Série Espiritualidade: Da utilidade da comunão freqüente

Do livro “A Imitação de Cristo”

Voz do discípulo: Eis que venho a vós, Senhor, para aproveitar-me de vossa munificência, e deliciar-me neste sagrado banquete, que vós, Deus meu, preparastes, na vossa ternura, para o pobre. Em vós se acha tudo o que posso e devo desejar; vós sois minha esperança, fortaleza honra e glória. Alegrai, pois, hoje, a alma de vosso servo, porque a vós, Senhor Jesus, levantei a minha alma. Desejo receber-vos agora com devoção e reverência; desejo hospedar-vos em casa, para que, com Zaqueu, mereça ser abençoado e contado entre os filhos de Abraão. Minha alma suspira por vosso corpo; meu coração deseja ser convosco unido.

Dai-vos a mim e estou satisfeito; porque sem vós nada me pode consolar. Sem vós não posso estar, e sem vossa visita não posso viver. Por isso muitas vezes devo achegar-me a vós e receber-vos para remédio de minha salvação, a fim de não desfalecer no caminho quando estiver privado deste alimento celestial. Assim vós mesmo o dissestes uma vez, misericordiosíssimo Jesus, quando pregáveis e curáveis diversas enfermidades: “Não os quero despedir em jejum, para que não desfaleçam no caminho”(Mt 15, 32). Fazei também do mesmo modo comigo, pois ficastes neste Sacramento para consolação dos fiéis. Vós sois a suave refeição da alma, e quem dignamente vos receber se tornará participante e herdeiro da glória eterna. A mim, que tantas vezes caio e peco, tão depressa afrouxo e desfaleço, mui necessário me é que, com a oração, confissão e comunhão freqüente, me renove, purifique e afervore, para não abandonar meus santos propósitos, abstendo-me da comunhão por mais tempo.

Pois “os sentidos do homem estão inclinados para o mal desde a sua adolescência (Gên 8,21), e se não o socorre o remédio celestial, logo cai o homem de mal em pior. Porque, se agora, comungando ou celebrando, sou tão negligente e tíbio, que seria se não tomasse este remédio e não buscasse tão poderoso conforto? E ainda que não esteja, todos os dias, preparado, nem bem disposto para celebrar, contudo me quero esforçar para, nos tempos convenientes, receber os sagrados mistérios e tornar-me participante de tanta graça. Porque, enquanto a alma fiel, longe de vós, peregrina neste corpo mortal, a única e principal consolação para ela é – que muitas vezes se lembre do seu Deus e receba devotamente o seu Amado.

Ó maravilhosa condescendência de vossa bondade para convosco, que vós, Senhor Deus, Criador e vivificador de todos os espíritos, vos dignais de vir à minha pobre alma e saciar-lhe a fome com toda a vossa divindade e humanidade! Ó ditoso coração, ó alma bem-aventurada, que merece receber-vos com devoção a vós, seu Deus e Senhor, e nesta união encher-se de gozo espiritual! Oh! que grande Senhor recebe, que amável hóspede agasalha, que agradável companheiro acolhe, que fiel amigo aceita, que formoso e nobre esposo abraça, mais digno de ser amado que tudo o que se ama e deseja! Dulcíssimo Amado meu, emudeçam diante de vós o céu e a terra com todos os seus ornatos; porque tudo o que têm de brilho e beleza é dom de vossa liberalidade e não chega a igualar a glória de vosso nome, “cuja sabedoria não tem medida” (Sl 146,5).

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Evangelho do Dia:: Conhecereis que o Reino de Deus está próximo

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: Reparai na figueira e nas restantes árvores. Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar. (Lcs 21,29-33)

Comentário do Evangelho do dia feito por Bem-aventurado Guerric d’Igny (v. 1080-1157), abade cistercense

Aguardamos o Salvador (liturgia latina; cf. Fl 3,20). Na verdade, é feliz a espera dos justos, daqueles que aguardam a esperança bendita e o advento na glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2,13). Qual é a minha esperança, diz o justo, não é o Senhor? (Sl 38,8) Depois, volta-se para Ele e exclama: Eu sei: Tu não desiludirás a minha espera (Sl 118,116). De fato, o meu ser já está perto de Ti, porque a nossa natureza, assumida por Ti e oferecida por nós, já foi glorificada em Ti. O que nos dá a esperança de que ‘toda a carne virá a Ti’ (Sl 64,3) […]. No entanto, é com uma confiança ainda maior que esperam o Senhor aqueles que podem dizer: O meu ser está perto de Ti, Senhor, pois entreguei-Te todas as minhas riquezas; ao largá-las por Ti, ‘juntei um tesouro no Céu’ (Mt 6,20). Já depositei todos os meus bens a Teus pés: e sei […] que mos devolverás ‘cem vezes mais e ainda a vida eterna’ (Mc 10,30). Vós, que sois pobres de espírito, sois bem-aventurados! (Mt 5,3) […] Porque o Senhor disse: Onde estiver o teu tesouro, estará também o teu coração (Mt 6,21). Que os vossos corações O sigam, que sigam o Seu Coração! Fixai o vosso pensamento lá no alto, e que a vossa espera esteja suspensa de Deus, para poderdes dizer como o Apóstolo Paulo: A nossa vida está nos Céus; é de lá que aguardamos o Salvador (Fl 3,20).

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Obs.: Galera, como todos sabem, a Procuradoria do Ministério Público de Aparecida quer anular concessões das TVs Aparecida e Canção Nova, o Marcelo que comenta no blog católico, Deus lo Vult, fez uma petição (pedido) pública através da internet para reverter essa situação, portanto, gostaria que impreterivelmente, os sócios e simpatizantes dessas duas emissoras e todos os católicos ou não-católicos, mas que assistem essas TV´s, que compartilhassem e assinassem a petição que está nesse sítio abaixo, por favor.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16989

Evangelho do Dia:: Luta para purificar o interior do teu coração

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-o para almoçar na sua casa; Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição. O Senhor disse-lhe: Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo. (Lc 11,37-41)

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Clemente de Roma, papa de 90 a 100, aproximadamente

É justo e santo, irmãos, obedecer a Deus em vez de seguir os agitadores orgulhosos. […] Juntemo-nos àqueles que, com piedade, põem em prática a paz, não aos que fingem querer a paz. Com efeito está dito: Este povo aproxima-se de Mim só com palavras e honra-me só com os lábios, pois o seu coração está longe de Mim (Is 29,13; Mc 7,6). E ainda: Abençoam com a boca, mas amaldiçoam com o coração (Sl 61,5). E também: Mas logo O enganavam com a boca e Lhe mentiam com a língua. Os seus corações não eram leais com Ele, nem fiéis à Sua aliança (Sl 77,36). […] Com efeito, Cristo pertence aos que são humildes de coração e não aos que se elevam acima do Seu rebanho. O cetro da majestade de Deus (cf Heb 1,8), o Senhor Jesus Cristo, não veio acompanhado pela vaidade nem pelo orgulho ─ e no entanto poderia fazê-lo ─, mas pela humildade de coração, como o Espírito Santo tinha dito acerca d’Ele: Quem acreditou no Nosso anúncio? A quem foi revelado o braço do Senhor? O servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Vimo-Lo sem aspecto atraente (Is 53,1-3). […] Vedes assim, bem-amados, o modelo que vos foi dado. Se o Senhor Se humilhou desta maneira, que deveremos fazer nós, a quem Ele permitiu que caminhemos sob o jugo da Sua graça?

Evangelho do Dia: Assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, aglomerva-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas. Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.

Comentário do Evangelho do dia feito por São Romano, o Melodista (c. 560), compositor de hinos

Tu previste o desespero de Nínive, desviaste a ameaça já profetizada, e a Tua misericórdia venceu a Tua cólera, Senhor. Tem piedade, também nos dias de hoje, do Teu povo e da Tua cidade; derruba os nossos adversários com a Tua mão poderosa, por intercessão da Mãe de Deus, acolhendo o nosso arrependimento. O hospital do arrependimento está aberto a todas as doenças morais: vinde, apressemo-nos a recorrer a ele e a tomar vigor para as nossas almas. Foi pelo arrependimento que a pecadora encontrou a salvação, que Pedro foi libertado das suas negações, que Davi pôs fim ao sofrimento do seu coração, e foi por ele que os ninivitas foram curados (Lc 7,50; 2S 12,13). Portanto, não hesitemos, levantemo-nos, mostremos a nossa ferida ao Salvador e deixemos que Ele nos cure. Porque Ele ultrapassa todo o nosso desejo, tal é o acolhimento que faz do nosso arrependimento. Nunca são exigidos honorários aos que O procuram, porque eles nunca poderiam oferecer um presente do mesmo valor da cura. Recuperaram a saúde gratuitamente, mas deram o que podiam dar: em vez de presentes, lágrimas, que são, para este Libertador, objetos preciosos de amor e desejo. Disso são testemunhas a pecadora, Pedro, Davi e os ninivitas, pois levaram apenas os seus gemidos quando foram ter aos pés do Libertador, e Ele acolheu o seu arrependimento. As lágrimas são muitas vezes mais fortes que Deus, se assim podemos dizer, e fazem violência sobre Ele; porque o Misericordioso Se deixa alegremente acorrentar pelas lágrimas, pelo menos pelas lágrimas do espírito (cf. 2Cor 7,10). […] Choremos, portanto, com o coração, à maneira dos ninivitas que, graças à contrição, abriram o céu e chamaram a atenção do Libertador, que recebeu o seu arrependimento.

Quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste

Do Evangelho Quotidiano

Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra,para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste.Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um.Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste.Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também. (S. João 17,20-26)
Comentário do Evangelho feito por São João Cassiano (c. 360-435), fundador de mosteiro em Marselha

O Salvador dirigiu a Seu Pai esta prece por intenção dos Seus discípulos: que o amor que Me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também; e ainda: que todos sejam um só; como Tu, Pai estás em Mim e Eu em Ti, que também eles sejam um em nós.Esta prece há-de realizar-se plenamente em nós quando aquele perfeitíssimo amor com que Ele nos amou (1Jo 4,10) passar a ser o próprio movimento do nosso coração, em cumprimento desta prece do Senhor […].Isto acontecerá quando todo o nosso amor, todo o nosso desejo, esforço, procura, pensamento, tudo aquilo que vivemos e de que falamos, tudo o que respiramos, outra coisa não for a não ser Deus, unicamente: quando assimilarmos, na alma e no coração, a unidade presente do Pai com o Filho e do Filho com o Pai – isto é, quando, imitando finalmente a verdadeira caridade, pura e indestrutível, com que Ele nos ama, a Ele nos unirmos também por uma caridade contínua e inalterável, e a Ele estivermos tão ligados que a nossa própria respiração, pensamento, linguagem mais não sejam que Ele e só Ele. Alcançaremos assim, por fim, […] o que o Senhor na Sua prece desejava ver cumprir-se em nós: que sejam um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste. A isto está destinado aquele que na solidão ora, a isto deve levar todo o seu esforço: à graça de possuir, já desde esta vida, a imagem da futura bem-aventurança, como uma antecipação, no seu corpo mortal, da vida e da glória do céu.

 


No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança

Do Evangelho Quotidiano

Disseram-lhe os seus discípulos: Agora, sim, falas claramente e não usas nenhuma comparação. Agora vemos que sabes tudo e não precisas de que ninguém te faça perguntas. Por isso, cremos que saíste de Deus! Disse-lhes Jesus: Agora credes? Eis que vem a hora e já chegou em que sereis dispersos cada um por seu lado, e me deixareis só, se bem que Eu não esteja só, porque o Pai está comigo. Anunciei-vos estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo! (S. João 16,29-33)

Comentário do Evangelho feitor por São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros 

Deixo-vos a paz, deixo-vos a Minha paz (Jo 14,27). Mas de que nos serve saber que esta paz é boa, se não cuidamos dela? O que é muito bom é, habitualmente, frágil; e os bens preciosos reclamam maiores cuidados e uma proteção mais atenta. Muito frágil é a paz, que pode ser perdida por uma palavra ligeira ou uma ferida mínima feita a um irmão. Ora, nada agrada mais aos homens do que falarem fora de propósito e ocuparem-se com o que não lhes diz respeito, proferirem discursos vãos e criticarem os ausentes. Portanto, que os que não podem dizer: Deus meu Senhor deu-me língua de discípulo para que eu saiba dizer ao abatido uma palavra de alento (Is 50,4) se calem; se disserem uma palavra, que seja uma palavra de paz. […] A caridade é o pleno cumprimento da Lei (Rom 13,10); que o nosso bom Senhor e Salvador Jesus Cristo, o autor da paz e o Deus do amor, Se digne inspirar-nos.

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A tristeza que gera a alegria

Do Evangelho Quotidiano

Ainda um pouco, e deixareis de me ver; e um pouco mais, e por fim me vereis. Disseram entre si alguns dos discípulos: Que é isso que Ele nos diz: Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis? E também: Eu vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer Ele dizer com isto: Ainda um pouco? Não sabemos o que Ele está a anunciar! Jesus, percebendo que o queriam interrogar, disse-lhes: Estais entre vós a inquirir acerca disto que Eu disse: Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis? Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há-de gozar. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria! (S. João 16,16-20)

Comentário do Evangelho feito por São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Depois de ter derramado a alegria na alma dos Seus discípulos pela promessa que lhes fez de lhes enviar o Espírito Santo, o Salvador entristece-os de novo ao dizer: Ainda um pouco, e deixareis de Me ver. Age desta forma para os preparar, através desta linguagem triste e severa, para a ideia da Sua próxima separação; porque nada é mais próprio para acalmar a alma mergulhada na tristeza e na aflição, do que o pensamento frequente dos motivos que produziram nela essa tristeza.Eles não compreendiam, quer por causa da tristeza que os impedia de pensar no que Ele lhes dizia, quer por causa da obscuridade das próprias palavras, que pareciam conter duas coisas contraditórias, mas que, na realidade não o eram. Pois se Te vemos, podiam eles dizer, como Te vais embora? E, se Te vais embora, como Te poderemos ver? Nosso Senhor, querendo depois mostrar-lhes que a tristeza gera alegria e, ainda, que aquela tristeza seria curta ao passo que a sua alegria não terá fim, toma a comparação da mulher que dá à luz. Com tal comparação, Ele quer também exprimir, de um modo figurado, que Se libertou dos constrangimentos da morte e que, assim, regenerou o homem novo. E não diz que não haverá tribulação mas que não Se lembrarão dela, tão grande vai ser a alegria que lhe sucederá.

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Maria pôs-se a caminho

Do Evangelho Quotidiano

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor. Maria disse, então: A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa. (S. Lucas 1,39-56)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beata Isabel da Ssma. Trindade (1880-1906), carmelita

Parece-me que a atitude da Virgem durante os meses que decorreram entre a Anunciação e a Natividade é o modelo das almas interiores, dos seres que Deus escolheu para viverem no Seu íntimo, no fundo do abismo sem fundo. Em que paz, em que recolhimento Maria se terá entregado a todas as coisas, divinizando as mais banais! Pois a Virgem adorava o dom de Deus através de tudo, o que não a impedia de se entregar aos outros sempre que se tratava de exercer a caridade. O Evangelho diz-nos que Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Nunca a visão inefável que contemplava em si própria diminuiu a sua caridade porque, diz um piedoso autor [Ruusbroeck], se a contemplação a leva ao louvor, e à eternidade do seu Senhor, ela possui a unidade e não a perderá. Quando lhe chega uma disposição do céu, volta-se para os homens, compadece-se de todas as suas necessidades, inclina-se sobre todas as misérias; é necessário que chore e que fecunde. Ela ilumina como o fogo; como ele, queima, absorve e devora, elevando para o céu o que consumiu. E, depois de realizar a sua ação aqui em baixo, levanta-se e retoma, escaldante com o seu fogo, o caminho das alturas.

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Mais de 70 mil pessoas presentes na beatificação da Irmã Dulce dos Pobres em Salvador

Do ACI Digital

Milhares de pessoas acompanharam ontem (22), em Salvador (BA), a cerimônia de beatificação da Irmã Dulce, a religiosa que dedicou sua vida a ajudar os pobres conhecida como o ‘Anjo Bom do Brasil’.  Com a beatificação, a religiosa será chamada de agora em adiante ‘Bem-Aventurada Dulce dos Pobres’ e sua festa foi fixada no dia 13 de agosto.
 
A cerimônia, iniciada às 17 horas no Parque de Exposições de Salvador, foi acompanhada por 77 mil pessoas e diversas autoridades, entre elas, a presidente da República Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner e o presidente do Senado, José Sarney. A Eucaristia foi presidida pelo cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, representando o Papa Bento XVI. Com a beatificação, a religiosa passou a ser chamada de ‘Bem-Aventurada Dulce dos Pobres’.

Segundo informou hoje o Portal Canção Nova Notícias, a Santa Missa começou com a leitura do pedido de beatificação, feito pelo Arcebispo da capital baiana, Dom Murilo Krieger.
“O Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil pede a Vossa Eminência Reverendíssima de proclamar Bem-Aventurada a Venerável Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, professa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus”, solicitou o prelado.

Logo em seguida, o bispo da diocese de Irecê (BA), Dom Tommaso Cascianelli, leu uma resumida biografia da Bem-Aventurada e, Dom Geraldo, a Carta Apostólica (carta na qual o Papa autoriza a beatificação), primeiro em latim e depois em português. No documento, Bento XVI afirmou que “tendo consultado a Congregação das Causas dos Santos, por nossa autoridade apostólica, damos a faculdade para que a Venerável Serva de Deus Dulce Lopes Pontes (…) seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem-Aventurada, com sua festa fixada no dia 13 de agosto”.

Após a leitura, a foto de Irmã Dulce foi descerrada, levando a multidão à euforia. Paralelamente, a miraculada Cláudia Cristiane Santos de Araújo, seu marido, Francisco Assis de Araújo, e o filho Gabriel entraram em procissão para apresentar aos fiéis a relíquia da nova beata. A sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e a voluntária mais antiga das Obras Sociais da freira, Iraci Lordello, também entraram em procissão. O rito de beatificação terminou com o agradecimento de Dom Murilo ao representante do Sumo Pontífice.

Entre as autoridades religiosas presentes, destaque para o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, o Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer e os postuladores da causa de beatificação e canonização, frei Paolo Lombardo e Paolo Vilotta. Além deles, a cerimônia contou ainda com mais de 500 religiosos, entre padres, arcebispos, bispos, diáconos e seminaristas.

Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Com a saúde extremamente debilitada, a religiosa morreu em 1992, com 77 anos de idade. Com o processo de canonização, os restos mortais foram levados para a Capela do Convento Santo Antônio. Depois de receber o título de venerável, foram transferidos para a Capela das Relíquias, ambos em Salvador.

Saudando os fiéis de língua portuguesa ontem ao final do Regina Caeli, o Papa Bento XVI recordou a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que “deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela ‘a mãe dos desamparados'”

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