Site da JMJ 2016 na Cracóvia já está no ar!

JMJ2016 Site

Atenção jovens brasileiros que estão se preparando para a JMJ 2016 na Cracóvia! O site da JMJ 2016 já está no ar. Disponível em seis línguas (polonês, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão), o site promete ser um dos mais acessados da Europa. Depois do sucesso da JMJ 2013 no Rio de Janeiro, os poloneses prometem uma jornada ainda melhor.  O site ainda está em fase de construção, mas já apresenta um layout moderno e interessante. Confira clicando na imagem!

Dominus Vobiscum

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Diário de um peregrino da JMJ: Dois dias com o Papa Francisco

Olá amigos! Pax Domini!

Infelizmente ontem não consegui escrever nada. Motivo: Foi uma verdadeira maratona para sair do Guarujá e chegar no Rio de Janeiro. jmjNossa chegada estava prevista para 11h33m na Cidade Maravilhosa. Porém as fortes chuvas fecharam os aeroportos cariocas. O resultado foi um atraso enorme na programação e para chegarmos até a Praia de Copacabana, tanto que mal conseguimos ficar perto de um telão. Porém o recado de Francisco foi ouvido, não apenas por mim, mas por mais de um milhão de pessoas.

O Papa nos convidou a uma “Revolução Copérnica da Fé”. Para quem não sabe, Nicolau Copérnico foi um cônego católico que desenvolveu a Teoria do Heliocentrismo, que afirmava que o Sol seria o Centro do Universo. Ao nos convidar para uma “Revolução Copérnica”, o Sumo Pontífice quis dizer que era necessário tirar o homem do centro do universo (com seu ego, auto-suficiência e orgulho) e colocar Deus. Para isso é necessário que cada católico “bote fé em sua vida” e em todos os lugares onde ele estiver.

Hoje saimos cedo para “circular” na jornada. Caminhamos, encontramos leitores do blog, velhos amigos e procuramos uma boa posição para ver o Papa. Preferimos não ficar na grade onde o papamóvel passa, mas escolher o um lugar próximo do Palco Central. Consegui ver Francisco de uma posição muito legal. Enquanto aguardávamos, vimos a juventude católica fazendo a sua festa. Para eles nada estava ruim e tudo era festa, tudo era alegria. Na areia, eles faziam montes que funcionavam como bancos. Tocavam violão, dançavam uma espécie de ciranda, tomavam chimarrão… Embora Copacabana seja um lugar conhecido por grandes festas onde a bebida e droga “rola solta”, nestes dias, vendedores de bebidas estão tendo enormes prejuízos, pois não se vê jovens bebendo ou se drogando. É a juventude católica dando exemplo para o mundo de uma alegria que não se vai quando acaba a droga ou o álcool.

E então veio a Via-Sacra. As 14 estações da JMJ Rio2013, fizeram mensão às questões do mundo de hoje, revelando o sofrimento de Jesus em meio “às dores” presentes na sociedade atual. Em seu discurso, o Papa Francisco, falou sobre o sentido da Cruz de Cristo e da Cruz peregrina, símbolo da Jornada Mundial da Juventude, que passou por todos os estados do país. E pediu que rezem pelas vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que mantou 242 jovens, em janeiro desde ano.

Leia o discurso completo:

Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o Bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção» (Palavras aos jovens [22 de abril de 1984]: Insegnamenti VII,1 (1984), 1105). A partir de então a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?

Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: «Para onde vais, Senhor?». E a resposta de Jesus foi: «Vou a Roma para ser crucificado outra vez». Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz.

Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).

E assim podemos responder à segunda pregunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar.

Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres… Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!

Diário de um peregrino da JMJ – 1º Discurso do Papa

BRAZIL-POPE-WYDVIAGEM APOSTÓLICA AO RIO DE JANEIRO POR OCASIÃO DA XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS – DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO

Palácio da Guanabara, Rio de Janeiro.
Segunda-feira, 22 de Julho de 2013.

Senhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

E atenção! A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos. Com essas atitudes precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!

Diário de um peregrino da JMJ – Segunda Feira (chegada do Papa)

camisa blog

Camisa especial do Blog Dominus Vobiscum para a Acolhida do Santo Padre.

Na quinta feira de madrugada estarei saindo do Guarujá rumo ao Rio de Janeiro. Iremos em um pequeno grupo de 4 pessoas. O detalhe é que para conseguir estes dias, tive que trabalhar muito para compensar os dias que irei me ausentar do trabalho. Eis o motivo da ausência. Porém mesmo “sumido” do blog, estou acompanhando todo o backstage da JMJ e me preparando para a viagem. Chegarei ao Rio dia 25 de julho, no dia da “Acolhida do Santo Padre”.

Por isso estou criando aqui nesta semana, este pequeno diário trazendo as minhas expectativas e também da equipe do Blog Dominus Vobiscum com relação à Jornada Mundial da Juventude. Ontem li que o Papa Francisco conversou e rezou com o Papa Emérito Bento XVI na último sábado pela Jornada. É bom saber os dois andam em plena sintonia. Acho que este tipo de notícia anda causando calafrios entre aqueles que apostam que o Papa Francisco irá revolucionar a igreja. Estou sabendo também que a cidade (apesar das tentativas frustradas dos não católicos) também está se organizando para o evento. Fala-se em pelo menos 40 pontos de informações para os turistas e os peregrinos por sua vez já estão retirando os seus kits.

Dentre todos os que estarão na JMJ 2013, percebe-se que o próprio Santo Padre é um dos mais animados, já que ontem manifestou alegria no Ângelus e já no avião escreveu aos jovens via twitter. Isso tudo vai fazendo com que nós, os peregrinos, fiquemos cada vez mais felizes com tudo isso que está acontecendo.

Ao que me parece, a mídia secular que como sempre fecha os olhos para Igreja Católica, do nada percebeu o tamanho do evento e se assustou. Em todos os jornais só se fala da chegada do Papa, da JMJ, dos peregrinos, e mesmo com uma ou outra matéria mal intencionada podemos dizer que todos estão rendidos a este evento que será um sucesso de renda e público.

Hoje o Papa Francisco chega ao Brasil e será recepcionado pelo Governador do Rio de Janeiro e pela Presidente Dilma Roussef. Fala-se que a chegada do Sumo Pontífice não poderia vir em uma hora pior para o PT, que passa por uma profunda queda de popularidade, e vive uma enorme pressão por parte dos religiosos e defensores da vida para o veto total da PLC 03/2013. Sabe-se que o Governador do Rio de Janeiro também não anda lá muito bem das pernas. Neste cenário, a Igreja Católica vai levar aos jovens a Doutrina Católica à luz do evangelho.

Assim que possível, volto ao blog, com mais notícias.

Pax Domini

Eu sabia: Justiça nega a ação do MPRJ contra a Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013

logo-jmjYes! Teremos sim a JMJ2013 e ainda não foi desta vez que os inimigos da Igreja conseguiram triunfar sobre ela. Sabemos que existem muitas correntes (políticas, seculares e de outras religiões) preocupadas com o evento que vai movimentar a fé católica no Brasil e no mundo, e que agora às vésperas do evento prometem fazer uma força danada para que ela não aconteça.

Ontem fomos surpreendidos com a notícia de que o Ministério Público do Rio de Janeiro moveu uma ação civil contra o Estado do Rio de Janeiro que havia publicado um edital para a contratação de serviços de saúde para a Jornada. Não escrevi sobre o assunto por pura falta de tempo (se desejar veja o processo na íntegra no TJRJ). Antes de mais nada, vale a pena explicar que este tipo de serviço acontece em diversos eventos públicos como o carnaval de rua por exemplo. Caso haja algum problema emergencial, estas equipes estariam disponíveis para auxiliar os peregrinos. Porém o MPRJ afirmava que não era obrigação do estado “pagar essa conta”. Fiquei pensando: Como seria bom se o Ministério Público do Rio de Janeiro agisse com toda essa eficácia com outros assuntos que lhe dizem respeito. Realmente eles devem ter feito um grande trabalho assim na Copa das Confederações e espero que o façam na Copa do Mundo.

Bom, em todo caso, hoje a Justiça do Estado do Rio de Janeiro indeferiu o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que ameaçava a realização da JMJ Rio2013. De acordo com a decisão proferida pela juíza nos autos da ação civil pública, o afastamento entre religião e estado não pode impedir o Administrador, fundado em razões de interesse público, custear determinados serviços que serão prestados aos participantes do evento, ainda que haja conotação religiosa.

A juíza titular da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Roseli Nalin afirmou:

“A referida conduta não caracteriza qualquer desvio de finalidade, nem tampouco confusão entre Estado e Igreja, eis que assim agindo não estará o Poder Público agindo com base em elementos religiosos, nem tampouco utilizando-se de recursos públicos para beneficiar esta ou aquela religião…  A medida de natureza liminar como a que pretende o Autor (o MPRJ) pode gerar um cenário de absoluta insegurança e descrédito ao país, além de prejudicar milhares de pessoas que virão ao Rio de Janeiro para participar do evento com a certeza de que haverá serviços destinados a garantir sua saúde”.

Sinceramente, eu já esperava que ações como essas fossem acontecer. É que quando a Igreja está na vitrine, sempre aparece alguém ou algo tentando abafar a Palavra de Deus. Aqui se abre um parênteses: Impressionante como não existem ações do tipo quando acontecem as tais “Paradas Gays”. Estas o governo pode financiar! Fecha parênteses.

Porém, do mesmo jeito que esperava uma ação como esta, também esperava uma contra medida a altura. A JMJ2013 não deixará de acontecer por causa disso. E caso esta ajuda do estado nos seja negada (pois ainda cabe recurso), qualquer problema de ordem clínica e médica que aconteça no evento, será debitada (por todos os participantes do evento) nas costas do Ministério Público do Rio de Janeiro, que passará a ser mal visto pela população brasileira e pela mídia internacional. Só não sei se eles terão toda essa “marra” toda para aguentar a pressão. Afinal de contas, quem é marrento para começar a briga, tem que ser marrento para aguentar até o final, e se nem a Dilma está comprando briga com a opinião popular, quem dirá o MPRJ? Esperemos…

Aproveito para esclarecer uma última questão: Sim, eu fui e sou contra a participação de artistas seculares na JMJ2013 e agradeço a todos que entenderam e apoiaram os questionamentos levantados. Porém desde sempre, noticiamos aqui muita coisa do evento, e só não o fizemos mais, por pura falta de tempo (quem acompanha o blog sabe da minha saga nos últimos meses). Definitivamente não aplaudirei nenhum destes artistas seculares que aparecerem por lá, porém irei a JMJ 2013, estarei rezando, cantando, louvando no Rio de Janeiro. Serei com alegria, mais um dos milhares de peregrinos, mesmo já nem sendo tão jovem assim. Mesmo com as lambanças do COL da JMJ2013, o evento será um sucesso.

Nos encontraremos lá na JMJ 2013! Que Deus abençoe a você e a toda juventude do Brasil!

Sobre a participação de artistas seculares na JMJ 2013

jmj2013A JMJ2013 finalmente está chegando. Não só o Papa, mas muitos jovens no Brasil e no mundo estão preparando as malas para esse que será o maior evento católico dos últimos tempos. A estrutura já está em fase de finalização e está tudo lindo e maravilhoso com exceção de uma coisa: A lista de artistas seculares que farão parte da JMJ (que envolve Luan Santana, Fafá de Belém, Ana Maria Braga e outros).

Inicialmente eu confesso que não queria escrever sobre assunto. Primeiro porque o Jorge Ferraz do blog Deus lo Vult, já havia escrito com muita propriedade em dois posts (veja o primeiro aqui e o segundo aqui). Segundo porque já havia dado meu parecer no facebook. Mas mudei de ideia pelo fato de perceber que as pessoas não entenderam muito bem o motivo da crítica.

Vamos lá então:

A crítica a participação destes não se dá pelo fato dos artistas em questão serem pecadores ou não. Pecador eu sou e você também é. A crítica se torna justa e efetiva quando percebemos as bandeiras que estes artistas defendem em seus projetos do dia a dia. Não queremos dizer que só os santos devem ir à JMJ. Se assim fosse nem o Papa estaria presente. Mas queremos que as pessoas que subam aos palcos da jornada, sejam pessoas comprometidas com a fé católica. Se ao menos os artistas que lá subirem seguirem o exemplo de Tony Ramos, que tem uma vida discreta, participa semanalmente da Santa Missa e não se expõe em assuntos controversos já é de bom tamanho. Usar o jargão “todos somos pecadores” não se aplica neste caso.

Talvez alguns extremistas retruquem: Mas Cadú, você quer expulsar os artistas da JMJ? Eles não tem direito de ser evangelizados?

Claro que não quero expulsar ninguém! Claro que todos tem direito de serem evangelizados! Só que para serem evangelizados eles não precisam subir ao palco, não precisam usar microfones, não precisam se expressar publicamente. Para serem evangelizados eles só precisam se misturar a multidão de peregrinos e ouvir, rezar e se rever como todos nós iremos fazer. Não precisamos de celebridades não católicas em um evento católico. Não precisamos de pessoas que acendam uma vela pra Deus hoje e outra para o diabo amanhã.  Vejamos alguns exemplos das bandeiras que essas “celebridades” CONVIDADAS levantam no seu dia a dia:

Luan Santana – Faz apologia à sexualidade livre em suas músicas e canções e que se gaba publicamente de ter uma coleção de roupas íntimas das suas fãs (Será o novo Wando!?) e de manter esporadicamente relações sexuais com elas após os seus shows (Isso sim que é exemplo de castidade para ser imitado por todos os jovens. Agora depois vão os catequistas, blogueiros e evangelizadores católicos falar de castidade com que moral!?). Olha uma das músicas do cidadão:

“Mãos para o alto novinha / Por que porque hoje tu ta presa / Tu tem direito de sentar / Tem direito de gritar / Tem direito de sentar de ficar de rebolar […] Fica caladinha / Fica caladinha / E desce, desce novinha” (Música do cantor em questão)

Repito: Pecado por pecado todo mundo tem os seus. Mas que bandeiras este garoto tem levantado em sua vida? Que testemunho cristão ele pode acrescentar aos milhões de jovens que estarão na jornada? Que utilidade meu Deus ele vai ter em cima do palco da JMJ?

Ana Maria Braga – A apresentadora que dispensa comentários (e que de jovem não tem nada), é conhecida por receber com pompas e regalias em seus programas as maiores aberrações morais do mundo do entreternimento, como – por exemplo – a dupla de marmanjos que teve “dupla paternidade” reconhecida, os “heróis” do BBB que vez por outra são chamados a opinar sobre os mais diversos assuntos, além de vez em quando “passar” mensagens aos telespectadores alusivas a assuntos contrários a fé cristã. E a pergunta que não quer calar: O que está vovó beleza estará fazendo na JMJ? O que ela de fato acrescentará?

Fafá de Belém – A cantora que já participou de outros eventos católicos com seus grandes decotes e se diz devota de Nossa Senhora, lançou recentemente em parceria com o Deputado Jean Wyllys do PSOL/RJ a campanha pelo Casamento Civil Igualitário durante a 16º Parada Gay em São Paulo. Você pode ver isso no próprio site do deputado defensor ferrenho da causa gay. Sinceramente duvido que se a Santa Sé soubesse deste episódio permitiria esta senhora a subir no palco da JMJ. Porém como ela é de Belém, e o Arcebispo do Rio Janeiro Dom Orani Tempesta era bispo de Belém… Ah velhas amizades!

Agora fica uma constatação: Depois de ver os “convidados” da Equipe Organizadora da JMJ nota-se o grau de comprometimento da mesma em querer agradar a Dona Rede Globo de Televisão além de acreditar piamente que a mistura do Sagrado com o Profano funciona (são os famosos católicos raimundos: Um pé na Igreja, dois pés no mundo). A verdade é que na minha opinião, a escolha destes artistas foi uma tremenda de uma bola fora, coisa que na verdade os católicos já deveriam estar acostumados.

Agora não adianta fazer bico e nem beicinho. Duvido muito que orgulho e a vaidade dos organizadores se dobrem a todas as críticas sofridas. Nos resta é participar da JMJ guardando o que é bom, desprezando o que não vale a pena ser guardado, e rezando para que os jovens que vão a jornada não sejam tão influenciados pelos desmandos da equipe de raimundos da JMJ.

Ps.: O pessoal na internet criou uma petição para ser entregue a organização da JMJ 2013, solicitando a revisão desta participação. Segue o link caso você queira assiná-la, expressando também a sua opinião a respeito do assunto: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=JMJpcat

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A Festa da Exaltação da Santa Cruz e o lançamento do Hino Oficial da JMJ Rio 2013

Na noite em que a Igreja celebrou a Festa da Exaltação de Santa Cruz, o presente foi para os jovens: durante a celebração da “Festa da Aventura da Cruz”, no Rio de Janeiro, com a participação de Dom Orani Tempesta (Arcebispo do Rio de Janeiro) e Dom Giovanni D´Aniello (Núncio Apostólico no Brasil), além de representantes do Setor Juventude e animada por diversos cantores católicos, foi divulgado o Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude no Brasil (você pode ouvi-lo se clicar neste link).

O hino “Esperança do Amanhecer!” foi composto pelo padre José Cândido, da Arquidiocese de Belo Horizonte, e leva o jovem a meditar sobre sua pertença a Cristo e o amor de Deus que sustenta e garante a fidelidade do cristão.

A liturgia deste dia, Festa da Exaltação da Santa Cruz, convidou-nos a contemplar a Cruz de Jesus que é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, que aceitou partilhar a nossa humanidade, que quis fazer-se servo dos homens, que se ofereceu em sacrifício que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.

O lançamento do hino durante esta festa litúrgica, proclama a soberania da Cruz Redentora na vida dos jovens. A Cruz precisa voltar a ser o centro da nossa história. É do lenho da Cruz que pendeu a salvação do mundo. E é pela Cruz que vamos resgatar a fé e os valores de nosso povo e de nossa nação.

Assista o clipe:  

Confira na íntegra:

Hino Oficial – “Esperança no Amanhecer”

Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.

(Refrão)

Cristo nos convida:
“Venham, meus amigos!”
Cristo nos envia:
“Sejam missionários!”

Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.

Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!

Atendendo ao Teu chamado:
“Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!”
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

Até a próxima!

(Fontes utilizadas: Rio2013.com, Jovens Conectados, Canção Nova, Prof. Felipe Aquino e Dehonianos).

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A importância de Dom Eugênio Sales para a Igreja Católica Apostólica Romana do Brasil

Hoje cedo enquanto me trocava para ir ao meu trabalho, vi a triste notícia do falecimento de Dom Eugênio Sales. Morreu aos 91 anos e em paz. Não dá para negar que em 58 anos de episcopado, este homem fez história na Igreja do Brasil.

Criado no sertão nordestino, Dom Eugenio era de Acari, no interior do Rio Grande do Norte. Nasceu em 8 de novembro de 1920. Seus pais – Celso Dantas Sales e Josefa de Araújo Sales – geraram outro bispo católico, Dom Heitor de Araújo Sales, Arcebispo Emérito de Natal (RN).

Foi no colégio Marista da capital potiguar que ele despertou para a vida sacerdotal. Com 11 anos, ingressou no seminário menor na mesma cidadade, mas seus estudos de Filosofia e Teologia foram em Fortaleza (CE), no Seminário da Prainha. Em 21 de setembro de 1943 foi ordenado padre pelo bispo de Natal Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari, onde foi batizado.

Dedicou-se, como sacerdote, às igrejas do interior do Rio Grande do Norte. Mas não por muito tempo. Em 1954, com 33 anos e apenas 11 como padre, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo Papa Pio XII. A sagração deu-se em 15 de agosto.

Em 1962, foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal. Dois anos depois mudou-se para Salvador, na Bahia, onde exerceu a função de administrador apostólico da Arquidiocese. Galgou ao posto de Arcebispo, Primaz do Brasil de São Salvador da Bahia em 29 de outubro de 1968, por decisão do Papa Paulo VI.

Aos papas, Dom Eugenio dedicava total fidelidade, mas por Paulo VI tinha um carinho especial a ponto de presenteá-lo, a cada ida a Roma, com uma caixa de mamão papaia. Foi no potificado de Paulo VI que ele ganhou o titulo de cardeal (1969) e dois anos depois foi transferido para o Rio de Janeiro, após o falecimento de Dom Jaime de Barros Câmara.

Criou igrejas, incentivou a vocação sacerdotal de jovens – ordenou 215 sacerdotes – sagrou mais de 20 bispos, e ajudou a igreja a fazer crescer seu patrimônio, ainda que às vezes com gosto arquitetônico discutível, como a Catedral metropolitana da Avenida Chile.

Mais do que um administrador, porém, Dom Eugenio era um pastor que matinha controle do seu rebanho. Por isto, era um bispo polêmico. Não foram poucos os sacerdotes que se queixavam da linha dura que ele impunha aos padres. Nos anos 70, em pleno regime militar, fazia questão de visitar os presídios junto com o coordenador da pastoral penal, padre Bruno Trombeta. Não havia Páscoa, nem Natal em que o cardeal não passasse em pelo menos uma cadeia pública. Nelas, com a imprensa presente, celebrava para todos os presos e ia às celas dos prisioneiros políticos, muitos dos quais não confessavam a mesma fé ou, simplesmente, eram ateus.

Em maio de 2000, pela primeira vez Dom Eugênio falou ao jornalista Fritz Utzeri, do Jornal do Brasil, sobre um trabalho que desenvolveu em sigilo entre 1976 e 1982, quando acolheu e protegeu mais de cinco mil refugiados políticos de toda a América Latina. Ele autorizou seus auxiliares a alugarem cerca de 80 apartamentos para abrigar estes perseguidos das ditaduras militares do cone sul. Algumas vezes, como o o jornal relatou, policiais argentinos eram infiltrados nos grupos de refugiados, mas acabavam sendo descobertos.

O dominicano Frei Betto era alguém que Dom Eugenio não gostava – e, se pudesse, impedia – que se manifestasse no Rio, assim como não nutria nenhuma simpatia pelas ideias dos irmãos Boff – Leonardo e Clodovis. Leonardo, quando ainda pertencia ao clero, foi proibido de falar aos seus irmãos franciscanos no convento. Dom Eugênio ameaçou expulsá-los do Rio caso dessem vez às pregações de Leonardo. Já Clodovis foi dispensado da PUC onde dava aula. Recorreu a Roma, ganhou o processo, mas jamais voltou a uma sala: recebia o ordenado de professor, mas continuou impedido de lecionar na universidade.

Polêmica também gerou quando impediu, em 1989, que a escola de Samba Beija-Flor desfilasse com a estátua do Cristo Redentor,provocando um dos mais célebres protestos do carnavalesco Joãosinho Trinta: ele colocou na avenida a estátua coberta por um plástico preto com uma faixa com os dizeres “Mesmo proibido, olhai por nós”.

Na sua gestão à frente da Igreja Carioca, Dom Eugênio desenvolveu uma série de pastorais – Penal, das Favelas, do Menor -, muitas delas entregues à coordenação de leigos. Construiu o prédio anexo ao Palácio São Joaquim onde juntou os diversos setores da igreja que se espalhavam pela cidade. No Sumaré, onde residia, ergueu um prédio confortável onde reunia nos finais de semana empresários, intelectuais, políticos, membros do governo e da oposição para debates sobre temas diversos, em uma espécie de pastoral com os formadores de opinião.

Ele também protestava a seu modo, como ocorreu ao se deparar com um cadáver jogado na estrada do Sumaré, seu caminho entre a residência oficial e o Palácio São Joaquim. Desceu do carro, abençoou o corpo e fez questão de noticiar o fato, marcando sua repugnância pela violência na cidade. Pouco tempo depois reuniu autoridades no Centro de Estudos do Sumaré para discutir a questão da violência.

Como cardeal do Rio organizou duas vindas do papa João Paulo II ao Brasil – 1980 e 1987 – fazendo questão de levá-lo à favela do Vidigal, quando muitos acharam que isto seria uma loucura. Em 2005, em Roma, celebrou uma das missas solenes nas exéquias do papa.

Já cardeal emérito – com mais de 80 anos – e, portanto, sem participar do conclave que escolheria o novo papa, dom Eugenio vibrou ao saber que o sucessor de João Paulo II seria o cardeal Joseph Ratzinger, que adotou o nome de papa Bento XVI. Dele recebeu uma carta especial ao completar seus 90 anos, em 2010.

Quero deixar aqui dois vídeos. O primeiro conta a história deste homem em imagens. O segundo é bem atual: No velório de Dom Eugênio, uma pomba pousou em seu caixão e lá ficou cerca de 40 minutos. Que Deus o receba na sua glória grande Dom Eugenio Sales!

 

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Batina: Usar ou não usar? A ciência diz que o uso da batina faz diferença sim!

Queira ou não queira o caso envolvendo o Padre Paulo Ricardo e a carta assinada por 27 sacerdotes ainda anda dando o que falar. Não apenas pelo fato estapafúrdio de ver clérigos (ainda que vermelhos e ávidos defensores da excomungada Teologia da Libertação) recriminando um sacerdote que ensina a verdadeira doutrina, mas também pelo conteúdo das acusações. Sei que o padre Paulo já falou sobre o caso, sei que o bispo também já se pronunciou com um texto um tanto quanto confuso e indefinido, mas queria chamar a atenção sobre um fato levantado na carta: O uso ou não da batina e do clerygman pelos sacerdotes e seminaristas.

Hoje lendo o blog Tubo de Ensaio me deparei com esse texto escrito pelo blogueiro Marcio Antônio Campos, que fala de uma pesquisa sobre o uso da batina. Veja que interessante:

Nos últimos dias vários blogs católicos promoveram uma campanha em defesa do padre Paulo Ricardo, muito conhecido por sua atuação midiática, seus vídeos sobre temas diversos (especialmente o marxismo cultural) e suas participações na Canção Nova. Ele foi atacado em uma carta aberta por 27 outros padres, que o caluniaram das mais diversas formas; uma das “acusações” foi a de que o padre insistia na importância do uso da batina (por mais que padres e até bispos adorem andar disfarçados de leigos por aí, as regras da Igreja Católica obrigam o sacerdote a usar batina ou pelo menos o clergyman, aquele colarinho próprio dos padres). O argumento dos fãs do disfarce é o velho ditado “o hábito não faz o monge”, segundo o qual é perfeitamente possível ser um bom padre sem usar o traje clerical, e que a batina por si só não impede um padre de cometer barbaridades (aliás, concordo com o segundo ponto e discordo do primeiro). O mesmo raciocínio se aplicaria ao hábito das ordens religiosas masculinas e femininas. Mas uma pesquisa de Hajo Adam e Adam Galinsky, da Northwestern University, publicada no Journal of Experimental Social Psychology, parece dar razão ao padre Paulo Ricardo: o traje faz diferença, sim.

A pesquisa avaliou o impacto do traje não na maneira como quem o veste é percebido pelos outros, mas no modo como a pessoa percebe a si mesma quando está usando a roupa característica de sua função. Uma reportagem de Tom Jacobs destrincha a pesquisa mostrando como os participantes da experiência (estudantes de graduação, pelo que entendi) melhoraram seus resultados em testes que exigiam atenção e cuidado quando vestiam jaleco do tipo usado por médicos ou em laboratórios. Para comparar, outros estudantes também estavam com o mesmíssimo uniforme, mas foram informados de que se tratava de jalecos do tipo usado por artistas quando estão pintando. Esse grupo não apresentou nenhuma melhora nos resultados dos testes. “Parece haver algo especial sobre a experiência física de vestir certa peça de roupa”, escreveram os pesquisadores.

E onde entram as roupas usadas por líderes religiosos (e aí não estamos falando só da batina dos padres ou do hábito de frades, monges e freiras)? Galisnky e Adam fizeram um comentário no site Science and religion today explicando que o resultado de sua pesquisa também poderia ser aplicado aos trajes dos clérigos, e que seu uso seria importante “não apenas pela impressão que [o traje] causa nos outros, mas também pela influência que a vestimenta tem sobre os próprios líderes”, já que a roupa “pode exercer influência sobre o modo como quem a usa sente, pensa e se comporta, através do significado simbólico associado a ela”. Assim como uma toga significa justiça, um terno caro significa poder e um jaleco de laboratório significa atenção e foco científico, o traje clerical é associado a “fé, dedicação e ao compromisso de liderança responsável na comunidade religiosa”, e o líder religioso “pode exercer suas tarefas e inspirar seguidores de forma mais efetiva quando usa esse tipo de vestimenta”. É importante ressaltar que o traje não impede nenhum líder religioso de agir mal; mas, pelo que Galinsky e Adam concluem, a roupa tem, sim, um efeito sobre quem a usa. Parece que o padre Paulo Ricardo ganhou um argumento científico para seu esforço pelo uso da batina.

Voltei. Eu penso que se nessa confusão toda acontecer algo estapafúrdio como o Arcebispo de Cuiabá resolver proibir o uso da batina entre seus seminaristas e sacerdotes ele estará dando um tiro no pé, porque ele estará indo de encontro ao que diz a Igreja:

Código de Direito Canônico – 284: “Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.”

Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman”(camisa clerical) ou “batina”.

Hoje eu convido aos meus irmãos e amigos que lêem este blog a defender a causa do uso da batina e do clerygman por parte dos padres. Ajudemos os nossos irmãos sacerdotes e seminaristas na retomada da fiel vestimenta dos padres. Dizem que o hábito não faz o monge. Realmente pode não fazer. Mas que ajuda, com certeza ajuda.

Veja também:: Comunicado do Padre Paulo Ricardo a respeito da carta, das injúrias e dos signatários da mesma | Com a tag #padrepauloricardo católicos se manifestam em apoio ao sacerdote |  Caso Padre Paulo Ricardo. Saiba como ajudar! | Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão | Perseguição do clero diocesano de Cuiabá contra o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo | Perseguição ao padre Paulo Ricardo | Ajude ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior |Padres do Regional Oeste II da CNBB se levantam contra Padre Paulo Ricardo

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Comunicado do Padre Paulo Ricardo a respeito da carta, das injúrias e dos signatários da mesma

Extraído do Site Christo Nihil Praeponere

Queridos irmãos,

Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica. Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:

1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;

2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;

3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;

4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;

5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;

6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;

7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;

8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”

Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).

Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.

Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.

Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.

Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.

Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Obs 1.: Na matéria acima os grifos são do Blog Dominus Vobiscum

Obs 2.: Ficamos felizes com a mensagem do Padre Paulo Ricardo e reiteramos nosso apoio a sua pessoa e ao seu ministério. Este blog é continuará sendo um dos maiores divulgadores deste apostolado. Acreditamos na Igreja e esperamos que o trabalho catequético e doutrinal do Padre continue acontecendo.

Obs 3.: Em toda a situação que vivemos fica claro que os católicos não são trouxas e que não querem uma Igreja vermelha. Este tempo já passou. Queremos uma Igreja Católica no Brasil que seja ligada a Roma, ao Papa e fiel na catequese e no ensinamento de Cristo. Na Igreja católica não existe lugar para marxistas!

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