O que os dez mandamentos tem a ver com a Doutrina Social da Igreja?

moisestabuaA resposta é simples e direta: Tem tudo a ver!

Os dez mandamentos, que constituem um extraordinário caminho de vida indicam as condições mais seguras para uma existência liberta da escravidão do pecado, contêm uma expressão privilegiada da lei natural. Eles «ensinam-nos a verdadeira humanidade do homem. Iluminam os deveres essenciais e, portanto, indiretamente, os deveres fundamentais, inerentes à natureza da pessoa». Conotam a moral humana universal. Lembrados também por Jesus ao jovem rico do Evangelho (cf. Mt 19, 18), os dez mandamentos «constituem as regras primordiais de toda a vida social». (Doutrina Social da Igreja § 22)

No texto anterior eu havia dito que Deus propôs para o seu povo uma Aliança e que esta é algo parecido com um casamento: Exige fidelidade. É importante que se diga que a Aliança que o Senhor propõe ao seu povo é uma aliança desigual onde somente o homem tem vantagens. Deus não ganha nada com a sua proposta. Deus não precisa dos homens, mas porque os ama, se dá inteiramente a eles, sendo o farol que guia os seus bem amados para o caminho da felicidade. Todavia ao se colocar nesta Aliança, o homem recebe todos os carinhos e cuidados de seu Deus, coisa que ao meu ver é bastante interessante pois, sem Deus o homem caminha no escuro podendo tropeçar ou cair em um buraco. E qual seria esta proposta de Deus aos homens?

Eles serão o meu povo e Eu serei seu Deus. (Jr 32,38)

Aos homens caberia a fidelidade e a Deus o zelo, o cuidado e provisão de seu povo. E é justamente ai que entra a primeira Lei de Deus aos homens: Os Dez Mandamentos. O que Deus pede aos homens é que eles sejam uma sociedade, um povo, uma nação que se baseie em suas leis, para que este povo seja plenamente feliz e realizado. Se você fizer uma análise fria dos dez mandamentos, apenas os três primeiros são de ordem espiritual. Os demais têm claramente uma missão social. Vamos rever os Dez Mandamentos:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas;
2. Não tomar seu santo nome em vão;
3. Guardar domingos e festas;

4. Honrar pai e mãe;
5. Não matar;
6. Não pecar contra a castidade;
7. Não roubar;
8. Não levantar falso testemunho;
9. Não desejar a mulher do próximo;
10. Não cobiçar as coisas alheias;

É óbvio que Jesus Cristo é a Aliança definitiva. Porém gostaria de mostrar a você que Deus ao propor a Aliança aos homens, deu regras sociais que se vividas e respeitadas, conduzem um povo a plena felicidade. O próprio discurso de Jesus Cristo é recheado de “regras sociais” que se vividas, conduzem o homem a um caminho de plena felicidade. Mas voltando ao Pentateuco, é possível perceber diversas outras orientações de Deus ao seu povo, como um “desdobramento” deste decálogo. Veja dois exemplos:

“Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmão… não endurecerás o teu coração e não fecharás a mão diante do teu irmão pobre; mas abrir-lhe-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo as necessidades da sua indigência”. (Dt 15, 7-8).

“Se um estrangeiro vier habitar convosco na vossa terra, não o oprimireis, mas esteja ele entre vós como um compatriota e tu amá-lo ás como a ti mesmo, por que vós fostes já estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 19, 33-34).

Se analisarmos bem, até mesmo o trecho que diz para guardarmos os domingos e festas, tem um caráter social, pois ao separar um dia para Deus o homem também separa um dia para si e para sua família, além de dar a oportunidade do homem parar as suas atividades para observar a si e também a tudo àquilo que o cerca. Perceba o quanto a proposta de Deus é interessante! São leis que fazem com que o homem seja de fato homem e não um escravo do trabalho ou dos seus apetites. A Lei de Deus nos liberta do nosso eu mais peçonhento, mais animalesco. É com base nisso que a Igreja ampara a sua Doutrina Social.

Portanto aquele que professa a fé cristã precisa perceber e entender a importância da proposta de Deus para nós enquanto povo e lutar por isso enquanto cidadão. Perceba que as leis de Deus não “excluem” ninguém. Elas não denigrem ninguém. Elas não minimizam e nem desvalorizam a ninguém. Ao contrário, as Leis de Deus valorizam a vida e pessoa! E nós cristãos, entendendo que as Leis de Deus são um presente (um dom) para nós e para todos de um modo geral, precisamos entender as suas leis e defendê-las, não apenas pelo bem dos cristãos, mas para o bem de todos os homens.

Como vamos estudar aqui, perceba que a Doutrina Social da Igreja, passa pelo grande conhecimento das Leis de Deus!

Continuamos em breve…

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É Deus (e só Ele) quem cuida de nós!

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Não entregue sua vida, sua história e seu destino a quem não pode, não quer e nem vai te levar a plena realização. Só Deus pode cuidar de você!

O título deste texto resume toda a história da humanidade: É Deus quem cuida do homem! Se você pegar a Bíblia e fizer uma fria análise da relação entre Deus e o homem, você perceberá que em todos os momentos da história, Deus sempre proveu as necessidades do ser humano: Sua obra-prima, sua imagem e semelhança. Ele sempre cuidou das necessidades do ser humano, desde o primeiro homem, até as sociedades organizadas (povo).

“Ele aparece, por um lado, como origem daquilo que é, como presença que garante aos homens, socialmente organizados, as condições básicas de vida, pondo à disposição os bens necessários; por outro lado, como medida do que deve ser, como presença que interpela o agir humano tanto no plano pessoal como no social sobre o uso dos mesmos bens nas relações com os outros homens.” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja § 20)

É importante que saibamos antes de qualquer coisa, que Deus nos ama, Deus nos cerca, Deus está perto de nós. E esta proximidade se dá pelo amor que Ele tem por todos nós de forma única e exclusiva.

Contudo, é importante que se diga que quando afirmamos que Deus está perto de nós e cuidando de nós, não podemos pensar que as coisas estão ruins por vontade de Deus, o que Ele deseja coisas ruins. Deus não deseja mortes, não deseja inflação, corrupção, pobreza e abandono. Deus não quer hospitais sem suprimentos, sem médicos e sem cuidados. Deus não quer violência. As coisas estão ruins, mas sem Deus, provavelmente seriam piores. É preciso que entendamos que o mundo jaz no maligno (1 Jo 1,5) mas apesar disso, o Senhor interfere no meio em que vivemos manifestando seu amor e só não manifesta mais, porque os homens se afastaram Dele. Foi assim na criação, foi assim quando o povo se tornou escravo no Egito, foi assim em diversos eventos narrados na Palavra de Deus. Em todos eles, Deus se manifestou gratuitamente e sem nada exigir em troca, para libertar seu povo das situações mais difíceis.

É preciso que se diga que quando o homem se mete em enrascada a razão principal é uma só: O afastamento de Deus. Leia a Bíblia e veja que quando o homem resolve trilhar seus próprios caminhos e se afastar do caminho de Deus, ele sempre se mete em fria. Se Deus é a luz, quem Dele se afasta cai na escuridão. A grande raiva e frustração do ser humano é não obter êxito de uma vida frutuosa e feliz longe de Deus.

Talvez você me diga: Mas eu sou fiel a Deus, minha família é temente a Deus. Vamos a missa, rezamos, fazemos tudo conforme reza o catecismo, mas passamos por situações difíceis. Por que isso acontece?

A resposta é simples: A sua conversão pessoal é importante, pois ela muda sua vida por dentro, por inteiro. Mas perceba que a relação de Deus na Bíblia em muitos momentos se dá com um povo e não de forma individual. Em vários momentos bíblicos, foi necessário que o povo como um todo, se arrependesse de seus pecados – sobretudo de idolatria e indolência – para se voltar ao Deus Verdadeiro e retomar a caminhada. Você encontrou Deus, mas ainda tem muita gente no mundo que não o conhece e que por isso talvez até de forma involuntária, está ai praticando o mal e complicando a vida dos outros. Portanto perceba que o encontro pessoal com Deus é o primeiro passo para uma grande mudança, porém é necessário apresentar este mesmo Deus para os que não o conhecem e é este efeito em cascata que vai transformar a sociedade.

Mas veja bem: Aqui eu não estou falando de ir à Missa, ou a grupo de oração. Estou falando de um encontro pessoal com Deus. Aquele momento onde Deus se manifesta na sua vida e te revira de cabeça para baixo e dá sentido a tudo que você já viveu. Muita gente vive décadas na Igreja mas nunca experimentou Deus. Isso é fundamental para a vida de todas as pessoas.

Perceba que em todas as vezes que Deus libertou o povo de alguma cilada, ele propôs uma aliança. Quero repetir a palavra “propôs”. Deus fez uma proposta e nunca uma ordem. Deus nos apresenta um caminho. Deus nos faz uma oferta. Mas que oferta seria essa?

Ser o seu povo enquanto Ele seria o Deus desse povo. Como um casamento onde o esposo se dá a esposa, Deus propõe ao homem esta Aliança. E esta é a única forma do homem não cair na cilada do inimigo. Esta é a única maneira do homem não fazer da sua vida um inferno. No próximo texto, falaremos mais sobre esta Aliança.

Espero você por aqui.

Dominus Vobiscum

Por mais sensibilidade ao sofrimento do outro

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Ao ler hoje o trecho inicial do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, fui tomado por um súbito momento de reflexão. Sabe quando você lê um livro e de repente uma frase te leva para longe dali e te faz pensar em coisas que você viu ou fez? Pois é, hoje aconteceu comigo. O trecho que me fez viajar em reflexão foi este:

«Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde abrigar-se? E o cenário da pobreza poderá ampliar-se indefinidamente, se às antigas pobrezas acrescentarmos as novas que frequentemente atingem mesmo os ambientes e categorias dotadas de recursos econômicos, mas sujeitos ao desespero da falta de sentido, à tentação da droga, à solidão na velhice ou na doença, à marginalização ou à discriminação social. […] E como ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico, que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta? Ou em face dos problemas da paz, frequentemente ameaçada o íncubo de guerras catastróficas? Ou frente ao vilipêndio dos direitos humanos fundamentais de tantas pessoas, especialmente das crianças? » (Compêndio da Doutrina Social da Igreja § 4)

Fiquei pensando sobre esta sensibilidade com aqueles que sofrem. Achei por um momento que havia perdido isso. Percebi que em muitos casos esta compaixão estava se apagando dentro de mim. Infelizmente a verdade é que constantemente vejo desgraças na TV, na internet e nas ruas. Infelizmente desconfio daqueles que se aproximam de mim nas ruas, com medo de assalto. Nos noticiários vejo mortes aos montes e nenhuma lágrima vem aos meus olhos. Pensei que talvez eu tivesse me fechado em meu universo.

A reflexão se tornou mais profunda, quando percebi que este problema não é só meu: Está na sociedade inteira. A verdade é que a grande maioria de cada um de nós se fechou para o outro. Entre os seres humanos de hoje, existe um muro que é difícil de ser quebrado, quase intransponível. Nos comunicamos com quem está ao lado apenas com celulares. Somos “experts” em tecnologia, mas não sabemos nada de relacionamento entre pessoas. Já não trocamos mais palavras de afago. A ternura se perdeu…

Hoje por alguns momentos rezei pedindo a Deus que retirasse de mim esta insensibilidade. E rezei também por todos os amigos que visitam este blog. Portanto rezei por você também. Mas o legal é que durante a oração, lembrei que quando criei este blog, o meu desejo era ajudar os irmãos católicos que desejassem conhecer a fé católica. Lembrei que quando sai de Recife para fazer uma experiência missionária, meu desejo era apresentar aos irmãos o meu maior tesouro: Jesus Cristo. E dali fui lembrando de tudo que aconteceu na minha vida e que teve o desejo único de ajudar os irmãos a ter um encontro pessoal com Nosso Senhor.

Este texto não foi para apontar méritos e deméritos da minha vida, mas para mostrar que assim como eu, talvez você também tenha vivido este conflito entre erros e acertos, perdas e ganhos. E se viveu, é hora de recolocar a fé nos trilhos e perceber que Deus é o mais importante, porém o amor ao próximo é a missão que Deus nos confia. Não é fácil pensar no outro. E é muito mais difícil abrir mão de nossas vontades para fazer o outro feliz. Mas a nossa missão é o outro. Nossa tarefa é fazer o bem comum e não apenas o nosso bem.

Que o bom Deus que nos ajude a nos compadecer com aqueles que sofrem a ponto de sair de nós mesmos e do nosso universo, para fazer a vida do outro melhor, escolhendo o bem comum e fazendo a felicidade do irmão, e consequentemente, trazendo a alegria ao coração de Cristo.

Dominus Vobiscum

Mergulhemos na espiritualidade da Semana Santa

Jesus Carrega a Cruz

São Paulo disse na carta aos Filipenses: Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (1,21). Esta frase é aquela típica frase das Sagradas Escrituras que repetimos exageradas vezes diante do sacrário, chegando inclusive a fazer músicas (belíssimas, diga-se de passagem). Mas a verdade é que quem meditar um pouco com este versículo e se decidir a vivê-lo, chegará à conclusão que é de fato uma frase linda de se dizer, mas dura de viver. E põe dura nisto!

Quando São Paulo afirmou isto, ele já havia percorrido um belo e longo caminho ao lado de Jesus. Já havia se encontrado com Ele no caminho para Damasco, fato este que mudou radicalmente a sua vida. Nesta caminhada ele pode experimentar as dores e as delicias de seguir a Cristo e nem mesmo os mais difíceis intempéries da vida conseguiram separá-lo do amor do Senhor Jesus como ele mesmo afirmou em sua carta aos Romanos:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23). Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8 35-39)

É a experiência de seguir a Jesus Cristo e os seus ensinamentos quem nos dá propriedade de dizer com segurança que o que de fato a vida só pode ser em Cristo e quem tem a Ele tem tudo. Quem não se decide verdadeiramente em segui-lo, não pode entender estas afirmações. São coisas do discipulado…

Amanhã começa o Tríduo Pascal onde vamos fazer memória em nossas paróquias e dioceses do grande amor de Jesus por nós. Nestes três dias vamos recordar que Aquele que nos amou com um amor tão perfeito, recebeu de nós (seres humanos), a traição, a mentira, a falsidade, a dissimulação, chicotadas, ofensas, bofetões, escárnios e todo tipo de zombarias, e que ao invés de nos condenar, nos perdoou e nos deu a Vida Eterna.

Vamos ver também o seu duro e triste calvário, e o seu encontro com a Virgem Maria, sua mãe de ternura, que assistiu de pé a sua crucificação e morte.Vamos chorar a dor de matar o Filho de Deus. E só depois disso, vamos nos alegrar com a sua ressurreição.

Aquele que se decide por ser todo de Deus, independente de ser solteiro, casado ou celibatário, precisa entender nesta Santa Semana, que para ressuscitar com Cristo, é preciso carregar a sua Cruz, como Jesus carregou a Dele. Não há ressurreição sem luta, sofrimento e cruz.

É que na verdade não existe cristianismo sem cruz. Qualquer forma de cristianismo que abomine a Cruz de Cristo, ou a cruz que o cristão deva carregar em seu dia a dia, não é cristianismo. Nem sei que nome dar a isto, mas de fato: Cristianismo sem Cruz não é Cristianismo, mas uma mentira deslavada! Uma invenção meramente humana que e faz conveniente a alguns homens que preferem adotar o discurso de seguir a Cristo sem percorrer o caminho que Ele percorreu.

Carregar a cruz é enfrentar os desafios do dia a dia, sejam eles exteriores – como por exemplo as pessoas que estão ao seu redor com seus defeitos e cobranças, o seu trabalho cotidiano com coragem e profissionalismo, a sua família com as necessidades que lhe são peculiares e, sobretudo as consequências de suas decisões ao longo dos anos – ou os desafios interiores – que são as lutas para vencermos a nós mesmos (nossos pecados, reações, sentimentos e principalmente nosso temperamento).  Carregar a Cruz é converter-se dia após dia! É retomar a caminhada quando percebemos que nos afastamos do verdadeiro caminho. É sair da nossa “zona de conforto” para ir de encontro a quem precisa.

Talvez você me pergunte: Mas vale a pena abrir mão da minha vida pronta e estabelecida para sofrer?

A resposta é pessoal, mas acho que todo cristão irá responder a mesma coisa, por isto me atrevo a responder no plural: Quando trilhamos o caminho de Cristo, somos tomados por uma felicidade tão grande que sofrer por Ele vale a pena!  Ele, Jesus Cristo Nosso Senhor, já aqui na terra, nos dá alegrias que ninguém no mundo é capaz de nos dar. Sim, em meio às dores somos felizes e completos. E fazem mais de dois mil anos que esta estranha decisão intriga o mundo.

Portanto, neste tempo de Semana Santa, mergulhe a fundo na espiritualidade que este tempo nos dá. Reze de forma intensa, seja intenso em Cristo. Ame-o e deixe que Ele te ame. Se precisar retomar o caminho como tantas vezes eu fiz e faço quando necessário, faça! Viva bem esta semana, e no domingo faça festa e celebre não apenas a ressurreição de Cristo, mas a sua própria ressurreição! Sim, viver para nós é Cristo e não há outro motivo, outra alegria, outra felicidade.

Uma Santa Semana para todos os leitores do blog Dominus Vobiscum!
Pax Domini

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Especial Semana Santa:: Coroa das sete dores de Nossa Senhora

Icon_of_Virgin_Mary_(fragment,_Greece)Trecho do livro Maria Sempre Virgem e Santa

Esta oração é bastante rezada pela Igreja durante o período quaresmal, sobretudo na terça-feira da Semana Santa, que é uma época oportuna para meditarmos as dores e sofrimentos de Nossa Senhora. Infelizmente não se sabe por qual motivo, os católicos deixaram de rezar esta oração que é linda e muito profunda. Quando a rezamos, nos colocamos ao lado da Mãe de Jesus nos momentos mais sofridos de sua vida, narrados nos Santos Evangelhos.

O cristão que trilha este caminho ao lado de Maria, torna seu coração mais fecundo ao amor e aprende a superar, como Maria, os momentos difíceis; com a ajuda que vem do alto. É claro que nossas dores não se comparam aos sofrimentos da Santa Virgem. Porém é preciso levar em consideração o fato que nenhuma criatura viveu com tanto amor as dores e padecimentos e por isso ela é chamada de corredentora e Onipotência Suplicante!

Fazendo esta oração, nós Unimos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d’Ela e assim encontraremos ânimo para suportar as dificuldades de nosso dia e teremos força para subirmos ao alto de nosso próprio Calvário.

Como rezar?

  • Reze o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias.
  • Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Primeira Dor de Nossa Senhora: A Apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão

Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma (Lc 2, 34-35)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Segunda Dor de Nossa Senhora: A fuga para o Egito

Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” (Mt 2, 13-14).

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Terceira Dor de Nossa Senhora: A perda do Menino Jesus no Templo

Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Quarta Dor de Nossa Senhora: O encontro com Jesus no Caminho do Calvário

Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Quinta dor de Nossa Senhora: Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus

Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofás, e Maria Madalena” (Jo 19, 25)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Sexta Dor de Nossa Senhora: Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços

Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois “tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 40)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Sétima Dor de Nossa Senhora: Maria deposita Jesus no Sepulcro

O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus.” (Jo 19, 41-42)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

ORAÇÃO FINAL:

Estava a Mãe dolorosa, Junto à Cruz, lacrimosa, Da qual pendia o seu Filho. Banhada em pranto amoroso, Neste transe doloroso, a dor lhe rasgava o peito.

Estava triste e sofria, Porque ela mesma via, as dores do Filho amado. Quem não chora, vendo isto, Contemplando a Mãe do Cristo, Em tão grande sofrimento?

Dai-me, ó Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor, para que eu chore contigo.

Fazei arder meu coração, do Cristo Deus na paixão, para que eu sofra com Ele. Quero contigo chorar, e a Cruz compartilhar, por toda a minha vida.

Por Maria, amparado, que eu não seja condenado, no dia de minha morte. Ó Cristo, que eu tenha sorte, no dia de minha morte, ser levado por Maria.

E no dia em que eu morrer, fazei com que eu possa ter, a glória do Paraíso. Amém.

Privilégios para quem pratica essa devoção:

Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas. Eis as promessas:

  • Darei paz as suas famílias;
  • Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;
  • Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;
  • Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;
  • Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;
  • Irei assistí-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;
  • Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

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Especial Semana Santa:: Você conhece o “Ofício de Trevas”?

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O Ofício de Trevas, embora o nome possa dar a entender, não é um rito enigmático e obscuro, mas um das orações mais belas (na minha opinião) da Semana Santa. Em alguns lugares ele é celebrado na Segunda Feira Santa, mas o dia mais correto para esta celebração é entre a noite de Quarta-Feira até antes do amanhecer da Quinta, marcando o início do Tríduo Pascal. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica. Durante muito tempo este rito permaneceu guardado pela igreja (e sinceramente não sei a razão disso), mas atualmente vem sendo retomado em diversas paróquias e dioceses do Brasil.

O Ofício de trevas mostra, de forma bastante clara, a figura do servo Sofredor e, junto dEle, nos colocamos rezando e meditando sobre os Sofrimentos de Sua Paixão e Morte na Cruz. Este nome (Ofício de Trevas) tem diversas explicações. Entre elas:

  • As trevas naturais de meia-noite ao anoitecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (Esta é a vossa hora e do poder das trevas.) (Lc 22, 53);
  • As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma;
  • As trevas simbólicas da paixão.

Como este ofício é cantado ao cair da noite o auxílio das luzes de velas torna-se indispensável.

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No coro é colocado um candelabro de quinze velas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar. As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas vão sendo apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não será apagada. Continuará acesa e será levada para atrás do altar, e depois reaparece.

Esta vela branca, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

No fim, apagam-se as luzes para simbolizar o luto da Igreja e a escuridão que baixou sobre a terra quando Nosso Senhor morreu.

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O ruído no fim do ofício de trevas significa o terremoto e a perturbação dos inimigos e recordam a desordem que sucedeu na natureza, com a morte de Nosso Senhor. Por isso é comum que os participantes batam nos bancos da Igreja, fazendo um barulho ensurdecedor.

A razão histórica do rito de apagar pouco a pouco as velas do tenebrário provavelmente é uma lembrança. Semelhantemente se apagava uma vela depois de cada salmo, para constar quantos foram recitados. Este rito remonta, portanto, ao tempo em que ainda não havia ofícios metodicamente organizados ou quando havia, conforme a estação do ano, mudança no número de salmos.

Ao término do ofício, o oficiante e os que o seguem, fecham o livro com estrépito.

Se você nunca participou do Ofício de Trevas, fica a dica: Informe-se na sua paróquia ou diocese onde pode encontrá-lo e vá participar e rezar com os irmãos. Como disse antes, para mim é um dos momentos mais lindos e profundos da Semana Santa.

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Comunicado do Papa Bento XVI sobre a renúncia

O Vaticano confirmou a notícia e afirma que o papado ficará vago até que o sucessor seja escolhido.

Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

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Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20:00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Benedictus pp. XVI

Recordando as JMJs: 1987 – Nasce hoje a civilização do amanhã

Caros amigos,

Como vocês puderam acompanhar nos últimos posts, tenho procurado trazer a este blog não somente as notícias, mas também estes verdadeiros tesouros espirituais que a Igreja nos deu, ao longo de todas as Jornadas Mundiais da Juventude. Cada vez que leio as mensagens, fico ainda mais convencida de que continuam vivas e atuais; posso ver que realmente o Espírito Santo conduz a Santa Igreja Católica através da presença do Papa, o “Doce Cristo na Terra” (Cf. Santa Catarina de Sena).

Hoje recordo aqui a II Jornada Mundial da Juventude (11 a 12 de abril de 1987), a primeira fora de Roma, ocorrida em Buenos Aires, na Argentina, com o lema “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele” (I Jo 4,16). Na ocasião, um milhão de pessoas participaram do evento.

No encerramento deste encontro, o saudoso Papa João Paulo II dirigiu-se aos jovens trazendo essa pregação maravilhosa sobre o amor de Deus que transcrevo abaixo. Confesso que quando li pela primeira vez, emocionei-me muito, enquanto a traduzia, meu coração transbordou de gratidão e alegria, por eu pertencer à Igreja e fazer parte desta história. Desejo que possam fazer a mesma experiência ao meditá-la…

Fraternalmente,

Taís Salum
Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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Queridos jovens de todo o mundo:

No fim de nosso encontro, volto a repetir, mais uma vez, o lema desta Jornada “E nós temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele acreditamos”. (I Jo 4,16)

Desejo que suas vidas tenham sido para sempre informadas com esta grande verdade: “Deus é Amor”. Uma verdade que foi revelada, mais do que com palavras, com atos. Um amor que renova o homem por dentro e o converte, de pecador e rebelde, em servo bom e fiel (cf. Mt 25,21). Uma realidade da qual vocês devem dar testemunho constante, pois “aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (cf. I Jo 4,16). Permanecei em Deus, proclamando o seu amor, com fidelidade ao seu plano de salvação e a generosidade do serviço, com serenidade e fortaleza, com profundidade na oração e capacidade de renúncia, vida reta e a alegria da doação. Assim, vocês darão testemunho, não só com palavras, mas também com obras, que Deus é amor.

Vocês me perguntaram qual é o problema da humanidade que mais me preocupa. É exatamente este: pensar nos homens que ainda não conhecem a Cristo, que não descobriram a grande verdade do amor de Deus. Ver uma humanidade que se afasta do Senhor, que quer crescer fora de Deus ou até mesmo negar sua existência. Uma humanidade sem pai, e por consequência sem amor, órfã e desorientada, capaz de matar os que já não considera como irmãos e assim preparar a própria destruição e aniquilamento. Por isso, meus jovens, quero que estejam comprometidos hoje a ser apóstolos de uma nova evangelização para construir a civilização do amor.

“Nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4,19): a medida de nosso amor não pode ser encontrada somente na fraca capacidade do coração humano; devemos amar com a medida do Coração de Cristo, caso contrário, não conseguiremos corresponder ao Seu amor. Anunciem, então, com empenho renovado, a fidelidade a Jesus Cristo, o “Redentor do homem”. Tenham em mente que quem ama ao Senhor com todas as suas forças, quem dedica a Deus o seu melhor trabalho, nada perde, ao contrário, tudo ganha, porque “seu amor é pleno em nós… e Ele nos deu o seu Espírito” (I Jo 4, 12-13), mas isso exige que sejamos “homens novos”.

Crer no amor de Deus não é uma tarefa fácil: requer doação pessoal, não ter a consciência egoísta ou coração indiferente, e sim torná-lo mais livre e mais fraterno. Livre de tantas escravidões, como os transtornos sexuais, as drogas, a violência, a ânsia do poder e do ter, que terminam por deixar os corações vazios e angustiados, impedindo o verdadeiro amor e a autêntica felicidade.

Abram generosamente o coração ao amor de Cristo, o único capaz de dar sentido pleno a toda nossa vida. Recomendo-lhes, com São Paulo, “que Cristo habite pela fé em seus corações e que sejam arraigados e fundados no amor. Assim terão condições para compreender com todos os santos qual é a largura e o comprimento e a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo que excede a todo conhecimento, para que sejam plenificados com toda a plenitude de Deus” (cf. Ef 3, 17-19).

E, com o amor a Cristo, nos tornamos cheios de amor por todos os homens, pois “Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso: pois quem não ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar.” (I Jo 4,20). Queridos jovens: acolham com gratidão o amor de Deus e o expressem numa verdadeira comunidade fraterna; estejam dispostos a entregar cotidianamente a vida para transformar a História. O mundo necessita hoje mais do que nunca, de sua alegria e do serviço, de suas vidas saudáveis e do trabalho, da fortaleza e da entrega de vocês, para a construção de uma nova sociedade, mais justa, mais fraterna, mais humana e mais cristã: a nova civilização do amor, que se desapega a serviço de todos os homens. Vocês construirão assim a civilização da vida e da verdade, da liberdade e a justiça, do amor, da reconciliação e da paz.

Vocês sabem o quanto me preocupa a paz do mundo e como tenho realizado com vocês, em diversas ocasiões, um itinerário evangélico da paz. Vocês sabem bem que a paz é um dom de Deus – Jesus Cristo é “nossa paz”! – , que temos que pedir com insistência.

Mas esta paz deve ser construída por todos, e isto exige, também, de todos nós, uma profunda conversão interior.

Por isso, queridos jovens, hoje desejo que vocês se comprometam novamente a ser “trabalhadores da paz”, pelos caminhos da justiça, da liberdade e o amor, enquanto nos aproximamos do terceiro milênio: vocês serão os principais construtores da sociedade, os primeiros responsáveis pela paz. Mas a concórdia social não se improvisa nem chega de fora: nasce dentro de um coração justo, livre, fraterno, pacificado e amoroso. Sejam pois, desde agora, junto com todos os homens, pacificadores. Unam seus corações e esforços para edificar a paz. Só assim, vivendo a experiência do amor de Deus e se esforçando para realizar a fraternidade evangélica, poderão ser os verdadeiros e felizes construtores da civilização do amor.

Que os acompanhe sempre a vossa Santa Mãe Maria, aquela que acreditou no amor de Deus e se entregou com fidelidade e alegria à sua Palavra. Sendo jovem e singela, Ela se abriu generosamente ao amor do Pai, recebeu em plenitude o Espírito e nos deu Jesus, o Salvador do mundo.

Queridos jovens, amigos, de novo repito: por intercessão de Nossa Senhora, sejam, em todos os momentos e circunstâncias de suas vidas – testemunhas do amor de Deus, semeadores da esperança e construtores da paz.

(Adaptado do site do Vaticano).

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Você pode ouvir aqui o hino desta Jornada – Um nuevo sol (Gen Love):

Notícias da JMJ:

Arquidiocese de Aracaju realiza encontro nos dias 25 e 26 de agosto

O Setor Juventude da Arquidiocese de Aracaju, unido às dioceses de Estância e Propriá, convida todo o Sergipe para o primeiro grande encontro preparatório rumo à JMJ Rio2013. O evento acontecerá entre os dias 25 e 26 de agosto no Centro de Convenções de Sergipe e marcará a contagem regressiva para a realização da Jornada Mundial da Juventude.
O encontro terá entrada franca e contará celebrações eucarísticas, shows, palestras, catequeses, e a exposição dos pacotes de viagem para quem desejar ir para a JMJ Rio2013. Maiores informações, você encontra no site jovem da Arquidiocese de Aracaju: jovensplugados.org (Adaptado do site Jovens Conectados).

Famílias do Rio de Janeiro, façam a experiência do acolhimento!

As hospedagens de peregrinos e voluntários da JMJ Rio 2013 serão em casas de família, paróquias, escolas públicas e particulares, ginásios poliesportivos, centros comunitários e outros locais que sejam seguros e cobertos para que o peregrino possa ser alojado para pernoite. A diretora do Setor de Hospedagem da Jornada, irmã Graça Maria, trabalha com a meta de cadastrar 2 milhões de vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial http://www.rio2013.com/pt/familia (Adaptado de Radio Vaticana).

Anunciado o lançamento do Hino Oficial da JMJ Rio 2013

A “Festa da Aventura da Cruz” será o grande momento de apresentação do Hino oficial da JMJ Rio2013. O anúncio foi feito durante a 10ª Vigília dos Jovens Adoradores, no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, Igreja de Sant’Ana, na noite do dia 10 de agosto.

O Padre Arnaldo Rodrigues, um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada, convidou toda a juventude para o evento que acontecerá no próximo dia 14 de setembro, data em que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz. A “Festa da Aventura da Cruz” será na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, a partir de 20h.

A “Festa da Aventura da Cruz” vai contar com as apresentações de Adriana, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar, Rosa de Saron, Olivia Ferreira e Frutos de Medjugorje. A missa será presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d’Aniello.

“Reze conosco, caminhe conosco” – Esse foi o convite feito pelo bispo auxiliar do Rio, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, que presidiu a missa que abriu a Vigília de ontem. Ele convocou os jovens a se inscreverem como voluntários da JMJ Rio2013.

Para o bispo, a Jornada também convoca os jovens a viver este ideal: “Devemos mostrar ao mundo que é possível viver a experiência transformadora. Somos felizes e queremos ser testemunhas para o mundo” (Adaptado do site Rio2013.com).

O percurso da Cruz da Juventude e do Ícone de Nossa Senhora

No mês de setembro, a Cruz dos Jovens e o Ícone de Nossa Senhora vão se embrenhar ainda mais pelos caminhos amazônicos. Depois de passar por Rondônia, Acre e pelo sul do Amazonas, os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão peregrinar pelas demais dioceses amazonenses e também na diocese que abrange todo o estado de Roraima, onde começará o trajeto.

Ao longo do mês, serão visitadas as nove dioceses do Regional Norte 1 da CNBB, que abrange quase todo o estado do Amazonas e o estado de Roraima. Todas essas dioceses são separadas por enormes distâncias. No dia 22 de setembro acontecerá a grande celebração Bote Fé em Manaus. A última diocese a ser visitada no regional será a de Parintins. De lá, os Símbolos da JMJ seguirão para o Regional Norte 2, que engloba o Pará e o Amapá (Adaptado do site Jovens Conectados).

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JMJ Rio 2013 lança o Manual de Inscrições de Peregrinos

Atenção, caros leitores do Blog Dominus Vobiscum:

A corrida para as inscrições da JMJ já começou e o Manual de Inscrições de Peregrinos (abaixo) foi publicado hoje no site rio2013.com . O link para as inscrições ainda não foi disponibilizado, mas logo estará no ar. Organize seu grupo, prepare o coração e vamos lá!

É hora de começar a organizar o grupo, preparar o coração e unir os amigos para embarcar juntos nesta ‘aventura da fé’. Dentro de pouco tempo as inscrições estarão abertas para a JMJ Rio2013 e você não poderá ficar fora dessa. A partir de hoje, 31 de julho, o Manual de Inscrições de Peregrinos poderá ser visto no item “Tire suas Dúvidas” no portal oficial: http://www.rio2013.com. Nele você terá todas as orientações necessárias para preparar da melhor forma o seu grupo.Segundo a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, o documento descreve o sistema de inscrição e ajudará o peregrino. As inscrições serão feitas em grupo por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. Os valores têm variações, tanto da modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), quanto por classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C.

A classificação dos países e os tipos de pacotes definem os valores. Serão 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. Após esse período as variações são de R$ 106,00 a R$ 608,00.

Os grupos deverão ter até 50 peregrinos, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos de até 50 pessoas, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo COL será por região linguística. Também outros fatores podem ser decisórios, como por exemplo, a distância dos pagamentos entre os grupos.

As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada – http://www.rio2013.com. “Incentivamos a todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades”, diz irmã Shaiane.

Os candidatos ao voluntariado que não foram selecionados deverão fazer a inscrição como peregrinos.

A formação de grupos de peregrinos reforça um dos principais frutos da JMJ, a União. “Esse é um dos valores da Jornada Mundial da Juventude”, diz irmã Shaiane. “União faz parte da sua vida” é a primeira mensagem da JMJ para divulgar as inscrições, na campanha também lançada hoje. Venha para o Rio de Janeiro. Una-se a milhões de jovens do todo mundo rumo à JMJ Rio2013. (Artigo extraído do site rio2013.com)

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Os Símbolos da JMJ e as notícias da semana

Durante o tempo de preparação para a JMJ, acontece a peregrinação da Cruz e do Ícone Mariano deste evento, reunindo milhares de jovens nas principais cidades do país. São momentos nos quais fazemos uma experiência forte de fé e de encontro com a alegria do Ressuscitado, além de podermos externar ao mundo a força de ser Igreja. Aqui no Brasil, a acolhida começou na cidade de S. Paulo/SP, em 18/09/2011, no Bote Fé.

O que são a cruz e o ícone Mariano da Jornada Mundial da Juventude?

Durante o Ano Santo, comemorativo dos 1950 anos da Redenção, proclamado de 25 de março de 1983 a 22 de abril de 1984, uma grande cruz de madeira, de 3,8m de altura, foi colocada ao lado do altar-mor da Basílica de São Pedro, em Roma. Este foi o principal símbolo do jubileu proclamado pelo Papa. Como milhares de jovens haviam acorrido à celebração do Domingo de Ramos, a 15 de abril de 1984, o Santo Padre decidiu entregar esta cruz à juventude do mundo. Ele concretizou este desejo no domingo seguinte – Páscoa da Ressurreição – a entregando aos jovens do Centro Juvenil de São Lourenço, em Roma. Nesse momento, suas palavras foram as seguintes:

“Meus queridos jovens, ao concluir este Ano Santo, vos confio o símbolo deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a pelo mundo afora como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciai a todos que só na morte e ressurreição de Cristo poderemos encontrar salvação e redenção” (Roma, 22 abril 1984).

O pedido do Papa foi cumprido! De Roma, a Cruz seguiu para Alemanha e França e, a pedido do Papa, cruzou o Muro de Berlim, indo até Praga (Tchecoslováquia). Em 1985, retornou a Roma para a celebração do Domingo de Ramos. Durante este ano, diversos encontros de jovens na Europa tiveram a Cruz Peregrina como símbolo. Em dezembro de 1985, ao ser anunciada a Primeira Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em 1986, a Cruz tornou-se seu principal símbolo e passou a acompanhar estes eventos.

O ícone de Nossa Senhora foi dado de presente aos jovens também pelo Bem Aventurado João Paulo II, em 2003, durante a Jornada Mundial da Juventude, com as seguintes palavras:

“Hoje eu confio a vocês o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem sua Mãe! O ícone será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas”.

Desde então, este ícone – cópia fiel de um antiquíssimo ícone encontrado na Basílica de Santa Maria Maior – tem acompanhado a Cruz em suas peregrinações. (Artigo retirado do subsídio Caminhando para a JMJ 2013 – Adultos, das Edições CNBB)

Assista aqui alguns momentos do percurso dos símbolos pelas cidades brasileiras:

Acompanhe também o calendário oficial e não deixe de vivenciar este tempo forte de fé em sua Diocese:

Notícias da semana:

Corrida “Bote Fé na Vida”

No Rio de Janeiro, cidade-sede, cerca de sete mil pessoas participaram na manhã do dia 22 de julho, do Bote Fé na Vida – corrida e caminhada, realizado na praia de Copacabana.

Com um percurso de 3km, a corrida e caminhada começaram pontualmente às 9h com a bênção do arcebispo do Rio e presidente do Comitê Organizador Local (COL), Dom Orani Tempesta. Quem deu a largada da corrida foi o responsável pela Setor de Pré-Jornada, padre Jefferson Araújo.

“Estou achando muito bonito a adesão de tantas pessoas neste momento. Que todos possam voltar para suas paróquias e continuar os trabalhos de preparação da Jornada”, enfatizou Dom Orani.

“Pensamos em ambientalizar a sociedade à realidade da Jornada, que não se prende a um evento dentro de Igreja, mas que mexe com a cidade inteira, com o país e com o mundo inteiro. São peregrinos de todos os lugares que vem para o Rio. Para dentro da Igreja, é o fortalecimento também da Pastoral dos Esportes, que já existe em algumas paróquias, mas que tem que crescer mais ainda. O carioca tem essa energia, esse jeito próprio de ser feliz e a Pastoral dos Esportes é algo que encaixa perfeitamente o tema da espiritualidade e da qualidade de vida”, ressaltou padre Jefferson.

Entre os participantes, estavam crianças, acompanhada dos pais, jovens e também representantes da terceira idade, que nada deviam aos mais novos em alegria e disposição. Ao todo 120 Dioceses realizaram o Bote Fé na Vida (Adaptado do site Rio2013).

Encontro no Complexo do Maracanã marcará início da contagem regressiva JMJ Rio 2013

O Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013 fará, entre os dias 27 e 29 de julho, o evento que marcará o início da contagem regressiva de um ano para a realização da Jornada. Realizado no Complexo do Maracanã, o encontro deverá receber um público de 50 mil pessoas.

O objetivo é apresentar os projetos para a JMJ Rio 2013. A programação acontecerá em dois locais simultâneos: Ginásio Maracanãzinho e Estádio de Atletismo Célio de Barros. Além de Celebrações Eucarísticas, haverá também um festival com a participação de grandes nomes da música católica e popular brasileira, apresentações culturais e ações sociais.

“Trata-se de um momento de preparação, oração e reflexões. Dadas as proporções do evento, será para nós uma experiência de ensaio que vai nos dar a noção de como devemos nos preparar”, disse o diretor executivo do Setor Voluntariado do COL, Pe. Ramon Nascimento da Silva. Os ingressos para participação no Ginásio do Maracanãzinho serão distribuídos nas paróquias da Arquidiocese do Rio de Janeiro e os eventos paralelos no Estádio de Atletismo Célio de Barros serão abertos ao público em geral. O evento terá streaming ao vivo pelo portal oficial da JMJ Rio2013: http://www.rio2013.com (Extraída de Rádio Vaticana).

Lançamento do Hino Oficial

É grande a expectativa dos jovens para o lançamento do hino oficial da JMJ Rio2013. Mas eles vão ter que esperar só mais um pouquinho. Segundo um dos responsáveis pelo Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL), padre Leandro Lênin, o hino, que estava previsto para ser divulgado no dia 27 de julho, tem uma nova data para o lançamento: dia 14 de setembro.“Nós estamos em um impasse positivo que vai nos ajudar, no momento da estreia do hino, a ter uma surpresa para todos. Foi-nos concedido pelo Pontifício Conselho um pouco mais de tempo para pensar neste assunto, exatamente porque nós temos pérolas nas mãos. Então, quanto mais se cultiva, mais elas brilham”, destacou.

Padre Leandro também ressaltou que foi escolhido o dia 14 de setembro porque é o dia da Exaltação da Santa Cruz, o que remete à própria cruz peregrina. “O bairro de Santa Cruz em 2012 completa 450 anos. O Brasil foi Terra de Santa Cruz. E nossa vigília vai ser na Base Aérea de Santa Cruz. Então, nós queremos dar um presente nesse estilo musical para a cidade, ou seja, lançar o hino nessa data é uma forma de celebrarmos juntos todos esses grandes eventos”, frisou (Adaptado do site rio2013.com).

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