Papa convoca católicos para dia de jejum e vigília pela paz na Síria

manchetes-siria-papa (1)A frase que mais ouvi na JMJ2013 no Rio de Janeiro foi a seguinte: – Esta é a juventude do Papa! Todos os dias ouvíamos isto nas ruas do Rio de Janeiro (várias vezes diga-se de passagem). Gente com camisetas, terços, cruzes e bandeiras passeavam na Orla de Copacabana bradando em alta voz a sua fidelidade a Igreja Católica e ao Papa Francisco. Realmente foi algo lindo de se ver!

Porém a vida dá voltas, o tempo passa e agora o Papa resolveu convocar não apenas a juventude do Papa, mas os tiozinhos do Papa, os velhinhos do Papa, a criançada do Papa… Enfim, todos aqueles que são católicos para um dia de jejum e vigília de oração. Ele disse:

“Irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro… Convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade. No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”. (Papa Francisco)

Ou seja, agora é hora de mais um gesto forte entre os cristãos, sobretudo da “Juventude do Papa”. É preciso que se organizem atos litúrgicos, momentos de oração, recitação do Santo Rosário, Adorações ao Santíssimo Sacramento… É preciso mobilizar a Igreja Católica e até os não católicos para assumirem um dia de oração (com jejum e penitência) junto com o Sumo Pontífice.

Sei que infelizmente existem muitos católicos que não tem o hábito de fazer jejum. O que deveria ser algo normal nas nossas vidas, tem se transformado em algo tão extraordinário que muitos só o fazem (quando fazem) na sexta feira santa. Mas é importante dedicar-se a esta causa sendo dócil ao pedido do Santo Padre. Para que o jejum seja válido é importante seguir algumas regrinhas básicas:

  • Tome o café da manhã
  • Faça uma oração oferecendo aquele dia de jejum pelas intenções do Santo Padre e pelas suas intenções particulares
  • Recolha-se ao silêncio o máximo que for possível
  • Opte por uma das formas de jejum ensinadas pela Igreja Católica (veja abaixo)
    • Penitência – Para doentes e pessoas que não tem o hábito de jejuar. Tome seu café da manhã e durante o dia faça apenas duas refeições (um lanche simples, e almoce ou jante). Se optar pelo almoço, no horário da janta faça um lanche simples (sanduíche e suco por exemplo). Se optar pela janta, faça um lanche na hora do almoço. Evite comer fora destes horários. Recuse doces, bolos, tortas e cafezinhos.
    • A base de líquidos – Depois do café, tome apenas líquidos. Sucos (não vitaminas) e chás são bem vindos. Nos horários de refeição, pode tomar um caldo (não sopa). Jante normalmente.
    • A base de pão e água – Depois do café, passe o dia à base de pão (puro) e água. Pode consumir pão caseiro desde que seja sem recheio. Evite comer o pão e beber a água ao mesmo tempo, pois pode dar dor de cabeça. Jante normalmente.
    • A base de água – Depois do café, tome apenas água. Jante normalmente.

Caso durante o dia você sinta dores de cabeça ou tenha algum tipo de doença, encerre o jejum e come normalmente. Lembre-se que o Papa exclamou que “a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!”. Agora é a hora da RCC em seus diversos grupos de oração se unirem e fazerem uma vigília, dos sacerdotes nas diversas paróquias do nosso país programarem uma adoração com seus paroquianos, ou até a recitação do Santo Terço… Pastorais e movimentos, ninguém pode ficar parado. No Vaticano a Vigília terá início às 19h00 e terminará às 24h00 (horário de Roma).

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Agora é com você. Repasse este texto adiante e mobilize a sua paróquia, comunidade ou grupo de jovens. Procure saber o que está acontecendo na Síria. Na medida do possível estarei escrevendo aqui também. Entre nessa conosco! Agora é a hora de mostrar a força da juventude do Papa!

A ira – Escritos de Evágrio Pôntico

Quero deixar hoje uma parte do texto de Evágrio Pontico sobre a ira. Já faz algum tempo que comecei a postar aqui no blog os textos deste monge do século IV sobre os oito males do corpo, que mais tarde foram trabalhados pelo Papa Gregório Magno e se transformaram no que conhecemos hoje como os sete pecados capitais. Já falamos anteriormente sobre a gula, a luxuria e a avareza. Leia e medite no que ele escreve sobre a ira. Vale a pena! E que o Senhor Deus tire do nosso coração toda a ira…

A ira é uma paixão furiosa que, com freqüência, faz perder o juízo àqueles que têm o conhecimento, embrutece a alma e degrada todo o conjunto humano. Um vento impetuoso não derruba uma torre e a animosidade não arrasta a alma mansa. A água se move pela violência dos ventos e o homem irado se agita pelos pensamentos irracionais. O monge irado vê alguém e range os dentes. A difusão da neblina condensa o ar e o movimento da ira torna nublada a mente do irado. A nuvem que avança ofusca o sol e, assim, o pensamento rancoroso entorpece a mente. O leão na jaula sacode continuamente a porta tal como o violento, em sua cela, quando é acometido pelo pensamento da ira. É deliciosa a vista de um mar tranqüilo, porém, certamente não é mais agradável que o estado de paz; com efeito, os golfinhos nadam no mar calmo e os pensamentos voltados para Deus emergem um estado de serenidade. O monge magnânimo é uma fonte tranqüila, uma bebida agradável oferecida a todos, enquanto que a mente do irado se vê continuamente agitada e não dará água a quem tem sede e, se a der, será esta turva e nociva; os olhos do irado estão arregalados e cheios de sangue, anunciando um coração em conflito. O rosto do magnânino mostra tranqüilidade e os olhos benignos estão voltados para baixo.

A mansidão do homem é lembrada por Deus e a alma pacífica se converte no templo do Espírito Santo. Cristo recosta sua cabeça nos espíritos mansos e apenas a mente pacífica se converte em morada da Santa Trindade.

As raposas montam guarda na alma rancorosa e as feras se agasalham no coração rebelde.

O homem honesto se afasta das casas de mal conduta assim como Deus de um coração rancoroso. Uma pedra que cai na água a agita, tal como um discurso maligno no coração do homem. Afasta da tua alma os pensamentos de ira, não permita a animosidade no recinto do teu coração e não te perturbes no momento da oração; efetivamente, como a fumaça da palha ofusca a visão, assim a mente se vê perturbada pelo rancor durante a oração.

Os pensamentos do irado são descendentes das víboras e devoram o coração que lhes gerou. Sua oração é um incenso abominável e seus salmos emitem um som desagradável. A oferta do rancoroso é como um doce cheio de formigas que certamente não encontrará lugar nos altares aspergidos pela água benta.

O irado terá sonhos perturbadores e se imaginará assaltado pelas feras. O homem magnânimo, que não guarda rancor, se exercita com discursos espirituais e, durante a noite, recebe a solução dos mistérios.

Fonte: Veritatis Splendor

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão | Gula ou Gastrimargia – Escritos de Evágrio Pôntico | Luxúria – Escritos de Evágrio Pôntico

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Notícia:: Papa pede que Maria olhe com ternura para seus filhos marcados pela violência e perseguições

Da Rádio Vaticana

“Que o ano que se inicia seja um tempo de esperança e de convivência pacífica para o mundo inteiro.” Estes são os votos formulados por Bento XVI no primeiro Angelus de 2012. Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça S. Pedro, o Papa convidou a contemplar a Face de Deus, que foi revelada em Jesus através de sua Mãe. “Graças ao seu generoso ‘sim’, apareceu no mundo a verdadeira luz que ilumina todos os homens e nos foi reaberto o caminho da paz.”

O Pontífice recordou a celebração do Dia Mundial da Paz, que chega à sua 45ª. edição, em que destaca a necessidade e a urgência de oferecer às novas gerações percursos educativos adequados para uma formação integral da pessoa:

“Hoje, os jovens olham para o futuro com certa apreensão, manifestando aspectos de sua vida que merecem atenção, como a dificuldade de formar uma família e de encontrar um emprego estável. Convido todos a terem a paciência e a constância de buscar a justiça e a paz. A paz nunca é um bem plenamente alcançado, mas uma meta à qual todos devemos aspirar e pela qual todos devemos trabalhar”, disse o Papa.

Bento XVI se dirigiu aos responsáveis pelas Nações, para que renovem a disponibilidade e o compromisso de acolher e favorecer esse anseio da humanidade à paz, confiando o ano que se inicia à intercessão de Maria, para que seja um tempo de esperança e de convivência pacífica para o mundo inteiro.

Após a oração mariana, o Papa saudou os fiéis presentes em várias línguas e pediu o fim das guerras, das divisões e das inimizades entre os homens. Nas áreas em conflito, convidou todos à oração para que prevaleçam a reconciliação e o perdão, e por uma distribuição mais justa dos recursos do mundo. À “Rainha da Paz”, pediu que olhe com ternura para seus filhos marcados pela violência e pelas perseguições e que estão em busca de um mundo mais fraterno.

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Notícia:: Teologia católica deve ser antídoto à violência que se vale de motivos religiosos, afirma o Papa

Da ACI Digital

Ao receber esta manhã os participantes da assembléia plenária anual da Comissão Teológica Internacional, o Papa Bento XVI explicou que a teologia católica deve ser capaz de rebater a violência que se vale da religião, para o qual deve harmonizar sempre fé e razão. Os participantes que foram com seu presidente, o Cardeal William Levada, que é também Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Pontífice se focalizou durante seu discurso nos três temas que a Comissão estudou nos últimos anos. Sobre o primeiro, a questão de Deus e a compreensão do monoteísmo, Bento XVI recordou que “atrás da profissão da fé cristã no Deus único, se encontra a cotidiana profissão de fé do povo de Israel”.

Com a encarnação do Filho em Jesus Cristo, indicou, “o monoteísmo de Deus único se iluminou com uma luz completamente nova: a luz trinitária. E no mistério trinitário, se ilumina também a fraternidade entre os homens”.

Por isso, “a teologia cristã, junto com a vida dos fiéis, deve restituir a feliz e cristalina evidência da comunidade da revelação trinitária. Apesar dos conflitos etnicos e religiosos no mundo tornar mais difícil acolher a singularidade do pensar cristão de Deus e do humanismo que se inspira nele, os homens podem reconhecer no Nome de Jesus Cristo a verdade de Deus Pai para o qual o Espírito Santo clama diante de cada gemido das criaturas“.

A Comissão estudou também os critérios segundo os quais uma teologia pode ser definida “católica”. Sobre isto, o Papa explicou que “o ponto de partida de toda teologia cristã é o acolhimento desta revelação divina: o acolhimento pessoal do verbo feito carne, a escuta da Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Sobre tal base de partida, a teologia ajuda a inteligência fiel da fé e sua transmissão“.

Entretanto, a história da Igreja mostra que “o reconhecimento do ponto de partida não basta para chegar à unidade da fé. Cada leitura da Bíblia se coloca necessariamente em um determinado contexto de leitura, e o único contexto no qual o fiel pode estar em plena comunhão com Cristo é a Igreja e sua Tradição viva”.

O Papa recordou que a teologia católica deve seguir prestando uma atenção especial à união entre fé e razão, como veio fazendo ao longo de sua história. Isso é hoje mais necessário que nunca, disse o Pontífice, tanto para harmonizar as diversas ciências como “evitar as derivas violentas de uma religiosidade que se opõe à razão e de uma razão que se opõe à religião”.

Em terceiro lugar, a Comissão estudou a relação entre a doutrina social da Igreja e o conjunto da doutrina cristã. Bento XVI reiterou a respeito que “o compromisso social da Igreja não é tão somente algo humano, nem se resume em uma teoria social. A transformação da sociedade realizada pelos cristãos através dos séculos é uma resposta à vinda ao mundo do Filho de Deus”.

“Os discipulos de Cristo redentor sabem que na atenção ao outro, no perdão, no amor também aos inimigos, nenhuma comunidade humana pode viver em paz; e isso começa na primeira e fundamental sociedade que é a família”.

“Na necessária colaboração em favor do bem comum também com quem não partilha da mesma fé, devemos fazer presentes os verdadeiros e profundos motivos religiosos no nosso compromisso social, assim como esperamos dos outros que nos manifestem as suas motivações, a fim que a colaboração se faça com clareza”, afirmou também Bento XVI em seu discurso.

Finalmente o Papa disse que a Igreja tem grande necessidade da reflexão dos teólogos sobre “o mistério do Deus de Jesus Cristo e de sua Igreja. Sem uma sã e vigorosa reflexão teológica, a Igreja correria o risco de não expressar plenamente a harmonia entre fé e razão”.

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Obs.: Hoje estou fazendo uma campanha especial, para que todos os leitores deste blog participem da Petição Pública movida contra as TVs Católicas Canção Nova e Aparecida. Para fazê-lo clique no link:  

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Notícia:: Direto de Assis: tem inicio a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração

Do RadioVaticana

Depois do dilúvio na vigília, o tempo em Assis nesta quinta-feira está mais clemente, sem chuva, mas nublado. Bento XVI e os líderes mundiais das religiões chegaram juntos a bordo de um trem que partiu esta manhã da Estação Vaticana. O primeiro ato desta Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração foi realizado dentro da Basílica de Santa Maria dos Anjos.

Este templo, aliás, é fundamental para os seguidores de S. Francisco. A Basílica foi construída no século XVI para proteger a Porciúncula, o lugar mais sagrado para os franciscanos, porque ali, entre muitos eventos, S. Francisco fundou a Ordem e neste mesmo lugar morreu em outubro de 1226.

Bento XVI e os mais de 200 representantes das religiões mundiais, vindos de 50 países (do Brasil, participa o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz), ouviram o testemunho de 10 personalidades. Destacaram-se o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, que em seu discurso citou as “primaveras árabes”, que não colocaram fim às tensões intercomunitárias, nas quais o papel das religiões permanece ambíguo. E a professora Julia Kristeva, representando os ateus e a única mulher a discursar, que propôs uma reflexão resgatando a importância da maternidade para um plena ética humanística.

No início deste ato, foi projetado um comovente vídeo para recordar o encontro de 1986, convocado por João Paulo II, e como o mundo mudou desde então.

A propósito, é impossível falar da Jornada desta quinta-feira sem citar o Papa Wojtyla, que, ao convocar o primeiro encontro 25 anos atrás, teve uma das maiores intuições do seu pontificado.

Na ocasião, o Beato recordou que a paz vai muito além dos esforços humanos: esta é a razão pela qual cada um de nós reza pela paz. A oração é por si só ação, mas não nos exime das ações a serviço da paz. Em Assis, disse João Paulo II, estamos agindo como arautos da consciência moral da humanidade, recordando que a paz é um canteiro aberto a todos, não somente aos especialistas e aos sábios.

Enquanto João Paulo II insistia sobre a qualidade transcendente da paz no diálogo inter-religioso, Bento XVI insiste na relação entre a fé e a razão humana. Crer em Deus, afirma o Pontífice, longe de prejudicar a nossa capacidade de nos compreendermos a nós mesmos e ao mundo, dilata essa mesma capacidade. Longe de nos colocar contra o mundo, nos empenha a favor dele. Assim uma religião genuína alarga o horizonte da compreensão humana e está na base de toda a cultura humana autêntica. Rejeita todas as formas de violência e de totalitarismo: não só por princípios de fé, mas também com base na reta razão.

Com a mensagem de Bento XVI se concluiu a parte mais intelectual desta Jornada. À tarde, haverá o momento espiritual, na parte alta da cidade, na Praça S. Francisco, com a renovação solene do Compromisso pela Paz, o momento de silêncio e a saudação de paz entre os delegados.

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Notícia:: O Reino de paz de Cristo não se estende com a violência mas com o amor, diz o Papa

Do ACI Digital

Ao presidir na manhã de ontem a celebração da Palavra que substituiu a Audiência Geral das quartas-feiras a causa do mau tempo, oPapa Bento XVI explicou que o Reino de paz de Cristo não se estende com o poder, a força ou a violência, mas com o amor vivido até o extremo, inclusive para com os inimigos.

No Sala Paulo VI e diante de milhares de peregrinos presentes, o Santo Padre presidiu a celebração da Palavra por ocasião da “Jornada de reflexão, diálogo eoração pela paz e a justiça no mundo: Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”, que será celebrada esta quinta-feira 27 de outubro em Assis.

Em sua homilia, o Papa explicou que como cristãos, estamos convencidos de que “a contribuição mais preciosa que podemos dar à causa da paz é aquela da oração. Por esse motivo, encontramo-nos hoje, como Igreja de Roma, juntamente com os peregrinos presentes na Urbe, na escuta da Palavra de Deus, para invocar com fé o dom da paz”.

Seguidamente citou a leitura do profeta Zacarias na que Deus promete a salvação, que chegará mediante um rei. “mas aquele que é anunciado não é um rei que se apresenta com o poder humano, a força das armas; não é um rei que domina com o poder político e militar; é um rei manso, que reina com humildade e suavidade frente a Deus e aos homens, um rei diferente dos grandes soberanos do mundo”.

Os apóstolos, explicou Bento XVI, recordaram o anúncio do profeta “de modo particular após os eventos da paixão, morte e ressurreição, do Mistério Pascal, quando retornaram com os olhos da fé àquele alegre ingresso do mestre na Cidade Santa. Ele monta um jumento, tomado emprestado: não está sobre uma rica carruagem, não está em um cavalo como os grandes. Não entra em Jerusalém acompanhado de um poderoso exército de carros e cavaleiros”.

Jesus, prosseguiu, “é um rei pobre, o rei daqueles que são os pobres de Deus (…) quantos têm aquela liberdade interior que os torna capazes de superar a ganância, o egoísmo que está no mundo, e sabem que Deus somente é a sua riqueza”.

“Ele é o rei da paz, graças ao poder de Deus, que é o poder do bem, o poder do amor. É um rei que fará desaparecer os cavalos de batalha, que quebrará os arcos de guerra; um rei que realiza a paz sobre a Cruz, conjugando a terra e o céu e lançando uma ponte fraterna entre todos os homens. A Cruz é o novo arco da paz, sinal e instrumento de reconciliação, de perdão, de compreensão, sinal de que o amor é mais forte do que toda a violência e opressão, mais forte do que a morte: o mal se vence com o bem, com o amor”.

O Santo Padre disse logo que “O reino que Cristo inaugura tem dimensões universais. O horizonte deste rei pobre, brando, não é aquele de um território, de um Estado, mas são os confins do mundo; para além de toda a barreira de raça, língua, cultura, Ele cria comunhão, cria unidade. E onde vemos realizar-se no hoje este anúncio? Na grande rede das comunidades eucarísticas que se estende sobre toda a terra ressurge a luminosa profecia de Zacarias”.

Em todos os lugares, em cada realidade, cultura, das grandes cidades, com os seus palácios, até as pequenas cidades com suas humildes moradias, das poderosas catedrais às pequenas capelas, Ele vem, torna-se presente; e ao entrar em comunhão com Ele, também os homens são unidos entre si em um único corpo, superando divisões, rivalidades, rancores. O Senhor vem na Eucaristia para tolher-nos do nosso individualismo, dos nossos particularismos que excluem os outros, para formar-nos em um só corpo, um só reino de paz em um mundo dividido”.

Para construir a paz de Cristo Rei, é necessário que seus mensageiros caminhem sem usar “a potência da guerra ou o poder”.

“Os cristãos não devem nunca cair na tentação de se tornarem lobos entre os lobos; não é com o poder, com a força, com a violência que o reino de paz de Cristo se estende, mas com o dom de si, com o amor levado ao extremo, também com relação aos inimigos. Jesus não vence o mundo com a força das armas, mas com a força da Cruz, que é a verdadeira garantia da vitória”, explicou.

O Papa Bento XVI se referiu logo às estátuas de São Pedro e São Pedro se localizadas ante a Basílica vaticano. Assim como Pedro tem as chaves, Paulo leva uma espada “o instrumento com que foi martirizado e derramou seu sangue”.

São Paulo, disse o Santo Padre, “Dedicou sua vida a levar a mensagem de reconciliação e de paz do Evangelho, gastando toda a sua energia para fazê-lo ressoar até os confins da terra. E essa foi a sua força: não procurou uma vida tranqüila, cômoda, distante das dificuldades, das contrariedades, mas se consumou pelo Evangelho, deu todo a si mesmo, sem reservas, e, assim, tornou-se o grande mensageiro da paz e da reconciliação de Cristo”.

“A espada que São Paulo tem nas mãos também se refere ao poder da verdade, que muitas vezes pode ferir, pode fazer mal; o Apóstolo manteve-se fiel até o fim a esta verdade, a serviu, sofreu por ela, entregou a sua vida por ela”.

“Essa mesma lógica vale também para nós, se desejamos ser portadores do reino de paz anunciado pelo Profeta Zacarias e realizado por Cristo: devemos estar dispostos a pagar pessoalmente, a sofrer em primeira pessoa a incompreensão, a rejeição, a perseguição. Não é a espada do conquistador que constrói a paz, mas a espada do sofredor, de quem sabe dar a própria vida”.

“Como cristãos, desejamos invocar de Deus o dom da paz, desejamos rezar para que Ele nos torne instrumentos da sua paz em um mundo ainda lacerado pelo ódio, por egoísmos, por guerras”.
“Desejamos pedir-Lhe que o encontro de amanhã, em Assis, favoreça o diálogo entre pessoas de diversas pertenças religiosas e leve um raio de luz capaz de iluminar a mente e o coração de todos os homens, para que o rancor dê espaço ao perdão, a divisão à reconciliação, a violência à delicadeza, e, no mundo, reine a paz. Amém”, conclui o Santo Padre.

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Evangelho do Dia: Eu te ordeno, levanta-te!

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade. Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores. Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te! O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe. O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo! E a fama deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região. (Lc 7,11-17)

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Fulgêncio de Ruspe (467-532), bispo da África do Norte

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, pois ela há-de soar, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Ao dizer nós, São Paulo fala daqueles que receberão o dom da transformação futura, isto é, dos seus companheiros na comunhão da Igreja e numa vida reta. E sugere a natureza desta transformação quando prossegue: É necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista de imortalidade (1Cor 15,52-53). Para recebermos esta transformação como recompensa justa, ela tem de seja precedida pela transformação que provém da abundância da graça. […]

Na vida atual, é pois a graça que age para que a justificação, através da qual ressuscitamos espiritualmente, inicie essa transformação; e em seguida, aquando da ressurreição do corpo que completa a transformação dos homens justificados, a glorificação será perfeita. […] Em primeiro lugar, a graça da justificação e, em seguida, a da glorificação transforma-os de tal modo que a glorificação permanece neles imutável e eterna.

Com efeito, eles ficam transformados na terra por esta primeira ressurreição, que os ilumina para que se convertam. Através dela, passam da morte para a vida, do pecado para a justiça, da descrença para a fé, de uma conduta incorreta para uma vida santa. É por isso que a segunda morte não tem poder sobre eles. Diz o Apocalipse: Felizes os que participam na primeira ressurreição: a segunda morte não tem poder sobre eles (20,6). […] E é também por isso que nos devemos apressar a participar na primeira ressurreição, se não quisermos ser condenados ao castigo da segunda morte. Aqueles que, transformados nesta vida pelo seu respeito a Deus, passam de uma vida má para uma vida boa, passam da morte para a vida; seguidamente, a sua vida de miséria ficará transformada numa vida de glória.

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Evangelho do Dia: Sto. Agostinho comenta o Evangelho do Centurião Fiel

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaúm. Ora um centurião tinha um servo a quem dedicava muita afeição e que estava doente, quase a morrer. Ouvindo falar de Jesus, enviou-lhe alguns judeus de relevo para lhe pedir que viesse salvar-lhe o servo. Chegados junto de Jesus, suplicaram-lhe insistentemente: Ele merece que lhe faças isso, pois ama o nosso povo e foi ele quem nos construiu a sinagoga. Jesus acompanhou-os. Não estavam já longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por uns amigos: Não te incomodes, Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto, pelo que nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e soldados sob as minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Ouvindo estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e disse à multidão que o seguia: Digo-vos: nem em Israel encontrei tão grande fé. E, de regresso a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde. (Lc 7,1-10)

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja

Como é que o centurião obteve a graça da cura do seu servo? Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e soldados sob as minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Tenho poder sobre os meus subordinados mas eu também estou submetido a uma autoridade superior. Se, pois, embora subordinado, tenho, apesar de tudo, o poder de comandar, que não poderás fazer Tu, a Quem se submetem todas as potestades? Este homem pertencia ao povo pagão pois a nação judaica estava então ocupada pelos exércitos do império romano. Era, portanto, na Judeia que ele comandava os soldados, na qualidade de centurião […].

Mas Nosso Senhor, embora estivesse no meio do povo hebraico, declarava já que a Igreja se espalharia por toda a terra para onde Ele viria a enviar todos os apóstolos (cf Mt 8,11). E, com efeito, os pagãos acreditaram n’Ele sem O terem visto […]. O Senhor não entrou fisicamente na casa do centurião. Embora ausente de corpo estava presente pela Sua majestade e curou esta casa e a sua fé. Do mesmo modo, o Senhor só estava fisicamente presente no meio do povo hebraico; os outros povos não O viram nascer de uma Virgem, nem sofrer, nem caminhar, nem sujeitar-Se às condições da natureza humana, nem fazer maravilhas divinas. Ele não fez nada disso entre os pagãos e, no entanto, entre eles, realizou-se o que Ele tinha dito a seu respeito: Povos desconhecidos prestaram-Me vassalagem. Como é que O serviram se não O conheciam? O salmo continua: Mal ouviram falar de Mim, logo Me obedeceram e os estrangeiros Me cortejaram (Sl 17,45).

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Evangelho do Dia: cada árvore conhece-se pelo seu fruto

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração. Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo? Vou mostrar-vos a quem é semelhante todo aquele que vem ter comigo, escuta as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a um homem que edificou uma casa: cavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Sobreveio uma inundação, a torrente arremessou-se com violência contra aquela casa mas não a abalou, por ter sido bem edificada. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente arremessou-se contra ela, e a casa imediatamente se desmoronou. E foi grande a sua ruína! (S. Lucas 6,43-49)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja

Na criação, Deus mandou que as plantas dessem os seus frutos, cada uma segundo as suas espécies (Gn 1,11): da mesma maneira, ordenou aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada um segundo a sua qualidade e vocação. A devoção, a vida cristã, deve ser exercida de formas diferentes pelo fidalgo, pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela jovem e pela mulher casada; e não só, mas também é preciso acomodar a prática da devoção às forças, às atividades e aos deveres de cada um em particular. […] Seria por isso que o bispo preferia ser solitário como os monges? E se os casados não quisessem trabalhar como os capuchinhos, se o artesão estivesse todo o dia na igreja como o religioso, e o religioso constantemente exposto a todo o tipo de encontros para o serviço do próximo como o bispo? Tal não seria ridículo, desregrado e insuportável? Este erro, no entanto, é muito frequente. […] Não, a devoção em nada prejudica quando é verdadeira; pelo contrário, tudo aperfeiçoa. […] A abelha, diz Aristóteles, tira o mel das flores sem as estragar, deixando-as inteiras e frescas como as encontrou. A verdadeira devoção faz ainda melhor, pois, não só não prejudica nenhum tipo de vocação nem atividade, mas, pelo contrário, honra-as e embeleza-as. […] Com ela, cuidar da família torna-se mais pacífico, o amor do marido e da mulher mais sincero, o serviço do príncipe mais fiel, e todos os tipos de ocupação mais suaves e amáveis. É não só um erro, mas também uma heresia, querer banir a devoção das companhias de soldados, das lojas dos artesãos, da corte dos príncipes, do lar dos casais. […] Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à perfeição.

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