Formação para músicos:: Podemos cantar o Sinal da Cruz?

3803460179_cc86f0518f_zCantar o Sinal da Cruz na missa é até permitido desde que se obedeça o que ensina o Missal e não se proclame frases heréticas. Na minha opinião, compor um canto para fazer o sinal da cruz da forma correta é algo dificílimo, e eu não conheço nenhum canto para isso que seja litúrgico. Hoje, penso que o melhor caminho, ainda é fazer o sinal da cruz da forma rezada.

Vamos entender?

Quando digo frases heréticas estou falando no sentido estreito da expressão. Pronunciar uma frase herética, não faz de você um herege, mas faz com que muitos bons católicos pronunciem algo que não uma verdade de fé. Algo não condizente da fé católica. O problema é que muitas vezes os músicos católicos (quando não os próprios padres) induzem o povo a proferir frases heréticas já no começo da missa. Mas que tipo de heresia estamos nos referindo?

Nos séculos II e III algumas doutrinas heréticas começaram a ser propagadas entre os católicos. Entre elas: monarquianista (adocionismo), subordinacionismo e Sabelianismo. Todas estas falsas doutrinas negavam de uma certa forma a Santíssima Trindade, dizendo que cada pessoa da trindade era uma pessoa distinta, e não três pessoas em uma conforme ensina o Magistério da Igreja. E a Igreja foi clara combatendo estas heresias afirmando que quando traçamos sobre nós o sinal da nossa fé, o fazemos da seguinte forma:

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Perceba que a frase acima, une as três pessoas em uma só. É assim que deve ser. A palavra “Nome” indica a substância de Deus. Ora, a substância de Deus é uma só. O Filho e o Espírito Santo têm a mesma substância do Pai. São consubstanciais ao Pai. Por outro lado, quando cantamos músicas como…

Em nome do Pai,
 Em nome do filho,
 Em nome do Espírito Santo…”

Estamos proferindo uma frase herética, pois separamos as três pessoas. Neste segundo exemplo estamos afirmando que não estamos na missa por causa de um Deus que é Uno e Trino, mas em nome de três pessoas distintas. Veja, não estou criticando os compositores católicos que fizeram músicas com esta fórmula, mas mostrando o que de fato é a doutrina católica. Talvez eles nem soubessem deste detalhe. Eis porque eu digo que músico católico precisa conhecer doutrina e liturgia. Muitas vezes a música é linda, mas fere a fórmula litúrgica e a doutrina católica.

Além disso, se você deseja cantar o sinal da Cruz, você deve usar a fórmula literal, sem repetir e sem acrescentar nenhuma outra frase.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. É isso e acabou… A missa segue. Não tem “bis”, repetecos, outras frases ou refrões.

Agora, se você deseja realmente cantar o Sinal da Cruz da forma corretamente litúrgica, fica o desafio de você tentar compor uma canção extremamente curta e breve. Algo que no meu entender é praticamente impossível.

Pax Domini

Veja também: Você sabe a diferença entre uma música litúrgica e uma música religiosa? | Ao cantar na missa qual a minha postura com relação as palmas?|Guitarras e bateria na missa? Dicas importantes para minimizar as reclamações e participar bem da liturgia | Que músicas escolher para o canto de entrada?

Acabou o recreio da missa: Papa Francisco proíbe canto da paz e outras baguncinhas…

abraço da paz

Eita que essa baguncinha do recreio está com os dias contados!

Papa Francisco manda um recado aos que achavam que ele iria “inovar” e “modernizar” a Igreja: Aqui não é, não foi, e jamais será uma democracia. Aqui a voz do povo não é a voz de Deus. Tudo bem que ele não disse isso com estas palavras que eu usei, mas disse com um grande gesto concreto: Através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos chega para todos os católicos um novo documento: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA.

Neste documento, a Igreja deseja ensinar o correto significado do dom da paz na missa e a forma correta de o fazê-lo. Resumidamente a Igreja através desta carta, quer alertar os católicos de que momento da paz não é a hora do recreio na missa, onde é permitida a baguncinha, onde todo mundo pode romper o silêncio, sair dando abracinhos, beijinhos, e colocando o papo em dia. Também não é a hora de tocar aquela musiquinha animada da paz dizendo que você é importante, e que é muito bom você estar aqui. E muito menos o momento do padre abandonar o altar e bancar o padre peregrino que não descansa até cumprimentar o último fiel presente.

Antes de qualquer coisa é preciso que eu diga que um dia eu também já fiz isso. Quando toco em uma missa e o padre pede para cantar a paz, tenho que cantar, muito embora não ache correto. Já faz um tempo que tenho me dedicado a estudar a Santa Liturgia e agora tento não errar mais. Errei muito mais por falta de conhecimento do que por desobediência à liturgia. Mas graças a Deus agora temos um documento que podemos apresentar aos sacerdotes peregrinos. Se eles se recusarem a obedecer ai é problema deles com a Igreja e com Deus. Nosso papel é instruir, informar, ensinar mas acima de tudo obedecer. Agora só fica a pergunta: Como o padre pode pedir obediência aos fieis, se nem ele mesmo obedece? Como o padre pode ensinar aos fieis a fazer aquilo que Deus ensina, se os padres não obedecem a Igreja e fazem tudo que lhe dá na telha?

O momento da paz está inserido no Rito Eucarístico, um momento profundo onde o silêncio e a oração se fazem presentes. Portanto o momento da paz é simples: De maneira discreta e profunda, deseje a PAZ DE CRISTO a pessoa que está do lado esquerdo e direito. Feito isso, segue o rito. Nada de ficar acenando a mão para a aquele seu amigo que está do outro lado da igreja. Segundo o Papa Francisco e a Congregação para o Culto Divino #TheZueirasEnd.

Agora vem a missão de quem é realmente católico: Obedecer e ensinar aos outros irmãos. Não cabe a nós dar jeitinhos, adaptar a ordem, inventar uma nova dinâmica, pensar em um novo jeito… Enfim, não cabe a nós a desobediência. Aos padres, cabe a missão de reunir e ensinar os fieis. É lógico que isso não vai mudar da noite para o dia. É uma mudança de mentalidade onde os fieis adeptos da “baguncinha do recreio” vão reclamar, fazer birra, beicinho… Mas é preciso mais do que nunca se fazer cumprir esta ordem que não é minha, mas da Igreja.

Para os que desejam saber mais, preparei um PDF com a carta traduzida para o português pelo site Apologistas Católicos se desejar, O clique, imprima, informe ao seu sacerdote. BAIXE A CARTA CLICANDO AQUI. Vai que de repente ele não está sabendo… Agora é com você!

E se caso algum irmão que acessa este blog não tenha gostado daquilo que escrevi acima, vai um recado importante: Eu sou católico, nasci, cresci e devo muito da minha fé a Renovação Carismática Católica. Mas hoje eu tenho a compreensão de que não podemos transformar a missa em um grupo de oração. Da mesma forma com os outros movimentos e pastorais. A Santa Missa está acima de todos nós.

Pax Domini

Leia também: Os brutos também evangelizam. E nem adianta “mi, mi, mi”…

Homilia do Papa Francisco na missa do Domingo de Ramos

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Da Canção Nova

Homilia do Papa na Celebração do Domingo de Ramos
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 24 de março de 2013

Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: “Bendito seja aquele que vem, o rei, em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!” (Lc 19, 38).

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Ele soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus, inclinou-Se para curar o corpo e a alma.

Este é Jesus. Este é o seu coração que olha para todos nós, que olha as nossas doenças, os nossos pecados. É grande o amor de Jesus. E assim entra em Jerusalém com este amor, e olha para todos nós. É uma cena bela: cheia de luz – a luz do amor de Jesus, aquele do seu coração – de alegria, de festa.

No início da Missa, também nós o repetimos. Agitamos os nossos ramos de palmeira e de oliveira. Também nós acolhemos Jesus; também nós expressamos a alegria de acompanhá-Lo, de senti-Lo perto de nós, presente em nós e em meio a nós, como um amigo, como um irmão, também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas se abaixou para caminhar conosco. É o nosso amigo, o nosso irmão. Quem nos ilumina no caminho. E assim O acolhemos. E esta é a primeira palavra que gostaria de dizer a vocês: alegria! Nunca sejam homens e mulheres tristes: um cristão não pode nunca sê-lo! Não vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa não é uma alegria que nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está em meio a nós; nasce do saber que com Ele nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis, e há tantos! E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado como anjo muitas vezes, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas, sobretudo, sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixem roubar a esperança! Não deixem roubar a esperança! Aquela que Jesus nos dá.

Mas nos perguntamos: Segunda palavra. Por que Jesus entra em Jerusalém, ou talvez melhor: como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei é Jesus? Vejamo-Lo: monta um jumentinho, não tem uma corte que o segue, não está rodeado de um exército símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que têm o sentido de ver em Jesus algo mais; tem aquele sentido da fé, que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma vara, um manto de púrpura, a sua realeza será objeto de escárnio; entra para subir ao Calvário carregado em uma madeira. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que brilha o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Penso naquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Aquele é o trono de Jesus. Jesus toma sobre si… Por que a Cruz? Porque Jesus toma sobre si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, também o nosso pecado, de todos nós, e o lava, o lava com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor: quantas feridas o mal inflige à humanidade! Guerras, violência, conflitos econômicos que afetam quem é mais vulnerável, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, deve deixá-lo. Minha avó dizia a nós crianças: a mortalha não tem bolsos. Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – cada um de nós o sabe e o conhece – e os nossos pecados pessoais: a falta de amor e de respeito com Deus, para com o próximo e para com toda a criação. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus faz a todos nós no trono da Cruz. A cruz de Cristo abraçada com amor nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de ser salvos e de fazer um pouquinho daquilo que fez Ele naquele dia de sua morte.

Hoje, nesta Praça, há tantos jovens: há 28 anos o Domingo de Ramos é o Dia da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, eu os vi na procissão, quando vocês entraram; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca! Entretanto, todos sabemos e vós o sabeis bem, que o Rei que seguimos e que nos acompanha é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz! Antes, abraçam a Cruz, porque compreendem que é na doação de si mesmo, na doação de si mesmo, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo! Vocês a levaram respondendo ao convite de Jesus “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Vocês a levam para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. Queridos amigos, também eu me coloco em caminho com vocês, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro! Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que este Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom caminhar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de si mesmo, às periferias do mundo e da existência para levar Jesus! Três palavras: alegria, cruz, jovens.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.

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Papa Francisco celebrará a Missa da Ceia do Senhor em Instituto Penal para Menores

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Mais uma atitude do Papa Francisco que vai dar o que falar (e que falem mesmo)! O Vaticano anunciou esta manhã que o Papa Francisco celebrará a Missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa) no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. A notícia veio do site da Rádio Vaticano.

Como o próprio nome diz, a entidade abriga menores infratores e esta receberá a visita do Santo Padre justo em um dia onde o evangelho fala do amor que devemos ter uns pelos outros, e pelo célebre gesto do Lava-pés.

E para quem pensa que isso é uma novidade na vida do Sumo Pontífice, é preciso saber que enquanto cardeal, todos os anos ele escolhia uma prisão, um abrigo de pobres ou casa penal para esta celebração.

As demais celebrações da Semana Santa serão realizadas conforme o previsto e anunciado pelo Setor de Celebrações Litúrgicas. De manhã, o Papa celebrará na Basílica de São Pedro a Missa do Crisma.

Eu particularmente falando, fiquei muito feliz com esta notícia, pois penso que a Igreja precisa anunciar Jesus Vivo e Vivido aonde mais se precisa. Isto não é progressismo, é evangelho! Alguns certamente ficarão incomodados com este gesto justamente por achar que ser católico é ficar sentado, acomodado com seus livros, pensamentos e conceitos engessados (nada contra a leitura, até porque este blog promove a leitura, porém a nossa fé não se resume a isso). Mas ser católico é bem mais que isso, é sair em busca do outro, ensinar-lhe quem é Jesus Cristo e assim trazê-lo ao seio da Mãe Igreja.

Longa vida ao Papa Francisco!

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Homilia do Papa Francisco na Missa que marca o início do seu Ministério Petrino

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Confesso que não é todo dia que consigo diponibilizar as homilias do Santo Padre na íntegra. É que até as recebo em italiano de forma rápida, mas a tradução para o português leva tempo e como somos trabalhadores nem sempre temos esta disponibilidade. Mas hoje para “Noooooossa alegria”, o Site do Vaticano disponibilizou a homilia na íntegra, traduzida para o português. Ao invés de você ficar ouvindo frases que este ou aquele site deu as palavras do Papa, penso que vale a pena você ler e tirar suas próprias conclusões. Ela está disponível em marron e os grifos são meus. Pax Domini!

SANTA MISSAIMPOSIÇÃO DO PÁLIO E ENTREGA DO ANEL DO PESCADOR PARA O INÍCIO DO MINISTÉRIO PETRINO DO BISPO DE ROMA – Praça de São Pedro, 19 de março de 2013, Solenidade de São José

Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afeto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos no Evangelho, que José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II:

São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projeto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é guardião, porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem Herodes que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para guardar, devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou com uma esperança, para além do que se podia esperar (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém.

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Resumo da Missa que marcou o início do pontificado do Papa Francisco

Papa recebe o anel de pescador das mãos do Cardeal Angelo Sodano.

Papa recebe o anel de pescador das mãos do Cardeal Angelo Sodano.

A Missa que deu início ao pontificado do Papa Francisco teve tudo: Liturgia eficiente e dentro dos padrões, cantos gregorianos, entrega do pálio, do anel, promessa de obediência dos senhores cardeais e sobretudo muita festa para o Sumo Pontífice.

A solene missa de início do pontificado de Francisco começou no interior da Basílica de São Pedro, onde o novo Pontífice entrou para orar perante o túmulo de Pedro. Francisco desceu à cripta da Basílica de São Pedro para rezar junto com os patriarcas e os arcebispos maiores das igrejas católicas orientais presentes à missa. O novo Pontífice se ajoelhou perante o túmulo e orou por alguns minutos antes de incensar o local.

Dois diáconos levaram ao túmulo de São Pedro o pálio e o anel do Pescador, símbolos do poder pontifício, levados à praça. Enquanto isso, os cardeais esperaram ao redor do Altar da Confissão, no centro da Basílica de São Pedro, sob o qual se encontra o túmulo do primeiro Papa.

Após a oração, o Papa, os patriarcas e arcebispos maiores das igrejas orientais e os cardeais sairam em procissão até o altar da Praça de São Pedro, onde teve então início a missa celebrada pelo Papa Francisco.

Durante a missa, ele recebeu o pálio e o anel do Pescador, símbolos do Pontificado. O pálio, entregue pelo cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, é uma estola decorada com as cruzes do martírio, confeccionada com lã de cordeiro que simboliza o pastor que cuida das suas ovelhas. Ele mede 2,60 metros de comprimento e 11 centímetros de largura. O anel do Pescador, em prata dourada, leva uma imagem de Pedro com as chaves e jogando as redes para pescar. Francisco o usará até sua morte ou renúncia, quando o camerlengo irá retirá-lo antes de amassar ou anular a fim de que ninguém possa usá-lo e também para simbolizar o final do pontificado.

Depois aconteceu o rito da obediência. Seis cardeais – dois da ordem dos bispos, dois da dos presbíteros e dois da dos diáconos – em nome dos 207 que formam o Colégio Cardinalício demonstraram obediência ao novo Papa.

Pelo menos 132 países enviaram delegações. A presidente (desculpem-me mas o bom português que aprendi na escola me impede de chamá-la de presidentA) Dilma Rousseff participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. Estavam presentes também 32 líderes de diversas outras religiões, segundo o Vaticano.

Se você sentiu falta da homilia, aguarde que em breve irei disponibilizar na íntegra para você!

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Bento XVI: Vamos viver esta Quaresma em evidente comunhão eclesial

Pope-Benedict-XVI-300x210Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

“Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte”, frisou o pontífice. A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: “Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação” (Joe 2,12).

O Papa ressaltou que a expressão “de todo vosso coração” significa “do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade”. Este retorno a Deus é possível, “porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que brota do coração do próprio Deus. É a força da sua misericórdia. O retorno ao Senhor é possível como graça, porque é obra de Deus e fruto da fé que nós repropomos em sua misericórdia”, disse ainda o Santo Padre.

“O ‘retornai a mim de todo vosso coração’ é um chamado que envolve não somente o indivíduo, mas a comunidade. A dimensão comunitária é um elemento essencial na fé e na vida cristã. O ‘Nós’ da Igreja é a comunidade em que Jesus nos reúne: a fé é necessariamente eclesial.”

Bento XVI convidou a “viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial, superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão distantes da fé ou indiferentes”.

“O ‘retornar a Deus de todo coração’ em nosso caminho quaresmal passa pela Cruz, o seguir Cristo no caminho que leva ao Calvário, à doação total de si. É um caminho no qual aprender cada dia a sair sempre mais do nosso egoísmo e dos nossos fechamentos, para dar espaço a Deus que abre e transforma o coração.”

No Evangelho de Mateus, Jesus faz referência a três práticas fundamentais previstas pela Lei mosaica: “a esmola, a oração e o jejum são também indicações tradicionais no caminho quaresmal para responder ao convite a retornar a Deus de todo coração.”

“O nosso testemunho será sempre mais incisivo quanto menos buscarmos a nossa glória e teremos consciência de que a recompensa do justo é o próprio Deus, o estar unido a Ele, aqui, no caminho da fé, e, ao término da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele para sempre”, disse ainda o Papa.

“Ressoe forte em nós o convite à conversão, a retornar a Deus de todo coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos, com aquela surpreendente novidade que é participação da própria vida de Jesus.”

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Ministro não ordenado da palavra. Com a graça de Deus!

Ontem na Festa de Cristo Rei, o Bispo de Osasco (Dom Ercílio Turco) deu a investidura a 6.000 ministros não ordenados.

Pax Domini! Passei um tempo afastado do blog devido as provas e trabalhos da faculdade. Mas gostaria de partilhar com vocês uma graça recebida ontem, aqui na diocese de Osasco: Ontem, mais de 6.000 leigos receberam a investidura para serem ministros não ordenados da igreja, e entre eles eu! Foi uma missa linda e muito significativa para todos os leigos que receberam a graça de poder servir a sua comunidade.

Mas o que é essa história de ministro não ordenado? Bom algumas pessoas conhecem por ministros extraordinários, ou seja, leigos que recebem do bispo a autorização para realizar uma determinada função, caso o sacerdote não possa executá-la naquele momento. Entre estes serviços podemos destacar:

  • Ministros extraordinários da Comunhão;
  • Ministros extraordinários da Celebração da Palavra;
  • Ministros extraordinários das Exéquias;
  • Ministros extraordinários dos Enfermos;
  • Testemunhas qualificadas para o matrimônio.

Esta investidura não é permanente. Ele tem um período pré-definido (aqui na diocese de Osasco tem a duração de três anos) e o ministro deve executar a sua missão como já disse anteriormente, quando não houver um ministro ordinário (ou seja um presbítero) que possa fazê-lo. O mandato só tem validade na paróquia em que o ministro serve, por isso ele não pode sair por ai de capela em capela exercendo seu ministério.

Eu (Cadu) e minha mãe recebendo a investidura de Ministros Não ordenados. Eu recebi a graça de por três anos ser Ministro Extraordinário da Palavra. Minha mãe será Ministra extraordinária das exéquias e da comunhão.

É missão do padre distribuir a eucaristia, ministrar a palavra, dar a unção dos enfermos, testemunhar os casamentos e visitar os doentes, porém em algumas comunidades sabemos que o padre não pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, e por isso ele escolhe da comunidade alguns fiéis para ajudá-lo em caso de necessidade.

“A igreja, para cumprimento de sua missão, conta com uma diversidade de ministérios. Ao lado dos ministérios hierárquicos, a Igreja reconhece o lugar de ministros desprovidos de ordem sagrada” (Puebla 804).

Os ministros não ordenados devem ser escolhidos entre os membros da comunidade e devem ser pessoas idôneas e com boa prática cristã. Na maior parte das dioceses, os candidatos, antes de assumirem as suas funções, recebem uma formação litúrgica e doutrinal que lhes permitem exercer a sua função com a máxima dignidade e decoro. No fim de tal formação, são admitidos pelo bispo às funções para que foram escolhidos, o que nalguns casos é feito numa celebração litúrgica.

A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, de acordo com o Papa João Paulo II, declarou, na instrução Redemptionis Sacramentum que “se habitualmente estiver disponível um número de ministros sagrados suficiente para a distribuição da Sagrada Comunhão, não se podem designar para esta função ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que estejam designados para tal ministério não o exerçam. É reprovável a prática daqueles Sacerdotes que, embora estejam presentes na celebração, se abstêm de distribuir a Comunhão, encarregando os fiéis dessa função.”

Agradecemos ao nosso bispo Dom Ercílio, ao nosso pároco padre Henrique e a toda comunidade pela confiança recebida. Estamos a serviço.

Ontem eu louvei ao Senhor pela missão que Ele me confiou e de fato me disponho a ajudar os irmãos  celebrando a palavra sempre que necessário. Aqui na nossa paróquia, é raro haver celebrações, até porque temos dois sacerdotes que são muito comprometidos com a comunidade. Mas quando precisarem, eis-me aqui!

Dominus Vobiscum

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Recuperar a liturgia é defender a Fé Católica!

Não é de hoje que querem destruir a Igreja de Cristo. Durante a sua história muitos inimigos surgiram e muitos foram derrotados, não por ela que é frágil, mas por Aquele que a sustenta. A Igreja é alicerçada em Jesus Cristo que prometeu que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela.

Infelizmente a cada investida dos que desejam destruir nossa fé, muitos católicos, sobretudo os menos preparados acabam ficando pelo caminho e perecendo em virtude das ciladas armadas para os amados de Deus.

O tempo passa e as armas mudam. Revestem-se de novas roupagens e continuam a nos atormentar. E nós católicos, precisamos aprender as táticas do inimigo para defender a Igreja de Cristo, a nós mesmos e aos irmãos menos fortalecidos na fé, afinal de contas não queremos perder nenhum dos nossos irmãos. A novidade dos tempos atuais é que não querem destruir a igreja de fora para dentro, mas de dentro para fora!

Hoje cedo, estava lendo uma postagem do ACI Digital onde o Subsecretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, assinalou que:

“…existem alguns grupos que tentam destruir a Igreja porque a vêem como um obstáculo que lhes impede de dominar o mundo com legislações que “atentam contra os fundamentos mesmos da civilização”. (para ler a matéria completa clique aqui)

O que me chamou a atenção é que o Monsenhor Miguel Ferrer afirma nesta matéria que para que lutemos contra os inimigos modernos da nossa Igreja, é necessário que os sacerdotes tem a missão de ajudar seus fiéis a retomar a identidade católica que portamos, o desejo de conversão interior, a busca pela vocação e santidade e o desejo a missão. Em outras palavras ele está dizendo que a Igreja Católica precisa resgatar no católico o desejo de viver a fé católica a começar da nossa liturgia que ultimamente está sendo minada por dentro. Destruindo a liturgia, que é Divina, o resto vem…

De fato, cabe a todas as dioceses do Brasil e do mundo, investir na formação litúrgica dos seus sacerdotes e também dos fiéis que dela participam. É preciso resgatar a nossa liturgia que anda meio perdida em muitos lugares do nosso país. Infelizmente a teologia marxista da libertação causou estragos profundos na nossa liturgia que perduram até hoje. É triste participar de missas onde os próprios sacerdotes propõem aos fiéis abusos litúrgicos escabrosos. A liturgia pertence a Deus e não aos homens. Uma liturgia feita como se deve, sem invencionices advindas de leigos ou sacerdotes, além de bela, se constitui em um importante veículo de evangelização.

Para lutar contra o inimigo, precisamos formar e fortalecer o nosso exército. E não há alimento mais forte e mais poderoso do que a Santa Eucaristia. Ela é o Pão da Jornada.

Nada mais justo que no Ano da Fé, as dioceses e paróquias revejam a maneira com que estão vivendo a liturgia, abandonem os abusos litúrgicos, corrijam sacerdotes e leigos que participam da liturgia da forma errada e readquiram a normativa correta para celebrar bem a Santa Missa. Faz-se importante também, que nos seminários espalhados no Brasil, os reitores e professores acendam nos seminaristas o amor e o zelo pela Sagrada Liturgia, afinal como a teologia marxista da libertação é um movimento velho que está agonizando, convém investir na formação dos neo-sacerdotes no sentido de retirar das celebrações litúrgicas todos os abusos que a mesma causou. É bem verdade que outros movimentos católicos contribuíram e contribuem com os abusos litúrgicos nas nossas celebrações, mas a confusão começou mesmo foi na velha TL de Boff e Beto.

É justo recordar que durante séculos e mais séculos de história, a Igreja não tinha um veículo de comunicação e sua formação se dava na paróquia, na catequese e na liturgia. A eucaristia e a confissão sempre foram esteios para a fé católica e grandes armas na luta contra os inimigos da nossa Igreja. Portanto, precisamos zelar com afinco para que a Santa Igreja retome a liturgia como se deve. É missão minha, sua e de todos os católicos. Inclusive aqui no blog, estamos criando uma categoria para falar exclusivamente sobre liturgia (para ler os textos já publicados clique aqui).

Pax Domini

Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!

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A Liturgia e o Culto Cristão

Saudações, caríssimos! Estamos de volta com a nossa série sobre a Liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana, e hoje trataremos do “Culto Cristão”, o qual tem sido através da história o cerne de nossa identificação e de nossa unidade.

O homem é, por excelência, um ser orante, que pede, suplica, e adora ao Pai. E o faz, desde a Antiguidade, por meio do culto, público ou privado.

Definimos tal culto de adoração a Deus pelo vocábulo latria. O culto é, assim, por excelência, prestado em adoração ao Senhor.

Todavia, existe também uma espécie diferente de culto, que não é o de adoração, o qual só é devida a Deus, mas sim de veneração, definido pelo vocábulo dulia, que é o culto devido aos santos. E ainda, temos o culto à Virgem Maria, o qual merece um destaque especial, visto que é definido pelo vocábulo hiperdulia.

Retomaremos tais temas oportunamente, mas observemos aqui o cerne da nossa ação pública como fiéis: o culto/adoração – latria, pois, é através do culto, prestado na Liturgia, que o homem adora a Deus, e que Deus salva o homem. Dá-se, assim, uma via de mão dupla, onde, de um lado, Deus santifica e salva o homem, e este, em gratidão, O adora e O serve, por meio da participação, pela graça divina, no mistério do Sacrifício Redentor, renovado pela Eucaristia e celebrado na Santa Missa.

Daí, pois, pela importância do ato, termos uma forma/rito solene a ser seguido neste culto, e mais especialmente, na Eucaristia, e assim é que, partindo da definição de Liturgia como “culto da igreja”, chegamos aos diversos modos pelos quais a Igreja presta à Divina Magestade o culto devido: o sacrifício, o ofício, os sacramentos e os sacramentais.

Diversos são os modos como foram designados o culto cristão nos primórdios do cristianismo: fração do pão; eucaristia (eucaristhia ou eulogia, ação de graças), pois Jesus Cristo agradeceu (deu graças) antes da consagração; oblação; sacramento; sacrifício; mistério; coleta; e por fim, Missa.

Chegamos, enfim, no cerne da nossa Liturgia, que é a Santa Missa, como ato sublime de adoração/culto a Deus.

O termo Missa deriva do “Ite, Missa est”, fórmula que era dita ao final da celebração da mesma, que significa “É despedida, podei-vos retirar”, e é o culto ordenado pelo próprio Jesus Cristo quando disse aos apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”, ordenando-os sacerdotes e dando-lhes o poder de celebrar a Missa.

Assim, sendo a Missa o culto cristão por excelência, o sacrifício mais santo, “o sacrifício tremendo” (Conc. Trid. De observandis… in Missa), por causa da imolação do próprio Filho de Deus, é mister que tal culto se faça da maneira apropriada, de modo solene.

Para tanto, seguimos uma ordem estrita de serviço, centrada precisamente na Missa, e mais precisamente na Eucaristia. Segue-se um Lecionário contendo as orações e leituras para cada dia do ano litúrgico.

Seguimos, então, na Igreja Católica Apostólica Romana, um rito solene e oficial como ato sublime de adoração a Deus na Santa Missa, que é o rito romano. Tal rito é o mais difundido em todo o mundo católico, e o mais geralmente conhecido, embora, como vimos, existam vários outros ritos reconhecidos.

A Missa tem, pois, dois grandes momentos de prestação deste culto: a Liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística, precedidas por Ritos iniciais e seguidas pelos Ritos de conclusão.

A celebração da missa no rito romano rege-se atualmente pelo Missal Romano promulgado em 1970 pelo Papa Paulo VI, fruto da reforma litúrgica ordenada pelo Concílio Vaticano II, e revisto em 1975 e em 2002, todavia, além da Forma Ordinária do Rito Romano (Novus Ordo Missae), alterada a partir do Concílio Vaticano II que passaria a ser celebrada em língua vernácula e permitiria a concessão de inovações litúrgicas, em 2007, o Papa Bento XVI, na Exortação Apostólica “Sacramentum Caritatis” relembrou a importância da celebração na língua latina, “a fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja”, sendo ainda estimulada pelo motu proprio “Summorum Pontificum”, editado pelo mesmo pontífice.

Conhecida por Missa Tridentina, instituída pelo Papa São Pio V, a missa celebrada em latim é caracterizada pela posição do celebrante, de frente para o crucifixo e de costas à assembléia e pela comunhão de joelhos. A estrutura da celebração não sofre grandes alterações entre os dois Ritos e ambas continuam a ser celebradas atualmente.

Por hoje é só! Mas, fica aqui a mensagem: a Santa Missa é nosso ato principal de adoração ao Senhor! Nela, nos encontramos como que aos pés da Cruz, naquele mesmo momento do Calvário, onde aconteceu o milagre da nossa redenção.

É na Missa, como há dois milênios, que o Cordeiro de Deus é imolado, em remissão dos nossos pecados! No próximo post trataremos das partes da Santa Missa, dos diversos tipos, bem como dos principais ritos. Fiquem todos com Deus e até a próxima!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”

Veja Também:: Afinal, o que é a Liturgia? |  A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

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