Os justos resplandecerão como o Sol, no Reino do Pai

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, afastando-se das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. Ele, respondendo, disse-lhes: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade, e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça! (Mt 13,36-43)

Comentário feito por Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja

[Diz S. Paulo que] Cristo entregará o reino a Seu Pai (1Cor 15,24), não no sentido em que renunciará ao Seu poder entregando-Lhe o Seu Reino, mas no sentido em que o Reino de Deus seremos nós, assim que tivermos sido conformados à glória do Seu Corpo, constituídos Reino de Deus através da glorificação do Seu Corpo. E assim nos entregará ao Pai enquanto Reino, segundo diz o Evangelho: Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo (Mt 25,34).

E os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai porque o Filho colocará nas mãos de Deus aqueles que, sendo o Reino, para ele convidara, aqueles a quem foram prometidas as bem-aventuranças próprias deste mistério com estas palavras: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). […] Serão estes quem, enviados a Seu pai como Seu Reino, verão a Deus.

O próprio Senhor dissera aos Apóstolos em que consistia este Reino: O Reino de Deus está no meio de vós (Lc 17,21). E se alguém inquirir quem é Aquele que entregará o Reino, preste atenção: Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos (1Cor 15,20-21). Tudo isto diz respeito ao mistério do Corpo, uma vez que Cristo é o primeiro Ressuscitado dentre os mortos. […] Por isso [é que] Deus será tudo em todos (1 Cor 15,28), para o progresso da [nossa] humanidade assumida por Cristo.

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Ter a fé como um grão de mostarda

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos. Jesus disse-lhes outra parábola: O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado. Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo. (Mt 13,31-35)

Comentário feito por São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero

Tenho vontade de recordar a grandeza de atuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece. Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades. Pelo contrário, não faltam ocasiões para demonstrarmos o nosso amor a Jesus Cristo através do que é pequeno, do normal. […]

Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: Por amor deles santifico-Me a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade (Jo 17,19), percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que temos de ser santos para santificar. Simultaneamente, como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como instrumentos de muito fraca categoria. É verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e um pouco de fermento faz levedar
toda a massa (Mt 5,13-14).

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Ele multiplicou o pão…

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: Onde havemos de comprar pão para esta gente comer? Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho. Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente? Jesus disse: Fazei sentar as pessoas. Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer. Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo! Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte. (Jo 6,1-15)

Comentário feito por Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja

No deserto, Nosso Senhor multiplicou o pão e em Caná transformou a água em vinho. Deste modo, habituou a boca dos Seus discípulos ao Seu pão e ao Seu vinho, até à altura em que lhes daria o Seu corpo e o Seu sangue. Fez-lhes provar um pão e um vinho transitórios para fazer nascer neles o desejo do Seu corpo e do Seu sangue vivificantes. Deu-lhes estas pequenas coisas generosamente para que eles soubessem que a Sua dádiva suprema seria gratuita. Deu-lhas gratuitamente embora eles tivessem podido comprar-Lhas, para que ficassem a saber que não lhes pediria que pagassem uma coisa inestimável: porque, embora eles pudessem pagar o preço do pão e do vinho, não poderiam pagar o Seu corpo e o Seu sangue.

Não só nos ofereceu gratuitamente as Suas dádivas, como ainda nos tratou com afeição. Porque nos deu estas pequenas coisas gratuitamente para nos atrair, para irmos até Ele e recebermos gratuitamente o enorme bem que é a Eucaristia.  Estas pequenas porções de pão e de vinho que ofereceu eram agradáveis à boca, mas a dádiva do Seu corpo e do Seu sangue é útil ao espírito. Ele atraiu-nos através daqueles alimentos agradáveis ao paladar, a fim de nos chamar para aquilo que dá vida à nossa alma. […]

A obra do Senhor abarca tudo: num abrir e fechar de olhos, multiplicou um pedaço de pão. O que os homens fazem e transformam em dez meses de trabalho, fazem os Seus dez dedos num instante. […] De uma pequena quantidade de pão nasceu uma quantidade enorme de pães; foi como na primeira bênção: crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra (Gn 1,28).

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Deixai que cresçam juntos o joio e o trigo. Depois separamos…

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus propôs à multidão mais esta parábola: O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo. Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. Quando a haste cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram ter com ele e disseram-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?’ ‘Foi algum inimigo meu que fez isto’ respondeu ele. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ Ele respondeu: ‘Não, para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo tempo. Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’ (Mt 13,24-30)

Comentário feito por Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra

Há escândalos na Igreja, coisas repreensíveis e vergonhosas; nenhum católico poderá negá -lo. Ela sempre incorreu na censura e na vergonha de ser mãe de filhos indignos; ela tem filhos que são bons e tem muitos mais que são maus. […] Deus poderia ter instituído uma Igreja pura; mas previu que o joio semeado pelo inimigo permaneceria com o trigo até à ceifa, até ao fim do mundo. Afirmou que a Sua Igreja seria semelhante a uma rede de pescador que apanha toda a espécie de peixes, que apenas são separados à noite (Mt 13,47ss). Indo mais longe, declarou que os maus e os imperfeitos seriam em maior número que os bons, porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos (Mt 22,14); e o Seu apóstolo diz que aqueles que foram reservados segundo a escolha da graça, foram salvos» (Rm 11,5). Percebe-se assim que, na história e na vida dos católicos, há sempre muito para servir os interesses dos contraditores. […]

Mas não baixamos a cabeça com vergonha, escondendo o rosto entre as mãos: levantamos as mãos e o rosto em direção ao Redentor. Assim como os olhos dos servos se fixam na mão dos seus senhores […], assim também os nossos olhos estão postos no Senhor nosso Deus, até que Ele tenha piedade de nós (Sl 122,2). […] Apelamos a Ti, justo juiz, pois és Tu que olhas para nós. Não fazemos caso dos homens enquanto Te tivermos […], enquanto tivermos a Tua presença nas nossas assembleias, o Teu testemunho e a Tua aprovação no nosso coração.

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Dar fruto, desembaraçado dos cuidados deste mundo

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Escutai, pois, a parábola do semeador. Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto. E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta. (Mt 13,18-23)

Comentário feito por São (Padre) Pio de Pietrelcina, capuchinho

Avança com simplicidade nas vias do Senhor e não te preocupes. Odeia os teus defeitos, sim, mas tranquilamente, sem agitação nem inquietação. Há que ter paciência e tirar proveito deles com santa humildade. Se não houver paciência, em lugar de desaparecerem, as tuas imperfeições apenas crescerão. Pois não há nada que aumente tanto os nossos defeitos como a inquietação e a obsessão de nos libertarmos deles.

Cultiva a tua vinha de comum acordo com Jesus. Cabe-te a ti a tarefa de retirar as pedras e arrancar os espinhos. A Jesus cabe a de semear, plantar, cultivar e regar. Mas mesmo no teu trabalho, é Ele que actua. Porque sem Cristo não conseguirias fazer nada.

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Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. “Que queres?” perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: “Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino”. Jesus retorquiu: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?” Eles responderam: “Podemos”. Jesus replicou-lhes: “Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado”. Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: “Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão”. (S. Mateus 20,20-28)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja

Uma vez que hoje celebramos a festa dum mártir, irmãos, devemos preocupar-nos com a forma de paciência praticada por ele. Com efeito, se com a ajuda do Senhor nos esforçarmos por manter essa virtude, obteremos sem dúvida a palma do martírio ainda que vivamos na paz da Igreja. Porque há dois tipos de martírio: o primeiro consiste numa disposição do espírito; o segundo alia a essa disposição os atos da existência. Por isso, podemos ser mártires mesmo sem morrermos executados pelo gládio do carrasco. Morrer às mãos dos perseguidores é o martírio em ato, na sua forma visível; suportar as injúrias amando quem nos odeia é o martírio em espírito, na sua forma oculta. Que haja dois tipos de martírio, um oculto, o outro público, a própria Verdade o comprova quando pergunta aos filhos de Zebedeu: “Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?” E à sua asserção, “Podemos”, o Senhor riposta: “Na verdade, bebereis o Meu cálice”. Ora, que pode significar para nós este cálice senão os sofrimentos da Sua Paixão, da qual diz noutro sítio: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice” (Mt 26,39)? Os filhos de Zebedeu, Tiago e João, não morreram os dois mártires, mas foi a ambos que o Senhor disse que haviam de beber esse cálice. De fato, se bem que não viesse a morrer mártir, João acabou por sê-lo todavia, já que os sofrimentos que não sentiu no corpo os sentiu na alma. Devemos então concluir do seu exemplo que nós próprios podemos ser mártires sem passar pela espada se conservarmos a paciência da alma.

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Evangelho do Dia:: Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete no Reino do Céu do Reino

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente. Disse-lhe Jesus: Eu irei curá-lo. Respondeu-lhe o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jaco, no Reino do Céu. (Mt 8,5-11)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

O Reino dos Céus tem o tamanho de uma caridade sem limites; engloba os indivíduos homens de todas as tribos, línguas, povos e nações (Ap 5,9) e ninguém o achará apertado, pois ele espraia-se e a glória de cada um aumenta na mesma proporção. É isso que leva Santo Agostinho a dizer: Quando muitos tomam parte da mesma alegria, a alegria de cada um torna-se mais abundante, porque todos se arrebatam uns aos outros. Esta vastidão do Reino está expressa nestas palavras das Escrituras: Pede-me e Eu te darei os povos como herança (Sl 2,8); Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu. Nem a multidão de quantos o desejam, nem a multidão de quantos existem, nem a multidão de quantos o possuem, nem a multidão de quantos chegam tornará mais estreito o espaço neste Reino, nem incomodará seja quem for. Mas porque devo estar confiante ou ter esperança de possuir o Reino de Deus? Devido à generosidade de Deus, que me convida: Procurai primeiro o Reino de Deus (Mt 6,33). Devido à verdade que me consola: Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino (Lc 12,32). Devido à bondade e à caridade que me redime: Tu és digno de receber o livro e de abrir os selos; porque foste morto e, com Teu sangue, resgataste para Deus homens de todas as tribos, línguas, povos e nações; e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus; e reinarão sobre a terra (Ap 5,9-10).

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Evangelho do Dia: Qual é o vosso serviço?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse o Senhor: Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: ‘Vem cá depressa e senta-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu’? Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’ (S. Lucas 17,7-10)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

O bispo que está à vossa cabeça é vosso servo. […] Que o Senhor nos conceda, portanto, com a ajuda das vossas preces, ser e permanecer até ao fim o que quiserdes que sejamos […]; que Ele nos ajude a cumprir o que nos ordenou. Mas, seja quem for que sejamos, não coloqueis em nós a vossa esperança. Permito-me dizer-vos isto como bispo: quero alegrar-me convosco e não ficar inflamado de orgulho. […] Falo agora ao povo de Deus em nome de Cristo, falo na Igreja de Deus, falo como pobre servo de Deus: não coloqueis a vossa esperança em nós, não ponhais a vossa esperança nos homens. Somos bons? Somos servos. Somos maus? Continuamos a ser servos. Mas os bons, os servos fiéis, são os verdadeiros servos. Qual é o nosso serviço? Prestai atenção: se tendes fome e não quereis ser ingratos, reparai de que celeiro tiramos as provisões; mas não te diz respeito em que prato te é servido aquilo que estás ávido de comer: Numa casa grande não existem somente vasos de ouro e prata, mas também os há os que são de madeira e de barro (2Tm 2,20). O vosso bispo parece-se com um prato de prata, um prato de ouro, ou com um prato de argila? Vê se esse prato tem pão e Quem to deu para que te fosse servido. Ele é que é o pão: Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu (Jo 6,51). Nós, portanto, servimo-vos Cristo, em lugar de Cristo […], para que Ele chegue até vós, para que Ele seja o juiz do nosso ministério.

Evangelho do Dia: Sto. Agostinho comenta o Evangelho do Centurião Fiel

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaúm. Ora um centurião tinha um servo a quem dedicava muita afeição e que estava doente, quase a morrer. Ouvindo falar de Jesus, enviou-lhe alguns judeus de relevo para lhe pedir que viesse salvar-lhe o servo. Chegados junto de Jesus, suplicaram-lhe insistentemente: Ele merece que lhe faças isso, pois ama o nosso povo e foi ele quem nos construiu a sinagoga. Jesus acompanhou-os. Não estavam já longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por uns amigos: Não te incomodes, Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto, pelo que nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e soldados sob as minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Ouvindo estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e disse à multidão que o seguia: Digo-vos: nem em Israel encontrei tão grande fé. E, de regresso a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde. (Lc 7,1-10)

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja

Como é que o centurião obteve a graça da cura do seu servo? Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e soldados sob as minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Tenho poder sobre os meus subordinados mas eu também estou submetido a uma autoridade superior. Se, pois, embora subordinado, tenho, apesar de tudo, o poder de comandar, que não poderás fazer Tu, a Quem se submetem todas as potestades? Este homem pertencia ao povo pagão pois a nação judaica estava então ocupada pelos exércitos do império romano. Era, portanto, na Judeia que ele comandava os soldados, na qualidade de centurião […].

Mas Nosso Senhor, embora estivesse no meio do povo hebraico, declarava já que a Igreja se espalharia por toda a terra para onde Ele viria a enviar todos os apóstolos (cf Mt 8,11). E, com efeito, os pagãos acreditaram n’Ele sem O terem visto […]. O Senhor não entrou fisicamente na casa do centurião. Embora ausente de corpo estava presente pela Sua majestade e curou esta casa e a sua fé. Do mesmo modo, o Senhor só estava fisicamente presente no meio do povo hebraico; os outros povos não O viram nascer de uma Virgem, nem sofrer, nem caminhar, nem sujeitar-Se às condições da natureza humana, nem fazer maravilhas divinas. Ele não fez nada disso entre os pagãos e, no entanto, entre eles, realizou-se o que Ele tinha dito a seu respeito: Povos desconhecidos prestaram-Me vassalagem. Como é que O serviram se não O conheciam? O salmo continua: Mal ouviram falar de Mim, logo Me obedeceram e os estrangeiros Me cortejaram (Sl 17,45).

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