Notícia:: No dia do Bom Pastor, Santo Padre ordena novos sacerdotes. Leia a homilia na íntegra.

Da Rádio Vaticana

Bento XVI presidiu na manhã deste IV Domingo de Páscoa, na Basílica de São Pedro, à Santa Missa dedicada a Jesus, Bom Pastor, na qual fez a ordenação sacerdotal de nove diáconos de sua diocese. Queremos deixar para você que visita o Dominus Vobiscum, a belíssima homilia do Pontífice na íntegra. Um texto que serve de reflexão para todos nós que somos “ovelhas” do Senhor.

Venerados Irmãos, Caros Ordenandos, Caros Irmãos e Irmãs.

A tradição romana de celebrar as Ordenações Sacerdotais neste IV Domingo de Pascoa, o domingo do Bom Pastor, contem uma grande riqueza de significado, ligada a convergência entre a Palavra de Deus, o Rito litúrgico e o tempo pascoal no qual se insere. 

Em particular, a figura do pastor, tão relevante na Sagrada Escritura e naturalmente muito importante para a definição do sacerdote, adquire sua verdade plena e clareza sob o rosto de Cristo, na luz do Mistério da sua morte e ressurreição. Esta riqueza vocês também, caros Ordenandos, poderão sempre absorver, cada dia de suas vidas, e assim o seu sacerdócio será continuamente renovado.

Este ano o trecho evangélico e aquele central do capitulo 10 de João e começa de fato com a afirmação de Jesus: Eu sou o bom pastor, da qual procede a primeira característica fundamental: o bom pastor da a própria vida pelo rebanho. Assim, somos imediatamente conduzidos ao centro, ao ápice da revelação de Deus como pastor de seu povo; este centro e ápice e Jesus, precisamente Jesus que morre na cruz e ressurge do sepulcro no terceiro dia, ressurge com toda sua humanidade, e deste modo nos envolve, cada homem, em sua passagem da morte a vida.

Este acontecimento, a Pascoa de Cristo, no qual se realiza completa e definitivamente a obra pastoral de Deus, e um acontecimento de sacrifício: por isso o Bom Pastor e o Sumo Sacerdote se encontram na pessoa de Jesus que deus a vida por todos nos.

Mas observamos brevemente também as primeiras duas leituras e o Salmo responsorial. O trecho dos Atos dos Apóstolos nos apresenta o testemunho de São Pedro diante dos chefes do povo e aos anciãos de Jerusalém, depois da prodigiosa cura do aleijado. Pedro afirma com grande franqueza que Jesus e a pedra, que foi descartada por vocês, construtores, e que se transformou em pedra fundamental; e acrescenta: Em mais ninguém esta a salvação; não há, de fato, abaixo dos céus, outro nome dado aos homens, no qual esta estabelecido que nos estamos salvos. 

O apóstolo interpreta o Salmo 118 a luz do mistério pascoal de Cristo, salmo este em que rendemos graças a Deus por responder nosso pedido de ajuda e nos manter a salvo. O Salmo diz: A pedra descartada pelos construtores, se transformou na pedra fundamental. Isso foi obra do Senhor: uma maravilha aos nossos olhos. Jesus viveu esta experiencia: de ser descartado pelos chefes de seu povo e reabilitado por Deus, colocado como fundamento de um novo templo, de um novo povo que louvará o Senhor com frutos de justiça. Então, a primeira Leitura e o Salmo responsorial, que e o mesmo Salmo 118, conduzem fortemente ao contexto pasqual, e com esta imagem da pedra descartada e restabelecida por Deus atraem o nosso olhar a Jesus morto e ressuscitado.

A segunda Leitura, extraída da Primeira Carta de João, ao invés nos fala do fruto da Pascoa de Cristo: o nosso ser transformado filho de Deus. Nas palavras de João sente-se ainda toda a surpresa por essa doação: não somente somos chamados filhos de Deus, mas somos realmente filhos de Deus. Da fato, essa condição filial do homem e o fruto da obra de salvação de Jesus: com a sua encarnação, com a sua morte e ressurreição e com o dom do Espírito Santo Ele inseriu o homem numa nova relação com Deus, a sua mesma relação com o Pai. Por isso, Jesus ressuscitado diz: Subo ao meu Pai e ao Pai de vocês, meu Deus e Deus de vocês. E uma relação plenamente real, mas que não e ainda plenamente manifestada: será no final, quando – se Deus quiser – poderemos ver o seu rosto sem véus.

Caros Ordenandos, é para lá que o Bom Pastor nos quer conduzir! E para lá que o sacerdote e chamado a conduzir os fieis a ele confiados: a verdadeira vida, a vida em abundância. Voltemos então ao Evangelho, e a parábola do pastor. O bom pastor da a própria vida pelo seu rebanho. Jesus insiste nesta característica essencial do verdadeiro pastor que e Ele mesmo: aquela de dar a própria vida. Ele a repete três vezes e no final conclui ao dizer: Por isso o Pai me ama: porque eu dei a minha vida, para depois viver novamente. Ninguém pode tira-la de mim: eu a doo de mim mesmo. Tenho o poder de dá-la e o poder de tê-la novamente. Esta e a ordem que recebi do meu Pai. Este é claramente o qualitativo de pastor assim como Jesus o interpreta em primeira pessoa, segundo a vontade do Pai que determinou.

A figura bíblica do rei-pastor, que compreende principalmente a tarefa de conduzir o povo de Deus, de mantê-lo unido e guiá-lo, toda essa função real se realiza plenamente em Jesus Cristo na dimensão do sacrifício, na oferta da vida.

Se realiza, em uma palavra, no mistério da Cruz, ou seja, no supremo ato de humildade e de amor oblativo. Diz o abade Teodoro Studita: por meio da cruz nós, ovelhas de Cristo, fomos reunidos em um só rebanho e fomos destinados a morada eterna. 

Nesta prospectiva orientam as fórmulas do Rito de Ordenação dos Presbíteros, que estamos celebrando. Por exemplo, as três perguntas sobre os compromissos dos eleitos, a última, que tem um caráter culminante e ao mesmo tempo sintético, diz assim: vocês querem estar sempre cada vez mais unidos estreitamente a Cristo sumo sacerdote, que como vitima pura se ofereceu ao Pai por nos, consagrando vocês mesmos a Deus junto com ele para a salvação de todos os homens? O sacerdote e, de fato, aquele que vem inserido de maneira singular no mistério do Sacrifício de Cristo, com uma união pessoal a Ele, para prolongar sua missão de salvação. 

Esta união, que acontece graças ao Sacramento da Ordenação, pede que seja sempre mais estreita pela generosa correspondência do próprio sacerdote. Por isso, caros Ordenandos, dentro de pouco tempo vocês vão responder essa pergunta dizendo: Sim, com ajuda de Deus, eu quero. Sucessivamente, nos ritos explicativos, no momento da unção crismal, o celebrante diz: O Senhor Jesus Cristo, que o Pai consagrou em Espírito Santo e potencia, te proteja para a santificação do seu povo e para a oferta do sacrifício. E, depois, na entrega do pão e do vinho: receba as ofertas do povo santo para o sacrifício eucarístico. Estejam cientes daquilo que vocês farão, adequa a tua vida ao mistério da cruz de Cristo Senhor. Destaca com forca que, para o sacerdote, celebrar todos os dias a Santa Missa não significa desempenhar uma função ritualista, mas executar uma missão que envolve inteira e profundamente a existência, em comunhão com Cristo ressuscitado que, na sua Igreja, continua a realizar o Sacrifício redentor. 

Esta dimensão eucarística e de sacrifício e inseparável daquela pastoral e constitui o núcleo de verdade e de forca de salvação, da qual depende a eficácia de cada atividade. Naturalmente, não falamos da eficácia somente em nível psicológico ou social, mas da fecundidade vital da presente de Deus em nível profundamente humano.

A oração, as obras e os gestos dos mais variados gêneros que a Igreja faz com suas múltiplas iniciativas, perderiam as suas fecundidades salvíficas se viessem sem a celebração do Sacrifício de Cristo. E esta e confiada aos sacerdotes ordenados. De fato, o presbítero e chamado a viver em si mesmo aquilo que Jesus experimentou em primeira pessoa, ou seja, a doar-se plenamente a oração e a cura do homem de cada mal do corpo e do espírito, e depois, no final, reassumir tudo no gesto supremo de dar a vida pelos homens, gesto que encontra sua expressão sacramental na Eucarística, memorial perpetuo da Pascoa de Jesus. 

Somente por esta porta do Sacrifício pascoal que os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares podem entrar na vida eterna; e por meio desta via santa que podem cumprir o êxodo que conduz a terra prometida da verdadeira liberdade, aos pastos verdejantes da paz e da alegria sem fim.

Caros Ordenandos, que esta Palavra de Deus ilumine todas as suas vidas. E quando o peso da cruz se tornar um fardo ainda mais pesado, saibam que aquela será a hora mais preciosa para vocês e para as pessoas a vocês confiadas: renovando com fé e com amor o seu sim, com ajuda de Deus eu quero, vocês cooperarão com Cristo, Sumo Sacerdote e Bom Pastor, a apascentar seu rebanho – talvez aquela que estava perdida, mas pela qual se faz grande festa no Céu. A Virgem Maria, Salus Populi Romani, vele cada um de vocês e seus caminhos.

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Epístola de São Zeferino I aos Bispos do Egito

Papa Zeferino I (198 a 217 d.C.)

Zeferino foi o primeiro Papa do século III e décimo quinto da Igreja, sucedendo a Vítor I. Natural de Roma, foi eleito em 199. O seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas que levaram, por exemplo à excomunhão de Tertuliano. Ele foi o primeiro Pontífice que desejou criar uma catacumba na Via Ápia, cujos cuidados foram por ele confiados ao diácono Calisto (e, por isso, chamada de catacumba de Calisto).

Zeferino estabeleceu que os fiéis católicos, depois dos 14 anos, comungassem, pelo menos na ocasião da Festa da Páscoa. Determinou o uso da patena e dos cálices sagrados, até então confeccionados em madeira, que deveriam ser feitos ao menos de vidro.

É dele a carta que vamos postar agora, dirigida aos bíspos do Egito (217 d.C.). Nela, o papa expõe brevemente dois temas: primeiro, exorta a alguns bispos da região que tinham problemas em suas dioceses para que permanecem firmes e fiéis, confiando nas promessas do Altíssimo e sofrendo com paciência as injustiças que estavam sofrendo; numa segunda parte, o papa Zeferino oferece breves instruções para a ordenação dos presbíteros e diáconos.

A intenção de postar estes textos aqui no blog é para que você amigo leitor perceba que a Igreja Primitiva é a Igreja Católica. Alguns teólogos não católicos tentam disassociar uma da outra, dizendo que Constantino ao se declarar cristão instituiu uma outra religião diferente da que os cristãos viviam.Veja o texto e tire suas conclusões…

Epístola aos Bispos do Egito – São Zeferino I de Roma

Zeferino, Bispo da cidade de Roma, aos mui queridos irmãos que servem ao Senhor no Egito.

Recebemos uma grande responsabilidade do Senhor, fundador desta Santa Sé e da Igreja apostólica, e do bem-aventurado Pedro, chefe dos apóstolos: a de que possamos trabalhar com amor infatigável pela Igreja universal, que foi remida pelo Sangue de Cristo, e, assim, com autoridade apostólica, apoiar os que servem ao Senhor, bem como ajudar a todos os que vivem fielmente. Todos os que vivem piedosamente em Cristo devem resistir à condenação dos ímpios e dos estranhos; estes devem ser desprezados como estúpidos e loucos. Assim se farão melhores e mais puros aqueles que renunciam às boas coisas temporais com o fim de conquistar as da eternidade. Porém, o desdém e a burla daqueles que os afligem e os desvalorizam se voltarão sobre eles mesmos quando sua abundância tornar-se necessidade e seu orgulho [tornar-se] confusão.

Capítulo I – Sobre o despojo ou expulsão de alguns bispos

A sé dos apóstolos foi informada por vossos delegados que alguns de nossos irmãos bispos estão sendo expulsos de suas igrejas e sés, privados de seus bens, e chamados a juízo, sendo, ainda por cima, destituídos e maltratados; isto é um absurdo, já que as constituições dos apóstolos e de seus sucessores, assim como os estatutos dos imperadores e a regulamentação das leis, assim como a autoridade da sede dos apóstolos, proíbem fazê-lo. Com efeito, os antigos estatutos ordenam que os bispos que foram expulsos e despojados de suas propriedades recobrem suas igrejas e que, antes de mais nadas, tenham repostas todas as suas propriedades; logo, em segundo lugar, se é que alguém deseja acusá-los de forma justa, o fará com risco semelhante; os juízes devem ser discretos e os bispos retos devem estar em comunhão com a Igreja, devendo prestar testemunho sem ser oprimido; não devem responder a nada, porém, até que sejam reconduzidos, por lei, [à função] e às suas igrejas, sem qualquer detrimento.

Não é estranho, irmãos, que vos persigam pois perseguiram até a morte a vossa Cabeça, Cristo nosso Senhor. As perseguições, entretanto, devem ser enfrentadas com paciência, para que sejais conhecidos como discípulos [de Cristo], por quem vós também sofreis. Ele mesmo o diz: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (Mt. 5,10). Animados por este testemunho, não devemos temer a condenação dos homens, nem tampouco deixar-nos derrotar por seus vitupérios, pois o Senhor nos deu este mandamento por meio do profeta Isaías: “Ouvi-me, vós que conheceis o justo, povo meu, em cujo coração habita a minha lei: não temais a reprovação dos homens e não vos assusteis com suas injúrias” (Is 51,7); e, considerando o que está escrito no Salmo: “Não é Deus que deve perscrutar isto, já que Ele conhece os segredos os coração?” (Sal. 44, 21), “e os pensamentos daqueles homens não são mais que coisas vãs [vanidad]” (Sal. 94, 11). Apenas dizem coisas vãs contra o seu próximo; com lábios enganosos em seus corações, falam com um coração malvado. Porém, o Senhor deve arrancar de todo lábio enganoso a língua que diz coisas orgulhosas, como esta: “Nossos lábios são nossos; quem é o Senhor perante nós?” (Sal. 12, 2-4); pois, se recordassem disto constantemente, jamais cairiam em tal impiedade, pois não fazem isso por caridade ou instrução paternal, mas para que possam descarregar seus sentimentos de vingança contra os servos de Deus. Eis que está escrito: “O caminho do tolo é reto perante os seus olhos” (Prov. 12,15) e “Há caminhos que parecem retos, porém, ao final, são caminhos que conduzem à morte” (Prov. 14,12).

Nós, que sofremos agora estas coisas, devemos deixá-las ao juízo de Deus, que dará a cada homem segundo suas obras. Ele está entronizado sobre os Seus servos; por isso diz: “Cabe a Mim a vingança; Eu o recompensarei” (Rom. 12,19). Assim, ajudai-vos uns aos outros de boa-fé, por meio de atos e com coração sincero; não permitais que ninguém afaste o seu irmão de ajudar ao próximo, “pois nisto – diz o Senhor – conhecerão todos que são Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13,35). Disso fala também por meio do profeta, dizendo: “Vede como é bom e agradável conviver todos os irmãos em unidade!” (Sal. 133, 1). [Conviver] em uma morada espiritual – este é o meu entender – e na concórdia que está em Deus, que, com efeito, estão mais piedosamente representadas em Aarão e nos sacerdotes paramentados com honra e ungidos com óleo sobre a cabeça, nutrindo o mais alto entendimento e guiando até a sabedoria plena, já que nesta vivência o Senhor prometeu a bem-aventurança e a vida eterna.

Aprendendo, portanto, a importância deste anúncio do profeta, declaramos esta palavra fraternal, por amor; de maneira alguma buscamos ou queremos buscar o nosso próprio benefício. É por isso que não é bom pagar destratação com destratação ou, de acordo com o provérbio comum, combater o mal com o mal. Que isto não ocorra entre nós, pois tal comportamento não é nosso. Que seja Deus, pois, que o proíba. Pelo justo juízo de Deus às vezes os pecadores têm o poder para perseguir os santos, a fim de que aqueles a quem o Espírito Santo ajuda e sustém possam chegar a ter maior glória através da provação de seus sofrimentos. Para aquelas pessoas que vos perseguem, vos reprovam e vos injuriam, haverá muita aflição, sem dúvida alguma.

Desgraçados… Desgraçados aqueles que injuriam os servos de Deus, pois o prejuízo contra eles atinge Aquele a cujo serviço e ofício estão dedicados. Rezamos para seja colocada sobre os seus lábios uma porta de clausura pois não desejamos que ninguém pereça ou se corrompa em virtude de seus próprios lábios, e que não pensem ou tornem pública alguma palavra dura com sua boca. Por isso também diz o Senhor por meio do profeta: “Digo a mim mesmo: cuidarei dos meus modos, para que não venha a pecar com a minha língua” (Sal. 39,1).

Que o Deus todo-poderoso e seu único Filho e Salvador nosso, Jesus Cristo, vos guie para que, com todos os meios ao vosso alcance, possais auxiliar a todos os irmãos que passam por tribulação, que sofrem durante seus trabalhos, estimando seus sofrimentos. Que sejam dados a eles toda a assistência possível, por atos e palavras, de forma a que sejais reconhecidos como verdadeiros discípulos dAquele que nos mandou amar aos irmãos como a nós mesmos.

Capítulo II – Sobre a ordenação de presbíteros e diáconos

A ordenação de presbíteros e levitas (=diáconos) deve ser feita de maneira solene na ocasião conveniente e na presença de muitas testemunhas. Para este serviço, sejam apresentados homens provados e sábios, para que sejais favorecidos por sua amizade e auxílio.

Depositai sem cessar a confiança dos vossos corações na bondade de Deus e dizei estas e as outras palavras divinas às gerações seguintes: “Porque este é o nosso Deus pelos séculos dos séculos, Ele nos conduzirá à eternidade” (Sal. 48,15).

Dado aos sete de novembro, durante o consulado dos ilustríssimos Saturnino e Galiciano.

(Tradução de Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)
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Vaticano: Dor e preocupação pela ordenação ilegítima de um bispo na China

Da ACI Digital

O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Pe. Federico Lombardi, qualificou como um fato doloroso, preocupante e “contrário à união da Igreja presente no mundo inteiro” a ilegítima ordenação episcopal do sacerdote Giuseppe Huang Bingzhang, realizada hoje na cidade chinesa de Shantou. Conforme informou a Rádio Vaticano alguns bispos em comunhão com o Santo Padre foram obrigados a participar da ordenação ilegítima do bispo de Shantou.

“Com a ordenação ilegítima do Bispo de Shantou, na região chinesa de Guandong, foi aberta uma nova ferida no tecido da Igreja Católica chinesa, já atingida, duas semanas atrás, por um gesto análogo com a ordenação do Bispo de Leshan, também esta sem mandato pontifício”, afirma o Pe. Lombardi em declarações reunidas pela Rádio Vaticano em português.

Conforme informou a agência UCAnews.com, o anúncio da ordenação fez que um grupo de católicos realizasse uma protesta na frente dos escritórios do governo chinês em Hong Kong, já que estas ordenações ilegítimas “constituem uma grave falta de respeito à Igreja” e só geram divisão e sofrimento.

O fato renova o grande pesar de Bento XVI pela notícia da ordenação episcopal celebrada em Leshan, no dia 29 de junho deste ano.

Nesta ocasião, o governo chinês promoveu a ordenação episcopal, sem permissão do Papa, do sacerdote Lei Shiyin, apesar de sua grave situação, já que como resultado de sua relação com uma mulher, o sacerdote tornou-se pai de um filho.

A Santa Sé divulgou um comunicado no qual explicou que devido a esta grave falta o sacerdote estava excomungado, de acordo ao estabelecido no cânon 1382 do Código de Direito Canônico.

Este bispo ilegítimo é atualmente Vice-presidente da Associação Patriótica Católica da China e um deputado católico da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, um importante órgão de assessoria para o governo.

O comunicado do Vaticano deste 4 de julho assinalava que “a ordenação de Leshan foi um ato unilateral que semeia divisão e, infelizmente, produz divisões e tensões na comunidade católica na China”, precisou.

O governo, que dirige a chamada Associação Católica Patriótica da China, tinha programado para o dia 9 de junho uma ordenação adicional, mas de última hora decidiu pospô-la a uma data ainda não especificada, ao parecer, pela resistência tanto dos fiéis como do sacerdote eleito para ser ordenado Bispo.

A China só permite o culto católico à Associação Patriótica Católica a China, subordinado ao Partido Comunista Chinês, e rechaça a autoridade do Vaticano para nomear bispos ou governá-los. A Igreja Católica fiel ao Papa não é completamente clandestina; embora seja assediada constantemente.

As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano foram quebradas em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram os clérigos estrangeiros.

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Série Concílios da Igreja: V Concílio de Latrão

Inicou em 10/05/1512 e terminou em 16/03/1517

Papas: Julio II (1503-1513) e Leão X (1513-1521).

As principais descisões deste concílio foram:

1. Contra o concílio sismático de Pisa (1511-1512)

2. Decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc.

3. Condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França.

4. Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França.

5. Condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi.

6. Exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

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Série Concílios da Igreja: Concílio de Basiléia – Ferrara – Florença

Datas e locais:

Basileia – 23/07/1431 a 07/05/1437
Ferrara – 18/09/1437 a 01/01/1438
Florença – 16/07/1439 a ?
Roma – 25/04/1442

Papa: Eugênio IV (1431 – 1447)

As principais decisões deste concílio foram:

1. A reunião com os gregos em 06/07/1439

2. A com os armênios em 22/11/1439

3. A com os jacobistas em 04/02/1442

4. Questões doutrinárias sobre a SS. Trindade:

O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração… E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente. (DS 1300-1301) Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330).  Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio (DS 1331).

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Série Concílios da Igreja: Concílio de Constança

Teve início em 05/11/1414 e terminou em 22/04/1418.

Papas: situação de vários antipapas

As principais descisões deste concílio foram:

1. A resignação do Papa romano, Gregório XII (1405 – 1415)

2. A deposição do anti-Papa , João XXIII (1410-1415) em 29/05/1415

3. A deposição do anti-Papa avinhense, Benedito XIII (1394-1415) em 26/07/1417

4. A eleição de Martinho V em 11/11/1417

5. A extinção do Grande Cisma do Ocidente (1305 – 1378);

6. A condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga, precursores de Lutero.

7. O decreto relativo à periodicidade dos Concílios;

8. A rejeição do conciliarismo (prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).

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Série Concílios da Igreja: Concílio de Viena – França

Teve início em 16/10/1311 e terminou em 06/05/1312

Papa: Clemente V (1305 – 1314)

As principais descisões deste concílio foram:

1. Supressão da Ordem dos Templários;

2.Posicionamento contra o modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados “Espirituais”, que adotavam idéias heréticas sobre a pobreza;

3. Condenação do franciscano Pedro Olivi, que admitia no ser humano elementos intermediários entre a alma e o corpo;

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Série Concílios da Igreja: I e II Concílio de Lyon

I Concílio de Lyon

Aconteceu no período de 28/06 a 17/07 de 1245

Papa: Inocêncio IV (1243 – 1254)

A principal decisão deste concílio foi:

1. A excomunhão e deposição do imperador Frederico II da Alemanha.

II Concílio de Lyon

Aconteceu no período de 07/05 a 17/07 de 1274

Papa: Gregório X (1271 – 1276)

As principais decisões do concílio foram:

1. Procedimentos referentes ao conclave, eleição do Papa em recinto fechado;

2. A união da Igreja latina com a Igreja grega (Constantinopla). 

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Série Concílios da Igreja: IV Concílio de Latrão

Aconteceu no período de 11 a 30 de novembro de 1215

Papa: Inocêncio III (1198 – 1216)

As principais decisões deste Concílio foram:

1. A condenação dos albigenses e valdenses;

2. A condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve, apoiando-se em falsa exegese bíblica;

3. Declaração da existência dos demônios como sendo anjos bons que abusaram do seu livre arbítrio pecando – ”Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa” (DS 800).

4. A realização de mais uma cruzada para libertar o Santo Sepulcro de Cristo, em Jerusalém, que se achava nas mãos dos mulçumanos;

5. A profissão de fé na Eucaristia, tendo sido então usada a palavra “transubstanciação”.

6. A obrigação da confissão e da comunhão anuais.

7. Fixou normas sobre a disciplina e a Liturgia da Igreja.

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Série Concílios da Igreja: II e III Concílio de Latrão

II Concílio de Latrão

Aconteceu no mês de abril de 1139

Papa: Inocêncio II (1130 – 1143)

As principais descisões deste concílio foram:

1. O cisma do antipapa Anacleto II.

2. Vetou o exercício da medicina e da advocacia pelo clero.

3. Rejeitou a usura e o lucro.

II Concílio de Latrão

Aconteceu no período de 05 a 19 de março de 1179

Papa: Alexandre III ( 1159 – 1181)

As principais decisões deste conselho foram:

1. Fixação da necessidade de dois terços dos votos na eleição do Papa, ficando excluído qualquer recurso às autoridades leigas para dirimir dúvidas do processo eleitoral.

2. Rejeição do acúmulo de benefícios ou funções dentro da Igreja por parte de uma mesma pessoa.

3. Recomendação da disciplina da Regra aos monges e cavaleiros regulares, que interferiam indevidamente no governo da Igreja.

4. Condenação das heresias da época, de fundo dualista (catarismo) ou de pobreza mal entendida (a Pattária, o movimento dos Pobres de Lião ou Valdenses)

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