A GRAÇA DA PACIÊNCIA

ImagemNestas últimas semanas, Deus está provando a fé e paciência de minha família, inclusive a minha! Acho que nunca rezamos tanto pelo mesmo objetivo.

Supreendemos-nos com a internação de meu pai, e ainda estamos esperamos a sua recuperação, mas já entendemos que Deus quer testar nossa paciência, fé e união. Estamos pedindo à Deus, especialmente,  muita paciência.

Assim, hoje quero compartilhar uma oração que temos rezado constantemente pedindo a paciência! Através dela recebemos essa graça, pois toda a família é ansiosa, impaciente! Ao mesmo tempo que ela nos mostra Deus falando conosco, entregamos e confiamos à Deus nossas ansiedades e inquietudes. Rezemos:

Paciência Filho, se empreendes com serenidade o caminho de Deus, prepara a Tua alma para as provações que virão.Senta-te pacientemente diante do umbral de sua porta aceitando com paz os silêncios, ausências e tardânças as quais Ele queria submeter-te, porque é no crisol do fogo onde se purifica o ouro.

Senhor Jesus, desde que passaste por este mundo tendo a paciência como vestimento, o distintivo, ela é a rainha das virtudes, é a pérola mais preciosa de Tua coroa. Dá-me a graça de aceitar com a paz essencial gratuidade de Deus, o caminho desconcertante da graça e as emergências imprevisíveis da natureza. Aceito com paz a marcha lenta e ziguezagueante da oração e o fato de que o caminho para a santidade seja tão longo e difícil. Aceito com paz as contrariedades da vida, as incompreensões de meus irmãos, as enfermidades e a própria morte, e a lei da insignificância humana, que quer dizer: que, após a minha morte, tudo seguirá igual como se nada houvesse acontecido.Aceito com paz o fato de querer tanto e poder tão pouco, e que, com grandes esforços, hei de conseguir pequenos resultados. Aceito com paz a lei do pecado, isto é: faço o que não quero e deixo de fazer aquilo que eu gostaria de fazer. Deixo com paz, em Tuas mãos, o que deveria ter sido e não fui, o que deveria ter feito e não fiz. Aceito com paz toda a impotência humana que me envolve e me limita.Aceito com paz as leis da precariedade e da transitoriedade, as leis da mercadoriedade  e do fracasso, as leis da solidão e da morte. Em troca de toda esta entrega, dá-me a Paz, Senhor. Amém!

Ana Paula Missias – Equipe Blog Dominus Vosbiscum

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Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 6 – Do silêncio

1. Façamos o que diz o profeta: “Eu disse, guardarei os meus caminhos para que não peque pela língua: pus uma guarda à minha boca: emudeci, humilhei-me e calei as coisas boas”. 2. Aqui mostra o Profeta que, se, às vezes, se devem calar mesmo as boas conversas, por causa do silêncio, quanto mais não deverão ser suprimidas as más palavras, por causa do castigo do pecado? 3. Por isso, ainda que se trate de conversas boas, santas e próprias a edificar, raramente seja concedida aos discípulos perfeitos licença de falar, por causa da gravidade do silêncio, 4. pois está escrito: “Falando muito não foges ao pecado”, 5. e em outro lugar: “a morte e a vida estão em poder da língua”. 6. Com efeito, falar e ensinar compete ao mestre; ao discípulo convém calar e ouvir.

7. Por isso, se é preciso pedir alguma coisa ao superior, que se peça com toda a humildade e submissão da reverência. 8. Já quanto às brincadeiras, palavras ociosas e que provocam riso, condenamo-las em todos os lugares a uma eterna clausura, para tais palavras não permitimos ao discípulo abrir a boca.

Marcha pela vida e contra o aborto reúne mais de meio milhão de pessoas em Washington D.C.

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Do ACI Digital

Cerca de 650 mil pessoas se congregaram nesta sexta-feira, 25, em Washington D.C. na “Marcha pela Vida”, protestando contra a legalização do aborto nos Estados Unidos sob o lema “40 Anos = 55 milhões de bebês mortos como produto do aborto”. A marcha realizou-se no marco do 40º aniversário de “Roe vs. Wade”, a decisão de 1973 com a que a Corte Suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto em todo o país.

Centenas de milhares de participantes, em sua maioria jovens, enfrentaram as baixas temperaturas e neve, para comparecer à Marcha pela Vida deste 25 de janeiro.

Os milhares de jovens participantes na marcha deste ano expressaram seu entusiasmo e esperança, enquanto defendiam a dignidade de toda vida humana, desde sua concepção até a morte natural. Em declarações ao grupo ACI, Tony Visintainer, um seminarista de 23 anos, assegurou que a marcha deste ano teve “muita energia”.

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“Não sei se for pelo 40º aniversário”, assinalou, “mas há uma diferença na atmosfera”.

Visintainer indicou que a multidão estava cantando e dançando nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Os manifestantes escutaram os oradores em um ato prévio no National Mall, antes de caminhar rumo à Corte Suprema. Muitos levavam cartazes expressando seu apoio à vida, e rezavam em silêncio.

Christy Guillory, estudante na escola secundária St. Emory, do estado de Louisiana, estava “muito emocionada” por estar na marcha pela primeira vez, apesar do clima frio.

“A neve é algo novo para mim”, disse, acrescentando que a experiência de estar lá, junto à grande multidão pró-vida era “muito para assimilar”.

Guillory disse que assistiu à marcha este ano para “dar testemunho” das vidas dos não nascidos, ecoando os sentimentos de muitos outros participantes.

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Derek Smith chegou de Chillicothe, no estado de Ohio, com membros da sua paróquia para participar da marcha e dar testemunho. Ele explicou que se converteu à Igreja Católica logo depois de sua primeira participação na Marcha pela Vida, quatro anos atrás.

“Realmente, isto é o que me fez me decidir ser católico”, disse Smith, indicando que uma coisa que mudou sua forma de pensar sobre a Igreja foi “o poder atrás da marcha, tanto em orações como na dedicação das pessoas que participam.

Algumas mulheres e homens que compareceram à marcha falaram sobre a experiência de dor que o aborto deixou em seus corações e em suas mentes.
Josephine Todd, de 59 anos, teve um aborto em 1980, antes de converter-se em pró-vida.

Ela assinalou que veio à Marcha pela Vida para “dar meu coração” e defender o que é correto, mostrando “o que nunca devi ter feito”, e alentando outros a não cometerem seu erro.

A assistência entre os estudantes universitários também foi alta, com muitas universidades mandando números altos de estudantes à capital dos Estados Unidos para participar da marcha. Grupos pró-vida de várias universidades da Ivy League, entre as que se encontram as de Harvard, Yale e Princeton, reuniram-se para uma foto grupal antes de começar e emprestaram seu apoio à marcha.

Caroline Bazinet, uma estudante da Universidade de Princeton, indicou as similitudes entre os movimentos pelos direitos civis e os movimentos pró-vida. Bazinet explicou que é importante ajudar as pessoas manifestando-se pelos membros perdidos de sua geração, para que percebam que a vida de milhões de crianças foram perdidas.

Por sua parte, Chrissy Rodriguez, estudante de 20 anos da Universidade de Harvard, disse que confia na habilidade do movimento pró-vida para mudar as coisas.

“Sou apenas uma pessoa”, disse, “mas sou uma pessoa que pode gritar ao mundo: É nisto que acredito!”.

>> Leia também meu último post sobre política parditária no Blog Cività Dei<<

Papa envia mensagem de consolo às famílias de vítimas da tragédia em Santa Maria

Papa Bento XVIA Secretaria de Estado do Vaticano divulgou na manhã desta segunda – 28/01 – o telegrama enviado pelo Papa ao Arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Adelar Rubert, expressando seu pesar pela tragédia ocorrida na cidade universitária. Como todos já sabem, no incêndio da boate ‘Kiss’ morreram 231 jovens e 80 estão hospitalizados em estado grave.

Exmo Revmo Dom Hélio Adelar Rubert
Arcebispo de Santa Maria

Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontíficie pede a Vossa Excelência que transmita às famílias das vítimas suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo em que confia a Deus Pai de misericórdia os falecidos, o Santo padre pede ao céi o conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e ao mesmo procuram remediá-lo, uma propiciadora bênção apostólica.

Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade.

Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 5 – Da obediência

1. O primeiro grau da humildade é a obediência sem demora. 2. É peculiar àqueles que estimam nada haver mais caro que o Cristo; 3. por causa do santo serviço que professaram, por causa do medo do inferno ou por causa da glória da vida eterna, 4. desconhecem o que seja demorar na execução de alguma coisa logo que ordenada pelo superior, como sendo por Deus ordenada. 5. Deles diz o Senhor: “Logo ao ouvir-me, obedeceu-me”. 6. E do mesmo modo diz aos doutores: “Quem vos ouve a mim ouve”.

7. Pois são esses mesmos que, deixando imediatamente as coisas que lhes dizem respeito e abandonando a própria vontade, 8. desocupando logo as mãos e deixando inacabado o que faziam, seguem com seus atos, tendo os passos já dispostos para a obediência, a voz de quem ordena. 9. E, como que num só momento, ambas as coisas – a ordem recém-dada do mestre e a perfeita obediência do discípulo – são realizadas simultânea e rapidamente, na prontidão do temor de Deus. 10. Apodera-se deles o desejo de caminhar para a vida eterna; 11. por isso, lançam-se como que de assalto ao caminho estreito do qual diz o Senhor: “Estreito é o caminho que conduz à vida”, 12.e assim, não tendo, como norma de vida a própria vontade, nem obedecendo aos próprios desejos e prazeres, mas caminhando sob o juízo e domínio de outro e vivendo em comunidade, desejam que um Abade lhes presida. 13. Imitam, sem dúvida, aquela máxima do Senhor que diz: “Não vim fazer minha vontade, mas a d’Aquele que me enviou”.

14. Mas essa mesma obediência somente será digna da aceitação de Deus e doce aos homens, se o que é ordenado for executado sem tremor, sem delongas, não mornamente, não com murmuração, nem com resposta de quem não quer. 15. Porque a obediência prestada aos superiores é tributada a Deus. Ele próprio disse: “Quem vos ouve, a mim me ouve”. 16. E convém que seja prestada de boa vontade pelos discípulos, porque “Deus ama aquele que dá com alegria”. 17. Pois, se o discípulo obedecer de má vontade e se murmurar, mesmo que não com a boca, mas só no coração, 18. ainda que cumpra a ordem, não será mais o seu ato aceito por Deus que vê seu coração a murmurar; 19. e por tal ação não consegue graça alguma, e, ainda mais, incorre no castigo dos murmuradores se não se emendar pela satisfação.

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Contra os Acadêmicos – Livro II [Segundo Prólogo a Romaniano]

Santo Agostinho de Hipona (4)Pax et Bonum! Amigos, que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês!

Primeiramente, começo este post externando todo o meu sentimento de perda aos familiares e amigos das pessoas que perderam suas vidas na tragédia em Santa Maria-RS. Nestas horas, por mais que tenhamos o dom da oratória, todas as palavras são simplórias diante a dor da perda. De certo, tenho que Deus proverá o verdadeiro bálsamo e os consolará de modo único! Que Maria Santíssima possa nos colocar em seu colo maternal para que nós, vossos filhos, possamos nos sentir aconchegados e protegidos em meio a esta dor.

Dando continuidade aos estudos do livro “Contra os Acadêmicos“, iremos hoje iniciar a leitura do Livro II. São Agostinho, remete este material, a Romaniano, para que ele se edifique na filosofia. Este prólogo será subdivido em três partes a fim de que possamos melhor compreender o sentido de Agostinho para com Romaniano. Boa leitura a todos!

Segundo prólogo a Romaniano
Obstáculos sobre o caminho em direção

1 – Se fosse tão necessário encontrar a sabedoria quando procurada, quanto, para ser sábio, é necessário possuir a sua disciplina e ciência, certamente toda a falsa sutileza, a obstinação, a teimosia dos Acadêmicos, ou, como por vezes penso, as razões válidas para o seu tempo, teriam sido sepultadas com a época e os corpos de Carnéades e de Cícero. Mas, seja em razão das múltiplas e variadas vicissitudes desta vida, como tu mesmo podes experimentar, Romaniano, seja por certo entorpecimento, apatia e indolência dos espíritos, seja por causa da desesperança de encontrar a verdade, pois a estrela da sabedoria não brilha tão facilmente à mente como esta luz material aos nossos olhos, seja ainda – e este erro é muito comum entre os povos – pelo fato de que os homens erroneamente imaginam ter encontrado a verdade, deixam de buscá-la com diligência, se é que a buscam, e facilmente perdem a vontade de procurá-la, ocorre que a ciência é rara e quinhão de poucos. Por isso homens nada medíocres, mas argutos e bem-informados, julgam que as armas dos Acadêmicos, quando se trata de enfrentá-los, são invencíveis e como que forjadas por Vulcano. Considerando tudo isso, contra tais ondas e tempestades da fortuna devemos lutar com os remos de todas as virtudes e sobretudo implorar o auxílio divino com toda a devoção e piedade, a fim de que o firme propósito de nos dedicar ao estudo da sabedoria siga o seu curso, sem que nenhum acaso o impeça de alcançar o seguríssimo e dulcíssimo porto da filosofia. Esta é a tua primeira tarefa. Daqui meu receio por ti, daqui meu desejo de libertar-te. Para isso todos os dias – se é que sou digno de ser atendido – em minhas preces não cesso de implorar ventos favoráveis para ti. Minhas preces se dirigem ao próprio poder e sabedoria de Deus altíssimo. Pois não é esta que os mistérios nos apresentam como filho de Deus?

2 – Muitos me ajudarás nas minhas orações por ti, se não desesperares de que possamos ser ouvidos e unires teus esforços aos nossos não só pelos desejos, mas também pela vontade e por aquela tua natural elevação de espírito que me atrai a ti, que me encanta singularmente e que não cesso de admirar, mas que, infelizmente, como o raio pelas nuvens, está envolto pelas preocupações domésticas e assim permanece oculto aos olhos de muitos, ou de quase todos. Todavia, não pode passar despercebido de mim e de um ou outro de teus amigos mais íntimos, nós que muitas vezes não só ouvimos atentamente os teus rumores, mas também vimos alguns clarões precursores do raio. Pois, para calar todo o resto e lembrar apenas um fato, quem alguma vez trovejou tanto e tão subitamente e brilhou com tanta claridade de espírito, que um só estrondo da razão e um só clarão de temperança destruiu radicalmente um só dia a impetuosíssima paixão que na véspera ainda te dominava? Tardará ainda esta virtude a resplandecer e a transformar o riso de tantos descrentes em horror e estupefação? Depois de manifestar aqui na terra, por assim dizer, certos presságios futuros, não rejeitará ela todo o peso de todas as coisas corporais, e se lançará ao céu? Serão vãs as esperanças que Agostinho tinha de Romaniano? Não o permitirá aquele a quem me entreguei totalmente e comecei a conhecer um pouco.

(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum – Referências: Veritatis  Suma Teológica  Ordem de Santo Agostinho  Patrística vol.24)

Veja Também:: Vida de São Agostinho | Livro I

Até o próximo post! E divulguem/compartilhem este estudo com seus amigos para que juntos possamos aprender com os doutores da nossa Igreja que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana!

Como o Espírito Santo atua na Igreja?

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Estamos terminando a nossa breve catequese sobre o Espírito Santo. Mais para frente voltaremos a falar sobre Ele, quando formos trabalhar os dons do Espírito Santo. Porém existe um último assunto que precisamos comentar aqui no blog: Como este Espírito Santo atua na Igreja de Cristo?

Sabemos que cada pessoa da Santíssima Trindade tem um papel determinado na história da salvação e sabemos também que a Igreja é o caminho seguro para que nós possamos encontrar a nossa intimidade com Deus. Portanto quando se trata do Espírito Santo, é importante conhecermos a forma que ele atua em nós.

O Espírito edifica, anima e santifica a Igreja: Espírito de Amor, Ele torna a dar aos batizados a semelhança divina perdida por causa do pecado, e faz com que eles vivam em Cristo da própria Vida da Santíssima Trindade.

Ele nos envia a testemunhar a Verdade de Cristo e organiza-os nas suas mútuas funções, para que todos deem os frutos do Espírito conforme São Paulo nos mostra na sua carta aos Gálatas (5,22). Esta ação se dá muitas das vezes por meio dos sacramentos, onde Cristo comunica aos membros do Seu Corpo o Seu Espírito e a graça de Deus que produz os frutos de vida nova, segundo o Espírito.

Finalmente, o Espírito Santo é o Mestre da oração. Ele quem nos ajuda a falar com Deus, inspirando nossa alma, nossa mente e nosso intelecto.

Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.” (Rm 8, 26)

Sabemos que o Espírito Santo age onde quer e como quer, mas sendo Ele a terceira pessoa da Santíssima Trindade, em nada Ele irá contrariar aquilo que já foi firmado em conjunto com o Pai e o Filho.

Independente de quem está presidindo a celebração, independente de gostarmos ou não desta pessoa, e digo mais, independente desta pessoa estar ou não em pecado, quando um sacramento acontece, a graça do Espírito Santo é derramada em quem recebe este mesmo sacramento. A ação do Espírito independe de quem o ministra.

Portanto, quando você for receber algum sacramento, seja ele a eucaristia ou a confissão, creia que ali o Espírito Santo de Deus estará agindo em você. Esta é a beleza da verdadeira Igreja de Cristo. Pax Domini

Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 4 – Quais são os instrumentos das boas obras

1. Primeiramente, amar ao Senhor Deus de todo o coração, com toda a alma, com todas as forças.
2. Depois, amar ao próximo como a si mesmo.
3. Em seguida, não matar.
4. Não cometer adultério.
5. Não furtar.
6. Não cobiçar.
7. Não levantar falso testemunho.
8. Honrar todos os homens. 9. E não fazer a outrem o que não quer que lhe seja feito.
10. Abnegar-se a si mesmo para seguir o Cristo.
11. Castigar o corpo.
12. Não abraçar as delícias.
13. Amar o jejum.
14. Reconfortar os pobres.
15. Vestir os nus.
16. Visitar os enfermos.
17. Sepultar os mortos.
18. Socorrer na tribulação.
19. Consolar o que sofre.
20. Fazer-se alheio às coisas do mundo.
21. Nada antepor ao amor de Cristo.
22. Não satisfazer a ira.
23. Não reservar tempo para a cólera.
24. Não conservar a falsidade no coração.
25. Não conceder paz simulada.
26. Não se afastar da caridade.
27. Não jurar para não vir a perjurar.
28. Proferir a verdade de coração e de boca.
29. Não retribuir o mal com o mal.
30. Não fazer injustiça, mas suportar pacientemente as que lhe são feitas.
31. Amar os inimigos.
32. Não retribuir com maldição aos que o amaldiçoam, mas antes abençoá-los.
33. Suportar perseguição pela justiça.
34. Não ser soberbo.
35. Não ser dado ao vinho.
36. Não ser guloso.
37. Não ser apegado ao sono.
38. Não ser preguiçoso.
39. Não ser murmurador.
40. Não ser detrator.
41. Colocar toda a esperança em Deus.
42. O que achar de bem em si, atribuí-lo a Deus e não a si mesmo. Mas, quanto ao mal, saber que é sempre obra sua e a si mesmo atribuí-lo.
43. Temer o dia do juízo.
44. Ter pavor do inferno.
45. Desejar a vida eterna com toda a cobiça espiritual.
46. Ter diariamente diante dos olhos a morte a surpreendê-lo.
47. Vigiar a toda hora os atos de sua vida.
48. Saber como certo que Deus o vê em todo lugar.
49. Quebrar imediatamente de encontro ao Cristo os maus pensamentos que lhe advêm ao coração e revelá-los a um conselheiro espiritual.
50. Guardar sua boca da palavra má ou perversa.
51. Não gostar de falar muito.
52. Não falar palavras vãs ou que só sirvam para provocar riso.
53. Não gostar do riso excessivo ou ruidoso.
54. Ouvir de boa vontade as santas leituras.
55. Dar-se freqüentemente à oração.
56. Confessar todos os dias a Deus na oração, com lágrimas e gemidos, as faltas passadas e 57. daí por diante emendar-se delas.
58. Não satisfazer os desejos da carne.
59. Odiar a própria vontade.
60. Obedecer em tudo às ordens do Abade, mesmo que este, o que não aconteça, proceda de outra forma, lembrando-se do preceito do Senhor: “Fazei o que dizem, mas não o que fazem”.
61. Não querer ser tido como santo antes que o seja, mas primeiramente sê-lo para que como tal o tenham com mais fundamento.
62. Pôr em prática diariamente os preceitos de Deus.
63. Amar a castidade.
64. Não odiar a ninguém.
65. Não ter ciúmes.
66. Não exercer a inveja.
67. Não amar a rixa.
68. Fugir da vanglória.
69. Venerar os mais velhos.
70. Amar os mais moços.
71. Orar, no amor de Cristo, pelos inimigos.
72. Voltar à paz, antes do pôr-do-sol, com aqueles com quem teve desavença.
73. E nunca desesperar da misericórdia de Deus.
74. Eis aí os instrumentos da arte espiritual: se forem postos em ação por nós, dia e noite, sem cessar, e devolvidos no dia do juízo, seremos recompensados pelo Senhor com aquele prêmio que Ele mesmo prometeu: “O que olhos não viram nem ouvidos ouviram preparou Deus para aqueles que o amam”. São, porém, os claustros do mosteiro e a estabilidade na comunidade a oficina onde executaremos diligentemente tudo isso.

Bento XVI lança mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais

brasao do vaticanoHoje 24 de janeiro, dia em que a Igreja celebra S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, a Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou para o mundo nesta manhã desta a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 12 de maio. Logo abaixo você confere a mensagem na íntegra, que traz como título “Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização” (os grifos são meus ok?):

Amados irmãos e irmãs,

Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam atualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.

O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.

A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação. Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).

O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interação humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.

A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afetiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.

A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.

Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da ação de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.

As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um fator de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efetiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interativo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).

No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem atual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contato inicial feito on line – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

Você sabe o que significa a palavra “Dom” para os católicos?

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Quando falamos do Espírito Santo, de imediato, muita gente já pensa em algo que chamamos DOM, porém embora sabendo que significa, muitas vezes não consegue exprimir em palavras o seu real significado. Pois bem, vamos neste post tentar expressar o que você já sabe empiricamente.

A palavra dom tem como significado um presente, uma dádiva, dada por alguém a uma pessoa de forma gratuita. Quando dizemos receber do Espírito Santo um determinado dom, dizemos que este “presente espiritual” é um algo mais para que esta pessoa consiga desempenhar bem a sua luta para chegar à imitação plena da pessoa de Jesus Cristo.

O primeiro de todos os dons que recebemos é o amor. Assim nos diz o Catecismo da Igreja Católica (§733 – 734):

Deus é Amor (1 Jo 4, 8.16) e o Amor é o primeiro dom, que contém todos os outros. Este amor derramou-o Deus nos nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5, 5). Uma vez que estamos mortos, ou pelo menos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do dom do Amor é a remissão dos nossos pecados. E é a comunhão do Espírito Santo (2 Cor 13, 13) que, na Igreja, restitui aos batizados a semelhança divina perdida pelo pecado.” (CIC § 733-734)

Veja como é interessante: O Espírito Santo derrama sobre nós o dom do Amor. E é graças ao amor de Deus por nós que Ele derrama sobre nós esta força, que faz com que os filhos de Deus possam dar fruto.

É partir deste primeiro dom que vem outros dons que recebemos no nosso batismo: Caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, auto-domínio (Gl 5, 22-23). Quanto mais renunciarmos a nós próprios, mais caminhamos segundo o Espírito, afinal de contas, pela comunhão com Ele, nos tornamos espirituais, como que recolocados no paraíso, reconduzidos ao Reino dos céus, à adoção filial, que nos dá a confiança de chamar Pai a Deus e de participar na graça de Cristo, e de ao mesmo tempo, sermos chamados filhos da luz e de tomar parte na glória eterna.

Nota: Existe também um significado para a palavra dom, quando se trata de bispos, monges beneditinos e etc, mas não é o caso desta postagem!