Papa convoca católicos para dia de jejum e vigília pela paz na Síria

manchetes-siria-papa (1)A frase que mais ouvi na JMJ2013 no Rio de Janeiro foi a seguinte: – Esta é a juventude do Papa! Todos os dias ouvíamos isto nas ruas do Rio de Janeiro (várias vezes diga-se de passagem). Gente com camisetas, terços, cruzes e bandeiras passeavam na Orla de Copacabana bradando em alta voz a sua fidelidade a Igreja Católica e ao Papa Francisco. Realmente foi algo lindo de se ver!

Porém a vida dá voltas, o tempo passa e agora o Papa resolveu convocar não apenas a juventude do Papa, mas os tiozinhos do Papa, os velhinhos do Papa, a criançada do Papa… Enfim, todos aqueles que são católicos para um dia de jejum e vigília de oração. Ele disse:

“Irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro… Convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade. No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”. (Papa Francisco)

Ou seja, agora é hora de mais um gesto forte entre os cristãos, sobretudo da “Juventude do Papa”. É preciso que se organizem atos litúrgicos, momentos de oração, recitação do Santo Rosário, Adorações ao Santíssimo Sacramento… É preciso mobilizar a Igreja Católica e até os não católicos para assumirem um dia de oração (com jejum e penitência) junto com o Sumo Pontífice.

Sei que infelizmente existem muitos católicos que não tem o hábito de fazer jejum. O que deveria ser algo normal nas nossas vidas, tem se transformado em algo tão extraordinário que muitos só o fazem (quando fazem) na sexta feira santa. Mas é importante dedicar-se a esta causa sendo dócil ao pedido do Santo Padre. Para que o jejum seja válido é importante seguir algumas regrinhas básicas:

  • Tome o café da manhã
  • Faça uma oração oferecendo aquele dia de jejum pelas intenções do Santo Padre e pelas suas intenções particulares
  • Recolha-se ao silêncio o máximo que for possível
  • Opte por uma das formas de jejum ensinadas pela Igreja Católica (veja abaixo)
    • Penitência – Para doentes e pessoas que não tem o hábito de jejuar. Tome seu café da manhã e durante o dia faça apenas duas refeições (um lanche simples, e almoce ou jante). Se optar pelo almoço, no horário da janta faça um lanche simples (sanduíche e suco por exemplo). Se optar pela janta, faça um lanche na hora do almoço. Evite comer fora destes horários. Recuse doces, bolos, tortas e cafezinhos.
    • A base de líquidos – Depois do café, tome apenas líquidos. Sucos (não vitaminas) e chás são bem vindos. Nos horários de refeição, pode tomar um caldo (não sopa). Jante normalmente.
    • A base de pão e água – Depois do café, passe o dia à base de pão (puro) e água. Pode consumir pão caseiro desde que seja sem recheio. Evite comer o pão e beber a água ao mesmo tempo, pois pode dar dor de cabeça. Jante normalmente.
    • A base de água – Depois do café, tome apenas água. Jante normalmente.

Caso durante o dia você sinta dores de cabeça ou tenha algum tipo de doença, encerre o jejum e come normalmente. Lembre-se que o Papa exclamou que “a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!”. Agora é a hora da RCC em seus diversos grupos de oração se unirem e fazerem uma vigília, dos sacerdotes nas diversas paróquias do nosso país programarem uma adoração com seus paroquianos, ou até a recitação do Santo Terço… Pastorais e movimentos, ninguém pode ficar parado. No Vaticano a Vigília terá início às 19h00 e terminará às 24h00 (horário de Roma).

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Agora é com você. Repasse este texto adiante e mobilize a sua paróquia, comunidade ou grupo de jovens. Procure saber o que está acontecendo na Síria. Na medida do possível estarei escrevendo aqui também. Entre nessa conosco! Agora é a hora de mostrar a força da juventude do Papa!

Série Espiritualidade: Como o homem angustiado se deve entregar nas mãos de Deus

Do livro “Imitação de Cristo”

Senhor Deus, Pai santo! Bendito sejais agora e sempre; porque como quisestes assim se fez, e bom é quanto fazeis. Alegre-se em vós o vosso servo, não em si, nem em algum outro, porque só vós sois a verdadeira alegria, vós a minha esperança e coroa; só vós, Senhor, minha delícia e glória. Que tem vosso servo, senão o que de vós recebeu, ainda sem o merecer? Vosso é tudo o que destes e fizestes. Pobre sou e vivo em trabalho desde a juventude (Sl 87,16), e minha alma se entristece algumas vezes até às lágrimas, e outras se perturba pelos sofrimentos que a ameaçam.

Desejo a alegria da paz, suplico a paz de vossos filhos, a que apascentais na luz da consolação. Se vós me derdes a paz, se vós me infundirdes santa alegria, será a alma de vosso servo cheia de júbilo, entoando devotamente vossos louvores. Mas se vos afastardes, como muitas vezes fazeis, não poderá ele trilhar o caminho dos vossos mandamentos, mas antes se prostará de joelhos, para bater no peito, porque não lhe vai como nos dias passados, “quando resplandecia vossa luz sobre sua cabeça” (Gên 31,2), e encontrava refúgio contra as tentações violentas debaixo da sombra de vossas asas.

Pai justo e sempre digno de louvor! Chegada é a hora em que será provado o vosso servo. Pai amoroso! Justo é que nesta hora sofra alguma coisa o vosso servo por vosso amor. Pai sempre adorável, chegou a hora que de toda a eternidade prevíeis havia de vir, que por pouco tempo sucumba vosso servo exteriormente, mas vivendo interiormente sempre unido a vós. Por pouco tempo seja desprezado e humilhado, abatido diante dos homens e oprimido de sofrimentos e enfermidades, para que ressuscite convosco na aurora de uma nova luz e seja glorificado no céu. Pai santo! foi esta vossa ordem e vontade, fez-se o que ordenastes.

Pois é uma graça que concedeis ao vosso amigo: o sofrer e penar neste mundo por vosso amor, quantas vezes e de quem o permitireis. Sem o vosso desígnio, sem a vossa providência, ou sem causa, nada acontece na terra. É bom para mim, Senhor, que me tenhais humilhado para que aprenda vossos justos juízos (Sl 118,71), e deponha toda a soberba e toda presunção. Proveitoso é para mim “ter o rosto coberto de confusão” (Sl 68,8), para que busque a consolação em vós e não nos homens. Também aprendi por este meio a temer vossos insondáveis juízos; pois afligis o justo com o ímpio, mas sempre com eqüidade e justiça.

Graças vos dou, Senhor, que não poupastes minhas maldades, antes me castigais com duros açoites, enviando-me dores e afligindo-me exterior e interiormente de angústias. De tudo quanto existe debaixo do sol, nada há capaz de me consolar, senão vós, Senhor meu Deus, médico celestial das almas, que feris e sanais, pondes em grandes tormentos e deles livrais (1 Rs 2,6; Tob 13,2). Vosso castigo está sobre mim, e vossa disciplina me ensinará (Sl 17,36).

Pai querido, em vossas mãos estou e me inclino debaixo da vara de vossa correção. Feri-me as costas e o pescoço, para que sujeite minha vontade teimosa à vossa. Fazei-me discípulo devoto e humilde, como sabeis fazer, para que obedeça ao vosso menor aceno. Entrego-me, com tudo que é meu, à vossa correção; pois é melhor ser castigado neste mundo que no outro. Vós sabeis tudo e todas as coisas e nada se vos esconde da consciência humana. Vós sabeis o futuro antes que se realize, e não precisais de quem vos ensine ou advirta das coisas que se fazem na terra. Vós sabeis o que serve para meu progresso e quanto vale a tribulação, para limpar a ferrugem dos vícios. Disponde de mim segundo o vosso beneplácito e não olheis para a minha vida pecaminosa, de ninguém melhor e mais claramente conhecida do que de vós.

Concedei-me, Senhor, que eu saiba o que devo saber, ame o que devo amar; fazei-me louvar o que mais vos agrada, estimar o que vós apreciais, desprezar o que a vossos olhos é abjeto. Não me deixeis julgar pelas aparências exteriores, nem criticar pelo que ouço de homens inexperientes, mas dai-me o discernimento certo das coisas visíveis e das espirituais, e sobretudo, o desejo de conhecer sempre vossa vontade.

Enganam-se, freqüentemente, os homens em seus juízos, e não menos se enganam os mundanos, porque só amam as coisas visíveis. Porventura ficará melhor o homem porque outro o louva? O mentiroso engana ao mentiroso, o vaidoso ao vaidoso, o cego ao cego, o doente ao doente, em lhe fazendo elogios; e na verdade, antes o confunde em lhe tecendo vãos louvores. Porque, quanto cada um é aos olhos de Deus, tanto é e nada mais, diz o humilde S. Francisco.

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Série Espiritualidade: De como não se deve dar crédito a todos, e quão facilmente faltamos nas palavras

Do livro “Imitação de Cristo”

Socorrei-nos, Senhor, na tribulação, porque é vão o auxílio humano (Sl 59,3). Oh! Quantas vezes procurei em vão fidelidade, onde cuidava que a havia! Ah! Quantas vezes a encontrei onde menos a esperava! Vã é, pois, a esperança que se põe nos homens; em vós, meu Deus, está a salvação dos justos. Bendito sejais, Senhor meu Deus, em tudo que nos sucede. Nós somos fracos e inconstantes, facilmente nos enganamos e mudamos.

Que haverá tão cauteloso e vigilante em todas as coisas, que alguma vez não caia em perturbação ou engano? Mas aquele que em vós, Senhor, confia, e vos procura de coração sincero, não cai tão facilmente. E se vier a cair em alguma tribulação, de qualquer sorte que esteja embaraçado nela, prontamente será por vós libertado ou consolado, porquanto não desamparais para sempre a quem em vós espera. Raro é o amigo fiel que persevera em todas as tribulações de seu amigo. Vós, Senhor, sois o único amigo fidelíssimo e não se acha outro igual.

Oh! bem o soube aquela alma santa (Santa Águeda) que disse: “Meu coração está firmado e fundado em Cristo!” Se assim fora comigo, não me perturbaria tão facilmente o temor humano, nem me abalariam as flechas das más palavras. Quem pode prever tudo e precaver-se contra os males futuros? Se os males previstos já ferem tanto, quanto mais os imprevistos causarão feridas dolorosas! Mas por que motivo, sendo eu tão miserável, não me acautelei melhor? Por que tão facilmente dei créditos aos outros? Entretanto, somos homens e nada mais que homens fracos, ainda que muitos se julguem e chamem anjos. A quem hei de crer, Senhor? A quem senão a vós? Vós sois a verdade que não engana nem pode ser enganada. Ao passo que está escrito: “Todo homem é mentiroso (Sl 115,2), fraco, inconstante, inclinado a pecar, mormente em palavras, de sorte que mal se deve logo acreditar o que, à primeira vista, parece verdadeiro”.

Quão prudentemente nos aconselhastes que nos acautelássemos dos homens, e nos dissestes que “os inimigos do homem são os que com ele moram” (Mt 10,36), que não devemos dar crédito se alguém nos disser: Aqui está Cristo! Ou está acolá! À minha custa aprendi esta verdade, e queira Deus que me sirva de maior cautela e não para dar provas de maior insensatez! Toma cuidado, diz-me alguém, e guarda para ti o que te digo. E enquanto me calo e guardo segredo, não pode guardar silêncio aquele que me pediu segredo, senão logo descobre a si e a mim e lá se vai. De homens tais, palradores e desacautelados, livrai-me, Senhor, para que não caia em suas mãos nem cometa semelhantes faltas. Ponde em minha boca palavras sérias e sinceras, e apartai de mim o embuste da língua. A todo custo devo evitar o que não quero aturar dos outros.

Oh! Como é bom, para viver em paz, calar dos outros, não crer tudo indiferentemente, nem repeti-lo logo a outrem; abrir-se a poucos e buscar sempre a vós, o perscrutador do coração; não se mover com qualquer sopro de palavra, mas desejar que todas as coisas exteriores e interiores se façam conforme o beneplácito da vossa vontade. Que meio seguro para conservar a divina graça, fugir do que cai na vista dos homens, e não desejar o que possa granjear-nos a admiração dos homens, antes procurar, com toda solicitude, o que serve para emenda da vida e fervor da alma! A quantos prejudicou a virtude divulgada e prematuramente elogiada! Quanto proveito, porém, traz conservar a graça do silêncio, durante esta vida tão frágil, que não é mais que contínua tentação e peleja!

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A visíta do Papa Bento XVI a Síria pode ajudar a promover a paz!

Gregorio III Laham, Patriarca dos Greco-Melquitas,  revelou seu anseio para que a visita do Papa Bento XVI  ao Líbano em setembro próximo, ajude para que haja paz e reconciliação na Síria, e recriminou a acusação de que a Igreja local é conivente com o regime de Bashar Al Assad.

Na mensagem que foi enviada a Fides (agência vaticana), ele afirma: “necessitamos do apoio do Papa e esperamos que a próxima visita do Papa ao Líbano seja uma ajuda para a Síria, para que o conflito possa cessar e o país possa florescer. Para isso pedimos a ajuda de todos nossos irmãos cristãos no Oriente Médio e no mundo todo”.

Gregorio III Laham reafirmou ainda o comprometimento da Igreja na promoção do diálogo e da reconciliação em pleno conflito que continua causando a morte de centenas de cidadãos no país do Oriente Médio.

Por isso, recriminou uma determinada “campanha contra os Pastores das Igrejas de Síria”, acusados de serem coniventes com o regime, reafirmando “a credibilidade, a transparência, a lealdade e a objetividade dos Pastores que estão em contato constante com sacerdotes, monges, religiosas e leigos”.

De igual maneira, afirmou que não há um conflito entre cristãos e muçulmanos, pois as vítimas são civis de qualquer religião que sofrem pela anarquia, a insegurança e o aumento da violência graças ao tráfico de armas.

“Os cristãos vivem os mesmos perigos, mas são o elo mais fraco. Indefesos, são os mais vulneráveis à exploração, à extorsão, ao seqüestro, ao abuso. Apesar disto, não há conflitos entre cristãos e muçulmanos. Não há perseguição, e os cristãos não são alvo de agressões como tais, mas estão entre as vítimas do caos e da falta de segurança”.

O Patriarca Gregorio III Laham finalizou informando  que “as Igrejas católicas na Síria elevaram suas vozes, exigindo reformas, liberdade, democracia, combate à corrupção, ajuda ao desenvolvimento, liberdade de expressão. Hoje pedimos que o ciclo de assassinatos e destruição cesse, especialmente os ataques contra os civis necessitados, de todas as religiões, que na realidade são as verdadeiras vítimas”.

“A Igreja sempre rechaçou o sectarismo, sem tomar nenhuma parte, e assinalando os valores éticos e evangélicos”.

De acordo com o Vaticano, a visita do Santo Padre está prevista para acontecer de 14 a 16 de setembro ao Líbano, no Oriente Médio.

Um dos motivos da viagem do Papa será assinar a exortação apostólica pós-sinodal da Assembléia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos,  celebrada no Vaticano de 14 a 24 de outubro de 2010 sobre o tema “A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho. A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma”.

Texto baseado em noticia do site http://www.acidigital.com

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Oração para os momentos de agitação

Oração retirada do livro Orações de Todos os Tempos da Igreja – Prof. Felipe Aquino.

Para nós que vivemos nesses tempos de imensa agitação, no qual se trabalha muito e quase não sobra tempo para a oração, fica o convite para sempre que possível ou necessário, aquietar-se e conversar Deus. Importante saber que quando o coração está atribulado, jamais se deve tomar decisões importantes! Então, que tal parar agora mesmo rezar junto conosco? A oração abaixo é propícia para os momentos onde a agitação e barulho interior nos tira do sentido pleno de Deus. Reze…

Parar…
Como é bom parar!
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta agitação?
Para que todo esse frenesi?
Já não sei parar.
Esqueço-me de rezar. Fecho agora os meus olhos,
Quero falar Contigo Senhor.
Quero abrir-me para Teu Universo, mas os meus olhos não querem ficar fechados.
Sinto que uma agitação frenética invade todo o meu corpo, que vai e vem, escrevo da pressa.
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta pressa?
Porque tanta agitação?
Eu não posso salvar o mundo.
Sou apenas uma gota de água no oceano imenso de Tua maravilhosa criação.
Verdadeiramente importante é buscar Teu rosto abençoado.
Verdadeiramente importante é parar de vez em quando, é esforçar-se para proclamar que Tu és a grandeza e formosura, a magnificiência, que Tu és o Amor
O urgente é fazer e deixar que Tu fales dentro de mim.
Viver na profundidade das coisas e no esforço contínuo para buscar-Te no silêncio de Teu mistério.
Meu coração continua batendo, mas de um jeito diferente.
Não estou fazendo nada, não estou com pressa.
Simplesmente, estou diante de Ti, Senhor.
E como é bom estar diante de Ti,
Amém.

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Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus

“Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus”.

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: “Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes. Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade”. (S. Mateus 10,7-15)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

[O jovem] Francisco assistia devotamente à Missa em honra dos apóstolos; o Evangelho era aquele em que Jesus envia os Seus discípulos a pregar e lhes ensina a maneira evangélica de viver: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado». Logo que compreendeu e interiorizou este texto, ficou apaixonado por essa pobreza dos apóstolos e gritou, num transporte de alegria: «É isto que eu quero! É isto que desejo com toda a minha alma!» E, sem mais, tirou os sapatos, deixou cair o cajado, abandonou o alforje e o dinheiro como objetos dignos de repúdio, ficou apenas com uma túnica, e deitou fora o cinto, que substituiu por uma corda: pôs todo o seu empenho em concretizar o que acabara de ouvir e quis conformar-se em tudo com esse código de perfeição, dado aos apóstolos. Um impulso comunicado por Deus levou-o, desde então, à conquista da perfeição evangélica e a uma campanha de penitência. Quando ele falava […], as suas palavras eram totalmente impregnadas pela força do Espírito Santo: penetravam até ao mais profundo dos corações e mergulhavam os ouvintes em espanto. Toda a sua pregação era um anúncio de paz, e começava cada um dos seus sermões por esta saudação ao povo: «Que o Senhor vos dê a paz!» «Foi uma revelação do Senhor que me ensinou esta fórmula», declarou mais tarde. […]Falava-se cada vez mais do homem de Deus, dos seus ensinamentos tão simples e da sua vida, e alguns, com o seu exemplo, eram tocados por esse espírito de penitência e logo se juntavam a ele e, deixando tudo e vestindo-se como ele, começaram a partilhar a sua vida.

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O vício do aborrecimento – Escritos de Evágrio Pôntico

Ola! Pax Domini! Já faz uns dias que tenho colocado no blog, textos dos padres do Deserto, e em especial textos do Monge Evágrio Pôntico, sobre os oito males do corpo, que deram origem ao que hoje chamamos de Sete pecados capitais. Estes textos eu consegui no site “O Esplendor da verdade”(um dos melhores sites católicos que acesso). Hoje vamos começar a falar sobre mais um dos oito vícios capitais: O Aborrecimento. Vale a pena salientar que o aborrecimento aqui tem um caráter de insatisfação. A pessoa insatisfeita com o que faz tem a tendência de se aborrecer facilmente. Esse é um mal do corpo que muitas vezes passa desapercebido por nós. No texto abaixo o monge nos fala sobre o perigo da insatisfação para outros monges. Mas tente transportar o texto para a sua realidade (ao invés das celas dos monges, pense no seu local de trabalho ou de estudo. Pense na sua casa)…

O aborrecimento é a debilidade da alma que irrompe quando não se vive segundo a natureza, nem se enfrenta nobremente a tentação. Com efeito, a tentação é para uma alma nobre o que o alimento é para um corpo vigoroso. O vento do norte nutre os brotos e as tentações consolidam a firmeza da alma. A nuvem pobre de água é afastada pelo vento tal como a mente que não persevera no espírito do aborrecimento. O orvalho da primavera aumenta o fruto do campo e a palavra espiritual exalta a firmeza da alma. O fluxo do aborrecimento expulsa o monge de sua morada, enquanto que aquele que é perseverante está sempre tranqüilo. O aborrecido traz como pretexto a visita aos doentes (Na tradição dos monges do deserto, o abandonar a cela era uma das principais tentações do aborrecimento. Visitar doentes era, portanto, a maneira de encobrir sob o manto da caridade o desejo de sair da solidão), coisa que garante seu próprio objetivo. O monge aborrecido é rápido em terminar suas tarefas e considera um preceito sua própria satisfação; a planta doente é dobrada por uma brisa leve e imaginar uma saída distrai o aborrecido. Uma árvore bem plantada não é sacudida pela violência dos ventos e o aborrecimento não submete a alma bem sustentada. O monge que anda em círculos, como uma solitária fibra seca, está pouco tranqüilo e, sem querer, é interrompido aqui e acolá a todo tempo. Uma árvore transplantada não frutifica e o monge vagabundo não produz fruto de virtude. O doente não se satisfaz com um só tipo de alimento e o monge aborrecido não se satisfaz com uma só ocupação. Não basta uma só mulher para satisfazer ao voluptuoso e não basta uma só cela para o aborrecido.

O olho do aborrecido se fixa continuamente nas janelas e sua mente imagina que chegam visitas; a porta gira e ele sai, escuta uma voz e olha pela a janela e dali não se afasta até que, sentado, se canse. Quando lê, o aborrecido boceja muito, se deixa levar facilmente pelo sono, pesam-lhe os olhos, deita-se e, tirando o olhar do livro, o fixa na parede e, voltando a ler mais um pouco, fatiga-se inutilmente ao final de cada palavra; passa, então, a contar as páginas, calcular os parágrafos, desprezar as letras e belezas de estilo; finalmente, fechando o livro, o põe debaixo da cabeça e cai em sono não muito profundo. Pouco depois, a fome desperta na alma e, com ela, todas as suas preocupações. O aborrecido é frouxo para a oração e certamente jamais pronunciará as palavras da oração; como efetivamente o doente jamais carrega peso excessivo, assim também o aborrecido seguramente não se ocupa diligentemente dos deveres para com Deus: primeiro, porque lhe falta efetivamente a força física; segundo, porque estranha o vigor da alma. A paciência, o fazer tudo com muita constância e o temor de Deus curam o aborrecimento. Dispõe para ti mesmo uma justa medida em cada atividade e não desistas antes de tê-la concluído; reza prudentemente e com força, e o espírito de aborrecimento se afastará de ti.

Para finalizar, só gostaria que você pensasse nisso que o Monge Evágrio Pontico escreveu: “O aborrecimento é a debilidade da alma que irrompe quando não se vive segundo a natureza, nem se enfrenta nobremente a tentação.” Você tem vivido segundo a natureza que Cristo te constituiu? Tem enfrentado a tentação? Tem lutado contra elas? Gostaria de ler o seu comentário a respeito… Pode ser?

Fonte: Veritatis Splendor

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão | Gula ou Gastrimargia – Escritos de Evágrio Pôntico | Luxúria – Escritos de Evágrio Pôntico | A ira – Escritos de Evágrio Pôntico | Conselhos espirituais para vencer a tristeza – Escritos de Evágrio Pôntico

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Conselhos espirituais para vencer a tristeza – Escritos de Evágrio Pôntico

Um dos oito males do corpo que o Monge Evágrio Pôntico nos mostra nos seus escritos é a tristeza. Um cristão não pode ser triste, pois o Senhor se fez homem, e se deu na cruz para que fôssemos alegres. De fato, a tristeza matou a muitos e não pode, de forma alguma, ser triste um coração que ama a Cristo. Quero convidar você a ler este texto e meditar sobre ele. E depois você pode comentar a respeito. Que tal?

O monge atingido pela tristeza não conhece o prazer espiritual; a tristeza abate a alma e se forma a partir dos pensamentos da ira. O desejo de vingança, com efeito, é próprio da ira; o fracasso da vingança gera a tristeza; a tristeza é a boca do leão e facilmente devora aquele que se entristece. A tristeza é um glutão de coração e se alimenta da mãe que o gerou. Sofre a mãe quando dá à luz um filho; porém, esta, tendo dado à luz, se vê livre da dor. A tristeza, ao contrário, enquanto é gerada, provoca fortes dores e, sobrevivendo, após o esforço, não traz sofrimentos menores. O monge triste não conhece a alegria espiritual, como aquele que acometido por forte febre não reconhece o sabor do mel. O monge triste não saberá como manter a mente na contemplação, nem brota nele uma oração pura: a tristeza impede todo o bem. Ter os pés amarrados impede a corrida; assim é a tristeza: um obstáculo para a contemplação. O prisioneiro dos bárbaros está preso com correntes; a tristeza amarra aquele que é prisioneiro das paixões. Na ausência de outras paixões, a tristeza não tem força, assim como não tem força uma corda se lhe faltar quem amarre. Aquele que está atado pela tristeza é vencido pelas paixões e, como prova de sua derrota, vem acrescentada a atadura. Efetivamente, a tristeza deriva da falta de êxito do desejo carnal, porque o desejo é co-natural a todas as paixões. Quem vence o desejo, vence as paixões; e o vencedor das paixões não será submetido pela tristeza. O moderado não se entristece pela falta de alimentos, nem o sábio quando é atacado por um lapso de memória, nem o manso que renuncia a vingança, nem o humilde que se vê privado da honra dos homens, nem o generoso que sofre uma perda financeira; com efeito, eles evitam, com força, o desejo destas coisas, como efetivamente aquele que corajosamente rejeita os golpes. Assim, o homem carente de paixões não é ferido pela tristeza.

O escudo é a segurança do soldado e os muros são a proteção da cidade; mais seguro que ambos é, para o monge, a paz interior. De fato, freqüentemente uma flecha lançada por um braço forte traspassa o escudo e a multidão de inimigos abate os muros, enquanto que a tristeza não pode prevalecer sobre a paz interior. Aquele que domina as paixões se tornará senhor sobre a tristeza, enquanto que quem foi vencido pelo prazer não se desatará das suas ataduras. Aquele que se entristece facilmente e simula uma ausência de paixões é como o doente que finge não estar enfermo; assim como a enfermidade se revela pela vermelhidão, a presença de uma paixão se demonstra pela tristeza. Aquele que ama o mundo se verá muito afligido, enquanto que aqueles que desprezam o que há nele serão felizes para sempre. O ávaro, ao receber algo ruim, se verá extremamente entristecido, enquanto que aquele que despreza as riquezas estará sempre livre da tristeza. Quem busca a glória, ao chegar a desonra, se verá em dores, enquanto que o humilde a acolherá como que a um companheiro. O forno purifica a prata impura e a tristeza perante Deus livra o coração do erro; a fusão contínua empobrece o chumbo e a tristeza em razão das coisas do mundo diminui o intelecto. A névoa diminui o poder dos olhos e a tristeza embrutece a mente dedicada à contemplação; a luz do sol não chega aos abismos marinhos e a visão da luz não ilumina o coração entristecido; doce é para todos os homens o nascer do sol, porém também isto desagrada a alma entristecida; a coceira elimina o sentido do gosto tal como a tristeza subtrai da alma a capacidade de percepção. Porém, aquele que despreza os prazeres do mundo não se verá perturbado pelos maus pensamentos da tristeza.

Talvez você esteja vivendo isso que o Santo Monge nos falou. Talvez a tristeza possa estar impedindo a sua oração de ser pura, perfeita e constante. Talvez você tenha buscado demasiadamente saciar os prazeres e desejos que sua carne clama e por causa da falta de sucesso desta busca só encontrou tristeza. Quantas vezes eu não vivi essa realidade? Quantas vezes a tristeza não me abateu? É preciso viver na alegria. Quem precisa de menos, se alegra com mais facilidade. A alegria verdadeira é fruto de um coração desprendido das coisas, e ligado a Deus. Agora faço essa pergunta a você: Você tem se deixado abater pela tristeza?

Fonte: Veritatis Splendor

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A ira – Escritos de Evágrio Pôntico

Quero deixar hoje uma parte do texto de Evágrio Pontico sobre a ira. Já faz algum tempo que comecei a postar aqui no blog os textos deste monge do século IV sobre os oito males do corpo, que mais tarde foram trabalhados pelo Papa Gregório Magno e se transformaram no que conhecemos hoje como os sete pecados capitais. Já falamos anteriormente sobre a gula, a luxuria e a avareza. Leia e medite no que ele escreve sobre a ira. Vale a pena! E que o Senhor Deus tire do nosso coração toda a ira…

A ira é uma paixão furiosa que, com freqüência, faz perder o juízo àqueles que têm o conhecimento, embrutece a alma e degrada todo o conjunto humano. Um vento impetuoso não derruba uma torre e a animosidade não arrasta a alma mansa. A água se move pela violência dos ventos e o homem irado se agita pelos pensamentos irracionais. O monge irado vê alguém e range os dentes. A difusão da neblina condensa o ar e o movimento da ira torna nublada a mente do irado. A nuvem que avança ofusca o sol e, assim, o pensamento rancoroso entorpece a mente. O leão na jaula sacode continuamente a porta tal como o violento, em sua cela, quando é acometido pelo pensamento da ira. É deliciosa a vista de um mar tranqüilo, porém, certamente não é mais agradável que o estado de paz; com efeito, os golfinhos nadam no mar calmo e os pensamentos voltados para Deus emergem um estado de serenidade. O monge magnânimo é uma fonte tranqüila, uma bebida agradável oferecida a todos, enquanto que a mente do irado se vê continuamente agitada e não dará água a quem tem sede e, se a der, será esta turva e nociva; os olhos do irado estão arregalados e cheios de sangue, anunciando um coração em conflito. O rosto do magnânino mostra tranqüilidade e os olhos benignos estão voltados para baixo.

A mansidão do homem é lembrada por Deus e a alma pacífica se converte no templo do Espírito Santo. Cristo recosta sua cabeça nos espíritos mansos e apenas a mente pacífica se converte em morada da Santa Trindade.

As raposas montam guarda na alma rancorosa e as feras se agasalham no coração rebelde.

O homem honesto se afasta das casas de mal conduta assim como Deus de um coração rancoroso. Uma pedra que cai na água a agita, tal como um discurso maligno no coração do homem. Afasta da tua alma os pensamentos de ira, não permita a animosidade no recinto do teu coração e não te perturbes no momento da oração; efetivamente, como a fumaça da palha ofusca a visão, assim a mente se vê perturbada pelo rancor durante a oração.

Os pensamentos do irado são descendentes das víboras e devoram o coração que lhes gerou. Sua oração é um incenso abominável e seus salmos emitem um som desagradável. A oferta do rancoroso é como um doce cheio de formigas que certamente não encontrará lugar nos altares aspergidos pela água benta.

O irado terá sonhos perturbadores e se imaginará assaltado pelas feras. O homem magnânimo, que não guarda rancor, se exercita com discursos espirituais e, durante a noite, recebe a solução dos mistérios.

Fonte: Veritatis Splendor

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Notícia:: Papa: Dignidade mais profunda do homem é ser criança de Deus

Da Rádio Vaticana

O Papa teve seu primeiro encontro público de 2012 com os fiéis na manhã desta quarta-feira, na Sala de audiências Paulo VI, no Vaticano.

Bento XVI saudou os peregrinos e fez sua catequese em várias línguas, inclusive em português. Ele começou fazendo votos a todos de um ano novo repleto de alegrias e explicando alguns aspectos próprios das festividades de Natal.

“A primeira reação diante do extraordinário evento de Deus que se faz criança é a alegria, que surge da contemplação do rosto desta criança humilde, porque sabemos que é o rosto de Deus, que estará para sempre presente em nossa humanidade”.

O Pontífice prosseguiu discorrendo: “A teologia e a espiritualidade do Natal indicam este mistério como um ‘admirável intercâmbio’ entre Deus e o homem: o Verbo assume nossa humanidade e a natureza humana, por sua vez, eleva-se à dignidade divina. E é na Eucaristia que se concretiza realmente esta ‘troca’”.

“Natal é alegria porque Deus é o bem, a verdade, o caminho do homem; revela ao homem a sua dignidade mais profunda: a de ser criança de Deus” 

A Liturgia nos ensina ainda – e o Papa o expôs – que o Natal é “uma festa de luz”. A chegada de Cristo dissipa as trevas do mundo e o esplendor de Deus se reflete nos rostos dos homens:

“Deixemos que a luz de Cristo ilumine nossos corações e almas, na festa da Epifania, que celebraremos daqui a alguns dias, tomemos consciência de nossa missão e responsabilidade de testemunhar ao mundo a luz do Evangelho”. 

Ouça aqui a Benção do Santo Padre em Português

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