Dica de livro: Santo Agostinho – de Carlos Martins Nabeto

Livro-NabetoCarlos Martins Nabeto na minha opinião é um dos grandes evangelizadores do nosso tempo. Além de ser um dos primeiros católicos a evangelizar e defender a fé católica na internet (no antigo site Agnus Dei, passando pelo Veritatis Splendor e agora no site Sou Católico porque), vez em quando ele nos premia com obras desta grandiosidade. Quem me conhece sabe que eu não sou de ficar rasgando seda para ninguém, mas para a minha fé, posso dizer que devo muito ao apostolado dele. Nabeto é um daqueles católicos que não aparecem tanto na mídia católica, mas deveria. Tem muito conteúdo para brindar ao povo de Deus.

O livro Santo Agostinho – Coletânea de Pensamentos e Ensinamentos do Doutor de Hipona – reúne mais de 1.500 pensamentos e ensinamentos de Santo Agostinho, que como sabemos foi um dos maiores teólogos da história da Igreja e que ajudou e ajuda a formar gerações de pensadores e católicos ao longo dos anos.

Como diz a sinopse do livro, a importância e influência do pensamento de Agostinho sobre toda a Igreja Ocidental pode ser medida, ainda que não totalmente, nestas palavras de Jurgens:

“Se nos deparássemos com a improvável hipótese de ter que destruir totalmente as obras de Agostinho ou as obras de todos os demais Padres e Escritores [eclesiásticos], eu praticamente não tenho dúvida de que [as obras] de todos os outros [Padres e Escritores] seriam sacrificadas” (JURGENS, William A.. “The Faith of the Early Fathers”, Tomo 3. Collegeville: The Liturgical Press, 1ª ed., 1979, p. 1).

Altaner e Stuiber complementam:

“Agostinho é o mais exímio filósofo dentre os Padres da Igreja, e, presumivelmente, o mais insigne teólogo de toda a Igreja (…) Exerceu profunda influência na vida da Igreja Ocidental (…) não só na filosofia, dogmática, teologia moral e mística, mas ainda na vida social e caritativa, na política eclesiástica e no direito público, e na formação da cultura medieval” (ALTANER, Berthold; STUIBER, Alfred. “Patrologia”. São Paulo: Paulus, 2ª ed., 1988, p. 419).

Eu tive a graça de criar e produzir a arte da capa deste livro. É a segunda vez que faço a capa de um livro dele (a outra capa que produzi para ele você encontra aqui). Para mim, uma honra e um privilégio!

Se você deseja saber mais sobre esta obra ou deseja comprá-la, clique aqui.

Pax Domini

Santo do Dia: São Gregório Magno.

Paz irmãos, tudo bem? Como foi de final de semana? Na minha cidade tivemos formação para jovens lideranças, grupo de jovens, encontro diocesano de acólitos e coroinhas, e missa! Vamos começar mais uma semana lendo e aprendendo um pouco mais sobre nossos Santos?

São Gregório Magno

São Gregório Magno, nasceu em Roma no ano de 540. A familia Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. O historiador protestante Harnack admira “a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância” e Bossuet considera-o o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja, e seu pontificado durou 14 anos (de 3 de Setembro de 590 a 12 de Março de 604), é marcada por coisas incríveis: organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba; animado pelo zelo, promove a missão de Santo Agostinho de Cantuária na Inglaterra e é o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus.

São Gregório Magno, rogai por nós!

O epistolário (chegaram a nós 848 cartas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho, enquanto os Moralia in Job atestam a sua admiração por Santo Agostinho.

Era admirador excepcional figura de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. Profunda influência exerceu, juntamente com a Vida de São Bento, o seu livro Regra pastoral, válido ainda hoje.

São Gregório Magno, rogai por nós!

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Santo do Dia: Santo Agostinho, bispo e Doutor da Igreja.

Olá irmãos! Hoje além de comemorar 6 anos de namoro (tô pensando em casar!) celebramos também Santo Agostinho, dispensa comentários, mas vamos conhecer um pouco mais sobre o bispo e Doutor da Igreja!

Santo Agostinho

Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Santo Agostinho, rogai por nós!

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!

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Santo do Dia: Santa Mônica.

Bom dia! Tudo bem?

Hoje fazemos memória a Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho,  que nos provou com sua vida que realmente “tudo pode ser mudado pela força da oração.”. Você sabia disso?

Santa Mônica

Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.

Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santa Mônica, rogai por nós!

Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.

Para refletirmos: Será que estamos dedicando tempo nas nossas orações para interceder pelos nos amigos, filhos, jovens, crianças? Seja você mesmo o caminho para a conversão da humanidade, seja o canal! Tem uma frase (não conheço o autor) que diz: 

“Se hoje estou em pé, é porque minha mãe se põe de joelhos por mim!”

Santa Mônica, rogai por nós!

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“Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor”

Naquele tempo,  apresentaram a Jesus um mudo, possesso do demônio. Depois que o demônio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: “Nunca se viu tal coisa em Israel.” Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que Ele expulsa os demónios.” Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.” (S. Mateus 9,32-38)

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Cristo estava cheio de ardor pela Sua obra e dispunha-Se a enviar trabalhadores […]. Vai, portanto, enviar ceifeiros. “Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: ‘um é o que semeia e outro o que ceifa’. Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga” (Jo 4,37-38). Como? Terá enviado ceifeiros sem, primeiro, ter enviado semeadores? Para onde enviou os ceifeiros? Para onde os outros já tinham trabalhado. […] Para onde os profetas já tinham pregado, porque eles próprios eram os semeadores. […] Quem são os que assim trabalharam ? Abraão, Isaac, Jacob. Lede a narrativa dos seus trabalhos: em todos encontramos uma profecia de Cristo; foram eles, portanto, os semeadores. E quanto a Moisés, aos outros patriarcas, e a todos os profetas, o que não terão eles suportado ao frio, ao tempo em que semeavam? Por conseguinte, na Judeia a messe já estava pronta. E compreende-se que a messe estivesse madura nessa hora em que tantos milhares de homens traziam o produto da venda dos seus bens, o depunham aos pés dos Apóstolos (Act 4,35) e, tirando dos ombros os fardos deste mundo (Sl 81,7), seguiam a Cristo Senhor. A messe tinha, verdadeiramente, chegado à maturidade. Que resultou daqui ? Desta messe retiraram-se alguns grãos, que fizeram sementeira por todo o universo. E eis que cresce uma outra messe, destinada a ser ceifada no fim dos séculos. […] Para essa colheita não serão enviados apóstolos, mas anjos.

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Evangelho do Dia: a Tua misericórdia dá-me coragem

Do Evangelho Quotidiano

Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; entoamos lamentações e não batestes no peito!’ Na verdade, veio João, que não come nem bebe, e dizem dele: ‘Está possesso!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada pelas suas próprias obras. (Mt 11,16-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo e doutor da Igreja

Fogo sempre ardente, diremos com Santo Agostinho, inflama as nossas almas. Jesus Cristo, fizeste-Te homem para acender nos nossos corações o fogo do amor divino: como pudeste encontrar em nós tamanha ingratidão? Tudo fizeste para que Te amassem; chegaste a sacrificar o Teu sangue e a Tua vida. Porque razão ficam os homens insensíveis a tantas graças? Será que as ignoram? Não, eles sabem, eles crêem que, por amor deles, vieste do céu revestir a carne humana e carregar com as suas misérias; eles sabem que, por amor deles, quiseste levar uma vida de sofrimento permanente e sofrer uma morte ignominiosa. Depois disto, como explicar que vivam no completo esquecimento da Tua bondade extrema? Eles amam os pais, eles amam os amigos, eles chegam mesmo a amar os animais […]; é somente por Ti que não sentem amor nem gratidão! Mas que digo eu? Ao acusar os outros de ingratidão, estou a condenar-me a mim mesmo, pois o meu comportamento para conTigo foi pior do que o deles. Porém, a Tua misericórdia dá-me coragem; sei que ela me sustentou durante tanto tempo, para me perdoar e incendiar-me com o Teu amor, com a única condição de eu querer arrepender-me e amar-Te. Sim, meu Deus, quero arrepender-me […]; quero amar-Te com todo o meu coração. Reconheço que o meu coração […] Te negligenciou para amar as coisas deste mundo; mas também vejo que, apesar desta traição, Tu continuas a chamá-Lo. É por isso que, com toda a força da minha vontade, eu To dedico e To dou. Digna-Te incendiá-lo com o Teu santo amor; faz com que doravante ele só Te ame a Ti. […] Amo-Te, meu Jesus; amo-Te, meu soberano Bem! Amo-Te, único amor da minha alma.

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Evangelho do Dia:: Filho de David, tem misericórdia de nós!

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus pôs-se a caminho e seguiram-n’O dois cegos, gritando: Filho de Davi, tem misericórdia de nós! Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus disse-lhes: Credes que tenho poder para fazer isso? Responderam-lhe: Cremos, Senhor! Então, tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos abriram-se-lhes. Jesus advertiu-os em tom severo: Vede lá, que ninguém o saiba. Mas eles, saindo, divulgaram a sua fama por toda aquela terra. (Mt 9,27-31)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Deus virá manifestamente, o nosso Deus, e não Se calará (Sl 49,3 Vulg). Com efeito, Cristo, o nosso Deus, o Filho de Deus, chegou de forma encoberta na Sua primeira vinda; e virá de forma manifesta na segunda. Quando veio encoberto, apenas os Seus servidores O conheceram; quando vier manifestamente, será conhecido pelos bons e pelos maus. Quando veio encoberto, foi para ser julgado; quando vier manifestamente será para ser o juiz. Outrora foi julgado e calou-Se, e o profeta predissera esse silêncio: Foi maltratado e resignou-Se, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador (Is 53,7) mas Deus virá manifestamente, o nosso Deus, e não Se calará. […]Agora os maus também possuem aquilo a que chamam felicidade neste mundo; e os bons também possuem aquilo a que chamam infelicidade neste mundo. Se os homens só crêem nas realidades presentes e não acreditam nas realidades futuras, é porque observam que os bens e os males deste mundo pertencem indistintamente aos bons e aos maus. Se ambicionam riquezas, vêem que elas pertencem tanto aos homens piores como aos bons. Se têm horror à pobreza e às misérias desta vida, vêem que estas fazem sofrer não só os maus mas também os bons, e dizem para si mesmos: O Senhor não vê (Sl 93,7), Ele não gere os assuntos humanos. Ele deixa-nos ir totalmente ao acaso para o abismo profundo deste mundo e não nos mostra a Sua providência. E, se desprezam os preceitos de Deus, é porque não vêem o Seu juízo manifestar-se. […]Deus reserva muitas coisas para o julgamento futuro, mas algumas delas são julgadas agora, para que aqueles cujo julgamento tarda sejam tomados de receio e se convertam. Pois Deus não gosta de condenar mas sim de salvar, e por isso é paciente com os maus para que eles se tornem bons.

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Evangelho do Dia:: Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete no Reino do Céu do Reino

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente. Disse-lhe Jesus: Eu irei curá-lo. Respondeu-lhe o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jaco, no Reino do Céu. (Mt 8,5-11)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

O Reino dos Céus tem o tamanho de uma caridade sem limites; engloba os indivíduos homens de todas as tribos, línguas, povos e nações (Ap 5,9) e ninguém o achará apertado, pois ele espraia-se e a glória de cada um aumenta na mesma proporção. É isso que leva Santo Agostinho a dizer: Quando muitos tomam parte da mesma alegria, a alegria de cada um torna-se mais abundante, porque todos se arrebatam uns aos outros. Esta vastidão do Reino está expressa nestas palavras das Escrituras: Pede-me e Eu te darei os povos como herança (Sl 2,8); Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu. Nem a multidão de quantos o desejam, nem a multidão de quantos existem, nem a multidão de quantos o possuem, nem a multidão de quantos chegam tornará mais estreito o espaço neste Reino, nem incomodará seja quem for. Mas porque devo estar confiante ou ter esperança de possuir o Reino de Deus? Devido à generosidade de Deus, que me convida: Procurai primeiro o Reino de Deus (Mt 6,33). Devido à verdade que me consola: Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino (Lc 12,32). Devido à bondade e à caridade que me redime: Tu és digno de receber o livro e de abrir os selos; porque foste morto e, com Teu sangue, resgataste para Deus homens de todas as tribos, línguas, povos e nações; e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus; e reinarão sobre a terra (Ap 5,9-10).

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AVISO:: Agora todas as Quartas às 11h Programa Dominus  Vobiscum na Rádio Beatitudes. Uma parceria entre a melhor o Web Radio Católica e este blog. Prestigie!

Evangelho do Dia:: Ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse: Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos. Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada. (Lucas 19,41-44)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Dois amores construíram duas cidades: o amor de si próprio até ao desprezo de Deus fez a cidade terrestre; o amor de Deus até ao desprezo de si próprio, a cidade celeste. Uma gloria-se a si própria; a outra ao Senhor. Uma procura a glória que vem dos homens (cf Jo 5,44); a outra coloca toda a sua glória em Deus, testemunha da sua consciência. Uma, inflada de vanglória, levanta a cabeça; a outra diz ao seu Deus: És a minha glória e Quem me faz levantar a cabeça (Sl 3,4). Numa, os príncipes são dominados pela paixão de dominar os seus súbditos ou as nações conquistadas; na outra, todos se fazem servidores do próximo na caridade, os chefes velando pelo bem dos subordinados e estes obedecendo àqueles. A primeira cidade, na pessoa dos poderosos, admira a sua força; a outra diz ao seu Deus: Amar-Te-ei Senhor, Tu que és a minha força. É por isso que, na primeira cidade, os sábios levam uma vida totalmente humana, não procurando senão o bem dos corpos ou do espírito ou dos dois ao mesmo tempo: Pois, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram nem Lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato; […] veneraram as criaturas e prestaram-lhes culto, em vez de o fazerem ao Criador (Rm 1,21-25). Na cidade de Deus, pelo contrário, toda a sabedoria do homem se encontra na piedade, pois somente ela presta ao Deus verdadeiro um culto legítimo e, na sociedade dos santos, tanto os anjos como os homens esperam como recompensa que Deus seja tudo em todos (1Co 15,28).

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Evangelho do Dia: Qual é o vosso serviço?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse o Senhor: Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: ‘Vem cá depressa e senta-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu’? Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’ (S. Lucas 17,7-10)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

O bispo que está à vossa cabeça é vosso servo. […] Que o Senhor nos conceda, portanto, com a ajuda das vossas preces, ser e permanecer até ao fim o que quiserdes que sejamos […]; que Ele nos ajude a cumprir o que nos ordenou. Mas, seja quem for que sejamos, não coloqueis em nós a vossa esperança. Permito-me dizer-vos isto como bispo: quero alegrar-me convosco e não ficar inflamado de orgulho. […] Falo agora ao povo de Deus em nome de Cristo, falo na Igreja de Deus, falo como pobre servo de Deus: não coloqueis a vossa esperança em nós, não ponhais a vossa esperança nos homens. Somos bons? Somos servos. Somos maus? Continuamos a ser servos. Mas os bons, os servos fiéis, são os verdadeiros servos. Qual é o nosso serviço? Prestai atenção: se tendes fome e não quereis ser ingratos, reparai de que celeiro tiramos as provisões; mas não te diz respeito em que prato te é servido aquilo que estás ávido de comer: Numa casa grande não existem somente vasos de ouro e prata, mas também os há os que são de madeira e de barro (2Tm 2,20). O vosso bispo parece-se com um prato de prata, um prato de ouro, ou com um prato de argila? Vê se esse prato tem pão e Quem to deu para que te fosse servido. Ele é que é o pão: Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu (Jo 6,51). Nós, portanto, servimo-vos Cristo, em lugar de Cristo […], para que Ele chegue até vós, para que Ele seja o juiz do nosso ministério.