Apostólica Romana? O que isso significa?

Nos últimos posts que escrevi, vimos as diferenças entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa. Agora vamos voltar os nossos olhos mais uma vez para o nome da Nossa Igreja, a qual chamamos de Igreja Católica Apostólica Romana. Em posts anteriores, já falamos sobre o que significa a palavra “Igreja” e o que significa a palavra “Católica”. Hoje vamos entender a expressão “Apostólica Romana”.

Apostólica Romana? O que isso significa?

No tempo de Cristo, e posteriormente dos Apóstolos, Roma era o centro do mundo. O Império Romano ditava as regras do jogo. E para que o evangelho, e consequentemente a Igreja chegasse a Roma, Deus enviou Paulo e Pedro e posteriormente muitos outros para a cidade eterna. Em Roma estava a sede do Governo do Mundo, podemos assim dizer. Quero me referir a Pedro e Paulo, por serem duas colunas da Fé Cristã. Pedro o primeiro Papa. Enviado pelo próprio Cristo. A pedra sobre a qual Jesus desejava edificar a sua Igreja. Paulo, o Apóstolo dos Gentios, espalhou pelo mundo a doutrina de Cristo. A tradição nos ensina que primeiro Paulo foi para Roma. E depois de tudo isso, também São Pedro foi para lá também.

Pedro e Paulo dois bastiões da fé católica

Estes dois fundamentaram a Igreja em Roma. Deram suas vidas nesse lugar. Pedro morreu crucificado, assim nos ensina a tradição, de cabeça para baixo, pois não se considerava digno de morrer como Jesus. Já São Paulo morreu decapitado. Reza a tradição que a sua cabeça ao bater três vezes no chão, fez jorrar três fontes. Por isso o lugar onde São Paulo morreu chama-se “Tre Fontaine”.

Eles são nossos mártires da fé em Roma. E dali surgiram os Sucessores de Pedro. Dali vieram muitos outros. Todos eles com a missão salvaguardar a Doutrina e ensinar aos povos a verdade que Cristo nos revelou. A Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja de Cristo. Justamente porque é a Igreja Universal. E foi estabelecida ali, pelos dois grandes Apóstolos: Pedro e Paulo. Atingiram o centro do mundo, para que a partir dali, pudessem atingir todos os povos.

A nossa Igreja é Una. Não existe essa de católica renovada, ou católica batista. Ou é Igreja Católica Apostólica Romana ou não é. Tudo bem que vemos por ai as pessoas “erradamente” dizer Igreja Carismática ou Igreja dos Vicentinos. Isso está errado. A Renovação Carismática é movimento dentro da Igreja Católica. Os vicentinos são outro movimento. Os focolarinos outro… Não é uma outra Igreja. Na Igreja existem movimentos. São ações iniciadas por católicos para uma determinada missão que o Espírito Santo os inspira. Mas todos os movimentos estão dentro da Igreja. Estão submetidos a Igreja. Todos eles participam da missa. Comungam, confessam, fazem penitências… É preciso diferenciar uma coisa da outra. Igreja Católica é uma coisa. Um movimento dentro da Igreja Católica é outra. A Igreja é Una. Unida.

Outra coisa: Ultimamente apareceu por ai uma tal “Igreja Católica Brasileira“. Essa SEITA  nada tem a ver com a nossa Igreja Católica Apostólica Romana. Isso é coisa de gente que quer tirar católicos da Santa Igreja. Fique esperto! Em breve falaremos sobre isso!

Agora voltando a Igreja verdadeira do Senhor, veja como é bonito. Na Igreja existem movimentos.  Mas cada movimento tem uma missão particular na Igreja. A Renovação Carismática por exemplo, tem como missão levar os católicos a uma efusão do Espírito Santo. Já os vicentinos a terem um trabalho com os pobres. Os focolarinos já tem a missão de buscar a unidade. E todos precisam uns dos outros. Gosto de uma frase que Dom Alberto Taveira sempre repete:

Um carisma reconhece o outro…
(Dom Alberto Taveira – Arcebispo de Palmas/TO)

Porém mesmo que um sacerdote pertença a um determinado movimento, ele precisa celebrar a missa da mesma maneira que qualquer outro sacerdote. Porque o rito é igual. Quando você chega na China, ainda que não saiba o idioma, você consegue participar da missa porque você sabe como é o Rito. Se vai a Itália também. Se vai a Alemanha, ou na Colômbia a mesma coisa. O Rito é o mesmo. O Sacrifício é o mesmo. A importância que se dá a Liturgia, a Palavra, ou a eucaristia é a mesma. Claro que existem algumas diferenças cá e lá, como os cânticos e a forma da Assembléia participar. Inclusive existem até outros ritos que muitos de nós não conhecemos, mas que são aprovados pela Igreja, como o Rito Maronita. Mas a essência é a mesma. A Igreja é Una porque todos os sacerdotes e todas as paróquias seguem o Santo Padre o Papa. A Igreja não é dividida, até porque, quem se afasta da Igreja, se afasta da raiz, da essência. Santo Inácio de Antioquia já dizia:

“Onde está Cristo Jesus, está a Igreja Católica”
(Santo Inácio de Antioquia – Séc II)

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Você sabe o significado da palavra Católico?

O termo católico também vem do grego καθολικος (lê-se katholikos), e significa “geral”, “universal”. Isso se dizia para designar toda a Igreja, ou seja, todos os Cristãos, sejam eles, gregos, filipenses, efésios, gálatas, etc, etc, etc. Quando usamos esse termo, estamos dizendo que a Igreja de Cristo é Universal.

O significado da palavra católico - Blog Dominus Vobiscum

A Igreja que desde sempre segue a Cristo. Ela em todas as partes do mundo segue o mesmo rito. Vive a mesma fé. Segue o mesmo líder. Aliás, o sucessor de Pedro, que fora indicado pelo próprio Cristo para ser a Pedra firme que, assistido pelo Espírito Santo, e fortalecido pelo próprio Jesus Eucarístico, vai guiar a sua Igreja até a segunda vinda gloriosa do Nosso Rei Mestre e Senhor.

Como eram formadas as chamadas igrejas locais?

Já que estamos falando dos significados do termo Igreja Católica e da origem desses termos, é interessante notar, que nos inícios, as Igrejas locais (ou seja, as Assembleias situadas nas cidades, que iam sendo formadas aos poucos) eram formadas pelos Apóstolos ou seus enviados, e desde sempre, seguiam um certa maneira de proceder. Um certo rito, um determinado padrão. Os Apóstolos que fundavam essas comunidades de Cristãos, procuravam ensinar de uma forma básica  as coisas fundamentais da Fé. Eles não iam ensinando as coisas cada qual a sua maneira, do jeito que bem entendiam. Até porque, eles vieram da mesma fonte. Cristo. As comunidades cristãs, sobretudo essas primeiras, foram sendo formadas seguindo a essência do ensinamento dos Apóstolos. Obviamente, que em um lugar ou outro, a Igreja local trazia algumas particularidades próprias do povo, mas o Rito, a forma de celebrar a Eucaristia, era a mesma.

E assim os cristãos passaram a seguir, mesmo em lugares diferentes, o mesmo rito. Por exemplo, quando um cristão grego ia a Éfeso, e participava lá da eucaristia, ele basicamente via a mesma coisa, no que diz respeito a essência.

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O significado da palavra Igreja

Já que começamos a falar de Igreja, vamos conhecer o Significado dessa palavra. É importante conhecer a origem das palavras. Para podermos usá-las bem. Para entendermos porque a Igreja Católica é a Igreja de Cristo e não as outras, precisamos entender o significado dos termos.

Dominus Vobiscum - Ecclesia

A palavra Igreja deriva do grego εκκλησια (lê-se ekklesia). No latim ecclesia. Esta palavra de origem grega foi a escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico, usado entre os judeus para designar a Assembléia Geral do “povo do deserto”, reunida ao apelo de Moisés. Em outras palavras podemos dizer que Igreja Significa – Assembléia Convocada. Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus.

Desde sempre, a reunião do Povo de Deus, era “Igreja”. Não existia outra “Igreja” de Deus. Se você estava em uma “Igreja”, obviamente você era parte integrante do povo de Deus. Com a vinda de Jesus, esse termo passou a ser usado para a reunião dos cristãos. A Igreja de Cristo. O que nos leva a entender que Cristo tinha uma Igreja.

E falando em Cristo… O que é significa ser cristão?

Cristão é um seguidor de Cristo. Alguém que deseja imitar o Cristo. Assim como o flamenguista veste a camisa do flamengo, ou o palmeirense veste a camisa do palmeiras, e enfeita a sua casa com as cores do seu time, o Cristão “veste” a camisa de Cristo, sendo que nesse caso, vestir a camisa de Cristo nada mais é do que viver aquilo que Ele ensina. Ter como valores da sua vida, os valores que Cristo ensina. É preciso entender bem esses termos, por que como disse antes, tem muita gente por ai dizendo que é, e infelizmente não é. Embora houvesse usado o exemplo de times de futebol para exemplificar o termo, hoje muitas pessoas tem a religião como um time que deve torcer. Como uma posição que precisam ter na vida. Como um elemento para preencher um cadastro.

É comum vermos nas mesas de bar, ou em rodas de amigos, pessoas dizendo que são cristãs, mas não praticam o cristianismo. É como aquela pessoa que diz torcer para um time de futebol mas não sabe quando serão os jogos, não conhece a escalação do time, não tem a camisa, sequer sabe o hino do seu time. Quem é torcedor de fato, sabe que isso é o mínimo que um bom torcedor tem que saber… Na minha terra, esse tipo de torcedor é denominado, “torcedor doente”. São os que dizem ter um time só por dizer. Para não ficarem sem assunto. Tem gente que diz ter uma religião só para ter assunto. Para não ficar por fora. E esse tipo de gente é até engraçado. Porque quando surge o assunto de religião, defendem a Igreja com unhas e dentes, mas na hora de ir a missa, não praticam a sua fé. Na hora de confessar, se escondem da confissão. Por isso vai mais uma vez um alerta: Cristão é seguidor de Cristo. É alguém que vai atrás. Que faz sua parte! Não existe essa de cristão meia boca. Por favor… Se posicione!

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A verdade e as “outras” verdades

Uma das mais básicas noções de Lógica é o chamado Princípio da Não-Contradição. Ele pode ser expresso de maneira bastante simples: se duas afirmações se contradizem (por exemplo, “A capital do Brasil é Brasília” e “A capital do Brasil é Buenos Aires”, ou uma delas está certa e a outra errada ou ambas estão erradas. Deus, que é infinitamente perfeito, evidentemente não pode entrar em contradição conSigo mesmo. Assim sendo, a Verdade só pode ser uma só, e tudo o que a contradiz é errado.

A verdade e as verdades - Blog Dominus Vobiscum

Nosso Senhor Jesus Cristo disse que Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Do mesmo modo, a Sagrada Escritura nos adverte que há apenas “Um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo” (Ef 4,5). Nosso Senhor, antes de ser preso e crucificado, afirma que deu aos Seus discípulos (os Apóstolos, a Igreja) a glória que o Pai Lhe deu para que sejam um, como Cristo e o Pai são Um (Jo 17,22). Isto mostra que, evidentemente, o princípio da não-contradição é válido ao tratarmos da Verdade. O Senhor é único, a Verdade é única, o Caminho é único (Ele não disse que era “uma verdade”,  ou que era “as verdades”; não disse que era “um caminho”,  ou que era “os caminhos”); a Fé é única, o Batismo é único. A Igreja verdadeira é também uma só.

Encontramos porém hoje em dia muitas pessoas que negam este princípio básico da Lógica, ao menos no que se aplica ao Cristianismo. Eles afirmam que a Igreja é composta invisivelmente da soma de todos os que crêem em Jesus e O aceitam como Salvador. Há porém um problema seriíssimo neste raciocínio.

E tem vários jesuses é?

Em que Jesus eles crêem? Cada grupo, cada protestante que se afirma salvo crê em um “jesus” diferente. O “jesus” dos batistas nega a eficácia do Batismo, que para ele é simbólico. O “jesus” dos metodistas afirma que o Batismo é eficaz e faz da pessoa um filho de Deus. O “jesus” dos adventistas preocupa-se quase que exclusivamente com a manutenção do sábado dos judeus – sendo que guardar o domingo seria para este “jesus” a marca da Besta – gastando ainda uma certa dose de energia para proibir fumar, comer carne ou beber cafeína – ao passo que outros “jesuses” mandam descansar no domingo, ou até em dia nenhum.

O “jesus” de uma conhecida modelo “disse a ela em seu coração” que não haveria problema algum em apresentar um programa de venda por telefone de produtos de sex-shop e posar nua para uma revista; dificilmente seria esta o mesmo “jesus” da “Assembléia de Deus”, que exige saias abaixo do joelho para as mulheres!

Esta multidão de “jesuses” faz com que seja bastante fácil, na verdade, “aceitar Jesus”. Basta procurar uma seita que tenha um “jesus” suficientemente parecido com o que a própria pessoa deseja e o problema está resolvido. Uma conhecida figura política carioca queria viver com uma pessoa que já era casada. O “jesus” de sua seita, entretanto, não permitia segundas núpcias. Nada mais fácil: bastou passar a “congregar” em outra seita cujo “jesus” permitia a legitimação do adultério e o “casamento” pôde ser feito.

Para os protestantes da primeira seita, porém, esta pessoa continua sendo uma “evangélica” em boa situação, pertencente à “Igreja invisível” que reúne todos os que aceitam um “jesus” fabricado por encomenda em seus corações! O fato dela ter escolhido reunir-se (”congregar-se”) com outras pessoas cuja crença está em contradição com a crença da seita em que saiu não é em absoluto motivo suficiente para ela deixar de ser “contada entre os eleitos” por aqueles que ela deixou. O fato dela ter escolhido uma “verdade” que esta em contradição com a “verdade” pregada pela seita de que saiu, na opinião deles, não significa que ela não siga a (um) “jesus” e assim seja parte desta “Igreja invisível” e auto-contraditória.

O cúmulo de negar a não-contradição

Como o princípio de não-contradição pode ser tão soberbamente ignorado? É simples:

O orgulho humano prefere criar um “jesus” a sua imagem e semelhança que aceitar Nosso Senhor Jesus Cristo, cujas palavras são freqüentemente duras de ouvir (Jo 6,61).

Esta idolatria (não há outro nome para a adoração de uma criação humana) é infelizmente a marca do protestantismo. Não há, para eles, uma só Fé, um só Batismo, um só Caminho, uma só Verdade. Há apenas a união no ódio à Igreja verdadeira e na negação de aceitar o Verdadeiro Cristo, substituído por uma criação humana que por ter sido apelidada por seus criadores de “jesus” poderia, acham eles, salvar.

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