Não nos fechemos a Palavra de Deus, como fizeram os fariseus

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Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele __ suponho eu __ a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa. (João 7,40-53)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Beato Tito Brandsma (1881-1942), carmelita holandês, mártir Convite ao heroísmo na fé e no amor

Vivemos num mundo em que o próprio amor está condenado: chamam-lhe fraqueza, algo a superar. Há quem diga: «O amor não tem importância, o que temos de desenvolver é a força; que todos se tornem tão fortes quanto possível; e que o fraco pereça!» Dizem ainda que a religião cristã, com os seus sermões sobre o amor, é uma coisa do passado. […] Essas pessoas dirigem-se a nós com tais doutrinas e até encontram quem as adote com muito gosto. O amor é desconhecido: «O Amor não é amado» dizia São Francisco de Assis; e, séculos mais tarde em Florença, Santa Maria Madalena de Pazzi fazia soar os sinos do seu carmelo para que o mundo soubesse como o Amor é belo! Também eu gostaria de fazer soar os sinos para dizer ao mundo como é belo amar!

O neo-paganismo [do nazismo] pode repudiar o amor; mas a História ensina-nos que, apesar de tudo, venceremos esse neo-paganismo através do amor. Nós não abandonaremos o amor. O amor far-nos-á reconquistar os corações desses pagãos. A natureza é mais forte do que a filosofia. Ainda que uma filosofia condene e rejeite o amor e o apelide de fraqueza, o testemunho vivo do amor renovará sempre o seu poder para conquistar e cativar os corações dos homens.

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Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: “Este acolhe os pecadores e come com eles”. Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.

Comentário do Evangelho do dia feito por São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja

Este homem que possui cem ovelhas é o Bom Pastor (Jo 10,11), Cristo, que havia estabelecido todo o rebanho da raça humana numa só ovelha, isto é, em Adão, a quem colocara num Paraíso de delícias, numa região de pastagens vivificantes. Mas essa ovelha, confiando nos uivos de lobos, esqueceu a voz do Pastor e, perdendo-se no caminho que conduz ao redil da salvação, achou-se toda coberta de feridas mortais. Cristo veio a este mundo procurar a ovelha perdida e recuperou-a no seio da Virgem. Ele, que veio até nós nascido da carne, colocou-a depois sobre a cruz e levou-a aos ombros da Sua Paixão. Então, cheio da alegria da Ressurreição, ergueu-a, na Sua Ascensão, até às moradas do Céu. Ele convoca os amigos e vizinhos, isto é, os Anjos, e diz-lhes: Alegrai-vos Comigo, porque encontrei a Minha ovelha perdida, e os Seus Anjos rejubilam e exultam com Cristo por causa do regresso da ovelha do Senhor. Não se irritam por vê-la sentar-se diante deles no trono de majestade, dado que a inveja não existe no Céu, de onde foi banida com o diabo, e esse pecado não poderá jamais lá reentrar graças ao Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29).

Irmãos, assim nos veio Cristo procurar à Terra. Procuremo-Lo no Céu. Assim nos levou Ele até à glória da Sua divindade. Levemo-Lo no nosso corpo com a santidade de toda a nossa vida.

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Evangelho do Dia:: Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.” (S. João 15,1-8)

Comentário do Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI

O primeiro período na vida desta santa foi caracterizado pelo seu casamento feliz. O marido chamava-se Ulf e governava um importante território do Reino da Suécia. O casamento durou vinte e oito anos, até à morte de Ulf. Deste casamento nasceram oito filhos, a segunda dos quais, Catarina, é venerada como santa. Eis um sinal eloquente do empenho educativo de Brígida para com os seus filhos. […] Brígida, que tinha direção espiritual com um religioso erudito que a introduziu no estudo das Escrituras, exerceu uma influência muito positiva naquela família que, graças à sua presença, se tornou uma verdadeira “Igreja Doméstica”. Juntamente com o marido, adotou a Regra dos Terciários franciscanos. Praticava generosamente obras de caridade em prol dos pobres, e fundou um hospital. Com a esposa, Ulf aprendeu a melhorar o seu carácter e a progredir na vida cristã. No regresso de uma longa peregrinação a Santiago de Compostela […], o casal decidiu viver na abstinência; mas, pouco tempo depois, na paz de um mosteiro para onde se tinha retirado, Ulf terminou a sua vida terrena. Este primeiro período da vida de Brígida ajuda-nos a apreciar o que poderíamos definir hoje como uma verdadeira “espiritualidade conjugal”: em conjunto, os dois elementos de um casal cristão podem percorrer um caminho de santidade, apoiados na graça do sacramento do matrimônio. Muitas vezes, como foi o caso da vida de Santa Brígida e de Ulf, é a mulher que, com a sua sensibilidade religiosa, a sua delicadeza e a sua doçura, consegue levar o marido a percorrer um caminho de fé. Penso reconhecidamente em muitas mulheres que também hoje iluminam, dia após dia, as suas famílias com o seu testemunho de vida cristã. Que o Espírito do Senhor possa suscitar, também nos nossos tempos, a santidade dos casais cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do casamento vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, a ajuda recíproca, a fecundidade na geração e educação dos filhos, a abertura e a solidariedade para com o mundo, a participação na vida da Igreja.

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Evangelho do Dia:: Eram como ovelhas sem pastor

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, os Apóstolos reuniram-se a Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Disse-lhes, então: Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.» Porque eram tantos os que iam e vinham, que nem tinham tempo para comer. Foram, pois, no barco, para um lugar isolado, sem mais ninguém. Ao vê-los afastar, muitos perceberam para onde iam; e de todas as cidades acorreram, a pé, àquele lugar, e chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas. (Mc 6,30-34)

Comentário feito por São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo

Salvar é um ato de bondade. A misericórdia divina estende-se a todo o ser vivo: repreende, corrige, ensina e reconduz, como pastor, o seu rebanho. Ele Se compadece daqueles que recebem os Seus ensinamentos, e dos que se apressam a cumprir os Seus preceitos» (Sir18,13ss). […]

Os sãos não têm necessidade do médico enquanto estiverem bem; os doentes, pelo contrário, recorrem à sua arte. Da mesma maneira, nesta vida, nós estamos doentes pelos nossos desejos censuráveis, pelas nossas intemperanças […] e outras paixões: temos necessidade de um Salvador. […] Nós, os doentes, temos necessidade do Salvador; extraviados, necessitamos de quem nos guie; cegos, de quem nos dê luz; sedentos, da fonte de água viva, porque «quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede» (Jo 4,14). Mortos, precisamos da vida; rebanho, do pastor; crianças, de um educador: sim, toda a humanidade tem necessidade de Jesus. […]

Cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente. Vigiarei sobre a que está gorda e forte. A todas apascentarei com justiça» (Ez 34,16). Tal é a promessa do bom pastor, que nos apascenta como a um rebanho, a nós que somos pequeninos. Mestre, dá-nos com abundância o Teu pasto, que é a justiça! Sê o nosso pastor e conduz-nos até à Tua montanha santa, até à Igreja que se eleva, que domina as nuvens, que toca os céus. Eis que Eu mesmo cuidarei das Minhas ovelhas e me interessarei por elas (cf Ez 34). […] Eu não vim para ser servido mas para servir. É por isso que o Evangelho O mostra cansado, Ele que se afadiga por nós e que promete dar a Sua vida para resgatar a multidão (Jo 4,5; Mt 20,28).

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Evangelho do Dia:: Prefiro a misericórdia do que o sacrifício

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus passou através das searas em dia de sábado e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas. Ao verem isso, os fariseus disseram-lhe: “Aí estão os teus discípulos a fazer o que não é permitido ao sábado!” Mas Ele respondeu-lhes: “Não lestes o que fez David, quando sentiu fome, ele e os que estavam com ele? Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da oferenda, que não lhe era permitido comer, nem aos que estavam com ele, mas unicamente aos sacerdotes? E nunca lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa? Ora, Eu digo vos que aqui está quem é maior que o templo. E, se compreendêsseis o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício, não teríeis condenado estes que não têm culpa. O Filho do Homem até do sábado é Senhor. (S. Mateus 12,1-8)

Comentário do Evangelho do dia feito por Epístola dita de Barnabé

A respeito do sábado está escrito: “As [vossas] celebrações lunares, os sábados, as reuniões de culto, as festas e as solenidades são-Me insuportáveis” (Is 1,13). Considerai esta palavra: “Não são os sábados atuais que Me agradam, mas o sábado que Eu farei quando, tendo posto fim ao universo, fizer surgir um oitavo dia que será a aurora de um mundo novo”. Eis por que razão celebramos com alegria este oitavo dia em que Jesus ressuscitou dos mortos, Se manifestou e depois subiu aos céus. A respeito do Templo, evocarei o erro desses infelizes que puseram a sua esperança no edifício, a pretexto de ser a casa de Deus, em vez de a porem no Deus que os criou. […] Examinemos se ainda existe um templo para Deus. Sim, existe, e está lá, onde Ele mesmo afirma tê-lo construído e adornado. Porque está escrito : “Edificarão Jerusalém com magnificência, e nela a casa de Deus” (Tb 14,5). Constato então que esse templo existe. Mas como construí-lo em nome do Senhor? Escutai. Antes de termos fé, o nosso coração era uma habitação frágil e caduca, parecida com um templo construído pela mão do homem. Estava cheio de cultos a ídolos, servia de covil aos demônios, de tal forma os nossos empreendimentos iam contra os desígnios de Deus. Mas “edificarão Jerusalém com magnificência, e nela a casa de Deus”. Vigiai para que esse templo seja construído “com magnificência”. Como? Recebendo a remissão dos pecados, pondo a nossa esperança no Seu nome, tornando-nos homens novos, recriados como na origem. Então Deus habitará verdadeiramente no nosso coração, que se tornará Sua morada.

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Evangelho do Dia:: Inveja: uma blasfêmia contra o Espírito Santo

Com efeito, que poderá haver de mais grave do que ousar, por inveja para com um irmão a quem tínhamos recebido ordem de amar como a nós próprios (cf. Mt 19,19), blasfemar contra a bondade de Deus e insultar a Sua majestade, querendo desacreditar um homem?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: Ele tem Belzebu! E ainda: É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios. Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir. Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim. Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa. Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado; mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno. Disse-lhes isto porque eles afirmavam: Tem um espírito maligno. (Mc 3,22-30)

Comentário feito por Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense

É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios […]. O que é próprio das pessoas maldizentes e animadas pela inveja é fechar, tanto quanto possível, os olhos aos méritos de outrem; e quando, vencidos pelas evidências, já não o conseguem fazer, depreciá-los e desvirtuá-los. Assim, quando a multidão exulta de devoção e se maravilha com as obras de Cristo, os escribas e os fariseus, ou fecham os olhos ao que sabem ser verdade, ou rebaixam o que é grande, ou desvirtuam o que é bom. Uma vez, por exemplo, fingindo-se ignorantes, disseram Àquele que tinha feito tantos sinais maravilhosos: Que sinal realizas Tu, pois, para nós vermos e crermos em ti? (Jo 6,30). Aqui, não podendo negar os fatos com cinismo, depreciam-nos maldosamente […] e desvalorizam-nos dizendo: Ele tem Belzebu! […] É pelo chefe dos demónios que expulsa os demônios.

Eis, queridos irmãos, a blasfêmia contra o Espírito, que prende aqueles que envolveu nas cadeias dum pecado eterno. Não é que seja de todo impossível ao penitente receber o perdão de tudo, se produzir frutos de sincero arrependimento (Lc 3,8). Só que, esmagado por um tal peso de malícia, ele não tem força para aspirar a essa honrosa penitência merecedora de perdão. […] Aquele que, vendo à evidência no seu irmão a graça e a obra do Espírito Santo […], não teme desvirtuar e caluniar, e atribuir insolentemente aos maus espíritos o que sabe pertinentemente ser do Espírito Santo, esse está de tal modo abandonado por esse Espírito de graça, que já não quer a penitência que lhe traria o perdão. Está completamente obscurecido, cego pela sua própria malícia. Com efeito, que poderá haver de mais grave do que ousar, por inveja para com um irmão a quem tínhamos recebido ordem de amar como a nós próprios (cf. Mt 19,19), blasfemar contra a bondade de Deus […] e insultar a Sua majestade, querendo desacreditar um homem?

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Evangelho do Dia: Hoje vimos maravilhas!

Do Evangelho Quotidiano

Um dia, quando Jesus ensinava, estavam ali sentados alguns fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as localidades da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-o a realizar curas. Apareceram uns homens que traziam um paralítico num catre e procuravam fazê-lo entrar e colocá-lo diante dele. Não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao teto e, através das telhas, desceram-no com a enxerga, para o meio, em frente de Jesus. Vendo a fé daqueles homens, disse: Homem, os teus pecados estão perdoados. Os doutores da Lei e os fariseus começaram a murmurar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? Mas Jesus, penetrando nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: Que estais a pensar em vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados, ordeno-te disse ao paralítico: Levanta-te, pega na enxerga e vai para tua casa. No mesmo instante, ergueu-se à vista deles, pegou na enxerga em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus. Todos ficaram estupefatos e glorificaram a Deus, dizendo cheios de temor: Hoje vimos maravilhas! (Lc 5,17-26. )

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório de Agrigento (c. 559-c. 594), bispo

A luz é suave e é bom contemplar o sol com os nossos olhos de carne […]; é por isso que já Moisés dizia: Deus viu que a luz era boa (Gn 1,4). […]Como é bom para nós pensar na grande, verdadeira e indefetível luz que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina (Jo 1,9), isto é, Cristo, o Salvador do mundo e seu libertador. Depois de Se ter revelado ao olhar dos profetas, fez-Se homem e penetrou até às últimas profundezas da condição humana. É d’Ele que fala o profeta Davi:  Louvai a Deus, cantai salmos ao Seu nome, abri caminho Àquele que cavalga sobre as nuvens; o Seu nome é Senhor! Exultai na Sua presença! (Sl 68,5) E ainda Isaías, falando bem alto: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles (Is 9,1). […]Assim, portanto, a luz do sol, vista pelos nossos olhos de carne, anuncia o Sol espiritual da justiça (cf Ml 3,20), o mais suave que alguma vez Se elevou, para aqueles que tiveram a felicidade de ser instruídos por Ele e de O ver com os olhos de carne, enquanto Ele permanecia entre os homens, como um homem vulgar. E, no entanto, Ele não era apenas um homem vulgar, uma vez que tinha nascido verdadeiro Deus, capaz de dar a vista aos cegos, de fazer caminhar os coxos, de fazer ouvir os surdos, de purificar os leprosos e de trazer os mortos à vida com uma simples palavra (cf Lc 7,22).

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Meu Deus, porque me abandonastes?

Jesus não conheceu a reprovação, como se Ele mesmo tivesse pecado. Mas, no amor redentor que sempre o unia ao Pai, nos assumiu na perdição de nosso pecado em relação a Deus a ponto de poder dizer em nosso nome, na cruz: “Meu Deus, meu Deus por que me abandonaste?” (Mc 15,34). Tendo-o tornado solidário de nós, pecadores, “Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós” (Rm 8,32), a fim de que fôssemos “reconciliados com Ele pela morte de seu Filho” (Rm 5,10). (Cat. §602)

Ao morrer por nós na cruz, Jesus assumiu nossos pecados, mesmo sem pecado pecado algum.  Ele tomou sobre nós o seu julgo, e pôde sentir o que o homem sente quando se afasta de Deus. Quando pecamos, nossa alma se afasta de Deus. A solidão da alma é angustiante.

Quando a pessoa está no pecado, ela não percebe esse afastamento. A percepção vem, quando caimos em nós mesmos. Tal como o filho pródigo. Na hora que vemos a besteira que fizemos, bate em nós uma dor e uma angústia que vai lá dentro… é terrível!

Deus não nos abandona. O grito de Jesus não foi Dele, mas a expressão que temos quando percebemos as burradas que fazemos. A ação de ausentar-se de Deus é humana. Ele nunca se afasta de nós.

Confesso que para mim é difícil falar dessa ação do pecado em minha vida. Me bate uma tristeza em voltar no tempo e ver quantas vezes eu, por livre e espontânea vontade, me afastei dos átrios do Senhor. Graças ao bom Deus e ao Seu Filho Jesus Cristo, o meu e o seu pecado foram pagos, ainda que por um altíssimo preço. Hoje temos a graça da confissão e da remissão dos pecados.

Se lembrar dos erros cometidos me causa tristeza, muita alegria me traz lembrar das inúmeras confissões que fiz ao longo da vida. A graça da remissão dos pecados, a alegria de poder retomar e recomeçar, o sentimento de alma limpa e lavada, e a sensação de estar novamente ligados com Deus não tem preço.

Isso tudo nos foi dado, graças a morte Daquele que não tinha pecado, mas se fez pecador por nós!

Pense muito bem nisso hoje e se for o caso, dê sim um novo rumo na sua vida. Abaixo, deixo um exame de consciência para se for o caso, você fazer.

Para fazer uma boa confissão, indico esse exame de consciência.

Pax Domini

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Ele pagou nossos pecados

Por isso, São Pedro pode formular assim a fé apostólica no projeto divino de salvação: “Fostes resgatados da vida fútil que herdastes de vossos pais, pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeitos e sem mácula, conhecido antes da fundação do mundo, mas manifestado, no fim dos tempos, por causa de vós” (1Pd 1,18-20). Os pecados dos homens, depois do pecado original, são sancionados pela morte. Ao enviar seu próprio Filho na condição de escravo, condição de uma humanidade decaída e fadada à morte por causa do pecado. “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cor 5,21). (Cat. §602)

A Fé Católica não baseia em trocas, mas se baseia no amor. Não somos chamados a viver nossa espiritualidade na base de barganhas com Cristo. Uns dizem: “ Se Senhor me der isso, eu faço aquilo”. Outros dizem: “Faço tanto para Deus e quando preciso, Deus não me dá nada”. Ainda tem aqueles que dizem: “Eu rezo, grito, clamo até Cristo me dar. Não saio daqui sem minha graça”.

Essa não é a Fé Católica. Essa é outra eu não sei dizer nem de onde é, mas passa longe nossa fé. O que você pode fazer para pagar a Jesus a morte Dele na cruz por você? Qual o esforço? Qual o sacrifício? Nenhum.

Nunca o ser humano irá pagar o Sacrifício de Jesus na Cruz. Basta imaginar que Ele sendo Deus não precisaria vir ao mundo e muito menos morrer por nós. E nesse amor que nossa fé se baseia. Jesus Cristo já fez tudo que precisava fazer por nós. A nós só resta a gratidão, a retidão na fé e a busca pela santidade.

O Catecismo hoje nos fala sobre o pecado. Jesus que não tinha pecado, se fez pecado por nós. Ele tomou nossas dores e penas. Pagou por elas na cruz. O Sangue precioso de Jesus foi derramado por nossa causa.

O que estou tentando dizer a você hoje, é que aprenda a ver o amor por outra ótica. Amor não é sentimento. Amor é dar a vida, decidir-se pelo outro e dar seu sangue se preciso for. Precisamos aprender a amar como Jesus que mesmo sem merecer pagou por nós.

Hoje o amor é uma das palavras mais banalizadas do mundo. Todo mundo diz que ama e que entende do amor. O mundo está cheio de especialistas que falam de amor. Mas na hora de dar a vida, de sofrer pelo outro, de ser suporte quando outro está precisando, de ser presença… Ai não! Nessa hora não aparece ninguém para nos amar. Quando estamos precisando de alguém que nos assuma nas nossas fraquezas, nas nossas misérias, ninguém aparece. Os especialistas somem. Os que diziam te amar para ter seu corpo ou te usar já não te amam mais…

O que Jesus fez por você não foi uma coisinha sem sentido. Foi o mais profundo amor. Jesus nunca usou você. Nunca abusou do seu amor. Nunca te fez objeto. Ao contrário: Cuidou de você, se deu na cruz pelos teus pecados, apanhou por você, morreu, deu o seu sangue…

Engraçado como nós somos: Damos valor a quem não nos dá valor nenhum. Desprezamos quem dá a vida por nós. Que tal invertermos isso hoje? Que tal amarmos aquele que nos ama e nos amor primeiro?

Pense nisso! Dominus Vobiscum

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Sublime amor

A maior prova de amor: Sofrer por nós e pelos nossos pecados!

Se você tivesse que receber uma chicotada, ou um murro do Mike Tyson por cada pecado que você cometeu, desde que você se entende por gente… quantas chicotadas, ou murros você levaria? Tá bom! Vou ser bonzinho com você! Para cada pecado, você poderia escolher se iria levar um chute, um murro ou uma chicotada. Estou sendo bonzinho, que é para você não sofrer apanhando no mesmo lugar… Será que você apanharia muito?!

Eu não sei se você sabe, mas antes de Jesus vir ao mundo, bastava um único pecado e você já estaria condenado ao fogo ardente do inferno. Digo isso porque antes de Jesus não havia perdão. Antes de Jesus, não havia Padre para confessar os pecados da gente. Não tinha jeito mesmo!

Quando Jesus veio ao mundo, Ele instituiu o perdão dos pecados. Nenhum outro tinha poder para perdoar os pecados (cf. Lc 5,21). Para nós, o Céu era algo impossível. Mas quando Jesus morreu pelos nossos pecados e sofreu as nossas dores, Ele abriu para nós a possibilidade de um dia alcançarmos o Céu.

Para que isso acontecesse, Ele sofreu por nós, tudo o que mereceríamos sofrer. Ele se entregou por nós. Deu-se por nós. Todas as chicotadas, chutes e pontapés que eu e você mereceríamos receber pelos nossos pecados, Jesus recebeu por nós.

Este foi um dos instrumentos de tortura com o qual Jesus sofreu

Imagine você, que Jesus apanhou com um instrumento denominado “flagrum”, de origem romana. Este instrumento é bastante semelhante a um chicote de três tiras, que possuem em cada extremidade duas bolinhas de chumbo. Ele recebeu mais de cem chicotadas, mesmo sendo a lei limitada a trinta e nove apenas. Esta agressão foi feita antes de Jesus ser encaminhado para a cruz e, deixou cortes profundos por todo o seu corpo.

Os estudiosos do Santo Sudário afirmam que foi assim a coroa que Jesus recebeu em sua fronte.

Só que não parou por ai. A coroa que Jesus recebeu na cabeça, foi feita com uma planta tipo “Zizifus Spina”, da família das ramnáceas e, não foi colocada com todo cuidado, devagarzinho, com jeitinho, na cabeça de Jesus. Segundo os estudiosos do Santo Sudário, a coroa, foi enterrada na cabeça de Jesus, na base da paulada. Mais de 70 espinhos perfuraram a cabeça de Jesus, provocando sérios sangramentos e hematomas.

Ainda tem mais! Levando em observação os estudos do Santo Sudário, podemos afirmar que Jesus carregou, sobre os ombros, o Patíbulo (tronco horizontal da Cruz). No Calvário, deitaram-No no chão sobre a madeira e O pregaram com cravos nas mãos. Estes perfuraram o carpo – uma das três partes que compõem a mão. Um único cravo grande perfurou os dois pés de Jesus e atingiu a madeira. O cravo passou entre o segundo e o terceiro metatarso.

A gente quando vê uma imagem de Jesus na cruz, pensa que Ele só sofreu uns cortes, umas “pancadinhas”… Jesus, na cruz, estava todo desfigurado. Era uma ferida só.

E isso tudo era para mim e para você. Éramos nós que deveríamos estar naquela cruz, porque nós ofendemos a Deus. Somos nós que, com nossa ignorância, orgulho e prepotência, decidimos o caminho do pecado. Por isso, nada mais justo do que nós mesmos estarmos na cruz.

Mas Jesus não permitiu isso. Ele morreu por nós! Ele sofreu por você e por mim! E mais… Em nenhum momento Ele murmurou. Ele foi até o fim. Com isso, Ele conseguiu que nós pudéssemos, um dia, alcançar o Céu. Para isso, basta lutarmos para sermos santos. Mas se um dia cairmos, basta confessar nossas faltas, e retomarmos o caminho. Isso não é maravilhoso?

Portanto, amigo internauta, hoje é tempo louvar ao Senhor pelo seu sacrifício supremo. E também é tempo de nos rever. Se você precisa retomar o caminho da Santidade, vá até um sacerdote, confesse seu pecado, retome a santidade! Ele morreu por você! Não deixe o Sacrifício de Cristo se perder… lute para ser santo! Lute para conseguir ver, um dia, a Face do Senhor, que Te Ama e que mandou seu Próprio Filho para sofrer, por você, o castigo que você mereceria viver.

Dominus Vobiscum – Texto de 2001 postado no Portal cancaonova.com

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