Fundamentalismo Bíblico. Cuidado!

Estamos praticamente terminando o estudo sobre a palavra de Deus. Mas preciso alertar a você sobre o perigo do Fundamentalismo Bíblico. Vez ou outra eu ando repetindo isso porque hoje penso que seja importante você perceber essa verdade. A Fé Católica está baseada nas Sagradas Escrituras, na Sagrada Tradição da Igreja, discernidas pelo Magistério da Igreja.

Nessas igrejas ou seitas, esse tripé (Biblia –Tradição – Magistério) não existe. O que existe é a Doutrina da Sola Scriptura, ou seja, apenas a Bíblia. Essa doutrina gera o que chamamos de Fundamentalismo Bíblico.

Fundamentalismo Bíblico – É o ato de apresentar a Bíblia como a única fonte de referência para o estudo de Jesus Cristo. Este é um dos pilares do protestantismo. Segundo os protestantes da época de Lutero, a Escritura interpreta a própria Escritura.

Por isso os protestantes rejeitam qualquer coisa que não esteja na Bíblia e chegam a interpretar erradamente a palavra, fazendo muita confusão. É por isso, por não aceitar a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja, que eles colocam apenas a sua fé na bíblia.

É fato que na Bíblia encontramos todos os assuntos de Doutrina e de Fé, mas alguns deles estão ali de forma implícita e precisam de uma interpretação. E é nessa hora que entram a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja. Na Bíblia encontramos a suprema base da verdade, mas é preciso saber interpretá-la.

Você já passou por alguma situação onde suas palavras foram mal interpretadas? Eu já.

Agora se uma pessoa, ouvindo as minhas ou as suas palavras, olhando para mim e para você, podem interpretar equivocadamente o que dizemos quem dirá um texto com mais de 2000 anos de história?

“Eu quisera ser um filho da Igreja, nunca ser conhecido como o fundador de uma heresia, qualquer que fosse, mas levar o nome de Cristo. Quisera ser o portador deste nome, que é uma bênção para nossa terra (…) Se eu, que sou aos olhos dos outros a tua mão direita, eu que trago o nome de sacerdote e que tenho por missão anunciar a Palavra, vier a cometer alguma falta contra os ensinamentos da Igreja ou contra as normas do Evangelho, e a tornar-me, assim, um escândalo para a Igreja, peço então que a Igreja inteira, por uma decisão unânime, me afaste e me lance para bem longe dela”.
(Orígenes da Alexandria – Séc IV)

José L. Fierro Cordova publicou em um texto muito interessante, dados que gostaria  que você lesse com atenção:

1. Joseph Smith, fundador dos mórmons, baseando-se na ordem divina de Gn 1,22 e Gn 35,11 (“crescei e multiplicai-vos”), aprovou a poligamia.

2. Joseph F. Rutherford, 2º líder mundial dos Testemunhas de Jeová, apoiou a já conhecida recusa às transfusões de sangue, que tantas mortes causou entre eles, a partir do texto de At 15,20, quando a Igreja proclamou uma ordem transitória e circunstancial de vir a abster-se do sangue.

3. Os líderes dos Adventistas do 7º Dia, utilizando Ex 20,8 (“recorda-te do dia de sábado para santificá-lo”), obrigam os seus adeptos a observá-lo como faziam os judeus do Antigo Testamento e rejeitam o domingo, o “Dia do Senhor”, próprio dos cristãos.

4. Os cristãos fundamentalistas (Igreja da Fé em Cristo Jesus e outras da mesma linha doutrinária), lendo At 8,16 (“unicamente tendo sido batizados em nome do Senhor Jesus”), dizem que os cristãos devem ser batizados apenas em nome de Jesus e não no nome das Três Pessoas da Santíssima Trindade, muito embora esta seja a ordem expressa de Cristo em Mateus 28,19.

5. A grande maioria das Igrejas Cristãs Evangélicas, citando Rm 3,28 (“concluímos que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei”), proclama que a justificação (salvação) é obtida somente pela fé sem obras, em oposição ao que diz Tiago 2,26.

6. Entre os pentecostais, têm surgido casos de pessoas virem à falecer – principalmente crianças – em razão de seus pais não recorrerem ao médico para tratar das suas doenças, já que crêem que, segundo Lucas 8,48, tudo pode ser curado apenas pela fé e as orações. No entanto, os judeus – o povo da Bíblia – recorriam aos médicos (Eclesiástico 39); e entre os apóstolos, havia um médico eminente: São Lucas (Colossenses 4,14).

7. Os seguidores da urinoterapia (=beber da própria urina), justificam esta prática no texto de Pv 5,15 (“toma a água da tua própria fonte”)!

Fique atento!

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Referências do Novo Testamento relacionados com os Deuterocanônicos

Como havia dito no texto anterior, os escritores dos livros do Novo testamento usaram referências dos livros deuterocanônicos. Pois bem, para comprovar isso, procurei em alguns sites algo para confirmar isso. O professor Carlos Ramalhete publicou em seu site [A hora de São Jerônimo], uma enorme lista de trechos do Novo Testamento com os livros Deuterocanônicos. Veja abaixo:

Evangelho segundo Mateus

Mt 4,4 = Deut 8,3;
Mt 4,15 = 1Mc 5,15;
Mt 5,18 = Br 4,1;
Mt 5,28 = Eclo 9,8;
Mt 5,2-4 = Eclo 25,7-12;
Mt 5,4 = Eclo 48,24;
Mt 6,7 = Eclo 7,14;
Mt 6,9 = Eclo 23,1.4;
Mt 6,10 = 1Mc 3,60;
Mt 6,12 = Eclo 28,2;
Mt 6,13 = Eclo 33,1;
Mt 6,20 = Eclo 29,10-11;
Mt 6,23 = Eclo 14,10;
Mt 6,33 = Sb 7,11;
Mt 7,12 = Tb 4,15 / Eclo 31,15;
Mt 7,16 = Eclo 27,6;
Mt 8,11 = Br 4,37;
Mt 8,21 = Tb 4,3;
Mt 9,36 = Jdt 11,19;
Mt 9,38 = 1Mc 12,17;
Mt 10,16 = Eclo 13,17;
Mt 11,14 = Eclo 48,10;
Mt 11,22 = Jdt 16,17;
Mt 11,25 = Tb 7,17 / Eclo 51,1;
Mt 11,28 = Eclo 24,19 / Eclo 51,23;
Mt 11,29 = Eclo 6,24-25 / Eclo 6,28-29 / Eclo 51,26-27;
Mt 12,4 = 2Mc 10,3 ;
Mt 12,5 = Eclo 40,15;
Mt 13,44 = Eclo 20,30-31;
Mt 16,18 = Sb 16,13;
Mt 16,22 = 1Mc 2,21;
Mt 16,27 = Eclo 35,22;
Mt 17,1 = Eclo 48,10;
Mt 18,10 = Tb 12,15;
Mt 20,2 = Tb 5,15;
Mt 22,13 = Sb 17,2;
Mt 23,38 = Tb 14,4;
Mt 24,15 = 1Mc 1,54 / 2Mc 8,17;
Mt 24,16 = 1Mc 2,28;
Mt 25,35 = Tb 4,17;
Mt 25,36 = Eclo 7,32-35;
Mt 26-38 = Eclo 37,2;
Mt 27,24 = Dn 13,46;
Mt 27,43 = Sb 2,13 / Sb 18-20.

Evangelho segundo Marcos

Mc 1,15 = Tb 14,5;
Mc 4,5 = Eclo 40,15;
Mc 4,11 = Sb 2,22;
Mc 5,34 = Jdt 8,35;
Mc 6,49 = Sb 17,15;
Mc 8,37 = Eclo 26,14;
Mc 9,31 = Eclo 2,18;
Mc 9,48 = Jdt 16,17;
Mc 10,18 = Eclo 4,1;
Mc 14,34 = Eclo 37,2;
Mc 15,29 = Sb 2,17.

Evangelho segundo Lucas

Lc 1,17 = Eclo 48,10;
Lc 1,19 = Tb 12,15;
Lc 1,19 = Tb 12,15;
Lc 1,42 = Jdt 13,18;
Lc 1,52 = Eclo 10,14;
Lc 2,29 = Tb 11,9;
Lc 2,37 = Jdt 8,6;
Lc 6,35 = Sb 15,1;
Lc 7,22 = Eclo 48,5;
Lc 9,8 = Eclo 48,10;
Lc 10,17 = Tb 7,17;
Lc 10,19 = Eclo 11,19;
Lc 10,21 = Eclo 51,1;
Lc 12,19 = Tb 7,10;
Lc 12,20 = Sb 15,8;
Lc 13,25 = Tb 14,4;
Lc 13,27 = 1Mc 3,6;
Lc 13,29 = Br 4,37;
Lc 14,13 = Tb 2,2;
Lc 15,12 = 1Mc 10,29[30] / Tb 3,17;
Lc 18,7 = Eclo 35,22;
Lc 19,44 = Sb 3,7;
Lc 21,24 = Tb 14,5;
Lc 21,24 = Eclo 28,18;
Lc 21,25 = Sb 5,22;
Lc 24,4 = 2Mc 3,26;
Lc 24,31 = 2Mc 3,34;
Lc 24,50 = Eclo 50,20-21;
Lc 24,53 = Eclo 50,22-23.

Evangelho segundo João

Jo 1,3 = Sb 9,1;
Jo 3,8 = Eclo 16,21;
Jo 3,12 = Sb 9,16 / Sb 18,15-16;
Jo 3,13 = Br 3,29;
Jo 3,28 = 1Mc 9,39;
Jo 3,32 = Tb 4,6;
Jo 4,9 = Eclo 50,25-26;
Jo 4,48 = Sb 8,8;
Jo 5,18 = Sb 2,16;
Jo 6,35 = Eclo 24,21;
Jo 7,38 = Eclo 24,40 / Eclo 43,30-31;
Jo 8,44 = Sb 2,24;
Jo 8,53 = Eclo 44,19;
Jo 10,20 = Sb 5,4;
Jo 10,22 = 1Mc 4,59;
Jo 14,15 = Sb 6,18;
Jo 15,9-10 = Sb 3,9;
Jo 17,3 = Sb 15,3;
Jo 20,22 = Sb 15,11.

Atos dos Apóstolos

At 1,10 = 2Mc 3,26;
At 1,18 = Sb 4,19;
At 2,4 = Eclo 48,12;
At 2,11 = Eclo 36,7;
At 2,39 = Eclo 24,32;
At 4,24 = Jdt 9,12;
At 5,2 = 2Mc 4,32;
At 5,12 = 1Mc 12,6;
At 5,21 = 2Mc 1,10;
At 5,39 = 2Mc 7,19;
At 9,1-29 = 2Mc 3,24-40;
At 9,2 = 1Mc 15,21;
At 9,7 = Sb 18,1;
At 10,2 = Tb 12,8;
At 10,22 = 1Mc 10,25 / 1Mc 11,30.33
At 10,26 = Sb 7,1;
At 10,30 = 2Mc 11,8;
At 10,34 = Eclo 35,12-13;
At 10,36 = Sb 6,7 / Sb 8,3 etc.;
At 11,18 = Sb 12,19;
At 12,5 = Jdt 4,9;
At 12,10 = Eclo 19,26;
At 12,23 = Jdt 16,17;
At 12,23 = Eclo 48,21 / 1Mc 7,41 / 2Mc 9,9;
At 13,10 = Eclo 1,30;
At 13,17 = Sb 19,10;
At 14,14 = Jdt 14,16-17;
At 14,15 = Sb 7,3;
At 15,4 = Jdt 8,26;
At 16,14 = 2Mc 1,4;
At 17,23 = Sb 14,20 / Sb 15,17;
At 17,24 = Tb 7,17 / Sb 9,9;
At 17,24-25 = Sb 9,1;
At 17,26 = Sb 7,18;
At 17,27 = Sb 13,6;
At 17,29 = Sb 13,10;
At 17,30 = Eclo 28,7;
At 19,7 = Sb 3,17;
At 19,28 = Dn 14,18.41;
At 20,26 = Dn 13,46;
At 20,32 = Sb 5,5;
At 20,35 = Eclo 4,31;
At 21,26 = 1Mc 3,49;
At 22,9 = Sb 18,1;
At 24,2 = 2Mc 4,6;
At 26,18 = Sb 5,5;
At 26,25 = Jdt 10,13.

Epístola aos Romanos

Rm 1,19-32 = Sb 13-15;
Rm 1,21 = Sb 13,1;
Rm 1,23 = Sb 11,15 / Sb 12,24;
Rm 1,28 = 2Mc 6,4;
Rm 2,4 = Sb 11,23;
Rm 2,11 = Eclo 35,12-13;
Rm 2,15 = Sb 17,11;
Rm 4,13 = Eclo 44,21;
Rm 4,17 = Eclo 44,19;
Rm 5,5 = Eclo 18,11;
Rm 5,12 = Sb 2,24;
Rm 9,4 = Eclo 44,12 / 2Mc 6,23;
Rm 9,19 = Sb 12,12;
Rm 9,21 = Sb 15,7;
Rm 9,31 = Eclo 27,8 / Sb 2,11;
Rm 10,7 = Sb 16,13;
Rm 10,6 = Br 3,29;
Rm 11,4 = 2Mc 2,4;
Rm 11,15 = Eclo 10,20-21;
Rm 11,33 = Sb 17,1;
Rm 12,15 = Eclo 7,34;
Rm 13,1 = Eclo 4,27;
Rm 13,1 = Sb 6,3-4;
Rm 13,10 = Sb 6,18;
Rm 15,4 = 1Mc 12,9;
Rm 15,8 = Eclo 36,20.

1ª Epístola aos Coríntios

1Cor 1,24 = Sb 7,24-25;
1Cor 2,9 = Eclo 1,10;
1Cor 2,16 = Sb 9,13;
1Cor 4,13 = Tb 5,19;
1Cor 4,14 = Sb 11,10;
1Cor 6,2 = Sb 3,8;
1Cor 6,12 = Eclo 37,28;
1Cor 6,13 = Eclo 36,18;
1Cor 6,18 = Eclo 23,17;
1Cor 7,19 = Eclo 32,23;
1Cor 9,19 = Eclo 6,19;
1Cor 9,25 = Sb 4,2;
1Cor 10,1 = Sb 19,7-8;
1Cor 10,20 = Br 4,7;
1Cor 10,23 = Eclo 37,28;
1Cor 11,7 = Eclo 17,3 / Sb 2,23;
1Cor 11,24 = Sb 16,6;
1Cor 15,29 = 2Mc 12,43-44;
1Cor 15,32 = Sb 2,5-6;
1Cor 15,34 = Sb 13,1.

2º Epístola aos Coríntios

2Cor 5,1.4 = Sb 9,15;
2Cor 12,12 = Sb 10,16.

Epístola aos Gálatas

Gl 2,6 = Eclo 35,13;
Gl 4,4 = Tb 14,5;
Gl 6,1 = Sb 17,17.

Epístola aos Efésios

Ef 1,6 = Eclo 45,1 / Eclo 46,13;
Ef 1,17 = Sb 7,7;
Ef 4,14 = Eclo 5,9;
Ef 4,24 = Sb 9,3;
Ef 6,12 = Sb 5,17;
Ef 6,14 = Sb 5,18;
Ef 6,16 = Sb 5,19.2

Epístola aos Filipenses

Fl 4,5 = Sb 2,19;
Fl 4,13 = Sb 7,23;
Fl 4,18 = Eclo 35,6.

Epístola aos Colossenses

Cl 2,3 = Eclo 1,24-25.

1ª Epístola aos Tessalonicenses

1Ts 3,11 = Jdt 12,8;
1Ts 4,6 = Eclo 5,3;
1Ts 4,13 = Sb 3,18;
1Ts 5,1 = Sb 8,8;
1Ts 5,2 = Sb 18,14-15;
1Ts 5,3 = Sb 17,14;
1Ts 5,8 = Sb 5,18.

2ª Epístola aos Tessalonicenses

2Ts 2,1 = 2Mc 2,7.

1ª Epístola a Timóteo

1Tm 1,17 = Tb 13,7.11;
1Tm 2,2 = 2Mc 3,11 / Br 1,11-12;
1Tm 6,15 = Eclo 46,5 / 2Mc 12,15 / 2Mc 13,4.

2ª Epístola a Timóteo

2Tm 2,19 = Eclo 17,26 / Eclo 23,10 (vl) / Eclo 35,3;
2Tm 4,8 = Sb 5,16;
2Tm 4,17 = 1Mc 2,60.

Epístola a Tito

Tt 2,11 = 2Mc 3,30;
Tt 3,4 = Sb 1,6.

Epístola aos Hebreus

Hb 1,3 = Sb 7,25-26;
Hb 2,5 = Eclo 17,17;
Hb 4,12 = Sb 18,15-16 / Sb 7,22-30;
Hb 5,6 = 1Mc 14,41;
Hb 7,22 = Eclo 29,14-16;
Hb 11,5 = Eclo 44,16 / Sb 4,10;
Hb 11,6 = Sb 10,17;
Hb 11,10 = Sb 13,1 / 2Mc 4,1;
Hb 11,17 = 1Mc 2,52 / Eclo 44,20;
Hb 11,27 = Eclo 2,2;
Hb 11,28 = Sb 18,25;
Hb 11,35 = 2Mc 6,18-7,42;
Hb 12,4 = 2Mc 13,14;
Hb 12,9 = 2Mc 3,24;
Hb 12,12 = Eclo 25,23;
Hb 12,17 = Sb 12,10;
Hb 12,21 = 1Mc 13,2;
Hb 13,7 = Eclo 33,19 / Sb 2,17.

Epístola de Tiago

Tg 1,1 = 2Mc 1,27;
Tg 1,2 = Eclo 2,1 / Sb 3,4-5;
Tg 1,13 = Eclo 15,11-20;
Tg 1,19 = Eclo 5,11;
Tg 1,21 = Eclo 3,17;
Tg 2,13 = Tb 4,10;
Tg 2,23 = Sb 7,27;
Tg 3,2 = Eclo 14,1;
Tg 3,6 = Eclo 5,13;
Tg 3,9 = Eclo 23,1.4;
Tg 3,10 = Eclo 5,13 / Eclo 28,12;
Tg 3,13 = Eclo 3,17;
Tg 4,2 = 1Mc 8,16;
Tg 4,11 = Sb 1,11;
Tg 5,3 = Jdt 16,17 / Eclo 29,10;
Tg 5,4 = Tb 4,14;
Tg 5,6 = Sb 2,10 / Sb 2,12 / Sb 2,19

1ª Epístola de Pedro

1Pd 1,3 = Eclo 16,12;
1Pd 1,7 = Eclo 2,5;
1Pd 2,25 = Sb 1,6;
1Pd 4,19 = 2Mc 1,24 etc.;
1Pd 5,7 = Sb 12,13

2ª Epístola de Pedro

2Pd 2,2 = Sb 5,6;
2Pd 2,7 = Sb 10,6;
2Pd 3,9 = Eclo 35,19;
2Pd 3,18 = Eclo 18,10.

1ª Epístola de João

1Jo 5,21 = Br 5,72.

Epístola de Judas

Jd 1,13 = Sb 14,1.

Livro do Apocalipse

Ap 1,18 = Eclo 18,1;
Ap 2,10 = 2Mc 13,14;
Ap 2,12 = Sb 18,16[15];
Ap 2,17 = 2Mc 2,4-8;
Ap 4,11 = Eclo 18,1 / Sb 1,14;
Ap 5,7 = Eclo 1,8;
Ap 7,9 = 2Mc 10,7;
Ap 8,1 = Sb 18,14;
Ap 8,2 = Tb 12,15;
Ap 8,3 = Tb 12,12;
Ap 8,7 = Eclo 39,29 / Sb 16,22;
Ap 9,3 = Sb 16,9;
Ap 9,4 = Eclo 44,18 etc.;
Ap 11,19 = 2Mc 2,4-8;
Ap 17,14 = 2Mc 13,4;
Ap 18,2 = Br 4,35;
Ap 19,1 = Tb 13,18;
Ap 19,11 = 2Mc 3,25 / 2Mc 11,8;
Ap 19,16 = 2Mc 13,4;
Ap 20,12-13 = Eclo 16,12;
Ap 21,19-20 = Tb 13,17.

Porque a Igreja Católica usa a bíblia com sete livros a mais que os protestantes?

Antes de mais nada, vale a pena dizer que este post faz parte de um estudo dividido em vários posts. Portanto para que você entenda bem este post, é interessante você ler o primeiro post sobre o assunto e o segundo. Se você já leu siga em frente. Senão, dê uma paradinha, leia os posts anteriores e volte. Com certeza você entenderá melhor. Vamos então seguir a pergunta: Porque a Igreja Católica usa a bíblia com sete livros a mais que os protestantes?

Para você ter uma idéia da grande pesquisa que a Igreja fez e tem feito ao longo do tempo, a Igreja percebeu que existem cerca de 350 referências do Antigo Testamento no Novo Testamento. Ou seja a Igreja viu que 350 vezes, algum personagem do Novo Testamento (incluindo o próprio Jesus) falou algo, que demonstrava que aquele personagem havia lido algo do Antigo Testamento. Porém, dessas 350 vezes, 300 delas foram tiradas da Versão dos Setenta. Veja um exemplo interessante:

Pois não quero que ignoreis, irmãos, como muitas vezes me tenho proposto ir ter convosco. (Eu queria recolher algum fruto entre vós, como entre os outros pagãos), mas até agora tenho sido impedido. Sou devedor a gregos e a bárbaros, a sábios e a simples. Daí o ardente desejo que eu sinto de vos anunciar o Evangelho também a vós, que habitais em Roma. Com efeito, não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, ao judeu em primeiro lugar e depois ao grego. Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab 2,4). A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos.  Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem. (Rm 1, 12-32)

Ao estudar a palavra de Deus, a Igreja percebeu nesse São Paulo, que o Apóstolo havia lido um texto do Antigo Testamento: O Livro da Sabedoria, livro esse excluído pelos irmãos protestantes da “sua bíblia”. Veja abaixo:

São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras.  Tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros dos céus, por deuses, regentes do mundo. Se tomaram essas coisas por deuses, encantados pela sua beleza, saibam, então, quanto seu Senhor prevalece sobre elas, porque é o criador da beleza que fez estas coisas. Se o que os impressionou é a sua força e o seu poder, que eles compreendam, por meio delas, que seu criador é mais forte; pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor. Contudo, estes só incorrem numa ligeira censura, porque, talvez, eles caíram no erro procurando Deus e querendo encontrá-lo: vivendo entre suas obras, eles as observam com cuidado, e porque eles as consideram belas, deixam-se seduzir pelo seu aspecto. Ainda uma vez, entretanto, eles não são desculpáveis, porque, se eles possuíram luz suficiente para poder perscrutar a ordem do mundo, como não encontraram eles mais facilmente aquele que é seu Senhor? (Sb 13,1-9)

Um outro exemplo:

Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: – Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. (Mt 27,41-44)

Aqui encontramos o trecho onde Jesus era zombado. Agora pegue o livro de Sabedoria 2, 13.18 e veja que interessante:

“…Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.” (Sb 2,13.18)

Como você pode ver, algumas dessas referências são claras. Outras, envolvem um contexto mais difícil. Porém o importante é que você perceba que os livros canônicos são de fato inspirados por Deus, e portanto são integrantes das Sagradas Escrituras.

Outro fato importantíssimo, é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja os livros deuterocanônicos são citados como Sagrada Escritura. São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu uma a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito, comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.

Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Nos concílios que citei anteriormente (tanto os regionais como os ecumênicos, confirmaram isso.

  • Concílio Regional de Hipona – 393 d.C.
  • Concílio Regional de Cartago II – 397 d.C.
  • Concílio Regional de Cartago IV – 419 d.C
  • Concílio Regional de Trulos – 692 d.C.
  • Concílio Ecumênico de Florença – 1442 d.C.
  • Concílio Ecumênico de Trento – 1546 d.C.
  • Concílio Ecumênico de Vaticano I –  1870 d.C.

No século XVI, Martinho Lutero para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon do concílio de Jamnia e deixou de lado os deuterocanônicos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. O interessante, é que mesmo não considerando os livros deuterocanônicos como inspirados, Lutero ao fazer a tradução da Bíblia para o Alemão, traduziu os mesmos e os incluiu na bíblia. Apenas no século XIX os protestantes deixaram de incluir os livros deuterocanônicos em suas bíblias.

Dominus Vobiscum

Porque a Bíblia Protestante tem sete livros a menos?

Antes de começar a ler este post, para que você entre no assunto, leia o post anterior. Se já leu,siga em frente.

Para entender porque a Bíblia Católica é diferente da Bíblia Protestante, precisamos entender um pouco da História. Sobretudo da história que não se conta. Precisamos voltar no tempo para o ano 100 d.C (Século II), onde os judeus acreditavam que o cristianismo era uma seita que se espalhava rapidamente…

Sínodo de Jâmnia

No ano 100 d.C., a situação na palestina era complicada. Os judeus estavam preocupados com várias coisas que estavam acontecendo. Primeiro que muitos retornavam do exílio babilônico. Depois com os diversos livros que estavam aparecendo, sobretudo os livros que falavam de Jesus de Nazaré e os feitos dos primeiros cristãos. Naquele tempo, o povo já começava a identificar como palavra de Deus os Evangelhos, as Cartas dos Apóstolos e outros. Então os judeus se reuniram em um Concílio, na cidade de Jâmnia (ou Jabnes) para preservar a fé judaica e arranjar uma forma de dizer que os livros e cartas que hoje conhecemos como Novo Testamento (que afirmam que Jesus é o Filho de Deus), não eram sagrados. Desse concílio, os judeus definiram algumas regras:

1. Deveria ter sido escrito na Terra Santa;
2. Escrito somente em hebraico (nem aramaico e nem grego);
3. Escrito antes de Esdras, ou seja, antes do ano 428 a.C.;
4. Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Perceba que quando os judeus criaram essas regras, eles não tinham como objetivo discernir que livros eram inspirados ou não. A atitude dos judeus era unicamente preservar seu povo de interferências de outros povos e de outras doutrinas. Recorde-se que até hoje, os judeus não consideram o Novo Testamento. Apenas o antigo. A intenção deles era eliminar tudo que dizia que Jesus é o Messias. Porém com essas medidas, alguns livros também da época do Antigo Testamento foram eliminados.

Porém, duzentos anos antes, em Alexandria no Egito, havia uma forte colônia de judeus. Nela haviam 70 sábios que traduziram os livros do Antigo Testamento para o grego. Essa tradução foi feita entre 250 a 100 a.C., ou seja, antes do Concílio de Jâmnia. A tradução grega, foi conhecida como Septuagina ou versão dos 70.

Então observe que naquele tempo haviam dois “Cânons”. Um formulado pelos Judeus preocupados com a política e sociedade. Outro formulado pelos judeus que habitavam no egito.

E agora? Qual é a versão correta?

Bom, a Igreja na sua sabedoria, procurou verificar nos Evangelhos, e nas Cartas do Novo Testamento, qual a versão que Jesus e os Apóstolos usavam.

A Igreja percebeu que os Apóstolos e Evangelistas utilizavam a versão completa dos Setenta (Alexandrina), considerando como canônicos os livros rejeitados em Jâmnia. E percebeu mais. Percebeu que ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. A Igreja quando pesquisa, vai a fundo no que faz. Sempre foi assim. E sempre será.

A Igreja viu também que o texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos (ao contrário que os judeus usavam a versão do Concílio de Jâmnia). Os cristãos liam os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel. Quando Martin Lutero fundou o protestantismo ele tomou como base o Antigo Testamento judaico, junto com o Novo Testamento. Surgiu assim a bíblia protestante.

Amanhã vamos ver porque a Igreja adotou a versão Septuagina.

Dominus Vobiscum

Os livros deuterocanônicos

Ao chegar a este ponto, talvez pergunte alguém: sendo perfeito como é o cânon das Escrituras e suficientíssimo por si só para todos os casos, que necessidade há de se acrescentar a autoridade da interpretação da Igreja? A razão é que, devido à sublimidade da Sagrada Escritura, nem todos a entendem no mesmo sentido, mas cada qual interpreta à sua maneira as mesmas sentenças, de modo a se poder dizer que há tantas opiniões quantos intérpretes… Portanto, é necessário que, em meio a tais encruzilhadas do erro, seja o sentido católico e eclesiástico o que assinale a linha diretriz na interpretação da doutrina dos profetas e apóstolos. E na própria Igreja Católica deve-se procurar a todo custo que nos atenhamos ao que, em toda a parte, sempre e por todos foi professado como de fé, pois isto é próprio e verdadeiramente católico, como o diz a índole mesma do vocábulo, que abarca a globalidade das coisas.
(São Vicente de Léris – Séc V)

Para que você posso entender o que são os Livros Deuterocanônicos, é importante saber primeiro o que é o cânon e quais são os Livros Canônicos.

Cânon – É a lista de livros que estão na bíblia na ordem à qual encontramos hoje. Ou seja, é o catálogo de todos os livros inspirados. Precisamos sempre relembrar a você que foi a Igreja Católica quem definiu o Cânon Bíblico. Denominam-se livros canônicos os livros encontrados nas diversas religiões cristãs de um modo geral (católicos, ortodoxos e protestantes).

Os livros deuterocanônicos são os sete livros que existem na Bíblia Católica e que não existem na bíblia protestante. Além disso partes de outros dois livros também são considerados deuterocanônicos. Essa é a maior e a principal diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante. Todos esses livros estão incluídos no Antigo Testamento e não no Novo Testamento.

São eles:

1. Tobias
2. Judite
3. I Macabeus
4. II Macabeus
5. Sabedoria
6. Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá )
7. Baruc

Além disso, existem trechos de dois livros que são considerados canônicos.

1. Ester 10, 4-16
2. Daniel 3, 24-90 e ainda capítulos 13 e 14

Mas porque existe essa diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante? Isso veremos em breve.

Como saber se a minha Bíblia é católica ou protestante?

…Quando hereges nos mostram as Escrituras canônicas – nas quais o cristão crê e confia – parecem dizer: “Oh, ele está restrito”. Contudo, não cremos neles, nem abandonamos a Tradição original da Igreja, nem acreditamos em outras coisas que não nos foram trazidas pela sucessão existente na Igreja de Deus…
(Orígenes da Alexandria – Séc IV)

Até aqui, vimos o que é a Bíblia, qual a sua finalidade, vimos que ela é a Palavra do Deus vivo, que narra a Salvação de Deus a seu povo amado. Vimos que a Bíblia não erra e nem se contradiz. Vimos também que a Bíblia é um livro confiável que foi guardado através dos tempos por pessoas sérias e comprometidas com o Reino de Deus. O grande problema é que depois da Reforma Protestante, Lutero fez uma enorme confusão, retirando da Sagrada Escritura, sete livros. Isso depois de mais de um milênio.

Desde então, a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante são diferentes. Além destes sete livros, que vamos estudar mais adiante, existem outros aspectos que diferenciam uma bíblia da outra. Nesse trecho vamos entender o porque disso,  saber porque a Bíblia Católica é a mais confiável e verificar se a Bíblia que você tem em casa é católica ou protestante. É importante dizer a você, e eu preciso dizer isso, que embora não pareça, ter uma bíblia protestante ao invés de uma bíblia católica, se constitui em um certo risco para a sua fé. Mas não seria tudo a palavra de Deus?

Sim, mas a bíblia católica é a palavra de Deus seguramente traduzida e interpretada, com todos os livros que desde sempre foram interpretados como inspirados pela Igreja. Já as bíblias protestantes não tem essa segurança.

Para que você entenda as diferenças vamos enumerá-las:

1. Imprimatur – Esse termo significa “imprima-se”. Ele é dado sempre por um Bispo ou Cardeal, que depois que ler toda aquela tradução, deixa ali o atestado de que aquela tradução condiz com a Palavra que foi e é guardada por séculos e séculos. Ali, naquele imprimatur, você tem a certeza que a tradução foi corretamente feita, baseado naquilo que é atestadamente mais antigo e confiável. Isso não quer dizer que só foram Católicos que fizeram aquela tradução. A Igreja quando faz uma tradução procura os melhores especialistas. Por exemplo, existem traduções em que católicos, protestantes e judeus trabalharam juntos. Quando o resultado chega na mão do Bispo ou Cardeal, ele vai estudar tudo e dar a palavra final, ou seja: O imprimatur.

É importante saber que existem várias traduções confirmadas pela Igreja Católica (ou seja, todas com o imprimatur). Algumas são voltadas para um público mais simples, em que os tradutores optam por termos de mais fácil compreensão. Outras são voltadas para pessoas que desejam estudar a palavra. Eu particularmente gosto muito das versões da TEB e da CNBB (apesar de que a Bíblia mais aconselhável para estudo é a Biblia de Jerusalém).

Você pode encontrar o “imprimatur” logo nas primeira páginas da Bíblia. No caso da Bíblia da CNBB, a própria logomarca atesta a sua veracidade, tendo em vista que a CNBB é a Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil.

2. Histórico – Em todos os livros da Sagrada Escritura de uma Bíblia Católica, você vai encontrar um resumo histórico daquele livro. A Igreja Católica faz questão que haja esse resumo, para que o leitor possa se situar dentro do contexto histórico no qual esse livro foi escrito e assim evite interpretar aquele livro de uma forma errada.

Ali você vai ver em que ano aquele livro foi escrito, quem era o autor, como vivia o povo de Deus naquela época, e basicamente você encontra também ali os tópicos mais importantes. Além disso você tem uma série de informações sobre o gênero literário daquele livro e outras mais. Na Bíblia protestante nem sempre você encontra isso.

3. Rodapés – A Bíblia Católica tem no rodapé de cada página, explicações e referências de determinados versículos. Isso serve para sabermos os versículos que se relacionam, os significados de determinadas palavras e explicações de alguns trechos que possam parecer difíceis. É importante saber que se você tiver uma Bíblia tamanho grande (aquelas que geralmente uns católicos põem na estante aberta e só abrem para limpar), considerada bíblia de estudo, você terá maiores referências para pesquisa. A Bíblia Protestante não tem, pois acha que as pessoas que lêem a bíblia não precisam de ajuda.

Existe um quarto aspecto que já foi falado no Post Anterior (Podcast) que são os livros deuterocanônicos. Mas este merece um estudo a parte e com certeza vale a pena ficar ligado nos próximos posts.

Dominus Vobiscum

Podcast: A diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante

Com a graça de Deus trago para você mais um ensinamento aqui no Dominus Vobiscum. Neste post vamos estudar e conversar sobre o Cânon da Bíblia e a diferença que existe entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante. Como você já deve saber, a Igreja Católica foi quem definiu os livros do Novo Testamento e os adicionou aos do Antigo Testamento definindo a lista (ou seja, o Cânon) dos Livros inspirados. No entanto o protestantismo, preferiu excluir alguns livros. Saiba o porque disso, ouvindo o programa de hoje. Cantando para nós, está o meu querido irmão Ricardo Sá. Não posso deixar de informar que este podcast foi feito antes dea minha saida da comunidade Canção Nova. Portanto o endereço do blog apresentado é outro bem como outras informações ligadas a comunidade. Bom divertimento!

Entendendo as diferenças entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante

Quem discerniu a bíblia para que ela fosse como é hoje?

Não posso deixar de dizer de forma clara e direta: Se não fosse a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, não haveria a Bíblia tal qual conhecemos hoje. Coube a Igreja discernir quais livros eram inspirados pelo Espírito Santo e quas não eram. Isso porque ao longo do tempo, haviam diversos livros espalhados e tidos como inspirados. Muitos dos livros que existiam naquela época, eram motivo de confusão. Eles continham informações duvidosas, outros atribuidos a Apóstolos mas sem a certeza de que eram deles. A Igreja teve que discernir quais livros eram, e quais livros não eram inspirados. A Igreja quem discerniu que a Bíblia teria 73 livros. Para que se chegasse a essa certeza, a Igreja levou anos, na verdade alguns séculos. Como sempre, o que fez a Igreja? Estudou, debateu, rezou, conversou, para que se chegasse a um consenso. Foram diversos concílios regionais e alguns concílios universais para que se chegasse ao cânon que hoje temos em nossas casas. Veja parte dos trechos de alguns desses concílios:

“Fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome ‘Divinas Escrituras’. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja”.
(Concílios III e IV de Cartago – Séc IV e V Respectivamente)

Veja que nesse concílio regional, os católicos passaram a definir como Livros isnpirados os livros que temos na Bíblia. Temos ainda um outro concílio regional (ou seja, em um outro lugar) onde se fala a mesma coisa. Veja:

“Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome ‘Divinas Escrituras’. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João. Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários”
(Concílio Regional de Hipona – Séc IV)

Perceba que a primeira vista, até parece a mesma coisa. Mas não era. O Concílio de Hipona era um. O de Cartago era outro. Perceba que ele fala: Vamos consultar a Igreja do outro lado do mar. Isso para que você perceba que a Igreja não sai assim dando as respostas na base do tapa. A Igreja é prudente. Já no século V, encontramos uma carta do Papa Inocêncio I, onde ele diz que:

“Quais os livros aceitos no cânon das Escrituras, o breve apêndice o mostra: Cinco livros de Moisés, isto é, Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Um livro de Josué, filho de Num; um livro dos Juízes; quatro livros dos Reinos; e Rute. Dezesseis livros dos Profetas; cinco livros de Salomão; o Saltério. Livros históricos: um de Jó, um de Tobias, um de Ester, um de Judite, dois dos Macabeus, dois de Esdras, dois dos Paralipômenos. Do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos; quatorze epístolas do apóstolo Paulo, três de João, duas de Pedro, uma de Judas, uma de Tiago; os Atos dos Apóstolos; e o Apocalipse de João”
(Papa Inocêncio I de Roma – Séc V)

É importante que se perceba que a Igreja estudou. A Igreja faz o que as pessoas não querem. A Igreja esperou e foi paciente. Estudou. Refletiu. Rezou. Perguntou a Deus. A Igreja demora para tomar uma decisão e toma a decisão certa.

Outra coisa, não podemos nunca esquecer que a base para isso, os parâmetros utilizados pela  foi a Tradição Apostólica. Foi aquilo que fora ensinado verbalmente que serviu de parâmetro para que através da oração e do estudo se chegasse a um resultado final. Sem a tradição da Igreja não teríamos a Bíblia.

Foi a Tradição Apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deveriam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados. Esta lista completa é denominada “Cânon” das Escrituras. Ela comporta, para o Antigo Testamento, 46 escritos (45, se contarmos Jeremias e Lamentações juntos) e 27 para o Novo
(CIC 120)

Foi a Igreja Católica que deu a Bíblia esse cânon que conhecemos hoje. A Igreja “fundou” (discerniu) a Bíblia, e não o contrário. É um erro acreditar na Bíblia e não acreditar naquela que discerniu a Bíblia. É uma total falta de senso. Agora perceba que essa afirmação nos leva a uma outra verdade: Se foi a Igreja que discerniu a Bíblia, logo podemos perceber que apenas a Igreja e seu Magistério podem interpretá-la com fidelidade. A Igreja se baseia na palavra para ensinar, corrigir, exortar e conduzir seu povo. Indo com a Igreja, você não erra.

Eu não acreditaria no evangelho, se isso não me levasse a autoridade da Igreja
(Santo Agostinho – Séc IV)

Dominus Vobiscum

Quem discerniu a bíblia para que ela fosse como é hoje?

Podcast: Como interpretar corretamente os textos bíblicos?

Nos últimos posts eu havia falado sobre critérios essenciais para que os católicos levem em consideração, no momento de interpretar a Sagrada Escritura. Descobri que tinha um podcast também da época em que era missionário da comunidade Canção Nova onde havia falado sobre isso. Acho que você vai gostar de ouvir. Após este podcast, vamos começar um assunto bem interessante ainda sobre a palavra de Deus: Quem discerniu a bíblia para que ela fosse o que é hoje? Quem discerniu a ordem dos livros? Porque esses livros foram aceitos e outros não? Aguarde!

Orientações do Vaticano para uma leitura correta das Sagradas Escrituras

Além dos cinco pontos que citei no post [Que parâmetros devemos ter para ler as Sagradas Escrituras?] para uma leitura correta das Sagradas Escrituras, encontrei algumas observações interessantes na Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação divina, Dei Verbum, que recomenda três pontos ao se ler a Palavra de Deus:

1. Conteúdo e unidade da Escritura inteira – Quer dizer, não interpretar uma parte da Escritura fora do seu contexto integral. Muitas vezes um versículo só será bem entendido quando lido juntamente com outros.

Lembro-me de uma história que me contaram. Uma mulher estava com depressão, com vontade de morrer e resolveu “abrir a bíblia” para ver se havia um versículo que lhe desse uma direção. Ela abriu a bíblia e caiu no Evangelho…

Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se.
(Mt 27,5)

Óbvio que aquela Senhora assustou-se com a palavra. Resolveu pegar uma outra palavra. E veio esta:

…Vai, e faze tu o mesmo…
(Lc 10,37)

Portanto, não podemos analisar a Bíblia fora do seu contexto. Um velho jargão nos ensina que: Um texto fora do contexto vira pretexto. Eu não posso sair por ai, interpretando a bíblia do meu jeito. Não posso sair “abrindo a bíblia” e interpretando um versículo isolado sem ler o contexto da palavra.

2. A Tradição viva da Igreja – A interpretação da Palavra de Deus nunca pode estar em desacordo com a Tradição da Igreja e vice-versa. A Palavra e a Tradição nunca andam desalinhadas. A palavra dos Papas, Santos Padres da Igreja e seus doutores estão sempre de acordo com a Palavra.

3. Analogia da fé – Como havia dito antes. Uma parte da Bíblia nunca poderá estar em desacordo com a outra. Precisamos sempre verificar a coesão das verdades da fé entre si. Uma não pode ser oposta a outra, pois o Espírito Santo não se contradiz.

Dominus Vobiscum