Assine a campanha: Salvem os cristãos iraquianos!

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Em outro post onde escrevi sobre a situação dos cristãos no Iraque, afirmei que era necessário que criássemos algo para mobilizar as autoridades no mundo a respeito desta calamidade. Na ocasião mostrei até a campanha do site Aletéia e pedi que você assinasse aderindo ao movimento. O que eu não informei é que esta campanha tem destino: Ela será enviada ao secretário geral da Liga Árabe e seus responsáveis pelos Direitos Humanos, Paz, Segurança e Política externa. Também chegará ao secretário geral da ONU e seu serviço de imprensa . Salvem os cristãos iraquianos, a é a campanha de recolhimento de assinaturas lançada pelo Aletéia no site  CitizenGo.org para que a comunidade internacional e a ONU intervenham e freiem “este verdadeiro genocídio contra os cristãos do Iraque”, cujo episódio recente foi a expulsão dos cristãos de Mosul por parte dos jihadistas do Estado Islâmico.

Esta campanha denuncia as ameaças que os fundamentalistas islâmicos lançaram aos cristãos iraquianos.

“Pela primeira vez desde o século XV não há mais população cristã em Mosul. A lei do islamismo radical se impôs e deu a eles a escolha entre a conversão ao Islã, o pagamento de taxas abusivas, o exílio ou a morte.”

(Assine aqui a petição Salvem os cristãos iraquianos)

Os organizadores da campanha recordaram que “em 2003, antes da invasão norte-americana ao Iraque, havia mais de um milhão de cristãos no país – incluindo seiscentos mil em Bagdá e aproximadamente sessenta mil em Mosul”. Entretanto, onze anos depois da violência e do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico, que proclamaram um califado nos territórios ocupados e o imposto ‘sharia’, a diocese de Mosul desapareceu.

“Não temos palavras, porque o que aconteceu é realmente chocante. Os cristãos vivem em Mosul há séculos e essas famílias foram arrancadas de sua cidade, de suas casas, de suas vidas, de repente. Estamos muito preocupados com o futuro dos cristãos neste país” (Bispo auxiliar Caldeu de Bagdá, Dom Saad Syroub).

O Papa Francisco também chamou recentemente à paz e à oração pela situação dos “nossos irmãos perseguidos” no Iraque:

“Foram mandados embora, devem deixar suas casas sem a possibilidade de levar nada.” (Papa Francisco)

(Assine aqui a petição Salvem os cristãos iraquianos)

Muitos cristãos tiveram que fugir para Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, onde o governador prometeu proteção, mas já são dois milhões os refugiados internacionais segundo a ONU. Por isso, os organizadores chamam os fiéis a reclamar “à comunidade internacional para agir em defesa dos cristãos no Iraque. A sobrevivência deles depende disso!

Importante: Sua mensagem chegará ao secretário geral da Liga Árabe e seus responsáveis pelos Direitos Humanos, Paz, Segurança e Política externa. Também chegará ao secretário geral da ONU e seu serviço de imprensa”.

Para unir-se à campanha e assinar a petição, ingresse em: http://www.citizengo.org/pt-pt/9825-salvem-os-cristaos-iraquianos

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Entenda o que está acontecendo com os cristãos no Iraque

nazaratAtualmente estamos vendo pelo facebook diversos amigos e conhecidos usando o símbolo que você ao lado.  Mas o que está acontecendo? Que história é essa? Será uma nova modinha no facebook? Não caríssimos. Esta é uma letra árabe chamada “nun” que equivale ao nosso “N”. Esta letra tem sido colocada na casa dos cristãos do Iraque para marcá-los e identificá-los, pois a letra “N” é a letra inicial da palavra “nazareno”.  Assim as casas que contém este símbolo tem sido saqueadas e muitos cristãos estão morrendo e fugindo da sua terra.

É por isso os cristãos tem usado em seus “facebooks” ou mídias sociais este símbolo, em protesto ao massacre de cristãos no Iraque por radicais islâmicos e adeptos da Jhirad (Guerra Santa). Apesar de ser algo muito distante de nós brasileiros, não há como deixar passar este evento tão lamentável, haja vista que em quatro anos, mais de 140 mil cristãos foram mortos. Não há como ficar inerte a esta guerra cruel e multifacetada, que já destruiu milhares de cidades, famílias, vidas, lares e sonhos. Porém o mais triste disso tudo é nenhum organismo de defesa dos direitos humanos, nem mesmo a toda poderosa ONU tem feito nada concreto para que esta matança termine. Só agora eles olham para a situação com um certo ar de perplexidade, sendo que a mídia religiosa tem alertado para a situação há muito tempo.

Para você ter ideia de como a coisa é séria, até 2011 o número de cristãos no Iraque já havia se reduzido de 1 milhão e duzentos mil para trezentos mil. Nesta época, já era grande o número de cristãos que tentavam fugir do Iraque e se refugiar em países vizinhos!

Embora somente agora as pessoas estejam tomando consciência disso, este blog já havia falado sobre isso várias vezes. Dá primeira vez no dia 07 de dezembro de 2010 eu publiquei o post Assassinatos, medo e fuga: A realidade dos cristãos do Iraque. Depois em 14 de dezembro de 2010 eu republiquei uma matéria do Portal Zenit que dizia que Especialistas afirmam que guerra religiosa contra os cristãos não é apenas notícia. Por fim, em 24 de julho de 2011 eu republiquei outra matéria do portal Zenit que dizia da existência um plano para expulsar cristãos do Oriente Médio e Iraque.

É que o brasileiro por habitar em um país quase que continental muitas vezes esquece que existe mundo além de suas fronteiras. Infelizmente temos o péssimo hábito de somente olhar para nós mesmos e esquecer o que acontece no mundo. E nós católicos, e os demais cristãos trazemos este péssimo hábito no nosso dia a dia. É um triste mal que precisamos como povo bater no peito a acusar o fato.

Portanto para que você que está por fora de tudo que está acontecendo com os nossos irmãos do Iraque, tentarei fazer um breve resumo do que anda acontecendo e aproveito para pedir a sua oração por todas as famílias cristãs que estão sofrendo no Iraque.

(Participe com sua assinatura ajudamos a salvar os cristãos do Iraque. Clique aqui!)

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Qual a principal causa do conflito?

A principal causa do conflito é religiosa e não política. Desde o século I os cristãos ainda que sendo minoria ocupam a região do Iraque. Ali, eles procuram viver o evangelho, aplicando os ensinamentos de Cristo na sua moral e na sua ética, ensinando e vivendo o perdão a paz. Acontece que para os radicais islâmicos isto é uma afronta aos costumes da religião islâmica.

O confronto entre a espiritualidade e a moral cristã e a islâmica, e a vida ideal dos cristãos, faz que os extremistas islâmicos os considerem como um desafio e um perigo para a presença do islã. Eles têm medo de que alguns muçulmanos se convertam ao cristianismo. E como pensam que a melhor maneira de defender-se é atacar, eles atacam os cristãos, sua igreja e sua religião.

Outro aspecto importante é que os cristãos do Oriente Médio conservaram sua fé e suas tradições durante 21 séculos, apesar das ferozes perseguições que sofreram durante a sua história. Muitos deles rejeitaram a conversão forçada ao islã e, apesar de terem conservado seus idiomas originais, aprenderam o árabe, e alguns deles se especializaram nesta língua.

Atualmente, vemos que a maioria dos cristãos do Oriente Médio é bastante culta e instruída, e pertence a certo nível da sociedade. Isso causa inveja e ódio, e gera um conflito entre eles e os extremistas.

E o terceiro e último motivo após o êxito da revolução islâmica de Jomeini e a queda do comunismo russo, começou o despertar político islâmico, que pretende restituir o estado islâmico mundial, como ocorria na época dos quatro califas, no início do islã.

Este despertar do islamismo político vê na contínua presença dos cristãos nos países islâmicos um obstáculo para a criação do Estado islâmico mundial. Porque, no âmbito religioso, segundo eles, os cristãos falsificaram seu credo e sua Bíblia, e por isso são considerados infiéis; se quiserem continuar morando nos países islâmicos, devem pagar o tributo, converter-se ao islã (que consideram a única verdadeira religião no mundo) ou deixar o país.

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Milhares de cristãos abandonam tudo: Casas, carros, bens, empregos…

O que acontece hoje?

No dia 10 de junho de 2014, os cristãos do Iraque receberam um ultimato por parte do Estado Islâmico (EI) ordenando os cristãos a morrer; se converter ao islamismo; pagar o imposto dos infiéis e viver sob a lei da sharia; ou deixar a cidade imediatamente. Assim iniciaram uma fuga em massa.

Segundo o Bispo copta católico de Luxor, Dom Youhannes Zakaria, alguns líderes islâmicos extremistas estão trabalhando forte para realizar o plano de esvaziar o Oriente Médio da presença dos cristãos. Mas, antes do plano de esvaziamento, vem o plano de islamização, ou seja, obrigar todos os cristãos do Oriente Médio à conversão ao islã: se não aceitarem, devem abandonar o país ou serão mortos.

O Patriarca Siro-ortodoxo, Inácio Efrém II reiterou ainda esta semana as palavras acima, acrescentando que alguns estados financiam os extremistas muçulmanos. Segundo as últimas informações da ONU, a ofensiva dos combatentes sunitas iniciada em janeiro já matou no mínimo 5.576 civis no Iraque, sendo 2.400 mortos só em junho. O número de feridos chega a 11.662 pessoas.

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Cristãos sofrendo perseguição religiosa: Morte, conversão, tributos ou fuga.

O que as autoridades estão fazendo para conter esta calamidade?

“É triste ver a indiferença do mundo inteiro diante do que o Oriente Médio está vivendo. São perseguidos porque são cristãos. São pacíficos. São inocentes. Esse é o grande escândalo. O mundo inteiro deve reagir para dar fim a estes atos e pedir àqueles que financiam esse povo – o Isis – que suspendam as ajudas militares e econômicas.” (Dom Louis Sako – Patriarca dos Caldeus no Iraque)

É duro dizer, mas fora as autoridades da Igreja… nada! Fora a imprensa cristã… nada! Agora nestes últimos dias quando a coisa começou a ficar fora do controle, vemos a mídia secular se movimentar e noticiar alguma coisa, porém lembremos que tudo isso começou antes de 2010 e sobre isso pouco se falava. Resumindo: Nada além de palavras!

O patriarca caldeu Louis Sako e todos os bispos caldeus, siro-católicos, siro-ortodoxos e armênios do norte do Iraque fizeram publicamente um apelo, após encontro realizado em Ankawa, nos arredores da capital curda Erbil. Eles pedem que o governo nacional iraquiano garanta a “tutela necessária” dos cristãos e das outras minorias do país, deem “apoio financeiro às pessoas expulsas de suas casas e que perderam tudo”, paguem “imediatamente” os salários dos funcionários, indenizem os que sofreram perdas materiais e assegurem alojamento e continuidade na prestação de serviços sociais e escolares para as famílias que terão que passar muito tempo longe de casa. Porém até onde se sabe não houve uma resposta do governo para este apelo.

No dia 23 de julho deste ano (2014), em telefonema ao patriarca dos siro-católicos Ignatius Youssef III Younan o Papa Francisco disse:

“Que vergonha o silêncio do assim chamado mundo civilizado”.

Ontem, dia 25 de julho, o Vaticano enviou para os cristãos do Iraque o valor de 30.000 euros. Este valor visa ajudar os cristãos iraquianos que foram forçados a abandonar as suas regiões de origem.

Somente agora (dia 21 de julho de 2014) o Conselho de Segurança da ONU denunciou a perseguição dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) mantêm contra as minorias no Iraque, especialmente os cristãos de Mossul, recordando que isso pode constituir um crime contra a Humanidade. Em uma declaração unânime adotada na noite de segunda-feira (21), os 15 países membros do Conselho “condenam nos termos mais enérgicos possíveis a perseguição sistemática por parte do EI e seus grupos partidários de indivíduos pertencentes a minorias e de pessoas que rejeitam a ideologia extremista do EI”. Porém nada além de palavras…

(Participe com sua assinatura ajudamos a salvar os cristãos do Iraque. Clique aqui!)

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Toda esta ação tem sido planejada há muito tempo por grupos de fundamentalistas islâmicos que apoiam a Jhirad (Guerra Santa).

O que nós temos que fazer?

1. Bom, como cristãos a primeira coisa que temos a fazer é rezar e rezar muito. Não basta apenas lembrar e ser solidário, mas assumir a causa dos irmãos rezando por eles e se colocando na presença do Senhor clamando uma intervenção dos céus sobre nossos irmãos.

2. Pensar em iniciativas que possam mostrar (e mobilizar) os cristãos do Brasil e do mundo sobre este problema, a fim de pressionar as autoridades civis para uma ação eficaz diante deste problema. Uma destas iniciativas foi feita pelo site Aleteia que propôs uma petição dirigida à ONU e à Liga Árabe, para que elas atuem rapidamente para colocar fim aos abusos do Estado Islâmico e para que encerre esta tentativa de eliminar os cristãos do Iraque. (Participe da iniciativa clicando aqui)

Agora é com você. Desculpem o texto longo e complexo, mas era necessário.
Pax Domini!

O Aborto e suas consequências psicológicas

consequencias-abortoVoltando a trabalhar a questão do aborto, estou tentando agora responder algumas questões sobre o tema. A de hoje é: O Aborto traz consequências psicológicas para a mulher que pratica?

Após um estudo feito pelo Instituto Jérôme Lejeune os especialistas chegaram a conclusão que as mulheres que abortam (ainda que de forma livre e espontânea), no geral, manifestam um estado depressivo e diversos distúrbios: culpa, perda de auto estima, depressão, impulsos suicidas, ansiedade, insônia, revolta, transtornos sexuais, pesadelos em que o bebê a odeia ou a chama…

Atualmente estas conseqüências são bem conhecidas. São identificadas como “Síndrome Pós-Aborto”. No geral, estes sintomas se agravam sempre em que a mulher encontra uma grávida, vê um bebê em um carrinho, passa diante de uma clínica ou pensa no aniversário da criança.  Enganam-se aqueles que pensam que isto é um assunto novo. Encontramos, na obra “A psicopatologia da vida cotidiana”, de Sigmund Freud, descrições sobre o assunto. Também, no livro “Além do princípio de prazer”, Freud salienta:

“Fica-se também estupefato com os resultados inesperados que se podem seguir a um aborto artificial, à morte de um filho não nascido, decidido sem remorso e sem hesitação.”

Em um estudo com 331 mulheres russas e 217 mulheres norte-americanas,19 foram encontradas os seguintes sintomas ¹:

  • 65% das mulheres norte-americanas sondadas experimentou múltiplos sintomas de desordem de stress pós-traumático, os quais atribuíam ao seu aborto.
  • 64% das mulheres norte-americanas sentiram-se pressionadas por outros a escolher o aborto, em comparação com 37% das mulheres russas.
  • De um modo geral, as mulheres referiram mais reações negativas do que positivas.
  • A reação positiva mais mencionada foi o alívio, mas apenas 7% das mulheres russas e 14% das americanas a mencionaram.
  • As mulheres norte-americanas eram mais propensas a atribuir aos seus abortos pensamentos subsequentes de suicídio (36%), um aumento de consumo de drogas e álcool (27%) problemas sexuais (24%), problemas relacionais (27%), sentimento de culpa (78%) e incapacidade de auto-perdão (24%).
  • Aproximadamente 2% das mulheres americanas atribuíram ao seu aborto uma hospitalização psiquiátrica subsequente.

No Estados Unidos, Brenda Major, professora de Psicologia na Universidade do Sul da Califórnia, em Santa Bárbara, não argumenta contra a síndrome pós-parto, porém considera que o tratamento psicológico é fundamental para a sua recuperação das mulheres que passam por algum abalo. Um outro estudo recente publicado no British Journal of Psychiatry concluiu que mulheres que fizeram aborto têm 30% mais chances e desenvolverem problemas mentais.

No entanto engana-se quem pensa que Síndrome Pós-Aborto se restringe unicamente a mulher. Ela muitas vezes acontece nos familiares ligados à mulher que praticou o aborto (marido, pais, irmãos e outros)…

1. Rue, V. M., P. K. Coleman, J. J. Rue and D. C. Reardon (2004). Induced abortion and traumatic stress: A preliminary comparison of American and Russian women. Medical Science Monitor 10(10): SR5-16.

Veja também:: A história de um pequeno ser humano… | A Odisséia da vida | Perguntas e respostas sobre os fetos e embriões à Luz da Igreja Católica |O que a Igreja Católica diz a respeito do aborto? | A violência dos métodos abortivos | A origem do Movimento abortista e da cultura de morte | O aborto como instrumento de controle demográfico | A Mãe do Aborto | Planned Parenthood: A Maior organização abortista do mundo | O que a ONU tem a ver com o aborto? | A origem dos grandes movimentos abortistas no Brasil | O aborto e a política brasileira | Integrante de organização que luta pelos direitos de afrodescendentes afirma: A PLC 03/2013 (lei do aborto) é um lixo imposto a população mais carente. | Por que para a Igreja Católica a mulher não pode escolher entre o aborto ou não? | Não tenho condições financeiras para criar um filho. Por que a Igreja não permite que eu aborte? | A menina engravida… mas e o pai? | A solidão de uma gravidez indesejada

A solidão de uma gravidez indesejada

jovem gravidaUma mulher que passa por uma gravidez indesejada e por conseguinte pode pensar em fazer um aborto, precisa antes de tudo de ajuda, carinho, amparo e orientação. “Descer a lenha” ou “soltar os cachorros” em cima da jovem que está vivendo esta situação não ajuda em nada. Ajudar é uma missão não apenas dos padres, bispos e missionários, mas de todos os católicos verdadeiramente católicos. Em uma situação assim, a mulher sente o peso do mundo em suas costas. Engravidar inesperadamente (sobretudo quando se é muito jovem e depende dos pais), na grande maioria dos casos, gera uma série de sentimentos difíceis de administrar: tristeza, solidão, angústia e desespero. Nesta hora não nos cabe julgar ou condenar a jovem pelo seu ato, mas dar apoio a ela e ao filho que já está sendo gestado.

Sei que na sociedade machista em que vivemos, muitos pais sentem a sua masculinidade afetada quando a sua filha diz que vai ser mãe solteira. Entendo que muitos pais carregam o sonho de levar a sua filha ao altar para o matrimônio, para somente depois disso pensar em neto. Mas nem sempre a vida é como queremos. A Igreja Católica Apostólica Romana por exemplo, ensina a castidade aos jovens mas também ensina o perdão acima de tudo. Condenar uma jovem neste estado é colocar em risco a vida do bebê e a estabilidade da família. Ao invés de ouvir, a jovem precisa ser ouvida, ajudada e em muitas socorrida materialmente. Além desta atitude ser a verdadeira atitude cristã, também ajuda muito a diminuir o número de abortos no Brasil e no mundo.

Depois que a situação estiver estabilizada e resolvida, é importante conversar com esta jovem para que ela reflita sobre seus atos. Mas só depois…

Conselho aos pais: Nesta hora, não pense nos seus planos e sonhos. Não pense no que os outros vão dizer. Pense apenas na sua filha e no seu neto, que precisa ser amado desde o momento da sua fecundação.

Um aborto deixa sequelas gravíssimas na vida mulher e também no seio da família. Para evitar isso, o diálogo é fundamental. A família que passa por uma situação assim, em caso de dificuldade em conversar pode pedir a ajuda profissional de um psicólogo, um sacerdote ou até da pastoral familiar, que podem servir de mediadores para este diálogo tantas vezes complexo.

Portanto se você mulher está passando por uma gravidez não desejada, não viva tudo isso sozinha. Não se isole do mundo! Não procure opiniões de pessoas despreparadas! É importante ter amigos, mas é essencial falar disso com quem tem uma bagagem profissional e até mesmo espiritual para lhe ajudar. Saia do isolamento e busque pessoas disponíveis para te escutar, acompanhar e ajudar.

Dominus Vobiscum

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A menina engravida… mas e o pai?

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Na questão do aborto, é muito comum a mulher ser bombardeada com diversos tipos de cobrança. Mas existe um outro viés na história que precisa ser considerado: o pai da criança.

A notícia de uma gravidez pode ser recebida de uma forma positiva ou negativa por parte dos interessados. Quando ambos (o pai e a mãe) se alegram pela criança que vem ao mundo, a gravidez é uma festa e não precisamos traçar grandes considerações a respeito. O grande problema se dá quando uma das partes recebe a notícia como algo negativo.

Não é raro, jovens grávidas se sentirem obrigadas a abortar por que o rapaz que se disse homem para levar a mulher para a cama (ignorando o conselho da Igreja de viver a castidade), não é homem de fato quando precisa assumir a responsabilidade pelos seus atos. Para muitos (irresponsáveis diga-se de passagem), é muito mais fácil comprar um remédio abortivo do que assumir a missão de ser pai. É importante dizer a uma mulher que vive uma situação como esta, que alguém que deseja tirar a vida do seu próprio filho para se isentar das suas responsabilidades, dificilmente poderá entender e viver uma relação baseada no verdadeiro amor e na doação. É lógico que sempre existe a possibilidade do perdão e do arrependimento. Mas enquanto o rapaz viver esta relação egoísta e irresponsável consigo, com os outros e com o mundo, não conseguirá amar e se doar. Hoje a mulher que se decide a ter um filho em uma situação assim, se não me engano, encontra amparo legal para conseguir provar a paternidade e consequentemente querendo ou não, este homem terá responsabilidades legais com esta criança. Lute pelos direitos do seu filho ao invés de matá-lo! Quem deseja abortar seu filho tem índole assassina, pois deseja a morte, não medindo esforços para que isto aconteça. Dar ouvidos a uma criatura assim não é amor!

Por outro lado, existem muitos casos onde a mulher deseja o aborto ao contrário do pai da criança. Ora, o homem tem tanta responsabilidade desta gravidez quanto a mulher. O filho é de ambos. É carne da carne dos dois. Por que a mulher teria primazia sobre a criança? Se a mulher não tem o direito de abortar (pois é crime), muito menos de fazê-lo escondendo o fato do pai. Conheci quando morava em Cuiabá, um rapaz que tinha vivido uma situação assim: por medo dos pais, a moça abortou sem avisar, sem explicar. Ele que tanto desejava ser pai e constituir família com aquela moça, passou um bom tempo se lamentando e sofrendo pelo acontecido. Era de fato uma tristeza de luto! É lógico que aquele relacionamento se desfez e o trauma perdura até hoje na vida de ambos.

Ser pai é um presente, um dom. É uma maravilha chegar em casa e ser recebido por aquela criatura, cheia de alegria, de vida, de energia… e perguntas. Se você recebeu a notícia da paternidade, por favor, alegre-se e entre de cabeça nesta aventura. Seja qual for a situação, ser pai é sempre uma benção de Deus e logo você perceberá que maravilha é ter um filho. É uma opção sua ser um pai responsável ou um assassino irresponsável. Esperamos e rezamos com toda força do nosso coração que você escolha a primeira opção.

E não é demais lembrar: Se você está vivendo uma situação de pensar ou não em abortar, pense muito bem. Antes da sua decisão, procure o padre da sua paróquia (independente de você ser católico/a ou não) e peça um aconselhamento. Na impossibilidade do sacerdote, procure a Pastoral Familiar da paróquia. Certamente eles te darão uma excelente assessoria.

Dominus Vobiscum

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Não tenho condições financeiras para criar um filho. Por que a Igreja não permite que eu aborte?

mulher-gravidaA Igreja Católica sabe que no nosso país (e em outras populações mais carentes que a nossa), muitas famílias que engravidam não tem condições financeiras para “sustentar” mais uma boca. Por isso mesmo, ela encara o desafio (através de seus movimentos e pastorais) de ajudar de alguma forma estas famílias. Os problemas materiais e financeiros de uma mulher não podem ser motivos para que as mesmas cometam um assassinato. Nesta hora eu me pergunto: Qual o valor de uma vida?

Existe uma máxima popular que diz: “É melhor um filho que vem do que outro que vai”. Conheço inúmeros casos de pessoas que nasceram de forma indesejada pelos pais, e que hoje são “arrimos de família”. Justamente aquele que não era quisto é quem mantém financeiramente os pais, e às vezes até mora com eles e os assistem em todas as suas necessidades.

A melhor maneira de ajudar uma mulher em dificuldade não é incentivar a mulher a cometer um aborto, mas sim ajudá-la a resolver suas dificuldades materiais. E ai é um papel de todos nós: igrejas, movimentos e sociedade de uma forma em geral. Veja aqui um excelente exemplo de políticas públicas usadas para defender a vida.

E se depois de tudo isto a mulher ainda não quiser, ou não puder criar a criança, a adoção sempre será uma opção. Existem muitos lares que acolhem crianças e ajudam as mesmas a encontrar novas famílias.

Volto a repetir: Se você está vivendo uma situação de pensar ou não em abortar, pense muito bem. Antes da sua decisão, procure o padre da sua paróquia (independente de você ser católico/a ou não) e peça um aconselhamento. Na impossibilidade do sacerdote, procure a Pastoral Familiar da paróquia. Certamente eles te darão uma excelente assessoria.

Pax Domini

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Rússia: 300 mil abortos a menos graças a um excelente trabalho de políticas públicas

Aborto Rússia

Enquanto o partido da Presidente do Brasil luta para legalizar o aborto, alguns países embarcam na onda contrária. A Rússia por exemplo (que saiu de um regime socialista) é um destes países. E o seu esforço começa a dar resultados. Em 2012, o número de abortos na Rússia foi de 935 000, 300 000 abortos a menos que em 2008, conforme informou a diretora do departamento materno-infantil do Ministério de Sanidade Russo, Elena Baibárina, citada pela agência de notícias RIA Novosti. A notícia você confere aqui.

“O número de abortos diminuiu... Enquanto em 2008 se praticaram 1.236.000 abortos, em 2012 a cifra foi de 935.000″, ou seja, em 2008 foram praticados 73,1 abortos por cada 100 crianças nascidas vivas, o número reduziu até 49,7 em 2012″. (Elena Baibárina – Membro do Ministério de Sanidade Russo)

É verdade que o número ainda é muito elevado, mas já existem motivos para se comemorar (300.000 vidas salvas é muita coisa). É bom lembrar que o aborto agrava o problema de esterilidade que existe não apenas na Rússia, mas em toda Europa. A Rússia intensificou a luta contra o aborto ampliando os programas de ajuda para as mulheres que se encontram em uma situação crítica. Nestes programas existem profissionais para dar amparo psicológico a família e para ajudar em outras necessidades, específicas a cada realidade. Para isso foram criados os chamados centros e despachos de ajuda psicológica e social em diversos pontos do país. E sabe o que é bacana? É ver a alegria da diretora ao dizer:

 “A maioria das mulheres assistidas, decidem finalmente não interromper a gravidez (abortar)”. (Elena Baibárina – Membro do Ministério de Sanidade Russo)

Quem dera se tivéssemos um Governo interessado em salvar vidas ao invés de matar… Sonho meu? Quem sabe nas próximas eleições…

Pax Domini

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Por que para a Igreja Católica a mulher não pode escolher entre o aborto ou não?

gravidaA pergunta é polêmica e alvo de todo tipo de acusação por parte dos movimentos abortistas espalhados no mundo. Aliás, este tipo de mentalidade é largamente difundido pelos movimentos abortistas: A mulher é dona de seu corpo e deve optar pela “interrupção da gravidez” ou não. A Igreja Católica entende que o problema é complexo mas afirma que para uma pergunta difícil, não existe resposta fácil. Assim como o câncer não se cura com uma aspirina, um problema sério como uma gravidez indesejada não se resolve com um aborto.

Como já foi dito em textos anteriores, a Igreja entende que a vida começa na fecundação. Portanto como a Igreja Católica defende a vida, ela entende que é incoerente defender a morte de um embrião ainda que seja no seu primeiro dia. Lembre-se que a Igreja Católica não diferencia um ser humano adulto de um embrião, pois todos são seres humanos. Um aborto é um assassinato de uma vida na situação mais frágil.

Além do mais, ao abortar um filho a mãe ou o pai escolhem para ele a morte e uma dolorosa e indelével lembrança. Ainda que a “lei” lhe permita fazer isso, a escolha  entre matar seu filho no ventre materno gera um trauma que normalmente perdura por anos. Conheci muitas mulheres que fizeram abortos e que quando veem uma mãe com o bebê no colo ou em um carrinho, se recordam dolorosamente do aborto feito, ainda que há décadas. Outras mulheres, choram amargamente todos os anos no dia em que realizaram o aborto, como se fosse o aniversário de morte daquela criança que não chegou a existir. A Igreja Católica afirma que ninguém tem direito a manipular a vida e o que juridicamente legal, nem sempre é moral. 

É importante dizer que a Igreja Católica sempre se coloca a disposição de casais (casados ou não) para ajudá-los diante desta escolha. Se você está vivendo este drama, procure o padre da sua paróquia (independente de você ser católico/a ou não) e peça um aconselhamento. Na impossibilidade do sacerdote, procure a Pastoral Familiar da paróquia. Certamente eles te darão uma excelente assessoria.

Sei que muitas pessoas tem perguntas para fazer sobre o tema. Com o tempo estarei respondendo a elas.

Pax Domini

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Integrante de organização que luta pelos direitos de afrodescendentes afirma: A PLC 03/2013 (lei do aborto) é um lixo imposto a população mais carente.

niltonNilton Nascimento (favor não confundir com o cantor de MPB) é jornalista e membro da organização Negro em Movimento – organização brasileira de atuação global, sem vinculação político-partidária ou religiosa que atua de forma suprapartidária e ecumênica, buscando inspirar as pessoas a mudarem as atitudes e comportamentos em relação à questão da racialização social do Brasil. Traduzindo em miúdos, é um ativista que luta com a opressão do racismo no Brasil (que ainda existe e não é pouco). A sua luta é assegurar a igualdade econômica, política, social e educacional dos cidadãos negros do Brasil e para eliminar o preconceito e a discriminação racial através dos processos democráticos.

Hoje recebi um texto de sua autoria publicado no jornal digital “A Tarde” da Bahia na coluna opinião e devo dizer que o texto muito me alegrou e por isso peço a permissão (tanto do jornal como do autor) para reproduzir parte dele, pelo simples fato dele traduzir de forma clara (mais transparente impossível) o que a PLC 03/2013 representa para o Brasil (para ver o texto na íntegra, clique aqui). Além disso, me chamou a atenção em ver alguém de um movimento que luta pelo direito dos afrodescendentes criticar uma ação do todo poderoso PT. No geral (não pensem que é preconceito), as grandes organizações de defesa do negro tem muito vínculo com o partido da presidente Dilma e dificilmente criticam uma ação petista. Peço que leiam com atenção o texto para perceber a cilada em que entramos. Além do mais é bom ver que não são apenas os cristãos que se opõem a lei.

Voltemos. No texto ele afirma que a PLC 03/2013 foi uma das votações mais estranhas da história do Legislativo Brasileiro. Dai em diante peço permissão para mostrar aqui o texto do jornalista (os grifos são meus):

… A armação bem-sucedida partiu do próprio Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, a pretexto de fazer uma homenagem à mulher no seu dia, 8 de março, propôs ao Presidente da Câmara, Henrique Alves, a urgência para um projeto que, nominalmente, tratava do atendimento prioritário nos hospitais à mulher vítima de violência sexual, conquanto evitasse, propositalmente, mencionar a palavra aborto. Sob esta forma, o projeto tramitou em um regime de urgência conscientemente planejado para que os parlamentares, inclusive os que são veementemente contrários ao aborto, não pudessem perceber o verdadeiro alcance da proposta, senão depois de definitivamente aprovado.

O projeto diz que todos os hospitais – sem que aí seja feita nenhuma distinção ou limitação – “devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”.

Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido da mulher, não podendo ser agendado para uma data posterior; atendimento integral significa que nenhum aspecto deve ser omitido, o que se subentende que, se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto considerados legais, via os serviços hospitalares de assistência social. De forma sumária, o projeto não contempla a possibilidade de qualquer objeção de consciência de parte dos profissionais atendentes.

O artigo 2º define que, para efeitos desta lei, “violência sexual é qualquer forma de atividade sexual não consentida”. Basta, então, a declaração da mulher de que ela não consentiu na relação para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se estiver grávida, possa exigir a realização de um aborto, sem que seja necessária a comprovação da agressão por exame de corpo de delito. Com a lei, não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Basta apenas a palavra da mulher e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário.

Sem querer ser alarmista e o sendo na medida da necessidade, o aborto, vendido como “direito sexual reprodutivo” da mulher pelo Estado brasileiro e pela indústria farmacêutica, é mais um lixo que o capitalismo internacional impõe às populações. Recomendado pelos manuais de fundações internacionais, a exemplo da IWHC e Fundação Ford, e pela ONU, que dão dinheiro às ONGs feministas, o aborto faz parte do propósito capitalista de individualização social que transformou a mulher em coisa e em objeto de consumo, a seu serviço. A situação chega a extremos no Brasil, onde se assiste às aberrações femininas e midiáticas das mulheres fruta: mulher melancia… mulher abacate… mulher morango…, etc.

Vem daí que o aborto é útil e necessário para liberar a mulher de compromissos tradicionais como a maternidade e a família. Não há mais lugar para cuidados com filhos em uma sociedade de indivíduos, sem valores humanistas, voltada apenas para fazer dinheiro para satisfazer a grande pança insaciável do deus Mercado. É este o propósito do PLC 03/2013 e do seu legal corolário baiano.

Volto a dizer que é interessante o texto para que se perceba que esta luta não apenas dos cristãos, mas de todos que tem bom senso e que não idolatram o governo petista. Sinceramente falando, não conheço as bases do Negro em Movimento. Pode ser que nas suas lutas existam valores consonantes e dissonantes da fé católica (não cheguei a ver o site do movimento por inteiro). Mas é importante saber a luta em defesa da vida é uma luta de todos os brasileiros, sejam eles católicos ou não.

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O aborto e a política brasileira

dilmaplc32013Recentemente o Brasil aprovou a Lei PLC 3/2013, agora Lei 12.845/2013 uma lei chamada de Cavalo de Tróia, pois não visa apenas cuidar da saúde da mulher, mas “abrir uma enorme brecha” jurídica para a descriminalização do aborto no Brasil. A brecha é tão grande que já se fala em descriminalização do aborto de forma prática. Em um passado recente, é importante recordar que na Campanha Eleitoral de 2010 a então candidata Dilma Roussef havia se comprometido a, se eleita, não aprovar nada que fosse relativo ao aborto e graças a esta promessa ela ganhou a eleição, pois como se sabe, o Brasil é um país laico, mas que em uma maioria professa a fé cristã, sendo a sua população totalmente contrária ao aborto (estima-se cerca de 82% dos brasileiros).

A luta contra a descriminalização do aborto não é apenas religiosa, mas sobretudo política, ideológica e econômica. Mas para você entender esta afirmação, vamos recorrer a história do Brasil em sua época mais negra.

De 31 de março de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves) vivemos a Ditadura Militar. O pais passou por um governo duro que cassava os direitos políticos dos seus opositores, repreendia os movimentos sociais e manifestações de oposição, censurava os meios de comunicação e artistas (músicos, atores, artistas plásticos), enfrentava duramente os movimentos de guerrilha e torturava os opositores ao regime. Não quero entrar aqui no mérito do regime político, até porque quase a totalidade da população brasileira (no qual me incluo) vê esta fase da história como um período triste e lamentável. Porém aqui começa a nascer uma fusão: A união dos movimentos de oposição contra a ditadura militar.

Neste período aliás surge a denominação “movimentos de esquerda”. Os mais antigos hão de se lembrar que antigamente na escola, todos eram obrigados a escrever com a mão direita, e sofriam castigos se desejassem ser “canhotos”. Por isso todo movimento considerado inimigo da ditadura era um movimento de esquerda e incluíam-se entre eles: movimentos sindicalistas, partidos comunistas, partidos socialistas, movimentos e partidos democráticos, movimentos e partidos anarquistas, movimentos de emancipação da mulher e muitos outros. Aqui misturou-se bons movimentos com maus movimentos, boas ideias com más ideias, boas ideologias com ideologias pífias. Foi aqui que o doce passou do ponto.

Ora você certamente conhece esta máxima: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Portanto em um dado momento da história, era mais do que natural que todos estes movimentos se unissem e as ideias se misturassem. E foi ai, nesta confusão de ideias de oposição que a ideologia de controle demográfico se fundiu com a noção feminista de decidir pela gravidez ou não e tantas outras ideias.

Hoje por exemplo, temos o PT – Partido dos Trabalhadores – no poder. Este surgiu da força de movimentos sindicais e traz em seus estatutos a defesa do direito da mulher (forma disfarçada de apoiar o aborto) tanto que desde que colocou no poder o Sr. Luís Inácio “Lula” da Silva, o partido deu sinais claros disso.

O PT, “fechou posição quanto à legalização do aborto ao longo do debate interno para a Constituinte, em 1987”.  Dentro do PT, “a defesa do direito ao aborto legal e seguro é uma bandeira histórica do movimento de mulheres, e portanto, das mulheres petistas, organizadas no setorial nos diversos níveis, e dos movimentos sociais. A CUT, particularmente, aprovou no seu 3º Congresso, em 1991, a defesa da legalização do aborto”.

Ademais, “ao reafirmar o socialismo petista [no III Congresso], o PT se reconcilia também com sua formulação da correlação intrínseca entre feminismo e socialismo. O PT, desde sua fundação, incorporou o feminismo como elemento fundamental de transformação da sociedade, isto porque a luta feminista desafia as estruturas do capitalismo, que oprime as mulheres nas diversas dimensões da vida social, política, econômica e cultural”.

Veja os dados abaixo:

  • 2004, o então presidente Lula assinou de próprio punho o PLANO NACIONAL DE POLÍTICA PARA AS MULHERES, onde continha como prioridade nº 3.6, envolver o poder executivo, legislativo e judiciário a fim de despenalizar o aborto. A então Ministra Nilcéia Freire revelou a conversa pessoal dela com Lula a adesão pessoal do presidente e do Partido dele pela legalização do aborto;
  • Abril de 2005 o governo Lula comprometeu-se com a ONU, em legalizar o aborto no Brasil. Registrado no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº45);
  • Maio de 2005 a comissão da Secretaria para a Política das Mulheres do Governo Lula, após seminário com grupos pró-aborto da ONU, começou a defender não só a legalização do aborto, mas a própria inconstitucionalidade de qualquer criminalização do aborto;
  • Agosto de 2005, o governo reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher. Entregou ao comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento que confirma a declaração.
  • Setembro de 2005, o governo apresentou ao Congresso o Projeto de Lei 1135/91 de autoria do Dep. José Genoíno – PT, que propunha descriminalizar o aborto até o 9º mês de gestação e por qualquer motivo.
  • Abril de 2006, a discriminação do aborto foi oficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governo para o segundo mandato do Presidente Lula. O documento intitulado “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo” foi oficialmente aprovado pelo PT e contém em seu texto: “…o Governo Federal se empenhará na agenda legislativa que contemple a descriminalização do aborto.”
  • Setembro de 2006, quatro dias antes do primeiro turno das eleições, em exatamente, 27 de Setembro, o próprio Presidente Lula incluiu o aborto em seu programa pessoal de governo para o segundo mandato e se compromete em legalizar o aborto no documento intitulado: “Lula Presidente: Compromisso com as mulheres, Programa Setorial de Mulheres 2007-2010”
  • Setembro de 2007, No 3º Congresso Nacional do PT, no documento intitulado: “Por um Brasil de Mulheres e Homens livres e iguais”, o Partido assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público, como programa do Partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir a causa como programa.
  • Outubro de 2007A então Ministra Dilma Roussef, em entrevista gravada em vídeo para Folha de São Paulo afirma ser um absurdo que no Brasil ainda não haja a descriminalização do aborto.
  • Em Setembro de 2009 o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto.
  • Com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo Lula emplacou o discurso: “legalizar o aborto é questão de saúde pública.”
  • Fevereiro de 2010 o Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula e a então Ministra Dilma Rousseff, firmaram oficialmente, com assinaturas de próprio punho, o apoio incondicional ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, a união civil homossexual, entre outros.
  • junho de 2010 o PT e os aliados boicotaram a criação da CPI do Aborto que investigaria as origens dos financiamentos por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil. Por temerem ser revelado o financiamento das fundações internacionais que investem para que o aborto seja legalizado no Brasil, entre elas a Fundação Ford, Fundação Rockfeller, Fundação MacArthur, e muitas outras que já citamos aqui no blog Dominus Vobiscum.
  • O partido do governo não respeitou a própria constituição do país que declara o direito de todos à vida, não respeitou o Pacto de São José da Costa Rica do qual é signatário, onde se confirma a vida começando na concepção. (obs: O pacto de São José da Costa Rica é um pacto internacional, compromisso acima das leis nacionais, ficando abaixo apenas da Constituição Federal)
  • Em Julho de 2010, exatamente dia 16, o governo Lula assinou um documento chamado “Consenso de Brasília” que propõe a liberação completa do aborto para todos os governos da América Latina.
  • Fevereiro de 2010 – A Presidente Dilma Roussef coloca Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto, como Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres; ela que revelou ter feito – inclusive – um curso fora do país de abortamento por sucção.

Aqui vale uma observação: O PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira –  hoje não pode e não quer ser considerado um partido de direita, mas de centro-esquerda. O “S” de sua sigla equivale a palavra “Social” que coloca de forma clara, suas raízes vinculadas ao socialismo e portanto é um partido socialista moderado. Também entre os seus existe o desejo da descriminalização do aborto, mas este (pelo que me consta) não está exposto de forma tão partidária, apenas de modo individual de cada membro do partido. Foi o Ministro José Serra no governo de Fernando Henrique Cardoso quem protagonizou uma enorme mancha na saúde pública, assinando a norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez, além da venda e do uso livre da “pílula do dia seguinte”. Portanto seria ingenuidade de nossa parte dizer que a melhor opção para conter a empreitada petista pró-aborto seria o PSDB. Um erro grave por sinal!

Infelizmente não tive acesso a um histórico tão completo do PSDB e de outros partidos quanto tive do PT, porém se algum leitor tiver estes dados em mãos, ficarei muito feliz em mostrar. Mas como se vê aqui, a polêmica que envolve o aborto não é meramente religiosa, mas ligada a lobbys de organizações internacionais e questões políticas. E fica o aviso: Cuidado com partidos que trazem o termo “Social”, “Socialista” ou “Comunista” em sua sigla, ou em suas ideologias. Provavelmente existe em seus fundamentos o desejo de descriminalização do aborto em suas metas.

Pax Domini

Fontes de pesquisa (internet): Blog do TibaMovimento endireitarBrasil MedicinaPortal Zenit de Notícias.
Referência Bibliográfica: [1] “CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA NO BRASIL –Como foi planejada a introdução da cultura da morte no país” – Elaborado pela Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Guarulhos, pela Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, ambas compondo a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul -1 da CNBB. // [2] “O Aborto e sua legalização”, elaborado pela presidente do movimento Pró-Vida Família, Prof. Humberto L. Vieira, ex-consultor da OMS (Organização Mundial da Saúde), consultor legislativo do Senado Federal e membro vitalício e consultor da Pontifícia Academia para a Vida, nomeado por João Paulo II. // [3] “Ubi PT, Ibi abortus” de Padre Luiz Carlos Lodi, Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

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