Evangelho do Dia:: Cristo semeado na terra

...Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim...

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa. Dizia também: Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos? É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra. Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular. (Mc 4,26-34)

Comentário feito por Santo Ambrósio (v. 340-397), bispo de Milão e Doutor da Igreja

Foi num jardim que Cristo foi preso e sepultado; Ele cresceu neste jardim e até foi aí que ressuscitou. E assim se tornou uma árvore. […] Vós também, semeai Cristo no vosso jardim. […] Com Cristo moei o grão de mostarda, prensai-o e semeai a fé. A fé é prensada quando cremos em Cristo crucificado. Paulo semeava a fé quando dizia: Quando eu fui ter convosco, irmãos, para vos anunciar o testemunho de Cristo, não fui com sublimidade de espírito ou de sabedoria. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós a não ser Jesus Cristo, e Este crucificado (1 Cor 2,1-2). […] Ora, nós semeamos a fé quando, apoiados no Evangelho ou nas leituras dos apóstolos e dos profetas, cremos na Paixão do Senhor; semeamos a fé quando a cobrimos com terra lavrada e tornada mais leve com a carne do Senhor. […] Com efeito, quem crê que o Filho de Deus Se fez homem crê que Ele morreu por nós e crê que ressuscitou por nós. Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim.

Quereis saber que Cristo é uma semente e que é Ele que é semeado? Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto (Jo 12,24). […] Foi o próprio Cristo que o disse. Portanto, Ele é ao mesmo tempo semente de trigo porque robustece o coração do homem (Sl 103,15), e semente de mostarda porque aquece o coração do homem. […] É grão de trigo quando se trata da Sua ressurreição, porque a palavra de Deus e a prova da sua ressurreição alimentam as almas, aumentam a esperança e fortalecem o amor – pois Cristo é o pão de Deus que desce do céu (Jo 6,33). E é grão de mostarda porque há mais amargura e azedume quando se fala da Paixão do Senhor.

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

  

Evangelho do Dia:: O menor no Reino de Deus é grande! Muito grande…


O menor no Reino dos Céus é maior do que João Batista. Disse jesus...

Do Evangelho Quotidiano

Quando os mensageiros de João Batista se retiraram, Jesus começou a falar dele à multidão: Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas finas? Os que usam trajes sumptuosos vivem regaladamente e estão nos palácios dos reis. Que fostes ver, então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais do que um profeta. É aquele de quem está escrito: ‘Vou mandar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti.’ Digo-vos: Entre os nascidos de mulher não há profeta maior do que João; mas, o mais pequeno do Reino de Deus é maior do que ele. E todo o povo que o escutou, bem como os cobradores de impostos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. Mas, não se deixando batizar por ele, os fariseus e os doutores da Lei anularam os desígnios de Deus a seu respeito. (Lc 7,24-30)

Comentário feito por Santo Efraim (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja

De entre os homens, nenhum é maior do que João. Se todos os santos, esses homens justos, fortes e sábios, pudessem reunir-se e habitar num só homem, não chegariam a igualar João Batista […], e por isso se diz que em muito ele ultrapassa os homens e que pertence à categoria dos anjos (Mc 1,2 grego; Ml 3,1 hebr).

Mas o menor do Reino de Deus é maior do que ele. Com o que disse acerca da grandeza de João, Nosso Senhor quis anunciar-nos a abundante misericórdia de Deus e a Sua generosidade para com os Seus eleitos. Por mais célebre e grandioso que seja João, sê-lo-á menos do que o mais pequeno do Reino, como diz o apóstolo Paulo: Pois o nosso conhecimento é imperfeito […] mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá (1Co 13,9-10). João é grande, e disse por intuição: Eis o Cordeiro de Deus (Jo 1,29); mas essa grandiosidade, comparada com a glória que será revelada àqueles que dela forem considerados dignos, é como um mero antegosto. Por outras palavras, todas as coisas grandes e admiráveis da terra, comparadas com as beatitudes do alto, surgem-nos na sua pequenez e na sua vacuidade […].

João foi considerado digno dos grandes dons deste mundo: a profecia, o sacerdócio (cf. Lc 1,5) e a justiça […]. João é maior do que Moisés e os profetas, mas a antiga Lei precisa do Novo Testamento, pois aquele que é maior do que os profetas disse ao Senhor: Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti (Mt 3,14). João é igualmente grande porque a sua concepção foi anunciada por um anjo, porque o seu nascimento esteve envolto em milagres, porque anunciou Aquele que dá a vida, porque batizou para a remissão dos pecados. […] Moisés conduziu o povo até ao Jordão e a Lei conduziu o género humano até ao batismo de João. Mas se de entre os homens, nenhum é maior do que João, o precursor do Senhor, quão maiores serão aqueles a quem nosso Senhor lavou os pés e em quem insuflou o Seu Espírito (Jo 13,4; 20,22)!

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

  

AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

Evangelho do Dia:: A boa nova é anunciada aos pobres

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João Batista chamou dois dos seus discípulos. João mandou-os ao Senhor com esta mensagem: És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro? Ao chegarem junto dele, os homens disseram: João Batista mandou-nos ter contigo para te perguntar: ‘És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro?’ Nessa altura, Jesus curava a muitos das suas doenças, padecimentos e espíritos malignos e concedia vista a muitos cegos. Tomando a palavra, disse aos enviados: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, a Boa-Nova é anunciada aos pobres; e feliz de quem não tiver em mim ocasião de queda. (Lc 7,18-23)

Comentário feito por Beato João Paulo II

Diante dos Seus conterrâneos, em Nazaré, Cristo expõe as palavras do profeta Isaías: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor (Lc 4,18-19). […] Mediante tais fatos e palavras, Cristo torna o Pai presente no meio dos homens. É muito significativo que estes homens sejam sobretudo os pobres, carecidos dos meios de subsistência, os que estão privados da liberdade, os cegos que não vêem a beleza da criação, os que vivem com a amargura no coração, ou então os que sofrem por causa da injustiça social e, por fim, os pecadores. Em relação a estes últimos, de modo especial, o Messias torna-Se sinal particularmente visível de Deus que é amor, torna-Se sinal do Pai. […]

É igualmente significativo que, quando os mensageiros enviados por João Batista foram ter com Jesus e Lhe perguntaram: Tu és Aquele que está para vir, ou temos de esperar outro?, Ele, referindo-se ao mesmo testemunho com que havia inaugurado o Seu ensino em Nazaré, lhes tenha respondido: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciada a Boa-Nova; e é ainda significativo que tenha depois concluído: Bem-aventurado aquele que não se escandalizar a Meu respeito.

Jesus revelou, sobretudo pelo Seu estilo de vida e as Suas ações, como o Amor está presente no mundo em que vivemos, Amor operante, Amor que se dirige ao homem e abraça tudo quanto constitui a sua humanidade. Tal amor transparece especialmente no contato com o sofrimento, a injustiça e a pobreza, no contato com toda a condição humana histórica que, de vários modos, manifesta as limitações e a fragilidade, tanto físicas como morais, do homem. Precisamente o modo e o âmbito em que Se manifesta o Amor são chamados, na linguagem bíblica, misericórdia. Cristo, portanto, revela Deus que é Pai, que é Amor, como referiria João na sua primeira epístola (4,16); revela Deus rico em misericórdia (Ef 2,4).

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

  

AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

Evangelho do Dia:: Conhecereis que o Reino de Deus está próximo

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: Reparai na figueira e nas restantes árvores. Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar. (Lcs 21,29-33)

Comentário do Evangelho do dia feito por Bem-aventurado Guerric d’Igny (v. 1080-1157), abade cistercense

Aguardamos o Salvador (liturgia latina; cf. Fl 3,20). Na verdade, é feliz a espera dos justos, daqueles que aguardam a esperança bendita e o advento na glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2,13). Qual é a minha esperança, diz o justo, não é o Senhor? (Sl 38,8) Depois, volta-se para Ele e exclama: Eu sei: Tu não desiludirás a minha espera (Sl 118,116). De fato, o meu ser já está perto de Ti, porque a nossa natureza, assumida por Ti e oferecida por nós, já foi glorificada em Ti. O que nos dá a esperança de que ‘toda a carne virá a Ti’ (Sl 64,3) […]. No entanto, é com uma confiança ainda maior que esperam o Senhor aqueles que podem dizer: O meu ser está perto de Ti, Senhor, pois entreguei-Te todas as minhas riquezas; ao largá-las por Ti, ‘juntei um tesouro no Céu’ (Mt 6,20). Já depositei todos os meus bens a Teus pés: e sei […] que mos devolverás ‘cem vezes mais e ainda a vida eterna’ (Mc 10,30). Vós, que sois pobres de espírito, sois bem-aventurados! (Mt 5,3) […] Porque o Senhor disse: Onde estiver o teu tesouro, estará também o teu coração (Mt 6,21). Que os vossos corações O sigam, que sigam o Seu Coração! Fixai o vosso pensamento lá no alto, e que a vossa espera esteja suspensa de Deus, para poderdes dizer como o Apóstolo Paulo: A nossa vida está nos Céus; é de lá que aguardamos o Salvador (Fl 3,20).

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

  

Obs.: Galera, como todos sabem, a Procuradoria do Ministério Público de Aparecida quer anular concessões das TVs Aparecida e Canção Nova, o Marcelo que comenta no blog católico, Deus lo Vult, fez uma petição (pedido) pública através da internet para reverter essa situação, portanto, gostaria que impreterivelmente, os sócios e simpatizantes dessas duas emissoras e todos os católicos ou não-católicos, mas que assistem essas TV´s, que compartilhassem e assinassem a petição que está nesse sítio abaixo, por favor.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16989

Evangelho do Dia: Já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus por estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia manifestar-se mediatamente. Disse, pois: Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: ‘Fazei render a mina até que eu volte.’ Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: ‘Não queremos que ele seja nosso rei.’ Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles. O primeiro apresentou-se e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas.’ Respondeu-lhe: ‘Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.’ O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.’ Respondeu igualmente a este: ‘Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.’ Veio outro e disse: ‘Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço, pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.’ Disse-lhe ele: ‘Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei; então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.’ E disse aos presentes: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.’ Responderam-lhe: ‘Senhor, ele já tem dez minas!’ Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado. Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença. Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direção a Jerusalém. (S. Lucas 19,11-28)

Comentário do Evangelho do dia feito por Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

Seja o que for que fizeres, nem que seja ajudar alguém a atravessar a rua, é a Jesus que o fazes. Dás um copo de água, e é a Jesus que o dás (Mt 25, 35) – pequeno preceito de nada, mas crucial, sempre mais esclarecedor. Não devemos temer o amor de Cristo, amar como Ele amou. Pouco importa que o nosso trabalho seja modesto, humilde; façamo-lo com o amor do próprio Cristo. Por mais belo que possa ser o teu trabalho, permanece desapegado, sempre pronto a renunciares a ele. O que tu fazes não é teu. Os talentos que Deus te deu não são teus; foram-te dados para os usares para a glória de Deus. Sê generoso e leva a efeito tudo o que tens em ti para agradar ao bom Mestre. Que temos de aprender? A ser mansos e humildes (Mt 11,29); se nos tornarmos mansos e humildes, aprenderemos a rezar; e aprendendo-o, pertenceremos a Jesus; e pertencendo-Lhe, aprenderemos a acreditar; e acreditando, aprenderemos a amar; e amando, aprenderemos a servir.

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

Evangelho do Dia: A nossa verdadeira morada

Do Evangelho Quotidiano

Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos. O Rei dirá, então, aos da sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.Então, os justos vão responder-lhe: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te? E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes. Em seguida dirá aos da esquerda: Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos! Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me. Por sua vez, eles perguntarão: Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos? Ele responderá, então: Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna. (Lc 25,31-46)

Comentário feito por São Cipriano (c.200-258), bispo de Cartago e mártir

É conveniente nunca perdermos de vista, caros irmãos, que renunciámos ao mundo e que vivemos aqui em baixo como hóspedes de passagem, como estrangeiros (Heb 11,13). Bendigamos o dia que atribui a cada um a sua verdadeira morada, e que, depois de nos ter arrancado a este mundo e libertado das suas amarras, nos conduz ao paraíso e ao Reino dos Céus. Quem não se apressaria em regressar à pátria depois ter passado algum tempo o estrangeiro? Quem […] não desejaria um vento favorável para navegar, para mais rapidamente abraçar os seus? A nossa pátria é o paraíso; desde sempre, tivemos os patriarcas por pais.

Porque não nos apressamos então para ver a nossa pátria, porque não corremos para saudar os nossos pais? Temos uma multidão de entes queridos à nossa espera, pais, irmãos, filhos, já seguros da sua própria salvação mas preocupados ainda com a nossa; eles desejam ver-nos entre eles. […] É lá que se encontra o coro glorioso dos apóstolos, a multidão entusiasmada dos profetas, o exército inumerável de mártires, coroados com o seu sucesso contra o inimigo e o sofrimento […]; é lá que reinam as virgens […]; é lá que, por último, são recompensados os homens que experimentaram compaixão, que multiplicaram os seus actos de caridade provendo às necessidades dos pobres e que, fiéis aos preceitos do Senhor, chegaram a elevar-se dos bens terrenos aos tesouros do céu. Apressemo-nos por conseguinte em satisfazer a nossa impaciência de nos juntarmos a eles, e de comparecermos o mais rapidamente possível perante Cristo. Que Deus descubra em nós esta aspiração […], Ele que concede a recompensa suprema da Sua glória aos que a desejaram com o maior ardor.

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Graças a Deus que a Igreja nunca será democracia

Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: o que ligares na terra será ligado nos Céus, e o que desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16,19). O “poder das chaves” designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, “o Bom Pastor” (Jo 10,11), confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino. (CIC§553)

Diante de tudo que estudamos nesse tempo, só nos resta agora não apenas fortalecer nossa fé na vontade de Deus para com a sua Igreja, como na pessoa a quem Jesus destinou para governar a Igreja Dele. A barca está no mar, porém temos um excelente navegador. Sempre teremos porque Ele sempre será assistido por Deus. Hoje, estamos sob a responsabilidade de Bento XVI, que segundo a opinião do Padre Paulo Ricardo (e a minha também) é o maior e melhor teólogo vivo do mundo. Ele tem governado a Igreja com sabedoria e eficiência.

É importante se conscientizar que a Igreja não é, nunca foi, e nunca será democracia. A Igreja sempre será hierarquia. Foi assim que Jesus a criou. Está na raiz da nossa fé. Quem não gostar que reclame com Deus. Por isso é natural que nós, homens e mulheres da modernidade, muitas vezes possamos sentir algo ranger dentro de nós, quando “recebemos uma ordem”.

Hoje faz parte da cultura moderna a idéia de ouvir, debater, opinar, concordar ou não. Mas na Igreja as coisas não assim (graças a Deus). Não faz parte da Igreja a idéia “da maioria prevalecer”.

Na Igreja de Cristo, Ele é a cabeça e sempre será. Porém o representante Dele sempre haverá no meio de nós. Porque isso impede que nós façamos as coisas da nossa cabeça, e ai a coisa vira bagunça.

Veja, na Igreja Católica Apostólica Romana, temos diversos movimentos e pastorais. Cada um com sua particularidade, com seu jeito peculiar de buscar a Deus, de expressar a sua fé, de realizar seus gestos concretos. Mas todos eles devem obediência a alguém (ao pároco, ao bispo). Por sua vez, os padres devem obediência aos bispos diocesanos. Estes devem obediência ao Papa, e por ai vai… Se não fosse assim, teríamos um monte de “Igrejas Malucas”. A unidade precisa acontecer e para que isso aconteça, é necessário ordem e disciplina. Embora existam coisas que precisamos conversar (e conversar muito) para chegar a unidade, somos a Igreja de Cristo. Participamos da Eucaristia, professamos a mesma fé, comungamos do mesmo pão, vivemos os mesmos sacramentos.

Repito: A dificuldade de aceitar Pedro e os seus sucessores se deve muito mais a dificuldade que temos em obedecer alguém hierarquicamente, o que implica em fazer coisas que não gostaria de fazer, em abrir mão de suas vontades, e por ai vai…

Quero por fim para terminarmos este estudo, deixar um texto escrito por ninguém mais que Martinho Lutero, fundador do protestantismo sobre a Sucessão Apostólica. Esse texto foi escrito antes dele se desligar da Igreja de Cristo. Leia com bastante atenção:

“Se Cristo não houvesse confiado todo poder a um homem, a Igreja não poderia ter sido perfeita porque não haveria ordem e cada um estaria apto para dizer que é guiado pelo Espírito Santo. É isso que os hereges dizem, cada um pondo razão em seu próprio princípio. Dessa maneira, tantas Igrejas foram levantadas porque havia cabeças. Cristo, todavia, quer, para nos colocar todos em uma unidade, que seu poder seja exercitado por um homem a quem Ele mesmo confie essa atribuição. Ele tinha, entretanto, tão grande poder que venceu os poderes do inferno (sem dano algum). Ele disse: ‘As portas do inferno não prevalecerão contra ela’, como querendo dizer: ‘lutarão contra ela, mas nunca poderão vencê-la’; é então dessa maneira que ela manifesta que seu poder é na realidade vindo de Deus e não do homem. Assim, quem rompe com essa unidade e com essa ordem de poder, não deixa sinal de grande ou de obras maravilhosas, como nossos Picards e outros hereges fazem, ‘Vigia teus passos, quando vais à casa de Deus! Entra para escutar e não apenas para oferecer sacrifícios, como os insensatos, que não percebem que estão procedendo mal!’(Ecle 4,17) (Sermo in Vincula S. Petri, “Werke” Weimar edition, I, 69)

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: A autoridade de Pedro era incontestável na Igreja Primitiva

“Pedro e Paulo, indo para a Itália, vos transmitiram os mesmos ensinamentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente” (História Eclesiástica, II 25,8) Observação: A História da Igreja, desde cedo, mostra que os sucessores de S. Pedro em Roma fizeram uso da sua jurisdição. Por exemplo na questão da data da festa da Páscoa, no século II, alguns cristãos da Ásia Menor não queriam seguir o calendário de Roma; o Papa S. Victor (189-199) ameaçou-os de excomunhão (cf. Hist. Ecles. Eusébio V 24, 9-18). Ninguém contestou o Bispo de Roma, o Papa; e parecia claro a todos os bispos que nenhum deles podia estar em comunhão com a Igreja universal (já chamada de católica) sem estar em comunhão com a Igreja de Roma. Isto mostra bem o primado de Pedro desde o início da Cristandade. (Eusébio de Cesaréia †340)

Obs.: Perceba que desde os inícios, os santos da Igreja Primitiva falam da autoridade de Pedro e dos seus sucessores. Contra fatos não existem argumentos.

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

Quem tem as chaves do Reino de Deus? :: Pedro e as promessas de Cristo

Pedro havia confessado: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Nosso Senhor lhe declara na ocasião: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as Portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Cristo, “Pedra viva”; garante a sua Igreja construída sobre Pedro a vitória sobre as potências de morte. Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a rocha inabalável da Igreja. Terá por missão defender esta fé de todo desfalecimento e confirmar nela seus irmãos (CIC§552)

A promessa de Jesus Cristo a São Pedro foi clara: Tu és “Petrus” (Rocha) e sobre essa “Petrus” (Rocha) edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre Ela. (Mt 16,18)

Ontem havia deixado no texto que escrevi, duas perguntas:

1. Se Jesus dá a Pedro o direito de ligar ou não as coisas no céu, não seria óbvio que Ele iria de alguma forma assitir a Pedro?
2. E depois que Pedro morresse a Igreja iria ficar a deriva?

Essas são perguntas que precisam ser feitas para que entendamos que Deus pensou em tudo. As coisas de Deus nunca são feitas de modo improvisado. O plano de Deus foi, é, e sempre será perfeito. Jesus quando retornou a direita di Pai, deixou-nos a Igreja. E para comandar a sua Igreja, deixou-nos Pedro. Agora pense comigo: Poderia Deus correr riscos de seu plano de amor ir água a baixo por causa de um homem? Claro que não. Já não bastasse a desobediência dos nossos primeiros pais.

Ao deixar Pedro como chefe da sua Igreja, Jesus também estava assegurando que iria assistar a Pedro em tudo, pois a partir do momento em que Ele assumisse a Igreja, o que Ele ligasse na Terra, seria ligado no céu. Já pensou se Deus desse esse “poder” a um homem e não desse assistência a Ele?

Ora, sabemos que os homens por mais justos e sábios, sempre serão homens. Porém ai entra o Auxílio Divino que Jesus deu para que esse homem não falhasse. E ai nós olhamos mais para a frente e vemos que depois que Pedro morreu (e nós católicos cremos que Ele está nos céus), outros teriam que ocupar seu posto. Acaso Deus deixaria a esses de lado? Acaso Deus desonraria uma promessa que Ele mesmo fez?

Claro que não irmãos. Deus não é homem. Ele não volta atrás em suas promessas. Desacreditar na sucessão apostólica é desacreditar que Deus é Deus.

Se existe uma promessa que afirma que as portas do Inferno nunca prevalecerão sobre a Igreja, também existe uma promessa de que a Igreja seria, e tem sido edificada sobre a pessoa de São Pedro e a partir dele nos seus sucessores. O Papa Pio XII disse em uma das encíclicas que escreveu:

“Há os que se enganam perigosamente, crendo poder se ligar a Cristo, cabeça da igreja, sem aderir fielmente a seu Vigário na terra. Porque suprimindo esse Chefe visível, quebrando os laços luminosos da unidade, eles obscurecem e deformam o Corpo místico do Redentor a ponto de ele não poder ser reconhecido e achado dentro dos homens, procurando o porto da salvação eterna”. (Papa Pio XII –  Encíclica “Mystici Corporis Christi”)

Pax Domini

Siga-nos e fique por dentro das novidades: