Eu sou a luz do mundo

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Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.» Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança». Mas, mesmo que Eu julgue, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas Eu e o Pai que me enviou. Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido; sou Eu a dar testemunho a favor de mim, e também dá testemunho a meu favor o Pai que me enviou.» Perguntaram-lhe, então: «Onde está o teu Pai?» Jesus respondeu: «Não me conheceis a mim, nem ao meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.» Jesus pronunciou estas palavras junto das caixas das ofertas, quando estava a ensinar no templo. E ninguém o prendeu, porque ainda não tinha chegado a sua hora. (João 8,12-20)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo «Stromata»

Quando Tu, Senhor Jesus, me conduzes à luz, e encontro a Deus graças a Ti, ou recebo de Ti o Pai, torno-me teu co-herdeiro (Rom 8,17), pois não Te envergonhaste de me ter por irmão (Heb 2,11). Acabemos portanto com o esquecimento da verdade, acabemos com a ignorância; e, tendo-se dissipado as trevas que nos envolvem como uma nuvem diante dos olhos, contemplemos o verdadeiro Deus, proclamando: «Salve, luz verdadeira»!».

A luz elevou-se, pois, sobre nós que estávamos mergulhados nas trevas e encerrados na sombra da morte (Lc 1,79), luz mais pura que o sol, e mais bela que esta vida cá de baixo. Esta luz é a vida eterna, e todos os que nela participam estão vivos. A noite evita a luz e, escondendo-se com medo, cede lugar ao dia do Senhor. A luz que não pode ser extinta espalhou-se por toda a Terra e o Ocidente juntou-se ao Oriente. É isto que significa a «nova criação». Com efeito, o sol da justiça (Mal 3,20), que ilumina todas as coisas, resplandece sobre toda a espécie humana, a exemplo de seu Pai, que faz nascer o sol sobre todos os homens (Mt 5,45) e os asperge com o orvalho da verdade.

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Não nos fechemos a Palavra de Deus, como fizeram os fariseus

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Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele __ suponho eu __ a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa. (João 7,40-53)

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Comentário de Beato Tito Brandsma (1881-1942), carmelita holandês, mártir Convite ao heroísmo na fé e no amor

Vivemos num mundo em que o próprio amor está condenado: chamam-lhe fraqueza, algo a superar. Há quem diga: «O amor não tem importância, o que temos de desenvolver é a força; que todos se tornem tão fortes quanto possível; e que o fraco pereça!» Dizem ainda que a religião cristã, com os seus sermões sobre o amor, é uma coisa do passado. […] Essas pessoas dirigem-se a nós com tais doutrinas e até encontram quem as adote com muito gosto. O amor é desconhecido: «O Amor não é amado» dizia São Francisco de Assis; e, séculos mais tarde em Florença, Santa Maria Madalena de Pazzi fazia soar os sinos do seu carmelo para que o mundo soubesse como o Amor é belo! Também eu gostaria de fazer soar os sinos para dizer ao mundo como é belo amar!

O neo-paganismo [do nazismo] pode repudiar o amor; mas a História ensina-nos que, apesar de tudo, venceremos esse neo-paganismo através do amor. Nós não abandonaremos o amor. O amor far-nos-á reconquistar os corações desses pagãos. A natureza é mais forte do que a filosofia. Ainda que uma filosofia condene e rejeite o amor e o apelide de fraqueza, o testemunho vivo do amor renovará sempre o seu poder para conquistar e cativar os corações dos homens.

Queres ser curado?

Ao contrário do que costuma fazer, Jesus hoje toma a iniciativa e, com olhar compassivo, pergunta Ele mesmo ao paralítico: “Queres ser curado?” Este episódio nos desperta para o fato de que Deus, inteiramente livre, tem os seus eleitos, chamados muitas vezes a realizar uma obra especial a favor de toda a Igreja.

Ao contrário do que costuma fazer, Jesus hoje toma a iniciativa e, com olhar compassivo, pergunta Ele mesmo ao paralítico: “Queres ser curado?” Este episódio nos desperta para o fato de que Deus, inteiramente livre, tem os seus eleitos, chamados muitas vezes a realizar uma obra especial a favor de toda a Igreja.

Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?» O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga». Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou disse-me: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local. Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior». O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado . (João 5,1-16)

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Comentário de Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 124

Os milagres de Cristo são símbolos das diferentes circunstâncias da nossa salvação eterna […]; aquela piscina é o símbolo do dom precioso que nos faz o Verbo do Senhor. Em poucas palavras, aquela água é o povo judeu; os cinco pórticos são a Lei, escrita em cinco livros. Aquela água está, pois, rodeada por cinco pórticos tal como o povo estava rodeado pela Lei que o definia. A água que se agitava e se turvava é a Paixão do Salvador no meio desse povo. Quem descesse à água era curado, mas só um, para representar a unidade. Os que não podem suportar que se lhes fale da Paixão de Cristo são orgulhosos; não querem descer e não são curados. «O quê?», dizem esses homens altivos. «Acreditar que um Deus encarnou, que um Deus nasceu de uma mulher, que um Deus foi crucificado e flagelado, que foi coberto de chagas, que morreu e foi sepultado? Não, jamais acreditaria nessas humilhações de Deus: são indignas dele!»

Calai a cabeça e deixai falar o coração. As humilhações de Deus parecem indignas aos arrogantes e é por isso que eles estão tão afastados da cura. Guardai-vos, pois, desse orgulho; se desejais a vossa cura, aceitai descer. Teríeis razão para vos preocupardes se vos dissessem que Cristo tinha sofrido alguma mudança ao encarnar. Mas não. […] O vosso Deus mantém-Se como era, não receeis; Ele não morre e impede-vos de morrer. Sim, Ele permanece o que é; nasce de uma mulher, mas fá-lo segundo a carne. […] Foi como homem que Ele foi preso, amarrado, flagelado, coberto de ultrajes e, por fim, crucificado e morto. Porque vos aterrorizais? O Verbo do Senhor permanece eternamente. Quem repudia as humilhações de um Deus não quer ser curado da ferida mortal do seu orgulho.

Pela sua encarnação, nosso Senhor Jesus Cristo restituiu, pois, a esperança à nossa carne. Tomou para Si os frutos bem conhecidos desta terra: o nascimento e a morte. O nascimento e a morte são, com efeito, bens que a terra possuía em abundância; mas nela não havia ressurreição nem vida eterna. Ele colheu os frutos desgraçados desta terra ingrata e em troca deu-nos os bens do seu reino celestial.

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A fé precisa crescer. Mas como?

A fé é uma realidade em constante crescimento. Como uma semente que vai aos poucos germinando, também ela — dom de Deus — precisa passar por certas etapas de desenvolvimento. Quais são elas? Afinal, que caminho a nossa fé tem de percorrer até desabrochar e tornar-se a “maior de todas as hortaliças” (Mc 4, 32)? Assista à homilia desta 2.ª-feira e descubra a resposta!

A fé é uma realidade em constante crescimento. Como uma semente que vai aos poucos germinando, também ela — dom de Deus — precisa passar por certas etapas de desenvolvimento. Quais são elas? Afinal, que caminho a nossa fé tem de percorrer até desabrochar e tornar-se a “maior de todas as hortaliças” (Mc 4, 32)? Assista à homilia desta 2.ª-feira e descubra a resposta!

Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia. Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra. Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, a que também eles tinham assistido. Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente. Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer. Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis». O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra». Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho. Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia. Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou». Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa. Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia. (João 4,43-54)

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Comentário Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo Homília 6, sobre Heb 4, 12

«A palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes» (Hb 4,12). Com estas palavras, o apóstolo mostra aos que procuram Cristo – Palavra, Força e Sabedoria de Deus – toda a força e toda a sabedoria que há na Palavra de Deus. No princípio, a Palavra estava junto do Pai, era eterna com Ele (Jo 1,1). Foi revelada a seu tempo aos apóstolos, anunciada por eles, e recebida humildemente na fé pelo povo crente.

Há, por conseguinte, uma Palavra no Pai, uma Palavra na boca dos apóstolos, e uma Palavra no coração dos crentes. A Palavra que está na boca dos apóstolos é a expressão da Palavra que está no Pai; é também expressão da Palavra que está no coração do homem. Quando se compreende a Palavra, ou quando se crê nela, ou quando se a ama, a Palavra que está no coração do homem converte-se em inteligência da Palavra, ou em fé na Palavra, ou em amor à Palavra. Quando estas três se reúnem num só coração, no mesmo instante compreende-se, crê-se e ama-se a Cristo, Palavra de Deus, Palavra do Pai […]. Cristo habita nessa pessoa pela fé e, por admirável condescendência, desce do coração do Pai ao coração do homem […].

A Palavra de Deus […] é viva: o Pai deu-lhe ter vida em si própria, como Ele tem a vida em Si mesmo (Jo 5,26). É por isso que ela não é apenas viva, mas é Vida, como está escrito: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). E, dado que é Vida, é viva para ser vivificante, porque «assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer» (Jo 5,21).

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Obs.: Hoje tem programa Dominus Vobiscum. Às 20h30 na webrádio Coração de Mãe e 21h30 aqui no Blog.  Esperamos por você!

O primeiro e maior de todos os mandamentos

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“Amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração e de toda a alma.” O primeiro mandamento, ponto máximo da Lei, não é senão uma resposta a um amor que, de tão abundante, nos amou antes mesmo que o pudéssemos amar. Somos pois ingratos e duros de coração; o Senhor, no entanto, rico em misericórdia, nos ama apesar da nossa dureza, apesar da nossa falta de amor. Assista à homilia desta 6.ª-feira e descubra as maravilhas deste divino amor!

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu: «O primeiro é este: ‘Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d’Ele. Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo. ) (Marcos 12,28b-34)

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Comentário EXTRAÍDO dO Concílio Vaticano II – Constituição Dogmática sobre a Igreja no mundo atual (Gaudium et Spes), §§ 23-24

Entre os principais aspectos do mundo atual, conta-se a multiplicação das relações entre os homens, cujo desenvolvimento é muito favorecido pelos progressos técnicos hodiernos. Todavia, o diálogo fraterno entre os homens não se realiza ao nível destes progressos, mas ao nível mais profundo da comunidade das pessoas, a qual exige o mútuo respeito da sua plena dignidade espiritual. A revelação cristã favorece poderosamente esta comunhão entre as pessoas, ao mesmo tempo que nos leva a uma compreensão mais profunda das leis da vida social que o Criador inscreveu na natureza espiritual e moral do homem. […]

Deus, que de todos nós cuida com solicitude paternal, quis que os homens formassem uma só família e se tratassem uns aos outros como irmãos. Criados todos à imagem e semelhança daquele Deus que «fez a partir de um só homem todo o gênero humano, para habitar em toda a face da terra» (At 17, 26), todos são chamados a um só e mesmo fim, que é o próprio Deus. É por isso que o amor de Deus e do próximo é o primeiro e o maior de todos os mandamentos. Mas a Sagrada Escritura ensina-nos que o amor de Deus não se pode separar do amor do próximo: «Todos os outros mandamentos resumem-se nestas palavras: “Amarás o próximo como a ti mesmo”. […] A caridade é, pois, o pleno cumprimento da lei» (Rom 13, 9-10; cf 1Jo 4, 20). Isto revela-se como sendo da maior importância, hoje que os homens se tornam cada dia mais dependentes uns dos outros e o mundo se unifica cada vez mais.

Mais ainda: quando o Senhor Jesus pede ao Pai «que todos sejam um […] como Nós somos um» (Jo 17, 21ss.),  sugere – abrindo perspectivas inacessíveis à razão humana – que há uma certa analogia entre a união das pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta analogia torna manifesto que o homem, única criatura da Terra a ser querida por Deus por si mesma, não se pode encontrar plenamente a não ser no sincero dom de si mesmo.

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Quem é o nosso verdadeiro inimigo?

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A primeira mentira do demônio foi fazer-nos acreditar que é Deus, e não ele, “homicida desde o princípio”, o nosso verdadeiro inimigo. Semeando dúvidas e falsas promessas em nosso coração, o diabo, que só procura perder-nos, nos conduz à loucura de suspeitar até mesmo da bondade dAquele que é e sempre será o próprio Bem. Assista à pregação desta 5.ª-feira e se aprofunde na sabedoria do Evangelho!

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demônio que era mudo. Logo que o demônio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demônios, que Ele expulsa os demônios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demônios. Ora, se Eu expulso os demônios, por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demônios, pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa.  (Lucas 11,14-23)

Confira o comentário do Padre Paulo Ricardo sobre este evangelho

Comentário de Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo Homilias sobre Josué 15, 1-4

Se as guerras [do Antigo Testamento] não fossem símbolos das guerras espirituais, parece-me que os livros de história dos judeus não teriam sido transmitidos aos discípulos de Cristo,  que veio ensinar a paz; nem teriam sido transmitidos pelos apóstolos como leitura a fazer nas assembleias. Com efeito, de que serviriam tais descrições de guerras àqueles que ouvem Jesus dizer: «Dou-vos a paz, deixo-vos a minha paz» (Jo 14,27), àqueles a quem o apóstolo Paulo ordenou: «Não vos vingueis por vós próprios» (Rom 12,19), e «Aceitai a injustiça, preferi ser prejudicados» (1Cor 6,7)?

Paulo bem sabia que não temos de travar uma guerra material, mas temos de combater com grande esforço na nossa alma contra os nossos adversários espirituais. Qual comandante de um exército, dá pois o seguinte preceito aos soldados de Cristo: «Revesti-vos das armas de Deus, a fim de poderdes resistir às emboscadas do demónio» (Ef 6,11). E foi para que possamos ir buscar aos actos dos antigos modelos para a nossa guerra espiritual que quis que se lessem na assembleia os relatos das suas façanhas. Assim, se formos espirituais, nós que aprendemos que «a Lei é espiritual» (Rom 7,14), abordaremos essa leitura «das realidades espirituais em termos espirituais» (1Cor 2,13). E consideraremos, ao ver as nações que atacaram visivelmente o Israel material, qual é o poder das nações dos inimigos espirituais, desses «espíritos maus que andam espalhados pelos ares» (Ef 6,12), travando guerras contra a Igreja do Senhor, que é o novo Israel.

Vaidade e hipocrisia

Olá pessoal! Ontem eu não consegui postar o evangelho do dia (foi um dia mega corrido). Mas hoje segue o comentário do Padre Paulo Ricardo, que por sinal mexeu muito comigo. Vale a pena assistir. São cinco minutos que realmente fazem diferença no seu dia. Pax Domini.

Como amar nossos inimigos?

A partir de hoje voltaremos a publicar no Blog Dominus Vobiscum a homilia diária do Padre Paulo Ricardo. Sei que muitos blogs fazem isso e que bom que o fazem. E sinceramente fico feliz em saber que o padre é referência para tanta gente de Deus que deseja seguir a palavra. Na homilia de hoje, o padre fala sobre a difícil missão que Deus no impõe: amar nossos inimigos. Assista!

Estamos a um passo do aborto, e precisamos da sua ajuda!

Como dizem por ai: Agora a treta ficou séria. Sinto não ter publicado isso antes e espero que haja tempo para contermos essa “chacina autorizada”. O Congresso brasileiro aprovou na última semana um projeto de lei que pode levar à morte centenas de crianças nos próximos anos. O Brasil está a um passo da legalização do aborto e só depende de você a aprovação ou não deste projeto. Para que entre em vigor, a presidente Dilma deverá sancioná-lo. Por isso, urge a sua manifestação de forma contundente para que o chefe desta nação vete todos os artigos desta infame artimanha que põe em risco o direito mais elementar do ser humano: a vida. O país está diante de uma escolha: bênção ou maldição! Não se esqueçam, o sangue dessas crianças irá clamar a Deus desde a terra como clamou o sangue de Abel (Gn 4, 10). Veja o vídeo e depois continue!

É hora da ação. Não é possível esperar mais nem um minuto sequer. Entre em contato o mais rápido possível com todas as lideranças pró-vida de sua Diocese, inclusive com os bispos e com os padres. Cobrem uma atitude. Lotem as caixas de e-mail dos jornalistas, políticos e sobretudo, da presidência, exigindo o total repúdio do PL 03/2013. Pela vida, procura-se combatentes!

Eu mesmo enviei um email para todos os dirigentes da CNBB e para os deputados que conheço e defendem a vida. Segue em anexo os endereços e o corpo do email.

Assunto: Ajude-nos contra a PLC 03/2013‏

Reverendíssimos Senhores Padres e Bispos,

Venho por meio deste e-mail como cristão, católico que sou, implorar junto a vocês que intervenham de alguma maneira diante da PLC 03/2013, que virtualmente legaliza o aborto no nosso país. Algo precisa de ser feito e devemos manifestar o nosso repúdio a esse projeto de lei que agora parece só depender da vontade da nossa Presidente para ser aprovado ou não. Não podemos ser coniventes com o estado de coisas que se instala no Brasil, de permitir o morticínio de inocentes. Conto com o Vosso apoio, a quem mais poderemos recorrer num momento como este?

Atenciosamente (Seu nome)

Emails da CNBB: subsecgeral@cnbb.org.br, subpastoral@cnbb.org.br, economo@cnbb.org.br, imprensa@cnbb.org.br, cf@cnbb.org.br, politica@cnbb.org.br, consultorcanonico@cnbb.org.br, diretorec@cnbb.org.br, inp@cnbb.org.br

Comissão de Direitos Humanos convida o padre Paulo Ricardo para discutir os direitos do nascituro

Padre Paulo RicardoMais uma boa notícia! E desta vez não apenas para os católicos, mas para todos que defendem a vida desde a sua concepção. O site da Câmara dos Deputados publicou em seu site que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realizará uma audiência pública na quarta-feira (dia 10 de julho), às 14 horas, para discutir os direitos humanos do nascituro. Essa por si só seria uma ótima notícia. Porém o melhor de tudo é que entre os convidados para essa audiência está o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, que segundo o site é mestre em Direito, junto com representantes dos ministérios da Justiça e da Saúde. O debate ocorrerá no Plenário 9.

O deputado Henrique Afonso (PV-AC), que propôs a audiência, afirma ser necessário “discutir as estratégias internacionais que investem uma grande quantidade de recursos para promover uma cultura de morte no Brasil por meio de organizações não governamentais”. Não conheço o histórico deste deputado, mas devo dizer que nessa ele marcou um ponto importante a favor da vida, pois sabemos da ampla bagagem que o Padre Paulo tem e que certamente será mais um voz de peso a falar em defesa aos nascituros.

“O Poder Legislativo e a sociedade brasileira há muito querem e precisam saber o motivo por tanta pressão pela legalização do aborto no Brasil”, completa Henrique Afonso.