Ouça: Programa Dominus Vobiscum nº07 | A importância da confissão| 2016

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas feiras às 20h00m na Webradio Coração de Mãe: Um programa leve, com música, espiritualidade e catequese. No sétimo programa (o terceiro temático preparado para a Quaresma), vamos conversar sobre a necessidade do silêncio interior. Cantam neste programa: Banda Dom, Nando Mendes,  Laércio Oliveira, Anjos de Resgate e muito mais.

:: Leia também >> Exame de consciência para confissão

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Ouça: Programa Dominus Vobiscum nº06 | Silêncio Interior| 2016

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas feiras às 20h00m na Webradio Coração de Mãe: Um programa leve, com música, espiritualidade e catequese. No sexto programa (o segundo temático preparado para a Quaresma), vamos conversar sobre a necessidade do silêncio interior. Cantam neste programa: Ir. Kelly Patrícia, Ministério Toca de Assis, Paulão e Lu, Martin Valverde, Monsenhor Jonas Abib e muito mais!

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Ouça: Programa Dominus Vobiscum nº05 | Conversão, penitência e jejum |2016

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas feiras às 20h00m na Webradio Coração de Mãe: Um programa leve, com música, espiritualidade e catequese. No quinto programa vamos conversar sobre conversão, penitência e jejum, mas sem perder a descontração a alegria e muita felicidade. Cantam neste programa: Flavinho e Dunga, Banda Filhos de Davi, Ítalo Villar, Marcelo Franco, Comunidade Shalom, Monsenhor Jonas Abib e muito mais!

Ouça: Programa Dominus Vobiscum nº04 |2016

O programa Dominus Vobiscum é exibido todas as segundas feiras às 20h00m na Webradio Coração de Mãe: Um programa leve, com música, espiritualidade e catequese. No quarto programa falaremos sobre qual o melhor caminho para encontrar a Deus, responderemos dúvidas dos internautas e rezaremos o Terço pelas almas que se encontram no purgatório. Cantam neste programa: Alexandre Soul, Adriana,  Banda Shemah, Izaías, Celina Borges e muito mais!

Programa Dominus Vobiscum: Deus é Luz. Ouça!

Olá pessoal! Já está no ar o segundo programa Dominus Vobiscum. E nesta semana vamos conversar sobre isso, falando a importância de estar na Luz de Deus e de ser luz na vida dos nossos irmãos. Cantando para nós Rodrigo Grecco, Martin Valverde, Anjos de Resgate, Adriana e muita música bacana para você ouvir enquanto trabalha, estuda ou navega na internet. Ouça agora!

Dominus Vobiscum

Formação para músicos: Que músicas escolher para o canto de entrada?

O Canto de entrada é o primeiro canto da Celebração Eucarística. Na minha opinião é um dos cantos mais difíceis para escolhermos, se levarmos em consideração que cada missa tem leituras particulares, coisa que este canto deve considerar. Mas antes de falarmos dos critérios para a escolha de um bom canto de entrada, é preciso entender porque cantamos neste momento.

Em primeiro lugar, é preciso que você saiba que este canto não é “obrigatório” dentro do rito, mas acompanha a procissão de entrada (entrada do sacerdote, ministros, acólitos, etc). Ele pode (sem problema algum) ser suprimido, ou seja, não cantado. Neste caso usamos a antífona de entrada que pode ser recitada pelos fiéis, ou pelo sacerdote que pode adaptá-lo a modo de exortação inicial. (IGMR 47-48). Repito: O importante não é o canto, mas a procissão da entrada.

É preciso entender que a procissão de entrada quer nos mostrar em cada missa que Deus caminha ao nosso encontro: esse é o real sentido da procissão de entrada. Em diversas passagens bíblicas diversas vemos o povo de Deus caminhando, seja em busca da terra prometida, seja em busca da libertação, seja a caminho de Jerusalém, seja ao encontro de Jesus.

Por isso neste momento a assembleia deve ficar de pé, aclamando a Cristo na presença do sacerdote, que vem ao nosso encontro, com toda sua majestade, seu poder e sua autoridade, para celebrarmos juntos os mistérios do sacrifício da missa.

É importante que se diga: Quem preside o ato litúrgico é o próprio Cristo, que se une a nós e se oferece a si mesmo e ao Pai em nosso favor. O sacerdote, quando se veste para celebrar a missa, já não está ali, mas o próprio Cristo! Mesmo o padre sendo um pecador, mesmo você tendo dificuldades com o seu sacerdote, não importa! É o próprio Cristo quem celebra a missa! Cristo faz do padre um instrumento: independente de suas limitações, independente do seu estado físico e espiritual, é o poder de Deus que vem até nós e nos faz conduzir ao Pai.

Quando o povo já está reunido, enquanto o sacerdote faz o seu ingresso com os ministros, se inicia o canto de entrada. A função própria deste canto é de dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos, introduzir o seu espírito no mistério do tempo, litúrgico ou da festividade e acompanhar a procissão de entrada (Instrução Geral Missal Romano 25).

Segundo a Instrução Geral do Missal Romano, a finalidade do canto de entrada é:

– Abrir a celebração;
– Promover a união da assembleia;
– Nos introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros.

Ou seja:

O canto de entrada (ou de abertura) possui a finalidade de unir a assembleia e introduzi-la no mistério que será celebrado, de acordo com a liturgia do dia. Portanto os animadores litúrgicos tem a missão primeira de estimular a participação dos fiéis.

Agora vem a célebre pergunta: E quais os critérios que devemos ter para escolher o canto de entrada?

As regras básicas são:

– Cantar a antífona com seu salmo (Gradual Romano ou do Gradual simples) – Esta é uma prática pouco comum entre os católicos hoje, porém é belíssimo quando o vemos;

– Escolher outro canto condizente com a ação sagrada e com o tempo litúrgico, e cujo texto tenha sido aprovado pela conferência dos bispos. – É justamente aqui que mora o perigo! Embora esta prática seja a mais comum entre os animadores litúrgicos, é normal encontrarmos em algumas paróquias erros e até abusos, onde os músicos usam critérios equivocados para escolher as músicas.

Se você vai escolher um canto de entrada para a celebração em que vai tocar ou cantar, esteja atento (a) a alguns detalhes:

1. Saiba em que tempo litúrgico você está. Por exemplo: no tempo pascal deve-se cantar a ressurreição; no tempo do natal deve-se cantar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo; no advento cantemos sobre a expectativa da espera da vinda do Salvador; já na quaresma cantemos sobre penitência e mudança de vida…

2. Leia antecipadamente as leituras do dia. Veja o salmo e TODAS AS ANTÍFONAS: O canto nos introduz no mistério do tempo, do dia ou da festa? Quais são as suas ligações com a Liturgia da Palavra do dia? É preciso que você saiba que Deus não nos fala apenas nas leituras e na homilia, mas também em todas as antífonas. Um bom animador litúrgico precisa conhecer todos os momentos em que Deus nos fala.

3. O canto de entrada deve ser um canto que expressa a alegria de estarmos reunidos para celebrar os mistérios de nossa salvação.  Veja que estamos falando de alegria, não de algazarra. Alegria é uma coisa. Bagunça e algazarra é oura coisa. Somos comunidade e precisamos viver este momento juntos. Não podemos escolher um canto especialmente para jovens só porque é a “missa dos jovens”, ou uma música mais antiga só porque é a missa onde tem mais idosos. 

4. Não podemos escolher a música da moda, a música que “galera pede” e muito menos a música que vai “agitar o povão”. Lembre-se: Missa é missa, show é show, grupo é grupo e pastoral é pastoral. Existem músicas de são perfeitamente adequadas para serem usadas na procissão de entrada mas são mais lentas. Canto de entrada não é pra “botar pra quebrar”… Lembre-se disso!

Como proceder?

O Canto de entrada deve durar até o beijo do celebrante no altar. É um canto de movimento, deve expressar a marcha do povo de Deus, deve ser um canto com ritmo cadenciado para acompanhar os passos da procissão. Quantos sacerdotes não reclamam (e com razão) que ficaram esperando o ministério tocar para dar seguimento a Celebração Eucarística?

O animador precisa cantar atento ao que acontece no altar. Não deve cantar de olhos fechados ou simplesmente achando, “que é hora do show”. É preciso bom senso.

Penso que seguindo estas dicas, o animador litúrgico não erra. Sei que muitos conhecem estas regras e muitos que erram por desconhecerem estas instruções. Mas agora fica a dica: Reúna-se com a sua equipe de animação litúrgica e conversem sobre isso, separando cânticos apropriados para a entrada da Santa Missa. Um bom repertório é essencial!

Até a próxima!
Pax Domini

Veja também: Você sabe a diferença entre uma música litúrgica e uma música religiosa? | Ao cantar na missa qual a minha postura com relação as palmas?|Guitarras e bateria na missa? Dicas importantes para minimizar as reclamações e participar bem da liturgia

Formação para músicos: Guitarras e bateria na missa? Dicas importantes para minimizar as reclamações e participar bem da liturgia

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O órgão ainda é o instrumento mais apropriado para tocar na Santa Missa. Mas onde encontrar um organista hoje em dia? Complicado viu!

Hoje o uso de instrumentos como violão, contrabaixo, guitarra e bateria são comuns nas missas das diversas paróquias espalhadas no Brasil. Porém há alguns anos atrás, isto não era tão natural assim. O instrumento mais presente da Igreja era o órgão, e os cantos eram apenas em latim. De lá para cá o uso destes instrumentos foi aos poucos se espalhando, agradando a uns e desagradando a outros. Mas e ai?

Chegamos a outra polêmica que na minha opinião está longe do fim. Os mais conservadores querem a extinção destes instrumentos e os mais “moderninhos” amam isso nas missas. A situação é complexa. Eu particularmente tenho a minha opinião. Perguntei a muitos sacerdotes a respeito do que penso. O que vou escrever aqui a minha opinião mostrando obviamente os meus argumentos. Como animador litúrgico eu tenho um pensamento que se não resolve a polêmica, poderia ajudar e muito na estrita convivência entre os que gostam ou não de tais instrumentos na eucaristia.

A Igreja criou um documento chamado Sacrossantum Conciluim, que trata da Sagrada Liturgia. Somente para explanar meu pensamento, vou citar apenas um dos parágrafos, depois leiam o texto. Será de grande valia para todos.

Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimônias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.

Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis. (Sacrossantum Conciluim § 120)

Este documento reconhece em primazia como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano e o uso do órgão como instrumento mor da liturgia. Porém também reconhece a necessidade da participação ativa dos fiéis na liturgia, e permite o uso de outros instrumentos (sem citar nenhum além do órgão) de acordo com a cultura do local para a edificação dos fiéis. Apesar de tudo, o documento deixa claro que a liturgia deve se adaptar à realidade cultural de cada diocese, estimulando, inclusive, a criação de cantos populares para uso em ações litúrgicas, e deixa a critério do bispo (a autoridade episcopal territorial) o julgamento da conveniência de instrumentos e cânticos.

Então no meu entender (e aqui cabe a minha interpretação ok?) não existe nada explicitamente claro dizendo este ou aquele instrumento é proibido. O problema está no uso que fazemos dos instrumentos.

Talvez alguns mais interessados em estudar os documentos da Igreja apresentem o documento de São Pio X, no motu próprio Tra le solicitudine – sobre música Sacra – dizendo que se proíbem este ou aquele instrumento. Tudo bem, mas no mesmo documento diz:

Posto que a música própria da Igreja é a música meramente vocal, contudo também se permite a música com acompanhamento de órgão. Nalgum caso particular, com as convenientes cautelas, poderão admitir-se outros instrumentos nunca sem o consentimento especial do Ordinário, conforme as prescrições do Caeremoniale Episcoporum. (Tra le solicitudine § 15)

É verdade que o documento chega a citar uma proibição para piano, instrumentos fragorosos, tambor, bombo, pratos e campainhas. Porém é preciso pensar no contexto da época. Naquele tempo esta era uma preocupação para que a música que era meramente vocal, não fosse sufocada pelo som dos instrumentos (é preciso lembrar que naquele tempo não havia microfones, aparelhos sonoros… era tudo na base da goela mesmo). E mesmo assim, houveram casos onde a percussão se mostrou solene. Ouça o Requiem, de Verdi. Ouça a Missa Solemnis, de Beethoven. São obras feitas para momentos litúrgicos, que têm bumbos, tímpanos, pratos… E são só dois exemplos num vasto universo.

Outro ponto interessante é que São Pio X cita o Caeremoniale Episcoporum. É importante dizer que o Concílio Ecumênico Vaticano II mandou reformar todos os ritos e livros sagrados, tornando-se por isso necessário refundir integralmente e editar em novos moldes o Cerimonial dos Bispos. Ele diz entre outras coisas:

Todos aqueles que têm um papel especial a desempenhar no que respeita ao canto e à música sacra, seja o regente do coro, sejam os cantores, seja o organista, ou outras quaisquer pessoas, observem cuidadosamente as normas prescritas para essas funções, insertas nos livros litúrgicos e noutros documentos publicados pela Sé Apostólica. ( Caeremoniale Episcoporum § 39)

Estou dizendo isto não para entrar na polêmica (sim eu já sei que você que é tradicionalista ou sedevacantista talvez já esteja pensando em me escrever um comentário do tamanho do mundo. Mas calma…). O que eu quero é mostrar que enquanto a Igreja não falar claramente sobre o assunto como fez com relação ao Rito da Paz, a polêmica continuará e sinceramente não tem ninguém no mundo que faça o quadro mudar. Até na JMJ2013, a missa foi tocada com instrumentos normais e não vi ninguém enchendo as “paciência” por causa disso. Porém…

Há de se reconhecer que muitos não que gostam destes instrumentos na missa, tem lá uma certa razão, não pelos instrumentos em si, mas sobretudo em virtude dos que usam os instrumentos: os músicos!

tocar guitarra

Um dos grandes problemas com relação a outros instrumentos senão o órgão é a falta de simancol de certos músicos (não de todos ok?). Missa não é show!

Gente, é como eu sempre digo: Missa é missa, grupo de oração é grupo de oração, pastoral é pastoral, show é show. Se você se propõe a tocar na missa, aprenda liturgia. Estude, se esforce para fazer o certo. Não seja um desobediente irrecuperável. Pare de questionar, por que na boa, a missa é maior que você. E digo mais: Se um dia você faz beicinho e resolve deixar de tocar na missa, pode até demorar, mas uma hora aparece outro que toca melhor, ou que é mais obediente (o que é de muito mais valia), e você com o seu orgulho e rebeldia vai cair no limbo do esquecimento. Então o que fazer?

Separei algumas dicas que podem ajudar a diminuir as críticas na sua paróquia. Enquanto o pode ou não pode não chega a um desfecho, as missas continuarão sendo tocadas pelos grupos de animação litúrgica. Porém a possibilidade e a necessidade de minimizar as reclamações é possível e viável.

1. Ensaie os cantos da missa

Um músico, ou um grupo de músicos que desejam a tocar em uma missa precisa ensaiar. Sem ensaio, nem toque. Mesmo que você seja o ban ban ban da sua paróquia, eu repito: sem ensaio, não toque. Missa não é encontro de músicos que improvisam com sucesso. Ou você leva a coisa a sério ou não vai. Você não tocaria assim se estivesse diante de uma assembleia de cheia de excelentes músicos. Então saiba que na missa, você toca para o melhor instrumentista do mundo. Então se liga!

2. Coloque os melhores músicos para tocar

Não é que o teclado, bateria, baixo ou violão são instrumentos ruins. Até o orgão é ruim, quando o músico é meia boca. Desculpe a franqueza, mas se você se propõe a tocar na missa, se esforce para tocar e cantar bem. Não dá para aguentar um músico sofrível que nem sabe afinar seu instrumento. Se você está aprendendo, toque no seu grupo de oração, na sua pastoral, na catequese, mas na boa, seja humilde e deixe a missa para quem tem mais experiência. Vá chegando aos poucos. E os músicos que já são experientes, ajudem os mais novos. Não estou dizendo para que você parar de tocar. Estou dizendo que você precisa ser bom no que faz, e se não é, se avalie, faça uma parada, estude, se aprimore e volte.

3. Chegue cedo e em silêncio

Se você ensaiou, sabe o que vai fazer e está em paz, chegue cedo, ligue seu instrumento, afine-o (se houver necessidade), passe uma música e pronto. Vá rezar e se preparar para tocar na missa. Um erro fatal dos músicos católicos: Chegam, ligam tudo, passam o som e ficam do lado de fora batendo papo. Enquanto isso a comunidade reza o terço. Gente isso é horrível! Além de falta de senso comunitário, é falta de respeito com Nossa Senhora e falta de respeito com o seu papel da na Eucaristia como animador. A oração acalma a alma e o coração. E o silêncio também é bom antes de tocar! Por que não rezar antes da missa? Acaso você é melhor que os outros? Está acima do bem e do mal? Calma man… Definitivamente a coisa não é por ai.

4. Não use solos na missa

Irmãos, missa não tem solo de guitarra, de flauta, de bateria, de nada. Os instrumentos servem para sustentar o canto. Portanto deixe os solos para outro momento. Ainda que a música que você vai tocar tenha um solo no CD original, quando você vai cantá-la ou tocá-la na missa você deve evitar os solos. No máximo o que você pode fazer é: em caso da missa estar muito cheia e você ter de repetir a música várias vezes (comunhão por exemplo), você pode “solar” a música usando as mesmas notas do canto, intercalando com a voz. Mas atenção: Faça isso se tiver segurança. Uma nota errada, pode atrapalhar quem está rezando.

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Atenção músico católico: Vai tocar na missa, então chegue cedo, ligue, afine, passe uma música e fique em silêncio. Tem gente que quer rezar e se atrapalha com seu barulhinho…

5. Acabe com o ding, ding, ding antes da missa

Se tem gente que é contra os instrumentos na missa, este é um dos grandes motivos. Coisa chata é a pessoa querer rezar antes da missa e o abençoado do músico ficar ali tocando nada por nada, solando nada por coisa nenhuma só fazendo barulho. Isso quando não fica tocando, rindo e conversando na hora do terço. Poxa irmãos! Se você não faz isso, beleza. Mas se você faz, desculpa, mas nem é questão de formação. É falta de simancol mesmo! Se vai passar um canto, todo mundo passa junto. Não vai passar nada, fique em silêncio. Nada de conversar mesmo antes da missa começar. Gente a casa de Deus merece respeito. E as pessoas que lá estão também. Chegou, ligou, afinou, passou uma música, fique em silêncio. Ah! E desligue a porcaria do celular. Nada de facebook dentro da Igreja. Você é animador litúrgico e não da Pascom. 🙂

6. Observe a estrutura física da sua Igreja

É preciso ter a compreensão de que nem toda Igreja pode ter uma bateria acústica. Existem igrejas que são antigas e belas, mas a sua acústica é horrível. Dai o baterista chega, monta sua batera e “senta a mão”. Resultado: Todo mundo reclama e com razão. O barulho é amplificado pois ecoa. Um dos motivos para que o povo reclame das baterias é justamente esse. Se a sua paróquia é assim, não invente e nem tente dar um jeitinho: Consiga uma bateria elétrica ou até use um “cajon”. Do mesmo jeito todos os outros instrumentos. Em igrejas mais acústicas, baixe o volume do som.

7. Observem o som e o volume dos instrumentos

É horrível quando você está na igreja e o povo começa a reclamar da altura dos instrumentos. É importante saber que na liturgia, a voz é prioridade. As pessoas precisam ouvir o animador, se ouvirem cantando, e ouvir os irmãos. Ai você vê em alguns grupos que tem aquele carinha metido a pop star que diz que não está se ouvindo, e aumenta o bendito do som do instrumento. Ai o outro aumenta. O outro depois. Quando percebemos está um barulho terrível! Resultado: Reclamação, xingação e tumulto. E culpa de quem? Do bendito “show man, metido a pop star” que só gosta de som nas alturas e que merece um pedala para ver se aprende. Agora uma boa dica: Arrumem uma pessoa para mexer no som durante a missa. Assim acaba a bagunça. Um “técnico de áudio” é tão útil quanto o cantor.

8. Marque o tempo das músicas

Esta é exclusivamente para os bateristas que muitas vezes são os mais criticados e com razão. Missa não é lugar para “sentar a mão na batera” mesmo se a acústica da igreja for favorável. Missa não é lugar para grandes viradas. Se a música precisa de uma virada, faça de modo suave e sucinto. Na missa a bateria deve unicamente “marcar” o tempo das músicas. Não só a bateria mas a percussão. Se a sua Capela tem uma acústica boa para bateria, ainda assim prefira baquetas tipo vassourinha. Eu sei que bateristas não gostam e preferem baquetas mais duras, cujo o som é mais estridente. Porém na missa o som deve ser mais suave. Com certeza as reclamações com a sua bateria vão diminuir.

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Atenção bateristas do meu Brasil varonil: Na missa, relaxa a mão, marca o tempo e evita grandes viradas. Vai na fé….

9. Prefira notas harmônicas

Quando você tocar na Santa Missa não use acordes dissonantes em seu instrumento. Dissonância já diz: é uma dissonância, é uma harmonia na qual entram notas que não são harmônicas, muito usadas no jazz, na bossa nova e outros estilos de música. Mas na liturgia devemos usar acordes mais simples: tônicas, terceira, quinta, uma sétima menor, às vezes, uma quarta suspensa, que é uma nota de passagem. Porque, se você usar dissonância, as pessoas não vão mergulhar em Deus, pois essas notas dissonantes na liturgia podem despertar outros desejos no corpo, na mente e no espírito e também na sexualidade das pessoas. Porque os acordes dissonantes são gerados exatamente para mexer com a pessoa; na liturgia temos que tocar acordes doces para o bem do Reino de Deus.

10. Evite firulas com a voz. Cuide da afinação

Quem canta também precisa ser sóbrio quando canta na missa. É preciso entender que ali você está cantando para ajudar o povo a cantar. Evite “Ahhhhh”, “Uouou” e modulações excessivas. Cante reto e use as respirações corretas. E isto se aplica também ao salmo. Se você cantar em grupo, a maior dica é cantar reto e uníssono. Se você for fazer abertura de vozes, ensaie antes. Mas atenção: Para uma abertura de voz ficar bonita, é preciso que os instrumentos toquem em cima da mesma harmonia. Se não a coisa degringola…

Se você levar em consideração estas dicas, eu garanto que 70% das reclamações por causa do uso de certos instrumentos serão resolvidas. E garanto que você ganha, seu ministério ganha, a assembleia ganha, o padre ganha, e Jesus agradece.

Pax Domini

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Formação para músicos: Ao cantar na missa qual a minha postura com relação as palmas?

E fica a pergunta: Como deve se portar um animador litúrgico com relação as palmas na missa?

A polêmica a respeito das palmas na missa não é de hoje. Desde muito tempo acompanho esta discussão que parece não ter fim. De fato segundo o professor Felipe Aquino, bater palmas na missa não é uma atitude muito adequada (veja o vídeo abaixo).

Certamente esta é uma discussão antiga que só vai ter fim quando sair uma outra carta circular como a deste fim de semana último. Por que quem defende as palmas tem as suas alegações. Bom, garanto que se um dia isto acontecer nosso blog mostrará o fato, sem abrir mão da sua tradicional acidez. (brincadeirinha tá?)

Um dos melhores blogs que conheço – O Catequista – escreveu um post que concorda com o que ensina o Professor Felipe Aquino, muito embora afirme sabiamente que não vale a pena fazer disso um cavalo de batalha e travar um guerra santa por este motivo. Eles trazem em um de seus posts um vídeo descoberto recentemente (ao menos por mim) em que o Papa João XXIII, considerado por tantos como um papa “moderninho” pede (até de forma carinhosa, tipo docinho) para o pessoal “maneirar” nas palmas…

Eu também tenho a mesma opinião: Não acho que sejam corretas as palmas na missa por achar que a missa é o Sacrifício de Nosso Senhor e como tal, não é o momento para palmas e festas, muito embora pense que é muita polêmica para pouco assunto. Os motivos que discordo são os mesmos que já foram citados acima e penso que não vale a pena repetir todo o texto. Ficaria um post demasiadamente longo. Todavia é preciso que eu diga que na minha caminhada na fé, já bati muitas palmas na missa. E o pior: Já animei muitas missas pedindo para as pessoas acompanharem os cantos com palmas. Mas graças a Deus, a muitas conversas com pessoas mais experientes que eu, e a muita leitura, hoje penso diferente. Como disse em outro post: Errei por desconhecimento e não por rebeldia.

É que como muitos músicos católicos eu fazia parte daquela turma que canta na missa, toca na missa, mas não estuda a missa. Um dos maiores erros dos animadores litúrgicos é não gastar tempo para estudar liturgia. Estudamos canto, estudamos instrumentos, estudamos um monte de coisa. Liturgia que é bom nada! Só que quando nos dedicamos um tempo para isso, entendemos que não é preciso muita coisa para entender que as palmas na missa não são necessárias e não fazem falta na vida de ninguém.

Em tempo: É possível bater palmas em um grupo de oração, na pastoral que você participa, no movimento que você faz parte, em um show de música católica… Tudo isso é possível! O único momento em que isto não é viável é no momento da Santa Eucaristia.

Até se prevê palmas em alguns poucos momentos da liturgia, mas nenhum deles envolve músicas. Veja:

  • Podemos bater palmas para acolher um neo batizado;
  • Podemos bater palmas para demonstrar alegria após o consentimento dos noivos, no Ritual do Matrimônio;
  • Podemos bater palmas na criação de novos cardeais;
  • Podemos bater palmas na posse de párocos.

Porém o grande questionamento deste post nem é este. A grande questão que estou propondo é: Sou animador litúrgico. Canto nas missas, e na minha paróquia as palmas já são uma coisa normal sobretudo na hora dos cantos. Como mudar este quadro? Posso fazer algo?

A primeira coisa a dizer é que até na hora dos cantos é interessante que não se batam palmas. Estou sendo radical? Não.

O problema é que o canto litúrgico tem como forte as letras. Como diz a CNBB no curso para animadores litúrgicos: Na liturgia, a letra precede a melodia. O grande diferencial de um canto litúrgico é que as letras das músicas precisam entrar em nosso coração e elas (se bem escolhidas) vão fazer parte do conjunto que é a liturgia. As palmas e a agitação muitas vezes nos impedem de entrar na música e consequentemente no restante da liturgia. E se não atrapalham a você, certamente podem atrapalhar outras pessoas que estão na missa. É importante ressaltar que a missa não é exclusividade de um grupo, mas de toda a paróquia. Ali existem pessoas que se sentem mais a vontade para entrar na liturgia com menos barulho, menos alvoroço. Portanto, você como animador litúrgico precisa pensar em tudo isso e não apenas no que você gosta.

Bom, o primeiro passo para que esta mudança aconteça de forma simples e natural é você parar de bater palmas. Quando o animador litúrgico bate palmas, a assembleia de forma geral segue o gesto e acaba por imitá-lo. Quando você canta de forma sóbria, com gestos moderados, o seu exemplo vai transformando a assembleia. A postura do animador precisa ser sóbria. Com isto não estou dizendo que precisa ser triste. Não precisa ser um chato de galocha. Você pode ser sóbrio, cantar de uma forma que expresse a sua fé e incentive os irmãos a cantarem de forma participativa sem precisar bancar o animador de auditório.

Evite de usar expressões como “vamos lá”, “nas palmas”, “tchap, tchap, tchap”. Repito: Pode ate usar isso na sua pastoral ou movimento, mas na missa definitivamente não. Além de expressões totalmente inadequadas a Santa Missa, a impressão que dá é que você quer fazer o mesmo que um cantor sertanejo universitário faz em seus shows. Aceita o conselho na caridade: Faz mais isso não que é feio… Você pensa que está arrasando quando na verdade está se expondo!

Mas e se a própria assembleia começa a bater palmas por ela mesma? Bom, ai é uma situação que passa dos seus limites. O que você deve fazer é dar o exemplo. O resto cabe ao sacerdote…

Infelizmente boa parte do nosso clero não educou o povo a evitar as palmas; os padres que são contra, as toleram, para evitar o “mimimi”. Os que são a favor, as incentivam ainda mais, achando que assim a missa ficará mais gostosa e “espiritual” com as palmas, como se Jesus dependesse disso para entrar no coração das pessoas. Mas seja de um jeito ou de outro, o importante é você manter a postura sóbria e cantar, não para dar show, mas para participar bem da Santa Missa e ajudar as pessoas a fazerem o mesmo.

Mas é importante você saber: Você não é Roque do Silvio Santos, não é o louro José da Ana Maria Braga, não é o Róger do programa do Danilo Gentili, e nem mesmo o Russo do Chacrinha (nossa agora eu fui longe)… Você está ali prestando um serviço litúrgico a Igreja. É preciso saber que não é hora do show, mas a hora do sacrifício.

Roque e Silvio Santos

Com todo respeito aos animadores de auditório: A Missa precisa algo mais. Precisa de animadores litúrgicos que levam o povo a rezar e não a bater palmas.

Portanto se você assume a postura de não bater palmas, a responsabilidade do ato, passa a ser exclusivamente do sacerdote e não sua. Afinal de contas, neste caso, cabe a ele corrigir as pessoas como fez o Papa João XXIII no vídeo acima. E se você for jeitoso com as palavras como eu (estou brincando tá? Eu não tenho muito jeito com gente dodói), melhor deixar esta missão para ele. Afinal de contas ele tem mais trato com o povo que se ofende fácil do que nós músicos.

Somos chamados a cantar bem na Santa Eucaristia. Mas nossa postura precisa ser sóbria, porque o momento (mesmo nas missas semanais) é solene. Deixe os gestos para sua pastoral ou movimento. Você ganha, a assembleia ganha, a missa ganha e com certeza Jesus agradece.

Pax Domini

 Documento da CNBB: CANTO E MÚSICA NA LITURGIA PÓS-CONCÍLIO VATICANO II (Clique aqui para baixar)

Veja também: Você sabe a diferença entre uma música litúrgica e uma música religiosa?

Formação para músicos: Você sabe a diferença entre uma música litúrgica e uma música religiosa?

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Desde os meus quinze anos de idade (e vai tempo) assumi como missão tocar em missas e grupos de oração. Eu meu violão rodamos o mundo pela graça de Deus e pela experiência missionária que tive por 11 anos com a Comunidade Canção Nova. Junto com os caminhos que o Senhor me conduziu, também vieram muitos aprendizados que vez em quando tenho a oportunidade de partilhar. Não sou nenhum especialista na área de música litúrgica, porém sempre que posso busco aprender, pois para mim a missa é o ápice da fé católica e quando tenho a oportunidade de tocar em uma missa, gosto de fazer bem feito. Nem sempre consigo é verdade, mas eu tento… Não é assim também com você?

Portanto em alguns posts do blog Dominus Vobiscum irei partilhar com vocês um pouco do que aprendi. Não sou tradicionalista e nem tampouco modernista. Portanto o que escreverei aqui não tem a intenção de fazer você ser isso ou aquilo. Sou católico, sou igreja e tenho a consciência que missa é missa, movimento é movimento e pastoral é pastoral. Cada macaco no seu galho. Nada contra as músicas do movimento A ou B. Só que na minha opinião, para se tocar uma música na missa, ela precisa ser litúrgica e apropriada para o momento (opinião esta embasada nos documentos da Igreja e nos vários cursos que tive a oportunidade de participar). Quero começar este aprofundamento indicando um documento simples e básico que todo músico católico deveria ler: CANTO E MÚSICA NA LITURGIA PÓS-CONCÍLIO VATICANO II (Clique aqui para baixar)

Para iniciarmos esta conversa, é preciso que se diga que a música litúrgica tem características próprias. Ela está ligada a um rito, nasce a partir de um rito que tem conteúdo e gestos próprios. Portanto, música litúrgica é música ritual. Muitos agentes de música litúrgica, desconhecendo as características da música ritual, cantam nas celebrações qualquer música, simplesmente pelo fato de “estar na moda”.

Ela é parte integrante da Liturgia, é servidora da Liturgia. Nós não devemos cantar na Missa, mas sim cantar a Missa (cf. Estudos da CNBB 79: A música litúrgica no Brasil, n. 27).

O canto litúrgico “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico”. Por isso antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual. Portanto, músicas distanciadas do momento ritual ferem a dignidade de uma celebração eucarística.

Por repito e enfatizo: Se você é animador litúrgico na sua paróquia leia o documento CANTO E MÚSICA NA LITURGIA PÓS-CONCÍLIO VATICANO II (Clique aqui para baixar).

Como dizia santo Agostinho aos pagãos que indagavam sobre sua fé:

“Queres ver em que eu creio, venha à Igreja ouvir o que canto”. (Santo Agostinho)

É preciso distinguir a diferença entre a música liturgia e música religiosa.

Uma música religiosa, por melhor que seja não serve para o uso litúrgico, mas foi composta para outra finalidade. São músicas que expressam um sentimento religioso dos fiéis, mas não têm lugar na liturgia. Elas servem para encontros, exercícios de piedade, etc. Na música religiosa podemos encontrar cantos para encontros, para reuniões de grupos de movimentos, cantos para grupos de oração, etc.

Não devemos e nem podemos nutrir um pré-conceito a respeito da música religiosa. Ela tem seu valor na vivência cristã. Ela não é maior e nem menor. Não é pior e nem melhor. Ela é importante para a nossa fé, só que quando usada no momento certo. Pelo fato de não serem adequadas para liturgia não significa que não tem sua importância no sentimento religioso de nosso povo. Porém, não podemos cair no erro de acharmos que temos o direito de colocá-las na liturgia só porque são bonitas e animadas e por conta disto desprezarmos a música litúrgica. Cada canto no seu lugar. Não temos o direito de ignorar as regras litúrgicas e as orientações do Magistério da Igreja.

Portanto se você deseja ser um bom animador litúrgico (prefiro usar este termo ao invés de ministro de música), é necessário caminhar na busca de um conhecimento profundo da liturgia católica. A partir do próximo post, vamos começar a explicar passo a passo cada momento da missa, dando dicas práticas sobre como escolher o canto certo para a hora certa.

Vamos explicar e mostrar alguns erros que alguns músicos e padres cometem (talvez até por falta de atenção, ou de estudo) na hora de cantar na Santa Missa. E vamos dar algumas dicas para você que deseja compor cantos litúrgicos. Mas olha: Tudo sem “mimimi” ok!?

Mas antes faça um exercício simples: Das músicas que você conhece, separe as que são religiosas das que são litúrgicas. Faça uma lista e tente pensar em um repertório litúrgico. Depois mostre ao seu sacerdote ou a alguém que conheça um pouco mais de liturgia… É um desafio não é mesmo?

Pax Domini!

Voltando a cantar as coisas de Deus…

Adoração

A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade. Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o Sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1Jo 1,5-7)

Estes dias comecei a remexer no velho baú das minhas composições musicais. Encontrei um CD que havia gravado em voz e violão com algumas canções que costumava fazer diante de Jesus Eucarístico nas minhas solitárias adorações, algumas muito boas, diga-se de passagem. Embora não costume falar muito de música aqui no blog, este é um lado meu que andei deixando de lado por “n” motivos, alguns nem tão justificáveis assim. Mas como se diz por ai, deixar de lado algo que é parte de você vai te matando aos poucos. Ah como a música me faz bem! Lembrei do meu bom e querido ministério de música e de animador. Fiquei mexido!

O fato é que fui ouvindo estas canções e quando me dei conta, estava rezando com elas como antigamente. Confesso que não sou lá um grande musicista, nem grande cantor e no máximo um compositor mediano, mas ao longo da minha vida, a música sempre foi uma arma que o Senhor usou para fazer o bem aos irmãos. Só que antes de fazer bem aos outros, cantar estas canções novamente fez um bem enorme a minha alma. Me fez recordar diálogos lindos que tive com o Senhor, situações em que com a graça de Deus consegui vencer, grandes lutas que tive que passar… Enfim, recordar esta história musical verdadeiramente me fez bem.

Partilhando com uns amigos (pessoas que conhecem a minha história e acreditam na minha musicalidade), surgiu a ideia de gravar um CD, desta vez não caseiro, com uma produção de verdade, com alguém que entende do assunto fazendo a produção e os arranjos. Nada para ganhar o EMI, mas para mostrar um pouco destas experiências para os amigos que rezam comigo, que já rezaram ou que vão conhecer esta história. Gravar um CD católico não é um “ganha pão”, nem um prêmio para os grandes músicos, mas é fruto da missão que vivemos e de uma história que precisa ser contada. Certa vez o Eugênio Jorge disse que gravamos um CD quando temos uma história para contar. Depois de tanto tempo, acho que é a hora de enfim contar esta história para quem quiser ouvir.

Falando nisso, é bom dizer que desde que esta moção de Deus soou em mim, este trecho bíblico que citei acima não sai da minha cabeça, sobretudo a primeira verdade fundamental que descobri sobre nosso Pai do céu: Deus é luz e nele não há treva alguma (1Jo 1,5). Esta é a inspiração do projeto, pois no fundo sempre foi esta a inspiração da minha musicalidade. A música de Deus tem o poder de iluminar a nossa alma. E quando digo da música de Deus, não quero dizer apenas a música religiosa, mas a música que fala daquilo que é bom, que é nobre, que é puro e que faz bem porque toca naquele cantinho da nossa alma que nada consegue atingir. Existem muitas músicas não cristãs que fazem muito bem a alma das pessoas.

Concordo com quem afirma que não existe música neutra. Todas as músicas tem efeito em nós: positivo ou negativo. Porém a música que sai de Deus, passa pelo artista e toca nos corações, consegue fazer fluir o que há de melhor em nós. Por isso ela é sempre positiva. E é esta música que gosto de cantar: A música de Deus! A música que fala de Deus e das suas maravilhas! A música que ajuda as pessoas se aproximar do Senhor! E quem me conhece sabe da minha predileção pela MPB. Misture tudo e teremos este projeto!

Para que isto se concretize, peço de coração a oração de todos os leitores deste blog, pois o projeto foi lançado ontem a noite quando Deus começou a reunir as criaturas que hão de trabalhar neste CD: Eu (Cadu), Marcelo Silva e Samuel Vilella e alguns outros que com o tempo devido irão aparecer. São pessoas como eu, meio anônimas, meio conhecidas no mundo da grande música católica, competentes e orantes que blindam seus ministérios com oração e simplicidade.

Aos poucos vamos contando a história desta empreitada e espero que vocês se envolvam e gostem do resultado final. Apensar de muitos de vocês conhecerem as canções Grão de Trigo e Não se deixe desanimar (gravadas pela Eliana Ribeiro), elas não serão gravadas aqui, mas são 10 canções inéditas que iremos aos poucos mostrando. Assim como muitos leitores do blog compraram meus três livros (O homem, Deus e a Religião, As Sagradas Escrituras e Maria Sempre Virgem e Santa), se preparem para conhecer mais este produto, que é fruto de muita oração, muito amor a música católica e ao povo de Deus.

Esta é das antigas: Back na gravação do DVD Monsenhor Jonas - Como é linda nossa família!

Esta é das antigas: Back na gravação do DVD Monsenhor Jonas – Como é linda nossa família!