Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: “Este acolhe os pecadores e come com eles”. Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.

Comentário do Evangelho do dia feito por São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja

Este homem que possui cem ovelhas é o Bom Pastor (Jo 10,11), Cristo, que havia estabelecido todo o rebanho da raça humana numa só ovelha, isto é, em Adão, a quem colocara num Paraíso de delícias, numa região de pastagens vivificantes. Mas essa ovelha, confiando nos uivos de lobos, esqueceu a voz do Pastor e, perdendo-se no caminho que conduz ao redil da salvação, achou-se toda coberta de feridas mortais. Cristo veio a este mundo procurar a ovelha perdida e recuperou-a no seio da Virgem. Ele, que veio até nós nascido da carne, colocou-a depois sobre a cruz e levou-a aos ombros da Sua Paixão. Então, cheio da alegria da Ressurreição, ergueu-a, na Sua Ascensão, até às moradas do Céu. Ele convoca os amigos e vizinhos, isto é, os Anjos, e diz-lhes: Alegrai-vos Comigo, porque encontrei a Minha ovelha perdida, e os Seus Anjos rejubilam e exultam com Cristo por causa do regresso da ovelha do Senhor. Não se irritam por vê-la sentar-se diante deles no trono de majestade, dado que a inveja não existe no Céu, de onde foi banida com o diabo, e esse pecado não poderá jamais lá reentrar graças ao Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29).

Irmãos, assim nos veio Cristo procurar à Terra. Procuremo-Lo no Céu. Assim nos levou Ele até à glória da Sua divindade. Levemo-Lo no nosso corpo com a santidade de toda a nossa vida.

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Evangelho do Dia:: Perdoar ao nosso irmão de todo o nosso coração

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: Concede-me um prazo e tudo te pagarei. Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: Paga o que me deves! O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei. Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti? E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração. (Mt 18,21-35)

Comentário feito por São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja

A primeira palavra que Nosso Senhor pronunciou sobre a cruz foi uma oração por quem O crucificava, fazendo o que diz este texto de São Paulo Nos dias da Sua vida terrena, apresentou orações e súplicas (Heb 5,7). Certamente que aqueles que crucificaram o Nosso divino Salvador não O conheciam […], porque se O tivessem conhecido não O teriam crucificado (1Co 2,8). Por conseguinte, Nosso Senhor, vendo a ignorância e a fraqueza daqueles que O torturavam, começou a desculpá-los e ofereceu por eles esse sacrifício ao Seu Pai Celeste, porque a oração é um sacrifício […]: Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34). Tão grande era a chama de amor que ardia no coração do nosso manso Salvador, que na mais suprema das Suas dores, no momento onde a intensidade dos tormentos parecia impedi-Lo de rezar por Si, pela força do Seu amor, esquece-Se de Si próprio, mas não das Suas criaturas. […]

Com isso desejava que compreendêssemos que o amor que nos tem não pode ser enfraquecido por nenhum tipo de sofrimento, e ensinar-nos qual o dever do nosso coração para com o nosso próximo. […]

Ora, o Divino Senhor que Se empenhou em pedir perdão para os homens foi certamente ouvido e o Seu pedido atendido, porque Seu divino Pai não podia recusar-Lhe nada que Ele Lhe pedisse.

 

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão

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Evangelho do Dia:: Você acolhe Jesus em sua vida?

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga: Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon. Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman. Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo. Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho. (Lc 4,24-30)

Comentário feito por São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Os pobres no adro da igreja pedem esmola. Quanto dar? Cabe-vos a vós decidir; não fixarei montante, a fim de vos evitar qualquer embaraço. Comprai na medida das vossas posses. Tendes uma moeda? Comprai o céu! Não que o céu seja barato, mas é a bondade do Senhor que o permite. Não tendes moedas? Dai-lhes um copo de água fresca (Mt 10,42). […]

Podemos comprar o céu e deixamos de o fazer! Por um pão que deis, recebereis o paraíso. Oferecei objectos de pouco valor, e recebereis tesouros; oferecei as adversidades, e obtereis a imortalidade; dai bens perecíveis, e recebereis em troca bens imperecíveis. […] Quando se trata dos bens perecíveis, revelais muita perspicácia; porque manifestais tal indiferença quando se trata da vida eterna? […] De resto, podemos estabelecer um paralelo entre os vasos cheios de água que se encontram à porta das igrejas para purificar as mãos e os pobres que estão sentados fora do edifício para purificardes a vossa alma através deles. Lavastes as mãos na água: da mesma maneira, lavai a alma através da esmola. […]

Uma viúva, reduzida a uma pobreza extrema, deu hospitalidade a Elias (1R 17,9ss): a sua indigência não a impediu de o acolher com grande alegria. Então, em sinal de reconhecimento, recebeu numerosos presentes, que simbolizavam o fruto do seu gesto. Este exemplo talvez vos faça desejar acolher um Elias. Mas porque pedis Elias? Proponho-vos o Senhor de Elias, e não lhe ofereceis hospitalidade. […] Eis o que Cristo, o Senhor do universo, nos diz: Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes (Mt 25,40).

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão

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Evangelho do Dia:: Estamos cuidando do que o Senhor nos confiou?

Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha sido semeado (Mt 13,7).

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Hão-de respeitar o meu filho.’ Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros? Eles responderam-lhe: Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida. Jesus disse-lhes: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos. Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta. (Mt 21,33-43.45-46)

Comentário feito por São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo

A vinha do Senhor do universo, diz o profeta, é a casa de Israel (Is 5,7). Ora, tal casa somos nós […] e como nós somos Israel, somos a vinha. Zelemos pois por que não nos nasçam dos sarmentos, em vez de uvas de doçura, uvas de ira (Ap 14, 19), para que não nos digam […]: Porque é que, esperando Eu que desse boas uvas, apenas produziu agraços? (Is 5,4). Terra ingrata! Ela, que deveria oferecer a seu Dono frutos de doçura, trespassou-O com agudos espinhos. De igual forma os Seus inimigos, que deveriam ter acolhido o Salvador com toda a devoção da sua fé, coroaram-n’O com os espinhos da Paixão. Para eles essa coroa significava ultraje e injúria, mas aos olhos do Senhor, era a coroa das virtudes. […]

Tende cautela, irmãos, para que não seja dito acerca dessa terra que vós sois: Esperou que lhe desse boas uvas, mas ela só produziu agraços (Is 5,2) […]. Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha sido semeado (Mt 13,7). […] Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza.

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Evangelho do Dia:: Conhecereis que o Reino de Deus está próximo

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: Reparai na figueira e nas restantes árvores. Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar. (Lcs 21,29-33)

Comentário do Evangelho do dia feito por Bem-aventurado Guerric d’Igny (v. 1080-1157), abade cistercense

Aguardamos o Salvador (liturgia latina; cf. Fl 3,20). Na verdade, é feliz a espera dos justos, daqueles que aguardam a esperança bendita e o advento na glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2,13). Qual é a minha esperança, diz o justo, não é o Senhor? (Sl 38,8) Depois, volta-se para Ele e exclama: Eu sei: Tu não desiludirás a minha espera (Sl 118,116). De fato, o meu ser já está perto de Ti, porque a nossa natureza, assumida por Ti e oferecida por nós, já foi glorificada em Ti. O que nos dá a esperança de que ‘toda a carne virá a Ti’ (Sl 64,3) […]. No entanto, é com uma confiança ainda maior que esperam o Senhor aqueles que podem dizer: O meu ser está perto de Ti, Senhor, pois entreguei-Te todas as minhas riquezas; ao largá-las por Ti, ‘juntei um tesouro no Céu’ (Mt 6,20). Já depositei todos os meus bens a Teus pés: e sei […] que mos devolverás ‘cem vezes mais e ainda a vida eterna’ (Mc 10,30). Vós, que sois pobres de espírito, sois bem-aventurados! (Mt 5,3) […] Porque o Senhor disse: Onde estiver o teu tesouro, estará também o teu coração (Mt 6,21). Que os vossos corações O sigam, que sigam o Seu Coração! Fixai o vosso pensamento lá no alto, e que a vossa espera esteja suspensa de Deus, para poderdes dizer como o Apóstolo Paulo: A nossa vida está nos Céus; é de lá que aguardamos o Salvador (Fl 3,20).

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Obs.: Galera, como todos sabem, a Procuradoria do Ministério Público de Aparecida quer anular concessões das TVs Aparecida e Canção Nova, o Marcelo que comenta no blog católico, Deus lo Vult, fez uma petição (pedido) pública através da internet para reverter essa situação, portanto, gostaria que impreterivelmente, os sócios e simpatizantes dessas duas emissoras e todos os católicos ou não-católicos, mas que assistem essas TV´s, que compartilhassem e assinassem a petição que está nesse sítio abaixo, por favor.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16989

Evangelho do Dia: o discípulo bem formado será como o seu mestre

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos dícipulos ainda esta parábola: Um cego pode guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? Não está o discípulo acima do mestre, mas o discípulo bem formado será como o mestre. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na tua própria vista? Como podes dizer ao teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro da tua vista’, tu que não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão. (S. Lucas 6,39-42)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e doutor da Igreja

O discípulo não está acima do mestre. Porque te pões a julgar, se o Mestre não julga ainda? Pois Ele não veio para julgar o mundo, mas para perdoar. Entendida neste sentido, a palavra de Cristo significa: Se Eu não julgo, não julgues tu também, que és Meu discípulo. Pode acontecer que sejas culpado de erros mais graves do que os daquele a quem julgas. Por que vergonha passarás quando disso te aperceberes! O Senhor dá-nos novamente este ensinamento na parábola onde diz: Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão? Ele convence-nos, com argumentos irrefutáveis, a que não queiramos julgar os outros, mas antes a que escrutemos o nosso coração. Pede-nos em seguida que procuremos libertar-nos das paixões que nele temos instaladas, pedindo esta graça a Deus. É Ele, com efeito, quem cura os que têm o coração despedaçado e nos liberta das doenças espirituais. Pois se os pecados que te atormentam são maiores e mais graves que os dos outros, porque os reprovas sem te preocupares com os teus ? Todos os que quiserem viver em piedade, e sobretudo os que têm por incumbência instruir os outros, tirarão necessariamente proveito deste preceito. Se forem virtuosos e sóbrios, dando exemplo da vida evangélica com as suas ações, repreenderão com brandura os que não estiverem ainda resolvidos a assim agir.

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Evangelho do Dia: Os trabalhadores da vinha do Senhor

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, e disse-lhes: Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo. E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo. Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar? Responderam-lhe: É que ninguém nos contratou. Ele disse-lhes: Ide também para a minha vinha. Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros. Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportamos o cansaço do dia e o seu calor. O proprietário respondeu a um deles: Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustamos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom? Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos. (S. Mateus 20,1-16a)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja 

O Reino dos céus é comparado a um pai de família que contrata trabalhadores para cultivar a vinha. Ora, quem, a não ser o nosso Criador, merecerá com justiça ser comparado a tal pai de família, Ele que governa aqueles que criou, e que exerce neste mundo o direito de propriedade sobre os Seus eleitos como um amo o faz com os servos de sua casa? Possui uma vinha, a Igreja universal, que produziu, por assim dizer, tantos sarmentos quanto santos, desde Abel, o justo, até ao último eleito que nascerá no fim do mundo. Este Pai de família contrata trabalhadores para cultivar a Sua vinha ao nascer do dia, à terceira hora, à sexta, à nona e à décima primeira, dado que não terminou, do princípio do mundo até ao fim, de reunir pregadores para instruir a multidão dos fiéis. O nascer do dia, para o mundo, era de Adão a Noé; a terceira hora, de Noé a Abraão; a sexta, de Abraão a Moisés; a nona, de Moisés até à vinda do Senhor; e a décima primeira, da vinda do Senhor até ao fim do mundo. Os santos apóstolos foram enviados para pregar nesta última hora e, apesar da sua vinda tardia, receberam o salário por completo. O Senhor não pára, portanto, em tempo algum, de enviar trabalhadores para cultivar a Sua vinha, isto é, para ensinar o Seu povo. Porque, enquanto fazia frutificar os bons costumes do Seu povo através dos patriarcas, dos doutores da Lei e dos profetas, e finalmente dos apóstolos, Ele procurava, por assim dizer, que a Sua vinha fosse cultivada por intermédio dos Seus trabalhadores. Todos aqueles que, a uma fé justa, acrescentaram boas obras, foram os trabalhadores dessa vinha.

Dominus Vobiscum

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Um tesouro escondido

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola. (S. Mateus 13,44-46)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja

A esposa [do Cântico] dos Cânticos diz […] que se levantou do leito para procurar o seu Bem-Amado na cidade, mas em vão; depois de ter saído da cidade, encontrou Aquele que o seu coração amava (cf. Ct 3, 1-4). Jesus não quer que encontremos a Sua adorável presença no repouso: Ele esconde-Se. […] Oh! Que melodia para o meu coração é esse silêncio de Jesus. Ele faz-Se pobre para que possamos usar de caridade para com Ele; estende-nos a mão como um mendigo para que, no dia radioso do julgamento, quando Ele aparecer na Sua glória, possamos escutar as Suas doces palavras: Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber, era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me de vestir, adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter coMigo (Mt 25, 34-36). Foi o próprio Jesus que pronunciou estas palavras, é Ele que quer o nosso amor, que o mendiga. Põe-Se, por assim dizer, à nossa mercê, não quer tomar nada sem que Lho demos. […] Jesus é um tesouro escondido, um bem inestimável que poucas almas sabem encontrar, porque Ele está escondido e o mundo ama aquilo que brilha. Ah! Se Jesus Se tivesse querido mostrar a todas as almas com os Seus dons inefáveis, de certeza que não haveria nenhuma que O desdenhasse; mas Ele não quer que O amemos pelos Seus dons: Ele próprio é que deve ser a nossa recompensa. Para encontrarmos uma coisa escondida, temos de nos esconder; a nossa vida deve, portanto, ser um mistério; é preciso assemelharmo-nos a Jesus, a Jesus diante de Quem se tapa o rosto (cf. Is 53,3). […] Jesus ama-te com um amor tão grande que, se o visses, entrarias num êxtase de felicidade […], mas não o vês e sofres com isso. Muito em breve Jesus Se levantará para o julgamento, para salvar os humildes da terra [Sl 76 (75),10].

Então os justos resplandecerão no Reino de seu Pai

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, afastando-se das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. Ele, respondendo, disse-lhes: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade, e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça! (S. Mateus 13,36-43)

Comentário do Evangelho do dia feito por Catecismo da Igreja Católica §§760-769

O mundo foi criado em ordem à Igreja, diziam os cristãos dos primeiros tempos (Hermas). Deus criou o mundo em ordem à comunhão na Sua vida divina, comunhão que se realiza pela convocação dos homens em Cristo, e esta convocação é a Igreja. A Igreja é o fim de todas as coisas. Até as próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, não foram permitidos por Deus senão como ocasião e meio de pôr em ação toda a força do Seu braço, toda a medida do amor que queria dar ao mundo: Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, do mesmo modo a Sua intenção é a salvação dos homens e chama-se Igreja (Clemente de Alexandria).
A convocação do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e entre si; a reunião da Igreja é, por assim dizer, a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado. Esta reunificação realiza-se secretamente no seio de todos os povos: e qualquer nação que O teme e pratica a justiça é aceite por Ele (Act 10,35). A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a convocação de Abraão, a quem Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo (Gn 12,2). A preparação imediata começa com a eleição de Israel como Povo de Deus (Ex 19,5); pela sua eleição, Israel deve ser o sinal da reunião futura de todas as nações (Is 2,2). Pertence ao filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação de Seu Pai; tal é o motivo da Sua missão. […] Cristo inaugurou na Terra o Reino dos Céus; a Igreja é o Reino de Cristo já presente em mistério (Vaticano II, LG 3). […] A Igreja […] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada (LG 48), quando do regresso glorioso de Cristo. […] Ela suspira pelo advento do Reino em plenitude. A consumação da Igreja – e, através dela, do mundo – na glória não se fará sem grandes provações. Só então é que todos os justos, depois de Adão, ‘desde o justo Abel até ao último eleito’, se reunirão em Igreja universal junto do Pai (LG 2).