Evangelho do Dia:: De Simão a Cefas

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, estava João Batista com dois dos seus discípulos. Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: Que pretendeis? Eles disseram-lhe: Rabi que quer dizer Mestre onde moras? Ele respondeu-lhes: Vinde e vereis. Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde. André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram Jesus. Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: Encontrámos o Messias! que quer dizer Cristo. E levou-o até Jesus. Fixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: Tu és Simão, o filho de João. Hás-de chamar-te Cefas que significa Pedra. (Jo 1,35-42)

Comentário feito por Basílio de Seleuceia (?-c. 468), bispo

Levando Pedro consigo, André conduziu ao Senhor o seu irmão segundo a natureza e o sangue, para que se tornasse discípulo como ele; é a primeira gesta de André. Ele fez crescer o número dos discípulos; juntou-lhe Pedro, em quem Cristo encontraria o chefe dos Seus discípulos. Isto é de tal maneira verdade que quando, mais tarde, Pedro tiver uma conduta admirável, devê-lo-á ao que André tinha semeado. O louvor dirigido a um, recai igualmente sobre o outro, pois os bens de um pertencem ao outro e um glorifica-se com os méritos do outro.

Que alegria Pedro trouxe a todos quando respondeu de imediato à pergunta do Senhor, quebrando o silêncio embaraçado dos discípulos! […] Só Pedro pronunciou estas palavras: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo (Mt 16,16). Falou em nome de todos; numa frase, proclamava o Salvador e o Seu desígnio de salvação. Como esta proclamação se conjuga bem com a de André! As palavras que André tinha dito a Pedro, quando o conduzira a Cristo ─ Encontrámos o Messias ─ confirma-as o Pai celeste, ao inspirá-las a Pedro (Mt 16,17): Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.

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Evangelho do Dia: Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. ; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava. (S. Lucas 6,12-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Clemente de Roma, papa de 90 a 100 aproximadamente

Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo, para nós, a Boa Nova; Jesus, o Cristo, foi enviado por Deus. O Cristo vem pois de Deus, os apóstolos de Cristo. Estas duas missões procedem ordenadamente da vontade de Deus. Providos de instruções, cheios de segurança pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, reforçados pela palavra de Deus, eles partiram, com a garantia do Espírito Santo, a anunciar que o Reino de Deus estava próximo. Pregavam nos campos e nas cidades, onde estabeleceram as suas primícias, a quem nomearam, com a ajuda do Espírito Santo, bispos e diáconos dos futuros fiéis. […] É de admirar que os homens que Deus investiu de uma tal missão em Cristo tenham, por sua vez, estabelecido os ministros que acabo de invocar? […] Os nossos apóstolos também souberam por nosso Senhor Jesus Cristo que haveria litígios quanto às funções do bispo. Foi essa a razão pela qual, na sua correta previsão, estabeleceram os ministros acima citados e instituíram que, após a sua morte, outros homens, devidamente provados, lhes sucedessem.

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Evangelho do Dia: Jesus foi para o monte fazer oração

Do Evangelho Quotidiano

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava. (S. Lucas 6,12-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 

Toda a alma humana é um templo de Deus e só isso abre-nos uma perspectiva vasta e absolutamente nova. A chave para entendermos a oração da Igreja é a vida em oração de Jesus. Ele participou no serviço divino e na liturgia do Seu povo […] e conduziu a liturgia da Antiga Aliança até ao seu cumprimento na Nova Aliança. No entanto, Jesus não tomou apenas parte no serviço divino público, prescrito pela Lei. Os Evangelhos fazem referência ainda em maior número de vezes à Sua oração solitária no silêncio da noite, nos cimos selvagens das montanhas, nos lugares desertos. Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a vida pública de Jesus (Mt 4, 1-2). Retirou-Se para a solidão da montanha a fim de rezar antes de escolher os Seus doze Apóstolos e os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras preparou-Se para caminhar até ao Gólgota; o lamento que dirigiu ao Pai nessa hora, a mais terrível da Sua vida, é-nos revelado em breves palavras que brilham como estrelas nas nossas próprias horas de Monte das Oliveiras: Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua (Lc 22,42). Estas palavras são um clarão que ilumina por instantes a vida mais íntima da alma de Jesus, o insondável Mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai, diálogo que durou toda a Sua vida sem jamais ser interrompido. 

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Evangelho do Dia: Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, encontrando-se junto do lago de Genesaré, e comprimindo-se à volta dele a multidão para escutar a palavra de Deus, Jesus viu dois barcos que se encontravam junto do lago. Os pescadores tinham descido deles e lavavam as redes. Entrou num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, sentando-se, dali se pôs a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faz-te ao largo; e vós, lançai as redes para a pesca. Simão respondeu: Mestre, trabalhamos durante toda a noite e nada apanhámos; mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes. Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixe. As redes estavam a romper-se, e eles fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram os dois barcos, a ponto de se irem afundando. Ao ver isto, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. Ele e todos os que com ele estavam encheram-se de espanto por causa da pesca que tinham feito; o mesmo acontecera a Tiago e a João, filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens. E, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus. (S. Lucas 5,1-11)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja

Nessa noite de luz [no Natal, aos catorze anos] começou o terceiro período da minha vida, o mais belo de todos, o mais repleto de graças do céu. […] Tal como os Seus apóstolos eu podia dizer: Mestre, trabalhamos durante toda a noite e nada apanhamos. Sendo ainda mais misericordioso para comigo do que tinha sido para com os Seus discípulos, Jesus pegou Ele mesmo na rede, lançou-a e retirou-a repleta de peixes. Fez de mim uma pescadora de almas; senti um grande desejo de trabalhar pela conversão dos pecadores. […] O grito de Jesus na cruz ressoava também continuamente no meu coração: Tenho sede! (Jo 19,28). Essas palavras acendiam em mim um ardor desconhecido e muito vivo. Queria dar de beber ao meu Bem-Amado e sentia-me eu própria devorada pela sede das almas. […]

Evangelho do Dia: as multidões procuravam-No […]. Mas Ele disse-lhes: tenho de anunciar também às outras cidades

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, deixando a sinagoga, Jesus entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com muita febre, e intercederam junto dele em seu favor. Inclinando-se sobre ela, ordenou à febre e esta deixou-a; ela erguendo-se, começou imediatamente a servi-los. Ao pôr-do-sol, todos quantos tinham doentes, com diversas enfermidades, levavam-lhos; e Ele, impondo as mãos a cada um deles, curava-os. Também de muitos saíam demônios, que gritavam e diziam: Tu és o Filho de Deus! Mas Ele repreendia-os e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, saiu e retirou-se para um lugar solitário. As multidões procuravam-no e, ao chegarem junto dele, tentavam retê-lo, para que não se afastasse delas. Mas Ele disse-lhes: Tenho de anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. E pregava nas sinagogas da Judeia. (S. Lucas 4,38-44)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja  

Saiba toda a alma que busca a Deus que ela foi por Ele procurada primeiro, que a buscou antes que ela O buscasse. […] Toda a noite procurei Aquele que o meu coração ama (Ct 3,1). A alma procura o Verbo, mas é o Verbo Quem a procura de antemão. […] Quando entregue a si própria, a nossa alma mais não é do que um sopro que passa e não volta (Sl 78(77),39). Escutai o que ela diz, ao longe fugitiva e à deriva: Ando errante como ovelha perdida; vem à procura do teu servo (Sl 119(118),176). Homem, queres voltar? Mas se isso depende da tua vontade, porque pedes auxílio? […] É evidente que queres e não podes, pois não és mais do que um sopro que passa e não volta, e todo aquele que não quer ainda mais longe anda. […] Mas donde lhe vem essa vontade? De que a procurou e visitou antes o Verbo, numa procura em tudo menos ociosa uma vez que lhe despertou a vontade sem a qual não poderia voltar. No entanto, não basta que o Senhor a tenha buscado uma vez, tanta é a lassidão e tantas as dificuldades da volta. […] O querer está ao meu alcance, diz, mas realizar o bem, isso não (Rm 7,18). O que busca, então, aquele que citamos no Salmo? Apenas isso mesmo: que o busquem, pois nunca tal faria se não fosse de antemão buscado e, por conseguinte, não recomeçaria a sua busca se o tivessem suficientemente buscado.

Amas-Me? Tu amas-Me? Tu amas-Me mais?

Do Evangelho Quotidiano

Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes? Pedro respondeu: Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo. Jesus disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: Simão, filho de João, tu amas-me? Ele respondeu: Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.E perguntou-lhe, pela terceira vez: Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo? Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: ‘Tu és deveras meu amigo?’ Mas respondeu-lhe: Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo! E Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres. E disse isto para indicar o gênero de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: Segue-me! (S. João 21,15-19)

Comentário do Evangelho feito por Beato João Paulo II

Na hora da prova, Pedro renegou o Mestre três vezes. E a voz tremia-lhe quando respondeu: Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo (Jo 21,15). Contudo, não respondeu Todavia, Senhor, eu enganei-Te, mas: Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo. Dizendo isto, já sabia que Cristo é a pedra angular sobre a qual, apesar de toda a fraqueza humana, pôde crescer nele, Pedro, esta construção que terá a forma do amor. Através de todas as situações e todas as provas. Até ao fim. Por isso ele escreverá um dia […]: Vós mesmos, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus tão só por Jesus Cristo (1 Ped 2,5).Tudo isto significa tão só responder sempre e constantemente, com tenacidade e de maneira consequente, a esta única pergunta: Amas-Me? Tu amas-Me? Tu amas-Me mais? É com efeito esta resposta, quer dizer, este amor, que faz com que sejamos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido (1 Ped 2,9). Ela é que faz que proclamemos as obras maravilhosas d’Aquele que nos chamou das trevas para a Sua luz admirável (1 Ped 2,9). Tudo isto soube-o Pedro na absoluta certeza da sua fé. E sabe tudo isto e continua a confessá-lo também nos seus sucessores.