Deixai que cresçam juntos o joio e o trigo. Depois separamos…

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus propôs à multidão mais esta parábola: O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo. Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. Quando a haste cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram ter com ele e disseram-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?’ ‘Foi algum inimigo meu que fez isto’ respondeu ele. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ Ele respondeu: ‘Não, para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo tempo. Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’ (Mt 13,24-30)

Comentário feito por Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra

Há escândalos na Igreja, coisas repreensíveis e vergonhosas; nenhum católico poderá negá -lo. Ela sempre incorreu na censura e na vergonha de ser mãe de filhos indignos; ela tem filhos que são bons e tem muitos mais que são maus. […] Deus poderia ter instituído uma Igreja pura; mas previu que o joio semeado pelo inimigo permaneceria com o trigo até à ceifa, até ao fim do mundo. Afirmou que a Sua Igreja seria semelhante a uma rede de pescador que apanha toda a espécie de peixes, que apenas são separados à noite (Mt 13,47ss). Indo mais longe, declarou que os maus e os imperfeitos seriam em maior número que os bons, porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos (Mt 22,14); e o Seu apóstolo diz que aqueles que foram reservados segundo a escolha da graça, foram salvos» (Rm 11,5). Percebe-se assim que, na história e na vida dos católicos, há sempre muito para servir os interesses dos contraditores. […]

Mas não baixamos a cabeça com vergonha, escondendo o rosto entre as mãos: levantamos as mãos e o rosto em direção ao Redentor. Assim como os olhos dos servos se fixam na mão dos seus senhores […], assim também os nossos olhos estão postos no Senhor nosso Deus, até que Ele tenha piedade de nós (Sl 122,2). […] Apelamos a Ti, justo juiz, pois és Tu que olhas para nós. Não fazemos caso dos homens enquanto Te tivermos […], enquanto tivermos a Tua presença nas nossas assembleias, o Teu testemunho e a Tua aprovação no nosso coração.

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Dar fruto, desembaraçado dos cuidados deste mundo

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Escutai, pois, a parábola do semeador. Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto. E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta. (Mt 13,18-23)

Comentário feito por São (Padre) Pio de Pietrelcina, capuchinho

Avança com simplicidade nas vias do Senhor e não te preocupes. Odeia os teus defeitos, sim, mas tranquilamente, sem agitação nem inquietação. Há que ter paciência e tirar proveito deles com santa humildade. Se não houver paciência, em lugar de desaparecerem, as tuas imperfeições apenas crescerão. Pois não há nada que aumente tanto os nossos defeitos como a inquietação e a obsessão de nos libertarmos deles.

Cultiva a tua vinha de comum acordo com Jesus. Cabe-te a ti a tarefa de retirar as pedras e arrancar os espinhos. A Jesus cabe a de semear, plantar, cultivar e regar. Mas mesmo no teu trabalho, é Ele que actua. Porque sem Cristo não conseguirias fazer nada.

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Evangelho do Dia:: Cristo semeado na terra

...Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim...

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa. Dizia também: Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos? É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra. Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular. (Mc 4,26-34)

Comentário feito por Santo Ambrósio (v. 340-397), bispo de Milão e Doutor da Igreja

Foi num jardim que Cristo foi preso e sepultado; Ele cresceu neste jardim e até foi aí que ressuscitou. E assim se tornou uma árvore. […] Vós também, semeai Cristo no vosso jardim. […] Com Cristo moei o grão de mostarda, prensai-o e semeai a fé. A fé é prensada quando cremos em Cristo crucificado. Paulo semeava a fé quando dizia: Quando eu fui ter convosco, irmãos, para vos anunciar o testemunho de Cristo, não fui com sublimidade de espírito ou de sabedoria. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós a não ser Jesus Cristo, e Este crucificado (1 Cor 2,1-2). […] Ora, nós semeamos a fé quando, apoiados no Evangelho ou nas leituras dos apóstolos e dos profetas, cremos na Paixão do Senhor; semeamos a fé quando a cobrimos com terra lavrada e tornada mais leve com a carne do Senhor. […] Com efeito, quem crê que o Filho de Deus Se fez homem crê que Ele morreu por nós e crê que ressuscitou por nós. Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim.

Quereis saber que Cristo é uma semente e que é Ele que é semeado? Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto (Jo 12,24). […] Foi o próprio Cristo que o disse. Portanto, Ele é ao mesmo tempo semente de trigo porque robustece o coração do homem (Sl 103,15), e semente de mostarda porque aquece o coração do homem. […] É grão de trigo quando se trata da Sua ressurreição, porque a palavra de Deus e a prova da sua ressurreição alimentam as almas, aumentam a esperança e fortalecem o amor – pois Cristo é o pão de Deus que desce do céu (Jo 6,33). E é grão de mostarda porque há mais amargura e azedume quando se fala da Paixão do Senhor.

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Sem Deus nada é bom, assegura o Papa

Da ACI Digital

Ao presidir a oração do Ângelus dominical em sua residência de Castelgandolfo, o Papa Bento XVI explicou que sem Deus nada é bom e que a tarefa de todo cristão é refletir em sua vida o amor e a misericórdia que Ele tem com cada um. Em sua reflexão sobre o Evangelho deste domingo no qual Jesus relata a parábola do joio, Bento XVI indicou que com estes relatos “o divino Mestre convida a reconhecer, antes de tudo, o primado de Deus Pai: onde Ele não está, nada pode ser bom. É uma prioridade decisiva para tudo”. Depois de assinalar que o “Reino dos Céus significa, de fato, senhorio de Deus, e isso quer dizer que a sua vontade deve ser assumida como o critério-guia da nossa existência”. “Jesus compara o Reino dos Céus a um campo de trigo, para nos fazer compreender que dentro de nós está semeado algo de pequeno e escondido, que, entretanto, possui uma insuprimível força de vida. Apesar de todos os obstáculos, a semente crescerá e o fruto amadurecerá. Esse fruto será bom apenas se o terreno da vida tiver sido cultivado de acordo com a vontade divina”. Por isso, prosseguiu, “Jesus nos adverte que, após o plantio feito pelo mestre, «enquanto todos dormiam», interveio «o seu inimigo», que semeou a erva daninha. Isso significa que devemos estar preparados para proteger a graça recebida no dia do Batismo, continuando a alimentar a fé no Senhor, que impede o mal de criar raízes”. Conforme assinala a nota da Rádio Vaticano, o Papa ressaltou logo que “Se, portanto, somos filhos de um Pai tão grande e bom, busquemos nos assemelhar a Ele! Era esse o objetivo que Jesus buscava com a sua pregação; dizia, de fato, a quem o escutava: «Sede perfeitos como o vosso Pai do Céu é perfeito»”. Finalmente o Papa alentou os fiéis a dirigir-se “com fé a Maria, que ontem invocamos com o título de Virgem Santíssima do Monte Carmelo, para que nos ajude a seguir fielmente a Jesus, e assim viver como verdadeiros filhos de Deus”. Segundo indica a Rádio Vaticano, após conduzir a oração mariana do Ângelus diante de fiéis animados que aplaudiram e cantaram, Bento XVI saudou a todos em diversas línguas e concedeu a sua benção apostólica.

Não há em ti nada que o outro tenha de suportar?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus propôs à multidão mais esta parábola: O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo. Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. Quando a haste cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram ter com ele e disseram-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?’ ‘Foi algum inimigo meu que fez isto’ respondeu ele. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ Ele respondeu: ‘Não, para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo tempo. Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’ Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos. Jesus disse-lhes outra parábola: O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado. Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo. Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. Ele, respondendo, disse-lhes: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça! (S. Mateus 13,24-43)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja

Quando o que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir da imortalidade (1 Co 15,54), então será a doçura perfeita, o júbilo perfeito, um louvor sem fim, um amor sem ameaças. […] E aqui em baixo? Não experimentaremos nenhuma alegria? […] Seguramente que encontraremos aqui em baixo a alegria; experimentaremos aqui, na esperança da vida futura, uma alegria da qual seremos plenamente saciados no céu. Mas é preciso que o trigo suporte muitas coisas no meio do joio. Os grãos são lançados à palha e o lírio cresce no meio dos espinhos. Com efeito, que foi dito à Igreja? Tal como um lírio entre os cardos, assim é a minha amada entre as donzelas (Ct 2,2). Entre as donzelas, diz o texto, e não entre os estrangeiros. Ó Senhor, que consolações dás Tu? Que conforto? Ou melhor, que temor? Tu chamas espinhos às Tuas próprias donzelas? São espinhos, responde Ele, pela sua conduta, mas são donzelas pelos Meus sacramentos. […] Mas onde deverá então o cristão refugiar-se para não gemer no meio de irmãos falsos? Para onde irá ele? Fugirá para o deserto? As ocasiões de queda para lá o seguirão. Distanciar-se-á, ele que progride bem, até não ter de suportar mais nenhum dos seus semelhantes? E se ninguém tivesse querido suportá-lo antes da sua conversão? Se, por conseguinte, sob o pretexto de que progride, não quer suportar ninguém, por isso mesmo é evidente que ainda não progrediu. Escutai bem estas palavras: Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor. Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4, 2-3). Não há em ti nada que o outro tenha de suportar?

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