto, ao “compromisso por uma renovada temporada de evangelização, que não seja tarefa apenas de alguns, mas de todos os membros da Igreja, e lembrou que há adultos que não receberam o Batismo ou que se afastaram da fé da Igreja. “É uma atenção hoje mais urgente que nunca, que pede que nos comprometamos com confiança, apoiados pela certeza de que a graça de Deus sempre atua no coração do homem” – concluiu. (CM)

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“É necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para conduzir os homens para a terra de Deus”.

Do ACI Digital

Em seu discurso na manhã do último sábado aos participantes na Assembléia das Pontifícias Obras Missionárias, o Papa Bento XVI recordou que o anúncio do Evangelho, da Palavra de Deus, é tarefa de todo cristão. Conforme informa Rádio Vaticano, o Santo Padre em seu discurso se referiu “aos novos problemas e as novas escravidões de nosso tempo: no chamado primeiro mundo, rico mas incerto sobre seu futuro, como nos Países emergentes onde também, por causa de uma globalização marcada pelo lucro, acabam por aumentar as massas dos pobres, emigrantes e oprimidos, em quem se debilita a luz da esperança”.

Deste modo recordou o compromisso da Igreja de levar sempre a Cristo, “de prolongar sua missão messiânica para o advento do Reino de Deus, Reino de justiça, de paz, de liberdade e de amor, acrescentando que transformar o mundo segundo o projeto de Deus, com a força renovadora do Evangelho, é tarefa de todo o Povo de Deus”.

Por isso é necessário “continuar com renovado entusiasmo à obra de evangelização, o anúncio contente do Reino de Deus, vindo em Cristo na potência do Espírito Santo para conduzir os homens para a verdadeira liberdade dos filhos de Deus, contra toda forma de escravidão”. Bento XVI também assegurou que “é necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para conduzir os homens para a terra de Deus”.

Citando a exortação pastoral Verbum Domini, disse que a missão de anunciar a Palavra de Deus “é tarefa de todos os discípulos de Cristo, como conseqüência de seu batismo”, e recordou que “para que se dê um decidido compromisso na evangelização se faz necessário que cada cristão, assim como as comunidades, creiam verdadeiramente que “a Palavra de Deus é a verdade salvífica da que cada homem em cada tempo tem necessidade”.

“Se esta convicção de fé não está profundamente arraigada em nossa vida –acrescentou– não poderemos experimentar a paixão e a beleza de anunciá-la”. O Papa explicou logo que “em realidade cada cristão deveria fazer própria a urgência de trabalhar para a edificação do Reino de Deus” e ressaltou “que na Igreja tudo está ao serviço da evangelização: cada setor de sua atividade e também cada pessoa, nas várias tarefas que está chamada a realizar”.

“Todos devem ser partícipes na missão ad gente: bispos, presbíteros, religiosos e religiosas, Leigos. Nenhum crente em Cristo pode sentir-se estranho a esta responsabilidade que provém da pertença sacramental ao Corpo de Cristo”. Para anunciar o Evangelho, prosseguiu o Papa, é necessário “deixar-se aferrar completamente por Cristo, Palavra de Deus encarnada, porque só quem, com atenção, escuta o Verbo encarnado que está intimamente unido a Ele, pode anunciá-lo”.

“O mensageiro do Evangelho deve permanecer sob o domínio da Palavra e alimentar-se dos Sacramentos, linfa vital da que dependem a existência e o ministério missionário”. Por isso, enfatizou, “radicados profundamente em Cristo e em sua Palavra é possível ser capaz de não ceder à tentação de reduzir a evangelização a um projeto puramente humano, social, escondendo ou discretamente a dimensão transcendente da salvação oferecida por Deus em Cristo”.

Nesta tarefa, que anuncia o Evangelho deve ser capaz de amar até o martírio, continuou o Santo Padre: “a Igreja não pode faltar em sua missão de levar a luz de Cristo, de proclamar o feliz anúncio do Evangelho, ainda se isso compartilhe a perseguição”. “Os cristãos não devem sentir temor, embora sejam atualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições por causa da própria fé. São Paulo afirma que nem a morte nem a vida nem os anjos nem os principados nem o presente nem o futuro nem as potestades nem a altura nem a profundidade nem outra criatura alguma poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus nosso Senhor”.

Finalmente o Papa assinalou que “sua obra é preciosa para a edificação da Igreja, destinada a ser a ‘casa comum’ de toda a humanidade”.

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