São Clemente de Roma: Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura

O Senhor não se cansa falar da ressurreição.

Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […]

Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d’Ele e disse: A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá. Jesus, levantando-se, seguiu o com os discípulos. Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: Filha, tem confiança, a tua fé te salvou. E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada. Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme. Mas riam-se dele. Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra. (Mt 9,18-26)

Comentário de São Clemente de Roma, papa de 90 a cerca de 100

Notemos, meus bem-amados, que o Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura de que nos deu as primícias ao ressuscitar de entre os mortos o Senhor Jesus Cristo. Observemos, bem-amados, as ressurreições que acontecem periodicamente. O dia e a noite fazem-nos ver uma ressurreição: a noite deita-se, levanta-se o dia; o dia desaparece, vem a noite. Reparemos nos frutos: como se fazem as sementeiras? O que acontece? Sai o semeador e lança à terra diversas sementes. Estas caem, secas e nuas, na terra e desagregam-se. Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […] Acharemos, pois, estranho e extraordinário que o Criador do universo faça ressuscitar aqueles que O serviram fielmente e com a confiança duma fé perfeita? […]

Com essa esperança, que os nossos corações se apeguem então Àquele que é fiel às suas promessas e justo nos seus julgamentos. Ele, que nos proibiu de mentir (Ex 20,16), pela mesmíssima razão também não mente. Nada é impossível a Deus, excepto mentir (Jr 32,17; Lc 1,37; Heb 6,18). Reavivemos, pois, a nossa fé nele e entendamos que Ele tudo pode.

Com uma palavra da sua onipotência, Ele formou o universo e com uma palavra pode aniquilá-lo. […] Ele fará todas as coisas quando quiser e como quiser. Nada desaparecerá jamais daquilo que Ele tiver decidido. Tudo está presente diante dele e nada escapa à sua Providência.

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Mergulhemos na espiritualidade da Semana Santa

Jesus Carrega a Cruz

São Paulo disse na carta aos Filipenses: Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (1,21). Esta frase é aquela típica frase das Sagradas Escrituras que repetimos exageradas vezes diante do sacrário, chegando inclusive a fazer músicas (belíssimas, diga-se de passagem). Mas a verdade é que quem meditar um pouco com este versículo e se decidir a vivê-lo, chegará à conclusão que é de fato uma frase linda de se dizer, mas dura de viver. E põe dura nisto!

Quando São Paulo afirmou isto, ele já havia percorrido um belo e longo caminho ao lado de Jesus. Já havia se encontrado com Ele no caminho para Damasco, fato este que mudou radicalmente a sua vida. Nesta caminhada ele pode experimentar as dores e as delicias de seguir a Cristo e nem mesmo os mais difíceis intempéries da vida conseguiram separá-lo do amor do Senhor Jesus como ele mesmo afirmou em sua carta aos Romanos:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23). Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8 35-39)

É a experiência de seguir a Jesus Cristo e os seus ensinamentos quem nos dá propriedade de dizer com segurança que o que de fato a vida só pode ser em Cristo e quem tem a Ele tem tudo. Quem não se decide verdadeiramente em segui-lo, não pode entender estas afirmações. São coisas do discipulado…

Amanhã começa o Tríduo Pascal onde vamos fazer memória em nossas paróquias e dioceses do grande amor de Jesus por nós. Nestes três dias vamos recordar que Aquele que nos amou com um amor tão perfeito, recebeu de nós (seres humanos), a traição, a mentira, a falsidade, a dissimulação, chicotadas, ofensas, bofetões, escárnios e todo tipo de zombarias, e que ao invés de nos condenar, nos perdoou e nos deu a Vida Eterna.

Vamos ver também o seu duro e triste calvário, e o seu encontro com a Virgem Maria, sua mãe de ternura, que assistiu de pé a sua crucificação e morte.Vamos chorar a dor de matar o Filho de Deus. E só depois disso, vamos nos alegrar com a sua ressurreição.

Aquele que se decide por ser todo de Deus, independente de ser solteiro, casado ou celibatário, precisa entender nesta Santa Semana, que para ressuscitar com Cristo, é preciso carregar a sua Cruz, como Jesus carregou a Dele. Não há ressurreição sem luta, sofrimento e cruz.

É que na verdade não existe cristianismo sem cruz. Qualquer forma de cristianismo que abomine a Cruz de Cristo, ou a cruz que o cristão deva carregar em seu dia a dia, não é cristianismo. Nem sei que nome dar a isto, mas de fato: Cristianismo sem Cruz não é Cristianismo, mas uma mentira deslavada! Uma invenção meramente humana que e faz conveniente a alguns homens que preferem adotar o discurso de seguir a Cristo sem percorrer o caminho que Ele percorreu.

Carregar a cruz é enfrentar os desafios do dia a dia, sejam eles exteriores – como por exemplo as pessoas que estão ao seu redor com seus defeitos e cobranças, o seu trabalho cotidiano com coragem e profissionalismo, a sua família com as necessidades que lhe são peculiares e, sobretudo as consequências de suas decisões ao longo dos anos – ou os desafios interiores – que são as lutas para vencermos a nós mesmos (nossos pecados, reações, sentimentos e principalmente nosso temperamento).  Carregar a Cruz é converter-se dia após dia! É retomar a caminhada quando percebemos que nos afastamos do verdadeiro caminho. É sair da nossa “zona de conforto” para ir de encontro a quem precisa.

Talvez você me pergunte: Mas vale a pena abrir mão da minha vida pronta e estabelecida para sofrer?

A resposta é pessoal, mas acho que todo cristão irá responder a mesma coisa, por isto me atrevo a responder no plural: Quando trilhamos o caminho de Cristo, somos tomados por uma felicidade tão grande que sofrer por Ele vale a pena!  Ele, Jesus Cristo Nosso Senhor, já aqui na terra, nos dá alegrias que ninguém no mundo é capaz de nos dar. Sim, em meio às dores somos felizes e completos. E fazem mais de dois mil anos que esta estranha decisão intriga o mundo.

Portanto, neste tempo de Semana Santa, mergulhe a fundo na espiritualidade que este tempo nos dá. Reze de forma intensa, seja intenso em Cristo. Ame-o e deixe que Ele te ame. Se precisar retomar o caminho como tantas vezes eu fiz e faço quando necessário, faça! Viva bem esta semana, e no domingo faça festa e celebre não apenas a ressurreição de Cristo, mas a sua própria ressurreição! Sim, viver para nós é Cristo e não há outro motivo, outra alegria, outra felicidade.

Uma Santa Semana para todos os leitores do blog Dominus Vobiscum!
Pax Domini

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Especial Semana Santa:: Você conhece o “Ofício de Trevas”?

OT1

O Ofício de Trevas, embora o nome possa dar a entender, não é um rito enigmático e obscuro, mas um das orações mais belas (na minha opinião) da Semana Santa. Em alguns lugares ele é celebrado na Segunda Feira Santa, mas o dia mais correto para esta celebração é entre a noite de Quarta-Feira até antes do amanhecer da Quinta, marcando o início do Tríduo Pascal. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica. Durante muito tempo este rito permaneceu guardado pela igreja (e sinceramente não sei a razão disso), mas atualmente vem sendo retomado em diversas paróquias e dioceses do Brasil.

O Ofício de trevas mostra, de forma bastante clara, a figura do servo Sofredor e, junto dEle, nos colocamos rezando e meditando sobre os Sofrimentos de Sua Paixão e Morte na Cruz. Este nome (Ofício de Trevas) tem diversas explicações. Entre elas:

  • As trevas naturais de meia-noite ao anoitecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (Esta é a vossa hora e do poder das trevas.) (Lc 22, 53);
  • As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma;
  • As trevas simbólicas da paixão.

Como este ofício é cantado ao cair da noite o auxílio das luzes de velas torna-se indispensável.

OT2

No coro é colocado um candelabro de quinze velas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar. As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas vão sendo apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não será apagada. Continuará acesa e será levada para atrás do altar, e depois reaparece.

Esta vela branca, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

No fim, apagam-se as luzes para simbolizar o luto da Igreja e a escuridão que baixou sobre a terra quando Nosso Senhor morreu.

OT3

O ruído no fim do ofício de trevas significa o terremoto e a perturbação dos inimigos e recordam a desordem que sucedeu na natureza, com a morte de Nosso Senhor. Por isso é comum que os participantes batam nos bancos da Igreja, fazendo um barulho ensurdecedor.

A razão histórica do rito de apagar pouco a pouco as velas do tenebrário provavelmente é uma lembrança. Semelhantemente se apagava uma vela depois de cada salmo, para constar quantos foram recitados. Este rito remonta, portanto, ao tempo em que ainda não havia ofícios metodicamente organizados ou quando havia, conforme a estação do ano, mudança no número de salmos.

Ao término do ofício, o oficiante e os que o seguem, fecham o livro com estrépito.

Se você nunca participou do Ofício de Trevas, fica a dica: Informe-se na sua paróquia ou diocese onde pode encontrá-lo e vá participar e rezar com os irmãos. Como disse antes, para mim é um dos momentos mais lindos e profundos da Semana Santa.

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E enfim começa a Santa Semana…

Semana Santa

A Semana Santa é para os católicos a mais importante de todoas as semanas. Nela celebramos de forma intensa, como que em um grande retiro, a Paixão, Morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Em 325 d.C, o Concílio de Niceia, consolidou as datas religiosas, fazendo com que a Paixão, Morte e Ressurreição fosse comemorada por uma semana. Historicamente falando, existem relatos de festas em homenagem aos últimos dias de Cristo, pouco tempo depois de sua morte, porém estas festividades eram comemoradas em dois dias apenas (sábado de aleluia e domingo da ressurreição).

Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento a saber:

Domingo de Ramos – Abre solenemente a Semana Santa, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração.

Segunda-Feira Santa – Em alguns lugares é conhecida como segunda-feira de trevas. Nesse dia realiza-se a o ofício de trevas.

Terça-Feira Santa – Neste dia são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria.

Quarta-Feira Santa – É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.

Quinta-Feira Santa – Na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma.

Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição de um novo mandamento (ou “ordenança”) segundo algumas denominações cristãs, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.

A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa – É quando a Igreja recorda a morte de Jesus. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha. Este dia recomenda-se o jejum para todos os católicos. Apenas os que estão sob ordem médica ou dispensados pelo sacerdote estão isentos do jejum.

Sábado de Aleluia – É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa – É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

Durante a Semana Santa estaremos escrevendo textos especiais para você conheça a doutrina desta semana e participe com intensidade deste tempo de graça que vivemos. Pax Domini

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Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: “Este acolhe os pecadores e come com eles”. Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.

Comentário do Evangelho do dia feito por São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja

Este homem que possui cem ovelhas é o Bom Pastor (Jo 10,11), Cristo, que havia estabelecido todo o rebanho da raça humana numa só ovelha, isto é, em Adão, a quem colocara num Paraíso de delícias, numa região de pastagens vivificantes. Mas essa ovelha, confiando nos uivos de lobos, esqueceu a voz do Pastor e, perdendo-se no caminho que conduz ao redil da salvação, achou-se toda coberta de feridas mortais. Cristo veio a este mundo procurar a ovelha perdida e recuperou-a no seio da Virgem. Ele, que veio até nós nascido da carne, colocou-a depois sobre a cruz e levou-a aos ombros da Sua Paixão. Então, cheio da alegria da Ressurreição, ergueu-a, na Sua Ascensão, até às moradas do Céu. Ele convoca os amigos e vizinhos, isto é, os Anjos, e diz-lhes: Alegrai-vos Comigo, porque encontrei a Minha ovelha perdida, e os Seus Anjos rejubilam e exultam com Cristo por causa do regresso da ovelha do Senhor. Não se irritam por vê-la sentar-se diante deles no trono de majestade, dado que a inveja não existe no Céu, de onde foi banida com o diabo, e esse pecado não poderá jamais lá reentrar graças ao Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29).

Irmãos, assim nos veio Cristo procurar à Terra. Procuremo-Lo no Céu. Assim nos levou Ele até à glória da Sua divindade. Levemo-Lo no nosso corpo com a santidade de toda a nossa vida.

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São Tomé Apóstolo: Santo por reconhecer suas misérias

Era um dos doze apóstolos do Senhor e pertencia a uma família de pescadores.

O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: ‘Vamos também nós, para morrermos com ele!'”

É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: ‘Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Diz-lhe Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'” (João 14,5-6).

Após ter ressuscitado, Cristo apareceu aos discípulos e Tomé não estava presente. Tomé desconfiava, por não ter visto o Senhor, de que fosse verdade a aparição. O Evangelho de São João relata:

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. (Jo 20,24-29).

Com este ato de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: “Mais nos serviu para a nossa fé, diz S. Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis”.

A tradição diz que conduzido pelo Espírito Santo, Tomé foi à Pérsia pregar o Evangelho e lá foi martirizado, sendo alvejado por lanças.

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Evangelho do Dia:: o Rico e o Lázaro


"...entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós."

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes. Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas. Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio. Então, ergueu a voz e disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas. Abraão respondeu-lhe: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós. O rico insistiu: Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse lhe Abraão: Têm Moisés e os Profetas; que os ouçam! Replicou-lhe ele: Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se. Abraão respondeu-lhe: Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos. (Lc 16,19-31)

Comentário feito por São Nersés Snorhali (1102-1173), patriarca armênio

Como o rico que amava a vida de prazeres,
Eu amei os prazeres efémeros,
Com este meu corpo animal,
Nos prazeres insensatos. […] 

E, de tantas benfeitorias
Que me deste gratuitamente,
Não Te devolvi o dízimo
Que de Ti tinha recebido. 

Mas tudo o que estava sob o meu tecto
Feito de terra, ar e mar,
As Tuas benfeitorias inumeráveis,
Pensava que eram propriedade minha. 

De tudo isso nada dei ao pobre
E para as suas necessidades nada pus de lado:
Nem comida, para o esfomeado
Nem roupa, para o corpo nu. 

Nem abrigo, para o indigente,
Nem morada, para o hóspede estrangeiro,
Nem visitei os doentes,
Nem cuidei dos prisioneiros (cf Mt 25,31ss). 

Não me entristeci com a tristeza
Do homem triste, por causa do que lhe pesava;
Nem partilhei a alegria do homem feliz
Mas ardi de inveja dele. 

Todos eles são outros Lázaros […]
Que jazem à minha porta. […]
Quanto a mim, surdo ao seu apelo,
Não lhes dei as migalhas da minha mesa. […] 

Lá fora, pelo menos, os cães da Tua lei
Consolavam-nos com a língua;
E eu, que ouvia o Teu mandamento,
Com a língua feri aquele que se Te assemelhava (cf. Mt 25,45). […] 

Mas dá-me aqui na terra arrependimento,
Para que faça penitência pelos meus pecados. […]
Para que as minhas lágrimas parem
A fornalha ardente e as suas chamas. […] 

E, em vez da conduta de um homem sem misericórdia,
Estabelece, no mais fundo de mim, a piedade misericordiosa,
Para que, ao praticar a misericórdia com o pobre,
Eu possa obter misericórdia.

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão

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Evangelho do Dia:: A juventude não morre quando está próxima do Mestre

No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: A minha filha está morrendo; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada. De fato, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou as minhas vestes? Os discípulos responderam: Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: Quem me tocou? Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal. Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre? Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: Não tenhas receio; crê somente. E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir. Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: Talitha qûm!, isto é, Menina, sou Eu que te digo: levanta-te! E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina. (Mc 5,21-43)

Comentário feito pelo Beato João Paulo II

Queridos jovens, o futuro depende de vós; de vós depende o fim deste milénio e o início do novo. Por conseguinte, não sejais passivos: assumi as vossas responsabilidades em todos os domínios que se vos abrem no nosso mundo. […] Tomai as vossas responsabilidades! Estai prontos, animados pela fé no Senhor, a dar a razão da vossa esperança (1P 3,15). […] Qual é o motivo da vossa confiança? A vossa fé, o reconhecimento e a aceitação do imenso amor que Deus revela continuamente pelos homens. […] Jesus Cristo, o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos (Heb 13,8), continua a revelar aos jovens o mesmo amor que o Evangelho descreve quando encontra um ou uma jovem.

Assim, podemos contemplar a ressurreição da filha de Jairo, que tinha doze anos. […] Jairo expõe a sua dor ao Mestre com sinceridade; com insistência suplica ao Seu coração: A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se cure e viva. Jesus foi com ele. O coração de Cristo, que Se comoveu perante a dor humana deste homem e de sua filha, não fica indiferente aos nossos sofrimentos. Cristo ouve-nos sempre, mas pede-nos que recorramos a Ele com fé. […] Todos os gestos e todas as palavras do Senhor exprimem este amor.

Quereria debruçar-me particularmente sobre as palavras recolhidas dos próprios lábios de Jesus: A menina não morreu, está a dormir. Estas palavras profundamente reveladoras incitam-me a pensar na misteriosa presença do Senhor da Vida num mundo que parece ter sucumbido ao impulso descarado do ódio, da violência e da injustiça. Mas não, este mundo, que é vosso, não morreu, está a dormir. No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

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Estudo sobre a ressurreição de Cristo:: A promessa se cumpriu!

O bom de ser cristão, é saber que, por pior que a situação esteja, não temos motivos para o desespero. Sim eu sei que tem muita gente se diz católico e se diz desesperado. Mas quem conhece a nossa doutrina e consegue tocar na essência da nossa fé, sabe que o cristão não é chamado a olhar para baixo, mas para o alto. Olhando a Ressurreição Cristo, conseguimos tocar nessa realidade. As profecias feitas no Antigo Testamento sobre o messias que viria nascido de uma Virgem para nos libertar, foram totalmente cumpridas em Jesus.

“A Ressurreição de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento” e do próprio Jesus durante sua vida terrestre. A expressão “segundo as Escrituras” indica que a Ressurreição de Cristo realiza essas predições. (Cat. §652)

A Ressurreição é o desenrolar de todo plano de Deus que começou na Encarnação. Ela confirma que Cristo é Divino. Ela ratifica tudo o que Ele fez e ensinou. Nos dá a certeza que Jesus nos ama e que todas as promessas que ainda não foram cumpridas se cumprirão ao seu devido tempo. O Senhor ressuscitado é sinônimo de esperança para aqueles que Nele crêem.

A nossa fé ganha força e vida na ressurreição de Cristo. Graças a ela aprendemos a olhar para o alto. Agora nossa meta é céu. Vencendo a morte e o pecado, Jesus nos ganhou e nos deu uma graça ímpar: Quando batizados, deixamos de ser criaturas e nos tornamos filhos. Ele é o Filho Unigênito de Deus. Mas nele somos “adotados”. Tem graça maior no mundo do que ser chamado Filho de Deus?

A verdade da divindade de Jesus é confirmada por sua Ressurreição. Dissera Ele: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU, (Jo 8,28). A Ressurreição do Crucificado demonstrou que ele era verdadeiramente “EU SOU“, o Filho de Deus e Deus mesmo. São Paulo pôde declarar aos judeus: “A promessa feita a nossos pais, Deus a realizou plenamente para nós…; ressuscitou Jesus, como está escrito no Salmo segundo: ‘Tu és o meu filho, eu hoje te gerei” (At 13,32-33). A Ressurreição de Cristo está estreitamente ligada ao mistério da Encarnação do Filho de Deus. E o cumprimento segundo o desígnio eterno de Deus. (Cat. §653)

Sabendo que Ele é o Filho de Deus e que venceu a morte, agora nos resta aguardar a grande promessa que Ele nos fez: Voltará, julgará os vivos e os mortos e ressuscitará nossos corpos. Mas essa espera precisa ser ativa. Precisamos dia após dia colocar em prática seus ensinamentos, guardar a sua palavra, buscar a eucaristia e viver uma vida digna de um seguidor de Cristo. Para fazer parte da Jerusalém Celeste, precisamos dizer não a tudo que vai contra os ensinamentos do Senhor Jesus e da Santa Igreja. Sabemos que Deus é misericordioso, mas não podemos esquecer que Ele será o justo juiz.

Somos chamados ao alto e quem nos chamou foi Ele que sempre cumpriu o que prometeu. A nossa força não está nos nossos atos, mas em Jesus Cristo a quem entregamos nossa vida. Aguardemos o Senhor que vem com alegria no coração. Ele é fiel!

Pax Domini

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Estudo sobre a ressurreição de Cristo:: Ele venceu a morte. Essa é a nossa fé!

Texto criado pelo Blog Dominus Vobiscum, com base em um texto publicado no Site Veritatis Splendor – Autoria do Professor Ramon Aparecido Ramos

Nenhuma religião defende a ressurreição de seu fundador. Somente o cristianismo faz isso. Esse aspecto é apenas um dos muitos que diferenciam o cristianismo das outras religiões do mundo. Sendo a ressurreição um estupendo milagre, é comum ouvirmos críticas a esse aspecto da vida de Cristo que é o ponto central da nossa fé. A própria bíblia narra que ao tomar conhecimento da ressurreição, os Doutores da Lei disseram que devia se espalhar entre os judeus a ideia que o corpo de Jesus fora roubado (cf. Mt 28,11-15).

Essa ideia perdurou por muitos séculos entre os judeus e posteriormente fora difundida também pelos ateus. Hermann Samuel Reimarus (1694-1768) afirmou isso, sendo rejeitada posteriormente pelos próprios racionalistas. Karl Friedrick (1741-1792) e Eberhadt Gottlob Paulus (1761-1851) que defendiam a teoria de que Jesus não morreu na cruz e teria sido sepultado vivo. Holger Kersten aderiu esta teoria exposta acima e incrementou dizendo mais: que Jesus deixou o sepulcro e foi para a Índia onde ficou até os últimos dias de sua vida. O tempo passou, essas teorias foram derrubadas uma a uma, hora pela arqueologia, hora por seus próprios argumentos inconsistentes. Tudo isso só serviu para alimentar a confusão na cabeça dos cristãos.

A fé cristã sempre foi escândalo para o mundo e não é de hoje que nossa fé é colocada em cheque. O tempo passa, as coisas mudam, mas a cada dia os velhos questionamentos retornam. Como já disse aqui antes, Jesus Cristo sempre foi sinal de contradição. Consequentemente, a Igreja continuará sendo também um sinal de contradição. Ela que é fiel aos ensinamentos do seu fundador, tem como missão ensinar a verdade que transforma e liberta os corações, é sempre questionada ao longo dos séculos. A prioridade da Igreja não é números, mas anunciar a verdade de Cristo.

Veja um exemplo bem interessante: Quando o Apóstolo Paulo quis na sua época, em Atenas, realizar uma pregação, ele foi muito bem acolhido, ouvido, aplaudido por que não, até que chegou à temática da ressurreição. E aí, os ouvintes dispersaram e se foram. A Ressurreição de Jesus sempre escandalizou e nem por isso a Igreja a distorceu como fez e faz tantos pensadores do passado até hoje. Desde os primórdios da Igreja, nunca se deu brecha para mitos e historinhas fictícias. Mesmo entre os judeus convertidos ao cristianismo eram contra os mitos pagãos.

“Seriam incompreensíveis o êxito e a força da pregação dos Apóstolos se depois de haverem feito a dolorosa experiência da Paixão do Mestre, não o tivessem visto realmente ressuscitado.” (Dom Estêvão Bettencourtt – A Ressureição de Jesus. – PP. 13 e 14).

Os Apóstolos eram homens rudes que não teriam a capacidade de inventar a Ressurreição de Jesus. A idéia deles era muito limitada. Não seria possível que a pregação dos discípulos fosse tão incisiva. Quem em sã consciência iria sustentar uma mentira que poderia lhe levar a morte? Todos os apóstolos, com exceção de João, morreram mártires. Qual a lógica em sustentar uma mentira que leve uma pessoa ao martírio? Ao contrário disso, quando se defende uma verdade, muita gente dá a vida. E foi o que os apóstolos fizeram depois que viram Jesus vivo e ressuscitado.

Se a Ressurreição de Jesus, da maneira como a Igreja sempre a entendeu, fosse inventada, como dizem alguns teólogos (afirmando que os relatos evangélicos são explicados corretamente pela “nova” exegese) seria uma invenção bem feita e não como esta que conhecemos.

Quem inventa uma mentira, a inventa para todo mundo acreditar e não só para alguns. Se assim fosse eles não teriam colocado que Jesus apareceu primeiramente a mulheres, mas sim para homens, pois as mulheres naquela época não eram testemunhas de praticamente nada. Os inimigos de Jesus não negaram o sepulcro vazio, apenas interpretaram de outra forma.

“A fé cristã poderá, por vezes, parecer loucura e escândalo, mas será sempre a Sabedoria de Deus portadora de salvação para quantos a aceitam.” (Dom Estêvão Bettencourtt)

A Ressurreição é muito mais que um milagre. É um acontecimento milagroso (no sentido de que não há explicação na natureza) e, portanto foge do campo da filosofia, embora, a filosofia também pode contribuir para afirmá-lo.

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