Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 3 e 4

2 06 2012

Olá! Continuamos a ler e estudar o texto de São Jerônimo sobre a Virgindade Perpétua de Maria. Nestes dois capítulos que seguem, São Jerônimo começa “destruir” os argumentos de Helvídio. Aqui ele começa a falar sobre o casamento da Virgem Maria e o papel de São José.

Capítulo 3

Sua primeira declaração [argumento de Helvídio para refutar a Virgindade Perpétua de Maria] : “Mateus diz: ‘O nascimento de Jesus Cristo foi assim: quando sua mãe Maria estava prometida a José, antes de coabitarem, encontrou-se grávida pelo Espírito Santo. E José, seu marido, sendo um homem justo e não desejando denunciá-la publicamente, pensou em repudiá-la em segredo. Mas enquanto pensava essas coisas, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: ‘José, filho de Davi, não temas em tomar para ti Maria como tua esposa, pois o que nela foi gerado provém do Espirito Santo’. Notem” – continua ele – “que a palavra empregada é ‘prometida‘ e não ‘confiada‘, como vocês dizem; é óbvio que a única razão para estar prometida é porque deveria se casar um dia. E o Evangelista não iria dizer ‘antes de coabitarem’ se eles não viessem a coabitar no futuro, já que ninguém usaria a frase ‘antes de jantar’ se certa pessoa não fosse jantar. Também o anjo a chama ‘tua esposa’ e se refere a ela como unida a José. A seguir, somos chamados a ouvir a declaração da Escritura: ‘E José despertou do seu sono e fez como o anjo do Senhor lhe havia ordenado, tomando-a para si como esposa; e não a conheceu até que deu à luz a seu filho’”.

Capítulo IV

[São Jerônimo começa a argumentar e destruir Helvídio] Consideremos cada um desses pontos, pois seguindo o caminho dessa impiedade mostraremos que ele [Helvídio] está se contradizendo. Admite que [Maria] estava “prometida” e que o próximo passo seria se tornar esposa daquele homem a quem estava prometida. Novamente, ele a chama de “esposa” e diz que a única razão para estar prometida seria pelo fato de casar-se um dia. E, temendo que não o compreendêssemos suficientemente bem, ainda diz: “a palavra usada é ‘prometida’ e não ‘confiada’, isto é, ela ainda não se tornara esposa, nem mesmo havia sido unida pelo contrato de casamento”.

Mas quando ele continua: “o Evangelista jamais usaria tais palavras se eles não viessem a se juntar futuramente, já que não se usa a frase ‘antes de jantar’ se certa pessoa não for jantar”. Sinceramente não sei se devo lamentar ou rir. Deveria acusá-lo de ignorância ou de imprudência? Como se isto, supondo que uma pessoa dissesse: “Antes de jantar no porto, naveguei para a África”, significasse que tais palavras obrigatoriamente demonstrassem que essa pessoa alguma vez já jantou no porto. Se eu preferisse dizer: “o apóstolo Paulo, antes de ir para a Espanha, foi preso em Roma”, ou (como também acho provável) “Helvídio, antes de se arrepender, morreu”; acaso teria Paulo obrigatoriamente estado na Espanha [após a prisão], ou Helvídio se arrependeria após a morte, ainda que a Escritura diga: “No Sheol quem vos dará graças?”?

Não podemos entender a preposição “antes” – ainda que muitas vezes signifique ordem no tempo – como também ordem de pensamento? Portanto, não há necessidade que nossos pensamentos se concretizem, se alguma causa suficiente vier a evitá-los (sua concretização). Logo, quando o Evangelista diz “antes que coabitassem”, indica apenas o tempo imediatamente precedente ao casamento, e mostra que estava em estado bem adiantado, pois ela já estava prometida, a ponto de estar próximo o momento de se tornar esposa. Conforme diz [o Evangelista], antes de se beijarem e se abraçarem, antes da consumação do casamento, ela se encontrou grávida. E ela foi determinada para pertencer a ninguém mais a não ser José, que guardou com zêlo o ventre cada vez maior de sua prometida, com olhar inquieto mas que, a esta altura, quase que com o privilégio de um marido.

Ainda que possa parecer – conforme o exemplo citado – que ele teve relações sexuais com Maria após o seu parto, o seu desejo poderia ter desaparecido pelo fato dela já ter concebido anteriormente. E, embora encontremos que foi dito a José em um sonho: “Não temas em receber Maria por tua esposa” e, de novo: “José despertou do seu sono e fez conforme o anjo lhe ordenara, tomando-a por sua esposa”, não devemos nos preocupar com isto, pois ainda que seja chamada “esposa”, ela somente deixou de ser prometida, pois sabemos que é usual na Escritura dar esse título para aqueles que são noivos.

A seguinte evidência, retirada do Deuteronômio, assim o indica: “Se um homem” – diz o Escritor [sagrado] – “encontra uma mulher prometida no campo e a violenta, deve ser morto porque humilhou a esposa do seu próximo”; e, em outro lugar: “Se uma virgem é prometida a um marido, e um homem a encontra na cidade e a violenta, então deveis trazê-los para fora do portão da cidade e os apedrejareis até à morte; a mulher porque não gritou, estando na cidade, e o homem porque humilhou a esposa do seu próximo. Fareis isto para eliminar o mal do meio de vós”; e também, em outra parte: “Que tipo de homem é este que possui uma esposa prometida e ainda não a recebeu? Que volte para sua casa, para que não morra na batalha, e que outro homem a despose”.

Mas se alguém guarda dúvidas do porquê a Virgem concebeu após estar prometida [a José], uma vez que não estava prometida a mais ninguém, ou, para usar os termos da Escritura, estava sem marido, deixe-me explicar três razões: [1ª] Pela genealogia de José, Maria possuía parentesco com ele, e a origem de Maria também precisava ser demonstrada; [2ª] Porque ela não poderia ser enquadrada na Lei de Moisés para ser apedrejada como adúltera; [3ª] Porque em sua fuga para o Egito ela precisava de segurança, o que poderia ser obtido com a ajuda de um guardião, de preferência um marido.

Quem, naquele tempo, acreditaria na palavra da Virgem, de que teria concebido pelo poder do Espírito Santo, e que o anjo Gabriel lhe teria aparecido para anunciar o propósito de Deus? Todos não a chamariam de adúltera, como fizeram com Suzana? Ainda nos tempos presentes, quando praticamente toda a terra abraçou a Fé, não vêm os judeus afirmar que as palavras de Isaías: “Eis que a ‘Virgem’ conceberá e dará à luz um filho” são equívocas porque o termo hebraico almah que aparece na frase, significa mulher jovem, enquanto que o termo bethulah, que significa virgem não é usado? Tal posição, abordaremos com mais detalhes adiante.

Finalmente, com exceção de José, Isabel e da própria Maria – e talvez de mais alguns poucos que podemos supor ouviram a verdade da boca deles – todos supunham que Jesus era filho de José. E de tal modo era essa a suposição que até mesmo os Evangelistas, expressando a opinião corrente – que é a regra correta para qualquer historiador – o chamavam de pai do Salvador, como, por exemplo: “Movido pelo Espírito, ele (isto é, Simeão) veio ao Templo. Então os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir as prescrições da Lei a seu respeito”; e, em outro lugar: “E seus pais iam todos os anos a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa”; e, mais adiante: “Tendo completado os dias, eles retornaram, mas o menino Jesus permaneceu em Jerusalém, e seus pais não sabiam disso”.

Note-se que a própria Maria respondeu ao [anjo] Gabriel com as seguintes palavras: “Como se sucederá isso, se não conheço varão?”, dizendo isto a respeito de José; e, mais: “Filho, por que fizeste isto conosco? Teu pai e eu estávamos à tua procura”. Não fazemos uso aqui, como muitos fazem, do discurso dos judeus ou dos escarnecedores. Os Evangelistas chamam José de “pai” e Maria confessa que ele era pai. Não – como já disse antes – que José fosse realmente o pai do Salvador, mas, preservando a reputação de Maria, todos o viam como sendo o pai [de Jesus], pois ouvira a advertência do anjo: “José, filho de Davi, não temas em tomar para ti Maria como tua esposa, pois o que nela foi gerado provém do Espírito Santo”, pois pensava em repudiá-la em segredo; tudo isto bem demonstrando que o filho não era dele.

Ao dizermos tudo isto, mais com o objetivo de oferecer uma instrução imparcial do que responder a um oponente, mostramos o porquê José era chamado de pai de Nosso Senhor e o porquê Maria era chamada de esposa de José. Isto também responde ao porquê de certas pessoas serem chamadas de “seus irmãos”. Entretanto, este último ponto encontrará seu lugar apropriado mais adiante.

Continua…

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)
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Evangelho do Dia:: Com que autoridade fazeis estas coisas?

2 06 2012
Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus e os discípulos regressaram a Jerusalém. Andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram-lhe: Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres? Jesus respondeu: Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas: O batismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me. Começaram a discorrer entre si, dizendo: Se dissermos ‘do Céu’, dirá: ‘Então porque não acreditastes nele?’ Se, porém, dissermos ‘dos homens’, tememos a multidão. Porque todos consideravam João um verdadeiro profeta. Por fim, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus disse-lhes: Nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.(Mc 11,27-33)

Comentário feito por São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja

João Batista proclamava: ‘Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus’ (Mt 3,1). [...] Bem-aventurado João, que quis que a conversão precedesse o julgamento, que os pecadores não fossem julgados mas recompensados, que os ímpios entrassem no Reino e não na punição. [...] Quando proclamou João esta iminência do reino dos Céus ? O mundo estava ainda na sua infância [...]; mas para nós, que hoje proclamamos essa iminência, o mundo está extremamente velho e cansado. Perdeu as forças, perde as faculdades; os sofrimentos acabrunham-no [...]; clama o seu enfraquecimento, ostenta todos os sintomas do fim. [...]

Estamos a ir a reboque de um mundo que se evade; esquecemos os tempos que aí vêm. Estamos ávidos de atualidade, mas não temos em consideração o julgamento que se aproxima. Não acorremos ao encontro do Senhor que chega. [...]

Convertamo-nos irmãos, convertamo-nos depressa. [...] O Senhor, pelo fato de tardar, de ainda esperar, revela o Seu desejo de nos ver voltar para Ele, o desejo de que não pereçamos. Na Sua grande bondade, dirige-nos sempre estas palavras: Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua conversão, de maneira que ele tenha a vida (Ez 33,11). Convertamo-nos, irmãos; não tenhamos medo de o tempo estar a acabar. O tempo do Autor do tempo não pode ser encurtado. A prova disso é aquele malfeitor do Evangelho que, na cruz e na hora da sua morte, escamoteou o perdão, se apoderou da vida e, ladrão do paraíso com arrombamento, conseguiu penetrar no Reino (Lc 23,43).

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 1 e 2

1 06 2012

Acabei de encontrar aqui uma relíquia da fé católica que precisa ser digerida aos poucos. Estes escritos que tem cerca de 26 partes ou capítulos, foram redigidos por São Jerônimo, aquele mesmo que gastou boa parte da sua vida traduzindo a Bíblia para o latim. Este tratado que vamos publicando aos poucos a partir de agora, surgiu por volta do ano 383 dC, quando Jerônimo e Helvídio se encontravam em Roma, no tempo do papa Dâmaso.

A questão deste tratado era o seguinte: teria a Mãe de Nosso Senhor permanecido virgem após o nascimento de seu Filho? Helvídio afirmava que os Evangelhos mencionando os irmãos e irmãs do Senhor provavam que Maria teria tido outros filhos, baseando sua opinião nos escritos de Tertuliano e Vitorino. Com sabedoria, São Jerônimo vai rebatendo as teorias de Helvídio. Repito: Vamos mostrar este texto e capítulos. Sei que muitos de vocês ficarão com água na boca. Mas vale a pena ler este texto aos poucos, estudando cada capítulo postado e aproveitando para analisar a forma com que este grande santo em defende a Igreja de Cristo.

E fica uma pergunta: Se o homem que traduziu a bíblia para o latim defende biblicamente Nossa Senhora, como nossos queridos irmãos protestantes ousar usar da palavra de Deus para atacá-la?

Introdução – Capítulo 1

Há algum tempo, recebi o pedido de alguns irmãos para responder a um panfleto escrito por um tal Helvídio. Demorei para fazê-lo, não porque fosse tarefa difícil defender a verdade e refutar um ignorante sem cultura, que dificilmente tomou contato com os primeiros graus do saber, mas porque fiquei preocupado em oferecer uma resposta digna, que desmoronasse os seus argumentos.

Havia ainda a preocupação de que um discípulo confuso (o único sujeito do mundo que se considera clérigo e leigo; único também, como se diz, que pensa que a eloqüência consiste na tagarelice, e que falar mal de alguém torna o testemunho de boa fé) poderia passar a blasfemar ainda mais, caso lhe fosse dada outra oportunidade para discutir. Ele, então, como se estivesse sobre um pedestal, passaria a espalhar suas opiniões em todos os lugares.

Também temia que, quando caísse na realidade, passasse a atacar seus adversários de forma ainda mais ofensiva.

Mas, mesmo que eu achasse justos todos esses motivos para guardar silêncio, muito mais justamente deixaram de me influenciar a partir do instante em que um escândalo foi instaurado entre os irmãos, que passaram a acreditar nesse falatório. O machado do Evangelho deve agora cortar pela raiz essa árvore estéril, e tanto ela quanto suas folhagens sem frutos devem ser atiradas no fogo, de tal maneira que Helvídio – que jamais aprendeu a falar – possa aprender, finalmente, a controlar a sua língua.

Capítulo 2

Invoco o Espírito Santo para que Ele possa se expressar através da minha boca e, assim, defenda a virgindade da bem-aventurada Maria. Invoco o Senhor Jesus para que proteja o santíssimo ventre no qual permaneceu por aproximadamente dez meses, sem quaisquer suspeitas de colaboração de natureza sexual. Rogo também a Deus Pai para que demonstre que a mãe de Seu Filho – que se tornou mãe antes de se casar – permaneceu Virgem ainda após o nascimento de seu Filho.

Não desejamos entrar no campo da eloqüência, nem usar de armadilhas lógicas ou dos subterfúgios de Aristóteles. Usaremos as reais palavras da Escritura; [Helvídio] será refutado pelas mesmas provas que empregou contra nós, para que possa ver que lhe foi possível ler conforme está escrito, e, ainda assim, foi incapaz de perceber a conclusão de uma fé sólida.

Continua…

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)
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Evangelho do Dia:: E a figueira não deu figos

1 06 2012
Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze. Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome. Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Disse então: Nunca mais ninguém coma fruto de ti. E os discípulos ouviram isto. Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas, e não permitia que se transportasse qualquer objeto através do templo. E ensinava-os, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões. Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento. Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade. Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes. Pedro, recordando-se, disse a Jesus: Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou! Jesus disse-lhes: Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá. Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro, para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas. Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas. (Mc 11,11-26)

Comentário feito por São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja

Não era tempo de figos. Na sua Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo interpreta esta passagem: Eu não quero, irmãos, que ignoreis este mistério: é uma cegueira parcial que sobreveio a Israel, até que tenha entrado a totalidade das nações. E assim todo o Israel será salvo (Rom 11,25-26). Se o Senhor tivesse encontrado frutos nesta figueira, não teriam entrado todas as nações. Mas, dado que entraram todas as nações, todo o Israel será finalmente salvo. [...] Além disso, encontramos esta passagem no Apocalipse de João: Da tribo de Judá, doze mil; da tribo de Rúben, doze mil acreditarão, e o mesmo acontece com outras tribos (Ap 7,5-8). No total, foram cento e quarenta e quatro mil os que acreditaram. [...]

Se Israel tivesse acreditado, Nosso Senhor não teria sido crucificado, e se o Senhor não tivesse sido crucificado, a multidão dos pagãos não teria sido salva. Assim, os judeus tornar-se-ão crentes, mas só acreditarão no fim do mundo. Para eles, não era tempo de acreditar na cruz. [...] A sua incredulidade é a nossa fé; a sua queda permitiu a nossa ascensão. Ainda não era tempo para eles, para que fosse o nosso.

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N.S. da Visitação Peregrina retoma visita as casas a partir da segunda quinzena de junho

31 05 2012

Atenção amigos da Paróquia Santa Isabel de Osasco: Agora que o casamento passou e conseguimos organizar a maioria das coisas, o Apostolado da Nossa Senhora da Visitação Peregrina irá retornar as suas habituais visitas as casas para a oração do Santo Terço.

Para quem não conhece este apostolado que começou ano passado em Osasco, uma breve explicação: Toda terça-feira, a imagem de Nossa Senhora da Visitação Peregrina visita uma família. Na chegada recitamos o terço, partilhamos a palavra e ao final, pedimos juntos que Nossa Senhora realize uma transformação naquela família. Depois disso, a imagem permanece na casa da pessoa visitada até o final de semana, onde aquela família vai poder rezar junta, pedindo a intercessão da Virgem Maria para aquele lar (clique aqui para saber mais). Durante esse curto período de apostolado, muitas pessoas testemunharam da graça de ter a visita de Nossa Senhora em suas casas.

A partir da segunda quinzena de junho, a imagem voltará a peregrinar nas casas e estaremos unidos com os irmãos na recitação do Santo Terço. Se você mora nas proximidades da Paróquia Santa Isabel de Osasco e deseja que a imagem peregrina vá a sua casa, entre em contato conosco.

O desejo do nosso coração é fazer com que todas as famílias da região criem o bom hábito de recitar o Santo Rosário sobretudo em família, para que o inimigo de Deus não tenha força em suas vidas. Se você deseja pedir intenções para os terços que recitamos juntos clique aqui e deixe seu pedido.

Nossa Senhora da Visitação Peregrina Rogai por Nós!

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Estudo: O justo juiz:: Estamos na última hora

31 05 2012

Desde a Ascensão, o desígnio de Deus entrou em sua consumação. Já  estamos na “última hora” (1Jo 2,18)”. “Portanto, a era final do mundo já  chegou para nós, e a renovação do mundo está  irrevogavelmente realizada e, de certo modo, já está antecipada nesta terra. Pois já na terra a Igreja se reveste de verdadeira santidade, embora imperfeita.” O Reino de Cristo já manifesta sua presença pelos sinais milagrosos que acompanham seu anúncio pela Igreja”.(CIC§670)

“Quarenta e quatro minutos do segundo e o time da casa vence por 4×1! Já estamos praticamente por conta do árbitro e agora o time da casa já pode gritar: É campeão! Só que o time adversário está querendo briga…”

Quem gosta de futebol, já viu pela TV ou ouviu pela rádio alguma partida que apresenta este cenário: O time da casa está ganhando o jogo, a torcida comemora mas ao mesmo tempo está apreensiva, pois o adversário está apelando, e sabendo que não podem vencer estão querendo tirar todo mundo do jogo dando pontapé em todos os jogadores (algo do tipo Brasil x Argentina, rsss). Os amantes do futebol em geral adoram ver um fim de jogo emocionante, mas detestam ver quando o time adversário quer estragar a festa apelando para a violência.

Embora as partidas de futebol sejam emocionantes, vivemos não uma partida, mas uma batalha que segundo o Catecismo da Igreja Católica já está na sua reta final. Desde que Jesus retornou a Direita do Pai, entramos em uma nova fase desta batalha entre Jesus x o príncipe deste mundo.

Usando de uma comparação, podemos dizer que Jesus é o craque do nosso time, o camisa 10 que até agora marcou todos os gols da vitória final. O cenário do jogo já não é mais o mesmo e podemos dizer que ninguém pode tirar o título deste time. A torcida que durante séculos não comemorava um campeonato conquistado já pode festejar: somos campeões! No entanto…

Os jogadores do time de Jesus, reservas e titulares, precisam ficar atentos pois a cada disputa de bola, os jogadores do inmigo estão entrando para “tirar os jogadores Jesus de campo”. As jogadas são desleais, os pontapés são criminosos. Se eles não podem virar o jogo, porque não fazer com que o time de Jesus termine o jogo incompleto?

A vitória de Cristo é certa meus caros. Estamos na última hora, prestes a comemorar o título! Mas é preciso ficarmos bem espertos: Eles querem nos tirar da festa!

Quando o inimigo vier de forma desleal contra você, quando ele chegar duro com uma tesoura, ou com um carrinho por trás você precisa se defender. Para colocar a faixa de campeão é preciso permanecer no jogo do lado de Jesus, jogando no time dele até o apito final.

Ah! E outra coisa: Para permanecer no jogo é preciso jogar limpo! Se você cair na pilha dos caras do time do lado de lá e quiser agir do jeito que eles agem certamente você corre o risco de ser expulso do jogo. Quem é expulso tem que sair do campo e não pode nem permanecer no banco de reservas.

É preciso aprender a olhar ao redor e ver a torcida se alegrando e vibrando com o título do time de Jesus Cristo! É isso que motiva o jogador a continuar correndo e jogando. Mesmo que no campo a coisa esteja feia, mesmo que o inimigo esteja afim de “quebrar sua perna”, se deixe contagiar pelo clima de vitória. Jogue com Jesus e jogue limpo. Cristo já marcou os gols e esse título é nosso! É só permanecer no gramado até o apito final!

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Evangelho do Dia:: E Maria pôs-se a caminho…

31 05 2012
Do Evangelho Quotidiano

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor. Maria disse, então: A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia.como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa. (Lc 1,39-560)

Comentário feito por Bem-aventurado Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara

Maria, minha mãe, hoje é, ao mesmo tempo, uma festa vossa e uma das festas de Jesus: tal como a Purificação, que é sobretudo a Apresentação de Jesus, também a Visitação é uma das vossas festas tão doces mas é, acima de tudo, uma festa de Nosso Senhor, pois é Ele que age em vós e através de vós. A Visitação é o amor de Cristo que nos urge (2Co 5,14), é Jesus que, mal entrou em vós, teve sede de fazer outros santos e outras pessoas felizes. Pela Anunciação, Ele manifestou-Se e deu-Se a vós, santificou-vos maravilhosamente. Mas isso não Lhe bastou: no Seu amor pelos homens, quis de imediato manifestar-Se e dar-Se, através de vós, aos outros homens, quis santificar outros homens, e fez com que O transportásseis a casa de São João Batista. [...]

O que a Virgem santa vai fazer na Visitação não é uma visita à sua prima para se consolarem e se edificarem mutuamente pela narrativa das maravilhas que Deus fez nelas; menos ainda é uma visita de caridade material para a ajudar nos últimos meses da gravidez e no parto. É muito mais do que isso: ela vai santificar São João, anunciar-lhe a Boa Nova [...], não através de palavras suas, mas levando-lhe o silêncio de Jesus. [...]

Assim fazem as religiosas e os religiosos votados à contemplação nos países de missão. [...] Ó minha Mãe, fazei com que sejamos fiéis à nossa missão, à nossa missão tão bela. Que levemos fielmente até junto dessas pobres almas, mergulhadas na sombra da morte (Lc 1,79), o divino Jesus.

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Vídeo::31 de maio, Festa da Visitação de Nossa Senhora

31 05 2012

Esta festa de hoje tem um significado todo especial para nós, paroquianos da Santa Isabel de Osasco: Assim como Maria foi visitada pelo Arcanjo Gabriel, também ela fez o mesmo gesto visitando sua prima que necessitava de cuidados. E é assim, observando os pequenos gestos da Santíssima Virgem que vamos descobrindo como as raízes da nossa devoção a Mariana são tão profundas. Ela cantou o Magnificat, glorificando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e a razão pela qual devemos ter essa devoção, que passa de século a século.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” (Lucas 1,48)

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Dica de livro:: A Fé Cristã Primitiva

30 05 2012

Sempre que possível estarei postando aqui dicas de bons livros católicos para o crescimento dos leitores deste blog. As obras indicadas serão sempre de conteúdo verdadeiramente católico. Nestas dicas os leitores deste blog podem ter a certeza que terão um excelente material em mãos.

O livro que indico esta semana é A Fé Cristã Primitiva de Carlos Martins Nabeto (já indiquei um outro livro dele aqui). Ele é um católico pesquisador da Igreja Primitiva e reuniu neste livro de 500 páginas, uma coletânea das palavras e ensinamentos dos Santos Padres da Igreja, aqueles homens que, no início da Era Cristã, sedimentaram as bases desta Fé, guiados pelo Espírito Santo. Nesta coletânea vamos encontrar temas bastante atuais como por exemplo:

  • A palavra de Deus;
  • Nossa profissão de fé;
  • Maria, os anjos e os santos;
  • A Verdadeira Igreja;
  • Os Sete Sacramentos;
  • A criação;
  • Escatologia;
Estes temas muitas vezes interpretados de forma errada por irmãos de outra religião, sempre estiveram presentes na história da Nossa Igreja e esta exímia pesquisa do Carlos Nabeto vai nos mostrar isso. Para quem deseja conhecer as raízes a nossa fé é importante ter este livro em mãos. Eu recomendo! Para adquirir este livro clique aqui
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Estudo: O justo juiz:: Jesus é a cabeça da Igreja Católica

30 05 2012

Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é seu Corpo. Elevado ao céu e glorificado, tendo assim cumprido plenamente sua missão, Ele permanece na terra em sua Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que Cristo, em Virtude do Espírito Santo, exerce sobre a Igreja”. O Reino de Cristo já está misteriosamente presente na Igreja”, germe e início deste Reino na terra. (CIC§669)

A Igreja Católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo é o início do Reino de Deus nesta terra. É o germe. A célula fundante. É nela que aprendemos os fundamentos e as leis que hão reger este reino glorioso.

Como cidadãos, nós estamos sujeitos as leis que regem o nosso país. Independente de gostarmos ou não das leis vigentes, temos com obrigação cumpri-las. Não tem essa de morar em um país e viver suas próprias regras. Aqueles que não desejam se sujeitar as leis de um país tem duas possibilidades: Ou vai preso, ou é extraditado.

Mesmo que você não seja nascido naquele país. Mesmo que durante a sua vida inteira você tenha vivido sob a tutela de outras leis, se um dia você deseja habitar em uma outra nação você precisará abrir mão de todas as leis que você estava acostumado para viver as regras desta nova sociedade da qual você deseja fazer parte.

O Reino de Deus tem suas regras próprias. Elas não são iguais as leis dos homens e não estão sujeitas a elas. E se eu desejo um dia ser um cidadão do céu, eu preciso o quanto antes conhecer as leis que regem este reino. Por exemplo, sabemos que a lei dos homens permite o divórcio. A Lei de Deus diz:

O Que Deus uniu o homem não separe (Mt 19,6)

Perceba que para fazer parte do Reino de Deus, você precisará abrir mão de conceitos que talvez você já esteja acostumado. Pode ser que você até ache natural essa ideia de alguém se divorciar e casar de novo. Mas para fazer parte do Reino de Deus, você precisará abrir mão de tudo aquilo que você já se habituou, para seguir as Leis do Reino. Cabe a Igreja verdadeira, a que chamamos Católica Apostólica Romana, fundada por Cristo Jesus e espalhada para os quatro cantos do mundo pelos apóstolos, nos ensinar as verdades do Reino. Não é demais lembrar que Jesus é a cabeça dessa Igreja.

Caríssimos, quem rege o corpo? A cabeça.
Quem direciona o corpo para onde deseja? A cabeça.
Quem coordena os movimentos do corpo e dos membros? A cabeça.

Sendo Cristo a cabeça da Igreja, Ele vai orientar o corpo para onde seguir. Ele vai orientar os membros do corpo para este possa caminhar. É o Senhor quem articula as ações dos membros do corpo.

O curioso é que muita gente quer fazer parte do Reino de Deus, mas poucos são aqueles que se sujeitam as Leis do Reino. Acham que por que nunca roubaram ou mataram ninguém, já tem o passaporte e o visto liberado para fazer parte do Reino de Deus. E a coisa não é bem assim… No Reino de Deus não é lícito viver sem seguir as leis vigentes. Ou você se esforça para viver as Leis do Reino, ou não irá fazer parte dele.

Neste estudo que vai se estender por algum tempo, nós vamos conversar sobre isso, até porque como diz a oração do credo: Jesus virá julgar os vivos e os mortos. No dia final Ele virá nos julgar e ver nosso esforço para entrar neste reino glorioso. Eu quero fazer parte deste Reino Glorioso. E você?

Fique atento a este estudo, pois ele promete! Pax Domini

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