O Papa, o índio louco e a cruz comunista: Pode ou não pode Arnaldo?

O mundo inteiro estranhou e se revoltou com o presente que o índio doido que os bolivianos chama de presidente deu ao Papa. E o Dominus Vobiscum não poderia de dar sua opinião.

O mundo inteiro estranhou e se revoltou com o presente que o índio doido que os bolivianos chama de presidente deu ao Papa. E o Dominus Vobiscum não poderia de dar sua opinião.

A ousadia dos comunistas aliada ao desejo de ofender os cristãos não tem limites e em geral propicia-nos a momentos toscos como este da foto acima. O assunto já está batido e debatido nas redes sociais de forma que vou apenas resumir o acontecido para prosseguir com o pensamento…

Em visita a Bolívia, o Santo Padre recebeu do presidente Evo Morales (aquele índio doido que os bolivianos chamam de presidente) essa coisa bizarra a quem chamaram de cruz, feita em forma da foice e do martelo (símbolo do comunismo). A cara do Papa Francisco mostra o grau de satisfação dele com o presente. E nem adianta diplomatas falarem: O pontífice não gostou. Se ele fosse brasileiro e nordestino talvez dissesse: “Mas que raio de bixiga lixa é isso? Queres arriar é velho?” Mas como o Papa é argentino, foi um pouco mais educado. Disse algumas palavras que cada um interpreta de um jeito. Como não falo espanhol, não entro no mérito…

Porém mais do que um presente de grego, ao meu ver, o presente é uma afronta a fé católica: Cristo sendo crucificado em uma foice e em um martelo, retrata o descaso da ideologia social-comunista para com o objeto mais sagrado do cristianismo que é a cruz. É preciso lembrar que o comunismo tem como um de seus pilares a destruição da fé católica. E antes que me chamem de radical ou venham tentar argumentar que não, transcrevo abaixo trecho do próprio Karl Marx afirmando efusivamente que o fim da religião é imprescindível para o crescimento do comunismo:

“Além disso, há verdades eternas, como a liberdade, a justiça, etc, que são comuns a todos os regimes sociais. Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a moral, em lugar de lhes dar uma nova forma, e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior.” (Karl Mark – Manifesto Comunista)

“A luta continuava a ser travada com armas filosóficas, mas já não se lutava por objetivos filosóficos abstratos; agora, tratava-se diretamente de acabar com a religião tradicional e com o Estado existente.” (K. Marx. F. Engels. Obras escolhidas. vol. 3. Rio de Janeiro, Editorial Vitória Limitada, 1963, p. 176)

Além do mais, sabemos que ao longo da história o socialismo e o comunismo (partindo do princípio que ambos tem a mesma raiz), já mataram mais de 100 Milhões de pessoas em todo mundo.

comunismo

Portanto o presente de extremo mal gosto estético e artístico não foi por acaso. Existe ali uma razão implícita de afronta ao Papa e consequentemente ao cristianismo no mundo todo. Não esqueçam que a própria Teologia da Libertação (uma tentativa de inserir a ideologia comunista na Fé Católica) tem um discurso que tenta reduzir a distância entre o céu e a terra usando como exemplo a cruz, e afirmando que temos que ser “menos verticais” e mais “horizontais”. Ou seja: Vamos derrubar o clero e ordem litúrgica e vamos fazer uma Igreja do jeito que agente quer e que agente gosta. Houve ali uma tentativa de minimizar a força do símbolo maior da nossa fé, que é a morte cruenta de Nosso Senhor Jesus Cristo e consequentemente a sua vitória contra a morte, ressuscitando no terceiro dia.

Óbvio que o presidente da Bolívia inventou uma desculpa para dar o presente (dizendo que foi uma obra de arte feita por um padre e blá,blá, blá…) querendo dar uma de João-sem-braço, pensando que enrola o mundo do jeito que enrola os bolivianos, mas sabemos a sua real intenção.

Sabemos também que o Padre Frederico Lombardi recentemente deu um depoimento em nome da Santa Sé colocando panos quentes na situação (e antes que crucifiquem o Papa ou o Vaticano, lembrem-se que a Santa Sé é um país e que portanto a diplomacia se faz necessária).

Mas como eu não sou diplomata e achei aquela coisa tosca, fruto de um tremendo mal gosto estético, além de uma afronta a minha fé, eu vou falar sem diplomacia: Sou católico e acho que aquilo ali não se dá pra ninguém. Foi uma afronta a fé e uma tentativa de ridicularizar a Igreja. Se eu como católico me senti ofendido, imagina o Santo Padre?

Agora vamos a história recente para mostrar que o presente não dado por acaso, mas ao contrário, foi mais uma tentativa de espezinhar a Igreja Católica de forma irônica e jocosa. Veja ele já fez umas palhaçadas assim antes. é reincidente amigos! Já levou cartão amarelo e já passou da hora de levar um cartão vermelho! Veja…

No início de seu governo em 2006, Evo se apresentava como líder ambientalista e evocava a divindade divina andina Pachamama (“Mãe Terra”). Mas no intuito de ganhar dinheiro seu discurso mudou. Recentemente ao autorizar a exploração de gás e petróleo em parques nacionais, Evo afirmou que as reservas florestais são apenas “invenções do Império Norte-Americano”. Resumindo: Ele não acredita em nada só no dinheiro e no poder como todo bom comunista.

Na sua posse, Evo Morales fez questão de começar as solenidades com um ritual ancestral indígena em um sítio arqueológico chamado Tiwanaku. Dilma participou do evento...

Na sua posse, Evo Morales fez questão de começar as solenidades com um ritual ancestral indígena em um sítio arqueológico chamado Tiwanaku. Dilma participou do evento…

Vale lembrar que por causa deste senhor, o Catolicismo deixou de ser a religião oficial da Bolívia. Com isso o ensino religioso foi abolido no país desde 2009 quando também afirmou:

“A Igreja Católica é um símbolo do colonialismo europeu e, portanto, deve desaparecer da Bolívia”.

Recordemos ainda que quando visitou o Vaticano em 2013, Evo Morales achando-se senhor do bem e do mal, e no direito de dizer o que a Igreja deve ou não fazer, entregou ao Papa Bento XVI uma carta pedindo o fim do celibato e a ordenação presbiteral de mulheres, dizendo que a Igreja precisa “democratizar e humanizar sua estrutura clerical”:

“A Igreja não tem que negar uma parte fundamental de nossa natureza como seres humanos e deve abolir o celibato. Assim haverá menos filhos e filhas não reconhecidos por seus padres”…

Moral da história: Evo Morales ofendeu e no fim da história ficou feio pra ele, porque é ridículo ofender um visitante da forma que ele fez com o Papa. Isso mostra o caráter deste homem, e da ideologia a qual ele pertence e milita. Também mostrou que o comunismo, ao contrário do que alguns dizem está mais vivo do que nunca e que a América do Sul está cheio de gente que pensa assim e que já dominou boa parte dos governos sul-americanos. Se o Papa continuar visitando os “hermanos” da América do Sul é capaz de receber coisa pior: Quem sabe até uma… mandioca!

Não pensem que o índio pachamana é o único: O presidente da Venezuela é comuna, da Argentina também, do Uruguai, do Chile, do Brasil… Quem sabe esta viagem do Papa não sirva para abrir os olhos dos cegos que não perceberam ainda que a América do Sul está se tornando uma América Social-Comunista? Quem sabe não sirva para que alguns católicos que ainda agonizam na tal Teologia da Libertação não vejam o perigo disso para nossa fé? Afinal de contas, há males que vem para o bem…

Dominus Vobiscum

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Papa Francisco reza em cemitério de bebês abortados…

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Foto: AFP – Site http://www.abc.es

“Taeahdongsan”. Um lindo jardim onde se pode ver uma estátua da Sagrada Família. Seria um belo cenário bucólico se não houve um detalhe triste: A imagem está rodeada de centenas cruzes de madeira brancas que representam os não-nascidos, ou seja, um cemitério de seres humanos abortados. Foi neste lugar que o Papa Francisco orou em silêncio neste sábado, em sua visita a Coréia do Sul.

A Coreia do Sul tem uma alta taxa de abortos, e segundo os últimos dados oficiais divulgados em 2005, foram praticadas 340 mil interrupções voluntárias da gravidez contra 440 mil nascimentos. A lei sul-coreana do aborto estabelece regras para a interrupção da gravidez, como estupro, incesto, perigo para a saúde da mãe e doenças hereditárias, e limita o procedimento até 24 semanas de gestação. Mas assim como no Brasil, raramente a lei para pune quem pratica o aborto.

Infelizmente a Coréia do Sul tem políticas de redução da taxa de fertilidade para combater a superpopulação, implantadas na década de 60 pelo governo.

Até onde procurei, não encontrei nenhum pronunciamento do Santo Padre com relação a este trecho da visita, porém diante da imagem que vemos quem precisa de palavras?

Qualquer ser humano que defenda a vida desde a sua concepção não tem como não se emocionar diante de um cenário triste e lamentável: centenas de túmulos de crianças que nem chegaram a nascer. E como não seriam seres humanos aqueles que foram enterrados?

É fato que poucos sites jornalísticos noticiaram a visita (talvez influenciados pelo capital dos abortistas ou pela ideologia da morte). Mas mesmo assim, imagens como estas correm o mundo, sobretudo pela internet, e mostram o comprometimento da Igreja Católica Apostólica Romana com a vida desde a sua concepção.

Quanto a nós brasileiros, cabe lutar (e lutar muito!) para que em um futuro próximo não tenhamos vários cemitérios de fetos, como o “Taeahdongsan” (haja vista que nosso governo atual é comprometidamente participativo da cultura da morte).

Pax Domini

Acabou o recreio da missa: Papa Francisco proíbe canto da paz e outras baguncinhas…

abraço da paz

Eita que essa baguncinha do recreio está com os dias contados!

Papa Francisco manda um recado aos que achavam que ele iria “inovar” e “modernizar” a Igreja: Aqui não é, não foi, e jamais será uma democracia. Aqui a voz do povo não é a voz de Deus. Tudo bem que ele não disse isso com estas palavras que eu usei, mas disse com um grande gesto concreto: Através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos chega para todos os católicos um novo documento: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA.

Neste documento, a Igreja deseja ensinar o correto significado do dom da paz na missa e a forma correta de o fazê-lo. Resumidamente a Igreja através desta carta, quer alertar os católicos de que momento da paz não é a hora do recreio na missa, onde é permitida a baguncinha, onde todo mundo pode romper o silêncio, sair dando abracinhos, beijinhos, e colocando o papo em dia. Também não é a hora de tocar aquela musiquinha animada da paz dizendo que você é importante, e que é muito bom você estar aqui. E muito menos o momento do padre abandonar o altar e bancar o padre peregrino que não descansa até cumprimentar o último fiel presente.

Antes de qualquer coisa é preciso que eu diga que um dia eu também já fiz isso. Quando toco em uma missa e o padre pede para cantar a paz, tenho que cantar, muito embora não ache correto. Já faz um tempo que tenho me dedicado a estudar a Santa Liturgia e agora tento não errar mais. Errei muito mais por falta de conhecimento do que por desobediência à liturgia. Mas graças a Deus agora temos um documento que podemos apresentar aos sacerdotes peregrinos. Se eles se recusarem a obedecer ai é problema deles com a Igreja e com Deus. Nosso papel é instruir, informar, ensinar mas acima de tudo obedecer. Agora só fica a pergunta: Como o padre pode pedir obediência aos fieis, se nem ele mesmo obedece? Como o padre pode ensinar aos fieis a fazer aquilo que Deus ensina, se os padres não obedecem a Igreja e fazem tudo que lhe dá na telha?

O momento da paz está inserido no Rito Eucarístico, um momento profundo onde o silêncio e a oração se fazem presentes. Portanto o momento da paz é simples: De maneira discreta e profunda, deseje a PAZ DE CRISTO a pessoa que está do lado esquerdo e direito. Feito isso, segue o rito. Nada de ficar acenando a mão para a aquele seu amigo que está do outro lado da igreja. Segundo o Papa Francisco e a Congregação para o Culto Divino #TheZueirasEnd.

Agora vem a missão de quem é realmente católico: Obedecer e ensinar aos outros irmãos. Não cabe a nós dar jeitinhos, adaptar a ordem, inventar uma nova dinâmica, pensar em um novo jeito… Enfim, não cabe a nós a desobediência. Aos padres, cabe a missão de reunir e ensinar os fieis. É lógico que isso não vai mudar da noite para o dia. É uma mudança de mentalidade onde os fieis adeptos da “baguncinha do recreio” vão reclamar, fazer birra, beicinho… Mas é preciso mais do que nunca se fazer cumprir esta ordem que não é minha, mas da Igreja.

Para os que desejam saber mais, preparei um PDF com a carta traduzida para o português pelo site Apologistas Católicos se desejar, O clique, imprima, informe ao seu sacerdote. BAIXE A CARTA CLICANDO AQUI. Vai que de repente ele não está sabendo… Agora é com você!

E se caso algum irmão que acessa este blog não tenha gostado daquilo que escrevi acima, vai um recado importante: Eu sou católico, nasci, cresci e devo muito da minha fé a Renovação Carismática Católica. Mas hoje eu tenho a compreensão de que não podemos transformar a missa em um grupo de oração. Da mesma forma com os outros movimentos e pastorais. A Santa Missa está acima de todos nós.

Pax Domini

Leia também: Os brutos também evangelizam. E nem adianta “mi, mi, mi”…

Papa Francisco manda mensagem e benção apostólica às famílias brasileiras

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O Papa Francisco enviou no dia 06 de agosto (terça feira passada) uma benção apostólica para os fiéis, comunidades e paróquias que participam, no Brasil, da Semana Nacional da Família. A semana, que teve início ontem (dia 11 de agosto) e se encerra no próximo dia 17 do mesmo mês, tem como tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. O evento é animado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.  Na mensagem como vocês podem ver abaixo, o Sumo Pontífice nos fala sobre a missão dos pais em educar e testemunhar aos filhos a fé católica e na luta contra o aborto em todas as suas fases. Eis na íntegra da mensagem do Papa Francisco (os grifos são meus):

Queridas famílias brasileiras,

Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é “A transmissão e a educação da fé cristã na família”, encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos” (Carta Enc. Lúmem Fidei, 53). Neste sentido, os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus. De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida. Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a Benção Apostólica.

Papa Francisco – Vaticano, 6 de agosto de 2013

Fonte: Radio Vaticana

Conselho do Papa aos que aspiram o sacerdócio

papa bergoglioAtenção amigos seminaristas que visitam este singelo blog. O Papa deixou uma mensagem especial para vocês! O jornal ‘L’Osservatore Romano’, na edição desta ultima quarta-feira (07/08), trouxe informações importantes sobre o encontro do Papa Francisco com 60 jovens pertencentes ao grupo vocacional da Diocese de Bréscia, Itália, que aspiram aos diversos estados de vida, e foram ao Vaticano (à pé) em peregrinação por ocasião do 35º aniversário da morte do Papa Paulo VI. Como já disse antes, o grupo de jovens da Diocese de Bréscia era bastante heterogêneo, sendo formado por casais de namorados, jovens esposos, aspirantes a seminaristas, catequistas e jovens. Embora as palavras fossem ditas aos jovens italianos, elas também se aplicam a todos os jovens do mundo, mas a grande palavra dele fora dirigida aos jovens que aspiram ao sacerdócio.

O encontro aconteceu pouco depois das 18 horas e após os jovens realizarem todas as etapas da sua peregrinação. A breve conversa com o Papa não estava programada. Mas os jovens pediram, o bispo interviu e Francisco saiu para encontrá-los diante da Casa Santa Marta. Ele disse:

“Vos agradeço tanto por esta visita. Isto é muito bonito. Agrada-me muito”.  (Papa Francisco)

Os jovens estavam tão certos que o Papa Francisco não iria deixar de atender o seu pedido, que haviam até preparado um breve discurso de saudação. Eles agradeceram a Francisco pela confiança que deposita nos jovens e as orientações que lhes deu no dias da JMJ Rio 2013. Entre outras coisas, a jovem intérprete, em nome de todos, citou de memória algumas passagens marcantes dos discursos de Francisco no Rio. Ao acabar, o Papa demonstrou agradável surpresa e disse:

“Ehi! Mas que bela memória, te recordas de tudo?” (Papa Francisco)

Aos jovens presentes que pensam em entrar no seminário, o Papa recomendou para iniciarem este novo caminho ‘com seriedade’.

“Vocês verão que é uma alegria, uma alegria mas não uma brincadeira. É uma coisa séria. É como casar-se. Então, é uma escolha séria na vida. Porém, quando se leva uma coisa à sério, então ela torna-se bela. Mesmo se difícil”.  (Papa Francisco)

Pode ser uma frase simples, mas se torna uma frase de peso quando dita pelo Sumo Pontífice que convidou o jovem a optar por escolhas definitivas. Portanto, se é o seu desejo (e um belo desejo por sinal) ser padre um dia, considere verdadeiramente a observação do Papa. #FicaDica!

Dominus Vobiscum

Papa Francisco: Não se pode anunciar o Cristo sem a Igreja!

papa francisco

“Todo batizado tem o dever de anunciar o Evangelho, Cristo, mas este anúncio não pode fazer-se sem a Igreja”. Foram estas as palavras do Papa Francisco em sua mensagem pelo 87º Dia Mundial das Missões divulgada hoje e que se celebra em 20 de outubro. O Santo Padre explicou ainda em sua mensagem que para este anúncio a pessoa deve ser capaz de aceitar a fé e deve ter a coragem de pôr sua confiança em Deus.

A história do Dia Mundial das Missões vem desde 1926, quando a Obra da Propagação da Fé, por sugestão do círculo missionário do seminário da cidade italiana de Sassari, propôs ao Papa Pio XI convocar um dia anual a favor da atividade missionária da Igreja universal. A petição foi acolhida favoravelmente, e no ano seguinte (1927) foi celebrado o primeiro “Dia Mundial das Missões para a propagação da fé”, estabelecendo que este seja comemorado cada penúltimo domingo de outubro, tradicionalmente reconhecido como mês missionário por excelência. Leia aqui na íntegra a mensagem do Papa Francisco (os grifos e negritos são meus):

“Queridos irmãos e irmãs,

Este ano celebramos o Dia Mundial das Missões enquanto se está concluindo o Ano da Fé, ocasião importante para reforçar a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia com coragem o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.

1. A fé é um dom precioso de Deus, o qual abre a nossa mente para que possamos conhecê-Lo e amá-Lo. Ele quer entrar em relação conosco para fazer-nos participar da sua própria vida e tornar a nossa vida mais cheia de significado, melhor, mais bela. Deus nos ama! A fé, porém, pede para ser acolhida, pede, isso é, a nossa resposta pessoal, a coragem de confiar-nos a Deus, de viver o seu amor, gratos pela sua infinita misericórdia.

É um dom, então, que não é reservado a poucos, mas que vem oferecido com generosidade. Todos deveriam poder experimentar a alegria de sentir-se amado por Deus, a alegria da salvação! E é um dom que não se pode ter só para si mesmo, mas que deve ser compartilhado. Se nós queremos tê-lo somente para nós mesmos, nos tornaremos cristãos isolados, estéreis e doentes.

O anúncio do Evangelho faz parte do ser discípulos de Cristo e é um empenho constante que anima toda a vida da Igreja. “O zelo missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial”. Toda comunidade é “adulta” quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la também às “periferias”, sobretudo a quem não teve ainda a oportunidade de conhecer Cristo.

A solidez da nossa fé, em nível pessoal e comunitário, é medida também pela capacidade de comunicá-la aos outros, de difundi-la, de vivê-la na caridade, de testemunhá-la a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida.

2. O Ano da Fé, a cinquenta anos do início do Concílio Vaticano II, é de estímulo para que toda a Igreja tenha uma renovada consciência da sua presença no mundo contemporâneo, da sua missão entre os povos e as nações. A missionariedade não é somente uma questão de territórios geográficos, mas de povos, de culturas e de indivíduos, propriamente porque os “confins” da fé não atravessam somente lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e de cada mulher.

O Concílio Vaticano II destacou de modo especial como a tarefa missionária, a tarefa de alargar os confins da fé, seja própria de cada batizado e de todas as comunidades cristãs: “Porque o povo de Deus vive nas comunidades, especialmente naquelas diocesanas e paroquiais, e nessas de todo modo aparece de forma visível, cabe também a estas comunidades dar testemunho de Cristo diante das nações“.

Toda comunidade é então interpelada e convidada a fazer próprio o mandato confiado por Jesus aos Apóstolos de ser suas “testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”, não como um aspecto secundário da vida cristã, mas como um aspecto essencial: todos somos enviados nas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos anunciadores do seu Evangelho.

Convido os Bispos, os Presbíteros, os Conselhos presbiterais e pastorais, toda pessoa e grupos responsáveis na Igreja a dar ênfase à dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio compromisso apostólico não é completo se não contém o propósito de “dar testemunho de Cristo diante das nações”, diante de todos os povos. A missionariedade não é somente uma dimensão programática na vida cristã, mas também uma dimensão paradigmática que abrange todos os aspectos da vida cristã.

3. Muitas vezes a obra de evangelização encontra obstáculos não somente em seu lado externo, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às vezes são frágeis o fervor, a alegria, a coragem, a esperança no anunciar a todos a Mensagem de Cristo e no ajudar os homens de nosso tempo a encontrá-Lo. Às vezes se pensa ainda que levar a verdade do Evangelho seja fazer violência à liberdade.

Paulo VI tem palavras iluminadoras quanto a isso: “Seria…um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a esta consciência a verdade evangélica e a salvação de Jesus Cristo com plena clareza e no respeito absoluto das livres opiniões que essa fará…é uma homenagem a esta liberdade”.

Devemos ter sempre a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo, de fazer-nos portadores do seu Evangelho. Jesus veio em meio a nós para indicar o caminho de salvação, e confiou também a nós a missão de fazê-lo conhecer a todos, até os confins da terra. Muitas vezes vemos que são a violência, a mentira, o erro a serem colocados em destaque e propostos.

É urgente fazer resplandecer no nosso tempo a vida boa do Evangelho com o anúncio e o testemunho, e isto a partir do interior da própria Igreja. Porque, nesta perspectiva, é importante não esquecer nunca um princípio fundamental para todo evangelizador: não se pode anunciar Cristo sem a Igreja. Evangelizar não é nunca um ato isolado, privado, mas sempre eclesial.

Paulo VI escrevia que “quando o mais desconhecido pregador, missionário, catequista ou pastor anuncia o Evangelho, reúne a comunidade, transmite a fé, administra um Sacramento, mesmo se está sozinho, cumpre um ato de Igreja”. Ele não age “por uma missão atribuída a si mesmo, nem em força de uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome dessa” (ibidem). E isto dá força à missão e faz cada missionário e evangelizador sentir que não está nunca sozinho, mas faz parte de um único Corpo animado pelo Espírito Santo.

4. Na nossa época, a mobilidade difusa e a facilidade de comunicação através das novas mídias têm fundido entre eles os povos, os conhecimentos, as experiências. Por motivo de trabalho, famílias inteiras se deslocam de um continente a outro; as trocas profissionais e culturais, então, o turismo e fenômenos análogos empurram a um amplo movimento de pessoas.

Às vezes se torna difícil mesmo para as comunidades paroquiais conhecer de modo seguro e aprofundado quem está de passagem ou quem vive estavelmente no território. Além disso, em áreas sempre mais amplas das regiões tradicionalmente cristãs cresce o número daqueles que são estranhos à fé, indiferentes à dimensão religiosa ou animados por outras crenças. Não raramente, então, alguns batizados fazem escolhas de vida que lhes conduzem para longe da fé, tornando-se assim necessitados de uma “nova evangelização”.

A tudo isto se soma o fato de que ainda uma ampla parte da humanidade não foi alcançada pela boa notícia de Jesus Cristo. Vivemos, então, em um momento de crise que toca vários setores da existência, não somente aquele da economia, das finanças, da segurança alimentar, do ambiente, mas também aquele do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam.

Também a convivência humana é marcada por tensões e conflitos que provocam insegurança e cansaço de encontrar o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem caminhos de nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar com coragem em toda realidade o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio de que o poder de amor de Deus é capaz de vencer as trevas do mal e guiar no caminho do bem.

O homem do nosso tempo tem necessidade de uma luz segura que ilumina a sua estrada e que somente o encontro com Cristo pode dar. Levemos a este mundo, com o nosso testemunho, com amor, a esperança doada pela fé! A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas sim testemunho de vida que ilumina o caminho, que leva esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas é uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que têm vivido e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar esta Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É propriamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.

5. Gostaria de encorajar todos a fazerem-se portadores da boa notícia de Cristo e sou grato de modo particular aos missionários e as missionárias, aos presbíteros fidei donum, aos religiosos e às religiosas, aos fiéis leigos – sempre mais numerosos – que acolhendo o chamado do Senhor, deixam a própria pátria para servir o Evangelho em terras e culturas diferentes. Mas gostaria ainda de destacar como as próprias jovens Igrejas estão se empenhando generosamente no envio de missionários às Igrejas que se encontram em dificuldade – não raramente Igrejas de antigo cristianismo – levando assim o frescor e o entusiasmo com o qual vivem a fé que renova a vida e doa esperança.

Viver este alento universal, respondendo ao mandato de Jesus “ide, portanto, e fazei discípulos todos os povos” é uma riqueza para toda Igreja particular, para toda comunidade, e doar missionários e missionárias não é nunca uma perda, mas um ganho. Faço apelo a quantos percebem tal chamado a corresponder generosamente à voz do Espírito, segundo o próprio estado de vida, e a não ter medo de ser generoso com o Senhor.

Convido também os Bispos, as famílias religiosas, as comunidades e todas as agregações cristãs a apoiar, com clarividência e atento discernimento, o chamado missionário ad gentes e de leigos para reforçar a comunidade cristã. E esta deveria ser uma atenção presente também entre as Igrejas que fazem parte de uma mesma Conferência Episcopal ou de uma Região: é importante que as Igrejas mais ricas de vocações ajudem com generosidade aquelas que sofrem pela sua escassez.

Junto a isso exorto os missionários e as missionárias, especialmente os presbíteros fidei donum, e os leigos a viver com alegria o seu precioso serviço nas Igrejas às quais são enviados, e a levar a sua alegria e a sua experiência às Igrejas da qual partiram, recordando como Paulo e Barnabé ao término da sua primeira viagem missionária “referindo tudo aquilo que Deus tinha feito com eles e como tinha aberto aos gentios a porta da fé”. Esses podem transformar um caminho para uma espécie de “restituição” da fé, levando o frescor das jovens Igrejas, a fim de que as Igrejas de antigo cristianismo reencontrem o entusiasmo e a alegria de partilhar a fé em uma troca que é enriquecimento recíproco no caminho de seguir o Senhor.

A solicitude para com todas as Igrejas, que o Bispo de Roma partilha com os irmãos Bispos, encontra uma importante atuação no compromisso das Pontifícias Obras Missionárias, que têm o foco de animar e aprofundar a consciência missionária de cada batizado e de cada comunidade, seja chamando a atenção para a necessidade de uma mais profunda formação missionária de todo Povo de Deus, seja alimentando a sensibilidade das Comunidades cristãs a oferecer a sua ajuda em favor da difusão do Evangelho no mundo.

Um pensamento enfim dirijo aos cristãos que, em várias partes do mundo, encontram-se em dificuldade no professar abertamente a própria fé e no ver reconhecido o direito de vivê-la dignamente. São nossos irmãos e irmãs, testemunhas corajosas – ainda mais numerosos que os mártires nos primeiros séculos – que suportam com perseverança apostólica as várias formas atuais de perseguição. Não poucos arriscam mesmo a vida para permanecer fiéis ao Evangelho de Cristo. Desejo assegurar que sou próximo com a oração às pessoas, às famílias e às comunidades que sofrem violência e intolerância e repito as palavras consoladoras de Jesus: ‘Coragem, eu venci o mundo’.

Bento XVI exortava: “A Palavra do Senhor se propague e seja glorificada”. Possa este Ano da Fé tornar sempre mais equilibrado o relacionamento com Cristo Senhor, porque somente Nele está a certeza para olhar para o futuro e a garantia de um amor autêntico e duradouro”. É o meu desejo para o Dia Mundial das Missões deste ano. Abençoo de coração os missionários e as missionárias e todos aqueles que acompanham e apoiam este compromisso fundamental da Igreja a fim de que o anúncio do Evangelho possa ecoar em todos os cantos da terra, e nós, ministros do Evangelho e missionários, experimentemos “a doce e confortante alegria de evangelizar”.

Do Vaticano, 19 de maio de 2013, Solenidade de Pentecostes

Francisco”.

O Papa não liberou o homossexualismo! Isto é invenção da imprensa. Entenda o porquê…

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Eu sabia que isso ia acontecer, só não esperava que fosse tão rápido. Mais cedo ou mais tarde a imprensa acabaria fazendo o que faz de melhor (ou de mais nojento): Distorcer as palavras do Santo Padre. O Pontífice tinha razão quando disse ainda na sua saída de Roma para o Brasil, que estar ao lado dos jornalistas era como estar cercado de “lobos ferozes”.

Mesmo o Papa tendo falado de compromisso e responsabilidade, mesmo discursando contra a “cultura do provisório, do relativo”, defendendo o valor da família e do matrimônio, os jornalistas ativistas (ou ativistas jornalistas) insistem em tentar criar uma imagem de um Papa progressista, nem que para isso eles tenham que “manipular” a informação.

Nós católicos precisamos ter muito cuidado com a leitura que a mídia faz das declarações dos Papas, Cardeais, Bispos e Padres. Quando escrevem ou falam fé e a Igreja, a grande maioria dos jornalistas e teólogos (os formadores de opinião), querem forçar a barra, no intuito de militar contra a Igreja de Cristo e a favor de um “progressismo” que não ajuda em nada a Igreja – ao contrário, que ferem os grandes valores do cristianismo.

Ainda no avião enquanto regressava a Roma o Papa Francisco concedeu uma entrevista aos jornalistas da sua comitiva no avião. O Pontífice abordou temas espinhosos; entre eles, a questão da homossexualidade.

Aqui um grande parênteses: Não falou nada de novo em matéria moral. Leia o que ele disse:

“Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade.”

Bastou esta frase para que vários portais de notícias festejassem o que na opinião deles seria o consentimento da igreja para o ato homossexual. Nada mais falso. Antes da frase acima ele falou algo que a imprensa fez questão de não citar:

“Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a orientação homossexual não é pecado, mas os atos, sim.”

Para não deixar nenhuma dúvida, vamos ler o trecho do Catecismo ao qual o próprio Papa remete. Assim não deixemos que haja dúvidas sobre um provável desacordo entre as palavras do Papa e o ensinamento moral da Igreja. Leiamos o parágrafo 2358:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.” (CIC§2358)

Moral da história: a Igreja continua condenando o pecado, não o pecador. E, justamente porque o ama, chama-o à conversão, à castidade. Por causa de sua condição, eles não devem ser injustamente discriminados, mas tratados com respeito e dignidade. Este é o ensinamento da Igreja e esta é a referência do Papa.

Agora a grande prova da maldade da imprensa em deturpar as palavras do Papa, foi a omissão de um trecho da entrevista. Quado perguntado sobre porque não falou aos jovens sobre questões polêmicas como o aborto ou o “casamento” gay, o Santo Padre disse:

“A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso. Eu não queria voltar a falar sobre isso. Não era necessário voltar a falar sobre isso, como também não era necessário falar sobre outros assuntos. Eu também não falei sobre o roubo, sobre a mentira. Para isso, a igreja tem uma doutrina clara. Queria falar de coisas positivas, que abrem caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da igreja”.

Não satisfeito, o repórter perguntou:

E a (posição) do papa?

O resultado foi uma resposta do Papa Francisco, digna do Papa Francisco (que mais pareceu um golpe de direita no queixo):

(A posição do Papa) É a da Igreja, eu sou filho da Igreja”.

A questão é: Porque nenhum meio de comunicação noticiou este fato?

Talvez encontremos a resposta quando perguntamos: A quem interessa o “lobby gay”? A quem interessa o “lobby abortista”? Termino esta matéria indicando o excelente texto do Wagner Moura do blog “O Possível e o extraordinário”.

Pax Domini

Diário de um peregrino da JMJ: Dois dias com o Papa Francisco

Olá amigos! Pax Domini!

Infelizmente ontem não consegui escrever nada. Motivo: Foi uma verdadeira maratona para sair do Guarujá e chegar no Rio de Janeiro. jmjNossa chegada estava prevista para 11h33m na Cidade Maravilhosa. Porém as fortes chuvas fecharam os aeroportos cariocas. O resultado foi um atraso enorme na programação e para chegarmos até a Praia de Copacabana, tanto que mal conseguimos ficar perto de um telão. Porém o recado de Francisco foi ouvido, não apenas por mim, mas por mais de um milhão de pessoas.

O Papa nos convidou a uma “Revolução Copérnica da Fé”. Para quem não sabe, Nicolau Copérnico foi um cônego católico que desenvolveu a Teoria do Heliocentrismo, que afirmava que o Sol seria o Centro do Universo. Ao nos convidar para uma “Revolução Copérnica”, o Sumo Pontífice quis dizer que era necessário tirar o homem do centro do universo (com seu ego, auto-suficiência e orgulho) e colocar Deus. Para isso é necessário que cada católico “bote fé em sua vida” e em todos os lugares onde ele estiver.

Hoje saimos cedo para “circular” na jornada. Caminhamos, encontramos leitores do blog, velhos amigos e procuramos uma boa posição para ver o Papa. Preferimos não ficar na grade onde o papamóvel passa, mas escolher o um lugar próximo do Palco Central. Consegui ver Francisco de uma posição muito legal. Enquanto aguardávamos, vimos a juventude católica fazendo a sua festa. Para eles nada estava ruim e tudo era festa, tudo era alegria. Na areia, eles faziam montes que funcionavam como bancos. Tocavam violão, dançavam uma espécie de ciranda, tomavam chimarrão… Embora Copacabana seja um lugar conhecido por grandes festas onde a bebida e droga “rola solta”, nestes dias, vendedores de bebidas estão tendo enormes prejuízos, pois não se vê jovens bebendo ou se drogando. É a juventude católica dando exemplo para o mundo de uma alegria que não se vai quando acaba a droga ou o álcool.

E então veio a Via-Sacra. As 14 estações da JMJ Rio2013, fizeram mensão às questões do mundo de hoje, revelando o sofrimento de Jesus em meio “às dores” presentes na sociedade atual. Em seu discurso, o Papa Francisco, falou sobre o sentido da Cruz de Cristo e da Cruz peregrina, símbolo da Jornada Mundial da Juventude, que passou por todos os estados do país. E pediu que rezem pelas vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que mantou 242 jovens, em janeiro desde ano.

Leia o discurso completo:

Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o Bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção» (Palavras aos jovens [22 de abril de 1984]: Insegnamenti VII,1 (1984), 1105). A partir de então a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?

Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: «Para onde vais, Senhor?». E a resposta de Jesus foi: «Vou a Roma para ser crucificado outra vez». Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz.

Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).

E assim podemos responder à segunda pregunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar.

Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres… Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!

Presidente Dilma pode aprovar lei abortista assim que a JMJ e visita do Papa Francisco acabar

PresidAnta Abortista

Enquanto a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 com a presença do Papa Francisco acontece no Rio de Janeiro, está em andamento o projeto de lei PLC 3/2013, que permitirá a distribuição de uma droga abortiva em todo o sistema de saúde do país, para entrar em vigor, a lei só precisa da sansão da presidente Dilma Rousseff.

Fontes comunicaram ao Grupo ACI, que a presidente Dilma pode assinar a lei já na próxima semana, em 2 de agosto, data em que se celebra o dia da luta pelo fim da violência contra as mulheres. Caso a lei seja aprovava, a droga abortiva poderá ser entregue a qualquer mulher grávida e funciona provocando contrações que acarretam no assassinato do feto.

As fontes disseram que o projeto foi aprovado no Congresso em 4 de julho, sob uma linguagem muito sútil, que enganou os deputados brasileiros, inclusive os que são defensores da vida.

Antes desta decisão, mais de 20 associações de defesa da vida, na América Latina, enviaram um pronunciamento pedido a todo o povo brasileiro que “não se deixem enganar e façam todo o possível para que a PL 03-2013 não seja aprovada”.

Neste pronunciamento, as associações disseram que “temos estudado o projeto de lei e reconhecemos a mesma estratégia que querem aplicar em todos os países para o uso generalizado e sem a prescrição de uma droga abortiva. O primeiro passo para que esta estratégia funcione, é que a mulher pode declarar que sofreu violência sexual e só com sua palavra, ser autorizada a solicitar um aborto”.

Entre os adeptos a este pronunciamento se encontra HazteOir.org, uma plataforma com mais de 400 mil membros ativos, membros da Red Família, grupo pró-vida do México, que é integrada por mais de 800 organizações e outros reconhecidos líderes nacionais, de mais de uma dezena de países.

Carlos Polo, diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute e porta-voz do grupo, explicou que:

“Esta é lei com a qual todo abortista latino-americano sonha, porque ela permitirá que qualquer mulher obtenha um aborto com pílulas, apenas dizendo que sua gravidez é resultado de uma violação. As organizações a favor do aborto têm trabalhado durante anos e atualmente, promovem abortos com esta droga de maneira clandestina, através de aconselhamento via internet ou celulares”.

Polo esclareceu que os grupos abortistas acharam conveniente esperar a ocasião em que os católicos estariam com o Santo Padre e os deputados estariam de férias, até 5 de agosto.

“Estamos nos mobilizando nas redes sociais, pedindo aos jovens pró-vida da JMJ que usem uma gravata amarela para expressar que o Brasil defende a vida. A mesma mão que vai apertar a mão do Papa Francisco não deve assinar um projeto de lei que acabaria com a vida de muitas crianças não nascidas”.

O pronunciamento completo se encontra em: http://www.lapop.org/#panel-1

Se quiserem aderir ao pronunciamento, envie seu nome, instituição e função para vida.brasil@lapop.org

Para compartilhar e espalhar esta nota através do twitter usem as hashtags:

#DefendeaVidaJMJ #Brasil #PLC3/2013 (Português)
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