Casamento no campo? Na fazenda? Na praia? Sai fora católico! É furada!

Via de regra a Igreja Católica Apostólica Romana não permite matrimônios fora de uma igreja ou capela devidamente provisionados.

Então você aceitou o pedido do(a) noivo(a) e enfim vai se casar… Que lindo! Preparem-se: Vem ai uma maratona que vai tirar você do sério! Roupa, convites, padrinhos, doces, festa, salão, decoração, igreja, celebrante… Só de lembrar a maratona que travamos para realizar nosso casamento já me sinto cansado! É bem verdade que minha esposa correu mais do que eu. Dizem que as mulheres se envolvem mais do que os homens, e no meu caso isso foi bem real!

Porém você que é católico apostólico romano e deseja se casar dentro das normas da Igreja Católica Apostólica Romana fique atento: Casamento feito dentro da Igreja Católica Apostólica Romana não pode ser realizado fora de uma Igreja Católica Apostólica Romana (estou repetindo várias vezes para reforçar que essa observação é para membros da nossa igreja).

Se você é membro da Igreja Católica Apostólica Romana e sempre sonhou casar em um belo jardim, ou em uma praia, ou no topo de uma montanha me desculpe, mas este tipo de casamento em geral não é permitido! Se o padre com quem você conversou disse que você pode casar a vontade, ele está errado. Das duas uma: Ou ele não é um Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, ou ele está em desobediência a Igreja. Na minha opinião, padres desobedientes precisam ser denunciados!

Segundo as normas da Igreja, (Cân. 1118, § 1 do Direito Canônico):

O Sacramento do Matrimônio deve ser celebrado na própria Igreja Paroquial de um dos Noivos, ou em outra Igreja ou Oratório provisionado pelo Bispo para a celebração do Culto Religioso.

Trata-se, de fato, de um Sacramento, ato religioso solene, que faz parte da vida da Igreja. Por isso o Direito Canônico sublinha a importância de celebração num lugar sagrado, onde se manifesta principalmente a vida de fé e de oração do Povo cristão. Portanto:

  1. O matrimônio deve ser celebrado somente nas Matrizes e Capelas provisionadas.
  2. É proibido em clubes, hotéis, sítios, chácaras, fazendas e locais de lazer ou recepção.

Caso você deseje casar em um local fora da Igreja, e tenha um bom motivo para isso (e é preciso um excelente motivo), você tem uma possibilidade muito, mas muito pequena. Para isso, você deve solicitar ao bispo da sua diocese essa possibilidade e é bom ter “o” motivo, porque em geral 99,9% dos pedidos são recusados. Se ele liberar seu casamento fora da Igreja então tudo bem.

Agora se o bispo fizer o trivial rejeitando seu pedido em casar fora de uma igreja, e ainda assim o padre, ligado a Igreja Católica Apostólica Romana desobedecer ao bispo diocesano, veja o que pode ocorrer com ele:

  1. O Sacerdote, ou Diácono, que assistir o casamento, ou der bênção nupcial ou qualquer outra bênção que possa criar interpretação de casamento em locais impróprios, pode ser suspenso de Ordem, isto é, fica proibido de exercer seu ministério sagrado.
  2. E quem fizer isso por dinheiro, incorre no reato de Simonia, pelo qual pode ser punido com Interdito ou com Suspensão de Ordem, à norma do Cânon 1380 do Direito Canônico.
  3. E o Sacerdote, ou Diácono, que sugerir essas práticas de casamento a Leigos, também incorre na mesma pena.

E o que a Igreja quer fazer com isto?

Ela quer preservar o sacramento. Sim caríssimos, o matrimônio é um sacramento que precisa ser respeitado! O Matrimônio não é uma festinha legal de uns amigos que resolveram “juntar os trapos”. É um sacramento indissolúvel! E para tal, deve acontecer dentro de uma Igreja ou capela, na qual acontecem celebrações litúrgicas (missas). É algo que é selado por Deus e precisa acontecer na Casa de Deus!

Por isso você que é católico apostólico romano e vai casar, fique atento com esses “padres” que querem fazer seu casamento fora das nossas igrejas. Repito: Se aparecer algum padre maluco querendo realizar seu casamento fora da Igreja, denuncie! Lembrando ainda que casamentos feitos por “padres” da Igreja Católica Apostólica BRASILEIRA, Igreja Católica Apostólica CARISMÁTICA e outras do tipo não são reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana. É sempre bom checar se o “padre” que vai realizar seu casamento é de fato ligado a Igreja Católica Apostólica Romana. Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

A você que vai casar, desejo muito sucesso e felicidades! É uma decisão para todo sempre! Mas reitero: Cuidado com esses sonhos malucos. O que torna um casamento inesquecível não é o lugar onde ele é celebrado, mas o amor que os noivos tem um pelo outro e a fé que ambos tem no Senhor Jesus! Casamento você encontra em várias igrejas e lugares. Matrimônio como um sacramento somente na Igreja Católica Apostólica Romana em uma igreja onde se celebra missas. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Pax Domini

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A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Saudações, caríssimos irmãos. Voltamos com a nossa série sobre a Liturgia.

Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais no tema proposto nesta série, tratando da Liturgia de acordo com a Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Uma Doutrina tão rica, e por vezes, tão renegada. Me acompanhe, então, nesta jornada!

A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Antes de adentrarmos na Liturgia propriamente dita, faz-se necessário defirnirmos o que é a Doutrina Católica, visto que é onde se insere a Liturgia.

Tem-se por Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, ou apenas Doutrina Católica, o conjunto de princípios e verdades de fé, objetos de estudo da Santa Igreja.

De acordo com o Catecismo de São Pio X, nos seus tópicos 4 e 5, a Doutrina da Igreja Católica foi revelada diretamente por Jesus Cristo “para nos mostrar o caminho da Salvação”, e que “é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer”.

Todavia, o estudo e compreensão deste conjunto de verdades de fé, professados pela nossa Santa Igreja Católica, não é algo estático, devendo, pois, ser objeto de estudo progressivo da Teologia, de acordo com a Revelação Divina, orientados pela Igreja Católica, por meio da Tradição Apostólica, que se realiza, de acordo com o Compêndio do Catecismo da Ugreja Católica (nº 13) “mediante a transmissão viva da Palavra de Deus (chamada também simplesmente a Tradição) e através da Sagrada Escritura que é o próprio anúncio da salvação transmitido por escrito”.

Pois bem, definido o conceito de Doutrina Católica, onde se insere a Liturgia?

De acordo com o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (nº 218), “a liturgia é a celebração do Mistério de Cristo e em particular do seu Mistério Pascal. Na liturgia, pelo exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, a santificação dos homens é significada e realizada mediante sinais, e é exercido, pelo Corpo místico de Cristo, ou seja pela Cabeça e pelos membros, o culto público devido a Deus”.

Assim, a Liturgia, presente na Doutrina Católica, é o cume para onde tendem todas as ações da Igreja e, simultaneamente, a fonte donde provém toda a sua força vital.

Através da Liturgia, Cristo continua, na sua Igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa redenção. Assim, na Liturgia e por meio dela, ocorre o exercício do sacerdócio supremo de Cristo, que é exercido pela Igreja, Seu Corpo Místico, onde a santificação dos homens é significada e realizada mediante os sete sacramentos, dos quais a própria Igreja é um deles, visto que, é por meio dela (Igreja) que o Cristo fala aos fiéis, perdoa-lhes os pecados e os santifica, notadamente por meio da Sagrada Eucaristia.

É o que preceitua o Código de Direito Canônico, no Cânon 834, assim dispondo:

“Cân. 834 § 1. A igreja desempenha seu múnus de santificar, de modo especial por meio da sagrada Liturgia, que é tida como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo, na qual, por meio de sinais sensíveis, e significado, e, segundo o modo próprio de cada um, é realizada a santificação dos homens, e é exercido plenamente pelo Corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e pelos membros, o culto público de Deus.

§ 2. Esse culto se realiza quando é exercido em nome da Igreja por pessoas legitimamente a isso destinadas e por atos aprovados pela autoridade da Igreja.”

E assim, as diversas Igrejas espalhadas pelo mundo, por meios das suas diversas liturgias, exercem o munus de santificar e abençoar o povo.

Já sei, você vai me perguntar: “diversas Liturgias”?! Como assim?! A Liturgia não é uma só?!

O culto a Deus, que se dá por meio da Liturgia, é, pois, somente um, apenas um único Mistério Pascal, mas vale ressaltar que toda a Liturgia, em especial a Missa, é celebrada através de gestos, palavras (incluindo as orações), canto, música, sinais e símbolos, tendo todos estreita correlação, e assim, apesar de o culto a Deus ser um só, a Igreja possui muitas tradições/ritos litúrgicos, em função do encontro da Tradição e Magistério com as demais culturas e povos espalhados pelo mundo.

Portanto, se você estiver num outro país, ou numa outra Igreja que guarde relações com a Igreja Católica, como a Igreja Maronita, por exemplo, você participará de um mesmo culto a Deus, de uma mesma Missa, mas com outra tradição litúrgica, com outro rito, conforme abordaremos posteriormente.

Mas atenção, não estou falando aqui de qualquer Igreja. Note bem: a Igreja deve guardar relações dogmáticas, doutrinárias e teológicas com a Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, tal Igreja onde o culto é prestado, para ter e ser um sacramento válido deve estar em consonância com a Igreja Católica, com o primado de Pedro exercido pelo Sumo Pontífice, o Papa.

É por isso que as Igrejas Protestantes e demais denominações, não têm em seus cultos sacramentos validamente reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana, visto que não têm seus atos realizados nem aprovados pela autoridade eclesial do Papa, o sucessor de Pedro, visto que, novamente de acordo com o Catecismo de São Pio X (nº 8):

“Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio dos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.”

Pois bem, entendido o significado e importância da Liturgia na Doutrina Católica, como celebração pública e oficial do Mistério Pascal de Cristo, que, como Cabeça, o celebra com Seu Corpo, ou seja, a Igreja terrestre (nós) e celeste (os santos e mártires), devemos, pois, atentar para onde e quando prestamos tal culto público.

Tal ponto diz respeito aos aspectos espacial e temporal do culto litúrgico.

No que concerne ao espaço da celebração litúrgica, embora o culto católico não esteja ligado a nenhum lugar exclusivo, porque Cristo, e logo toda a Igreja, é o verdadeiro templo de Deus, a Igreja terrestre necessita de lugares onde se possa reunir para celebrar a Liturgia. Estes lugares (igrejas, capelas, catedrais), de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, são as casas de Deus e símbolo da Igreja que vive num lugar e também da morada celeste”.

É lá, na Igreja (espaço físico consagrado a Deus), onde encontramos recolhimento, paz, oração, e a presença viva de Jesus Cristo nos Sacrários e na consagração da hóstia pelos presbíteros.

E temos também, por fim, o aspecto temporal da Liturgia.

Apesar de a Igreja celebrar o Mistério de Cristo durante todo o ano, o seu culto centra-se no Domingo, o qual é o centro do tempo litúrgico, e tem seu cume a Páscoa, “festa das festas”. Por isso, baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica preceitua que todos os católicos devem ir à Missa em todos os domingos e festas de guarda. Preceito este que se encontra presente também nos “Cinco Mandamentos da Igreja Católica”.

Estes tema será retomado posteriormente, quando formos tratar do Tempo Litúrgico. Por hoje é só, mas nos encontramos no próximo artigo, cujo tema é o “Culto Cristão”. Um grande abraço, e que Deus nos abençoe!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”

Veja Também:: Afinal, o que é a Liturgia?

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Oração para os momentos de agitação

Oração retirada do livro Orações de Todos os Tempos da Igreja – Prof. Felipe Aquino.

Para nós que vivemos nesses tempos de imensa agitação, no qual se trabalha muito e quase não sobra tempo para a oração, fica o convite para sempre que possível ou necessário, aquietar-se e conversar Deus. Importante saber que quando o coração está atribulado, jamais se deve tomar decisões importantes! Então, que tal parar agora mesmo rezar junto conosco? A oração abaixo é propícia para os momentos onde a agitação e barulho interior nos tira do sentido pleno de Deus. Reze…

Parar…
Como é bom parar!
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta agitação?
Para que todo esse frenesi?
Já não sei parar.
Esqueço-me de rezar. Fecho agora os meus olhos,
Quero falar Contigo Senhor.
Quero abrir-me para Teu Universo, mas os meus olhos não querem ficar fechados.
Sinto que uma agitação frenética invade todo o meu corpo, que vai e vem, escrevo da pressa.
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta pressa?
Porque tanta agitação?
Eu não posso salvar o mundo.
Sou apenas uma gota de água no oceano imenso de Tua maravilhosa criação.
Verdadeiramente importante é buscar Teu rosto abençoado.
Verdadeiramente importante é parar de vez em quando, é esforçar-se para proclamar que Tu és a grandeza e formosura, a magnificiência, que Tu és o Amor
O urgente é fazer e deixar que Tu fales dentro de mim.
Viver na profundidade das coisas e no esforço contínuo para buscar-Te no silêncio de Teu mistério.
Meu coração continua batendo, mas de um jeito diferente.
Não estou fazendo nada, não estou com pressa.
Simplesmente, estou diante de Ti, Senhor.
E como é bom estar diante de Ti,
Amém.

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Papa Bento XVI recorda São Boaventura na Catequese de hoje!

No encontro de hoje com os fiéis, o Papa Bento XVI, falou sobre a liturgia deste domingo relembrando nas leituras, o santo do dia: São Boaventura, Doutor da Igreja e franciscano.

O Papa lembrou que Boaventura relatava que o que ele mais admirava na vida de São Francisco era que a sua vida lembrava o modo de viver dos princípios da Igreja. “O que faz pensar no Evangelho deste domingo, e no envio que Jesus faz dos seus Apóstolos, em missão, dois a dois, de maneira pobre, austera, sem saco nem provisões. Francisco de Assis, depois da sua conversão, praticou à letra este Evangelho, tornando-se testemunha fidelíssimo de Jesus. Associado de modo singular ao mistério da Cruz, foi transformado num ‘outro Cristo’, como o apresenta São Boaventura”.

Bento XVI destacou que, “toda a vida de São Boaventura, como também a sua teologia, têm como centro inspirador Jesus Cristo”, que é o ponto de destaque na leitura de hoje, na Carta de São Paulo aos Efésios.

“Este hino paulino contém a visão da história que São Boaventura contribuiu a difundir na Igreja: toda a história tem como centro Cristo, o qual garante também novidade e renovação a cada época”. O Papa finaliza reafirmando a verdade de que através de Jesus, Deus comunicou e nos proporcionou tudo. Há ai um tesouro inesgotável, o Espírito Santo jamais termina a sua revelação e sua atualização, e por conta disto, a verdade expressa em Cristo e na Igreja sempre se atualizam e avançam a cada dia mais e mais.

Como de costume o Papa saudou os fiéis de língua  portuguesa: “Dirijo agora uma saudação especial para os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente para os fiéis da Paróquia São José, de Bragança Paulista e para o grupo de Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, acompanhadas de professores de escolas brasileiras. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençoo.”

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O Nome verdadeira da Igreja de Cristo

Do Site Veritatis Splendor

Algumas pessoas me perguntam qual era a Igreja, o ou nome da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos que Nosso Senhor ao fundar a Igreja não lhe deu um nome, mas apenas a chamou de “minha Igreja ” (ecclesiam mean) (cf. Mt 16,18). Os Apóstolos e os primeiros cristãos sabiam que esta empresa de Cristo era para todo gênero humano. Não foi à toa que Cristo mandou pregrar o Evangelho à toda criatura (cf. Mt 28,19). Assim a Igreja de Cristo é a Igreja de todos, portanto Católica. O adjetivo “Católica” aplicado à Igreja deriva do adjetivo grego “katholiká” que significa geral, em oposição ao específico. Por isso a Igreja é Católica, porque é a Igreja de Todos e para todos.

O primeiro registro histórico do uso da expressão “Igreja Católica” (Ekklesia Katholiká) é ainda no início do segundo século. Santo Inácio de Antioquia ao escrever aos cristão de Esmirna – que estávam aos cuidados do Bispo Policarpo (discípulo pessoal de São João Apóstolo e Evangelista) – usa esta expressão:

“Onde quer que se apresente o Bispo, ali esteja também a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica” (Aos Esmirnenses 8,2).

A expessão “Igreja Católica” também é encontrada e outros escritos do séc II, como em outras cartas de Santo Inácio, “Martírio de Policarpo de Esmirna” e entre outros. Esta expressão foi consagrada durante o Concílio de Nicéia (325 DC), onde está escrito no credo “Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica” (Credo Niceno).

No entanto frente às crescentes heresias dos primeiros séculos foi necessário discernir que a Igreja além de Católica é também Apostólica. Os primeiros cristãos entendiam que somente nas Igreja que tinham origem na legítima sucessão dos apóstolos é que se conservava fielmente a Doutrina Apostólica. O Registro mais antigo desta ortodoxia também é do início do séc III:

“E quando, por nossa vez, os levamos [os hereges] à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõe à Tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade.” (Contra as Heresias, III,2,1, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

“Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

Assim a Igreja estabelecida por Cristo, fundamentada na confissão dos Apóstolos era identificada como Igreja Católica e Apostólica.

O registro mais antigo (creio eu) da expressão “Igreja Católica Apostólica Romana” é do Decreto Gelasiano, datado do final do século IV. Neste decreto o Papa Gelásio, além de confirmar o Cânon das Sagradas Escrituras – já estabelecidos nos sínodos de Hipona, Cartado e outros – confirma também a primazia da Igreja Romana sobre as demais Igrejas. Conforme vc mesmo viu no testemunho de Santo Ireneu, esta primazia não foi inventada por Gelásio, em por Constatino e nem pelo Papa Leão como pensam alguns.

Até o quarto século a Igreja Católica Apostólica Romana era comumente referida como a Igreja de Roma.

Autor: Alessandro Lima – Articulista do Site Veritatis Splendor

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Cuidado: A Igreja Católica Apostólica Carismática não tem nada a ver com a Igreja Católica Apostólica Romana

Alerta aos católicos: Uma nova doutrina está sendo semeada no meio do povo de Deus. É o famoso lobo vestido de pele de ovelhas. E ele tem um nome: Igreja Católica Apostólica Carismática. Esses dias eu recebi um panfleto na minha residência avisando de uma missa celebrada por um cidadão que se denomina padre e ordenado por outro cidadão que se intitula bispo. Coisa estranha. Engraçado que quando perguntei aos panfleteiros se eles eram ligados a Igreja Católica Apostólica Romana eles disseram que todos os católicos eram bem-vindos. Sairam pela tangente.

Eis o folheto recebido: Convite para uma missa onde o Bispo em nada parece com Dom Ercílio Turco, Bispo da Diocese de Osasco.

Não escreveria sobre essa doutrina aqui, senão percebesse ai uma má fé: Denominar-se Igreja Católica Apostólica sem a devida diferenciação entre as igrejas, podendo alguns católicos, por serem menos esclarecidos na fé, vir a se deixar levar pelo nome “parecido”. Esclareço: O episódio dos panfletos foi um tanto estranho. Ainda que a ICAC ensine em seus templos as diferenças, os panfleteiros foram um tanto ambíguos.

Por isso, baseado em informações dos sites dos padres da tal igreja, resolvi escrever para alertar os irmãos menos esclarecidos na fé. Depois se desejarem, veja nestes links os pronunciamentos oficiais dos bispos da Diocese de Osasco e da Diocese de Santos sobre elas.

Na pesquisa efetuada, não consta uma data de fundação da tal igreja ou seita. Portanto não temos como saber quando começaram as suas atividades. Solicitei a procuradoria da ICAC um institucional sobre a mesma para conhecer sua doutrina. Mas até então o que conheci foi através de informações encontradas nos blogs e sites dos “padres” da mesma. Existe um homem intitulado bispo, chamado Dom Euclides Nunes, todavia não sabemos quem o ordenou e quando. Todos nós católicos sabemos que bispo para se tornar “bispo”, precisa ser ordenado por outro bispo já ordenado e ligado a Igreja Católica Apostólica Romana. Ninguém pode chamar-se de bispo. Dom Euclides Nunes não faz parte da Sucessão Apostólica de Pedro. Ele não é bispo de nenhuma Diocese da Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto nenhum padre ordenado por ele pode consagrar o pão e o vinho.

A ICAC (Sigla da Igreja Católica Apostólica Carismática) tem como preceitos:

1 – Não possui os sete sacramentos da Igreja Católica Apostólica Romana. Para eles o Matrimônio pode ser recebido mais de uma vez e a confissão não é sacramento. Por isso os fiéis desta seita, segundo eles, não precisam confessar seus pecados aos padres. Segundo o site de um dos pseudos-padres da Igreja:

“A missão de um padre é pregar o Evangelho, aconselhar e rezar pelo povo e não ficar ouvindo pecados.”

Isso difere da Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, que ensina o que o próprio Cristo ordenou:

Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. (São João 20,23)

2 – Não existe a lei do celibato. Para eles, o bispo, padre ou diácono pode ser casado ou solteiro, ele decide qual o estado de vida.

3 – Segundo eles não existe purgatório e, portanto os mortos não precisam de oração. Isso contraria a fé católica da Comunhão dos Santos. Se quiser saber mais sobre isso clique aqui!

4 – Para eles, o Papa não é tido como o Chefe (Visível) supremo da Igreja. Para eles o Papa é um primus inter pares – primeiro entre os iguais, é apenas o bispo de Roma e tem um “peso” igual ao bispo deles.

5 – Segundo a ICAC o aborto é repreensível, embora admitido quando a gestante possa ter sua vida posta gravemente em risco. Ou seja, para eles o pecado do aborto pode não ser pecado. A Igreja Católica Apostólica Romana é contra todo tipo de morte, incluindo o aborto.

6 – Métodos anticoncepcionais para a ICAC são permitidos. É uma decisão do casal acabar com a possibilidade de fecundação ou não. Para eles isso não é pecado. Não há qualquer pronunciamento da seita a respeito. Eles não tem um posicionamento definido. Ou seja, quem cala consente.

7- A Igreja Católica Apostólica Romana não realiza, a não ser em casos especiais, batizados, casamentos e crismas fora das igrejas e espaços normalmente destinados ao culto e às celebrações sagradas, como, por exemplo, chácaras, buffets e outros locais. Já a ICAB realiza casamento em qualquer lugar, porém o seu sacramento não é válido para a Fé Católica Apostólica Romana.

Ah, e tem mais coisa! Embora ela tenha o nome de “carismática”, ela não tem nenhum vínculo com a RCC (Renovação Carismática Católica), que um movimento que está dentro da Igreja Católica Apostólica Romana e lhe é obediente. O nome é também para confundir os fiéis. Fique esperto!

Esta não é a primeira e nem a última vez que termos parecidos com os da Igreja Católica aparecem causando confusão entre os católicos. Dentro das seitas protestantes já é normal vermos seus líderes se autodenominando “bispos”, “bispas” e “apóstolos”, e alguns deles chegando a usar o “clerygman” em suas aparições televisivas.

Estamos em um tempo onde a cada dia surgem novas seitas querendo afastar o povo de Deus do verdadeiro caminho. Fiquemos atentos! Abaixo, cito os nomes dos bispos das dioceses católicas apostólicas romanas da província eclesiástica de São Paulo. Se não constam nesta lista, fique esperto! Alguma coisa de errado tem!

  • Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo
  • Dom Tomé Ferreira da Silva, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Ercílio Turco, bispo de Osasco
  • Dom Fernando Antônio Figueiredo, bispo de Santo Amaro
  • Dom Nelson Westrupp, bispo de Santo André
  • Dom Jacyr Francisco Braido, bispo de Santos
  • Dom Joaquim Justino Carreira, bispo nomeado de Guarulhos
  • Dom Luiz Antônio Guedes, bispo de Campo Limpo
  • Dom Airton José dos Santos, bispo de Mogi das Cruzes
  • Dom Manuel Parrado Carral, bispo de São Miguel Paulista
  • Dom Vartan Waldir Boghossian, bispo do exarcado armênio, para os católicos apostólicos romanos de rito armênio residentes no Brasil
  • Dom Farès Maakaroun, bispo da eparquia Nossa Senhora do Paraíso, dos católicos apostólicos romanos de rito greco-melquita
  • Dom Edgard Madi, bispo da eparquia Nossa Senhora do Líbano, dos católicos apostólicos romanos de rito maronita.
Obs.: Depois de trocar alguns e-mails com a procuradoria da ICAC, resolvi atualizar o texto, moderando o linguajar. Acredito que o importante é esclarecer as diferenças para que ninguém seja induzido a uma fé diferente da que professa. Ainda falaremos mais sobre este fato. Peço desculpas se exagerei no peso das palavras. Mas a intenção de mostrar a verdade continua a mesma.

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