Quais os critérios que os católicos devem ter para escolher um candidato?

Entramos na fase da propaganda política para as eleições de 2012. É chegado o momento de definir os prefeitos e vereadores que por quatro anos irão defender (ou não) os valores que você deseja para a sociedade. O católico não pode e nem deve ficar de fora. Infelizmente muitos católicos jogam contra o patrimônio, escolhendo candidatos despreparados e incapazes de defendê-los na política. Por isso, enquanto ainda é tempo, nós da equipe do blog Dominus Vobiscum queremos ajudar os católicos que desejam usar bem o seu voto. Quais são os critérios que nós católicos devemos ter para escolher um candidato? 

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Brasil: Um país onde os políticos não tem a educação que deveriam ter

Fotos e imagens assim vemos a torto e a direita no cenário político do nosso país: Deputados e vereadores se ofendendo mutuamente. Fazem das Câmaras a casa da mãe Joana

Quem assiste a TV Senado ou a TV Câmara, ou outras emissoras similares já deve ter visto algum “bate-boca” entre políticos com as frases que vou citar abaixo:

– Vossa excelência é um grande idiota (1)

– Vossa excelência é um grande imbecil! (2)

– Vossa excelência deixe de ser ignorante… (3)

Se não foram exatamente essas frases, você ouviu outras deste mesmo nível ou até com um linguajar bem pior. Quem não se recorda da Senadora Marta Suplicy, que quando ministra, mandou o povo que sofria com a greve dos aeroportos “relaxar e gozar”?

Coisas assim me dão a certeza que muitos dos políticos de hoje são descontrolados, despreparados para o debate, sem vocabulário e, sobretudo, sem a educação para o cargo que ocupam. Um político precisa ser versado na arte das palavras e preparado para diante do debate não perder a compostura. Não é bom para o país, termos pessoas que nos representem xingando e esbravejando a torto e a direita.

É preciso ter consciência que quando ocupamos um cargo (seja ele qual for) estamos representando alguém. Um vendedor representa a empresa na qual trabalha. Se ele grita com um cliente, ele não suja apenas seu nome. Suja o nome da empresa na qual trabalha. Um político representa o povo que votou nele. Se o político é despreparado para o cargo que ocupa, significa que todos os eleitores que votaram nele serão mal representados.

Digo isso, porque a coisa no Brasil está feia! Pior que a encomenda. Não bastasse os políticos brasileiros atacarem uns aos outros no mesmo país com xingamentos grosseiros, agora perderam a noção do senso cívico e começaram a atacar os chefes de estado.

Esses dias, o Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) ao saber da reunião do Santo Padre – Bento XVI (Chefe da Igreja Católica e Chefe do Estado do Vaticano), com o seu Corpo Diplomático, o chamou publicamente de nazista e genocida em potencial para que o mundo inteiro escute. (Veja o discurso do Santo Padre aqui).

Esse deputado, defensor da causa gay, é o mesmo que participou de um Reality Show famoso. Ele já está se destacando entre os homossexuais como a voz do LGBT no congresso, haja vista que Marta Suplicy anda perdendo seu trono desde que recuou e mexeu na PL 122 – A Lei da Mordaça Gay tentando aprová-la.

Eu como cidadão ao ler tal coisa, confesso que senti vergonha de ser brasileiro, e de ter no Congresso do meu país alguém tão despreparado como este senhor. Aqui não estou nem falando como católico. Falo como cidadão brasileiro. Repito: Um político precisa estar pronto para o debate, usar as palavras na hora certa da melhor forma possível. É lamentável a postura de um deputado que ofende publicamente um Chefe de Estado. Aliás, é lamentável, um deputado brasileiro que ofende qualquer pessoa. Quem votou neste senhor, não se esqueça: foi protagonista desse fato vergonhoso! Que ele falasse da sua discordância com o discurso do Papa. Isso ele e todos os cidadãos têm direito de fazê-lo. Mas como deputado usar os termos chulos e vulgares que ele usou, acho que é sem cabimento nenhum.

Como eu não votei, não voto, e nunca votaria em alguém com este tipo de perfil, me uno aos amigos que estão organizando um movimento chamado #RetrateseDepJeanWyllys. Eles estão organizando um twittaço no dia 19 de janeiro às 18h, pedindo que essa retratação seja feita não porque ele concorda ou não com o Papa, mas pelo cargo que ele ocupa no Brasil, e por ter xingado publicamente uma autoridade civil que merece o respeito por ocupar tal cargo. Repito: Um deputado não pode ofender um chefe de estado. Se não me engano, isso em outros países seria um caso de política internacional. Acho que isso é mais que um dever: É uma obrigação! Um político brasileiro jamais pode faltar com diplomacia para um chefe de estado em lugar nenhum e em hipótese alguma, sobretudo nos meios de comunicação. Acredito que precisamos nos manifestar sobre isso, exigindo uma postura adequada dos nossos políticos. Já que estão lá, porque não se comportar direitinho? Ninguém tem o direito que de exigir que ele concorde com o Papa ou com a Igreja. Mas por se tratar de um deputado, é necessário o mínimo de educação.

Quando eu era criança, minha mãe dizia que quem falasse palavrão ou xingasse alguém, ia ficar com um ovo quente na boca para queimar a língua e aprender a ter modos. Graças a Deus nunca precisei disso. Mas acho que alguns “Vossa excelência” que temos por ai, mereciam um ovinho quente na boca. Ah mereciam!

Pax Domini

Obs.: Se você deseja enviar uma mensagem para o citado Deputado, clique aqui e acesse o site. É bom que você escreva. Ele precisa saber o que pensamos a respeito da sua postura inadequada.

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