Por um estado menos invasivo e mais cristão: A luta de Charlie Gard não acabou

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Oi pessoal! Pax Domini.

Fazia tempo que não escrevia aqui. A correria da vida acabou me tirando um dos grandes prazeres que tinha: escrever no Dominus Vobiscum. Mas hoje arrumei este tempinho por que me senti muito motivado a fazê-lo com o caso Charlie Gard.

Para quem não está por dentro do assunto, um breve resumo: Charlie Gard é um bebê diagnosticado meses atrás pelo hospital Great Ormond Street de Londres (Reino Unido) com a síndrome do esgotamento mitocondrial, uma doença genética rara que causa fraqueza muscular progressiva e pode levar à morte no primeiro ano de vida. A doença é tida como incurável pela medicina atual e o bebê passou muitos meses sob a dependência de aparelhos até que a justiça da Inglaterra (se é que se pode chamar essa porcalhada de justiça), ordenou que os aparelhos fossem desligados.

No entanto, existia nos Estados Unidos um estudo onde se desenvolvia uma espécie de tratamento alternativo e os pais do bebê tinham conseguido doações para levá-lo até lá. Travou-se ai uma verdadeira guerra nos tribunais que chegou até o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que deu a razão ao centro médico (na minha humilde opinião esse tal tribunal deveria riscar os direitos humanos do seu nome).

Na segunda-feira, Chris Gard e Connie Yates, os pais do bebê, anunciaram sua decisão de finalizar a longa batalha judicial que tinha empreendido para levar seu filho aos Estados Unidos, não por que houvessem desistido ou por que não tivessem ajuda (muitos institutos estrangeiros, incluindo o Hospital Pediátrico Bambino Gesù de Roma, ofereceram ajuda aos pais de Charlie). A questão é que com o tempo o mal de Charlie foi se agravando. Caso os pais da criança tivessem conseguido a liberação a tempo, havia uma possibilidade de êxito. No entanto, o tempo gasto nos tribunais não era favorável a Charlie Gard e o dano – ai sim – tornou-se irreversível.

“Muito tempo foi desperdiçado. Agora estamos em julho e o nosso pobre menino foi deixado só deitado em um hospital por meses sem nenhum tratamento, enquanto se travavam longas batalhas no tribunal (…). Charlie foi deixado para que sua doença se deteriorasse devastadoramente até o ponto sem retorno. Diante disso, disseram que, “como dedicados e amorosos pais de Charlie, decidimos que não é mais do melhor interesse dele continuar com o tratamento e deixaremos nosso filho ir e que esteja com os anjos”. (Pais de Charlie Gard)

O fato meus caros é que mais uma vez o estado interferiu negativamente em uma decisão familiar. O poder dado ao estado (no caso na Inglaterra, mas poderia acontecer em qualquer país), acende um alerta: Será que é bom ter um estado que decida quem deva nascer ou morrer? Será que é válido o estado ter o poder de decidir sobre a vida, o comportamento e a saúde dos nossos filhos? E se fosse o seu filho? Você não tentaria salvar a sua vida mesmo se houvesse 1% de esperança?

Talvez você argumente: Mas será que não seria melhor ter desligado logo os aparelhos? A criança não sofreria menos?

A questão meus caros é justamente essa: Primeiro que, enquanto tiver possibilidade, é obrigação lutarmos pela vida e esta possibilidade existia, porém não foi levada adiante em virtude de um médico orgulhoso e uma justiça injusta e infeliz. Segundo que no caso do desligamento dos aparelhos ser irreversível, não cabe a você, nem a mim, nem ao padre, nem ao juiz, nem ao estado e nem ao presidente decidir. Isso cabe unicamente aos pais. E eles não queriam desligar os aparelhos. Eles tinham condições de realizar a transferência da criança, tinham o desejo de fazê-lo, e tinham toda a disposição para viver este período ao lado do filho. Mas não foi possível por que a “justiça” se arvorou a ser Deus e decidiu quem deve viver ou morrer.

Por isso, dolorosamente aproxima-se o fim da vida de Charlie Gard. Mas a minha luta (e talvez a sua) para diminuir o poder do estado nas vidas famílias continua. Li em algum jornal que os pais dele farão com o dinheiro arrecadado uma fundação para ajudar crianças com esta doença. Porém isso não basta. É preciso que se repensem as leis que façam com que mais país repitam o sofrimento e a dor de ver seu filho perder a vida quando existe possibilidade de cura.

É justamente nessa hora que eu repito e bato na mesma tecla há mais de dez anos neste blog: Política e religião se misturam sim senhor. É mister eleger políticos éticos e que tenham princípios morais. E no nosso caso, políticos que, além de honestos, tragam o ponto de vista cristão para as assembleias, para o senado e para os tribunais.

A luta de Charlie Gard continua viva.
#SomosTodosCharlieGard

Dominus Vobiscum

Quando o tiro sai pela culatra

A apologia ao infanticídio atinge o limite do ridículo. Será? Duvido... (Foto Youtube)

A apologia ao infanticídio atinge o limite do ridículo. Será? Duvido… (Foto Youtube)

Recentemente os brasileiros (sobretudo os internautas) tiveram acesso a um pavoroso vídeo chamado “Meu corpo, minhas regras”. O vídeo foi criado após uma polêmica envolvendo um filme chamado “Olmo e a Gaivota”, que é um misto de documentário e ficção, que retrata o drama de uma atriz que se prepara para uma peça e descobre que está grávida. Depois de várias críticas a temática do filme (que faz uma apologia nua e crua ao aborto), alguns atores (a maioria globais) resolveram fazer um vídeo defendendo a tese de que o aborto é uma opção da mulher e não um crime.

O vídeo foi postado no Youtube é para a surpresa dos envolvidos no vídeo, ele definitivamente não agradou a maioria dos que assistiram e opinaram. Agora neste exato momento em que escrevo esta matéria, o famigerado vídeo tinha 577.219 visualizações. Um número embora expressivo, considerado até normal, se tratando de um vídeo polêmico. No entanto, o que me chama atenção é que destes que viram o vídeo 76.428 pessoas opinaram sobre ele, sendo 8.402 a favor e 68.026 contra.

Print da tela tirado no dia 08/11/2015 às 22h00.

Print da tela tirado no dia 08/11/2015 às 22h00.

No quesito visualizações, uma mesma pessoa pode simplesmente assistir várias vezes e cada vez que ela ver, conta uma visualização. Quem navega pela internet sabe que basta atualizar a página várias vezes que o contador anda. Mas no quesito “curtidas” a pessoa não pode curtir duas vezes, pois a curtida é referente o login da sua conta no youtube. E gente o número é de fato muito expressivo! Se fizermos uma conta simples, chegamos a conclusão de que 89% das pessoas que opinaram são contra o aborto. É uma goleada do tipo Alemanha 7 x 1 Brasil. Realmente o vídeo foi um tiro que saiu pela culatra.

Outros sites já falaram sobre como os movimentos abortistas tentam inseminar uma cultura de morte, querendo incutir na cabeça da população de que isso é uma escolha da mulher e que o aborto não pode ser tratado como um crime, mas não é sobre isso que quero falar aqui. Sobre isso aconselho os textos do professor Felipe Aquino no site da Canção Nova e no site da Cleofas.

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O que quero falar aqui é outra coisa: O Brasil não aceita o aborto! O brasileiro está dizendo há muito tempo não a cultura de morte! O brasileiro quer a vida, escolheu a vida e defende a vida! O Brasil não quer o infanticídio! O brasileiro de modo geral rejeita o aborto. Óbvio que existem brasileiros que defendem esta atrocidade, tanto que chegam a gravar vídeos e encher o saco da gente com essa conversa mole, mas a nossa população na sua maioria já se pronunciou: Vida sim! Aborto nunca!

Como diz o professor Felipe Aquino no site da Canção Nova:

A vida humana começa com o embrião; e isso é um dado científico. Segundo o maior geneticista do século XX, Dr. Jerome Lejeune, que descobriu a Síndrome de Down, o embrião é um ser humano pois nele já estão todas as mensagens da vida desta pessoa.

Meu corpo minhas regras?

Cada pessoa é dona do seu corpo, mas nunca do corpo de outra pessoa. A partir do momento da fecundação, na barriga da mulher passa a existir um novo ser, uma nova pessoa. Esta nova pessoa é indefesa, é frágil e luta para viver. Cabe a nós defender este ser que a cada dia vai se formando de tudo e de todos, inclusive da mãe que irresponsavelmente decide matar seu próprio filho. Isso não é escolha. Isso é infanticídio. Escolha é outra coisa. E antes que venham argumentar as mesmas balelas de sempre, olha as motivações que são apresentadas para que se tire a vida de uma criança:

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Assassinato hoje é cada vez mais banal… Infelizmente.

Porém vendo a repercussão negativa desta porcaria de vídeo nos cabe comemorar por que vemos que definitivamente o aborto não é bem-visto pela nossa sociedade e mesmo com a luta dos abortistas em mudar conceitos, vemos que eles não têm tido muito sucesso, uma vez que na internet a grande maioria dos usuários é jovem.

O tiro saiu pela culatra e não há nada que se possa fazer.
Que Nossa Senhora do Bom Parto livre o Brasil do Aborto!

Obs.: Se você não viu o vídeo não faça questão de ver. Dá nojo! Mas mesmo assim, se você tiver conta no youtube vai lá e clica na opção “descutir”.  Eu que não vou postar aquela porcaria aqui, mas se quiser ir lá clique aqui.

Dominus Vobiscum

O Papa, o índio louco e a cruz comunista: Pode ou não pode Arnaldo?

O mundo inteiro estranhou e se revoltou com o presente que o índio doido que os bolivianos chama de presidente deu ao Papa. E o Dominus Vobiscum não poderia de dar sua opinião.

O mundo inteiro estranhou e se revoltou com o presente que o índio doido que os bolivianos chama de presidente deu ao Papa. E o Dominus Vobiscum não poderia de dar sua opinião.

A ousadia dos comunistas aliada ao desejo de ofender os cristãos não tem limites e em geral propicia-nos a momentos toscos como este da foto acima. O assunto já está batido e debatido nas redes sociais de forma que vou apenas resumir o acontecido para prosseguir com o pensamento…

Em visita a Bolívia, o Santo Padre recebeu do presidente Evo Morales (aquele índio doido que os bolivianos chamam de presidente) essa coisa bizarra a quem chamaram de cruz, feita em forma da foice e do martelo (símbolo do comunismo). A cara do Papa Francisco mostra o grau de satisfação dele com o presente. E nem adianta diplomatas falarem: O pontífice não gostou. Se ele fosse brasileiro e nordestino talvez dissesse: “Mas que raio de bixiga lixa é isso? Queres arriar é velho?” Mas como o Papa é argentino, foi um pouco mais educado. Disse algumas palavras que cada um interpreta de um jeito. Como não falo espanhol, não entro no mérito…

Porém mais do que um presente de grego, ao meu ver, o presente é uma afronta a fé católica: Cristo sendo crucificado em uma foice e em um martelo, retrata o descaso da ideologia social-comunista para com o objeto mais sagrado do cristianismo que é a cruz. É preciso lembrar que o comunismo tem como um de seus pilares a destruição da fé católica. E antes que me chamem de radical ou venham tentar argumentar que não, transcrevo abaixo trecho do próprio Karl Marx afirmando efusivamente que o fim da religião é imprescindível para o crescimento do comunismo:

“Além disso, há verdades eternas, como a liberdade, a justiça, etc, que são comuns a todos os regimes sociais. Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a moral, em lugar de lhes dar uma nova forma, e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior.” (Karl Mark – Manifesto Comunista)

“A luta continuava a ser travada com armas filosóficas, mas já não se lutava por objetivos filosóficos abstratos; agora, tratava-se diretamente de acabar com a religião tradicional e com o Estado existente.” (K. Marx. F. Engels. Obras escolhidas. vol. 3. Rio de Janeiro, Editorial Vitória Limitada, 1963, p. 176)

Além do mais, sabemos que ao longo da história o socialismo e o comunismo (partindo do princípio que ambos tem a mesma raiz), já mataram mais de 100 Milhões de pessoas em todo mundo.

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Portanto o presente de extremo mal gosto estético e artístico não foi por acaso. Existe ali uma razão implícita de afronta ao Papa e consequentemente ao cristianismo no mundo todo. Não esqueçam que a própria Teologia da Libertação (uma tentativa de inserir a ideologia comunista na Fé Católica) tem um discurso que tenta reduzir a distância entre o céu e a terra usando como exemplo a cruz, e afirmando que temos que ser “menos verticais” e mais “horizontais”. Ou seja: Vamos derrubar o clero e ordem litúrgica e vamos fazer uma Igreja do jeito que agente quer e que agente gosta. Houve ali uma tentativa de minimizar a força do símbolo maior da nossa fé, que é a morte cruenta de Nosso Senhor Jesus Cristo e consequentemente a sua vitória contra a morte, ressuscitando no terceiro dia.

Óbvio que o presidente da Bolívia inventou uma desculpa para dar o presente (dizendo que foi uma obra de arte feita por um padre e blá,blá, blá…) querendo dar uma de João-sem-braço, pensando que enrola o mundo do jeito que enrola os bolivianos, mas sabemos a sua real intenção.

Sabemos também que o Padre Frederico Lombardi recentemente deu um depoimento em nome da Santa Sé colocando panos quentes na situação (e antes que crucifiquem o Papa ou o Vaticano, lembrem-se que a Santa Sé é um país e que portanto a diplomacia se faz necessária).

Mas como eu não sou diplomata e achei aquela coisa tosca, fruto de um tremendo mal gosto estético, além de uma afronta a minha fé, eu vou falar sem diplomacia: Sou católico e acho que aquilo ali não se dá pra ninguém. Foi uma afronta a fé e uma tentativa de ridicularizar a Igreja. Se eu como católico me senti ofendido, imagina o Santo Padre?

Agora vamos a história recente para mostrar que o presente não dado por acaso, mas ao contrário, foi mais uma tentativa de espezinhar a Igreja Católica de forma irônica e jocosa. Veja ele já fez umas palhaçadas assim antes. é reincidente amigos! Já levou cartão amarelo e já passou da hora de levar um cartão vermelho! Veja…

No início de seu governo em 2006, Evo se apresentava como líder ambientalista e evocava a divindade divina andina Pachamama (“Mãe Terra”). Mas no intuito de ganhar dinheiro seu discurso mudou. Recentemente ao autorizar a exploração de gás e petróleo em parques nacionais, Evo afirmou que as reservas florestais são apenas “invenções do Império Norte-Americano”. Resumindo: Ele não acredita em nada só no dinheiro e no poder como todo bom comunista.

Na sua posse, Evo Morales fez questão de começar as solenidades com um ritual ancestral indígena em um sítio arqueológico chamado Tiwanaku. Dilma participou do evento...

Na sua posse, Evo Morales fez questão de começar as solenidades com um ritual ancestral indígena em um sítio arqueológico chamado Tiwanaku. Dilma participou do evento…

Vale lembrar que por causa deste senhor, o Catolicismo deixou de ser a religião oficial da Bolívia. Com isso o ensino religioso foi abolido no país desde 2009 quando também afirmou:

“A Igreja Católica é um símbolo do colonialismo europeu e, portanto, deve desaparecer da Bolívia”.

Recordemos ainda que quando visitou o Vaticano em 2013, Evo Morales achando-se senhor do bem e do mal, e no direito de dizer o que a Igreja deve ou não fazer, entregou ao Papa Bento XVI uma carta pedindo o fim do celibato e a ordenação presbiteral de mulheres, dizendo que a Igreja precisa “democratizar e humanizar sua estrutura clerical”:

“A Igreja não tem que negar uma parte fundamental de nossa natureza como seres humanos e deve abolir o celibato. Assim haverá menos filhos e filhas não reconhecidos por seus padres”…

Moral da história: Evo Morales ofendeu e no fim da história ficou feio pra ele, porque é ridículo ofender um visitante da forma que ele fez com o Papa. Isso mostra o caráter deste homem, e da ideologia a qual ele pertence e milita. Também mostrou que o comunismo, ao contrário do que alguns dizem está mais vivo do que nunca e que a América do Sul está cheio de gente que pensa assim e que já dominou boa parte dos governos sul-americanos. Se o Papa continuar visitando os “hermanos” da América do Sul é capaz de receber coisa pior: Quem sabe até uma… mandioca!

Não pensem que o índio pachamana é o único: O presidente da Venezuela é comuna, da Argentina também, do Uruguai, do Chile, do Brasil… Quem sabe esta viagem do Papa não sirva para abrir os olhos dos cegos que não perceberam ainda que a América do Sul está se tornando uma América Social-Comunista? Quem sabe não sirva para que alguns católicos que ainda agonizam na tal Teologia da Libertação não vejam o perigo disso para nossa fé? Afinal de contas, há males que vem para o bem…

Dominus Vobiscum

Formações para o dia de Corpus Christi

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Você sabe a Origem da Solenidade de Corpus Christi?

Hoje é um dia muito importante para nós católicos: Dia de Corpus Christi. Mas você sabe a origem dessa data? Sabe o que esta festa representa? Assista ao vídeo e comente se desejar. Você sabe a Origem da Solenidade de Corpus Christi

Corpus Christi:: Um ensinamento dos Padres do Deserto

Hoje, dia de Corpus Christi, quero deixar a todos os irmãos que visitam este blog, como presente, este ensinamento dos Padres do Deserto sobre o Corpo e o Sangue de Cristo. Não tenho a data certa, mas tendo em vista ter sido a história dada como crédito aos Padres do Deserto, acredito que tenha ocorrido […]

Corpus Christi:: Monsenhor Jonas Abib nos fala sobre os mistérios eucarísticos

Existem vídeos que mesmo antigos, são muito atuais. O vídeo que postei abaixo é um exemplo disto: Monsenhor Jonas Abib nos fala sobre os Mistérios Eucarísticos. É um vídeo para assistir várias vezes, seja pelo ensinamento rico, seja para matar as saudades de ver este querido sacerdote falando conosco!

Por que Nossa Senhora sempre que aparece fala mal do comunismo?

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Deus me fala de formas muito diferentes. É assim comigo, com você e com qualquer um de nós que se deixa conduzir por Ele. Isso não nos faz melhores ou piores. É que Deus usa dos fracos para confundir os fortes, e no fim das contas, acabamos por fazer o óbvio: Dar Glória a Deus por tudo e em todos os momentos.

Quem me conhece e acompanha meu facebook pessoal, sabe da crescente preocupação que tenho com relação aos rumos que a política do nosso país tem tomado: Uma política ideológica que exclui os valores cristãos do seio da sociedade. Pois bem, hoje estudando um pouco sobre Nossa Senhora das Graças, de pesquisa em pesquisa, acabei chegando a diversos sites que acabaram por me responder uma pergunta clássica: Por que em tantas aparições de Nossa Senhora, ela mesma nos alerta sobre o perigo do comunismo? Será que o comunismo (e as suas variações mais modernas como o socialismo) são tão más assim ou é coisa de católico radical, fundamentalista e conservador? Ou será Nossa Senhora mentirosa? A resposta eu lhe dou em alguns fatos:

Fato 1: Outubro de 1917

Comunistas russos realizam o golpe de estado e tomam o poder. Uma das primeiras ações dos soldados vermelhos foi apossar-se de uma imagem de Nossa Senhora — de vários séculos de antiguidade, da feliz época em que a Rússia ainda era católica — e furar-lhe os olhos. A imagem encontrava-se na parte posterior da catedral ortodoxa (cismática) de São Basílio, na Praça Vermelha. Logo depois colocaram na boca do menino Jesus um cigarro, como símbolo de desprezo e irreverência. [Link original aqui]

Fato 2: 29 de julho de 1936

Berja, sul de Espanha. Comunistas espanhóis atacam um santuário de Nossa Senhora. Jóias e objetos de valor tinham sido previamente retirados pelos fiéis, como medida de proteção. Os vermelhos pegaram todos os móveis que conseguiram, fizeram uma pequena fogueira e colocaram sobre ela a imagem da Virgem, destruindo-a completamente. Como não conseguiram destruir uma pintura representando os milagres de Nossa Senhora, que se encontrava no teto, crivaram-na de balas. Depois disso, transformam o santuário em curral para gado. [Link original aqui]

Fato 3: 6 de dezembro de 2003

Caracas, Venezuela. Manifestantes comunistas, partidários do presidente Chávez, tomaram a praça Altamira, na capital, onde os oposicionistas se reuniam em torno de imagens de Nossa Senhora. Em abominável sacrilégio, jogaram as imagens ao chão, fizeram sobre elas suas necessidades fisiológicas e chegaram ao cúmulo de simular a realização de ato sexual com elas. O então vice-presidente do país, presente no local, não tomou nenhuma providência para evitar a diabólica profanação. [Link original aqui]

Fato 4: 21 de junho de 2007

China. Um decreto oficial do governo comunista ordenou a demolição com dinamite do santuário de Nossa Senhora do Monte Carmelo, em Tianjiajing. A imagem da Santíssima Virgem, de cem anos de antiguidade, deveria ser destruída, e também as estações da Via Sacra. Devido à pressão internacional, os atos sacrílegos foram, por ora, adiados, mas os católicos foram proibidos de realizar qualquer manifestação, peregrinação ou função religiosa no local. [Link original aqui]

Exemplos como os anteriores poderiam contar-se às centenas. São países diferentes, épocas diversas, culturas distintas, mas o ódio é o mesmo. Vem desde o início do regime comunista na Rússia.

Maria é a Rainha dos anjos e o terror dos demônios. A Virgem, pelo simples fato de existir, presta uma imensa glória a Deus e anima todos aqueles que desejam ser de Deus. Além disto, Ela é a medianeira universal de todas as graças, com as quais ilumina a inteligência, fortalece a vontade e estimula a ação dos fiéis na luta da luz contra as trevas. Ora, se Nossa Senhora é medianeira das Graças de Deus e os comunistas a combatem veementemente, de que lado eles estão? Quem é o inimigo sobrenatural da Santíssima Virgem Maria?

São Luís Grignion de Montfort, ensina:

“Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até o fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio”. (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Ed. Vozes – 6a Edição, Petrópolis, 1961, p. 54.)

Porém existe um outro aspecto: A natureza da Virgem Maria.

Veja, Maria é real. Maria existe. Ela é uma pessoa assim como você e eu. E age muitas vezes por meio de suas aparições, várias delas bem conhecidas, como em Fátima, outras ainda desconhecidas por diversos motivos. Ela atua segundo a sabedoria de Deus, para promover e ensinar os caminhos de Deus aos homens. Ao contrário da luta de classes promovidas pelos ideais marxistas, a Virgem nos inclina ao amor ao próximo e à harmonia social. Isso é da natureza da Virgem. Esta Nela e assim permanecerá por todo sempre. Portanto se a doutrina marxista prega a divisão, Maria prega a unidade. Se o comunismo prega a luta de classes, Maria prega a paz entre os povos. Não dá para conciliar água e óleo, pois eles jamais se misturam.

A inveja marxista opõe-se à virtude da humildade e ao desprendimento dos bens da Terra. Ao espírito de revolta, de punho erguido, opõe-se a resignação ante os desígnios divinos. Contra a impureza, a blasfêmia, a preguiça, o gosto pela imundície e pelo chulo, Nossa Senhora representa para nós um modelo de Virgem puríssima, de espírito elevado, que vive para louvar a Deus. Ela ama a pobreza digna e sublime como a riqueza desprendida e dadivosa, sempre realizando aquilo que mais glória dá ao Criador.

Eis ai o grande motivo do ódio dos comunistas contra Nossa Senhora.

Dominus Vobiscum

Estudo sobre a Igreja Católica: Por que dizemos que Cristo é a cabeça da Igreja?

Chamamos a Igreja de Corpo Místico de Cristo. Esta definição tem base no que a Igreja Católica Apostólica Romana desde os seus primórdios entende ser o plano de Deus para nós. Santo Agostinho, um dos primeiros bispos da Igreja e depois santo e doutor assim dizia:

“Congratulemo-nos, pois, e demos graças pelo fato de nos termos tornado não apenas cristãos, mas o próprio Cristo. Compreendes, a graça que Deus nos fez, dando-nos Cristo por Cabeça? Admirai e alegrai-vos: nós tornamo-nos Cristo. Com efeito, uma vez que Ele é a Cabeça e nós os membros, o homem completo é Ele e nós […]. A plenitude de Cristo é, portanto, a Cabeça e os membros. Que quer dizer: a Cabeça e os membros? Cristo e a Igreja” [Santo Agostinho, In Iohannis evangelium tractatus 21, 8: CCL 36, 216-217 (PL 35, 1568)]

O Catecismo da Igreja Católica (dos parágrafos 792 a 795) nos ensina que Cristo e a Igreja são, pois, o “Cristo total” (Christus totus). A Igreja é una com Cristo. Isto é de uma beleza e grandiosidade que não tem tamanho. O apóstolo Paulo usa esta expressão para falar sobre Jesus Cristo:

“Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem Nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas.” (Cl 1,18)

O Catecismo ainda afirma que Ele é o Princípio da criação e da Redenção. Elevado à glória do Pai, tem em tudo a primazia, principalmente sobre a Igreja, por meio da qual estende o seu reinado sobre tudo quanto existe.

Esta comparação de Jesus Cristo e a Igreja com a cabeça e o corpo é realmente impressionante! Quando paramos para imaginar que a cabeça é o principal órgão do nosso corpo, ou pelo menos o que nos diferencia dos animais irracionais, é possível fazer uma série de analogias, e delas extrair grandes ensinamentos para nós.

Jesus Cabeça – Liderança.

Comumente dizemos que quando alguém “lidera” algo, ele é o cabeça. Neste caso, o termo “cabeça” consiste em liderança. Jesus é o líder supremo e soberano da Igreja Católica Apostólica Romana. Porém para nós esta liderança é um pouco mais que isso. Ele é o modelo ao qual devemos seguir. É aquele com quem devemos parecer dia a dia. Jesus é aquele que devemos imitar. Ser cristão nada mais é do que imitar a Cristo no dia a dia…

A cabeça pensa. O corpo reage.

Assim como cérebro humano dita o que o restante do corpo deve fazer, Cristo – Cabeça da Igreja – diz ao restante do Corpo o que ele deve fazer, onde e como o corpo deve caminhar. É claro que Ele não aparece a todos e fala a todos. Sua voz se faz ouvir pelo Magistério da Igreja. Se o corpo não responde aos comandos do cérebro, dizemos que ele está doente. Da mesma forma, dizemos que o membro do corpo que não responde a Cristo está em desacordo com a fé.

A cabeça forma. Transforma o corpo.

A cabeça transforma o corpo. Ela comanda. E quando o corpo responde, acontece a transformação. Não é verdade que os médicos dizem que para emagrecer é preciso querer? Também não afirmam que para sair da droga é preciso força de vontade? Da mesma forma, quando o corpo obedece a cabeça que é Cristo, acontece uma transformação: O corpo é introduzido nos mistérios da vida de Cristo e assim associado aos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, unidos à sua paixão para ser unidos à sua glória.

A cabeça alimenta o corpo.

Na cabeça está o cérebro que pensa e a boca que alimenta. Por isso dizemos que Cristo distribui ao seu Corpo – que é a Igreja – o alimento que é o seu corpo, e ao mesmo tempo os dons e os serviços pelos quais mutuamente nos ajudamos no caminho da salvação.

“Cabeça e membros são, por assim dizer, uma só e mesma pessoa mística.” (São Tomás de Aquino, Summa theologiae 3, q. 48, a. 2, ad 1: Ed. Leon. 11, 464.)

Devemos ser gratos a Deus por ter a oportunidade de fazer parte do Corpo Místico de Cristo. Continuamos no próximo post!

Pax Domini

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus? | Quais as características do povo de Deus? | Quando somos sacerdotes, profetas e reis?

Estudo sobre a Igreja Católica: Quando somos sacerdotes, profetas e reis?

Precisamos entender bem quando dizemos que o povo de Deus é um povo de sacerdotes, profetas e reis.

Depois de tanto tempo na Igreja é normal observarmos alguns absurdos ensinados em movimentos, pastorais e até em homilias. Um erro gravíssimo que encontro é quando o palestrante ou pregador ensina aos fiéis presentes a noção que ser “Filho de Deus” é algo que impõe uma determinada posição de destaque, privilégio ou superioridade. É fato que muitas vezes esta impressão é passada para “elevar a estima” dos fiéis que tantas vezes está meio derrubada devida a tantos problemas, mas mesmo assim, na maioria das vezes o tiro sai pela culatra e as pessoas acabam acreditando que por serem “filhos e filhas de Deus”, elas tem alguma espécie de privilégio espiritual, ou acham que por serem “filhos e filhas”, Deus tem a obrigação de lhes dar o que precisam na hora que desejam…

A primeira coisa que devemos entender é que todo ser humano se torna filho ADOTIVO de Deus, quando passa a fazer parte do seu Corpo Místico através do Sacramento do Batismo. E isto acontece não pelo mérito da pessoa, mas pela misericórdia de Jesus Cristo que morreu por nós, e nos fez parte de seu Corpo. Ora, se Jesus é a cabeça da Igreja e Deus é Pai da “cabeça”, também é Pai do Corpo. Logo, quando nos tornamos cristãos através do batismo, somos que “enxertados” nesta filiação. Para um pai que adota uma criança, é fato que ele a considera como um filho de sangue, mas sabemos que no caso de Deus, a adoção não nos torna “deuseszinhos”. Não é que Deus agora tenha milhões de filhos. Ele tem um- Jesus Cristo – e nós somos filhos porque fazemos parte do seu corpo (que é a Igreja).

Se existe um sentimento que devemos expressar ao mundo por sermos filhos de Deus, este sentimento é de GRATIDÃO. Devemos sim, ser eternamente agradecidos a Jesus Cristo por esta filiação divina. O cristão católico não tem o direito de exigir nada de Deus alegando ser seu filho. Também não devemos nos sentir superiores aos outros irmãos por que fomos agraciados com esta dádiva. Devemos ao contrário, amá-los e ajudá-los a encontrar o caminho de Deus, para que eles também se tornem seus filhos.

Outro erro comum que encontramos em diversos ensinamentos pastorais é quando se diz que o povo de Deus é um povo de sacerdotes, profetas e reis. Sim de fato o somos. Porém muitas vezes os ensinamentos que nos dão a este respeito são ensinamentos errados, que precisam ser corretamente explicados. E é isso que gostaria de falar com você agora, definindo todos os termos e colocando os pingos nos “i”.

Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu “sacerdote, profeta e rei”. Todo o povo de Deus participa destas três funções de Cristo, com as responsabilidades de missão e de serviço que delas resultam. (CIC§ 783)

Nós como Corpo Místico de Cristo, participamos enquanto povo das três funções que o Pai deu a Jesus Cristo pelo Espírito Santo. É importante que se diga, que nós até somos um povo de sacerdotes, profetas e reis, mas isso se dá quando participamos ativamente do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Sacerdotes – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto sacerdotes, quando a partir do momento em que somos batizados nos consagramos para sermos uma casa espiritual e um sacerdócio santo. Somos um povo de sacerdotes quando oferecemos ao Senhor sacrifícios espirituais para a nossa santificação enquanto pessoas e enquanto comunidade (Igreja).

Existem pessoas que usam este termo para tentar clericalizar tudo e querer que nós leigos façamos as funções dos sacerdotes. O padre tem uma missão particular e não cabe aos leigos excuta-las. Leigo é leigo e padre é padre. Ponto final. Mesmo que um padre queira que o leigo execute esta ou aquela função (que cabe unicamente ao sacerdote) alegando que você pode ser sacerdote, profeta e rei, isto está errado.

Você enquanto povo de Deus se torna um sacerdote, quando você durante o seu dia oferece orações a Deus, quando você ao passar por um determinado sacrifício no seu dia, não esmorece e ao contrário, entrega aquele sacrifício ao Senhor e quando você resiste a uma tentação e permanece distante do pecado, ofertando aquela luta interior ao Senhor como ato do seu amor.

Profetas – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto profeta quando aderimos à fé transmitida aos santos de uma vez por todas de forma completa, e ao invés de questionarmos a doutrina católica, buscamos encontrar nela as respostas e nos aprofundamos no conhecimento da mesma, nos tornando então testemunhas de Cristo no meio deste mundo.

Não somos um povo profético por que saímos por ai anunciando o fim do mundo. Isto é maluquice. Não somos profetas quando saímos por ai apontando os defeitos dos outros. Isso é coisa de fofoqueiro. Não somos profetas porque saímos por ai denunciando as injustiças dos ricos com os pobres e promovendo greves, badernas e quebra-quebra. Isso é coisa de socialista.

Podemos até dizer aos irmãos que não sabemos o dia em que o Senhor irá chegar e que é prudente se preparar porque este dia pode ser amanhã. Podemos também fazer, USANDO DE CARIDADE, uma correção fraterna indo DIRETAMENTE ao irmão e lhe mostrando o que a fé católica lhe diz sobre este ou aquele ato. Podemos (e devemos) cuidar dos pobres, mas não unicamente deles. E em todos os momentos devemos usar o amor, e não atitudes de ódio e revolta.

Enquanto povo de Deus profético, somos chamados a conhecer a doutrina, aderir a ela com fé e mostrar com a vida que somos de Deus.

Reis – Participamos da missão de Jesus Cristo enquanto Rei na função real de Cristo, Rei e Senhor do universo, que se fez o servo de todos, pois “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate pela multidão” (Mt 20, 28). Para o cristão, reinar é servi-Lo, em especial nos pobres e nos que sofrem, nos quais a Igreja reconhece a imagem do seu Fundador pobre e sofredor. O povo de Deus realiza a sua dignidade real na medida em que viver de acordo com esta vocação de servir com Cristo.

Não podemos pensar que por sermos com Cristo reis em sua função real, temos que ter regalias, confortos e bens. Isto não é verdade! É certo que pela graça de Deus haveremos de ter bens materiais, momentos de alegria, descanso e conforto. Mas isso devido a nossa luta, ao nosso trabalho, a nossa maneira de organizar as finanças, a diversos outros fatores. Mas não pelo fato de sermos Filhos de Deus, ou vivemos o Sacerdócio Régio de Cristo. E não sou rico e não sou menos filho de Deus do que aqueles que são. Quem segue por este caminho acabará se revoltando com Deus e com os irmãos. E Deus não quer este tipo de coisa para nós.

Para ser rei com Cristo é necessário ser servo. Simplesmente isso!

Espero que este texto tenha elucidado para você alguns pontos importantes sobre a missão do povo de Deus enquanto sacerdotes, profetas e reis. Esero que você continue visitando nosso blog e lembramos que você pode deixar o seu comentário (desde que coloque o nome e o email).

Deus abençoe você e até o próximo post!

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus? | Quais as características do povo de Deus?

Estudo sobre a Igreja Católica: Quais as características do povo de Deus?

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Olá! Ontem começamos um novo estudo: Vamos falar da Igreja enquanto Povo de Deus. No post anterior dissemos que Deus quis salvar os homens, mediante a criação de povo e não de maneira isolada. Dissemos também que Ele escolheu inicialmente um povo, mas que com a vinda de Cristo, este povo passou a ser formado por judeus e pagãos, mediante a sua fé em Jesus Cristo. Bom isto é um breve resumo. Se desejar, leia o texto anterior antes de prosseguir!

Hoje vamos dar mais um passo no nosso estudo e falar das características do Povo de Deus. Eu achei isso muito interessante e gostaria de partilhar com vocês. O Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 782 cita alguns pontos que precisam ser observados. São eles:

1. Deus não é propriedade de nenhum povo.

Este é um ponto interessante e talvez o mais importante a ser dito. Nenhum povo é “dono de Deus”. Ao contrário, Deus é que adquiriu e constituiu um povo que se torna povo mediante o seu Filho Jesus Cristo, que faz este povo “raça eleita e nação santa”.

2. Quem faz parte deste povo?

Os membros do povo de Deus não são apontados pelo seu nascimento físico, cor da pele, nacionalidade ou outra característica qualquer. Para ser membro do Povo de Deus é necessário “nascer do alto, da água e do espírito” (Jo 3, 3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. Isto é muito importante para nós católicos: O batismo é primeiro passo para que alguém se torne membro deste povo.

3. Quem é o cabeça, o chefe deste povo?

O Povo de Deus é a Igreja (e quando eu falo Igreja eu falo da verdadeira – A Igreja Católica Apostólica), que tem por cabeça (chefe) Jesus Cristo. Assim como a Igreja é o povo de Deus, ela também é chamada de Corpo Místico de Cristo. Por isso afirmamos que Jesus é a cabeça e o seu povo é o corpo místico. Antigamente quando alguém era ungido, o óleo santo era derramado sobre a cabeça da pessoa. Da cabeça, o óleo descia para o restante do corpo. Da mesma forma, da cabeça que é Jesus, flui a unção do Espírito Santo para o resto do corpo.

4. Chamados a liberdade de Filhos de Deus.

O povo de Deus é chamado primeiramente a liberdade dos Filhos de Deus. É preciso entender que esta liberdade não é a mesma que o mundo nos oferece onde tudo pode. Isso é libertinagem. A liberdade dos Filhos de Deus consiste em livremente e conscientemente fazer a vontade de Deus, obedecendo aos seus ensinamentos e cuidando do seu corpo, alma e espírito como um templo no qual reside o Espírito Santo.

5. O Povo de Deus obedece a uma Lei.

O povo de Deus é chamado primeiramente a amar como Jesus amou. Isso quer dizer: Ajudar, servir, promover e perdoar os outros membros do povo de Deus e àqueles que ainda não fazem parte deste povo. Em outras palavras: Somos chamados a amar! Muito embora esta lei seja bonita e talvez até poética, é uma lei dura demais para ser vivida. Não é fácil viver o amor na prática, pois isto requer uma convivência diária, perdão constante e um eterno recomeçar. Como dizia um grande amigo meu: “Quem pensa que é fácil está enganado”. Porém é uma aventura para corajosos que tem no coração o desejo de ser inteiramente de Deus.

6. A missão do Povo de Deus.

A missão do povo de Deus é ser sal na terra e luz no mundo. O povo de Deus é chamado a ser sinal de unidade, esperança e salvação. Somos chamados a ir contra a correnteza do mundo, fazendo as nossas escolhas à luz de Cristo. Nossa missão é mostrar ao mundo que é possível, que tem jeito, que podemos ser felizes mesmo em meio a tanta infelicidade que existe.

7. Sua pátria. Seu destino.

O povo de Deus é chamado a caminhar rumo ao seu destino último: O Reino de Deus, que começa aqui e que será consumado no fim dos séculos. Embora o povo de Deus viva em uma pátria nesta terra, o povo de Deus tem como pátria a Jerusalém Celeste. Por isso dizemos que somos “cidadãos do céu”.

Jesus Cristo chama todos os homens e mulheres para fazer parte do seu Povo Eleito. E não nos custa muito: Basta apenas querer! Aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador, visitar a Igreja da sua paróquia, participar da Santa Missa frequentemente, buscar os sacramentos e conversar com outros católicos sobre este desejo são os primeiros passos que devemos dar.

Espero que você tenha gostado do texto! Deus abençoe e até a próxima!

Leia também: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus?

Estudo sobre a Igreja Católica: Por que dizemos que a Igreja é o povo de Deus?

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Comumente ouvimos a expressão “Povo de Deus” quando alguém se refere às pessoas que frequentam a Igreja. Mas será que o termo é justificado? Será que de fato o povo de Deus diz respeito unicamente as pessoas que vão a Igreja? De onde vem esta expressão?

No blog Dominus Vobiscum que você acabou de acessar, fazemos um contínuo estudo do Catecismo da Igreja Católica, com o objetivo de partilhar com você aquilo que a doutrina da Igreja Católica ensina de uma forma mais simples, sem tantas palavras rebuscadas para facilitar o entendimento de todos. Neste momento estamos estudando especificamente a nossa Igreja, seus termos e expressões. Eis que chega a hora de entender a expressão “povo de Deus”.

Para entender o significado desta expressão, é preciso antes de tudo entender o plano de Deus para a humanidade. O catecismo nos ensina que Deus quis salvar os homens desde o momento em que o pecado entrou no mundo. E para isso Ele com toda a sua inteligência e sabedoria pensou na melhor maneira de fazer isso e chegou a conclusão que ele não deveria realizar esta salvação de forma isolada, mas constituindo os homens em um só povo. O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz no parágrafo 153:

“A Igreja é o povo de Deus porque aprouve a Deus santificar e salvar os homens não isoladamente, mas constituindo-os num só povo, reunido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

Esta afirmação é tão verdadeira que se tomamos a Bíblia para fazer um estudo sobe o tema, não precisamos ir muito longe para ver que o próprio Deus inicialmente escolheu Israel para ser o seu povo e estabeleceu com ele uma aliança. Quanto mais vamos estudando e avançando na Bíblia, vemos que Deus não desistiu deste povo. Ao contrário, instruiu-o progressivamente, foi mostrando a ele a sua vontade ao longo do tempo e tornando este povo um povo santo.

Porém este povo se tornou mais numeroso com a vinda de Jesus Cristo. Ele que é a Nova Aliança, fez com que judeus e pagãos que se voltaram a Cristo, se tornassem um só povo. Se o povo de Israel se constituía povo pelos laços de sangue, o povo de Deus após a vinda de Cristo se torna povo através de laços espirituais. É o Espírito Santo que faz com que as pessoas de diferentes lugares, povos, raças e nações se tornem um só povo: O Povo de Deus!

É importante dizer que a expressão “povo de Deus” não pode ser usada para justificar pessoas perfeitas e imaculadas. O povo de Deus está a caminho e, portanto é um povo cheio de defeitos como qualquer outra pessoa. A pessoa se torna “Povo de Deus” justamente quando decide assumir Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e seguir os seus ensinamentos, vivendo os sacramentos e fazendo parte do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. A pessoa não se torna povo de Deus por estar isenta de pecados. Ninguém tem a obrigação de ser perfeito para fazer parte do povo de Deus, afinal Jesus mesmo disse que veio para os pecadores e não para os santos. Porém para fazer parte do povo de Deus é necessário querer ser melhor e ir dando passos, cada um no seu tempo e respeitando seu próprio processo de caminhada.

Portanto, o povo de Deus não é constituído de santos e perfeitos, mas de homens imperfeitos que buscam a perfeição.

No próximo texto sobre o assunto, iremos estudar as principais características do povo de Deus. Se você ainda não faz parte deste povo lindo, seja bem-vindo! Se você já faz parte do povo de Deus em seu Corpo Místico que é a Igreja, Deus te abençoe! É sempre bom encontrar os irmãos aqui neste blog!

Pax Domini

Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: Sacramento universal de salvação

Igreja Católica

A missão da Igreja é divina: Anunciar e instaurar no meio de todos os povos o Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo até a sua volta. Por isso podemos dizer que ela é na tera o germe do Reino de Deus.

Entendemos o germe como embrião, como a parte da semente que dá origem a planta jovem, como a causa ou origem de alguma coisa. É certo que sabemos que Jesus é a origem de tudo. Mas sabemos que no embrião repousa o DNA daquilo que há de ser. Na Igreja Católica Apostólica Romana, repousa o DNA de Cristo.

O Reino de Deus começa na Igreja e depois se espalha para os quatro cantos da terra. A Igreja é o “start” para a implantação o Reino de Deus. E com isso não quero dizer do espaço físico das igrejas e capelas, mas da Religião Católica Apostólica Romana. A Igreja quanto espaço físico é importante para que os homens se reúnam para prestar culto a Deus. É importante porque ali repousa o Cristo sob a forma do Pão e do Vinho – Santíssimo Sacramento. É importante por que é lá que recebemos a Santíssima Eucaristia que é o alimento para a nossa caminhada rumo a Jerusalém Celeste.

A igreja (espaço físico) não é importante por causa apenas da comunidade. Não é importante para fazermos meros contatos sociais e comerciais. AIgreja não é (e nem pode ser) uma ONG e muito menos um sindicato ou associação de moradores. Não é isso que faz a igreja ser igreja e portanto germe do Reino de Deus. A partir do momento em que os homens a ela se dirigem para prestar culto a Deus, a igreja se torna semente de um mundo novo, pois o visível e o invisível se unem. Ali acontece o mistério salvífico do Pai. Na igreja (espaço físico) que vemos, se torna Igreja quando o aspecto místico e espiritual está presente. Isto é um mistério de fé.

“A palavra grega mysterion foi traduzida em latim por dois termos: mysterium e sacramentum. Na segunda interpretação, o termo sacramentum exprime prevalentemente o sinal visível da realidade oculta da salvação, indicada pelo termo mysterium. Neste sentido, o próprio Cristo é o mistério da salvação: ‘Nem há outro mistério senão Cristo. A obra salvífica da sua humanidade santa e santificadora é o sacramento da salvação, que se manifesta e actua nos sacramentos da Igreja (que as Igrejas do Oriente chamam também os santos mistérios)’. Os sete sacramentos são os sinais e os instrumentos pelos quais o Espírito Santo derrama a graça de Cristo, que é a Cabeça, na Igreja que é o seu Corpo. A Igreja possui, pois, e comunica a graça invisível que significa: e é neste sentido analógico que é chamada ‘sacramento'”. (CIC§774)

Por isso afirmamos sem medo que a Igreja Significa sinal, instrumento da reconciliação e da comunhão de toda a humanidade com Deus, e da unidade de todo o gênero humano. Nela, esta unidade já começou, pois reúne homens de toda a nação, raça, povo e língua.

Eu não sei se você já viveu a experiência de participar de uma Santa Missa no Rito Romano em outra língua que não a sua, seja no inglês, n espanhol, no alemão ou até no latim. Eu vivi esta experiência já e foi muito legal perceber que ainda que eu não soubesse a língua em que a missa estava sendo celebrada, eu sabia distinguir todos os momentos vividos na Santa Missa. Isso por que o Rito é o mesmo! Na Santa Missa todos podem celebrar juntos, viver a fé em harmonia. Nada impede a Igreja de ser sinal do Reino de Deus.

A Igreja é, ao mesmo tempo, sinal e instrumento da plena realização desta unidade, que ainda há de vir. Se você é católico, alegre-se: Você faz parte de uma instituição criada por Deus, linda e cheia de riquezas!

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Livro Maria Sempre Virgem e SantaVeja também o livro do Cadu (Administrador do Blog Dominus Dominus Vobiscum): Maria Sempre Virgem e Santa. Nele você vai encontrar ensinamentos seguros da doutrina da Igreja a respeito da Santíssima Virgem Maria, além das orações mais tradicionais da nossa Igreja à Virgem Mãe de Deus. Vendas apenas pela internet nos sites Clube de Autores e Agbook. Um livro para quem deseja ser mais íntimo de Nossa Senhora.