Eu sou a luz do mundo

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Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.» Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança». Mas, mesmo que Eu julgue, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas Eu e o Pai que me enviou. Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido; sou Eu a dar testemunho a favor de mim, e também dá testemunho a meu favor o Pai que me enviou.» Perguntaram-lhe, então: «Onde está o teu Pai?» Jesus respondeu: «Não me conheceis a mim, nem ao meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.» Jesus pronunciou estas palavras junto das caixas das ofertas, quando estava a ensinar no templo. E ninguém o prendeu, porque ainda não tinha chegado a sua hora. (João 8,12-20)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo «Stromata»

Quando Tu, Senhor Jesus, me conduzes à luz, e encontro a Deus graças a Ti, ou recebo de Ti o Pai, torno-me teu co-herdeiro (Rom 8,17), pois não Te envergonhaste de me ter por irmão (Heb 2,11). Acabemos portanto com o esquecimento da verdade, acabemos com a ignorância; e, tendo-se dissipado as trevas que nos envolvem como uma nuvem diante dos olhos, contemplemos o verdadeiro Deus, proclamando: «Salve, luz verdadeira»!».

A luz elevou-se, pois, sobre nós que estávamos mergulhados nas trevas e encerrados na sombra da morte (Lc 1,79), luz mais pura que o sol, e mais bela que esta vida cá de baixo. Esta luz é a vida eterna, e todos os que nela participam estão vivos. A noite evita a luz e, escondendo-se com medo, cede lugar ao dia do Senhor. A luz que não pode ser extinta espalhou-se por toda a Terra e o Ocidente juntou-se ao Oriente. É isto que significa a «nova criação». Com efeito, o sol da justiça (Mal 3,20), que ilumina todas as coisas, resplandece sobre toda a espécie humana, a exemplo de seu Pai, que faz nascer o sol sobre todos os homens (Mt 5,45) e os asperge com o orvalho da verdade.

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Papa fala sobre vida e pensamentos em novo livro

Baseado em matéria do Portal Zenit

Eis ai um excelente presente de Natal (se quiserem me dar de presente vou ficar muito feliz viu?): O livro-entrevista de Bento XVI, “Luz do mundo”, recentemente publicado, constitui “uma nova oportunidade de conhecer melhor quem é o nosso Papa”. Segundo o que pude pesquisar, ainda não tem data prevista para que o livro chegue ao Brasil, mas em Portugal a chegada está prevista para o dia 03 de dezembro.

Ao analisar o trabalho, o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, afirmou que o interesse desta longa conversa do Santo Padre com o jornalista Peter Seewald, no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, nos convida a descobrir os muitos temas tratados e que até agora não foram comentados pela mídia. Vale lembrar que nessa semana o livro ganhou as manchetes pelo fato do mesmo conter palavras do Pontíficie sobre preservativo, renúncia do cargo e outros temas polêmicos.

O Papa visto de perto – conhecido não somente como Pontífice, mas também como homem – atrai a simpatia de muitas pessoas, que valorizam sua gentileza e sensibilidade, seu trato humilde e humano, e sua atenção com aqueles com quem encontra, pequenos e grandes. O entusiasmo das pessoas comuns, ao longo de tantas viagens internacionais – como as do Brasil, Malta, Portugal, Reino Unido e Espanha – se explica em grande parte com o melhor conhecimento da pessoa de Joseph Ratzinger-Bento XVI. Agora temos uma nova oportunidade para conhecer melhor quem é o nosso Papa.

 

Bento XVI, recebendo o livro do jornalista alemão Peter Seewald que o entrevistou

As notícias que acompanharam a publicação em geral se concentraram em poucas páginas e pouquíssimos temas, enquanto nas seis longas horas de conversa, das quais nasceu o livro, o Papa tocou em inúmeros temas que podem interessar as pessoas de hoje.

Segundo o porta-voz, trata-se de “um novo serviço” de Bento XVI, “original para todos nós, para responder a tantas perguntas que gostaríamos de lhe fazer, desde as mais profundas e importantes sobre o sentido da nossa vida, até aquelas sobre os problemas que preocupam a Igreja, nas crises dramáticas do mundo de hoje, incluindo também as mais pessoais, sobre ele e seus sentimentos”.

“Um Papa que não nos fala somente da cátedra do seu magistério solene ou no curso das grandes celebrações litúrgicas, mas que nos dá a entender que caminha conosco, irmão e amigo, com os pés bem firmes nessa nossa terra, fascinante e dramática, e assim nos ajuda a olhar para frente, com fé simples e esperança viva”, conclui.

Dominus Vobiscum