Santo do Dia: São Bartolomeu, apóstolo!

Hoje celebramos São Bartolomeu, o apóstolo. Mencionado na Sagrada Escritura (João 1,45-51) como Natanel (= dom de Deus) fez o que muios fazem: julgamento. Jesus na sua sabedoria e divindade quebra todo o preconceito de Natanel (Bartolomeu):

Jesus viu Natanael vindo até ele, e disse a seu respeito: “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fraude”. Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus respondeu-lhe: “Crês só porque te disse: ‘Eu vi-te sob a figueira’? Verás coisas maiores do que essas”. (João 1,45)

Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galiléia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho.

São Bartolomeu, rogai por nós!

Bartolomeu é modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor, pois, assim encontramos no Evangelho de São João: “Filipe vai ter com Natanael e lhe diz: ‘É Jesus, o filho de José de Nazaré'”. Depois de externar sua sinceridade e aproximar-se do Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: “Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento” (Jo 1,47).

Pertencente ao número dos doze, São Bartolomeu conviveu com Jesus no tempo da vida pública e pôde contemplar no dia-a-dia o conteúdo de sua própria profissão de fé: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. Depois da Paixão, glorificação do Verbo e grande derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, conta-nos a Tradição que o apóstolo Bartolomeu teria evangelizado na Índia, passado para a Armênia e, neste local conseguido a conversão do rei Polímio, da esposa e de muitas outras pessoas, isto até deparar-se com invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, após o arrancarem a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.

São Bartolomeu, rogai por nós!

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Evangelho do Dia:: Vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus resolveu partir para a Galileia. Encontrou Filipe, e disse-lhe: Segue-Me! Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré. Então disse-lhe Natanael: De Nazaré pode vir alguma coisa boa? Filipe respondeu-lhe: Vem e verás! Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento. Disse-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! Respondeu Natanael: Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel! Retorquiu-lhe Jesus: Tu crês por Eu te ter dito: Vi-te debaixo da figueira? Hás-de ver coisas maiores do que estas! E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem. (Jo 1,43-51)

Comentário feito por São Nersès Snorhali (1102-1173), patriarca armênio

Tu chamaste bem-amado a Jacó, o filho mais novo de Isaac e de Rebeca, Senhor; Tu lhe mudaste o nome para Israel (Gn 32,29). Tu lhe revelaste o futuro, mostrando-lhe a escada que une a terra ao céu: no topo estava Deus, com os olhos fixos no mundo, e pela escada subiam e desciam os anjos. […] Era o símbolo do grande mistério, como diziam os homens que o Espírito iluminava. […]

Também eu, para o bem, sou o filho mais novo. Para o mal, seguramente sou um homem maduro, como o filho mais velho, Esaú […]: vendi o meu tesouro para satisfazer a minha cobiça (Gn 25,33) e apaguei o meu nome do Livro da Vida onde estão inscritos nos céus os primeiros abençoados (Sl 68,29).

Suplico-Te, ó Luz do alto, Príncipe dos corações de fogo. Que também para mim estejam abertas as portas do céu, como o estiveram outrora para Israel. Pela Tua graça, faz subir a minha alma caída pela escada de luz, sinal misterioso dado aos homens do seu regresso da terra ao céu. Pelo engano do Maligno, perdi a unção perfumada do Teu espírito; digna-Te ungir de novo a minha cabeça com a Tua direita protectora. Eu não Te resisto, ó poderoso, num corpo a corpo como Jacob (Gn 32,25), porque não sou senão fraqueza.

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Evangelho do Dia: Bendizei o Senhor todos os Seus anjos, que executais a Sua vontade

Naquele tempo, Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento. Disse-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! Respondeu Natanael: Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel! Retorquiu-lhe Jesus: Tu crês por Eu te ter dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas! E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem. (S. João 1,47-51)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja

Celebramos hoje a festa dos santos anjos. […] Mas que podemos dizer destes espíritos angélicos? Eis o que nos diz a fé: acreditamos que eles gozam da presença e da visão de Deus, que possuem uma felicidade sem fim, os bens do Senhor que nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passaram pelo pensamento do homem (1Cor 2,9). O que pode um simples mortal dizer sobre este assunto a outros mortais, ele que é incapaz de conceber tais coisas? […] Se é impossível falar da glória dos santos anjos em Deus, podemos pelo menos falar da graça e do amor que eles manifestam relativamente a nós, pois gozam, não apenas de uma dignidade incomparável, mas também de um espírito de serviço cheio de bondade. […] Não podendo compreender a sua glória, deixamo-nos prender tanto mais fortemente à misericórdia de que estão cheios estes familiares de Deus, cidadãos do céu e príncipes do paraíso. O próprio apóstolo Paulo, que contemplou com os seus olhos a corte celestial e que conheceu os seus segredos (2Cor 12,2), atesta que todos os anjos são espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão-de herdar a salvação (2Cor 12,2). Não tomeis tal afirmação por inconcebível, pois o Criador, o próprio Rei dos anjos, não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por todos (Mc 10,45). Que anjo desdenharia pois tal serviço, onde o precedeu Aquele que os anjos servem no céu com pressa e alegria?

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Evangelho do Dia: Rabi, Tu és o filho de Deus, Tu és o Rei de Israel

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré. Então disse-lhe Natanael: De Nazaré pode vir alguma coisa boa? Filipe respondeu-lhe: Vem e verás! Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento. Disse-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! Respondeu Natanael: Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel! Retorquiu-lhe Jesus: Tu crês por Eu te ter dito: Vi-te debaixo da figueira? Hás-de ver coisas maiores do que estas! E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem. (S. João 1,45-51)

Comentário do Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI

O evangelista João refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aproximar-se, exclama: Aí vem um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento (Jo 1, 47). Trata-se de um elogio que recorda o texto de um Salmo: Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade e em cujo espírito não há engano (Sl 32, 2), mas que suscita a curiosidade de Natanael, o qual responde com admiração: Donde me conheces? (Jo 1, 48a). A resposta de Jesus não é imediatamente compreensível. Ele diz: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! (Jo 1, 48b). Não sabemos o que aconteceu debaixo desta figueira. É evidente que se trata de um momento decisivo na vida de Natanael. Ele sente-se comovido com estas palavras de Jesus, sente-se compreendido e compreende: este homem sabe tudo de mim, Ele sabe e conhece o caminho da vida, a este homem posso realmente confiar-me. E assim responde com uma confissão de fé límpida e bela, dizendo: Rabi, Tu és o filho de Deus, Tu és o Rei de Israel! (Jo 1, 49). Nela é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus. As palavras de Natanael sublinham um aspecto duplo e complementar da identidade de Jesus: Ele é reconhecido, quer na Sua relação especial com Deus Pai, do qual é Filho unigénito, quer na relação com o povo de Israel, do qual é proclamado rei, qualificação própria do Messias esperado. Nunca devemos perder de vista nenhuma destas duas componentes, porque se proclamarmos apenas a dimensão celeste de Jesus,  corremos  o  risco  de  O  transformar num ser sublime e evanescente, e se ao contrário reconhecermos apenas a Sua situação concreta na história, acabamos por negligenciar a dimensão divina que propriamente O qualifica.

Dominus Vobiscum

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