Nada de Halloween, nós celebramos o Dia de Todos os Santos!

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Paz irmãos!

Ontem andando pelas ruas encontrei diversos seres usando roupas de “sãotanás” “cãopetas” “bruxas” “monstros” etc… Que triste! Penso que o que mais vale nessa vida é viver seguindo grandes exemplos… Infelizmente a nossa sociedade está deixando de seguir as nossas tradições e seguindo tradições de outros lugares, países, etc…

Mas ainda bem que uma parte dos cristãos permanecem coerentes, firmes na fé, enraizados em Cristo, com Ele e somente por Ele. Cristão de verdade comemora: Solenidade de Todos os Santos!

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade:

Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo:

“Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9). 

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos:

“O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos. A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Hoje posso citar aqui o quanto aprendi fazendo parte da equipe Dominus Vobiscum escrevendo sobre os grandes santos e beatos  que temos na Igreja como exemplos:

São Frei GalvãoSanto Inácio de AntioquiaSanta Maria Faustina KowalskaSanto André Kim e companheiros mártiresBeata Teresa de CalcutáSanto Agostinho, bispo e Doutor da IgrejaSão Pio XSanto Inácio de LoyolaSanta Teresa de Jesus dos AndesBeato João Paulo II, entre outros que você pode conferir clicando aqui!

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Guilherme Souza – Blog Dominus Vobiscum

Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!

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Pode um católico ser espírita ao mesmo tempo?

Pax Domini! Depois de uma ausência necessária para descansar e colocar os estudos em ordem, estou retomando aos poucos as postagens no blog Dominus Vobiscum. Aos amigos que visitam este espaço virtual, sabem que eu havia passado no vestibular de Licenciatura em Filosofia. Pois é, as aulas começaram e agora eu terei que reorganizar o tempo para tudo, pois são muitas leituras. Como já ando bastante cansado com a correria que tive no começo do ano por causa do casamento, precisei dar uma descansada. Aproveito para agradecer a equipe do Blog que continuou postando e não deixou a peteca cair!

Quero muito postar este vídeo, para dar um pontapé em um assunto que vem me preocupando: Essa história de ver católico dizer que também é espírita, ou que é católico mas acredita na reencarnação. Embora quisesse respeitar a sequência do Catecismo, acho importante falar sobre isso.

Assistam este vídeo e reflitam sobre ele. Em breve voltarei com mais postagens sobre o tema.

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Divorciados que voltam a casar devem ir a Missa e comungar espiritualmente

O Secretário do Pontifício Conselho para a Família, Dom Jean Laffitte, recordou que as pessoas divorciadas que voltam a casar devem participar da Santa Missa e participar da Comunhão somente de maneira espiritual. Dom Laffitte assinalou, que as pessoas divorciadas que voltaram a casar, embora não possam receber a comunhão eucarística “continuam estando plenamente dentro da Igreja” e “sempre podem ter uma comunhão espiritual frutífera”.

Ao lembrar a Exortação Apostólica do Beato João Paulo II, Familiaris Consortio, o Prelado explicou que existe uma diferença entre a comunhão espiritual e a comunhão eucarística, que afirma que sem a primeira, não pode existir a segunda. Neste sentido, Dom Laffitte indicou que a comunhão espiritual é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para assim, depois, receber a comunhão eucarística.

“Isto não é uma disciplina inventada pela Igreja” e, portanto, no matrimônio, “os cônjuges fazem um pacto com Deus, e Deus faz um pacto com eles”, que cria um sacramento indissolúvel. Uma segunda união “o converteria em algo contraditório e contrário ao sacramental”.

Finalmente, Dom Laffite explicou, que para a comunhão é necessário preparar o coração para receber ao Senhor, e deste modo, quando os divorciados que voltaram a casar deixam de comungar, “dão muito mais honra ao Senhor com seu sacrifício e oferecendo-se eles mesmos, através da dor que têm nos seus corações, no sacramento da Eucaristia”.

“Eles sofrem por isso, mas, há mais honra dada pelo corpo de Cristo nesta situação, que quando os batizados vão de maneira superficial e às vezes, de maneira pouco digna, a receber a Comunhão, seja qual seja o estado de suas almas“, concluiu.

A Congregação da Doutrina para a Fé expressou na sua carta a todos os bispos do mundo de outubro de 1994, que uma pessoa divorciada que volta a casar não pode participar da Comunhão, porque o matrimônio “é a imagem da relação entre Cristo e a sua Igreja”.

Nesse aspecto, a Igreja explica que os divorciados que voltam a casar sem um decreto de nulidade para o primeiro matrimônio, encontram-se em uma relação de adultério que não lhes permite arrepender-se honestamente, para receber a absolvição de seus pecados e, por conseguinte, a Santa Comunhão.

Neste contexto, para aproximar-se dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, devem resolver a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais ou outros procedimentos que se aplicam aos matrimônios dos não batizados, se for o caso.

Ao respeito o Beato João Paulo II assinala que “a Igreja deseja que estes casais participem da vida da Igreja até onde lhes seja possível (e esta participação na Missa, adoração Eucarística, devoções e outros serão de grande ajuda espiritual para eles) enquanto trabalham para obter a completa participação sacramental”.

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O Papa termina último livro da trilogia Jesus de Nazaré

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou na manhã da última quinta feira (03/08/2012) que o Papa Bento XVI terminou durante estes dias, em sua residência do verão de Castel Gandolfo, o terceiro volume de sua obra “Jesus de Nazaré” dedicado à infância de Cristo.

O texto da Sala de Imprensa da Santa Sé explica ademais que se está procedendo às traduções em diversas línguas, que serão feitas diretamente do original em alemão. Espera-se que a publicação do livro se realize ao mesmo tempo nas línguas de maior difusão, o que “exigirá um espaço de tempo prudente para uma tradução precisa deste importante e esperado texto”, conclui o comunicado.

O novo volume é a continuação de “Jesus de Nazaré”, publicado em 2007; e “Jesus de Nazaré. Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição”, publicado em 2011. Ambos os livros publicados em sete idiomas e em formato eletrônico, e que já superaram o milhão de cópias vendidas.

Eu consegui ler o primeiro volume da série. Infelizmente ainda não li o segundo. Mas vindo do maior teólogo vivo do mundo, este material certamente irá enriquecer espiritualmente muitos católicos no mundo todo!

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Santo do Dia: Santo Inácio de Loyola

Hoje celebramos um grande Santo que foi reconhecido como tendo uma alma maior que o mundo! Você conhece algum Santo ou é devoto e tem curiosidade de saber mais sobre ele? Deixa seu comentário para que possamos trazer até você histórias, curiosidades e muitos mais!

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

Santo Inácio de Loyola

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos fez isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Foi canonizado a 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV.

Em 1922, poucos meses após ser eleito papa, Pio XI declarou e constituiu Santo Inácio de Loyola “celestial Patrono de todos os Exercícios Espirituais e, por conseguinte, de todos os institutos, associações e congregações de qualquer classe que ajudam e atendem aos que praticam Exercícios Espirituais”.

Oração de Santo Inácio de Loyola:

Tomai Senhor, e recebei toda minha liberdade, a minha memória também. O meu entendimento e toda minha vontade. Tudo que tenho e possuo,Vós me destes com amor. Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo: disponde deles, Senhor, segundo vossa vontade. Dai-me somente o vosso amor, vossa graça. Isto me basta, nada mais quero pedir.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

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O que diz a Igreja sobre o céu, o inferno, o purgatório e o juízo final?

Senhor vós vireis nos fins dos tempos. Vinde ao meu encontro e deixai-me ir para vós! Sede para mim um juiz clemente e fazei que no dia da minha morte eu veja o Pai. Concedei-me ser feliz junto de vós!

Na linha dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou em sua pregação o Juízo do último Dia. Então será revelada a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco caso da graça oferecida por Deus. A atitude em relação ao próximo revelará o acolhimento ou a recusa da graça e do amor divino Jesus dirá no último Dia: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40). (CIC§678)

Sobre o julgamento é importante que o católico se atenha ao que professa a nossa fé:

  1. Juízo Final – A Igreja também chama de “O Dia de Deus”. É, segundo a nossa fé, o dia que Deus fixou para o velho mundo dos homens. A partir disso, Deus criará um novo céu e uma nova Terra.
  2. Céu – Embora vejamos em filmes, pinturas ou livros a imagem do céu como um lugar sereno, cheio de nuvens e de anjinhos tocando harpa, não é essa a definição que a Igreja Católica Apostólica Romana tem a respeito do mesmo. A nossa doutrina afirma que O Céu é a vida em comunhão definitiva com Jesus; a bem-aventurança e a felicidade de ver a Deus e de estar junto a ele. Segundo a nossa fé, não há e jamais haverá na Terra um lugar tão bom e tão feliz como no céu e a alma que para lá for levada experimentará um gozo e uma felicidade sem igual.
  3. Inferno – Também na visão criada pelos artistas, o inferno seria um lugar quente, agitado e ruim, cercado por demônios que não dão sossego as almas que lá estão. Todo caso, não essa a imagem correta que a doutrina nos ensina. Para a Igreja Católica Romana, o inferno existe sim e é um lugar onde as almas que conscientemente se apartaram do Senhor Jesus em vida irão habitar. Segundo ela, o inferno é a exclusão definitiva da comunhão com Jesus.
  4. Purgatório – Segundo a fé católica, o purgatório não é um lugar, mas um estado. A pessoa que no dia da sua morte não for levada ao inferno, mas ainda não estiver preparada para encontrar-se com Deus e viver uma plena comunhão com ele irá esperar um tempo para “purgar” seus pecados no purgatório. É um lugar de misericórdia aonde a alma vai se preparar para encontrar-se com Deus. Podemos dizer que é a anti-sala do céu, pois aquele que está no purgatório já “escapou” do inferno.

Não precisamos temer o dia do julgamento, mas ao contrário, uma vez que busquemos viver a santidade no dia a dia, aguardar este dia com alegria, pois será o momento glorioso do triunfo do Senhor sobre todo o mal.

Cristo é Senhor da Vida Eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence a Ele enquanto Redentor do mundo. Ele “adquiriu” este direito por sua Cruz. O Pai entregou “todo o julgamento ao Filho” (Jo 5,22). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar e para dar a vida que está nele. É pela recusa da graça nesta vida que cada um já  se julga a si mesmo recebe de acordo com suas obras e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito de amor.(CIC§679)

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O “gosto” de Deus…

Deus não é abstrato. Deus é concreto! E a gente pode sentir o ‘gostinho’ Dele. A hóstia tem o ‘gosto’ de Deus!

Quando estudava no primário, hoje o início do ensino fundamental, aprendi, nas aulas de português, um conceito que pode ter sido responsável pela minha caminhada e formação espiritual. Se não de uma forma concreta, mas ao menos de maneira abstrata, ou inconsciente. Eu explico…

Aprendi, desde pequeno, acerca da classificação dos substantivos, que estes poderiam ser concretos ou abstratos.

Concretos seriam os substantivos que se podiam pegar, tocar. E abstratos, por conseguinte, seriam aqueles que não poderíamos ver ou tocar.

E foi aí, nessa classificação (equivocada), que Deus me foi definido pela minha mestra nas letras como substantivo abstrato, pelo menos na gramática. É claro que em meus estudos posteriores de português, corrigiu-se tal imprecisão daquela professora, tanto na gramática quanto na minha visão acerca de Deus. E isso foi algo em que não mais pensei… Até um dia desses!

Fomos eu e minha esposa à missa, e, após a comunhão, recebi dela uma pequena e inesperada aula de teologia, e de vida! Estava eu meditando e fazendo minhas orações pós-comunhão quando ela olha para mim e diz: “Deus não é abstrato. Deus é concreto!”

À primeira vista isto pareceu-me um tanto óbvio, tanto que eu disse: “É claro! Eu sei!”

Ela me disse, então, que aprendeu que Deus era um substantivo concreto, pois existia de forma real, e podíamos ver as suas obras. Mas, como dito anteriormente, eu não havia tido contato com este conceito na minha infância! E foi aí que caiu a ficha!! Foi aí que eu vi que, para mim, até aquele momento, eu não havia processado tudo o que sentia de Deus de uma forma tão simples e clara. Que aquele conceito errado nas aulas de português na infância, pode ter sido responsável por toda a minha caminhada em busca de Deus. Em busca de algo concreto na minha vida!

Pois, se ficou gravado naquela mente de menino que Deus era abstrato, que eu não podia vê-Lo ou tocá-Lo, equiparando-O com palavras como sonho, ou ilusão, a minha busca inconsciente por algo a mais, a minha caminhada espiritual, era para provar a mim mesmo que eu podia, sim, tocá-Lo, vê-Lo, e não apenas senti-Lo, como um sonho.

E aí a minha esposa vai mais além, mais a fundo que os conceitos gramaticais, perpassando por uma teologia pura, simples, mas profunda. Olha para mim e diz: “E a gente pode sentir o ‘gostinho’ Dele! A hóstia tem o ‘gosto’ de Deus!”

Não que antes de ouvi-la eu duvidasse do Santíssimo Sacramento da Eucaristia (como já duvidei há um tempo), mas aquela frase ficou ressoando na minha mente e no meu coração. Eu pensava: “Deus tem um ‘gosto’! E eu posso senti-Lo!”

Quando comungamos, além de recebermos a salvação, pois recebemos o corpo e o sangue do Nosso Salvador, podemos, de uma forma bem humana, sentir o Seu “gosto”… E aí tudo muda, pois vemos também que outro substantivo também abstrato (o amor), passa a ser concreto, passa ter um gosto, um sabor. Pois não há maior amor que Jesus Cristo, que é o amor feito carne, feito homem, com sabor, com gosto, naquela cruz de dois milênios atrás, e da mesma forma naquela hóstia, naquele sacrifício do altar.

Fiquei ali, olhando para ela e agradecendo a Deus, pela graça de poder senti-Lo com meus singelos e falhos sentidos.

Digam o que quiser os ateus, os nossos irmãos evangélicos, ou quem quer que seja… Deus existe, sim, e tem um gosto! Ele tem sabor de amor, de entrega, compaixão, de vida! Um sabor que se faz presente naquele pão e naquele vinho, que, após a fórmula da consagração, muda sua substância (transubstancia-se) no verdadeiro corpo e sangue do Salvador!

E é por isto que estou aqui tecendo estas palavras. Para louvar a Deus que me dá a conhecer que Ele não é abstrato, que eu posso senti-Lo sim, mas que eu posso ir mais além, também podendo vê-Lo, tocá-lo, pois Ele é concreto, real!

Que eu posso ver as Suas obras, vê-Lo no meu irmão, que eu posso levá-Lo ao meu irmão, mas ver também que Ele não está tão longe quanto supõe nossa mente vã… Pois na Santa Missa proclamamos, sim, que Ele está sentado à direita do Pai, mas podemos vê-Lo alí presente também, e da mesma forma, no sacrifício do altar. Pois no Santíssimo Sacramento da Eucaristia eu posso sentir, sim o gosto de Deus!

Alex Cardoso Vasconcelos
Colaborador do Blog Dominus Vobiscum
Escreve também no blog Sacrifício Vivo e Santo

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Falando sobre o juízo final

Ele (Jesus) nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome. (At 10,42-43)

O texto acima retirado do livro dos Atos dos Apóstolos faz parte da pregação de Pedro na casa de Cornélio. Nele o primeiro Papa afirma que Jesus foi constituído por Deus para julgar os vivos e os mortos. Ou seja, Jesus será o juiz que vai julgar todos os homens no dia do juízo final.

Quem não conhece a doutrina católica, pode até sentir certo receio quando ouve sobre o juízo final e último julgamento. Afinal de contas, os filmes e livros que falam sobre este assunto, formulam teorias malucas e tenebrosas sobre este dia. Como o ser humano adora uma boa fábula, muitos acabam levando estes ensinamentos ao pé da letra e daí vem o medo infundado sobre o fim dos tempos.

Porém nós que somos católicos e lutamos para viver a nossa fé, não podemos esquecer que o juiz é Jesus, o Filho de Deus, o mesmo que morreu por mim e por você. Não há porque temê-lo, sobretudo se você ao longo de sua vida se esforçou para viver os seus ensinamentos. Mesmo que tenha caído em pecado, se você se valeu do sacramento da confissão e se arrependeu verdadeiramente dos seus erros, tenha certeza de que o juiz verá o seu esforço e isso será levando em conta. Duas coisas nós temos que ter como certas:

  1. No fim dos tempos seremos julgados por Jesus, que virá na sua segunda vinda, pra julgar os vivos e os mortos;
  2. Se conhecemos seus ensinamentos e vivemos nos esforçando para vivê-los, sejamos confiantes: Ele nos julgará pelos nossos atos!

Não sabemos como de fato será este julgamento. Porém sabemos como ele vai se basear para julgar, afinal de contas o Senhor já deu indícios disso em seu Evangelho:

Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna. (Mt 25, 31-43)

O Senhor nos julgará com amor. Mas também será justo. No livro do Auto da Compadecida, o personagem João Grilo “engana” a Deus. Mas no julgamento final não iremos repetir a feito de nordestino sabido. Deus tudo vê e tudo sabe. Portanto não precisamos temer o julgamento, mas viver os ensinamentos do Senhor hoje. Assim não nos desclassificaremos da eternidade junto a Deus.

Aqui é hora de fazer um sincero e verdadeiro exame de consciência e se for o caso, recolocar a sua vida dentro do eixo dos ensinamentos de Jesus. E sempre é tempo para pensarmos nisso, pois quem nos garante o amanhã? O tempo para mudar de vida é hoje! É agora!

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Eu confio, creio, professo e aguardo a Vinda do Meu Senhor!

Os primeiros discípulos acreditavam que Jesus logo voltaria. Eles pensavam que a segunda vinda de Cristo aconteceria enquanto eles estivessem vivos. Esperavam ver o retorno de Jesus, agora de forma gloriosa. Para eles seria o momento do triunfo! Porém não demorou muito para que eles percebessem que a coisa não seria assim tão simples. Com o passar do tempo, os seguidores do Senhor Jesus perceberam que o tempo de Deus não é igual ao tempo dos homens. Recordaram-se das palavras do Mestre e viram que era para valer:

“…Quanto o dia e a hora, ninguém tem conhecimento, nem os anjos no céu, nem mesmo o Filho. Só o Pai…” (Mc 13,32)

Os primeiros cristãos enfim compreenderam que aqueles eram novos tempos. Agora a missão era realmente deles e da Igreja instituída por Cristo: Descer da montanha e levar os ensinamentos, promessas e ordens que receberam do Senhor a todas as criaturas. Ao contrário de esmorecer, foram tomados de uma certeza incomum: Por mais que demorasse, Jesus ia voltar! Eles tinham no coração a certeza de que Jesus retornaria e precisavam dizer isso a todos. Eles carregavam em si a luz que o Senhor acendeu neles. Não podiam deixar que essa luz se apagasse. Ao invés disso, precisavam acender esta mesma luz em outros corações. A sua esperança que era enraizada no Filho de Deus que se fez homem não poderia morrer.

O tempo passou, os apóstolos também passaram e essa expectativa poderia esmorecer na Igreja de Cristo. Certamente muitos cristãos sentiram-se inseguros, mas viam na Igreja a certeza do cumprimento da promessa de Cristo. Esta mesma Igreja, a fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, continuou e continua até hoje, firme na esperança do retorno do Rei.

Neste entretempo, algumas seitas chegaram até a calcular a data e hora da vinda de Jesus Cristo, mas todos estes cálculos foram inúteis. O Senhor virá no seu devido tempo. Os planos de Deus não são do conhecimento dos homens. A nós cabe a confiança Nele e a fé. Nada mais que isso! Todas as promessas de Jesus ou se cumpriram, ou haverão de se cumprir. Deus não mente!

A Igreja Católica Apostólica Romana define-se como uma comunidade que vive ao mesmo tempo na comunhão com o seu Senhor (Jesus Cristo) e na feliz expectativa do seu retorno, preparando o seu caminho, como dizia João Batista. Por isso é que nas missas dizemos:

“Proclamamos a Vossa Morte,
Celebramos a Vossa Ressurreição,
Esperamos a Vossa Vinda Gloriosa,
Vinde Senhor Jesus!”

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Estudo: O justo juiz:: Enquanto Ele não vem, o que temos que fazer?

Foto do blog Derradeiras Graças:: http://www.derradeirasgracas.com

Já presente em sua Igreja, o Reino de Cristo ainda não está consumado “com poder e grande glória” (Lc 21, 17) pelo advento do Rei na terra. Esse Reino é ainda atacado pelos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Páscoa de Cristo. Enquanto tudo não for submetido a ele, “enquanto não houver novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça, a Igreja peregrina leva consigo em seus sacramentos e em suas instituições, que pertencem à idade presente, a figura deste mundo que passa, e ela mesma vive entre as criaturas que gemem e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus” Por este motivo os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para apressar a volta de Cristo, dizendo-lhe: “Vem, Senhor” (Ap 22,20) (CIC§671)

Que a santidade da minha vida, apresse o Senhor e Ele logo virá! (Mons. Jonas Abib)

Depois do meu encontro pessoal com Cristo (já nem lembro mais o ano), um fato me marcou: Estava na missa, quando na homilia o padre começou a falar sobre a segunda vinda do Senhor Jesus. A sua pregação, diga-se de passagem totalmente embasada na doutrina católica, me fez pensar que um dia Jesus pode voltar. Este dia pode ser daqui a mil anos ou pode ser amanhã: Ninguém sabe!

Porém o padre me fez perceber que embora Jesus seja o Senhor, apenas quando Ele voltar na sua “segunda vinda” seu poder será de fato consumado. Por enquanto ainda somos afetados pelo inimigo de Cristo.

Até a vinda gloriosa do Senhor precisamos nos manter protegidos: A Igreja é a barca de Jesus que caminha nos mares tenebrosos, protegendo aos que nela se abrigam. Nela os fiéis recebem os sacramentos e todo apoio para entender o que nem sempre conseguimos ver: A batalha espiritual que travamos diariamente.

Como filhos de Deus, nós precisamos entrar e permanecer dentro da barca de Cristo, lutando para sermos bons filhos: católicos que doam tudo, dia a pós dia, para ser melhores! Nossa missão como católicos é, enquanto a vinda de Cristo não acontece, estarmos preparados para este momento glorioso. Enquanto ele não vem, temos que seguir os seus ensinamentos, buscar os sacramentos, rezar e sobretudo viver uma vida de santidade.

Quando fazemos isso, estamos apressando esta vinda do Senhor. E mais: Como não sabemos quando será a vinda do Senhor, é preciso estar pronto e preparado como as virgens que tinham óleo nas lamparinas. No momento em que Ele chegar não haverá tempo para mais nada! Portanto caríssimos, nada de moleza! Santidade agora! Santidade já!

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